Simplesmente Rosa.
(Como perdi minha virgindade)
Meu primeiro namorado foi Alejandro, filho de padeiro que tinha o negócio a cinco quadras da minha casa.
Ele era realmente inexperiente no trato sexual com uma mulher, e eu, depois de passar várias horas no carro do pai, nos apalpando como loucos, ficava exausta. E conforme avançávamos naquelas siriricas no carro, descobria nele novos jeitos de me excitar. O auge foi uma noite em que ele conseguiu me deixar quase completamente nua.
Alejandro nunca teve coragem de me penetrar; só me deixava toda arrepiada, me fazia chupar ele e acabava cuspindo o leite dele pela janela. Depois me levava pra casa.
A conclusão daquela putaria no carro era que eu terminava a noite sozinha na minha cama, me masturbando. Costumava passar um tempão nessa operação e inúmeras vezes gozava no resto daquela noite. Quando me afastei do Alejandro, soube por uma amiga que trabalhava na padaria com ele e o pai, cinco meses depois e por acaso, que ele tinha dito que se eu engravidasse, o pai dele o expulsava de casa, e ele teria que ir morar numa pensão ou, no pior dos casos, na minha casa.
Eu comecei minha vida sexual bem tarde, já com meus vinte e dois anos. Antes disso, as danças e os pegas só de mão em corredores, terrenos baldios ou simplesmente no último banco de um ônibus eram meus atos mais loucos que ocuparam minhas experiências nos pegas. Também soube me definir: eu não era daquelas garotas cuja beleza não combinava com meu corpo; simplesmente a natureza tinha entregue minha beleza na cama e não no meu corpo.
Era uma mulher gostosa e simplória, essa era minha maior virtude. Com o tempo e o passar dos anos, isso fez de mim uma mulher completa.
Mas era sempre assim: quando me levantava depois de uma noite de muita ação com aquele idiota do meu ex, e depois que ele me deixava em casa sozinha, eu costumava bater umas duas ou três punhetas na noite, chegando uma noite a cinco e amanheci com isso. Mas ao me levantar... Lá pelas duas ou três da tarde de domingo, costumava me incomodar muito meu clitóris, porque ali sempre fui muito sensível, mais do que a maioria das mulheres, e eu, à noite, tinha mexido bastante com ele. Então fazia o de sempre: colocava uma saia sem calcinha e assim aliviava por horas o incômodo enquanto esquentava a comida que minha mãe tinha deixado antes de sair pro centro com uma amiga, pra se distrair.
Muitos anos depois, quase quinze, descobri que essa amiga não existia e que era uma desculpa pra ela sair com um cara que morava em Adro Bonzi, onde, numa casa emprestada por dinheiro a um amigo, pelo amante da minha mãe, ela transava até quase dez da noite, quando terminavam as corridas de cavalo.
O amante da minha mãe era casado e vivia dizendo pra esposa que ia pra San Isidro apostar nos burros. Minha mãe era igual a mim, daquelas que parecem santas com todo mundo, mas quando esquentava, fazia o que todas as outras mulheres não davam pro marido. Por isso sempre soube de onde veio minha safadeza.
Nunca conheci meu pai, só soube que ele tinha se mandado de Buenos Aires e morava em Rio Gallegos, até que um dia descobrimos que ele tinha morrido. A gente morava na casa que ele tinha deixado pra gente, quando minha mãe contou que eu tava nascendo. Um dia, um advogado deixou pra minha mãe uma procuração onde, pra vida toda dela e minha, a casa ficava com a gente.
Minha mãe nunca me deixou ir vê-lo e nunca aceitou o nome que ele tinha escolhido pra mim, Liliana, simplesmente. Me botou de Rosa, o que me incomodou pra vida inteira.
Quando, desobedecendo as ordens da minha mãe, criei coragem pra ir ver meu pai, chegou o telegrama da morte dele. Um acidente no corte de carne tinha custado a vida dele. Juntando os poucos pesos que a gente tinha economizado, fomos até onde ele trabalhava, numa viagem de quase vinte e duas horas. Lá nos deram algumas coisas dele que minha mãe, depois, vendeu. E um auxiliar e delegado sindical nos deu o dinheiro de uma vaquinha feita pelos companheiros. parte da empresa, um prêmio por produção adiantado e o seguro de vida dele, além de outras coisas que eram de direito.
