Às vezes me pergunto por que fui parar numa família assim. Não vou dizer que sou o mais normal, pra isso já tem meu irmão Nacho, que pegou a esposa e foi morar bem longe pra poder formar um núcleo familiar como Deus manda. Mas, sinceramente, Nacho às vezes é fraco, quando vem nos visitar. E a Giorganna, a mulher dele, também. É o que dá se conhecer numa das festas de verão dos meus pais. Que aqui e assim ninguém se salva… Nem minha tia freira, a irmã mais velha da minha mãe, que achou que largando tudo e indo pra um convento no Sul resolveria todos os pecados dela. Deixando o marido e os filhos, meu tio Enrique e meus primos Vicente e Manuel, pecando ainda mais, se é que cabia, e ela pecando do mesmo jeito quando vem visitar.
Eu sei. Vivemos num estado de selvageria total. Num apocalipse sexual com tintas de tragicomédia exagerada. Como se nosso Criador fosse uma espécie de Demiurgo de mente pervertida, tentando escapar das fantasias entediadas do normal.
Seja como for, eu também tinha minha parcela de culpa. Minha parcela de pecado em toda aquela dinâmica de sexo sem ordem nem sentido. Mas muitas vezes se deixar levar pela corrente dos seus instintos mais baixos é o melhor e o inevitável. No fim das contas, com um modelo como o que eu tinha em casa… Minha mãe era o que se costuma chamar de *slut*, uma ninfomaníaca que deixava passar pela buceta quase qualquer homem e qualquer mulher. E alguns membros do reino animal também. Meu pai adorava que minha mãe fizesse isso, e a corte de súditos sexuais ao redor era mais do mesmo.
E eu… Bem, eu era o viadinho mais notório de toda aquela bagunça sem sentido. E como tal, exercia meu papel da melhor forma que podia. Por isso, naquele meio-dia, tinha colocado no carro meu colega de classe Marcos com uma sugestão suculenta que sabia que ele não ia recusar.
Chegamos na frente do muro alto do jardim da casa dos meus pais. Estacionei na lateral, no portão de acesso que ficava coberto por uns bons moitas de madressilva que eu usava pra entrar e sair na surdina. Afinal, era a que ficava mais perto do meu pequeno apartamento-casa. Aquele espaço circular que meus pais chamavam de "a casa da piscina" e que eu tinha adaptado pra minha total dependência de porra.
Abri o portão de metal e atravessamos o jardim pela lateral. Marcos me seguia em silêncio, com as mãos nos bolsos, parecia bem mais velho, com sombra de barba fechada, moreno e com um corpo entre grande e fibroso, bem peludo, que devia estar sentindo algum remorso ao lembrar o que ia fazer e como ia botar chifre na namorada de novo graças à minha boca. Porque já era a terceira vez que a gente fazia aquilo.
Umas risadas chegaram aos nossos ouvidos, vindas da área da piscina.
— Quem são? — perguntou Marcos.
— Relaxa. Deve ser minha mãe com a amiga dela, a Paola — respondi. Minha mãe tinha me dito que a Paola, aquela deusa mulata, tinha voltado pra cidade por uns dias e que naquela manhã iriam jogar paddle, tomar café e fazer compras. E muito provavelmente almoçariam trocando conselhos. Se é que não trocavam outras coisas também.
Entramos no meu apartamento, onde eu tinha tudo que um universitário precisa, e apontei pra Marcos minha cama, com os lençóis bagunçados e desfeitos. A Mikaela, a empregada, não tinha passado por ali hoje. Melhor! Talvez ainda estivesse impregnado nos lençóis o cheiro suado do Costel, o romeno enorme que trabalhava pro meu tio Enrique, e que eu tinha passado três longos quartos de hora chupando o cu dele. Um cu redondo, peludo e enorme.
Aquela era minha maior fraqueza: os beijos negros. Eu ficava louco pra praticar. Podia fazer por um tempão, até a pele vermelha do meu rosto incomodar de tanto roçar contra a pele das nádegas do cara. Principalmente se o cara tivesse um cu peludo. Adorava devorar aqueles booties gostosos. Do mesmo jeito, podia ficar Chupando paus por horas. Meu recorde até agora foi de cinco horas, numa tarde em que chupei o pau de um moleque de moletom da cidade quase sem parar, enquanto ele fumava baseados, só tendo tirado a calça e a cueca, mas deixando a camiseta e o boné da marca NY.
– Vamos começar? – perguntei ao Marcos, que concordou e rapidamente levou a mão ao botão da calça.
– Você vai comer minha rola ou meu cu? – ele me perguntou, enquanto eu via a calça dele cair até os tornozelos, vestindo uma cueca boxer preta que marcava o belo volume, levemente inchado, pelo que pude perceber.
– As duas coisas, se você quiser – dei de ombros.
– Por onde você começa? – ele se livrou dos tênis e tirou a calça.
– Tira a cueca, mas deixa as meias. Deita na cama de barriga pra cima e abre as pernas.
Marcos, sério, concordou e obedeceu. Ao tirar a boxer, um pau grosso e moreno, com uma selva negra de pelos pubianos na base, balançou, com a cabeça coberta por uma pele fina. As pernas dele eram peludas e ele tinha umas coxas volumosas.
Ele sentou na beira da cama, deitou pra trás e segurou as pernas pelos joelhos, deixando à mostra o seu rabo enorme e redondo, coberto de pelo preto curto e fino. Emoldurado na sua fenda, um botãozinho rosa apetitoso, bem apertado, esperava minha boca.
Fui até ele. Me ajoelhei na frente daquele rabão e apoiei minhas mãos nas suas nádegas macias e quentes, separando-as levemente. Minha respiração bateu na sua fenda suada, e Marcos soltou um suspiro. Diante dos meus olhos também estavam suas bolas peludas e balançantes.
– Tá com vontade de eu comer você? – perguntei.
– Tô com vontade de você lamber minha bunda – ele respondeu.
Sem mais delongas, aproximei minha boca daquele buraco e o lambi, sentindo aquele gosto tão íntimo e gostoso na minha língua. Marcos soltou vários gemidos e ali começou nossa sessão de rimming.
Cinco minutos depois, a bunda dele estava escancarada e minha língua A violadora entrava nele, enquanto as dobras do esfínter dele eram beijadas pelos meus lábios. Marcos ofegava e suava ao mesmo tempo.
Vinte minutos depois, o pau gordo dele, ereto, cabeçudo, descapado e de 18 centímetros, balançava a um palmo do meu rosto.
Vinte e dois minutos desde o começo, minha boca estava escancarada, a cabeçona avermelhada do Marcos estava apoiada na minha língua e, enquanto isso, ele se masturbava o tronco do rabo dele.
— Vou gozar já — ele anunciou, com a respiração ofegante.
Não deu tempo pra mais nada. Meu colega de faculdade começou a disparar uma porra bem densa e esbranquiçada dentro da minha boca, numa quantidade enorme de jatos, que me obrigou a engolir compulsivamente.
A sensação crua do sêmen escorrendo pela minha garganta me deu uma ânsia involuntária de nojo. Mas fechei os olhos e engoli, sem parar de limpar com a língua os restos grudados no pinto dele.
Momentos depois, o pau gordo dele já tinha murchado, feito um verme de carne brilhando de saliva, bem limpinho. Minha mão escorria porra. Minha própria porra. Durante a cena, eu tinha tirado o meu pau e me masturbado, gozando na minha mão e no tapete, que estava cheio de marcas. Tanto as minhas quanto as dos meus amantes.
Marcos caiu de bunda na cama, impregnando com minha saliva, os pelos arrancados das nádegas e da racha e o suor dele, meus lençóis já manchados. Eu gostava do cheiro dos lençóis limpos. Mas também dos lençóis taciturnos com cheiro de sexo, de macho e de virilidade.
Levantei do chão, onde estava de joelhos, me aproximei do Marcos, limpei meu pau na cueca preta dele, largada ali, e demos um beijo rápido de língua. Ele, ainda sem se recuperar, abriu os olhos e me olhou.
— Você tem uma boca incrível — ele disse.
— Quando você vai meter ele no meu cu? — peguei no pinto flácido dele.
— Já te falei que isso tem que esperar um pouco — respondeu a mesma coisa das vezes anteriores. — Uma coisa é isso e outra…
— Me foder? — perguntei.
— Isso aí — ele concordou.
No fundo, Marcos era como o Resto dos machinhos do grupo. Poucos, pouquíssimos, tinham tido coragem de meter no meu cu. Algo que eu não entendia. Bem que nas mulheres que eles compartilhavam faziam de tudo por quase qualquer buraco…
— Tá bom — respondi. Me afastei dele e fui até a geladeira que tinha ali, perto da mesa do computador. Abri e vi que a garrafa d'água estava vazia. — Acabou a água. Tenho que ir até a casa — apontei pela janela a mansão dos meus pais.
— Espero aqui — ele disse.
Na mesma hora, guardei o pau na calça e, ainda suado e com gosto de porra na boca, caminhei pelo jardim. Cheguei na entrada do alpendre, que dava pra piscina, e entrei na cozinha. Lá, minha mãe e a Paola estavam sentadas, devorando as saladas delas.
