Seis por Oito (93): Os Frutos do Esforço




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Compêndio ITalvez vocês achem que a Sonia foi sem noção por não me trazer um presente, mas, na real, o presente dela foi exatamente o que eu mais precisava: ela ia pegar o último capítulo do trabalho de conclusão e revisar os fluxos de caixa.

Odeio fazer esses cálculos. Eu sou mais de calcular tensões de cisalhamento, perdas de potência e, acima de tudo, aplicações de engenharia. Odeio fazer cálculos administrativos, porque não influenciam no meu trampo.

De certa forma, o engenheiro é tipo um mercenário: propõe condições de trabalho ideais, sem se preocupar com os preços. Como era de se esperar, os economistas nos odeiam…

Mas ela fazia isso por dois motivos: primeiro, porque me ama e queria me dar uma força no meu projeto, assim como fez na cutie; segundo, e provavelmente o mais importante, porque a diretoria tinha pedido.

Não era uma ordem, mas uma sugestão. Pra eles, também era importante investir num programa de engenheiros trainees e sabiam que ela tinha acabado de assumir o cargo, que não era a área dela e que não conseguiria avaliar meu trabalho dentro das expectativas deles, mas pra ela era diferente.

Mesmo sendo uma das minhas namoradas, o profissionalismo dela a faz ser totalmente imparcial na hora de avaliar meu trabalho. Ela não se contenta com menos que o perfeito e, na real, eu tava grato pelo presente, mas nervoso com a avaliação que ela ia me dar, já que ia me julgar com rigor.

Por isso, naquele fim de semana não fui na casa dela e consegui estar presente na sexta, quando a Pamela recebeu aquela ligação.

Na verdade, quem atendeu foi meu rouxinol, mas perguntaram por ela. Me chamou a atenção que perguntaram o nome completo dela, a idade e outros dados pessoais.

Quando os olhos dela se arregalaram, pensei que podia ser um golpe telefônico e quase peguei o telefone, mas a Pamela começou a chorar de felicidade.

Ela dizia que estavam ligando do Ministério da Educação, que ela tinha tirado duas notas máximas nacionais no vestibular. que estavam convidando ela para uma cerimônia que ia rolar no Palácio do Governo, onde o Presidente da República ia receber eles pra tomar café da manhã, às 9 da manhã, junto com um convidado.
Marisol e a família dela abraçaram ela, todas chorando. Verônica falou que tava orgulhosa dela e se abraçaram com carinho. Pamela agradeceu o apoio de todas e olhou pra mim, me dando um beijo suave.

Preciso confessar que fiquei meio incrédulo quando ouvi. Era o Ministério da Educação e eu esperava um pouco mais de tato: que avisassem antes e de um jeito mais formal.
Mas tive que engolir meus comentários. Ela já tava nervosa porque no dia seguinte iam sair os resultados e, bom... era o Estado... por que não podia ser verdade?

Foi lindo ver todas elas super animadas, escolhendo a roupa da Pamela. Ela tinha que vestir semi formal, já que iam ter pessoas de diferentes classes sociais, então escolheram uma camisa jeans com uma jaqueta de couro e a Marisol emprestou uma saia fina verde.
Ela tava uma gostosa...

Amelia fez a pergunta que todas queriam saber...
"Amelia, é óbvio que ela vai com o Marco!" respondeu a Marisol.
"De... verdade?" perguntou Pamela, vermelha de vergonha e tentando esconder que tava chorando.
"Sim, Pamela. Ele também é seu namorado e foi quem mais te ajudou a estudar. Vocês merecem..." ela me acariciou, me olhando com aqueles olhos verdes lindos e completou. "Na verdade, hoje à noite vamos trocar de quarto..."

Ficamos com cara de surpresa.
"Como assim?" perguntou Verônica, rindo.
"Que ela vai dormir com o Marco hoje à noite." respondeu, com aquele olhar estranho que fica quando tá excitada. "A coitadinha vai ficar muito nervosa essa noite e provavelmente vai ter dificuldade pra dormir... meu amado Marco sabe muito bem o que fazer pra acalmar ela... e bom, eu e a Amelia podemos colocar o papo em dia."