Com essa grana na mão, dois meses depois, a gente se mudou pra capital, pro bairro Lugano, onde minha mãe conseguiu trabalhar em casas de família, fazer comida pra terceiros e pra dois comércios da região. Eu já tinha vinte anos e trabalhava pra uma contadora que cuidava das despesas de vários prédios, três vezes por semana.
Que ironia, a morte do meu pai nos firmou em todos os sentidos da vida. Eu tinha vinte e dois anos na época, e foi aí que começou minha vida sexual.
Aldo foi uma aventura incrível, que marcou minha vida futura e me transformou na amante dele por dois anos.
Foi um rolo incrível, a segunda vez que eu saía com um homem de verdade. Antes disso, eu não saía muito de casa porque às vezes não tinha grana, e eu não tinha amigas nem dinheiro.
Aldo me atraía, era um cara legal e gentil comigo (isso ele fazia porque queria me comer, com certeza), e pra falar a verdade, ele conseguiu e eu ainda me apaixonei. Ele era bem bonito, magro, tinha um cabelo bem cuidado que combinava com o rosto e tinha um certo charme (talvez fosse a simpatia dele). Sempre atencioso e educado, era um cara interessante, que não parava de me olhar com tesão toda vez que me via passando na saída do supermercado indo pra casa.
Ele era o encarregado da região, a cinco quadras da minha casa, tinha uns vinte e nove anos, recém-casado, e de um jeito ridículo pra mim, as coisas foram rolando quase sem querer, e acabei perdendo a virgindade com ele.
Ele morava com a esposa no último andar, no décimo segundo, num apartamento isolado que tinha uma escada que levava ao terraço. No horário de trabalho, ele ficava num cômodo onde guardava as ferramentas, tinha uma mesinha, uma TV talvez sem uso e uma cama com um colchão que vivia encostado na parede, provavelmente de algum proprietário que tinha descartado… e uma cadeira. Pelas janelas desse cômodo, ele podia ver as entradas e Saídas dos vizinhos. Uma placa na entrada daquele cômodo dizia "descanso laboral das quinze às dezessete".
Uma tarde, ele me parou e, entre umas coisas e recados, me deu a entender que, das três às cinco, ele ficava sozinho ali, onde, fechando a porta de um cômodo, ficava invisível pro prédio e a gente podia, tipo, conversar e, bem…
Ah, ele me disse: "Vem um dia, a gente vai se divertir."
Como resposta, foi um "sim, claro", mas "e se sua mulher aparecer?" (eu sabia que ele era casado), "o que acontece?"; ao que ele respondeu:
"Não se preocupa, ela trabalha como administrativa num colégio em Ciudad Evita e sempre volta às 18h30, então nunca chegaria sem eu saber."
Numa manhã de março, quando fui ao supermercado buscar as coisas da minha mãe pra fazer à noite (os encargos dela, era sexta-feira) e ela me disse que sairia à tarde, encontrei com o Aldo. Ele ainda estava com a roupa de trabalho e, simplesmente, depois de me cumprimentar, sem rodeios, me disse:
"Amor, chegou o momento que nós dois estávamos esperando há tanto tempo."
Demorei mais tempo pra me banhar. Minha mãe já tinha ido embora, fazia umas duas horas. Coloquei dois absorventes higiênicos, caso, ao ser desvirginada, na saída do prédio ainda deixasse manchas na minha roupa — minha mãe sempre dava um jeito de revisar minha roupa indiretamente. Depilei todas as pernas e minha parte íntima, coisa que sempre fiz desde a primeira menstruação. Enquanto fazia tudo pra me vestir e me perfumar, pensei que, a partir daquele dia, eu não seria mais virgem, e se doeria, e mil coisas que toda mulher se pergunta… mas minha vontade de comer o Aldo era maior que esse medo.