— Oi, Paola — cumprimentei. — Oi, mãe.
— Oi, querido.
— Meu Deus, Valentim! — exclamou a mulata Paola. — Xana, teu filho tá enorme.
— Já é um homem feito — comentou minha mãe, distraída, mordiscando um pedaço de alface, segurando entre os dedos, com aquelas unhas impecáveis pintadas de vinho tinto.
— Valeu, Paola — falei displicente, pegando uma garrafa d'água na geladeira e me virando pra elas.
— Não come com a gente? — perguntou minha mãe.
— É… Tenho um convidado na… casa da piscina — falei.
As duas se olharam e sorriram.
— Quem é? — perguntou minha mãe, curiosa.
— Mãe… — falei com um certo desânimo.
— É novo? — atacou Paola.
Sabia muito bem que, se o Marcos aparecesse, minha mãe ia querer pegar ele.
— É um colega de classe. E não tá no mercado de vocês — falei.
— Ohhhhh — disseram as duas, se divertindo.
— Não fica na defensiva — me repreendeu minha mãe com um sorriso debochado.
— Vou levar ele de volta pra cidade e almoçar por lá — expliquei.
— Perfeito. Porque preciso que você faça um favor pra mim.
Minha mãe se levantou e eu pude ver que ela só vestia a parte de baixo do biquíni. Os peitos dela estavam à mostra, só cobertos por aquela espécie de roupão leve e transparente. Descobri que a Paola, aquela mulata quarentona gostosa pra caralho, tava na mesma vibe. Minha mãe voltou do salão com uma espécie de estojo cilíndrico.
—Seu tio Enrique me pediu pra levar isso pra ele. Eu tenho coisas pra fazer esta tarde… —ela deixou no ar. Transar com alguém? Com certeza! —Então você podia levar pra ele. São uns planos que ele esqueceu aqui de manhã. —É, já sei —lembrei onde ficava aquela nova obra da empresa do meu pai.
Minha mãe me passou o cilindro de plástico e eu peguei com a mão que tava livre.
—Quem vem esta tarde? —perguntei na lata.
Minha mãe olhou pro reloginho de ouro no pulso e depois pra mim.
—Daqui a 45 minutos o Gerry chega.
Eu assenti. Gerry era um inglês sessentão que tinha comprado uma casa no condomínio pra curtir o bom tempo e fugir quase o ano inteiro daquele céu cinzento e pesado das ilhas britânicas. Minha mãe adorava os encontros semanais com ele. O cara não buscava só sexo. As sessões de amor eram bem… tântricas. Mas, segundo minha mãe, no final ele metia nela como um touro, com aquela piroca curta, mas com uma cabeça enorme.
—É aquele inglês que gosta de meter no teu cu e gozar depois de fazer pegação por horas? —disse a Paola, mastigando a salada dela.
—Sim —sorriu minha mãe, sentando de novo e espetando um crouton crocante com o garfo. —Quem sabe hoje não seja mais divertido. Você vai ficar? —perguntou minha mãe pra amiga. —Não sei se o Damião vai chegar cedo, mas ele vai adorar te ver.
—E eu a ele. Mas tenho coisas pra fazer.
—Que pena.
—É…
—Já vou indo —falei, depois de ouvir aquela troca de propostas entre elas. —Primeiro vou deixar meu amigo em casa, depois vou almoçar e aí vou pra obra do tio Enrique.
—Perfeito, querido —minha mãe concordou, sem tirar os olhos do prato.
—Volto umas nove ou por aí.
—Vou pedir pra Mikaela deixar uma bandeja com o jantar no seu apartamento —agora ela me olhou, sorrindo. —Já Sabe que hoje é sexta-feira. Mas cê é bem-vindo se quiser entrar na nossa comemoração.
A comemoração de Vênus…, pensei, franzindo o canto dos lábios.
— Acho que não, mãe. Valeu!
— Como quiser, querido. Até mais — ela se despediu.
Na mesma hora voltei pro meu apartamento. Marcos continuava pelado, sentado na cama, se tocando nos bagos murchos. Quando entrei, olhei pra ele. Ele tava com uma cara estranha.
— Que foi? — perguntei.
— Cê topa repetir o que a gente fez agora pouco? — ele perguntou.
Um sorriso apareceu no meu rosto.
— Quer que eu chupe você de novo?
— Sim. Acho que sim — ele concordou. — Mas agora tira a roupa também — pediu.
Não demorei nada pra largar o estojo cilíndrico com os projetos do meu tio e a garrafa d'água. Tirei toda a roupa e Marcos me chamou pra perto. Deitei contra o corpo nu dele. Senti o calor da carne dele contra a minha e o pau dele endurecendo de novo. Igual o meu.
Meus lábios encontraram os dele e pelo nariz respirei o cheiro de macho dele.
— E por que você não mete? — perguntei com um tom de súplica.
A gente se beijou e separou as bocas.
— Cê tá doido pra levar um pau no cu, hein — ele admirou, divertido.
— Um pau grosso… igual o seu…
— Não. Ainda não — negou com a cabeça. — Chupa ele de novo e engole meu gozo, tá? Mas dessa vez engole devagar. Quero ver você saboreando aos poucos.
— Tá bom — aceitei. Aquilo já era melhor que nada. — Cê é um porco!
— Você mais…
Eram cinco e meia da tarde quando cheguei na frente do prédio em construção com a placa enorme da empresa que tinha meu sobrenome. Mas nesse caso era por causa do império enorme construído com o esforço e dinheiro do meu avô, e a mão boa pra finanças do porco do meu pai.
O portão que cercava o terreno tinha uma porta que naquele momento tava entreaberta e o chão de acesso não passava de um lamaçal cinzento que parecia mingau de maisena. provavelmente por causa da mistura de gesso, cimento e outros materiais de construção.
Dentro daquele recinto, via-se bastante agito e, armando-me de coragem, com o estojo cilíndrico comprido pendurado no ombro, respirei fundo e me joguei pra me sujar de porcaria minhas maravilhosas calças azul anil. Sabia bem onde encontrar meu tio Henrique, naquela casinha pré-fabricada que era o escritório e quartel-general dele.
Cruzei com alguns operários carregando carrinhos de tijolo ou fazendo a mistura, e algumas caras me eram vagamente conhecidas. Embora apostasse que pra minha mãe eram bem conhecidas, mas… preferi não pensar nisso e, chegando na pré-fabricada, bati com os nós dos dedos na porta. Sem esperar resposta, peguei a maçaneta, girei e espiei pra dentro. Me deparei com três caras curiosas.
Meu tio Henrique estava de pé, atrás da escrivaninha, vestido com jeans com algumas manchas da obra aqui e ali, a camisa e o colete de obra. Pelo menos não tava usando capacete, e segurava nas mãos um maço de notas verdes. Na frente dele, do outro lado da escrivaninha, tinha dois homens de pele morena e presença robusta. Num primeiro momento, tive a impressão de que pareciam maoris, o que era uma total idiotice. Olhei melhor e descobri que eram ciganos.
— Boa tarde — falei timidamente.
— Ô, Valentim! — disse meu tio, empolgado. — Entra, entra! E fecha a porta, que eu tava fazendo as contas aqui com o Gabriel e o Ramon. — Os dois ciganos me examinaram com atenção. — É meu sobrinho caçula, Valentim. O filho do Damião.
— Ah — disse um, o mais grandalhão, balançando a cabeça com entusiasmo. — Sim.
— Oi — estendi a mão, primeiro pra ele e depois pro outro. — Acho que a gente não se conhece.
— Não — negou o outro, que parecia tão jovem quanto o grandão, mas um pouco mais bonito, apesar da sobrancelha grossa. — Mas já estivemos na sua casa.
— Sim… Aham — assenti de forma idiota. — Trouxe os planos que minha mãe mandou, tio — falei pra ele. Este, todo concentrado, passava entre seus dedos grossos notas de 100 dólares, contando elas.
—Tá certo —disse distraído, sem parar de contar. —Seiscentos… Setecentos… e oitocentos —finalizou, separando um monte de notas na mão esquerda.
—Sua mãe mandou você trazer isso? —perguntou o cigano grandão, que, se não entendi errado, se chamava Gabriel e era um pouco mais velho que o outro, mais magro, mas fortão e gostoso.
—Sim.
—Sua mãe é muito prestativa! —comentou divertido, e sabia bem onde aquilo ia dar. Os outros dois, o outro cigano e meu tio, também sorriram.
—Deixa o garoto em paz —disse meu tio pra eles.
—Sim. Minha mãe é muito prestativa. Igualzinho a mim —levantei as sobrancelhas com arrogância e cara de pau, o que os dois ciganos não souberam muito bem como lidar. Meu tom tinha sido totalmente desafiador.
—Ele fala isso porque é viado —comentou meu tio assim, de leve, contando outras notas do monte grosso que ocupava a mão dele. —Mas puxou o melhor do pai.
—Vai te receber? —me perguntou o cigano gostoso.
—Isso eu guardo pra mim —me recusei a responder com superioridade, e meu tio riu com uma pequena convulsão, terminando de contar.
—E oitocentos, Ramón. Isso é teu —disse separando aquele outro monte e entregando um pra cada um deles. —Mas sabem que os uniformes são obrigatórios de usar.
