link:http://www.youtube.com/watch?v=j1bWqViY5F4#aid=P-TQY4h8a5wO indizível
(De cartas para Sofia)
Tudo começa pensando em você, no seu olhar, nos seus lábios — parece quase herege dizer isso, dizer "seu olhar" ou "seus lábios" quando, na verdade, você me faz pensar no mar ou em algum crepúsculo. Como explicar a sensação, esse frenesi que me invade enquanto minhas mãos se enredam nas suas costas, como se travassem numa luta, como se fosse uma comoção em todos os meus sentidos, enquanto a rosa da sua pele, suave, viva, se abre para mim.
Esse é o meu indizível, o amor, essa bela loucura, esse descontrole, a paixão mais primitiva que assume o controle de cada parte do meu corpo e da minha razão. Como expressar essa vontade terrível de fazer amor com você, de poder beijá-la como se esse beijo fosse a explosão de um universo, como se o aroma que emana da sinfonia das suas pernas fosse me consumir por dentro.
Meu indizível começa exatamente no momento em que me aproximo de você enquanto me dá as costas. Justo quando meus dedos começam a se apoderar do balanço sufocante da sua cintura e me agarro a você exatamente como quando me escondia do monstro do meu armário. A partir daí, na minha imaginação, essa lembrança vívida de algo que nunca aconteceu, tudo fica um pouco confuso, como se eu olhasse por trás da cortina de fumaça de um cigarro. Posso vê-la agora diante de mim agitando sua silhueta de ninfa clandestina, descrevendo a dança de uma folha ao ritmo do vento.
Um gole púrpura, doce, um pouco amargo, rola pela minha garganta, me molhando. Minha boca busca e encontra sua boca de uva, suculenta, envolta em veludo tenso, e minha língua desliza sobre ela procurando a serpente que nada na sua saliva, travando uma luta contra ela, abraçando-a. As formigas na ponta dos meus dedos trabalham laboriosas sobre o tecido que cobre o motim silencioso da sua nudez, atravessam essa muralha e caminham sobre seus ombros. Então se retiram para dar passagem às minhas mãos, que são quentes, que também te amam, e que pressionam bem ao lado do caminho que leva das suas costas até sua cabeça, meus dedos marcam acordes, buscam trincheira… me afasto um segundo só para deixar você entrar pelos meus olhos, na boca me vibra um sabor de fruta fresca… meus dedos desfazem fechos e botões, te despeço com tanta ansiedade reprimida… me deslumbra o brilho da sua nudez repentina, me tira o fôlego e de repente vejo até meu nome escapando…
Cada linha, cada ponto na sua figura é um haiku que juntos se compõem numa poesia digna de Sabines ou Neruda, meu olhar bebe da luz que escorre, estoura, desde o amanhecer entre seu cabelo e seu pé… deito você suavemente na cama, os olhos das suas costas ficam me encarando fixamente e enquanto me sento sobre suas pernas deixo as pontas dos meus dedos pousarem em você, acariciando primeiro suave depois com mais força, desfazendo nós, soltando suas amarras… abro caminho por toda a planície macia e quente da sua pele nua, ajudado por algumas gotas de óleo morno, deslizo sobre você, manchando, umedecendo… uma fome voraz vai crescendo do meu púbis, a pressão que exerço aumenta, ficando cada vez mais prolongada, mais abrangente enquanto sinto que estou tentando desesperadamente me instalar dentro de você, como se pudesse simplesmente me deslocar também debaixo da sua pele… tão perto assim posso sentir você, me aposso do seu pescoço girando-o levemente e roço com meus lábios sua bochecha esquerda, a doçura da sua boca que se entreabre dando lugar à aspereza dos seus dentes e o calor da sua língua… peço suavemente que você se vire, e a redondez dos seus seios me fascina, com um dedo acaricio a linha do seu rosto, fazendo cócegas… volto a beijar você, enquanto te olho sorrindo como se tivesse 8 ou 10 anos e de repente estivesse frente ao sorvete mais apetitoso do mundo, me invade uma felicidade tão grande que mal cabe no meu coração, cada beijo me incendeia, e