Cheguei no apartamento. Quando Aldo me viu, me abriu a porta e me levou até aquele cômodo dele. Abrindo apressado, ele disse: "Me espera pra ver se não tem problema, só vou levar segundos", saindo na maior cara de bunda feliz…
Fiquei sozinha num cômodo que seria testemunha de como eu ia acariciar um homem. Em três minutos, abrindo a porta, ele chegou. Me levantei na frente dele e caminhei pra ficar ao Do lado dele, Aldo, quero que você vá devagar comigo, ainda sou virgem, o que desconfigurou a cara do Aldo entre alegria e surpresa.
Não se preocupa, a gente vai fazer devagar, foi uma resposta idiota, apressado pelo tesão... (Anos depois me arrependi de ter sido tão idiota e confiar meu segredo a um cara sem ter preparado ele).
Só a nossa roupa nos separava um do outro enquanto meus braços envolviam o pescoço dele. Num instante, a gente se beijou pela primeira vez, onde minhas mãos se enfiaram no cabelo dele, minha língua passava pelo lábio superior e depois o inferior, pra depois morder e meter minha língua lá dentro.
Enquanto ele respondia ao meu beijo, as mãos dele esfregavam minha bunda. Minha língua brincava com a dele dentro das nossas bocas, eu precisava provar ele, chupava a língua dele, os lábios dele, e depois minha língua brincava dentro da boca dele pra provar a dele também. Era um beijo apaixonado, desesperado pra ter tudo dele. Minhas mãos desceram pra camisa dele, enquanto eu ainda rondava a boca dele, tirei a camisa, enquanto estimulava meu sexo com o dele por cima da calça. Sentia a dureza dele e eu ficava cada vez mais molhada. Tirei minha língua da boca dele pra chupar o lábio superior e depois morder. Minha boca brincou com o contorno da orelha dele, chupava, mordia... pra depois meter a língua dentro e lamber... ele gemia, é que eu queria que ele me ouvisse (e não sentisse) meu tesão, minha pussy já era um rio que derramava ondas de líquido molhando minha calcinha, além disso, queria que ele percebesse o que aquele cara ia comer.
O Aldo ficou com os pelos do braço arrepiados... continuei com aquele roçado enquanto minha boca brincava com a orelha dele. Enquanto isso, as mãos dele já tinham desabotoado minha saia, agora estavam nos meus peitos, massageando por cima da minha blusa e do sutiã.
Sentir as mãos dele ali me desesperou, parei minha brincadeira na orelha dele pra olhar pra ele, e falei bem perto da orelha dele...
Aldo, vai, faz isso... me despe.
E ele começou a desabotoar minha blusa pra depois... Jogar ela no chão. Deixei minha saia já desabotoada cair pelas minhas pernas, ficando só de calcinha e meus tênis Adidas brancos, tudo combinando com minha saia no chão.
Aqui vou fazer ele pagar por cada uma das raivas que passei com aquele outro otário, o filho do padeiro, pensei ao ver como Aldo me devorava com o olhar. Peguei as mãos dele, coloquei as minhas por cima das dele, guiei… até meus quadris, minhas nádegas, apertei elas contra as dele e depois movi para minha pélvis, senti a mão quente dele tocando minha pele e a minha por cima da dele, guiando. Fazendo ele sentir a maciez da minha buceta depilada, passei a mão dele por cima dos meus lábios vaginais ainda fechados, e depois abri eles com o dedo indicador pra ele perceber que eu tô molhada, de baixo pra cima, até tocar meu clitóris. Quando senti o dedo dele nele, fechei os olhos e gemi. Fiz isso pela primeira vez, nunca tinha acontecido comigo, foi o gemido de uma mulher gostosa segundos antes de ser penetrada.
Eu tinha me despido, mas ele ainda não. Ele me deitou na cama e se despiu, era a primeira vez que eu via um homem pelado que não fosse em revista, me impressionou aquela coisa pendurada no ar, dura e meio relaxada, ainda não estava totalmente ereta, mas grossa, com aquela cabeça meio avermelhada. Com o tempo, vi que a dele era perfeita, nem grande nem pequena, mas grossa.