—Entendido, chefe —disse Gabriel, o grandão, enquanto Ramón, o bonitinho, tava de jeans e moletom branco da Puma.
—Tão na outra pré-fabricada. Vou buscar e vocês provam —disse meu tio Henrique, jogando umas chaves.
Os dois homens, obedientes, se viraram e saíram pela porta, me dando tempo de dar uma olhada naqueles rabões redondos. Principalmente o do Gabriel, grande e gordinho do jeito que eu gosto. Quando a porta fechou, olhei pro meu tio.
—E esses dois personagens?
—São gente boa —respondeu ele. —Trabalham bem vigiando a obra. Têm seus contatos. Você sabe. Assim evitam roubo. são... conhecidos deles.
-Já entendi. –Não estão nada mal –comentei em voz alta. Sempre gostava de fazer esse tipo de comentário na frente do meu tio, que até pouco tempo atrás era o único alfa hétero da família, mas que andava mais convertido e maleável ultimamente.
-Valentín... –ele suspirou, estendendo a mão e pedindo o cilindro com os planos.
Sem dizer nada, passei pra ele. Ele tirou os papéis com cuidado, desdobrou em cima da mesa e, em seguida, balançou a cabeça.
-Pois não tenho a menor puta ideia de onde deixei eles. Esses não são –cruzou os braços.
-São os que minha mãe me deu.
-Sim, sim. E ela me deu o que pedi, mas não sei onde enfiei os planos da instalação elétrica do estacionamento. Vou ter que ligar pro escritório –pegou o telefone, mas na hora largou o fone de novo. –Tá bom –falou sozinho. –Primeiro vamos ver se eu acabo com esses dois –se referindo aos guardas ciganos, fortes e másculos. –Vem comigo?
Como resposta, só dei de ombros.
Meu tio saiu do container e esperou eu sair pra trancar a porta. Depois começou a andar na minha frente, e eu pude admirar aquele rabão meio gordinho bem apertado na calça jeans. Pra estar nos seus cinquenta e tantos, o macho do meu tio Henrique era uma delícia. Era um puta de um papi. Não me admirava que minha mãe fosse tão devota dele e daquela piroca grossa dele. Aquela que eu só tinha provado um par de vezes, sem que o filho da puta me deixasse descer até a racha do cu dele pra devorar.
Meu tio virou e esperou eu chegar na altura dele, sorrindo safado.
-Para de olhar pro meu cu –comentou.
-Não tava olhando nada –menti descaradamente.
Aí chegamos no outro container, meu tio abriu a porta e eu vi aquela cena maravilhado...
-Falando em rabetas –disse meu tio, divertido, subindo o degrau da entrada e passando, e eu atrás dele, com o coração a mil e satisfeito com a visão dos dois ciganos gostosos tirando as calças, com as pernas de fora, as meias calçadas, descalços, e as cuecas. E os moletons ainda no lugar.
Observei o volume das bundas deles dentro das cuecas slip de algodão. As do Gabriel eram azuis e se ajustavam a uma bunda redonda e enorme, bem grande, como ele todo. E as do Ramón eram brancas com listras horizontais cinzas e grenás.
Minha boca saltou dentro da minha calça. Eles tinham umas coxas com pelo preto, sem ser exagerado, e na hora eu soube com toda a consciência que aqueles caras eram uns problemas dos bons.
— Chefe, isso não tá no contrato! — comentou Gabriel.
— O quê? — perguntou meu tio.
— Fazer um striptease pro filho do dono — ele me apontou com um movimento da cabeça.
— E meter teu pau no cu da minha mãe tava no teu contrato? — perguntei com o forte caráter que na verdade era mais um ferrão que me serviu de defesa por longos anos do que meu jeito verdadeiro de ser. Meu tio Enrique e Ramón, o cigano gato, caíram na gargalhada, enquanto o outro sorria, provavelmente procurando na cabeça algo inteligente pra dizer. Mas não dei tempo. — Pouca coisa vi pra pagar por isso. Um par de pernas peludas…
— E é tudo que você vai ver — cortou meu tio Enrique, acabando com a brincadeira e a tensão sexual criada com toda rapidez. — Experimentem os uniformes, se apressem. Tenho mil coisas pendentes.
— Minha mãe tá entretida essa tarde se for uma das tuas tarefas pendentes — soltei com sarcasmo, cruzando os braços, vendo os dois ciganos pegarem seus uniformes de guardas de segurança marrom escuro. Eles dois riram ao me ouvir.
— O moleque tem personalidade — disse o tal Gabriel, subindo a calça e fechando o zíper, que ficou bem apertado na área do pacote dele. Ou melhor, pacotão.
— É igual à sua bendita mãe — pontuou meu tio Enrique.
— Já te deram pica, moleque? Igual à tua mãe… — me interrogou o tal Ramón, o bonitão, subindo também a cremalheira da calça dele.
—Não tanto quanto eu gostaria. Mas se você se oferecer como voluntário…
—Isso também não está no meu contrato — riu o cara, mas com certa cumplicidade e um respeito tolerante pela minha sexualidade explícita que me deixou bem surpreso.
—Tá claro que aqui não tem nada pra fazer — falei, decidido. —Cara, se não precisa de mim pra mais nada…
—Sim — ele me parou, vendo que eu ia embora. Tirou do bolso da calça um molho de chaves e me entregou. —Me espera no escritório — se referindo à outra pré-fabricada.
Na mesma hora, virei nos calcanhares e saí, obedecendo. Cheguei no escritório e sentei na cadeira atrás da mesa. Cinco minutos depois, meu tio apareceu, fechando a porta atrás de si.
—Pra que você queria que eu esperasse?
—Eu tava falando sério sobre ter um monte de coisa pra fazer ainda. Acho que vou ter que ficar até tarde — explicou, e eu concordei automaticamente. E o que ele queria dizer com aquilo?
E, de repente, meu tio levou os dedos grossos até a fivela do cinto, desapertando-a.
—O que cê tá fazendo? — perguntei, sem entender muito bem o que tava rolando. Ou sem acreditar, melhor dizendo.
—Tô com a pica cheia de creme, sobrinho — ou você tira e aproveita do jeito que eu sei que você gosta, ou eu bato uma punheta e a gente desperdiça. Não sei se sua mãe vai ter vontade de dar pra mim se eu chegar tarde em casa.
Minha mãe sempre tinha vontade de dar,
Meu tio continuou desabotoando o botão da calça, e depois abaixando a cremalheira e me deixando ver parte do tecido da cueca boxer folgada de pano branco com losangos minúsculos grená. Enquanto fazia isso, continuava se aproximando de mim, até ficar na frente da minha cara.
—Vai chupar ela? — me perguntou, olhando pra baixo e eu pra cima.
—Que mais eu posso fazer? — perguntei num sussurro engasgado pela excitação crescente em mim.
—Não sei — ele deu de ombros.
—Sempre podia me dar de comer também da sua bunda — sugeri.
Meu tio sorriu pra mim e sem Sem mais delongas, ele arrastou o pau meio mole, mas já marcando o tamanho de cavalo pra fora, batendo com a cabeça meio descascada na ponta do meu nariz, com um cheiro forte de pau e um pouco de urina.
— Que filho da puta! — resmunguei.
— Chupa meu pau e tira meu leite.
— Também quer meu cu.
— Vamos começar pela primeira coisa, Valentim — disse meu tio com paciência, balançando o pau contra meus lábios, que se separaram, dando acesso à minha boca. Na hora, comecei a chupar com força, sentindo o gosto autêntico do pau de um homem de verdade.
Tossi, mas como tinha a boca e a garganta entupidas de carne, jorros grossos de saliva escorriam pelo meu queixo abaixo e, ao mesmo tempo, babas banhavam a bagunçada e selvagem penugem pubiana do meu tio Henrique, onde eu enfiava o nariz inteiro, aspirando o cheiro forte e profundo da sua virilha.
As bolas peludas de garanhão dele se espremiam também contra meu queixo, gordas, escorrendo as cachoeiras de saliva que saíam disparadas de entre meus lábios, cobrindo-as com aquela película densa, semitransparente e ao mesmo tempo esbranquiçada, o que as fazia parecer ainda mais volumosas.
Meu tio ofegava como um urso enorme e eu me agarrava com força nas suas coxas grossas, apertando sua carne macia e peluda, deixando ele tentar me sufocar com o pau duríssimo, sem conseguir, porque não entrava mais que a metade. Grosso demais. Comprido demais. E a cabaça gigante dele emperrava quando tentava ir mais fundo.
Lágrimas escorriam pelas minhas bochechas. Me sentia congestionado enquanto o homem de confiança do meu pai e amante favorito consentido da minha mãe me arrebentava a boca como só ele sabia fazer. Com as mãos enormes ao redor da minha cabeça, me usando. Mas logo, com certa piedade da parte dele, me liberou do empurrão sem soltar minha nuca. Achei que tinha sido por piedade. Mas estava muito enganado.
Olhei pra cima e descobri a camisa dele ainda vestida. Ele estava sentado na borda da mesa e sorria. direção para a porta. Virei a cabeça, surpreso.
