
O véu da escuridão da noite já caiu, os gemidos de prazer ecoam ao longe, despertando minha curiosidade. Uma luz fraca ao longe revela aquela janela que seria o espelho para um clímax visual do qual logo seria testemunha. Um casaco e um chapéu protegem minha identidade, e com movimentos furtivos, sigo em direção ao meu destino. Aquela janela úmida, por causa da transpiração de dois seres em pleno ato sexual, meus olhos se apossam daquelas imagens e meus ouvidos já não sentem mais aqueles gemidos tão distantes. Ela e ele, vítimas de uma criatura voyeurista noturna.
Ela nua diante dele, o impressiona com uma masturbação completa, seus dedos esfregam sua cavidade vaginal molhada que aos poucos se tornará um recipiente de fluidos vaginais. Seus dedos penetram seu canal devagar, com mais força e em maior número, enquanto ele tira a roupa. Minha figura inerte era a única testemunha daquele jogo. Minhas mãos se fecham para conter as sensações do meu corpo, enquanto no bolso da minha calça o celular dá a primeira vibração, que endurece meu pau ainda mais.Vem e pega sua presa como um lobo faminto, ela diz enquanto ele salta por cima e começa a enchê-la de beijos e mordidas. Assim que eu gosto, ela diz, que você seja como uma fera faminta, me marca com lábios e dentes como sua propriedade, sou sua puta. Ele, tomado pelo desejo, se deixa levar, mas ela controla o que quer parecer submissa, porque isso lhe dá prazer.
Dois corpos completamente nus fazem uma dança naquela cama, seus instintos básicos cada vez mais dominam aqueles dois. Um pequeno sorriso surge no meu rosto sinistro, pois me tornei o espelho de um ato sexual consumado.
Mete o pau nessa sua puta, essa carne que eu tanto preciso e que me alimenta com o roçar e a força dentro da minha buceta, seu cachorro de caça desgraçado, ela diz. Ver como ele possuía aquela mulher era como assistir a um ato mais animal, mais natural, libertando assim os instintos mais baixos. Ele suava como nunca e ela gritava pedindo que ele rosnasse como um bicho cada vez que a penetrava, o som de um Grrrrr saía dele. Minhas pupilas se abriram pra ver com mais detalhe. Ahhhh, o toque do celular de novo acompanhava meu primeiro orgasmo.Me dá de comer, ela dizia enquanto ele tirava o pau da buceta pra colocar dentro da boca sedenta dela, a língua dela dava voltas enquanto tinha ele dentro e chupava com força o pau. De repente, ele agarrou a mão dela e colocou na própria garganta, o líquido seminal inundava a boca dela, o orgasmo daquele homem era impressionante, o rosto dele mostrava, pois tinha perdido a voz de tanta excitação. Não tira tua mão da minha garganta, sente como teu leite me alimenta, dizia aquela mulher.
Nem preciso dizer que não tive um, mas vários orgasmos a mais.
Um relâmpago iluminou aquele quarto escuro e deixou meus olhos penetrarem melhor naquela cena. Uma tempestade se aproximava e, com ela, outro relâmpago revelou minha silhueta atrás daquela janela. Eles se assustaram e seus olhares se voltaram para a silhueta na janela, se perguntando o que era, enquanto eu fiquei imóvel e fixo onde estava. O que será que era?, pensavam, enquanto a escuridão me cobria e cegava seus olhares. Foi algo SINISTRO, disseram. Eu sorri, enquanto o prazer os consumia de novo, culminando em beijos e carícias no ato sexual deles.
O celular vibrou de novo, fazendo com que eu destilasse o resto de porra que ainda tinha, e me lembrando que era hora de largar aquela janela. A hora estava chegando: a vizinha se banhava se masturbando e adorava que eu fosse ao seu show de todas as noites. Deixei aqueles dois para dar início ao segundo ato da peça…
7 comentários - pensamientos subrealistas 2
Gracias por compartir.
Angie te deja Besos y Lamiditas !!!
La mejor forma de agradecer la buena onda que se recibe es comentando, al menos al que te comenta. Yo comenté tu post, vos comentaste el mío?
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