Entregando minha esposa - Crônica de um consentimento Pt 21

Passamos o fim de semana como se fôssemos recém-casados, tinha uma alegria no ar, tanta ilusão entre nós que ajudou a virar a página e esquecer tudo de ruim que a gente tinha vivido durante a semana que terminava. No sábado acordamos tarde, depois de uma noite intensa, e passamos o dia em Segóvia andando, tirando fotos, conversando e fazendo planos.
Saímos de volta às oito da noite, a María estava cansada e logo reclinou o banco e fechou os olhos, se deixando embalar pelo barulho do carro. Eu ficava olhando ela enquanto dormia, a via tão jovem, tão inocente, tão menina… nada tinha mudado nela e, no entanto, já não era a mesma pessoa; olhei pra trás, seis ou sete meses apenas, e soube que aquela outra mulher não voltaria mais, que todas as experiências acumuladas em poucos meses estavam transformando ela de forma irreversível, uma transformação que mal tinha começado.
Em silêncio, ao volante do carro, com a respiração dela no ritmo como única música, não consegui evitar a inquietação da insegurança, da falta de referências pra saber se aquilo que eu mesmo tinha iniciado não viraria contra a gente um dia. Faltavam só seis dias pra ela se encontrar com o Pablo, e eu já sabia de antemão que aquele encontro não seria só o reencontro de dois amigos; ela desejava aquilo intensamente, e a María desejava ele mais do que ela mesma conseguia admitir. Também não ia ser como eu imaginava; sempre achei que estaria presente, que participaria da primeira vez dela. Mas as coisas estavam se desenrolando de um jeito que eu ficava de fora daquele encontro.
A primeira vez dela. Com essas palavras, meu subconsciente se entregava: eu já tava dando como certo que aquele encontro inevitavelmente levaria ela pra cama do Pablo. Como eu podia ter tanta certeza? Ainda lembrava da frase que a María me disse quando falei sobre isso: ‘Seu bobo! Cê acha que eu sou capaz?’.
Essa era a realidade nua e crua: eu não acreditava que ela fosse capaz de segurar o desejo pelo Pablo, não acreditava que ela fosse capaz de... dominar o arrebato de excitação que sem dúvida provocaria nela com seu primeiro beijo consentido e esperado, com suas carícias tão desejadas, com suas palavras doces que, dia após dia pelo telefone, já tinham feito estrago na resistência dela; Eu temia mais a sensibilidade do Pablo do que a arrogância do Roberto, diante da imposição a Maria reagiria com seu jeito, diante da doçura ela desabaria.
Não sei quantos quilômetros ela passou me olhando, só sei que quando me virei para contemplar o sono dela, a vi sorrindo pra mim.
"O que você estava pensando com essa carinha de preocupação?" – ela disse, toda dengosa.
"Que eu não seria capaz de viver sem você"
Ela se aproximou de mim, passou a mão na minha barriga e ficou deitada no meu ombro.
"Seu bobo!"
No domingo, almoçamos com meus pais e meus irmãos.
Éramos os mesmos de sempre, diante dos outros não havia nada que indicasse o passo transcendental que estávamos dando. Maria era a nora carinhosa que batia papo com o sogro tomando um café, a *sister in law* com quem jogar uma partida de xadrez, a tia cúmplice conversando "de mulher pra mulher" com a sobrinha adolescente… eu olhava pra ela sabendo que por trás daquela imagem caseira se escondia uma mulher fascinante, sensual, atrevida e provocadora que estava se vendendo pro chefe em troca de uma promoção e alimentando um romance com um homem que um dia se tornaria seu amante. Várias vezes ela pegou meus olhares, então sorria e me mandava um beijo e uma piscadela.
"Piranha!" – meus lábios desenharam em silêncio uma das vezes que nossos olhares se cruzaram. Maria olhou ao redor, se remexeu de forma provocante no assento, curtindo o efeito que aquela palavra tinha causado nela, e seus lábios me devolveram "Corno!" junto com um sorriso safado que terminou num beijo. Um pouco mais tarde, eu estava no jardim conversando com minha mãe quando entrei em casa pra pegar outra tônica; Atravessei a sala, o avô cochilava na frente da TV sempre ligada, Maria estava sentada na ponta de um sofá ajudando meu sobrinho. pequeno que tentava montar o quebra-cabeça que a gente tinha levado; Fiquei olhando pra ela, ela tava com