Memórias do Campo 5

Olá, pessoal: Continuo o relato depois de uma certa demora involuntária. Esse quero dedicar à Lady_Godiva II, minha leitora mais constante.
Vamos ao relato.

Já que minha gentil professora me inspirou, decidi seguir os conselhos dela à risca. Um dos costumes mais comuns no campo é discutir planos e tarefas no café da manhã; e todo mundo dava seu relatório, até mesmo os que, como eu, estavam só de enfeite. O meu foi curto: cortar lenha pras casas, sair a cavalo e caçar algum bichinho pra melhorar o sabor da panela com um toque selvagem.

E, como quem não quer nada, tentando não dar pista dos planos, a Lili perguntou:

— E você vai dormir cedo?

— Não, à noite vamos ver um filme com a Chiquita!

Um dos luxos que a gente tinha no campo era um bom gerador, que funcionava pontualmente das 22h à meia-noite, pra ligar os freezers de carne, as geladeiras, as bombas de irrigação dos alfafais e outras plantações; em dias de festa ou por pedido especial do dono, podia funcionar mais tempo. O outro luxo era uma videoteca interessante, que aumentava a cada viagem dos meus tios, uma televisão colorida novinha e um videocassete “Betamax” que era uma paixão; quem tem mais de 40 talvez já tenha visto, era um trambolho de fabricação argentina, três vezes maior que um VHS, mas que alegrou a vida de mais de um.

Quando soltei essa frase, pareceu que vi um olhar assassino, de dar medo, atravessar a mesa; do outro lado, um olhar de inocência, mas cheio de intenção, foi devolvido. Dava pra ver claramente que as irmãs se conheciam muito bem e desconfiavam uma da outra em certos assuntos.

O dia passou exatamente como eu tinha planejado; meu cavalo preto tava contente e satisfeito com o exercício; minhas aventuras amorosas tinham deixado ele de lado, e o coitado tava duro e barrigudo.

Ao entardecer, preparei o cenário antes do jantar: a TV, o vídeo, uma boa quantidade de gelo e uma garrafa de bebida alcoólica da adega. grande. Tudo estava preparado; numa das minhas excursões tinha encontrado num canto pouco visível um bom estoque de filmes “condicionados” ou “proibidos” como chamavam naquela época. Dentre eles escolhi o certo e deixei junto ao equipamento.
Depois do jantar, no campo se janta cedo, Arturo ligou o equipamento e programou para desligar à 1h, assim os garotos assistiam ao filme; tudo ficou pronto e só passaram alguns minutos quando Chiquita e Lili cruzaram a porta do estúdio.

_Lili veio ver o filme!!!

Disse Chiquita com um ar de “viu? Te falei!” E eu, que odeio sabichões, mordi a língua e não disse nada; só me limitei a ligar o aparelho e colocar o filme. Sentamos no sofá do estúdio e Lili fez questão de se sentar no meio; servi três copos de Chivas roubado do grande depósito, mas me certifiquei de que o de Lili fosse mais cheio e generoso. O filme começou enquanto a gente bebia; foi a surpresa de ver o ator com duas parceiras metendo a rola que quase fez Lili engasgar.
O silêncio inicial foi superado pelos vapores do uísque; aos poucos surgiam as risadinhas e os comentários sobre as habilidades amorosas dos protagonistas. Enquanto isso, Chiquita e eu olhávamos de soslaio pra Lili, esperando pacientemente os acontecimentos que viriam.
Num momento me levantei pra encher os copos de novo; dessa vez fui menos generoso com o copo de Lili, queria ela alegre e relaxada, não completamente bêbada. Aproveitei a ocasião e apaguei todas as luzes; só a tela da TV nos iluminava.
Na penumbra via Lili inquieta e agitada, então fiz o primeiro movimento e abracei ela; ela não hesitou em devolver todo o calor do abraço, e logo tava dividida entre olhar o filme e me dar beijos no pescoço. Chiquita se aproximou devagar, cada vez mais perto; quando Lili abriu a boca e, faminta, se apossou da minha, Chiquita exclamou:
-Ah, não, aqui os beijos são reparte pra todo mundo..

E sem mais, ela se apertou contra nós, me beijando e beijando a Lili; naquele exato momento, ficamos no escuro, o gerador tinha apagado. No meio de tanta escuridão, os corpos se moviam como ao som de uma melodia, onde cada um fazia sua parte na perfeição; no caminho pro quarto, ficavam peças de roupa jogadas, como mudos indicadores do que estava por vir.

