O chefe e o convite Parte 1 (Conto

O CHEFE E O CONVITE Parte 1 (Este é um relato de três capítulos) Quando Marina começou a trabalhar na empresa, eu já estava lá havia dois anos. Não foi imediatamente que me apaixonei por ela, acho que foi na semana seguinte. Tínhamos ido beber alguma coisa depois do trampo, era uma sexta-feira. Ela tinha as pernas mais incríveis que eu já tinha visto na minha vida e acho que a própria Marina sabia disso, porque usava umas minissaias bem curtininhas e as exibia com gosto e sem vergonha nenhuma. Eram umas pernas musculosas no extremo exato de continuarem sendo femininas, fibrosas, torneadas, uns joelhos arredondados e perfeitos, com uma covinha leve, umas coxas maciças e graciosas ao mesmo tempo, panturrilhas fibrosas, depois eu saberia que ela tinha jogado hóquei sobre grama desde pequena e muita dança e agora zumba e muita academia. É estranho que eu comece a falar das pernas dela, como se ela fosse um complemento das próprias pernas, mas é que naquela vez que fomos beber alguma coisa, ela estava sentada num banquinho no balcão e eu não conseguia desgrudar os olhos daquelas pernas formidáveis, torneadas, e ela usava uns sapatos de salto com uma fivelinha que ajustava o tornozelo, e eram pernas longas ainda por cima, ela media 1,72. Era muito gente boa, aliás, e muito gostosa, loira, um chanel curto que nem chegava a tocar os ombros, um rosto harmônico, sereno, de traços clássicos, um rosto sereno demais e de linhas definidas e simétricas. E era daquelas minas peitudas que escondem essa parte do corpo como um segredo que se adivinha, porque usava as camisinhas sempre fechadas, sem mostrar nada, mas dava pra adivinhar pela forma, por como avolumavam sob a camisinha de seda e o sutiã, pelo contorno, que aqueles peitos eram peitaças, mas zelosamente escondidos. Como se ela se compraze em mostrar as pernas incríveis mas não os peitos, como se estivesse mais orgulhosa e segura das pernas do que dos peitos. Nem preciso dizer que tinha um rabo compacto, redondo e potente, muito bem posicionado, pois as saiinhas que que ela usava eram bem justas. Estava no setor de marketing como eu e a partir daquele dia, daquela saída começamos a ficar amigos. Amigos, sim, mas eu já estava completamente caidinho como um adolescente, tínhamos muitas coisas em comum, a mesma idade, 29 anos e gostos parecidos, era uma garota culta, gostava de ler e se interessava por cinema. _Você vai ver quando conhecer o seu Ortuño, o dono da empresa, que figura_ eu disse _Porra, vocês já estão me deixando assustadinha, com essa história de que o cara é uma figura_ disse Marina _É que ele é o mais bizarro que você pode encontrar na sua frente_ disse outro dos nossos colegas de trabalho. _Pra mim ele dá é nojo, pra não dizer nojo mesmo, olha_ disse Montse _Nojo?_ disse Marina _É que ele parece sujo e é tão desleixado, tão... não sei como descrever, você vai ver_ disse Montse, fazendo uma caretinha. Quando ficamos sozinhos com Marina, ela voltou a me perguntar. _Mas o que esse cara tem de tão especial?_ me perguntou, eu a sentia tão perto de mim, que quase tinha uma ereção só de olhar as pernas dela e ela sempre cheirava de forma exquisita, perfumada, limpa, impecável. _É mais ou menos o que a Montse disse, muito desleixado, desmazelado, usa uns ternos velhos, tipo de veludo marrom e as gravatas desamarradas e o cabelo bagunçado, os poucos fios que restam na careca e uma barba de vários dias, muito descuidada e depois as coisas que ele diz..._ _Que coisas ele diz?_ _Babaquices, é um cara... Como dizer? Que se gaba da própria ignorância, uma vez eu ouvi ele dizer que a universidade não serve pra nada e que ele nunca pensou em passar nem perto de uma_ _Porra, que estranho, sendo o dono de uma empresa de tecnologia_ _Bom, ele herdou do pai_ _Ele é muito alto?