Em segundos, ele se deitou ao meu lado, não montado, só de lado. Eu já estava pelada na frente dele, e ele pelado também, mas de lado, sentindo algo duro na minha bunda (a mais longe da cama). Ele olhava gostoso meus peitos duros e gostosos, com meus mamilos pretos duríssimos. Eu tava com tesão, agora era uma mulher que tinha obedecido à preparação de um homem pra foder ela. Meu clitóris e meu corpo em geral estavam muito perceptivos, muito sensíveis. Meu clitóris endureceu só com o mínimo toque dos dedos dele, aquela dureza doía, mas nele tinha um cheiro gostoso. Com a outra mão, me apoiei na escrivaninha pra não ficar deitada num colchão barato e muito usado, queria que ele observasse meu corpo por inteiro, queria que visse como eu aproveitava aquilo, como meu rosto fazia caretas de prazer e como meu corpo se contraía pela excitação que estava sentindo (só de me estimular e saber que ele estava me olhando fazer aquilo) me fazia sentir uma puta se oferecendo pro homem que a queria.
Aldo com o dedo, indicador, roçava meu clitóris pra depois passar por dentro dos meus lábios externos e internos, molhando assim de novo minha buceta de maneira abundante pra que, ao mesmo tempo e depois de beijar meus peitos, continuasse com o jogo no meu clitóris, com a boca dele (era a primeira vez que um homem fazia aquilo em mim). Minha buceta brilhava com meus fluidos e com a saliva da boca dele, me estimulava agora, enquanto o indicador e o anular abriam meus lábios pra ter mais acesso à minha estimulação, e ao mesmo tempo, pra que ele pudesse ver como eu me molhava a cada roçada que me dava, preparava habilmente o momento de me penetrar.
Eu olhava pra ele e podia ver como ele estava se satisfazendo, agora tinha pegado com a mão o pau e passava na minha boca, nos meus peitos, na minha bunda, era experiente nisso. Conheci todo o comprimento dele, de baixo pra cima e vice-versa, vê-lo se masturbar levemente e ver aquela coisa vermelha da cabeça dele me desafiando.
Eu já sentia o desejo e ele refletia isso nos olhos, no corpo e em como passava a língua pelos lábios, me incitava a mais. Há alguns minutos, os dois dedos dele tinham entrado na minha buceta virgem mais do que o necessário, talvez o que segurava minha pelinha de virgindade na minha buceta, estava prestes a gozar, não queria isso, inexperiente, olhei pra ele dizendo:
Agora.
Dito isso, tirei os dedos dele de dentro de mim e os levei à boca, lambi e chupei um, pra depois fazer o mesmo com o outro, em seguida, meti os dois dedos na minha boca, pra que minha língua, lá dentro, os saboreasse. Enquanto fazia isso, Aldo tinha mudado a cara, estava cego pelo próprio tesão.
Eu Me estirei completamente na cama, abrindo minhas pernas o máximo que consegui, fechei os olhos e, entrecortada, falei pra ele:
Vai, mas vai com calma, amor, vai devagar, ainda não fui comida.
Depois de um tempo (que pareceu uma eternidade), ele levantou minhas pernas, colocou a camisinha e começou a me penetrar devagar. Senti ele entrando dentro de mim, até que, de uma só vez, enfiou tudo. Soltei um gemido — verdade seja dita, aquilo me excitou pra caralho, além de doer. Naquele momento, abracei ele com carinho, sabendo que era o primeiro homem a entrar em mim. Senti um gosto diferente.
Agora eu tinha o pau dele dentro de mim. Doía, mas não a ponto de dar um grito desesperado. Ele continuava se movendo lá dentro, e eu apertando ele sem parar. Num certo instante, senti que ele gozou — desconfiei porque a respiração dele ficou ofegante e notei os espasmos no pau dele. E aí eu também fiz o mesmo…
Nunca mais vou ser a mulher que fui antes, pensei ao sair do quarto.
Simples e devagar, saí no corredor central do prédio. Na minha frente, a porta sozinha; ele tinha destravado a abertura por dentro, e ela se abriu.
O Aldo ainda estava pelado. Eram umas cinco da manhã e ainda não tinha muita gente na rua.
Saí na calçada que sempre percorri e pensei: já não sou mais virgem, sou uma mulher completa agora. Sorri com isso e comecei a andar normal, ainda sentindo o incômodo daquele pau na minha buceta, mas pensei:
Amo aquele cara.
ggc
(Como perdi minha virgindade)
Meu primeiro namorado foi Alejandro, filho de padeiro que tinha o negócio a cinco quadras da minha casa.