– Já estava demorando – disse meu tio.
– Porra, chefe! E isso!
– exclamou Ramón, o guarda cigano gostoso.
Tanto ele quanto o grandão Gabriel estavam de volta com suas roupas de rua e nos encaravam.
– Entra de uma vez e fecha a porta, e me dá as chaves do container e some daqui – disse meu tio, autoritário. – Meu sobrinho já me deixou a ponto de gozar – explicou, pegando no próprio pau babado e se masturbando na minha cara.
Os dois ciganos se olharam e, sem dizer nada, Gabriel, o grandalhão, jogou as chaves pro meu tio, que pegou no ar.
– disse meu tio Henrique. – Tô oferecendo essa boquinha que vocês vão desperdiçar? – ele me segurou de repente pelo queixo e fez eu oferecer minha boca pros olhos daqueles dois ciganos.
Os dois se olharam de novo com ceticismo, o que fez meu tio reagir na hora.
– Cem dólares por cabeça e são o presente pro meu sobrinho – meu tio levantou a bunda da mesa.
– Duzentos por cabeça – negociou Ramón.
– Fechado! Mas ele vai dar o que eu mandar – aceitou rápido meu tio.
Os guardas se entreolharam e então concordaram. Olhei pro meu tio e ele sorriu antes de falar, se virando pra mim.
– Não queria uns cuzões de macho, Valentim? – ele me disse, me pegando totalmente de surpresa. Não esperava aquela virada. – Então aqui tem dois dos bons, né, rapaziada?
– O pivete quer cu? – perguntou Ramón.
– Sim, quero cu – reagi finalmente, e pelo canto do olho vi o pau mole do meu tio, que parecia estar mais murcho e encolhido.
– Qual você quer primeiro, sobrinho? – meu tio me perguntou. – Pode aproveitar meu presentinho.
– Valeu, tio – sorri pra ele, e me virei pros dois ciganos com um olhar desafiador. Antes de me virar de novo pro meu tio, que eu queria apertar um pouco mais. – Por qual você acha que eu deveria começar?
– Bom… Não sei. Depende de quem você tem mais Vontade dos dois – ele avaliou com o olhar, enquanto os outros dois esperavam na expectativa. O gigantesco Gabriel de braços cruzados e o atraente Ramón com as mãos na cintura da calça.
– Fala você, tio.
– Bom… Talvez devesse começar pelo Gabriel.
– Por que eu? – perguntou ele.
– Porque você tem a bunda maior dos dois e vai levar mais tempo pra comer ela.
– Não se iluda, tio – avaliei com um sorriso velado no rosto. – O Manu também tem uma bunda grande e gordinha e eu como ela rapidinho – me referi ao meu primo Manuel, o filho mais novo do meu tio Henrique. Mas meu tio não disse nada diante daquela provocação, simplesmente fez um sinal pro Gabriel, que deu alguns passos até nós e virou as costas, com aquele bundão a um palmo da minha cara.
– Tiro a calça ou você tira? – o cara perguntou com a voz cavernosa.
– Eu tiro – avisei, segurando a cintura elástica da calça preta de moletão dele, que já apertava aquele bundão enorme, e puxei devagar.
Apareceu na minha frente uma bunda enorme e redonda dentro daquela cueca de algodão azul. Coloquei a calça de moletão quase nos joelhos dele e admirei aquelas nádegas em todo o esplendor por uns minutos. Sem hesitar, passei minhas mãos pelas coxas peludas e grossas daquele búfalo e subi até a cintura fina da cueca dele. Puxei ela e então descobri o tesouro enorme.
– Porra! – resmunguei.
– Vai ter trabalho – brincou meu tio Henrique, que vi arquear as sobrancelhas quando as nádegas peludíssimas do Gabriel ficaram no ar. – Que matagal!
Gabriel e Ramão riram.
– Como se você não tivesse pelo no cu, chefe – gargalhou o cigano.
– Tenho pelo no cu, mas não tanto quanto você – retrucou meu tio Henrique.
– Mostra pra ele – sorri, incentivando ele a fazer.
Gabriel virou a cabeça de leve quando não ouviu meu tio falar nada. Ele, com um movimento rápido, virou de lado, mostrando as nádegas peludas pra gente se virar. Novamente.
-Quase não deu tempo – reclamei.
-Valentín, para de perder tempo com besteira e aproveita meu presente, que é pra isso que tô pagando.
-Não seja assim, tio…
-O slutty saiu brincalhão – comentou Ramón, que parecia se divertir com a situação.
-Por que você não fica do lado do Gabriel e a gente compara? – sugeri.
Meu tio Enrique soltou um suspiro e revirou os olhos, antes de avançar com decisão. Afinal, era seu sobrinho favorito, e embora quase sempre me dissesse não, às vezes… ele cedia. Então, de repente, eu tinha na minha frente dois rabões enormes e impressionantes. Ambos redondos, ambos bem peludos, meio gordinhos.
Nem preciso dizer que o mais peludo era o do Gabriel, com aquele pelo preto grosso. Meu tio não tinha tanto. Acariciei levemente as nádegas dos dois, e então meu tio acabou com a brincadeira.
-Vamos! Aproveita essa bunda de uma vez por todas. Anda! – ele empurrou minha cabeça em direção às nádegas do Gabriel, que, ao sentir meu rosto quente encostando nelas, empurrou levemente pra trás, e meu nariz e minha boca acabaram penetrando na fenda funda formada por suas bochechas gordas. Era como se a ponta da minha língua, levemente esticada, nunca fosse alcançar o cu dele. Mas alcançou. Ou pelo menos pareceu, porque o matagal peludo era denso.
Uma bofetada do aroma mais íntimo de qualquer homem, aquele que se esconde entre nádegas suadas, com uns ovos suados por perto, entrou direto pelo meu nariz até meu cérebro. Pareceu forte, como poucos tão intensos que eu já tinha sentido. Senti um leve desgosto, mas foi fraco comparado ao tesão que tomei.
Ao pegar aquele gosto com minha língua, não consegui identificar seu sabor. Era intenso, salgado, forte, inebriante. E o filho da puta do cigano colocou a bunda pra cima.
-Porra, primo! Tá me lambendo o olho do cu… o filho da puta – Gabriel anunciou em voz alta. –Come assim… Come! – me incentivou. Fora de qualquer previsão, e sem perceber, um minuto depois eu estava com Gabriel e Ramón, com as calças e cuecas brancas de barra estampada abaixadas até os tornozelos, esperando eu descobrir a bunda deles.
Quando me afastei, sem fôlego, da bundona do gigante cigano, me deparei com aquelas outras duas nádegas redondas e tonificadas, quase sem pelos, a não ser aqueles que encontrei ao longo da racha e ao redor do cu. Um cu rosado e fechado que se mostrou envergonhado e tímido quando minha língua pontuda tentou enfiar pra dentro. Por isso voltei pro grosso botão marrom que era o buraco do cu do Gabriel, que, com meu contato molhado, se abriu preguiçoso, mas me deixou entrar.
— Qual você gosta mais? — meu tio me perguntou, e eu me separei da bundona do Ramón pra responder, porque tinha voltado pra ele pra ver se, no segundo contato, o cu dele já estava menos resistente. Mas eu tinha certeza da resposta que devia dar.
— O dele — apontei pro Gabriel, separando as nádegas dele e lambendo a racha toda. O cigano sorriu olhando pro Ramón.
— Que filho da puta! — disse este último.
— Era o que eu imaginava — meu tio se divertia, acariciando minha cabeça e minha nuca. — Então aproveita. Dos dois.
— Tô fazendo isso — falei, entre uma lambida num e no outro.
— Vocês tão gostando, seus putos? — meu tio Henrique perguntou agora pros dois guardas ciganos. — Tão gostando do que meu sobrinho faz com vocês?
— No começo achamos que íamos dar pica, chefe — apontou Ramón. — Já que você tava dando pra ele...
— Meu sobrinho gosta de paus — meu tio se colocou na frente deles. — Mas com esses vermes murchos que vocês têm — observou os paus moles deles — pouca coisa podem oferecer. Então deixem ele se fartar de cu.
— É. Deixa ele comer à vontade — concordou feliz o Gabriel. — Que gostoso...!
— Nunca tinham comido o cu de vocês, né? — meu tio perguntou, sabendo que era mais uma afirmação do que uma pergunta. — Então aproveitem.
— Você não vai gozar, chefe? — apontou Ramón pro pau meio dormido do meu tio Henrique.
— Não. Cabrões. Tenho que deixar vocês aqui porque preciso descer pro porão. Cuidem do meu sobrinho. Até ele se cansar!
– Tio – falei, me afastando daqueles dois rabões morenos e me levantando. – Vai embora?
– Tenho coisas pra fazer, Valentín. Aproveita os caras. O tempo que quiser, beleza? – ele avisou.
Os dois ciganos, se sentindo incluídos, concordaram.
– Mas também não exagera, chefe, senão a gente fica com a bunda igual a de um babuíno.
– Com o tanto que essa puta chupa pra fora… – soltou um Ramón todo envergonhado.
– Preciso ir – meu tio enfiou o pau de volta na calça e fechou a braguilha, me deixando triste pra caralho.