Entre risadinhas e respiração ofegante, caímos na cama, numa bagunça de corpos, beijos e carícias; por um momento, eu não sabia diferenciar quem eu beijava ou tocava, de quem eram as mãos que me exploravam. Sem mais, a Chiquita decidiu trazer um pouco de ordem e acendeu uma lamparina; a chama dava um tom dourado aos corpos, aumentando minha excitação, meu corpo pedia pra eu fazer algo urgente.

Vamos cuidar da Lili, ela é a homenageada!

Propôs a Chiquita, e foi aceito na hora. Deitamos ela de costas e eu enfiei minha língua inquieta no fundo da buceta dela. A Chiquita colaborava no jogo segurando as mãos da irmã pra evitar que ela me tirasse de lá; a Lili pirou de vez quando a Chiquita beijou ela na boca e passou a chupar e mordiscar os peitos dela. Os gemidos dela viraram um estertor.

Não precisou de muito pra Lili explodir num orgasmo barulhento e molhado. Veio um momento de calma; eu me deitei entre elas e fiquei esquentando a Chiquita enquanto esperávamos a Lili se recuperar.

A Chiquita não demorou, mostrando, mais uma vez, que não precisava de muito pra ficar com tesão; a boca dela desceu até meu pau e começou a chupar com uma devoção digna de elogio. Pouco depois, a Lili deu sinais de vida e se inclinou, submisa, pra ajudar a irmã; uma sensação de poder indescritível percorreu meu sistema nervoso ao sentir duas bocas percorrendo meu pau, apertando minhas bolas.

Eu só ficava acariciando as curvas das ancas delas; de vez em quando, invadia com meus dedos os dois buracos. As duas estavam acesas, bastou uma palavra pra que uma delas sentasse no meu pau e a outra na minha cara; eu não sabia quem era quem, nem me importava, só me limitava a mexer meus quadris e minha língua.
Os dois corpos tremiam e se contorciam, trocavam carícias e soltavam palavrões; nada fazia sentido, só o prazer enlouquecedor do momento. Num instante, a que estava na minha cara caiu mole pro lado, então pude ver que a Chiquita estava montando em mim desesperadamente, até que finalmente conseguiu o que queria e explodiu num orgasmo lindo que me encharcou de sucos.

Me limitei a empurrá-la pro lado e acomodei a indefesa Lili; abri suas pernas e apoiei a cabeça do pau no seu botãozinho, provocando o efeito desejado. Ela gemeu quando o pau inteiro a penetrou até bater no seu útero; sem dar tempo pra ela pensar, o vai e vem provocava uma cachoeira de doce emissão, Lili se contorcia e só conseguia apertar meu corpo e o da irmã. Dizer que gozei seria pouco, jorros de porra escaparam do meu pau, uma e outra vez saíam e se estouravam contra o útero dela. Lili gozou de um jeito espetacular, segurava o rosto pra abafar os gritos, mas parecia uma chorona gritando por um amor perdido; os espasmos do corpo dela, as contrações da buceta, pareciam ordenhar meu pau até a última gota.

O descanso do guerreiro foi a pausa necessária pra cuidar da Chiquita; foi só questão de penetrá-la de uma vez e ouvir seu gritinho de êxtase pedindo mais. Ela sabia enlaçar as pernas nos meus quadris e se mexer pra estimular a cabeça do pau. Chiquita não se intimidava com as estocadas ou com as mãos que apertavam seus peitos; com uma exigência brutal, estimulou e apertou até conseguir outra gozada fatal.

Aquela noite continuou como uma bacanal de prazer que ultrapassa a imaginação; cada buraco foi invadido, e cada capricho foi satisfeito. As duas irmãs foram meu objeto de prazer, minhas escravas e minhas donas, nada delas me foi negado na minha doentia Fantasia e busca de prazer.
As noites seguintes foram mais organizadas, agora as irmãs vinham juntas buscar prazer; não havia ciúmes na mesa e todos agiam muito felizes.

A pausa (e salvação para um corpo juvenil adolescente) foi a chegada do meu tio solteirão, com sua carga de novidades, presentes e encomendas. Digamos que foram para mim umas férias sexuais. Com o tio dormindo em casa, só conseguiram me apalpar um pouco e fazer sexo oral ou uma trepada apressada em algum canto da casa. Mas isso não foi nada comparado aos acontecimentos e segredos que me aguardavam nos dias seguintes.