Ele era realmente inexperiente no trato sexual com uma mulher, e eu, depois de passar várias horas no carro do pai, nos apalpando como loucos, ficava exausta. E conforme avançávamos naquelas siriricas no carro, descobria nele novos jeitos de me excitar. O auge foi uma noite em que ele conseguiu me deixar quase completamente nua.
Alejandro nunca teve coragem de me penetrar; só me deixava toda arrepiada, me fazia chupar ele e acabava cuspindo o leite dele pela janela. Depois me levava pra casa.
A conclusão daquela putaria no carro era que eu terminava a noite sozinha na minha cama, me masturbando. Costumava passar um tempão nessa operação e inúmeras vezes gozava no resto daquela noite. Quando me afastei do Alejandro, soube por uma amiga que trabalhava na padaria com ele e o pai, cinco meses depois e por acaso, que ele tinha dito que se eu engravidasse, o pai dele o expulsava de casa, e ele teria que ir morar numa pensão ou, no pior dos casos, na minha casa.
Eu comecei minha vida sexual bem tarde, já com meus vinte e dois anos. Antes disso, as danças e os pegas só de mão em corredores, terrenos baldios ou simplesmente no último banco de um ônibus eram meus atos mais loucos que ocuparam minhas experiências nos pegas. Também soube me definir: eu não era daquelas garotas cuja beleza não combinava com meu corpo; simplesmente a natureza tinha entregue minha beleza na cama e não no meu corpo.
Era uma mulher gostosa e simplória, essa era minha maior virtude. Com o tempo e o passar dos anos, isso fez de mim uma mulher completa.
Mas era sempre assim: quando me levantava depois de uma noite de muita ação com aquele idiota do meu ex, e depois que ele me deixava em casa sozinha, eu costumava bater umas duas ou três punhetas na noite, chegando uma noite a cinco e amanheci com isso. Mas ao me levantar... Lá pelas duas ou três da tarde de domingo, costumava me incomodar muito meu clitóris, porque ali sempre fui muito sensível, mais do que a maioria das mulheres, e eu, à noite, tinha mexido bastante com ele. Então fazia o de sempre: colocava uma saia sem calcinha e assim aliviava por horas o incômodo enquanto esquentava a comida que minha mãe tinha deixado antes de sair pro centro com uma amiga, pra se distrair.
Muitos anos depois, quase quinze, descobri que essa amiga não existia e que era uma desculpa pra ela sair com um cara que morava em Adro Bonzi, onde, numa casa emprestada por dinheiro a um amigo, pelo amante da minha mãe, ela transava até quase dez da noite, quando terminavam as corridas de cavalo.
O amante da minha mãe era casado e vivia dizendo pra esposa que ia pra San Isidro apostar nos burros. Minha mãe era igual a mim, daquelas que parecem santas com todo mundo, mas quando esquentava, fazia o que todas as outras mulheres não davam pro marido. Por isso sempre soube de onde veio minha safadeza.
Nunca conheci meu pai, só soube que ele tinha se mandado de Buenos Aires e morava em Rio Gallegos, até que um dia descobrimos que ele tinha morrido. A gente morava na casa que ele tinha deixado pra gente, quando minha mãe contou que eu tava nascendo. Um dia, um advogado deixou pra minha mãe uma procuração onde, pra vida toda dela e minha, a casa ficava com a gente.
Minha mãe nunca me deixou ir vê-lo e nunca aceitou o nome que ele tinha escolhido pra mim, Liliana, simplesmente. Me botou de Rosa, o que me incomodou pra vida inteira.
Quando, desobedecendo as ordens da minha mãe, criei coragem pra ir ver meu pai, chegou o telegrama da morte dele. Um acidente no corte de carne tinha custado a vida dele. Juntando os poucos pesos que a gente tinha economizado, fomos até onde ele trabalhava, numa viagem de quase vinte e duas horas. Lá nos deram algumas coisas dele que minha mãe, depois, vendeu. E um auxiliar e delegado sindical nos deu o dinheiro de uma vaquinha feita pelos companheiros. parte da empresa, um prêmio por produção adiantado e o seguro de vida dele, além de outras coisas que eram de direito.
