Nunca faltava à missa nos domingos de manhã. De algum jeito virou quase um costume procurar por ela na igreja na missa das 8. E agora tô aqui, parado na porta da igreja lotada, a gente ao redor me impede de entrar, só escuto a liturgia dominical e o som suave e harmonioso do velho órgão, isso junto com as rezas dos fiéis. Do jeito que dá, avanço um pouco e procuro ela com o olhar, ansioso, meio na urgência, olhando por cima dos ombros do povo, talvez ela vá se confessar, penso, e viro o olhar pro confessionário onde uma fila variada de mulheres espera paciente a vez pra botar as culpas pra fora e esperar o perdão dos pecados, é isso que penso quando a descubro, sim, é ela de costas: a blusa vermelha de sempre, a mesma saia preta que empina a bunda, a mesma bolsa velha de couro preto, o mesmo cabelo pintado de loiro, o rosto bonito que com maquiagem tenta esconder o peso dos anos. Enquanto a vejo se ajoelhar perto do confessionário, tento imaginar a confissão dela: será que ela conta tudo pro padre?, os vícios antigos e secretos?, a luxúria que toma conta dela?, o olhar safado quando passa perto de mim?, isso e mais penso enquanto a vejo se levantar e com uma beatice sincera se aproximar do altar pra receber a comunhão: a mão do velho padre levando a hóstia, ela de boca aberta e olhos fechados, as mãos juntas perto dos lábios que murmuram talvez uma oração, Ana com o rosto inclinado como se rezasse, talvez arrependida.
A cena faz renascer em mim uma das nossas experiências passadas: parado na entrada da casa velha abandonada, percebo a vela acesa sobre uns entulhos e ela tentando se esconder entre os claros-escuros das paredes antigas; o fedor é quase insuportável, cheira a sujeira, a mijo, a merda e a lixo, mas sei que ela tá ali, sinto a presença dela, como sempre que me chama com aquele olhar fugidio; enquanto meus olhos se acostumam com a pouca luz, ouvi a voz dela num tom bem baixinho: "demorou pra caralho, achei que não vinha", e dei dois ou três passos tropeçando em alguma coisa, a luz da vela dança nas paredes imundas e nisso sinto o hálito dela perto de mim, as mãos trêmulas envolvem minha cintura e a boca molhada dela percorre meu pescoço, subindo em beijos rápidos pelo meu rosto, aí as mãos dela se enfiam no meu cabelo e ela prende minha boca e a gente se beija com fúria, a luxúria escorre pela boca dela, pelas mãos que acariciam apressadas meu rosto, meu cabelo, meu peito. O tremor do corpo dela me contamina.
E quando seguro ela pela bunda, a respiração dela fica ofegante e mais quente; tento levantar a saia dela e quando consigo esbarro na meia-calça, tento puxar pra baixo e de novo a voz dela como um gemido: "não, espera, vem" e sem nos soltar a gente avança pro escuro do quarto mal iluminado pela vela, assim chegamos no paredão preto e velho, os braços dela me empurram e fico de costas pras crostas antigas de gesso pintadas de graffiti e a boca dela gruda na minha e me larga na hora e ela toda desce devagar e se ajoelha na minha frente, as mãos dela puxam a calça e liberam meu pau duro e a luz fraca da vela me deixa ver: a cara dela colada no meu pau, a cabeça fica acima da testa dela e as bolas quase nos lábios dela, Ana fecha os olhos e a atitude safada dela muda pra uma expressão... mística? amorosa? e fica assim por uns momentos: o pau acariciando o rosto dela e ela submissa, a respiração quente nas minhas bolas, os pelos grudados nas bochechas dela.
Aí a mão dela envolve a pica dura e brinca com ela, com suavidade, sem abrir os olhos, a língua dela às vezes lambe minhas bolas peludas e enquanto minha excitação cresce a boca aberta dela percorre o tronco, a língua lambuza de saliva o pau, devagar, num gesto cheio de tesão e ansiedade, até que boca e língua chegam na ponta viscosa da minha pica que parece pulsar e com uma lentidão extrema os lábios abertos rodeiam a cabecinha e Ana Chupa com carinho, ansiosa pra caralho, pra depois começar a engolir, devagar, curtindo o boquete.