me embriago na umidade da sua boca, seus lábios carnudos, grossos, essa boca larga que convida a beijar de novo, e outra vez às vezes... sinto a seda dos seus cabelos deslizando entre meus dedos enquanto meus lábios se desprendem da sua boca, descem pelo seu queixo, deixando um sulco molhado pelo seu pescoço, agora meus lábios acariciam suas clavículas, o espaço entre elas, e me aproximo agachado até seus seios, tomo o direito dentro da minha boca e deixo minha língua roçar levemente seu mamilo, sentindo como ele endurece... sua respiração acelera... o ritmo do seu coração vibra entre meus lábios... seu outro seio reclama minha atenção e novamente o envolvo com a boca, suavemente... minhas mãos acariciam suas pernas, sua cintura, aquela redondeza quase pecaminosa da sua bunda... continuo descendo pelo seu torso, uso minha língua, meus lábios ardentes de desejo para percorrê-lo, sua barriga é uma pintura linda que admiro longamente, a semente do seu umbigo, a ante-sala da flor que guarda sua água mais íntima, a única que mata minha sede... me posiciono diante da sua virilha, emana um calor no qual quero me incendiar, uma pérola rosada, carnuda, que já começa a se destacar, minha boca se apodera de todo seu contorno, lambo, acaricio desesperadamente, vou um pouco mais abaixo e os lábios da sua buceta se dilatam abrindo-se para mim, para meu beijo. Deixo minha língua entrar em você, saboreando por dentro, sentindo o fogo das suas entranhas, do seu sexo... volto a me concentrar naquele pequeno botão que incha para mim, seus gemidos me estremecem, seu corpo treme cada vez que minha língua roça seu clitóris, com mais força, adquirindo cada vez mais ritmo, quero que você goze para mim, quero ouvir cada gemido, beber cada gota que sai de você... brinco com meus dedos entre seus lábios, abrindo-os, penetrando-os, enquanto começo a acariciar você por dentro. O tremor que nasce no seu corpo, me segue no meu, me estremece, o aroma do seu sexo em ebulição, os compassos marcados pelos seus gemidos... Fico te olhando absorto enquanto você continua estremecendo, passo meus dedos entre seus lábios molhando-os e depois desenho uma rosa entre seu umbigo e seu pescoço... Depois de um instante paralisado pelo longas horas no tempo, minha boca busca a sua para que você prove aquele licor tão doce que escorre entre suas pernas, enquanto vou te penetrando, me fundindo com você até estar completamente dentro... suas pernas abertas envolvem as minhas, me abraçam, vou bem fundo para sair devagar e entrar de novo de uma vez, capturo seu olhar com o meu, e é como abrir a porta da minha alma, sinto uma união tão esperada que o mundo ao meu redor poderia desaparecer e estaria tudo bem, te viro de costas para mim enquanto tomo seus seios com minhas mãos, apertando forte, me torno como um polvo acariciando você inteira... embisto uma e outra e outra vez contra você, arrancando gemidos que se sobrepõem aos meus, nos deliciando, sua buceta molhada me aquecendo, encharcando meu pau duro e quente, nossos corpos dançando, acelerando o ritmo, derretendo todo o quarto... volto a ficar por cima de você, te colocando de costas, quero seus olhos, quero ver seus lábios se abrindo a cada som, seu rosto diante do meu e então sinto como um tremor que começa lá no fundo da minha alma e me sacode completamente como se me quebrasse, estou gozando, vindo dentro de você, te enchendo de porra, deixando nossos fluidos se misturarem, e sinto como se fosse morrer de tanto prazer, meu coração parece parar como se não aguentasse tanta alegria e nos perdemos enquanto nos fundimos em um só, numa massa túrgida, fumegante... te beijo... "te amo" digo num sussurro... "me desvivo pelo seu sorriso"... "pela sua beleza"... fico abraçado a você... ainda dentro, me sentindo seguro no refúgio do seu corpo... dando beijinhos no seu rosto, no seu cabelo, em cada parte da sua alma feliz que pula junto com a minha...