Com essa grana na mão, dois meses depois, a gente se mudou pra capital, pro bairro Lugano, onde minha mãe conseguiu trabalhar em casas de família, fazer comida pra terceiros e pra dois comércios da região. Eu já tinha vinte anos e trabalhava pra uma contadora que cuidava das despesas de vários prédios, três vezes por semana.
Que ironia, a morte do meu pai nos firmou em todos os sentidos da vida. Eu tinha vinte e dois anos na época, e foi aí que começou minha vida sexual.
Aldo foi uma aventura incrível, que marcou minha vida futura e me transformou na amante dele por dois anos.
Foi um rolo incrível, a segunda vez que eu saía com um homem de verdade. Antes disso, eu não saía muito de casa porque às vezes não tinha grana, e eu não tinha amigas nem dinheiro.
Aldo me atraía, era um cara legal e gentil comigo (isso ele fazia porque queria me comer, com certeza), e pra falar a verdade, ele conseguiu e eu ainda me apaixonei. Ele era bem bonito, magro, tinha um cabelo bem cuidado que combinava com o rosto e tinha um certo charme (talvez fosse a simpatia dele). Sempre atencioso e educado, era um cara interessante, que não parava de me olhar com tesão toda vez que me via passando na saída do supermercado indo pra casa.
Ele era o encarregado da região, a cinco quadras da minha casa, tinha uns vinte e nove anos, recém-casado, e de um jeito ridículo pra mim, as coisas foram rolando quase sem querer, e acabei perdendo a virgindade com ele.
Ele morava com a esposa no último andar, no décimo segundo, num apartamento isolado que tinha uma escada que levava ao terraço. No horário de trabalho, ele ficava num cômodo onde guardava as ferramentas, tinha uma mesinha, uma TV talvez sem uso e uma cama com um colchão que vivia encostado na parede, provavelmente de algum proprietário que tinha descartado… e uma cadeira. Pelas janelas desse cômodo, ele podia ver as entradas e Saídas dos vizinhos. Uma placa na entrada daquele cômodo dizia "descanso laboral das quinze às dezessete".
Uma tarde, ele me parou e, entre umas coisas e recados, me deu a entender que, das três às cinco, ele ficava sozinho ali, onde, fechando a porta de um cômodo, ficava invisível pro prédio e a gente podia, tipo, conversar e, bem…
Ah, ele me disse: "Vem um dia, a gente vai se divertir."
Como resposta, foi um "sim, claro", mas "e se sua mulher aparecer?" (eu sabia que ele era casado), "o que acontece?"; ao que ele respondeu:
"Não se preocupa, ela trabalha como administrativa num colégio em Ciudad Evita e sempre volta às 18h30, então nunca chegaria sem eu saber."
Numa manhã de março, quando fui ao supermercado buscar as coisas da minha mãe pra fazer à noite (os encargos dela, era sexta-feira) e ela me disse que sairia à tarde, encontrei com o Aldo. Ele ainda estava com a roupa de trabalho e, simplesmente, depois de me cumprimentar, sem rodeios, me disse:
"Amor, chegou o momento que nós dois estávamos esperando há tanto tempo."
Demorei mais tempo pra me banhar. Minha mãe já tinha ido embora, fazia umas duas horas. Coloquei dois absorventes higiênicos, caso, ao ser desvirginada, na saída do prédio ainda deixasse manchas na minha roupa — minha mãe sempre dava um jeito de revisar minha roupa indiretamente. Depilei todas as pernas e minha parte íntima, coisa que sempre fiz desde a primeira menstruação. Enquanto fazia tudo pra me vestir e me perfumar, pensei que, a partir daquele dia, eu não seria mais virgem, e se doeria, e mil coisas que toda mulher se pergunta… mas minha vontade de comer o Aldo era maior que esse medo.