as pernas abertas numa posição que seria bem provocante se a saia longa não caísse entre elas, apoiava os braços na altura dos cotovelos nos joelhos e dava conselhos pro meu sobrinho que não conseguia lidar com aquele quebra-cabeça espalhado no chão e que era complicado demais pra idade dele, o cabelo dela, preso de lado, caía pra frente formando um fundo perfeito onde o perfil delicado dela se destacava; Maria me pegou olhando pra ela e sorriu, eu olhei nos olhos dela e a ponta da minha língua percorreu o meio do meu lábio superior, ela entendeu minha mensagem na hora: "Hoje à noite vou comer sua buceta". Naquele momento aconteceu o milagre, instintivamente a parte mais animal dela executou uma dança ancestral, arcaica, o chamado da mulher no cio pro macho que tá rondando: ela mordeu o lábio inferior, abriu um pouco mais as pernas, jogou a bunda pra trás e ergueu as costas, os peitos dela se projetaram pra frente, a barriga se curvou, esticou o pescoço comprido e os olhos dela se encheram de um erotismo forte. Não precisou de palavras, ela tinha recebido minha mensagem direto na área mais primitiva do cérebro dela e antes que a razão pudesse processar e dar sentido, o corpo dela reagiu e respondeu.
Éramos cúmplices clandestinos do nosso desejo solto, guardiões do nosso segredo obscuro e tarado.
Quando voltei pra casa naquela noite, me deitei e comecei a ler enquanto esperava Maria terminar o banho; Quando ela saiu, ainda secando o cabelo, veio pro meu lado da cama e apoiou o joelho direito.
"Você me prometeu uma coisa hoje à tarde" – disse imitando o gesto que eu fiz com a língua, deixei o livro cair no chão, Maria se agarrou na cabeceira e levantou a perna esquerda passando por cima de mim até ficar montada, a mão dela acariciou meu peito igual uma amazona acalmando o potro que acabou de montar; Eu rastejei pra ficar na altura da buceta dela e Ela dobrou o travesseiro e colocou ele na vertical debaixo do meu pescoço. A gente agia como duas peças bem sincronizadas fazendo uma tarefa ensaiada cem vezes. A visão que eu tive foi de tirar o fôlego, os lábios frescos dela em primeiro plano, brilhantes, rosados, me jogando um aroma inebriante que o gel de banho não tinha conseguido abafar; admirei os peitos dela, pontudos e empinados, de uma perspectiva daliniana lá do alto daquela vertente inexpugnável em que o torso dela tinha se transformado e que minhas mãos estavam prestes a escalar. Do alto do cume, caíam gotas de chuva do cabelo dela, embaraçado e ainda molhado, atrás do qual os olhos intensos e profundos dela espreitavam, me mandando mensagens de desejo. E eu, virado num Ulisses, me deixei levar pelo canto daquela sereia que tinha começado a nadar no meu rosto; a pélvis dela desceu até eu sentir o beijo molhado da buceta dela na minha boca, meus lábios corresponderam beijando cada dobra e cada esconderijo daquela iguaria que se abria pra me receber, faminta pela minha língua; Maria mexia a cintura dela como uma dançarina do ventre faria, devagar, com uma cadência sensual; ela se masturbava com o meu rosto e eu me entregava, virado no instrumento de prazer dela. Meu rosto encharcado com o fluxo dela deixava aquela boca íntima, a mais delicada, deslizar suave; o cheiro de mulher dela bateu como um raio no meu sistema límbico, as áreas mais antigas do meu cérebro fizeram meu pau reagir até doer, eu sentia a turgência agressiva do meu pau que balançava procurando cego o destino natural dele que, longe do alcance, naqueles momentos destilava o licor dele no meu rosto; Meu trabalho cuidadoso e paciente na fenda dela acabou enfraquecendo aquela torre que se dobrou sobre si mesma, apoiando as mãos dos dois lados da cama e começou a tremer; as costas dela arqueadas fizeram os peitos dela apontarem pros meus olhos e me tentarem a provar eles. Mas eu não queria, não podia abrir mão daquele abraço com que as coxas dela protegiam minha cabeça. Quem disse que eu ia comer a buceta dela? Infeliz! Era ela quem me engolia na gruta quente dela, sem me dar trégua, me roubando o ar, sem me deixar escapar da voracidade do sexo dela que se abria pra passagem da minha boca, do meu nariz, do meu queixo, se moldando às formas dela e tremendo a cada roçada.