Sinto o tempo parar, o fedor do ambiente sumir, meu corpo me abandonar e ela me engolir inteiro ou quase, porque o nariz dela afunda nos pelos da buceta, e a boca dela vai e vem cheia de tesão, cheia de uma putaria ansiosa, quase sem controle, chupa, chupa de novo, os lábios apertados em volta do pau duro, a piroca viscosa desaparece dentro da boca dela, ela sempre de joelhos, obediente, submissa, mas ativa, muito ativa, meu pau brilha com a saliva dela, a baba dela molha meu pau inteiro e escorre pela boca dela, até que ela separa a boca do pau pra olhar pra cima implorando e sussurrar: "me dá a porra, já quero, me dá, enche minha boca de leite".
Atendo o pedido dela, minhas mãos enfiam no cabelo loiro dela e puxo a cabeça dela, melhor, a cara dela, melhor, a boca dela, até enfiar a piroca toda, ela suspira e eu meto com raiva, acelerando a gozada, uma vez e outra, enfiando o pau todo e ela obediente, submissa, se sacrificando pelo tronco que parece atravessar ela inteira, até que o leite vai, furioso encho a boca dela, ela engole, parece que vai vomitar mas continua chupando e eu jogando a porra, uma vez e outra; no final ela de joelhos parece pedir desculpas, o pau lambuzando a cara dela de porra e ela como murmurando, como rezando, como pagando pelos pecados. É isso que lembro enquanto olho pra ela, naquela manhã, Ana ajoelhada num genuflexório rezando, parecendo ter fé, é isso que lembro…
**
Minutos depois a liturgia acaba, o padre velho dá a bênção pra todo mundo e os fiéis saem correndo, se empurrando, alguns sem educação nenhuma, eu tento manter minha posição sem perder a mulher de vista, mas é impossível, me empurram pra fora da igreja e fico perto da porta, levantando a cabeça pra procurar a coroa, quando vejo ela tá quase do meu lado e quase tromba comigo. mas ela não me viu, vai de cabeça baixa, passa como pode entre a multidão, agarrada com as duas mãos na bolsa de couro velha, chega até mim o cheiro suave do perfume barato dela e no meu braço por instantes sinto que uma das tetas dela roça em mim, sinto uma leve pulsação na pica, mas ela já saiu, tento segui-la e quando a encontro está conversando com algumas mulheres: duas delas são as irmãs dela e a senhora de cabelos grisalhos com bengala é a mãe, elas conversam entre si e dão risada; depois saem andando em direção à casa delas, me adianto em passos rápidos, quero que ela me veja, quero que saiba que estou atrás dela, quero que saiba que… quero fazer coisas com ela de novo…
Paro na esquina onde fica a loja Oxxo, vejo ela vindo com o andar nervoso, as tetas grandes fazem a blusa vermelha pular e as mulheres passam por mim, Ana me olha rapidamente, de soslaio, só um instante, o rosto dela fica vermelho e ela desvia o olhar, depois acelera o passo junto com as irmãs, com certeza vão para a casa da mãe, normalmente nesse dia os irmãos se reúnem para almoçar com a senhora de cabelos grisalhos, depois à tarde, cada um vai para sua casa, perto das seis, sei o itinerário de cor, embora às vezes falhe.
Quando as mulheres entram na casa, atravesso a avenida e me sento na grama do canteiro central, em frente àquela construção de estilo rústico com tijolos pintados de vermelho, talvez com sorte ela apareça e me confirme se vamos nos ver mais tarde ou amanhã ou depois, talvez.
**
Enquanto micro-ônibus, caminhões e carros passam rápidos pela avenida, tento lembrar como aquela mulher despertou meus desejos escondidos. Foi no verão passado, época de seca e estiagem; como todo ano nessa época falta água e das torneiras das casas sai apenas um fio fraco de água, e só à noite, causando os contratempos de sempre para os moradores.
Numa dessas noites, voltava da escola, deviam ser oito ou nove da noite, e caminhava entediado pela calçada de paralelepípedos A caminho de casa, quando algo chamou minha atenção, talvez um leve batucar num vidro ou janela, virei o rosto e não vi nada estranho; dois passos depois, o mesmo barulho, talvez mais insistente, parei os passos e virei o corpo, e sim, atrás do vidro de uma janela uma sombra chamou minha atenção. Me aproximei curioso, notei que era a janela da cozinha da dona Ana e que era aquela mulher me fazendo sinais com a mão, a princípio incompreensíveis, até que entendi que a senhora perguntava por gestos se já saía água da torneira de casa, pois com o dedo indicador apontava para a torneira; fui verificar e não, ao abri-la só caíram algumas gotas dentro de um balde que estava ali, voltei até a janela e expliquei com gestos e sinais que não, que continuaríamos sem tomar banho nem lavar a roupa.