Cheguei no apartamento. Quando Aldo me viu, me abriu a porta e me levou até aquele cômodo dele. Abrindo apressado, ele disse: "Me espera pra ver se não tem problema, só vou levar segundos", saindo na maior cara de bunda feliz…
Fiquei sozinha num cômodo que seria testemunha de como eu ia acariciar um homem. Em três minutos, abrindo a porta, ele chegou. Me levantei na frente dele e caminhei pra ficar ao Do lado dele, Aldo, quero que você vá devagar comigo, ainda sou virgem, o que desconfigurou a cara do Aldo entre alegria e surpresa.
Não se preocupa, a gente vai fazer devagar, foi uma resposta idiota, apressado pelo tesão... (Anos depois me arrependi de ter sido tão idiota e confiar meu segredo a um cara sem ter preparado ele).
Só a nossa roupa nos separava um do outro enquanto meus braços envolviam o pescoço dele. Num instante, a gente se beijou pela primeira vez, onde minhas mãos se enfiaram no cabelo dele, minha língua passava pelo lábio superior e depois o inferior, pra depois morder e meter minha língua lá dentro.
Enquanto ele respondia ao meu beijo, as mãos dele esfregavam minha bunda. Minha língua brincava com a dele dentro das nossas bocas, eu precisava provar ele, chupava a língua dele, os lábios dele, e depois minha língua brincava dentro da boca dele pra provar a dele também. Era um beijo apaixonado, desesperado pra ter tudo dele. Minhas mãos desceram pra camisa dele, enquanto eu ainda rondava a boca dele, tirei a camisa, enquanto estimulava meu sexo com o dele por cima da calça. Sentia a dureza dele e eu ficava cada vez mais molhada. Tirei minha língua da boca dele pra chupar o lábio superior e depois morder. Minha boca brincou com o contorno da orelha dele, chupava, mordia... pra depois meter a língua dentro e lamber... ele gemia, é que eu queria que ele me ouvisse (e não sentisse) meu tesão, minha pussy já era um rio que derramava ondas de líquido molhando minha calcinha, além disso, queria que ele percebesse o que aquele cara ia comer.
O Aldo ficou com os pelos do braço arrepiados... continuei com aquele roçado enquanto minha boca brincava com a orelha dele. Enquanto isso, as mãos dele já tinham desabotoado minha saia, agora estavam nos meus peitos, massageando por cima da minha blusa e do sutiã.
Sentir as mãos dele ali me desesperou, parei minha brincadeira na orelha dele pra olhar pra ele, e falei bem perto da orelha dele...
Aldo, vai, faz isso... me despe.
E ele começou a desabotoar minha blusa pra depois... Jogar ela no chão. Deixei minha saia já desabotoada cair pelas minhas pernas, ficando só de calcinha e meus tênis Adidas brancos, tudo combinando com minha saia no chão.
Aqui vou fazer ele pagar por cada uma das raivas que passei com aquele outro otário, o filho do padeiro, pensei ao ver como Aldo me devorava com o olhar. Peguei as mãos dele, coloquei as minhas por cima das dele, guiei… até meus quadris, minhas nádegas, apertei elas contra as dele e depois movi para minha pélvis, senti a mão quente dele tocando minha pele e a minha por cima da dele, guiando. Fazendo ele sentir a maciez da minha buceta depilada, passei a mão dele por cima dos meus lábios vaginais ainda fechados, e depois abri eles com o dedo indicador pra ele perceber que eu tô molhada, de baixo pra cima, até tocar meu clitóris. Quando senti o dedo dele nele, fechei os olhos e gemi. Fiz isso pela primeira vez, nunca tinha acontecido comigo, foi o gemido de uma mulher gostosa segundos antes de ser penetrada.
Eu tinha me despido, mas ele ainda não. Ele me deitou na cama e se despiu, era a primeira vez que eu via um homem pelado que não fosse em revista, me impressionou aquela coisa pendurada no ar, dura e meio relaxada, ainda não estava totalmente ereta, mas grossa, com aquela cabeça meio avermelhada. Com o tempo, vi que a dele era perfeita, nem grande nem pequena, mas grossa.