Para a idade que eu tinha, já possuía um conhecimento bem avançado das condutas humanas; esse conhecimento desenvolveu em mim uma atitude de observador discreto e talvez a de um bom oportunista disposto a tirar proveito.

Uma tarde em que houve pouco o que fazer, voltei cedo para casa; no caminho para o meu quarto, pude ouvir um barulho surdo vindo do corredor; bastou virar para ver a Lucía saindo meio corpo do quarto do meu tio. O rosto dela estava tingido de tons púrpuras, transfigurado pela luxúria, enquanto umas mãos a sacudiam com frenesi pelas cadeiras.

Silencioso e discreto, observava a cena, quando, agitada e suada, uma Lucía virou a cabeça para mim e me viu; atrás dela só se ouviam grunhidos guturais e seu corpo vibrava com energia trêmula. E ela não parava de me olhar.

Pude ver com toda clareza em seu rosto o ofego final, abrir desmesuradamente a boca e deixar cair a cabeça; só as mãos que seguravam suas cadeiras impediram que ela desabasse. No ato final, quando o macho enche a fêmea, umas sinceras exclamações de regozijo e agradecimento foram ouvidas sem vergonha:

- Querida, querida, minha querida!!!

E nessas palavras pude reconhecer a pessoa do meu tio.

Descobrir que Tomás, meu tio solteirão, tinha os impulsos e apetites saudáveis de um homem de quarenta anos não foi nenhuma surpresa; na Na família, circulavam muitas lendas sobre ele, mas nenhuma comprovada. O surpreendente foi descobrir que ele dividia os favores da mulher do seu capataz e homem de confiança.
Lucia, tão amorosa e dedicada à família, que não poupava esforços para cuidar de mim; ela, justamente, se revelava aos meus olhos como uma mulher cheia de luxúria e segredos. Sempre me intrigaram os segredos alheios, principalmente os que prometem uma trama interessante, cheios de conflitos ou bem emaranhados.

Esse fato anedótico numa época cheia de tradições campestres. Chegava o Natal, e naquela época, minha família costumava viajar em peso para a fazenda; celebravam-se as duas festas como uma forma de encontro e miniférias de uma semana. Os vizinhos das fazendas mais próximas vinham com suas famílias e peões, e tudo era vivido como uma verdadeira festa, com bailes e comida que durava a semana inteira.

Uma semana antes, já começavam os preparativos indispensáveis para a festa; por isso, meu tio costumava levar Arturo e sua família para a cidade para fazer compras. Era uma verdadeira expedição que voltava com roupas, presentes, comida e, o mais importante, enormes quantidades de bebidas.

Por mim, não quis ir; só pedi que me mandassem de casa uma mala com mais roupas e alguma apropriada para a festa. Eu cuidaria da fazenda e dos animais domésticos na ausência do encarregado. Houve protestos e tentativas de me convencer do contrário, mas minha decisão estava tomada e não conseguiram mudá-la. Para minha surpresa, Lucia decidiu ficar; Arturo e as meninas podiam cuidar das compras da família e das visitas aos parentes, não era necessário que ela viajasse, e ela não queria me deixar sozinho com tantas responsabilidades.

Decididas as questões importantes e as mais simples, na manhã seguinte, bem cedo, nos despedimos dos viajantes até que o veículo sumiu entre as montanhas.

Tudo transcorreu tranquilamente enquanto eu cuidava das tarefas; Foi divertido alimentar os pássaros ou, quando dava certo, ficar todo imundo limpando os chiqueiros. Sem perceber, a manhã tinha passado e fui surpreendido pelo chamado da Lúcia pra comer; como eu imaginava, a gente conversou sobre banalidades enquanto se acomodava; depois vieram uns minutos de silêncio constrangedor, só interrompidos pelo barulho dos talheres.

— Acho que a gente precisa conversar sobre o que aconteceu ontem — disse Lúcia sem tirar os olhos do prato.

— Eu acho que não, me desculpa, não é minha intenção me meter na sua vida nem na de ninguém!

— Agradeço, meu bem, mas acho que é necessário esclarecer umas coisas pra você, que é importante você saber!

— Se é tão necessário, te proponho que hoje à noite, depois do jantar, eu ligo o equipamento pra botar tudo pra funcionar e aí a gente conversa enquanto toma alguma coisa.

— Fechou, adoraria.

A partir daí, a conversa ficou mais leve; a gente conversou como dois velhos amigos que o conhecimento mútuo tinha aproximado ainda mais. Pela primeira vez, me permiti ver Lúcia como uma mulher jovem e bem gostosa, com muitas qualidades que me faziam valorizá-la como um ser humano lindo.