– Tá bom – falei meio triste, mas minutos depois, com a cara toda melada de babas e esfregando ela nas rachas peludas daqueles dois cuzões de cigano, toda a tristeza passou. Não demorou muito pra eu gozar na calça e aqueles dois filhos da puta me darem uns tapas na cara, vazando dali com todo tipo de xingamento pra mim e pra minha mãe ausente.
Esclareço que é um conto inventado, não é real.
Eu sei. Vivemos num estado de selvageria total. Num apocalipse sexual com tintas de tragicomédia exagerada. Como se nosso Criador fosse uma espécie de Demiurgo de mente pervertida, tentando escapar das fantasias entediadas do normal.
Seja como for, eu também tinha minha parcela de culpa. Minha parcela de pecado em toda aquela dinâmica de sexo sem ordem nem sentido. Mas muitas vezes se deixar levar pela corrente dos seus instintos mais baixos é o melhor e o inevitável. No fim das contas, com um modelo como o que eu tinha em casa… Minha mãe era o que se costuma chamar de *slut*, uma ninfomaníaca que deixava passar pela buceta quase qualquer homem e qualquer mulher. E alguns membros do reino animal também. Meu pai adorava que minha mãe fizesse isso, e a corte de súditos sexuais ao redor era mais do mesmo.
E eu… Bem, eu era o viadinho mais notório de toda aquela bagunça sem sentido. E como tal, exercia meu papel da melhor forma que podia. Por isso, naquele meio-dia, tinha colocado no carro meu colega de classe Marcos com uma sugestão suculenta que sabia que ele não ia recusar.
Chegamos na frente do muro alto do jardim da casa dos meus pais. Estacionei na lateral, no portão de acesso que ficava coberto por uns bons moitas de madressilva que eu usava pra entrar e sair na surdina. Afinal, era a que ficava mais perto do meu pequeno apartamento-casa. Aquele espaço circular que meus pais chamavam de "a casa da piscina" e que eu tinha adaptado pra minha total dependência de porra.
Abri o portão de metal e atravessamos o jardim pela lateral. Marcos me seguia em silêncio, com as mãos nos bolsos, parecia bem mais velho, com sombra de barba fechada, moreno e com um corpo entre grande e fibroso, bem peludo, que devia estar sentindo algum remorso ao lembrar o que ia fazer e como ia botar chifre na namorada de novo graças à minha boca. Porque já era a terceira vez que a gente fazia aquilo.
Umas risadas chegaram aos nossos ouvidos, vindas da área da piscina.
— Quem são? — perguntou Marcos.
— Relaxa. Deve ser minha mãe com a amiga dela, a Paola — respondi. Minha mãe tinha me dito que a Paola, aquela deusa mulata, tinha voltado pra cidade por uns dias e que naquela manhã iriam jogar paddle, tomar café e fazer compras. E muito provavelmente almoçariam trocando conselhos. Se é que não trocavam outras coisas também.
Entramos no meu apartamento, onde eu tinha tudo que um universitário precisa, e apontei pra Marcos minha cama, com os lençóis bagunçados e desfeitos. A Mikaela, a empregada, não tinha passado por ali hoje. Melhor! Talvez ainda estivesse impregnado nos lençóis o cheiro suado do Costel, o romeno enorme que trabalhava pro meu tio Enrique, e que eu tinha passado três longos quartos de hora chupando o cu dele. Um cu redondo, peludo e enorme.
Aquela era minha maior fraqueza: os beijos negros. Eu ficava louco pra praticar. Podia fazer por um tempão, até a pele vermelha do meu rosto incomodar de tanto roçar contra a pele das nádegas do cara. Principalmente se o cara tivesse um cu peludo. Adorava devorar aqueles booties gostosos. Do mesmo jeito, podia ficar Chupando paus por horas. Meu recorde até agora foi de cinco horas, numa tarde em que chupei o pau de um moleque de moletom da cidade quase sem parar, enquanto ele fumava baseados, só tendo tirado a calça e a cueca, mas deixando a camiseta e o boné da marca NY.
– Vamos começar? – perguntei ao Marcos, que concordou e rapidamente levou a mão ao botão da calça.
– Você vai comer minha rola ou meu cu? – ele me perguntou, enquanto eu via a calça dele cair até os tornozelos, vestindo uma cueca boxer preta que marcava o belo volume, levemente inchado, pelo que pude perceber.
– As duas coisas, se você quiser – dei de ombros.
– Por onde você começa? – ele se livrou dos tênis e tirou a calça.
– Tira a cueca, mas deixa as meias. Deita na cama de barriga pra cima e abre as pernas.
Marcos, sério, concordou e obedeceu. Ao tirar a boxer, um pau grosso e moreno, com uma selva negra de pelos pubianos na base, balançou, com a cabeça coberta por uma pele fina. As pernas dele eram peludas e ele tinha umas coxas volumosas.
Ele sentou na beira da cama, deitou pra trás e segurou as pernas pelos joelhos, deixando à mostra o seu rabo enorme e redondo, coberto de pelo preto curto e fino. Emoldurado na sua fenda, um botãozinho rosa apetitoso, bem apertado, esperava minha boca.
Fui até ele. Me ajoelhei na frente daquele rabão e apoiei minhas mãos nas suas nádegas macias e quentes, separando-as levemente. Minha respiração bateu na sua fenda suada, e Marcos soltou um suspiro. Diante dos meus olhos também estavam suas bolas peludas e balançantes.
– Tá com vontade de eu comer você? – perguntei.
– Tô com vontade de você lamber minha bunda – ele respondeu.
Sem mais delongas, aproximei minha boca daquele buraco e o lambi, sentindo aquele gosto tão íntimo e gostoso na minha língua. Marcos soltou vários gemidos e ali começou nossa sessão de rimming.
Cinco minutos depois, a bunda dele estava escancarada e minha língua A violadora entrava nele, enquanto as dobras do esfínter dele eram beijadas pelos meus lábios. Marcos ofegava e suava ao mesmo tempo.
Vinte minutos depois, o pau gordo dele, ereto, cabeçudo, descapado e de 18 centímetros, balançava a um palmo do meu rosto.
Vinte e dois minutos desde o começo, minha boca estava escancarada, a cabeçona avermelhada do Marcos estava apoiada na minha língua e, enquanto isso, ele se masturbava o tronco do rabo dele.
— Vou gozar já — ele anunciou, com a respiração ofegante.
Não deu tempo pra mais nada. Meu colega de faculdade começou a disparar uma porra bem densa e esbranquiçada dentro da minha boca, numa quantidade enorme de jatos, que me obrigou a engolir compulsivamente.
A sensação crua do sêmen escorrendo pela minha garganta me deu uma ânsia involuntária de nojo. Mas fechei os olhos e engoli, sem parar de limpar com a língua os restos grudados no pinto dele.
Momentos depois, o pau gordo dele já tinha murchado, feito um verme de carne brilhando de saliva, bem limpinho. Minha mão escorria porra. Minha própria porra. Durante a cena, eu tinha tirado o meu pau e me masturbado, gozando na minha mão e no tapete, que estava cheio de marcas. Tanto as minhas quanto as dos meus amantes.
Marcos caiu de bunda na cama, impregnando com minha saliva, os pelos arrancados das nádegas e da racha e o suor dele, meus lençóis já manchados. Eu gostava do cheiro dos lençóis limpos. Mas também dos lençóis taciturnos com cheiro de sexo, de macho e de virilidade.
Levantei do chão, onde estava de joelhos, me aproximei do Marcos, limpei meu pau na cueca preta dele, largada ali, e demos um beijo rápido de língua. Ele, ainda sem se recuperar, abriu os olhos e me olhou.
— Você tem uma boca incrível — ele disse.
— Quando você vai meter ele no meu cu? — peguei no pinto flácido dele.
— Já te falei que isso tem que esperar um pouco — respondeu a mesma coisa das vezes anteriores. — Uma coisa é isso e outra…
— Me foder? — perguntei.
— Isso aí — ele concordou.
No fundo, Marcos era como o Resto dos machinhos do grupo. Poucos, pouquíssimos, tinham tido coragem de meter no meu cu. Algo que eu não entendia. Bem que nas mulheres que eles compartilhavam faziam de tudo por quase qualquer buraco…
— Tá bom — respondi. Me afastei dele e fui até a geladeira que tinha ali, perto da mesa do computador. Abri e vi que a garrafa d'água estava vazia. — Acabou a água. Tenho que ir até a casa — apontei pela janela a mansão dos meus pais.
— Espero aqui — ele disse.
Na mesma hora, guardei o pau na calça e, ainda suado e com gosto de porra na boca, caminhei pelo jardim. Cheguei na entrada do alpendre, que dava pra piscina, e entrei na cozinha. Lá, minha mãe e a Paola estavam sentadas, devorando as saladas delas.
— Oi, Paola — cumprimentei. — Oi, mãe.
— Oi, querido.
— Meu Deus, Valentim! — exclamou a mulata Paola. — Xana, teu filho tá enorme.
— Já é um homem feito — comentou minha mãe, distraída, mordiscando um pedaço de alface, segurando entre os dedos, com aquelas unhas impecáveis pintadas de vinho tinto.