(De cartas para Sofia)
Tudo começa pensando em você, no seu olhar, nos seus lábios — parece quase herege dizer isso, dizer "seu olhar" ou "seus lábios" quando, na verdade, você me faz pensar no mar ou em algum crepúsculo. Como explicar a sensação, esse frenesi que me invade enquanto minhas mãos se enredam nas suas costas, como se travassem numa luta, como se fosse uma comoção em todos os meus sentidos, enquanto a rosa da sua pele, suave, viva, se abre para mim.
Esse é o meu indizível, o amor, essa bela loucura, esse descontrole, a paixão mais primitiva que assume o controle de cada parte do meu corpo e da minha razão. Como expressar essa vontade terrível de fazer amor com você, de poder beijá-la como se esse beijo fosse a explosão de um universo, como se o aroma que emana da sinfonia das suas pernas fosse me consumir por dentro.
Meu indizível começa exatamente no momento em que me aproximo de você enquanto me dá as costas. Justo quando meus dedos começam a se apoderar do balanço sufocante da sua cintura e me agarro a você exatamente como quando me escondia do monstro do meu armário. A partir daí, na minha imaginação, essa lembrança vívida de algo que nunca aconteceu, tudo fica um pouco confuso, como se eu olhasse por trás da cortina de fumaça de um cigarro. Posso vê-la agora diante de mim agitando sua silhueta de ninfa clandestina, descrevendo a dança de uma folha ao ritmo do vento.
Um gole púrpura, doce, um pouco amargo, rola pela minha garganta, me molhando. Minha boca busca e encontra sua boca de uva, suculenta, envolta em veludo tenso, e minha língua desliza sobre ela procurando a serpente que nada na sua saliva, travando uma luta contra ela, abraçando-a. As formigas na ponta dos meus dedos trabalham laboriosas sobre o tecido que cobre o motim silencioso da sua nudez, atravessam essa muralha e caminham sobre seus ombros. Então se retiram para dar passagem às minhas mãos, que são quentes, que também te amam, e que pressionam bem ao lado do caminho que leva das suas costas até sua cabeça, meus dedos marcam acordes, buscam trincheira… me afasto um segundo só para deixar você entrar pelos meus olhos, na boca me vibra um sabor de fruta fresca… meus dedos desfazem fechos e botões, te despeço com tanta ansiedade reprimida… me deslumbra o brilho da sua nudez repentina, me tira o fôlego e de repente vejo até meu nome escapando…
Cada linha, cada ponto na sua figura é um haiku que juntos se compõem numa poesia digna de Sabines ou Neruda, meu olhar bebe da luz que escorre, estoura, desde o amanhecer entre seu cabelo e seu pé… deito você suavemente na cama, os olhos das suas costas ficam me encarando fixamente e enquanto me sento sobre suas pernas deixo as pontas dos meus dedos pousarem em você, acariciando primeiro suave depois com mais força, desfazendo nós, soltando suas amarras… abro caminho por toda a planície macia e quente da sua pele nua, ajudado por algumas gotas de óleo morno, deslizo sobre você, manchando, umedecendo… uma fome voraz vai crescendo do meu púbis, a pressão que exerço aumenta, ficando cada vez mais prolongada, mais abrangente enquanto sinto que estou tentando desesperadamente me instalar dentro de você, como se pudesse simplesmente me deslocar também debaixo da sua pele… tão perto assim posso sentir você, me aposso do seu pescoço girando-o levemente e roço com meus lábios sua bochecha esquerda, a doçura da sua boca que se entreabre dando lugar à aspereza dos seus dentes e o calor da sua língua… peço suavemente que você se vire, e a redondez dos seus seios me fascina, com um dedo acaricio a linha do seu rosto, fazendo cócegas… volto a beijar você, enquanto te olho sorrindo como se tivesse 8 ou 10 anos e de repente estivesse frente ao sorvete mais apetitoso do mundo, me invade uma felicidade tão grande que mal cabe no meu coração, cada beijo me incendeia, e me embriago na umidade da sua boca, seus lábios carnudos, grossos, essa boca larga que convida a beijar