Embora todo mundo saiba o que eu faço com elas à noite, a Pamela ainda fica envergonhada. Ela é a mais normal e ainda se sente desconfortável com essa relação. Aquela noite foi especial. A Lúcia estava gostosa, com a camisola rosa que já mencionei quase todas as outras vezes, mas tava mais tímida que o normal.
“Por que tão nervosa?” perguntei.
“Não tô nervosa!” respondeu, tentando mentir pra mim. “… só tô desconfortável porque elas sabem o que a gente vai fazer.”
“Bom, não precisa ter vergonha…” falei, levantando da cama. “Se quiser, posso dormir no sofá…”
“Não!... Não vai, não!” ela disse, sem coragem de me olhar. “Eu gostaria que você ficasse… mas se não quiser… não esquenta.”
Segurei o rosto dela e olhei nos olhos castanhos.
“Pamela, você é muito gostosa e claro que adoraria ficar!... mas não precisa se preocupar. A gente não vai fazer nada que você não queira.”
Ela sorriu.
“Bom… eu gosto quando você me toca e me beija. Me sinto tranquila com você…” confessou. “Mas nunca passei por algo assim… e sendo sincera com você… tô com um pouco de medo.”
Beijei ela com carinho.
“É inacreditável que a ‘amazona espanhola’ ficou sincera comigo!”
“Para de me encher o saco!” ela disse, escondendo o rosto no meu peito. “Além disso, as ‘Amazonas’ são da mitologia grega. Não espanhola…”
Acariciei o cabelo dela com ternura.
“Antes, você nem sabia o que a palavra significava, muito menos de que cultura era.” falei, beijando ela e começando a pegar nos peitos dela.
“E bom… você sempre foi um tarado, babando nas minhas tetas.” ela disse, suspirando e se entregando às minhas carícias.
Beijei ela.
“Até quando você vai chamar de tetas?” perguntei, acariciando o rosto dela e olhando nos olhos. Ela tava chorando.
“Você sempre me tratou tão bem!... Por isso te amo tanto!” respondeu, me beijando.
Coloquei a camisinha e ela me esperava sorrindo. Comigo, ela se entregava por completo. Se minhas mãos começavam a acariciar, ela não resistia. A pele dela era tão macia e delicada e não tinha terreno proibido.
Os beijos dela eram doces e sempre me faziam pensar como a sorte me permitiu beijá-los. Confesso que ainda sinto falta do perfume dela.
Não que o cheiro do sabonete da Marisol seja ruim, mas são aromas característicos de cada uma. Da Pamela, era um perfume suave, francês e elegante.
“Você sempre vai tão fundo, né?” ela me perguntava, depois de alguns dos orgasmos dela.
“Bom… é o seu lugar mais especial… e eu adoro tocar nele.” Eu respondia.
Ela suspirava.
“Marco… se eu tivesse te tratado melhor… você acha que teria se casado comigo?” perguntou com timidez.
“Francamente, não sei.” Respondi. “Antes, eu teria dito que não, bem seguro… mas agora…”
Ela começava a se animar mais.
“Agora?…” perguntava, toda empolgada, começando a rebolar a bacia.
“Agora, você mudou muito… é mais honesta e mais doce… não fica tão brava.” Respondi.
Ela se agarrava nas minhas costas, pra eu meter mais forte.
“É que… com você… eu não tenho medo…” ela dizia, gozando gostoso.
Mas a gente ainda mantinha um pouco daquela mentira que tinha antes: que não falávamos o que sentíamos, pra não complicar os sentimentos.
A gente transou em silêncio. Não queríamos aprofundar aquele pensamento. Naqueles momentos, a gente se amava e era o que importava.
Já nos conhecíamos tão bem, que quando ela sentiu que eu ia gozar, me beijou de um jeito apaixonado e a gente se aninhou.
“Quer meter por trás?” ela disse, me acariciando enquanto esperávamos eu amolecer.
Fiquei com vergonha.