— Valeu, Paola — falei displicente, pegando uma garrafa d'água na geladeira e me virando pra elas.
— Não come com a gente? — perguntou minha mãe.
— É… Tenho um convidado na… casa da piscina — falei.
As duas se olharam e sorriram.
— Quem é? — perguntou minha mãe, curiosa.
— Mãe… — falei com um certo desânimo.
— É novo? — atacou Paola.
Sabia muito bem que, se o Marcos aparecesse, minha mãe ia querer pegar ele.
— É um colega de classe. E não tá no mercado de vocês — falei.
— Ohhhhh — disseram as duas, se divertindo.
— Não fica na defensiva — me repreendeu minha mãe com um sorriso debochado.
— Vou levar ele de volta pra cidade e almoçar por lá — expliquei.
— Perfeito. Porque preciso que você faça um favor pra mim.
Minha mãe se levantou e eu pude ver que ela só vestia a parte de baixo do biquíni. Os peitos dela estavam à mostra, só cobertos por aquela espécie de roupão leve e transparente. Descobri que a Paola, aquela mulata quarentona gostosa pra caralho, tava na mesma vibe. Minha mãe voltou do salão com uma espécie de estojo cilíndrico.
—Seu tio Enrique me pediu pra levar isso pra ele. Eu tenho coisas pra fazer esta tarde… —ela deixou no ar. Transar com alguém? Com certeza! —Então você podia levar pra ele. São uns planos que ele esqueceu aqui de manhã. —É, já sei —lembrei onde ficava aquela nova obra da empresa do meu pai.
Minha mãe me passou o cilindro de plástico e eu peguei com a mão que tava livre.
—Quem vem esta tarde? —perguntei na lata.
Minha mãe olhou pro reloginho de ouro no pulso e depois pra mim.
—Daqui a 45 minutos o Gerry chega.
Eu assenti. Gerry era um inglês sessentão que tinha comprado uma casa no condomínio pra curtir o bom tempo e fugir quase o ano inteiro daquele céu cinzento e pesado das ilhas britânicas. Minha mãe adorava os encontros semanais com ele. O cara não buscava só sexo. As sessões de amor eram bem… tântricas. Mas, segundo minha mãe, no final ele metia nela como um touro, com aquela piroca curta, mas com uma cabeça enorme.
—É aquele inglês que gosta de meter no teu cu e gozar depois de fazer pegação por horas? —disse a Paola, mastigando a salada dela.
—Sim —sorriu minha mãe, sentando de novo e espetando um crouton crocante com o garfo. —Quem sabe hoje não seja mais divertido. Você vai ficar? —perguntou minha mãe pra amiga. —Não sei se o Damião vai chegar cedo, mas ele vai adorar te ver.
—E eu a ele. Mas tenho coisas pra fazer.
—Que pena.
—É…
—Já vou indo —falei, depois de ouvir aquela troca de propostas entre elas. —Primeiro vou deixar meu amigo em casa, depois vou almoçar e aí vou pra obra do tio Enrique.
—Perfeito, querido —minha mãe concordou, sem tirar os olhos do prato.
—Volto umas nove ou por aí.
—Vou pedir pra Mikaela deixar uma bandeja com o jantar no seu apartamento —agora ela me olhou, sorrindo. —Já Sabe que hoje é sexta-feira. Mas cê é bem-vindo se quiser entrar na nossa comemoração.
A comemoração de Vênus…, pensei, franzindo o canto dos lábios.
— Acho que não, mãe. Valeu!
— Como quiser, querido. Até mais — ela se despediu.
Na mesma hora voltei pro meu apartamento. Marcos continuava pelado, sentado na cama, se tocando nos bagos murchos. Quando entrei, olhei pra ele. Ele tava com uma cara estranha.
— Que foi? — perguntei.
— Cê topa repetir o que a gente fez agora pouco? — ele perguntou.
Um sorriso apareceu no meu rosto.
— Quer que eu chupe você de novo?
— Sim. Acho que sim — ele concordou. — Mas agora tira a roupa também — pediu.
Não demorei nada pra largar o estojo cilíndrico com os projetos do meu tio e a garrafa d'água. Tirei toda a roupa e Marcos me chamou pra perto. Deitei contra o corpo nu dele. Senti o calor da carne dele contra a minha e o pau dele endurecendo de novo. Igual o meu.
Meus lábios encontraram os dele e pelo nariz respirei o cheiro de macho dele.
— E por que você não mete? — perguntei com um tom de súplica.
A gente se beijou e separou as bocas.
— Cê tá doido pra levar um pau no cu, hein — ele admirou, divertido.
— Um pau grosso… igual o seu…
— Não. Ainda não — negou com a cabeça. — Chupa ele de novo e engole meu gozo, tá? Mas dessa vez engole devagar. Quero ver você saboreando aos poucos.
— Tá bom — aceitei. Aquilo já era melhor que nada. — Cê é um porco!
— Você mais…
Eram cinco e meia da tarde quando cheguei na frente do prédio em construção com a placa enorme da empresa que tinha meu sobrenome. Mas nesse caso era por causa do império enorme construído com o esforço e dinheiro do meu avô, e a mão boa pra finanças do porco do meu pai.
O portão que cercava o terreno tinha uma porta que naquele momento tava entreaberta e o chão de acesso não passava de um lamaçal cinzento que parecia mingau de maisena. provavelmente por causa da mistura de gesso, cimento e outros materiais de construção.
Dentro daquele recinto, via-se bastante agito e, armando-me de coragem, com o estojo cilíndrico comprido pendurado no ombro, respirei fundo e me joguei pra me sujar de porcaria minhas maravilhosas calças azul anil. Sabia bem onde encontrar meu tio Henrique, naquela casinha pré-fabricada que era o escritório e quartel-general dele.
Cruzei com alguns operários carregando carrinhos de tijolo ou fazendo a mistura, e algumas caras me eram vagamente conhecidas. Embora apostasse que pra minha mãe eram bem conhecidas, mas… preferi não pensar nisso e, chegando na pré-fabricada, bati com os nós dos dedos na porta. Sem esperar resposta, peguei a maçaneta, girei e espiei pra dentro. Me deparei com três caras curiosas.
Meu tio Henrique estava de pé, atrás da escrivaninha, vestido com jeans com algumas manchas da obra aqui e ali, a camisa e o colete de obra. Pelo menos não tava usando capacete, e segurava nas mãos um maço de notas verdes. Na frente dele, do outro lado da escrivaninha, tinha dois homens de pele morena e presença robusta. Num primeiro momento, tive a impressão de que pareciam maoris, o que era uma total idiotice. Olhei melhor e descobri que eram ciganos.
— Boa tarde — falei timidamente.
— Ô, Valentim! — disse meu tio, empolgado. — Entra, entra! E fecha a porta, que eu tava fazendo as contas aqui com o Gabriel e o Ramon. — Os dois ciganos me examinaram com atenção. — É meu sobrinho caçula, Valentim. O filho do Damião.
— Ah — disse um, o mais grandalhão, balançando a cabeça com entusiasmo. — Sim.
— Oi — estendi a mão, primeiro pra ele e depois pro outro. — Acho que a gente não se conhece.
— Não — negou o outro, que parecia tão jovem quanto o grandão, mas um pouco mais bonito, apesar da sobrancelha grossa. — Mas já estivemos na sua casa.
— Sim… Aham — assenti de forma idiota. — Trouxe os planos que minha mãe mandou, tio — falei pra ele. Este, todo concentrado, passava entre seus dedos grossos notas de 100 dólares, contando elas.
—Tá certo —disse distraído, sem parar de contar. —Seiscentos… Setecentos… e oitocentos —finalizou, separando um monte de notas na mão esquerda.
—Sua mãe mandou você trazer isso? —perguntou o cigano grandão, que, se não entendi errado, se chamava Gabriel e era um pouco mais velho que o outro, mais magro, mas fortão e gostoso.
—Sim.
—Sua mãe é muito prestativa! —comentou divertido, e sabia bem onde aquilo ia dar. Os outros dois, o outro cigano e meu tio, também sorriram.
—Deixa o garoto em paz —disse meu tio pra eles.
—Sim. Minha mãe é muito prestativa. Igualzinho a mim —levantei as sobrancelhas com arrogância e cara de pau, o que os dois ciganos não souberam muito bem como lidar. Meu tom tinha sido totalmente desafiador.
—Ele fala isso porque é viado —comentou meu tio assim, de leve, contando outras notas do monte grosso que ocupava a mão dele. —Mas puxou o melhor do pai.
—Vai te receber? —me perguntou o cigano gostoso.
—Isso eu guardo pra mim —me recusei a responder com superioridade, e meu tio riu com uma pequena convulsão, terminando de contar.
—E oitocentos, Ramón. Isso é teu —disse separando aquele outro monte e entregando um pra cada um deles. —Mas sabem que os uniformes são obrigatórios de usar.
—Entendido, chefe —disse Gabriel, o grandão, enquanto Ramón, o bonitinho, tava de jeans e moletom branco da Puma.
—Tão na outra pré-fabricada. Vou buscar e vocês provam —disse meu tio Henrique, jogando umas chaves.