Então tudo pareceu parar: Ana atrás do vidro me encarava fixamente, eu fiquei tenso, esperando, depois suas mãos pegaram as bordas do roupão e com lentidão o abriram para… descobrir os peitos lindos; nós dois ficamos imóveis, na expectativa, eu olhando seus olhos parados e depois vendo suas tetas cheias, pesadas, com mamilos castanhos, grossos, inchados, eretos; e foi como uma corrente elétrica repentina que encheu de tesão meu corpo, nossos olhares se comunicaram naquele instante a mesma safadeza, o mesmo desejo, depois o brevíssimo intervalo de tempo terminou: ela cobriu com o roupão os peitos antes exibidos sem vergonha e um dos olhos dela me deu uma piscada de cumplicidade reforçada pelo dedo indicador sobre a boca fechada, em sinal de silêncio, depois desapareceu na penumbra daquele cômodo.
Ainda fiquei alguns minutos na frente daquela janela, excitado e ansioso, querendo ver mais do que tinha rolado atrás do vidro: a dona Ana exibindo seus peitos enormes, mas nada aconteceu.
No dia seguinte tentei procurá-la, mas não a encontrei nem em casa de manhã, nem à tarde quando voltava do trabalho, porém a excitação que surgiu da Aquela noite manteve minha ansiedade, queria voltar pra olhar as tetas da dona Ana.
Dias depois, cruzei com ela quando cheguei à noite, nos olhamos de relance e achei ver nos olhos dela uma leve esperança, um chamado silencioso. Não soube identificar na hora, mas tinha algo no olhar dela. Entrei em casa pra deixar meus livros e saí pra rua, parei quase na esquina da casa dela. O corredor tava solitário e quase na penumbra; minutos depois, a luz do quarto dela acendeu e por segundos a dona espiou pra fora, me descobriu, fechou as cortinas e sumiu. Aquilo acendeu minha excitação, fiquei nervoso, meu corpo tremia, queria ver ela, espiar ela.
Quando cheguei na janela dela, minhas pernas tremiam. O que eu tava fazendo era errado, além disso alguém podia passar pelo corredor e me pegar espiando a dona, mas minha excitação era maior, sentia o pau bem duro dentro da calça.
Quando meu rosto grudou no vidro, tentando olhar pelas cortinas, descobri uma frestinha entre elas. A luz de um abajur de cabeceira iluminava o quarto, mas não via dona Ana, até que levei um susto: a cortina se abriu de repente e lá estava ela, atrás do vidro me encarando. Um sorriso leve se desenhava no rosto dela, abriu um pouco mais a cortina e, ao se afastar, piscou pra mim e colocou um dedo na boca pedindo silêncio. Momentos depois, minha excitação parecia explodir ao ver ela, na cama coberta pelos lençóis, de bruços, o rosto afundado no travesseiro, quieta, silenciosa, mas fazia algo debaixo da roupa de cama. A bunda parecia balançar delicadamente, pra cima e pra baixo, pra cima e pra baixo, os quadris se mexendo suavemente. De repente, ela afastou os lençóis e mostrou a gloriosa e nua rabada, as pernas bem torneadas e as costas lisas e nuas; mas foram as nádegas dela que prenderam minha atenção, os montes carnudos, cheios, sem celulite, perfeitos. A calcinha dela, parcialmente abaixada, formava um rolo de pano pouco mais debaixo das nádegas dela; e ficou assim por instantes eternos, depois virou a cabeça pra olhar pela janela e sorrir, e estendeu a mão pra apagar o abajur, tudo ficou na penumbra, não consegui ver mais nada. Fiquei vários minutos parado naquela janela sentindo minha ereção rasgar a calça.
**
É isso que lembro enquanto espero do lado de fora daquela casa, o sol impiedoso tá acabando comigo, vou no Oxxo comprar uma coca bem gelada e já do lado de fora tomo em goles pausados, nisso escuto atrás de mim: "ei, menino, não seja ansioso, por que cê me procura aqui?, na casa da minha mãe, cê não vê que alguém pode desconfiar?", é a Ana, o líquido engasga e ela ri por ter me pegado de surpresa e entra na loja pra comprar algo, quando sai com uma sacola cheia de coisas eu me atrevo a perguntar: "quando?...", ela não me deixa terminar: "já te falei pra não comer ansiedade, a gente se vê à noite, cê já sabe onde, na casa velha, principalmente não vem por aqui, cê me deixa nervosa, tchau", e sai andando pela calçada, os quadris dela balançam e vibram a cada passo. Meus olhos grudam naquela carne gostosa.