“Se não quiser, não precisa. Tô satisfeito…”
Ela me beijou.
“Marco, sei que você gosta!… Além do mais, é a única parte que só você tocou!”
“E você?… Gosta?” perguntei, vermelho que nem um pimentão.
Ela também corou.
“Bom… gostar muito, não… mas te faz feliz…”
Sorri. Ela tinha aquela cara que me dizia que adorava, mas era algo que poucas mulheres confessariam.
“Pamela… nunca te pedi desculpas…” falei, enquanto metia por trás.
“Por… quê?” ela perguntou, curtindo as minhas estocadas.
“Porque na primeira vez que fizemos… você queria que eu metesse pelo outro lado.”
“Mas… você não precisa se desculpar!... é tão gostoso…”
Eu ri. Não achei que ela estivesse tão excitada.
“Tá me dizendo que você gosta mais do que quando eu te como?” perguntei, com um sorrisão.
“Claro que não!... mas você gosta…” ela respondeu, se queixando de um jeito sensual.
“E você me ama tanto… que me entrega isso.”
“Sim!... É assim mesmo!” eu só sorria pra ela. “Idiota!... se sabe que eu gosto, pra que perguntar?”
Gozei dentro dela e nos acomodamos pra dormir.
“Marisol tinha razão.” ela disse, pegando minhas mãos pra eu segurar os peitos dela. “Gosto de saber que você não vai embora de noite.”
E dormimos abraçados.
Na manhã seguinte, tomamos banho e nos vestimos. Eu ainda desconfiava, mas Pamela continuava esperançosa. Marisol acordou cedo e me perguntou como tinha sido a noite. Disse que estava tudo bem, ela me beijou e pediu pra eu cuidar dela.
Tinha muita gente no Palácio do Governo. Além da segurança, tinha um cara com uma lista. Eu tava meio nervoso. Se fosse uma brincadeira, seria de muito mau gosto…
Mas quando ele encontrou Pamela na lista, meu queixo caiu.
“Que mentiroso você é!” Pamela disse, vendo minha cara. “Achei que confiava em mim!”
Beijei ela.
“Me desculpa, mas foi muito de repente!” falei, bem arrependido. “Mas nunca pensei que conheceria uma nota nacional…”
Ela sorriu.
“E eu tirei 2…” ela sussurrou no meu ouvido de um jeito sensual, esfregando os peitos nas minhas costelas.
Nem me perguntem como ninguém viu…
Mas não foi a única. Tinha outros 25 caras e também a imprensa. Não nos deram muita atenção, mesmo o caso da Pamela sendo especial, já que ela não tinha terminado o ensino médio e tava prestando do nada.
Mas parecia que estavam mais interessados nos casos de alunos de escolas periféricas. Talvez fosse melhor. Pelo menos, dava pra passar despercebido.
Nos reuniram num salão bem chique, com tapete vermelho, cadeiras e tudo mais. O Presidente falou com eles, elogiando o esforço e a dedicação, e depois soltou aquelas frases de sempre que aparecem nos jornais: que era preciso incentivar o desenvolvimento da educação, dar as mesmas oportunidades pra todo mundo e blá-blá-blá.
Depois, eles se organizaram pra que o Presidente entregasse um diploma de reconhecimento, a foto de recordação, onde ele apertava a mão, a foto em grupo e, em seguida, nos convidaram pra um café da manhã. Sua Excelência se desculpou, porque tinha outra reunião.
A Pamela estava emocionada. Nunca imaginou que conheceria ele pessoalmente.
Quando voltamos, a Marisol nos disse que o telefone não tinha parado de tocar. Ligaram de várias universidades, oferecendo bolsas, descontos nas mensalidades e um monte de facilidades pra ela estudar.
Mas a ligação que mais nos surpreendeu foi a que recebemos no domingo de manhã.
Pelo visto, ela tinha visto o jornal e ficou muito surpresa que a filha aparecesse no diário, então nos convidou pra almoçar…
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