Os dois homens, obedientes, se viraram e saíram pela porta, me dando tempo de dar uma olhada naqueles rabões redondos. Principalmente o do Gabriel, grande e gordinho do jeito que eu gosto. Quando a porta fechou, olhei pro meu tio.
—E esses dois personagens?
—São gente boa —respondeu ele. —Trabalham bem vigiando a obra. Têm seus contatos. Você sabe. Assim evitam roubo. são... conhecidos deles.
-Já entendi. –Não estão nada mal –comentei em voz alta. Sempre gostava de fazer esse tipo de comentário na frente do meu tio, que até pouco tempo atrás era o único alfa hétero da família, mas que andava mais convertido e maleável ultimamente.
-Valentín... –ele suspirou, estendendo a mão e pedindo o cilindro com os planos.
Sem dizer nada, passei pra ele. Ele tirou os papéis com cuidado, desdobrou em cima da mesa e, em seguida, balançou a cabeça.
-Pois não tenho a menor puta ideia de onde deixei eles. Esses não são –cruzou os braços.
-São os que minha mãe me deu.
-Sim, sim. E ela me deu o que pedi, mas não sei onde enfiei os planos da instalação elétrica do estacionamento. Vou ter que ligar pro escritório –pegou o telefone, mas na hora largou o fone de novo. –Tá bom –falou sozinho. –Primeiro vamos ver se eu acabo com esses dois –se referindo aos guardas ciganos, fortes e másculos. –Vem comigo?
Como resposta, só dei de ombros.
Meu tio saiu do container e esperou eu sair pra trancar a porta. Depois começou a andar na minha frente, e eu pude admirar aquele rabão meio gordinho bem apertado na calça jeans. Pra estar nos seus cinquenta e tantos, o macho do meu tio Henrique era uma delícia. Era um puta de um papi. Não me admirava que minha mãe fosse tão devota dele e daquela piroca grossa dele. Aquela que eu só tinha provado um par de vezes, sem que o filho da puta me deixasse descer até a racha do cu dele pra devorar.
Meu tio virou e esperou eu chegar na altura dele, sorrindo safado.
-Para de olhar pro meu cu –comentou.
-Não tava olhando nada –menti descaradamente.
Aí chegamos no outro container, meu tio abriu a porta e eu vi aquela cena maravilhado...
-Falando em rabetas –disse meu tio, divertido, subindo o degrau da entrada e passando, e eu atrás dele, com o coração a mil e satisfeito com a visão dos dois ciganos gostosos tirando as calças, com as pernas de fora, as meias calçadas, descalços, e as cuecas. E os moletons ainda no lugar.
Observei o volume das bundas deles dentro das cuecas slip de algodão. As do Gabriel eram azuis e se ajustavam a uma bunda redonda e enorme, bem grande, como ele todo. E as do Ramón eram brancas com listras horizontais cinzas e grenás.
Minha boca saltou dentro da minha calça. Eles tinham umas coxas com pelo preto, sem ser exagerado, e na hora eu soube com toda a consciência que aqueles caras eram uns problemas dos bons.
— Chefe, isso não tá no contrato! — comentou Gabriel.
— O quê? — perguntou meu tio.
— Fazer um striptease pro filho do dono — ele me apontou com um movimento da cabeça.
— E meter teu pau no cu da minha mãe tava no teu contrato? — perguntei com o forte caráter que na verdade era mais um ferrão que me serviu de defesa por longos anos do que meu jeito verdadeiro de ser. Meu tio Enrique e Ramón, o cigano gato, caíram na gargalhada, enquanto o outro sorria, provavelmente procurando na cabeça algo inteligente pra dizer. Mas não dei tempo. — Pouca coisa vi pra pagar por isso. Um par de pernas peludas…
— E é tudo que você vai ver — cortou meu tio Enrique, acabando com a brincadeira e a tensão sexual criada com toda rapidez. — Experimentem os uniformes, se apressem. Tenho mil coisas pendentes.
— Minha mãe tá entretida essa tarde se for uma das tuas tarefas pendentes — soltei com sarcasmo, cruzando os braços, vendo os dois ciganos pegarem seus uniformes de guardas de segurança marrom escuro. Eles dois riram ao me ouvir.
— O moleque tem personalidade — disse o tal Gabriel, subindo a calça e fechando o zíper, que ficou bem apertado na área do pacote dele. Ou melhor, pacotão.
— É igual à sua bendita mãe — pontuou meu tio Enrique.
— Já te deram pica, moleque? Igual à tua mãe… — me interrogou o tal Ramón, o bonitão, subindo também a cremalheira da calça dele.
—Não tanto quanto eu gostaria. Mas se você se oferecer como voluntário…
—Isso também não está no meu contrato — riu o cara, mas com certa cumplicidade e um respeito tolerante pela minha sexualidade explícita que me deixou bem surpreso.
—Tá claro que aqui não tem nada pra fazer — falei, decidido. —Cara, se não precisa de mim pra mais nada…
—Sim — ele me parou, vendo que eu ia embora. Tirou do bolso da calça um molho de chaves e me entregou. —Me espera no escritório — se referindo à outra pré-fabricada.
Na mesma hora, virei nos calcanhares e saí, obedecendo. Cheguei no escritório e sentei na cadeira atrás da mesa. Cinco minutos depois, meu tio apareceu, fechando a porta atrás de si.
—Pra que você queria que eu esperasse?
—Eu tava falando sério sobre ter um monte de coisa pra fazer ainda. Acho que vou ter que ficar até tarde — explicou, e eu concordei automaticamente. E o que ele queria dizer com aquilo?
E, de repente, meu tio levou os dedos grossos até a fivela do cinto, desapertando-a.
—O que cê tá fazendo? — perguntei, sem entender muito bem o que tava rolando. Ou sem acreditar, melhor dizendo.
—Tô com a pica cheia de creme, sobrinho — ou você tira e aproveita do jeito que eu sei que você gosta, ou eu bato uma punheta e a gente desperdiça. Não sei se sua mãe vai ter vontade de dar pra mim se eu chegar tarde em casa.
Minha mãe sempre tinha vontade de dar,
Meu tio continuou desabotoando o botão da calça, e depois abaixando a cremalheira e me deixando ver parte do tecido da cueca boxer folgada de pano branco com losangos minúsculos grená. Enquanto fazia isso, continuava se aproximando de mim, até ficar na frente da minha cara.
—Vai chupar ela? — me perguntou, olhando pra baixo e eu pra cima.
—Que mais eu posso fazer? — perguntei num sussurro engasgado pela excitação crescente em mim.
—Não sei — ele deu de ombros.
—Sempre podia me dar de comer também da sua bunda — sugeri.
Meu tio sorriu pra mim e sem Sem mais delongas, ele arrastou o pau meio mole, mas já marcando o tamanho de cavalo pra fora, batendo com a cabeça meio descascada na ponta do meu nariz, com um cheiro forte de pau e um pouco de urina.
— Que filho da puta! — resmunguei.
— Chupa meu pau e tira meu leite.
— Também quer meu cu.
— Vamos começar pela primeira coisa, Valentim — disse meu tio com paciência, balançando o pau contra meus lábios, que se separaram, dando acesso à minha boca. Na hora, comecei a chupar com força, sentindo o gosto autêntico do pau de um homem de verdade.
Tossi, mas como tinha a boca e a garganta entupidas de carne, jorros grossos de saliva escorriam pelo meu queixo abaixo e, ao mesmo tempo, babas banhavam a bagunçada e selvagem penugem pubiana do meu tio Henrique, onde eu enfiava o nariz inteiro, aspirando o cheiro forte e profundo da sua virilha.
As bolas peludas de garanhão dele se espremiam também contra meu queixo, gordas, escorrendo as cachoeiras de saliva que saíam disparadas de entre meus lábios, cobrindo-as com aquela película densa, semitransparente e ao mesmo tempo esbranquiçada, o que as fazia parecer ainda mais volumosas.
Meu tio ofegava como um urso enorme e eu me agarrava com força nas suas coxas grossas, apertando sua carne macia e peluda, deixando ele tentar me sufocar com o pau duríssimo, sem conseguir, porque não entrava mais que a metade. Grosso demais. Comprido demais. E a cabaça gigante dele emperrava quando tentava ir mais fundo.
Lágrimas escorriam pelas minhas bochechas. Me sentia congestionado enquanto o homem de confiança do meu pai e amante favorito consentido da minha mãe me arrebentava a boca como só ele sabia fazer. Com as mãos enormes ao redor da minha cabeça, me usando. Mas logo, com certa piedade da parte dele, me liberou do empurrão sem soltar minha nuca. Achei que tinha sido por piedade. Mas estava muito enganado.
Olhei pra cima e descobri a camisa dele ainda vestida. Ele estava sentado na borda da mesa e sorria. direção para a porta. Virei a cabeça, surpreso.
– Já estava demorando – disse meu tio.
– Porra, chefe! E isso!
– exclamou Ramón, o guarda cigano gostoso.
Tanto ele quanto o grandão Gabriel estavam de volta com suas roupas de rua e nos encaravam.
– Entra de uma vez e fecha a porta, e me dá as chaves do container e some daqui – disse meu tio, autoritário. – Meu sobrinho já me deixou a ponto de gozar – explicou, pegando no próprio pau babado e se masturbando na minha cara.