E volto a tomar minha bebida, agora satisfeito, tenho outro encontro com aquela coroa naquela construção em ruínas que guarda tantos segredos. Como descobri essa casa? Bom, sempre esteve ali, no fim do parque e perto do rio fedorento que leva o esgoto do bairro. Pelos vizinhos soube que chamam de "Casa Colorada", por ser uma construção de tijolos vermelhos, e desde que me entendo por gente tá abandonada e com o passar dos anos serviu pra os moradores jogarem lixo, pra drogados e alcoólatras usarem de refúgio e pra casais ardentes usarem como motel por um tempo.
Na avenida fica a igreja que a dona Ana e a família dela frequentam, e bem atrás começa o parque, que a mulher tem que atravessar quando volta do trabalho pra chegar no apartamento dela e bem no fim a velha casa abandonada prestes a cair.
Uma tarde, quase Noite, minha inquietação me fez esperar por ela no parque. Ela demorou um pouco, por isso o parque já estava escuro e solitário, habitado talvez por alguns casais de namorados, que usam o lugar para seus jogos eróticos e, quando a luxúria aperta, entram no casarão para trepar. Quando ela desceu do ônibus, nossos olhares se cruzaram, Ana corou na hora e apressou o passo para chegar em casa. Eu a segui alguns passos atrás, ela talvez soubesse que eu estava atrás.
Em certo momento, ela parou e mudou de rota, já não ia em direção à casa dela, isso me estranhou. Ia em direção à Casa Colorada, mas não entrou. Algo a alertou. Esperou que eu chegasse perto dela. Ficamos frente a frente, os dois nos olhando em silêncio. Segundos depois, ela me deu as costas e andou alguns passos até se enfiar entre uns arbustos frondosos. Esperou que eu chegasse perto dela e, em voz baixa, me disse: "Não é certo você ser tão insistente, tem que esperar que eu te procure, entendeu? Bom, acho que não entende, você é muito novinho e anda... descontrolado. Com tesão? Sim, muito tesão! Desde aquela vez na janela da minha cozinha, lembra? Gostou das minhas tetas? Sim? Mas você precisa se conter, saber esperar, sim?"
Depois, aproximou o rosto do meu, suas mãos suaves e trêmulas seguraram meu rosto e sua boca quente me beijou. Primeiro, rapidamente e com os lábios fechados. O segundo beijo foi diferente, senti o hálito dela e a umidade da boca dela ao pousar sobre meus lábios. Aquele beijo foi diferente, foi um beijo de verdade, o primeiro que aquela mulher me deu, melhor dizendo, o primeiro beijo, sim, o primeiro, único e inesquecível: nós dois abraçados, as bocas grudadas, a dela com suavidade e desejo procurando minha língua; a minha, atrapalhada e ansiosa.
O abraço que se torna eterno e nossas bocas continuam unidas e viscosas, brincando com as línguas. Nisso, a madura se afasta um pouco e: "Quer brincar de namorados? Quer ser meu namorado? Sim? Então vai, o que está esperando! Me acaricia, me pega nos peitos, me agarra na bunda! Vai, vai! Espera!". Sinto que me faltam mãos, nós dois abraçados nos beijando sem parar e minhas mãos brutas percorrendo o corpo dela, apalpando e apertando as bundas deliciosas por cima do vestido, depois pego nos peitos pesados dela, talvez com pressa e atrapalhado, sim, admito, mas a senhora parece gostar que eu esfregue meu corpo assim, com pressa, com ânsia, com inexperiência, porque a boca dela solta gemidos e ela cola o corpo, esfrega ele na minha ereção, na rola dura que tenta escapar da calça.
— "O que você quer fazer comigo? Anda, fala, sou sua, esta noite, mas não toda, nem eu toda, nem a noite toda, assim como estamos, no parque escuro, com medo de alguém nos ver, o que você quer? Anda, pede, menininho, o que você quer fazer comigo?", ela diz carinhosa, apressada, sem parar de me beijar, a mão direita dela abre minha calça e na hora acaricia a rola dura, a mão sobe e desce com suavidade esfregando meu pau, e ela completa: "mas não goza ainda, vai sujar minha saia de porra, anda, papai, me diz o que você quer".
