Entregando minha esposa - Crônica de um consentimento Pt 10

Lanzarote era pra gente um refúgio onde a gente se desconectava de tudo que pudesse lembrar nosso ritmo de vida no resto do ano; A gente sempre deixava a sensualidade ultrapassar os limites rígidos que a sociedade impõe, mas nunca tínhamos ido longe demais; Aquele ambiente livre, onde ninguém nos conhecia, me dava a chance de propor fantasias cada vez mais ousadas que minha esposa aceitava mais cedo ou mais tarde; Lanzarote tinha sido o lugar onde Maria se acostumou a ficar sem a parte de cima do biquíni não só nas praias, mas nas piscinas do hotel; Mais tarde, Lanzarote foi o banco de provas onde Maria experimentou como era viver no dia a dia sem calcinha, andando entre as pessoas, comendo, passeando, comprando, pelada por baixo da saia e da camiseta… enfim, fazendo do algo totalmente transgressor uma rotina; Em Lanzarote, ela se desinibia pra me dar prazer, pra realizar meus desejos mais profundos; mas aos poucos, ao longo de dois ou três anos, deixou de ser uma concessão pra se tornar o próprio tesão dela, urgindo ela a viver com intensidade e paixão momentos de erotismo impensáveis em Madrid.
Naquele ano, eu tava decidido a transformar aqueles quinze dias nos mais intensos que a gente já tinha vivido, precisava cuidar do ritmo, não forçar nem me adiantar ao tempo de Maria, deixar que as ondas sucessivas de sexo e excitação fizessem o trabalho delas até conseguir que ela entrasse nas minhas propostas sem se sentir obrigada.
Como todo ano, uns dias antes da nossa partida, a gente foi fazer compras: bronzeadores, biquínis, camisetas, saias… Maria se divertia como uma menina e eu era feliz vendo ela se divertir.
Naquele ano, tentei influenciar mais ativamente nas compras, embora sempre buscasse o biquíni menor, a camiseta mais leve, a saia mais curta, normalmente não forçava muito. Mas dessa vez, tava decidido que o guarda-roupa dela em Lanzarote fosse muito mais ousado.
Maria recebeu minhas pressões com brincadeiras e risadas, me acusando de pervertido e corruptor, eu Mantive a pressão e não me deixei levar pelo tom brincalhão das reclamações dela. Minha intenção era clara e eu sabia como moldar a resposta dela pra que, sem se sentir pressionada, aceitasse minhas instruções. A primeira recusa dela em comprar um vestido curto demais com um decote impossível teve como resposta uma mudança de atitude da minha parte, uma indiferença sutil, um desinteresse pelas compras, um certo começo de tédio, uma mudança do tom descontraído pra um ar neutro, sempre sem exageros, sem demonstrar raiva ou frustração, algo quase subliminar que, no entanto, fez efeito nela.

Maria me mostrava um modelo atrás do outro, mas a insistência dela ficou sem resposta várias vezes até que decidi testá-la de novo; sugeri uma minissaia jeans mais própria de uma garota de quinze anos, a objeção dela me pareceu mais suave que a anterior, insisti uma vez só e ela concordou em experimentar, mas já no provador decidiu que não levaria, levantei as sobrancelhas e voltei à minha postura de indiferença diante de cada modelo que ela me mostrava. Maria estava inquieta, não podia ter certeza de que minha reação era por causa da recusa dela, no entanto, de algum jeito, ela intuía.

Passamos pra seção de biquínis e mal prestei atenção em dois que ela tinha escolhido, notei que ela começava a se desanimar e decidi não apertar mais, me movi pelas prateleiras e escolhi um biquíni minúsculo, quase fio dental, de um tecido bem leve amarrado nas laterais, peguei ele nas mãos e fui dar pra ela; então, de um jeito meio teatral, fiz como se me arrependesse e coloquei de volta na prateleira.