Mas não ia ser tão fácil conquistar aquela cumeeira que se recuperava dos meus primeiros ataques e se erguia de novo altiva diante dos meus olhos. Minhas mãos alcançaram as nádegas dela, subiram pelas costas arranhando de leve, apalpando cada degrau da coluna dela, por fim agarraram as costelas percorrendo uma por uma com meus dedos esticados; lancei meus polegares até roçar a base dos peitos dela e, mais além, o topo pontudo dos mamilos. As mãos dela cobriram as minhas e as guiaram, tutelando a intensidade, a velocidade, a pressão.

Entendi que se desse satisfação pros meus dedos ávidos, ia perder a experiência única de sentir; Sentir sem metas, sem objetivos, só sentir, um estado contemplativo em que não pedia nada, não esperava nada, pra receber tudo. Tirei minhas mãos com suavidade deixando as dela em contato com os peitos, passei o bastão pra Maria que os acolheu na concha das mãos moldando-os, se amando, se desejando.

Meus braços esticados ao limite alcançaram as omoplatas dela, queria tatear como um cego a mensagem que os músculos das costas dela transmitiam pros meus dedos, como um mar agitado cheio de cristas e vales que apareciam e desapareciam a cada movimento do corpo dela. Desci pelas costas arrepiando a pele com a passagem das minhas unhas até que minhas mãos se encaixaram nos glúteos dela e seguiram o vai e vem ondulante da dança que eles executavam.

E meus olhos, cravados naquela estátua que se erguia sobre mim, foram testemunhas do espetáculo mais sublime que jamais mortal algum pôde contemplar.

Maria parecia segurar os peitos nas mãos que tinham descido até a base deles, então, como se fossem o espelho uma da outra, começaram a se mover. Sincronizadas, amassaram os peitos, ora se fechavam sobre eles, ora se abriam ao máximo, deixando que os mamilos desenhassem cada linha das palmas; aquelas pontas afiadas percorriam suas mãos desde a ponta de algum dedo até a pele sensível dos pulsos, fazendo pequenos círculos que foram crescendo à medida que suas mãos se expandiam como duas estrelas-do-mar e voaram até que a ponta do dedo médio alcançou cada mamilo e pareceu escorá-los; Ali o tempo parou, seus dedos pareciam me apontar o lugar onde mais tarde eu queria sentir minha boca, ou talvez tenha ocorrido um curto-circuito entre aqueles quatro pontos de contato tão carregados de terminações nervosas que a paralisou durante aqueles segundos eternos. Lentamente, seguindo o ritmo de seus quadris que não paravam de cavalgar, as mãos giraram sobre aquele vértice e seus dedos indicador e polegar se transformaram em pinças que apertaram seus mamilos, torcendo-os e esticando-os como se quisessem arrancá-los até que escapavam da pressão para novamente capturá-los e repetir aquela deliciosa tortura.
Suas mãos desceram para explorar sua barriga, várias vezes percorreram orgulhosas seu ventre liso e duro, mal roçando a grama cuidada que crescia em sua buceta e depois se cruzaram até alcançar seus ombros num abraço ególatra e onanista que apertou seus peitos debruçados na sacada de seus braços; A dança continuava, aqueles longos braços foram se abrindo como um par de asas e a Deusa se transformou na imagem blasfema de uma crucificada, meu cérebro completou a linda heresia compondo uma cruz de madeira tosca atrás de seus braços estendidos e uma coroa de espinhos ferindo sua testa, segurando o cabelo emaranhado que escondia seu olhar bêbado de prazer. O Cristo mulher, empalada na minha língua, deixou cair a cabeça para trás numa imensa agonia enquanto eu, seu carrasco, flagelava seu clitóris com minha língua sem o menor pingo de piedade por seus gemidos. Minha linda crucificada soltou um braço do Pau em que eu a via pregada e percorreu o caminho da cruz até meu crânio, os olhos dela voltaram ao chão e sorriram pra mim enquanto a mão dela acariciava meu cabelo só um instante antes de ela partir pra se encontrar com a irmã, que já prendia os cabelos na nuca. As mãos dela cruzadas atrás do pescoço esbelto jogaram pra frente os peitos agressivos e insolentes; meus olhos, presos sob a raiz daquela árvore, arquétipo do feminino, desejaram aqueles dois frutos inacessíveis, distantes. Como se o vento balançasse a cintura dela, Maria arqueou as costas, os braços dela descreveram uma elipse larga no ar e a mão esquerda voltou ao meu cabelo enquanto a direita buscou o quadril dela, onde descansou um instante; O balanço suave da buceta dela me devolvia a imagem da amazona cavalgando a passo em seu cavalo com a mão na cintura.