— "Eu quero…, sim…, quero… tudo, fazer tudo com você…", falei feito um idiota, sem parar de beijar os lábios dela.
— "Sim, eu sabia, você não sabe nada de nada, anda, vem, vou te dar uma provinha de sexo", e a mão dela me leva para o prédio tenebroso e completa, "só espero que quem estava lá já tenha ido embora", e a mão dela aperta a minha como se não quisesse me deixar escapar. Na penumbra, vi as bundas lindas dela pulando enquanto ela andava na minha frente. E me senti envergonhado, ao mesmo tempo tesudo, muito excitado, e me deixei levar para aquela escuridão fedorenta…
A cena faz renascer em mim uma das nossas experiências passadas: parado na entrada da casa velha abandonada, percebo a vela acesa sobre uns entulhos e ela tentando se esconder entre os claros-escuros das paredes antigas; o fedor é quase insuportável, cheira a sujeira, a mijo, a merda e a lixo, mas sei que ela tá ali, sinto a presença dela, como sempre que me chama com aquele olhar fugidio; enquanto meus olhos se acostumam com a pouca luz, ouvi a voz dela num tom bem baixinho: "demorou pra caralho, achei que não vinha", e dei dois ou três passos tropeçando em alguma coisa, a luz da vela dança nas paredes imundas e nisso sinto o hálito dela perto de mim, as mãos trêmulas envolvem minha cintura e a boca molhada dela percorre meu pescoço, subindo em beijos rápidos pelo meu rosto, aí as mãos dela se enfiam no meu cabelo e ela prende minha boca e a gente se beija com fúria, a luxúria escorre pela boca dela, pelas mãos que acariciam apressadas meu rosto, meu cabelo, meu peito. O tremor do corpo dela me contamina.
E quando seguro ela pela bunda, a respiração dela fica ofegante e mais quente; tento levantar a saia dela e quando consigo esbarro na meia-calça, tento puxar pra baixo e de novo a voz dela como um gemido: "não, espera, vem" e sem nos soltar a gente avança pro escuro do quarto mal iluminado pela vela, assim chegamos no paredão preto e velho, os braços dela me empurram e fico de costas pras crostas antigas de gesso pintadas de graffiti e a boca dela gruda na minha e me larga na hora e ela toda desce devagar e se ajoelha na minha frente, as mãos dela puxam a calça e liberam meu pau duro e a luz fraca da vela me deixa ver: a cara dela colada no meu pau, a cabeça fica acima da testa dela e as bolas quase nos lábios dela, Ana fecha os olhos e a atitude safada dela muda pra uma expressão... mística? amorosa? e fica assim por uns momentos: o pau acariciando o rosto dela e ela submissa, a respiração quente nas minhas bolas, os pelos grudados nas bochechas dela.
Aí a mão dela envolve a pica dura e brinca com ela, com suavidade, sem abrir os olhos, a língua dela às vezes lambe minhas bolas peludas e enquanto minha excitação cresce a boca aberta dela percorre o tronco, a língua lambuza de saliva o pau, devagar, num gesto cheio de tesão e ansiedade, até que boca e língua chegam na ponta viscosa da minha pica que parece pulsar e com uma lentidão extrema os lábios abertos rodeiam a cabecinha e Ana Chupa com carinho, ansiosa pra caralho, pra depois começar a engolir, devagar, curtindo o boquete.
Sinto o tempo parar, o fedor do ambiente sumir, meu corpo me abandonar e ela me engolir inteiro ou quase, porque o nariz dela afunda nos pelos da buceta, e a boca dela vai e vem cheia de tesão, cheia de uma putaria ansiosa, quase sem controle, chupa, chupa de novo, os lábios apertados em volta do pau duro, a piroca viscosa desaparece dentro da boca dela, ela sempre de joelhos, obediente, submissa, mas ativa, muito ativa, meu pau brilha com a saliva dela, a baba dela molha meu pau inteiro e escorre pela boca dela, até que ela separa a boca do pau pra olhar pra cima implorando e sussurrar: "me dá a porra, já quero, me dá, enche minha boca de leite".