"Você gostou desse?" – soube naquele momento que Maria tinha caído na rede, fingi indiferença e respondi.
"Sim... bem, mas já imagino que você... não..." – Maria se aproximou e pegou ele, inspecionando.
"É muito pequeno, né?"
"Claro, por isso que eu gosto" – Maria me olhou sorrindo.
"Você acha que eu consigo usar isso?" disse esticando a calcinha pequena entre as mãos.
"Em Lanzarote, por que não?" – Maria hesitava com o biquíni ainda na mão. Mão, aí forcei um pouco mais a situação, peguei o vestido e fiz menção de devolver ao cabide – "deixa pra lá, você não ia se sentir à vontade" – Maria se revoltou com meu julgamento de que ela era incapaz e me segurou.
"Você é idiota? Acha que sou uma santinha?" – minha reação, calculada, foi um reforço pra decisão dela, meu sorriso, meu jeito de apertá-la contra mim pelos ombros virou o prêmio que reforçava o comportamento dela.
Voltamos pra área dos vestidos e de novo parei pra olhar aquele que tinha recusado antes, um vestido estampado que mal cobriria a metade da coxa dela, vaporoso, leve, com um decote profundo e uma cava que eu tinha certeza que deixaria à mostra parte dos peitos dela ao menor movimento; Ela se aproximou enquanto eu olhava.
"Você ficou vidrado nesse vestido, hein?" – sorri pra ela.
"Você deve ficar incrível com ele" – Maria fez um gesto simulando rendição.
"Tá bom, vou provar, mas acho que não fica bem em mim"
Como eu imaginava, aquele vestido deixava pouco espaço pra imaginação, os peitos nus dela vibravam sob o tecido fino, deixando o decote se abrir entre eles; quando levantou um braço pra arrumar o cabelo, vi como a curva nascente do peito dela se mostrava pela cava larga; Maria se olhava no espelho e examinava meu rosto que mostrava desejo, ilusão, alegria.
"E onde é que vou poder usar isso?" – começava a ceder.
"Qualquer noite que a gente for dançar, amor" – falei enquanto beijava ela.
O conteúdo da mala dela praquela viagem foi sensivelmente diferente dos outros anos, eu sabia que tinha feito algo mais do que dobrar a decisão dela sobre a roupa, de certa forma tinha moldado ela. Maria agora começava a reagir inconscientemente a uma série de sinais aos quais antes não respondia; se diante de uma decisão dela eu mostrava desinteresse, tédio ou indiferença, era provável que mudasse a escolha sem perceber que fazia isso automaticamente esperando minha recompensa.
Os dias em Lanzarote foram um trabalho de precisão, um exercício delicado da minha parte pra não deixar minhas intenções na cara e fazer com que a Maria fosse se acostumando a se exibir mais do que o normal. Eu sabia que a paciência era minha melhor aliada. Só foi na segunda semana que sugeri que ela vestisse o minivestido uma noite pra sair pra dançar; ela vinha preparada pra encarar meu pedido nos primeiros dias, mas a ausência de qualquer menção ao vestido tinha causado uma certa dissonância nela, como se a resistência que ela tava disposta a oferecer, por não ser contrariada pela minha pressão, a jogasse pra frente. No dia que sugeri que ela vestisse, ela quase não criou obstáculos.

Aquela noite ela tava linda, terrivelmente sensual e provocante. A gente voltava de tomar uns drinks depois do jantar, onde ainda tinha descido uma garrafa de um vinho excelente, e eu improvisei a proposta de sair pra dançar, que ela aceitou na hora; quando subimos no elevador pra trocar de roupa, pedi que ela vestisse o vestido, minhas mãos acariciavam a bunda dela e minha boca mordia o pescoço dela.
"Vai ser como se eu tivesse pelada" – ela disse, como único argumento.
"Por isso que quero te ver usando ele"
"Você quer que me vejam assim?"
"Você tem vergonha?" – ela se remexeu.
"É o que você acha? Já me viu ter vergonha de ficar de topless na piscina?" – eu beijei ela.
"Não, acho que você gosta de ver como olham pras suas tetas"
Quando ela saiu do banheiro com o vestido, o cabelo preso num coque e as sandálias de salto alto, fiquei impressionado; o efeito do vestido no corpo dela era ainda mais provocador do que eu lembrava, os peitos dela pareciam mais volumosos pelo jeito que o tecido leve se moldava à forma deles; ao se mexer, eles balançavam, oscilando; as coxas dela, mal cobertas, davam ao andar um movimento no vestido que as deixava ainda mais nuas. Antes de sair do quarto, notei que ela hesitou por um segundo, então respirou fundo e a gente saiu.