Os dois ciganos se olharam e, sem dizer nada, Gabriel, o grandalhão, jogou as chaves pro meu tio, que pegou no ar.
– disse meu tio Henrique. – Tô oferecendo essa boquinha que vocês vão desperdiçar? – ele me segurou de repente pelo queixo e fez eu oferecer minha boca pros olhos daqueles dois ciganos.
Os dois se olharam de novo com ceticismo, o que fez meu tio reagir na hora.
– Cem dólares por cabeça e são o presente pro meu sobrinho – meu tio levantou a bunda da mesa.
– Duzentos por cabeça – negociou Ramón.
– Fechado! Mas ele vai dar o que eu mandar – aceitou rápido meu tio.
Os guardas se entreolharam e então concordaram. Olhei pro meu tio e ele sorriu antes de falar, se virando pra mim.
– Não queria uns cuzões de macho, Valentim? – ele me disse, me pegando totalmente de surpresa. Não esperava aquela virada. – Então aqui tem dois dos bons, né, rapaziada?
– O pivete quer cu? – perguntou Ramón.
– Sim, quero cu – reagi finalmente, e pelo canto do olho vi o pau mole do meu tio, que parecia estar mais murcho e encolhido.
– Qual você quer primeiro, sobrinho? – meu tio me perguntou. – Pode aproveitar meu presentinho.
– Valeu, tio – sorri pra ele, e me virei pros dois ciganos com um olhar desafiador. Antes de me virar de novo pro meu tio, que eu queria apertar um pouco mais. – Por qual você acha que eu deveria começar?
– Bom… Não sei. Depende de quem você tem mais Vontade dos dois – ele avaliou com o olhar, enquanto os outros dois esperavam na expectativa. O gigantesco Gabriel de braços cruzados e o atraente Ramón com as mãos na cintura da calça.
– Fala você, tio.
– Bom… Talvez devesse começar pelo Gabriel.
– Por que eu? – perguntou ele.
– Porque você tem a bunda maior dos dois e vai levar mais tempo pra comer ela.
– Não se iluda, tio – avaliei com um sorriso velado no rosto. – O Manu também tem uma bunda grande e gordinha e eu como ela rapidinho – me referi ao meu primo Manuel, o filho mais novo do meu tio Henrique. Mas meu tio não disse nada diante daquela provocação, simplesmente fez um sinal pro Gabriel, que deu alguns passos até nós e virou as costas, com aquele bundão a um palmo da minha cara.
– Tiro a calça ou você tira? – o cara perguntou com a voz cavernosa.
– Eu tiro – avisei, segurando a cintura elástica da calça preta de moletão dele, que já apertava aquele bundão enorme, e puxei devagar.
Apareceu na minha frente uma bunda enorme e redonda dentro daquela cueca de algodão azul. Coloquei a calça de moletão quase nos joelhos dele e admirei aquelas nádegas em todo o esplendor por uns minutos. Sem hesitar, passei minhas mãos pelas coxas peludas e grossas daquele búfalo e subi até a cintura fina da cueca dele. Puxei ela e então descobri o tesouro enorme.
– Porra! – resmunguei.
– Vai ter trabalho – brincou meu tio Henrique, que vi arquear as sobrancelhas quando as nádegas peludíssimas do Gabriel ficaram no ar. – Que matagal!
Gabriel e Ramão riram.
– Como se você não tivesse pelo no cu, chefe – gargalhou o cigano.
– Tenho pelo no cu, mas não tanto quanto você – retrucou meu tio Henrique.
– Mostra pra ele – sorri, incentivando ele a fazer.
Gabriel virou a cabeça de leve quando não ouviu meu tio falar nada. Ele, com um movimento rápido, virou de lado, mostrando as nádegas peludas pra gente se virar. Novamente.
-Quase não deu tempo – reclamei.
-Valentín, para de perder tempo com besteira e aproveita meu presente, que é pra isso que tô pagando.
-Não seja assim, tio…
-O slutty saiu brincalhão – comentou Ramón, que parecia se divertir com a situação.
-Por que você não fica do lado do Gabriel e a gente compara? – sugeri.
Meu tio Enrique soltou um suspiro e revirou os olhos, antes de avançar com decisão. Afinal, era seu sobrinho favorito, e embora quase sempre me dissesse não, às vezes… ele cedia. Então, de repente, eu tinha na minha frente dois rabões enormes e impressionantes. Ambos redondos, ambos bem peludos, meio gordinhos.
Nem preciso dizer que o mais peludo era o do Gabriel, com aquele pelo preto grosso. Meu tio não tinha tanto. Acariciei levemente as nádegas dos dois, e então meu tio acabou com a brincadeira.
-Vamos! Aproveita essa bunda de uma vez por todas. Anda! – ele empurrou minha cabeça em direção às nádegas do Gabriel, que, ao sentir meu rosto quente encostando nelas, empurrou levemente pra trás, e meu nariz e minha boca acabaram penetrando na fenda funda formada por suas bochechas gordas. Era como se a ponta da minha língua, levemente esticada, nunca fosse alcançar o cu dele. Mas alcançou. Ou pelo menos pareceu, porque o matagal peludo era denso.
Uma bofetada do aroma mais íntimo de qualquer homem, aquele que se esconde entre nádegas suadas, com uns ovos suados por perto, entrou direto pelo meu nariz até meu cérebro. Pareceu forte, como poucos tão intensos que eu já tinha sentido. Senti um leve desgosto, mas foi fraco comparado ao tesão que tomei.
Ao pegar aquele gosto com minha língua, não consegui identificar seu sabor. Era intenso, salgado, forte, inebriante. E o filho da puta do cigano colocou a bunda pra cima.
-Porra, primo! Tá me lambendo o olho do cu… o filho da puta – Gabriel anunciou em voz alta. –Come assim… Come! – me incentivou. Fora de qualquer previsão, e sem perceber, um minuto depois eu estava com Gabriel e Ramón, com as calças e cuecas brancas de barra estampada abaixadas até os tornozelos, esperando eu descobrir a bunda deles.
Quando me afastei, sem fôlego, da bundona do gigante cigano, me deparei com aquelas outras duas nádegas redondas e tonificadas, quase sem pelos, a não ser aqueles que encontrei ao longo da racha e ao redor do cu. Um cu rosado e fechado que se mostrou envergonhado e tímido quando minha língua pontuda tentou enfiar pra dentro. Por isso voltei pro grosso botão marrom que era o buraco do cu do Gabriel, que, com meu contato molhado, se abriu preguiçoso, mas me deixou entrar.
— Qual você gosta mais? — meu tio me perguntou, e eu me separei da bundona do Ramón pra responder, porque tinha voltado pra ele pra ver se, no segundo contato, o cu dele já estava menos resistente. Mas eu tinha certeza da resposta que devia dar.
— O dele — apontei pro Gabriel, separando as nádegas dele e lambendo a racha toda. O cigano sorriu olhando pro Ramón.
— Que filho da puta! — disse este último.
— Era o que eu imaginava — meu tio se divertia, acariciando minha cabeça e minha nuca. — Então aproveita. Dos dois.
— Tô fazendo isso — falei, entre uma lambida num e no outro.
— Vocês tão gostando, seus putos? — meu tio Henrique perguntou agora pros dois guardas ciganos. — Tão gostando do que meu sobrinho faz com vocês?
— No começo achamos que íamos dar pica, chefe — apontou Ramón. — Já que você tava dando pra ele...
— Meu sobrinho gosta de paus — meu tio se colocou na frente deles. — Mas com esses vermes murchos que vocês têm — observou os paus moles deles — pouca coisa podem oferecer. Então deixem ele se fartar de cu.
— É. Deixa ele comer à vontade — concordou feliz o Gabriel. — Que gostoso...!
— Nunca tinham comido o cu de vocês, né? — meu tio perguntou, sabendo que era mais uma afirmação do que uma pergunta. — Então aproveitem.
— Você não vai gozar, chefe? — apontou Ramón pro pau meio dormido do meu tio Henrique.
— Não. Cabrões. Tenho que deixar vocês aqui porque preciso descer pro porão. Cuidem do meu sobrinho. Até ele se cansar!
– Tio – falei, me afastando daqueles dois rabões morenos e me levantando. – Vai embora?
– Tenho coisas pra fazer, Valentín. Aproveita os caras. O tempo que quiser, beleza? – ele avisou.
Os dois ciganos, se sentindo incluídos, concordaram.
– Mas também não exagera, chefe, senão a gente fica com a bunda igual a de um babuíno.
– Com o tanto que essa puta chupa pra fora… – soltou um Ramón todo envergonhado.
– Preciso ir – meu tio enfiou o pau de volta na calça e fechou a braguilha, me deixando triste pra caralho.
– Tá bom – falei meio triste, mas minutos depois, com a cara toda melada de babas e esfregando ela nas rachas peludas daqueles dois cuzões de cigano, toda a tristeza passou. Não demorou muito pra eu gozar na calça e aqueles dois filhos da puta me darem uns tapas na cara, vazando dali com todo tipo de xingamento pra mim e pra minha mãe ausente.
Esclareço que é um conto inventado, não é real.
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