Os dedos dela largaram meu cabelo e ela se segurou na cabeceira enquanto o tronco dela se inclinava pra trás seguindo o rumo da mão direita que se arrastava pelo meu corpo até alcançar minhas bolas, que cobriu com suavidade. Naquele instante, os braços dela desenhavam uma diagonal perfeita, trinta graus de nudez perfeita à qual se juntou o tronco inclinado pra trás formando uma cruz ondulante; O dedo médio dela castigava meu períneo uma, outra, mais outra vez enquanto a palma dela recolhia suavemente minhas bolas, que se encolhiam a cada pressão dos dedos. Do fundo de mim, sem palavras nem pensamentos que tornassem consciente, nasceu um desejo desconhecido: Dobrei meus joelhos, abri as pernas e ergui minha cintura, me entregando em sacrifício. Ela entendeu, a sacerdotisa aceitou minha oferenda e o dedo dela se enterrou no meu cu, dobrado como um anzol no qual fiquei enfiado sentindo sensações novas, proibidas, desconhecidas.

Inesperadamente, como se tivesse tocado um gatilho escondido, minha ereção murchou como um balão e meu pau ficou reduzido a um estado infantil, em clara contradição com a imensa excitação que me tomava. açoitava como uma tempestade; Seu dedo profanava um lugar virgem, me invadia, explorava, buscava e se afundava cada vez mais, alcançando zonas que ninguém jamais visitara e provocando sensações que nunca tinha sentido, sensações interiores que falavam de posse, de penetração, de virgindade quebrada, de abandono, passividade e entrega.
"Será que é assim a vivência feminina da penetração?" – pensei.
Nada me anunciou, uma serena sensação de plenitude me envolveu quando do meu pequeno e adormecido pau começou a jorrar um rio tranquilo de porra que foi parar no meu ventre sem espasmos, sem tensões. Se houve orgasmo não percebi, também não senti falta, foi uma experiência única, insólita e maravilhosa.
Mas aquela Deusa não se dava por satisfeita, precisava concluir sua obra nela, a mão que acabara de me ordenhar deslizou até seu clitóris roçando meus lábios; Como se um raio a tivesse atingido, sua cintura se quebrou de novo, sua mão esquerda ainda agarrada à cabeceira da cama a impediu de cair e um grito de surpresa que se transformou em gemido anunciou que ela tinha chegado ao destino e que a recompensa tinha sido maior do que o esperado; O dedo intruso mergulhou na buceta dela para se lubrificar e encontrou minha boca que o beijou com paixão enquanto tateava seus lábios e os meus fundidos num beijo eterno. Depois dedicou toda a atenção ao seu clitóris ereto e tenso que se mostrara irredutível quando minha língua insistiu em dobrá-lo.
"Te amo" – gemeu com o olhar perdido.
"Moi non plus" – consegui dizer antes de mergulhar de novo na buceta dela. Uma risada brincalhona, um único som agradecido, e seguiu o caminho que eu tinha iniciado.
"Oh oui je t’aime… mon amour…" – a linda poesia de Gainsbourg fluía da boca dela.
"…tu es la vague, moi l'île nue
tu va et tu viens