O efeito que ela causava por onde passava era mais do que eu tava preparado pra aguentar. Os olhares mal se continham, e eu tentava andar ao lado dela como se nada estivesse acontecendo. Notei suas bochechas ardendo num rubor intenso, produto da excitação, sem dúvida. A balada pra onde a gente ia ficava bem perto do hotel, e lá de novo os olhares dos homens eram diretos, sem disfarce. De repente, vi ela refletida num espelho da balada e foi aí que realmente percebi o efeito que causava ver aquela mulher linda, alta, esbelta, seminua; era isso que impedia eles de agir com o mínimo de prudência. A prevenção inicial da Maria logo virou prazer, ela se sentia segura do meu lado e os olhares, que no começo a incomodavam, começaram a provocar uma excitação sutil que se entregava no olhar dela, no sorriso, no jeito de dançar, na maneira natural e relaxada com que andava ao meu lado ao entrar ou sair da pista, se deixando olhar como se estivesse sendo acariciada. O álcool tava fazendo efeito e cada vez eu sentia ela mais desinibida, mais despreocupada ao cruzar as pernas ou ao se inclinar pra pegar a taça na mesa; sem perder em nada a classe, sem cair num exibicionismo vulgar, a Maria se movia como uma felina, com precisão cruzava as pernas sem ultrapassar o limite do chulo, se inclinava pra mim pra falar algo no meu ouvido e, ao fazer isso, a coxa cruzada arrastava o tecido deixando ela nua por inteiro, ria das minhas piadas escondendo a boca com a mão num gesto charmoso, se inclinando pra frente, deixando o cabelo cair sobre os olhos e permitindo que o decote profundo se abrisse mostrando os peitos até o limite dos mamilos por uma fração de segundo, o suficiente pra capturar dez, quinze pares de olhos famintos que, tendo passado perto da gente, ficavam rondando por perto como lobos à espreita da presa, como machos atraídos pelo cheiro da mulher. Lá pelas quatro da madrugada a gente saiu da balada, o baque do ar fresco e a ausência de barulho nos clareou a mente. o suficiente pra gente perceber a carga de álcool que a gente tava carregando; a gente foi andando pro hotel, devagar, saboreando a noite.
"Quer dar uma volta na praia?"
"É muito tarde, tô cansada" – não insisti, a gente entrou no hotel e quando tava indo pros elevadores eu falei.
"Vamos pras piscinas, me dá pena já ir pro quarto, com a noite que tá" – Maria quase recusou, mas no último momento ela balançou a cabeça e a gente foi pra área das piscinas.
Não tinha ninguém; o barulho das bombas, que nem se ouvia de dia, era um murmúrio gostoso que quebrava o silêncio. A gente andou sem rumo, abraçados pela cintura, até chegar na balaustrada que dava pro penhasco onde o hotel tava construído; lá no fundo, as luzes de Fuerteventura; no mar, bem longe, um pontinho de luz se mexia devagar da esquerda pra direita.
Minha mão direita acariciava o ombro nu dela, olhei de lado, ela tava linda, com o olhar perdido no mar escuro, sentindo a brisa no rosto; baixei os olhos e consegui ver claramente os peitos dela pelo decote que se abria generosamente, quantos homens tinham visto ela assim hoje? Comecei a sentir meu pau reagir, desci minha mão devagar do ombro dela até a clavícula e depois meus dedos começaram a roçar a subida do peito dela, Maria virou o rosto pra mim com um sorriso meigo, beijei ela enquanto minha mão passava dos limites do decote procurando o mamilo esquerdo dela, o beijo dela ficou mais intenso e minha mão, mais gulosa, foi pro peito direito dela, meus dedos deslocaram sem dificuldade o pano que cobria ele e, já nu na minha frente, rocei com a ponta dos dedos o mamilo endurecido pelo frescor da madrugada.
"Vai me pelar aqui?" – ela falou num sussurro no meu ouvido que me arrepiou todo
"Você ia me impedir?" – ela sorriu e se virou pra mim, enrolando os braços no meu pescoço, o peito dela tinha ficado descoberto e nem ela nem eu fizemos nada pra cobri-lo, era minha mão esquerda que agora roçava o peito dela, sem apertar, desenhando florzinhas na palma da minha mão com o bico do peito dela, provocando um prazer extremo nos dois. Minha mão direita já tinha largado a cintura dela há um tempão pra descansar na bunda dela. Debaixo do tecido fino do vestido, sentia a bunda dela nua, procurei a borda da calcinha fio dental e brinquei com ela, seguindo o formato com meus dedos até me enfiar entre as nádegas dela, arrastando o vestido.