Atendo o pedido dela, minhas mãos enfiam no cabelo loiro dela e puxo a cabeça dela, melhor, a cara dela, melhor, a boca dela, até enfiar a piroca toda, ela suspira e eu meto com raiva, acelerando a gozada, uma vez e outra, enfiando o pau todo e ela obediente, submissa, se sacrificando pelo tronco que parece atravessar ela inteira, até que o leite vai, furioso encho a boca dela, ela engole, parece que vai vomitar mas continua chupando e eu jogando a porra, uma vez e outra; no final ela de joelhos parece pedir desculpas, o pau lambuzando a cara dela de porra e ela como murmurando, como rezando, como pagando pelos pecados. É isso que lembro enquanto olho pra ela, naquela manhã, Ana ajoelhada num genuflexório rezando, parecendo ter fé, é isso que lembro…
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Minutos depois a liturgia acaba, o padre velho dá a bênção pra todo mundo e os fiéis saem correndo, se empurrando, alguns sem educação nenhuma, eu tento manter minha posição sem perder a mulher de vista, mas é impossível, me empurram pra fora da igreja e fico perto da porta, levantando a cabeça pra procurar a coroa, quando vejo ela tá quase do meu lado e quase tromba comigo. mas ela não me viu, vai de cabeça baixa, passa como pode entre a multidão, agarrada com as duas mãos na bolsa de couro velha, chega até mim o cheiro suave do perfume barato dela e no meu braço por instantes sinto que uma das tetas dela roça em mim, sinto uma leve pulsação na pica, mas ela já saiu, tento segui-la e quando a encontro está conversando com algumas mulheres: duas delas são as irmãs dela e a senhora de cabelos grisalhos com bengala é a mãe, elas conversam entre si e dão risada; depois saem andando em direção à casa delas, me adianto em passos rápidos, quero que ela me veja, quero que saiba que estou atrás dela, quero que saiba que… quero fazer coisas com ela de novo…
Paro na esquina onde fica a loja Oxxo, vejo ela vindo com o andar nervoso, as tetas grandes fazem a blusa vermelha pular e as mulheres passam por mim, Ana me olha rapidamente, de soslaio, só um instante, o rosto dela fica vermelho e ela desvia o olhar, depois acelera o passo junto com as irmãs, com certeza vão para a casa da mãe, normalmente nesse dia os irmãos se reúnem para almoçar com a senhora de cabelos grisalhos, depois à tarde, cada um vai para sua casa, perto das seis, sei o itinerário de cor, embora às vezes falhe.
Quando as mulheres entram na casa, atravesso a avenida e me sento na grama do canteiro central, em frente àquela construção de estilo rústico com tijolos pintados de vermelho, talvez com sorte ela apareça e me confirme se vamos nos ver mais tarde ou amanhã ou depois, talvez.
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Enquanto micro-ônibus, caminhões e carros passam rápidos pela avenida, tento lembrar como aquela mulher despertou meus desejos escondidos. Foi no verão passado, época de seca e estiagem; como todo ano nessa época falta água e das torneiras das casas sai apenas um fio fraco de água, e só à noite, causando os contratempos de sempre para os moradores.
Numa dessas noites, voltava da escola, deviam ser oito ou nove da noite, e caminhava entediado pela calçada de paralelepípedos A caminho de casa, quando algo chamou minha atenção, talvez um leve batucar num vidro ou janela, virei o rosto e não vi nada estranho; dois passos depois, o mesmo barulho, talvez mais insistente, parei os passos e virei o corpo, e sim, atrás do vidro de uma janela uma sombra chamou minha atenção. Me aproximei curioso, notei que era a janela da cozinha da dona Ana e que era aquela mulher me fazendo sinais com a mão, a princípio incompreensíveis, até que entendi que a senhora perguntava por gestos se já saía água da torneira de casa, pois com o dedo indicador apontava para a torneira; fui verificar e não, ao abri-la só caíram algumas gotas dentro de um balde que estava ali, voltei até a janela e expliquei com gestos e sinais que não, que continuaríamos sem tomar banho nem lavar a roupa.
Então tudo pareceu parar: Ana atrás do vidro me encarava fixamente, eu fiquei tenso, esperando, depois suas mãos pegaram as bordas do roupão e com lentidão o abriram para… descobrir os peitos lindos; nós dois ficamos imóveis, na expectativa, eu olhando seus olhos parados e depois vendo suas tetas cheias, pesadas, com mamilos castanhos, grossos, inchados, eretos; e foi como uma corrente elétrica repentina que encheu de tesão meu corpo, nossos olhares se comunicaram naquele instante a mesma safadeza, o mesmo desejo, depois o brevíssimo intervalo de tempo terminou: ela cobriu com o roupão os peitos antes exibidos sem vergonha e um dos olhos dela me deu uma piscada de cumplicidade reforçada pelo dedo indicador sobre a boca fechada, em sinal de silêncio, depois desapareceu na penumbra daquele cômodo.