entre mes reins" – sua voz doce e sugestiva capturava a sensualidade do francês e a tornava irresistível.
Seu corpo cavalgava incansável sobre meu rosto, seu dedo voltava à buceta dela umas vezes, outras à minha boca, pra se encher de umidade e voltar a torturar o clitóris dela, um tremor incipiente começou a derrubar as defesas dela, mal conseguia falar.
"Oui, je t’aime"
Um estertor não humano me adiantou a explosão que estava por vir, um rio carregado de aromas e sabores inundou minha cara, um mantra sem fim feito de espasmos, um rosário de batidas na buceta dela percebido nos meus lábios como nunca tinha sentido me levou ao nirvana, ao paraíso dos infiéis e dos descrentes, ao éden dos ateus que gritam "Meu Deus!" quando uma mulher do calibre da Maria permite que eles contemplem a viagem dela pela morte e ressurreição do orgasmo.
Não precisei gozar dentro dela, pra quê? O que mais podia nos acrescentar que já não tivéssemos?
Ficamos deitados em silêncio, nos olhando nos olhos, não precisávamos falar, os dois sabíamos o que nossos olhares transmitiam: Sexo, luxúria, desejo, pensamentos safados, projetos obscenos, tentações promíscuas... E um imenso e profundo amor.
"Vamos dormir, amanhã tem que acordar cedo" – ela disse, se levantando da cama, imaginei que queria se limpar.
"Não se lava, dorme assim" – ela sorriu com ternura pra mim.
"Só vou beber água e pentear o cabelo" – disse, revirando os olhos e apontando os dedos pro cabelo bagunçado, deixando a cabeça cair de lado num gesto lindo e infantil.
"Me traz um lenço quando voltar" – os olhos dela pegaram a poça de porra na minha barriga.
"Nada disso... é meu" – ela se ajoelhou no chão ao lado da cama, segurando o cabelo com uma mão e lambeu gulosamente, me lançava olhares rápidos, carregados de erotismo, e voltava pro serviço dela com capricho; Com uma delicadeza imensa, como se fosse um passarinho ferido, recolheu com cuidado minha piroca murcha e enrugada que mal cabia na mão dela e levou à boca pra lavar com a saliva dela, e como a fênix, começou a renascer entre os lábios dela. E falou com ela; não comigo, conversou com a piroca.
"Shhh, quieta, gostosa, tem que descansar" – deu um beijo carinhoso nela e foi matar a sede.
Quando o som parou Som do secador no banheiro, voltei do nada; ouvi ela chegar descalça no assoalho de madeira, com a juba impecável; meus olhos foram direto pra buceta dela, os pelos encharcados, ressecados em algumas partes, mostravam os sinais do fluxo abundante que tinha escorrido da boceta dela, as coxas brilhando por dentro; Ela percebeu meu olhar.
"Desconfiado… não me lavei!" – reclamou enquanto colocava o pé na cama e me mostrava obscenamente a prova.
Me levantei e beijei a buceta dela.
"Je t’aime

3 comentários - Entregando minha esposa - Crônica de um consentimento Pt 21

Es buenísimo!!!! Van +10

si podes pasate x mis posts
Nada mejor que tú puta te dé una buena dosis de cuernos, amo ser cornudo...!!!
Es buenísimo que lindo que una mujer te de tanto placer pará nosotros los 😈👍 van 10 chicos