"Fica quieto" – nós dois sabíamos que aquele pedido era inútil, continuei acariciando a bunda dela, deixando o vestido preso entre as nádegas dela enquanto com a outra mão despia os dois peitos. Ela se afastou um pouco e se deixou olhar por mim, seguindo o rumo frenético do meu olhar que vagava de um peito pro outro.

Foi aí que senti; não foi um barulho nem um movimento, simplesmente senti a presença à minha direita, sentado nuns espreguiçadeiras da piscina, um homem com um copo na mão nos olhava imóvel.

A tensão causada pela surpresa e a aceleração do meu pulso não passaram despercebidas pra Maria.

"O que foi?" –

Eu queria quebrar aquele momento? Depois da surpresa inicial, uma onda de prazer acompanhava a ideia de estar sendo observado.

"Nada" – continuei acariciando ela, beijando o pescoço dela e deslocando ainda mais o tecido do decote pra deixar o peito dela completamente livre.

Me sentia embriagado pela cena, era algo utópico, um sonho se tornando realidade, alguém nos olhava enquanto eu passava a mão descaradamente na minha mulher, lembrei do vestido dela enfiado entre as nádegas e meu pau reagiu num pulo, com meus dedos descobri até onde o vestido cobria ela, mal chegava no limite da bunda, os braços dela erguidos no meu pescoço e o tecido preso entre as nádegas tinham reduzido sensivelmente o comprimento. Calculei como e quanto girar pra deixar à vista do voyeur o peito nu dela sem entregar ele, numa fração de segundo decidi que girando pra esquerda da Maria, ela ficaria de perfil. em direção ao nosso espectador e, enquanto eu beijava seu pescoço naquele mesmo lado, ela não conseguia virar o rosto. Eu me observava fazendo esses cálculos, e uma parte de mim se envergonhava do nível de manipulação que eu estava atingindo.
Lentamente, fui girando, meus beijos no pescoço dela a deixavam entregue, e minhas carícias no mamilo a faziam gemer baixinho. Minha excitação crescia à medida que eu girava e percebia que estava exibindo o peito nu de Maria, apalpado por mim, numa circunstância tão excepcional que não tinha nada a ver com o topless na piscina; aqui era algo profundamente sexual.
Olhei de relance e vi que ele não desviava o olhar de nós. Eu estava louco, embriagado de álcool e luxúria. Com a mão que acariciava a bunda dela, comecei a puxar o vestido para cima, buscando a pele dela por baixo da roupa. Lembrei do Pablo e de como ela não o tinha impedido. Agora Maria também se deixava levar, dominada pela excitação. A saia estava amassada na minha mão, eu queria deixar a bunda dela à mostra.
Quando parar? Como parar? Eu tinha puxado toda a saia dela até a cintura e brincava com o pequeno triângulo da calcinha fio dental. Eu morria de prazer, tinha a bunda toda dela nua diante dele e o peito dela na minha mão, sem cobri-lo, para que fosse o mais visível possível.
Quanto tempo durou? Apenas dois ou três minutos, o tempo que Maria levou para reagir e perceber o estado do vestido dela.
"Vamos para a cama, amor, senão vamos gozar aqui mesmo" – a ideia, dita por ela, levantou imagens impossíveis na minha cabeça que provocaram ainda mais excitação. Era impossível, sim, mas a ideia de arrancar o vestido dela ali mesmo, puxar a calcinha e deixá-la pelada só com as sandálias me deu um choque de prazer que me fez beijá-la com força enquanto ela tirava minha mão da cintura e alisava o vestido por trás, depois arrumou o decote.
Então senti a urgência de esconder a situação, de evitar que Maria soubesse que tinha sido espiada por um homem. e que eu tinha consentido nisso, tava certo de que, por cima do tesão do proibido, a raiva por se sentir enganada ia dominar.
Do jeito que deu, consegui que a gente desse uma volta que nos afastou do nosso espectador e nos levou pra entrada do hotel contornando as piscinas em vez de atravessá-las, subimos pro quarto e transamos com fúria.
A Maria não soube o que tinha rolado naquela noite até vários anos depois, mas pra mim aquela noite foi a quebra de mais um limite, pela primeira vez eu tinha colaborado ativamente pra deixar minha esposa pelada na frente de um estranho.

3 comentários - Entregando minha esposa - Crônica de um consentimento Pt 10

Excelente como siempre, ansiando leer mas partes y verla a Maria entregada por completo y bien puta!!!