Ainda fiquei alguns minutos na frente daquela janela, excitado e ansioso, querendo ver mais do que tinha rolado atrás do vidro: a dona Ana exibindo seus peitos enormes, mas nada aconteceu.
No dia seguinte tentei procurá-la, mas não a encontrei nem em casa de manhã, nem à tarde quando voltava do trabalho, porém a excitação que surgiu da Aquela noite manteve minha ansiedade, queria voltar pra olhar as tetas da dona Ana.
Dias depois, cruzei com ela quando cheguei à noite, nos olhamos de relance e achei ver nos olhos dela uma leve esperança, um chamado silencioso. Não soube identificar na hora, mas tinha algo no olhar dela. Entrei em casa pra deixar meus livros e saí pra rua, parei quase na esquina da casa dela. O corredor tava solitário e quase na penumbra; minutos depois, a luz do quarto dela acendeu e por segundos a dona espiou pra fora, me descobriu, fechou as cortinas e sumiu. Aquilo acendeu minha excitação, fiquei nervoso, meu corpo tremia, queria ver ela, espiar ela.
Quando cheguei na janela dela, minhas pernas tremiam. O que eu tava fazendo era errado, além disso alguém podia passar pelo corredor e me pegar espiando a dona, mas minha excitação era maior, sentia o pau bem duro dentro da calça.
Quando meu rosto grudou no vidro, tentando olhar pelas cortinas, descobri uma frestinha entre elas. A luz de um abajur de cabeceira iluminava o quarto, mas não via dona Ana, até que levei um susto: a cortina se abriu de repente e lá estava ela, atrás do vidro me encarando. Um sorriso leve se desenhava no rosto dela, abriu um pouco mais a cortina e, ao se afastar, piscou pra mim e colocou um dedo na boca pedindo silêncio. Momentos depois, minha excitação parecia explodir ao ver ela, na cama coberta pelos lençóis, de bruços, o rosto afundado no travesseiro, quieta, silenciosa, mas fazia algo debaixo da roupa de cama. A bunda parecia balançar delicadamente, pra cima e pra baixo, pra cima e pra baixo, os quadris se mexendo suavemente. De repente, ela afastou os lençóis e mostrou a gloriosa e nua rabada, as pernas bem torneadas e as costas lisas e nuas; mas foram as nádegas dela que prenderam minha atenção, os montes carnudos, cheios, sem celulite, perfeitos. A calcinha dela, parcialmente abaixada, formava um rolo de pano pouco mais debaixo das nádegas dela; e ficou assim por instantes eternos, depois virou a cabeça pra olhar pela janela e sorrir, e estendeu a mão pra apagar o abajur, tudo ficou na penumbra, não consegui ver mais nada. Fiquei vários minutos parado naquela janela sentindo minha ereção rasgar a calça.
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É isso que lembro enquanto espero do lado de fora daquela casa, o sol impiedoso tá acabando comigo, vou no Oxxo comprar uma coca bem gelada e já do lado de fora tomo em goles pausados, nisso escuto atrás de mim: "ei, menino, não seja ansioso, por que cê me procura aqui?, na casa da minha mãe, cê não vê que alguém pode desconfiar?", é a Ana, o líquido engasga e ela ri por ter me pegado de surpresa e entra na loja pra comprar algo, quando sai com uma sacola cheia de coisas eu me atrevo a perguntar: "quando?...", ela não me deixa terminar: "já te falei pra não comer ansiedade, a gente se vê à noite, cê já sabe onde, na casa velha, principalmente não vem por aqui, cê me deixa nervosa, tchau", e sai andando pela calçada, os quadris dela balançam e vibram a cada passo. Meus olhos grudam naquela carne gostosa.
E volto a tomar minha bebida, agora satisfeito, tenho outro encontro com aquela coroa naquela construção em ruínas que guarda tantos segredos. Como descobri essa casa? Bom, sempre esteve ali, no fim do parque e perto do rio fedorento que leva o esgoto do bairro. Pelos vizinhos soube que chamam de "Casa Colorada", por ser uma construção de tijolos vermelhos, e desde que me entendo por gente tá abandonada e com o passar dos anos serviu pra os moradores jogarem lixo, pra drogados e alcoólatras usarem de refúgio e pra casais ardentes usarem como motel por um tempo.