Em segundos, ele se deitou ao meu lado, não montado, só de lado. Eu já estava pelada na frente dele, e ele pelado também, mas de lado, sentindo algo duro na minha bunda (a mais longe da cama). Ele olhava gostoso meus peitos duros e gostosos, com meus mamilos pretos duríssimos. Eu tava com tesão, agora era uma mulher que tinha obedecido à preparação de um homem pra foder ela. Meu clitóris e meu corpo em geral estavam muito perceptivos, muito sensíveis. Meu clitóris endureceu só com o mínimo toque dos dedos dele, aquela dureza doía, mas nele tinha um cheiro gostoso. Com a outra mão, me apoiei na escrivaninha pra não ficar deitada num colchão barato e muito usado, queria que ele observasse meu corpo por inteiro, queria que visse como eu aproveitava aquilo, como meu rosto fazia caretas de prazer e como meu corpo se contraía pela excitação que estava sentindo (só de me estimular e saber que ele estava me olhando fazer aquilo) me fazia sentir uma puta se oferecendo pro homem que a queria.
Aldo com o dedo, indicador, roçava meu clitóris pra depois passar por dentro dos meus lábios externos e internos, molhando assim de novo minha buceta de maneira abundante pra que, ao mesmo tempo e depois de beijar meus peitos, continuasse com o jogo no meu clitóris, com a boca dele (era a primeira vez que um homem fazia aquilo em mim). Minha buceta brilhava com meus fluidos e com a saliva da boca dele, me estimulava agora, enquanto o indicador e o anular abriam meus lábios pra ter mais acesso à minha estimulação, e ao mesmo tempo, pra que ele pudesse ver como eu me molhava a cada roçada que me dava, preparava habilmente o momento de me penetrar.
Eu olhava pra ele e podia ver como ele estava se satisfazendo, agora tinha pegado com a mão o pau e passava na minha boca, nos meus peitos, na minha bunda, era experiente nisso. Conheci todo o comprimento dele, de baixo pra cima e vice-versa, vê-lo se masturbar levemente e ver aquela coisa vermelha da cabeça dele me desafiando.
Eu já sentia o desejo e ele refletia isso nos olhos, no corpo e em como passava a língua pelos lábios, me incitava a mais. Há alguns minutos, os dois dedos dele tinham entrado na minha buceta virgem mais do que o necessário, talvez o que segurava minha pelinha de virgindade na minha buceta, estava prestes a gozar, não queria isso, inexperiente, olhei pra ele dizendo:
Agora.
Dito isso, tirei os dedos dele de dentro de mim e os levei à boca, lambi e chupei um, pra depois fazer o mesmo com o outro, em seguida, meti os dois dedos na minha boca, pra que minha língua, lá dentro, os saboreasse. Enquanto fazia isso, Aldo tinha mudado a cara, estava cego pelo próprio tesão.
Eu Me estirei completamente na cama, abrindo minhas pernas o máximo que consegui, fechei os olhos e, entrecortada, falei pra ele:
Vai, mas vai com calma, amor, vai devagar, ainda não fui comida.
Depois de um tempo (que pareceu uma eternidade), ele levantou minhas pernas, colocou a camisinha e começou a me penetrar devagar. Senti ele entrando dentro de mim, até que, de uma só vez, enfiou tudo. Soltei um gemido — verdade seja dita, aquilo me excitou pra caralho, além de doer. Naquele momento, abracei ele com carinho, sabendo que era o primeiro homem a entrar em mim. Senti um gosto diferente.
Agora eu tinha o pau dele dentro de mim. Doía, mas não a ponto de dar um grito desesperado. Ele continuava se movendo lá dentro, e eu apertando ele sem parar. Num certo instante, senti que ele gozou — desconfiei porque a respiração dele ficou ofegante e notei os espasmos no pau dele. E aí eu também fiz o mesmo…
Nunca mais vou ser a mulher que fui antes, pensei ao sair do quarto.
Simples e devagar, saí no corredor central do prédio. Na minha frente, a porta sozinha; ele tinha destravado a abertura por dentro, e ela se abriu.
O Aldo ainda estava pelado. Eram umas cinco da manhã e ainda não tinha muita gente na rua.
Saí na calçada que sempre percorri e pensei: já não sou mais virgem, sou uma mulher completa agora. Sorri com isso e comecei a andar normal, ainda sentindo o incômodo daquele pau na minha buceta, mas pensei:
Amo aquele cara.
ggc
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