Como não tinha muito mais o que fazer, decidi me dar o luxo de uma soneca longa; tinha planejado, pra variar, ser eu quem preparasse o jantar e assim fazer minha interlocutora se sentir especial.

Naquela noite, caprichei na cozinha; fiquei atarefado com os nhoques estilo “avó”, do jeito que me ensinaram, molho vermelho de carne e um toque de molho de cogumelos colhidos entre os pinheiros; uma excelente garrafa de vinho tinto completava o quadro. Lúcia ficou encantada com a recepção, verdade, não esperava ser tratada como convidada; na real, ninguém nunca tinha se dado ao trabalho de mimá-la por simples prazer.

— Já tá escurecendo, me espera um pouquinho que eu ligo os equipamentos e depois a gente janta sossegado — falei.

— Fechou, enquanto isso eu vou… Provo um pouco de vinho e cuido da comida!

Levei mais de quinze minutos para ligar o equipamento e percorrer os irrigadores, câmaras frigoríficas e outras instalações. Pensando duas vezes, reprogramei o equipamento para dar luz até as duas da manhã; não acho que a poderosa estância "La Esperança" fosse se prejudicar por perder uns litros a mais de óleo diesel.

Quando voltei, ela me recebeu com um sorriso encantador e a mesa pronta; sentamos e jantamos tranquilamente, embora a conversa tenha sido alegre e animada; pela primeira vez tive a chance de saber coisas da vida passada dela.

O pai da Lucía foi o encarregado da estância por quarenta anos, meu avô o contratou depois da guerra e ele nunca mais foi embora; com o tempo, casou-se com uma mulher da região e teve três filhos, sendo ela a caçula. Aquele escocês, graças ao trabalho e ao reconhecimento do meu avô, conseguiu juntar um capital nada desprezível que lhe permitiu dar aos filhos educação e conforto. Ela teve a oportunidade de estudar em internatos e chegar à universidade; isso me fez entender por que seu jeito de falar e agir não se parecia em nada com o de uma mulher do campo.

O jantar e a sobremesa se estenderam na conversa, a garrafa de vinho descansava vazia na mesa (e não por minha causa, diga-se de passagem); ela continuou o relato no escritório, onde coloquei um pouco de música e peguei a velha garrafa de chivas escondida atrás dos livros.

— Conheço seu tio desde sempre; a primeira vez que ele me fez o love eu tinha quinze anos e ele quase trinta; foi muito desastrado e não teve muito sucesso. As vezes que tentou repetir também terminaram em fracasso; isso o levava ao desespero e a tentar de novo sempre que tinha oportunidade. Numa ocasião em que fui buscar a roupa, ele se jogou em cima de mim quando eu quase saía do quarto, me segurando pela cintura, levantou minhas saias, me tirou a calcinha e, pela primeira vez, conseguiu me penetrar por completo (e eu tive o primeiro orgasmo da minha vida).

A partir daí Pera, era o jeito mais comum de fazer amor comigo; toda vez que tentava de outro jeito, não dava certo. Quase te diria que ele ficava broxa.
Com minhas idas e vindas da escola, nossos encontros foram bem raros, mas quando rolavam, eu deixava ele fazer e aproveitava ao máximo.
Na universidade, pude experimentar e curtir minha vida sexual de verdade; isso foi criando cada vez mais distância entre eu e seu tio.

Entre conversa e copos de bebida, Lúcia começou a mostrar os efeitos do álcool; a língua dela tava pesada e, de vez em quando, ela balançava a cabeça como se fosse dormir. Por causa das emoções misturadas da história, e da boa comida e bebida, ela tinha caído num estado de moleza e sonolência. Sem mais delongas, peguei na mão dela e fomos abraçados o curto caminho até o quarto do meu tio.
Ajudei ela a se despir e, num ato de safadeza cheio de intenção, decidi que ela dormiria melhor sem nenhuma roupa apertando; por um tempo, fiquei admirando aquele corpo todo pelado. Sem mais, cobri ela com os cobertores e fui pro meu quarto. O corte de luz anunciou duas da manhã e eu dormi pensando no resto dos segredos que descobriria no dia seguinte…

CONTINUA

3 comentários - Memórias do Campo 5

Para cuando la 6ta parte!!!! muy buenos los relatos
Algun dia llegara la sexta entrega. Mientras voy a disfrutar de tus otros relatos. La buena literatura no envejece ni se pierde con el tiempo. Gracias por compartir.