Na avenida fica a igreja que a dona Ana e a família dela frequentam, e bem atrás começa o parque, que a mulher tem que atravessar quando volta do trabalho pra chegar no apartamento dela e bem no fim a velha casa abandonada prestes a cair.
Uma tarde, quase Noite, minha inquietação me fez esperar por ela no parque. Ela demorou um pouco, por isso o parque já estava escuro e solitário, habitado talvez por alguns casais de namorados, que usam o lugar para seus jogos eróticos e, quando a luxúria aperta, entram no casarão para trepar. Quando ela desceu do ônibus, nossos olhares se cruzaram, Ana corou na hora e apressou o passo para chegar em casa. Eu a segui alguns passos atrás, ela talvez soubesse que eu estava atrás.
Em certo momento, ela parou e mudou de rota, já não ia em direção à casa dela, isso me estranhou. Ia em direção à Casa Colorada, mas não entrou. Algo a alertou. Esperou que eu chegasse perto dela. Ficamos frente a frente, os dois nos olhando em silêncio. Segundos depois, ela me deu as costas e andou alguns passos até se enfiar entre uns arbustos frondosos. Esperou que eu chegasse perto dela e, em voz baixa, me disse: "Não é certo você ser tão insistente, tem que esperar que eu te procure, entendeu? Bom, acho que não entende, você é muito novinho e anda... descontrolado. Com tesão? Sim, muito tesão! Desde aquela vez na janela da minha cozinha, lembra? Gostou das minhas tetas? Sim? Mas você precisa se conter, saber esperar, sim?"
Depois, aproximou o rosto do meu, suas mãos suaves e trêmulas seguraram meu rosto e sua boca quente me beijou. Primeiro, rapidamente e com os lábios fechados. O segundo beijo foi diferente, senti o hálito dela e a umidade da boca dela ao pousar sobre meus lábios. Aquele beijo foi diferente, foi um beijo de verdade, o primeiro que aquela mulher me deu, melhor dizendo, o primeiro beijo, sim, o primeiro, único e inesquecível: nós dois abraçados, as bocas grudadas, a dela com suavidade e desejo procurando minha língua; a minha, atrapalhada e ansiosa.
O abraço que se torna eterno e nossas bocas continuam unidas e viscosas, brincando com as línguas. Nisso, a madura se afasta um pouco e: "Quer brincar de namorados? Quer ser meu namorado? Sim? Então vai, o que está esperando! Me acaricia, me pega nos peitos, me agarra na bunda! Vai, vai! Espera!". Sinto que me faltam mãos, nós dois abraçados nos beijando sem parar e minhas mãos brutas percorrendo o corpo dela, apalpando e apertando as bundas deliciosas por cima do vestido, depois pego nos peitos pesados dela, talvez com pressa e atrapalhado, sim, admito, mas a senhora parece gostar que eu esfregue meu corpo assim, com pressa, com ânsia, com inexperiência, porque a boca dela solta gemidos e ela cola o corpo, esfrega ele na minha ereção, na rola dura que tenta escapar da calça.
— "O que você quer fazer comigo? Anda, fala, sou sua, esta noite, mas não toda, nem eu toda, nem a noite toda, assim como estamos, no parque escuro, com medo de alguém nos ver, o que você quer? Anda, pede, menininho, o que você quer fazer comigo?", ela diz carinhosa, apressada, sem parar de me beijar, a mão direita dela abre minha calça e na hora acaricia a rola dura, a mão sobe e desce com suavidade esfregando meu pau, e ela completa: "mas não goza ainda, vai sujar minha saia de porra, anda, papai, me diz o que você quer".
— "Eu quero…, sim…, quero… tudo, fazer tudo com você…", falei feito um idiota, sem parar de beijar os lábios dela.
— "Sim, eu sabia, você não sabe nada de nada, anda, vem, vou te dar uma provinha de sexo", e a mão dela me leva para o prédio tenebroso e completa, "só espero que quem estava lá já tenha ido embora", e a mão dela aperta a minha como se não quisesse me deixar escapar. Na penumbra, vi as bundas lindas dela pulando enquanto ela andava na minha frente. E me senti envergonhado, ao mesmo tempo tesudo, muito excitado, e me deixei levar para aquela escuridão fedorenta…
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