de novo, e outra vez às vezes... sinto a seda dos seus cabelos deslizando entre meus dedos enquanto meus lábios se desprendem da sua boca, descem pelo seu queixo, deixando um sulco molhado pelo seu pescoço, agora meus lábios acariciam suas clavículas, o espaço entre elas, e me aproximo agachado até seus seios, tomo o direito dentro da minha boca e deixo minha língua roçar levemente seu mamilo, sentindo como ele endurece... sua respiração acelera... o ritmo do seu coração vibra entre meus lábios... seu outro seio reclama minha atenção e novamente o envolvo com a boca, suavemente... minhas mãos acariciam suas pernas, sua cintura, aquela redondeza quase pecaminosa da sua bunda... continuo descendo pelo seu torso, uso minha língua, meus lábios ardentes de desejo para percorrê-lo, sua barriga é uma pintura linda que admiro longamente, a semente do seu umbigo, a ante-sala da flor que guarda sua água mais íntima, a única que mata minha sede... me posiciono diante da sua virilha, emana um calor no qual quero me incendiar, uma pérola rosada, carnuda, que já começa a se destacar, minha boca se apodera de todo seu contorno, lambo, acaricio desesperadamente, vou um pouco mais abaixo e os lábios da sua buceta se dilatam abrindo-se para mim, para meu beijo. Deixo minha língua entrar em você, saboreando por dentro, sentindo o fogo das suas entranhas, do seu sexo... volto a me concentrar naquele pequeno botão que incha para mim, seus gemidos me estremecem, seu corpo treme cada vez que minha língua roça seu clitóris, com mais força, adquirindo cada vez mais ritmo, quero que você goze para mim, quero ouvir cada gemido, beber cada gota que sai de você... brinco com meus dedos entre seus lábios, abrindo-os, penetrando-os, enquanto começo a acariciar você por dentro. O tremor que nasce no seu corpo, me segue no meu, me estremece, o aroma do seu sexo em ebulição, os compassos marcados pelos seus gemidos... Fico te olhando absorto enquanto você continua estremecendo, passo meus dedos entre seus lábios molhando-os e depois desenho uma rosa entre seu umbigo e seu pescoço... Depois de um instante paralisado pelo longas horas no tempo, minha boca busca a sua para que você prove aquele licor tão doce que escorre entre suas pernas, enquanto vou te penetrando, me fundindo com você até estar completamente dentro... suas pernas abertas envolvem as minhas, me abraçam, vou bem fundo para sair devagar e entrar de novo de uma vez, capturo seu olhar com o meu, e é como abrir a porta da minha alma, sinto uma união tão esperada que o mundo ao meu redor poderia desaparecer e estaria tudo bem, te viro de costas para mim enquanto tomo seus seios com minhas mãos, apertando forte, me torno como um polvo acariciando você inteira... embisto uma e outra e outra vez contra você, arrancando gemidos que se sobrepõem aos meus, nos deliciando, sua buceta molhada me aquecendo, encharcando meu pau duro e quente, nossos corpos dançando, acelerando o ritmo, derretendo todo o quarto... volto a ficar por cima de você, te colocando de costas, quero seus olhos, quero ver seus lábios se abrindo a cada som, seu rosto diante do meu e então sinto como um tremor que começa lá no fundo da minha alma e me sacode completamente como se me quebrasse, estou gozando, vindo dentro de você, te enchendo de porra, deixando nossos fluidos se misturarem, e sinto como se fosse morrer de tanto prazer, meu coração parece parar como se não aguentasse tanta alegria e nos perdemos enquanto nos fundimos em um só, numa massa túrgida, fumegante... te beijo... "te amo" digo num sussurro... "me desvivo pelo seu sorriso"... "pela sua beleza"... fico abraçado a você... ainda dentro, me sentindo seguro no refúgio do seu corpo... dando beijinhos no seu rosto, no seu cabelo, em cada parte da sua alma feliz que pula junto com a minha...
4 comentários - Indescritível
Muy hermoso, redulce 💖
Gracias por compartir 👍
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