_ perguntou Marina, me estranhou que ela pensasse nesse detalhe. _Que nada, é um baixinho e bem gordinho, deve ter menos de 1,70 eu acho_ _Eu imaginava ele como um ogro_ disse ela _Tem cara de vovô que ficou morando na rua_ Francisco Menendez Ortuño tinha 69 anos e tinha herdado essa empresa do seu pai e do seu avô, mas tinha sido hábil em reconvertê-la, de uma gráfica em uma empresa de tecnologia de ponta, há mais de trinta e cinco anos, tinha o capital, a logística, tinha os contatos e de alguma forma tinha sido hábil em ver o que vinha no futuro. Esse golpe de sorte, essa visão de futuro que lhe tinha feito ganhar muito dinheiro era o ponto central da sua vida, voltava uma e outra vez àquele momento de clarividência que era a grande conquista da sua existência. _No início dos anos 90, molecada, que eu vi tão claro como a água, isso era o futuro, garotos, e se eu não tivesse subido nesse trem, caralho, agora estaria catando nabo no campo_ disse e bateu com a palma da mão num computador da nossa mesa. Marina olhava para ele horrorizada, os braços cruzados sobre o peito, de pernas cruzadas também, essas pernas lindas e musculosas, e pude notar que o velho olhava para elas, era impossível não olhar. Ele gostava de puxar papo com a gente, especialmente com o pessoal do time de marketing, claro que com os do setor mais técnico ele não conseguia se meter. _Vocês formam um bom time, gosto do enfoque que vocês dão à campanha_ disse. Tinha coincidido que só estávamos Marina e eu com ele. _Sim, é um trabalho de todo o time_ eu disse. Marina olhou para um ponto distante e depois voltou a olhar para o velho, dava para ver que estava atordoada e acanhada. O velho usava um daqueles blazers marrons de veludo gasto e um lenço branco no bolso da frente e uma camisa xadrez azul sem gravata, parecia que não tomava banho nem se barbeava há vários dias, sentado na mesa em frente a nós, com as pernas abertas e uma delas pendurada no ar, a outra com a ponta do pé no chão, tinha o rosto inchado e as pálpebras inchadas, eu sabia que ele gostava de beber demais. _Mas percebo que são vocês que mandam no pedaço. Vocês são um casal? Estão saindo?_ disse com um sorriso e voltou a olhar as pernas de Marina. _Não, que nada, só colegas de trabalho_ disse ela bem séria _Se vocês estão transando, eu acharia ótimo, tô falando, não tenho problema com isso, olha, até se trabalha melhor e tudo_ disse o velho. Ela fez um gesto de desagrado, o velho percebeu. _Não se ofenda, garota, é a coisa mais normal do mundo_ _Não, eu sei_ disse ela, mas vi como tinha ficado vermelha, mais de raiva do que qualquer outra coisa. _Somos bons amigos e compartilhamos……a mesma visão de trabalho em equipe_ falei eu _Então tá bom…..tá bom, desculpa se te ofendi, Marina, eu sou assim, gosto de falar claramente, sem papas na língua, você ainda vai me conhecer_ disse o velho e foi embora. _Mas que velho idiota_ me disse Marina, depois. _Viu? É inacreditável que ele seja dono de uma empresa dessas, sendo que não sabe nada de nada_ _Às vezes por trás de um homem bem-sucedido só tem um espertinho com sorte_ disse ela _E provavelmente sem muitos escrúpulos_ falei eu _Isso com certeza, dá pra ver que ele é….turbio…. a Montse tinha razão_ disse ela _Em que sentido?_ _Que dá um pouco de nojo_ disse ela, franzindo a carinha elegante de traços tão clássicos, que mesmo assim continuava mantendo a compostura. _É, pode ser…._ falei _Ainda bem que você estava aqui hoje, porra Gabriel, você me fez sentir tão à vontade desde que cheguei, valeu, cara_ me disse e tocou meu braço. _É um prazer trabalhar com você_ falei e olhei pra ela, ela aproximou a carinha um pouco mais, suas pernas maravilhosas quase roçavam as minhas. _Vamos beber outra?_ disse sorrindo e afastou a carinha e olhou pra frente e depois virou de novo pra mim. _O que você tá olhando?_ disse _Imagina o velho se nos visse agora, com aquilo que ele falou hoje_ _Que bobagem, ele é um velho machista, não consegue entender que pode ter uma amizade legal entre um homem e uma mulher e nada mais_ disse ela, balançando a cabeça. Porra, eu sentia que cada vez estava mais apaixonado por ela e ao mesmo tempo essa certeza me deixava mais cauteloso, não queria arriscar a confiança que já tinha conquistado. A partir daquele dia o velho grudou na gente feito carrapato, primeiro tentava ficar a sós com a gente e depois já mandava a gente chamar a qualquer hora, pra que eu e a Marina fôssemos no escritório dele, os projetos de marketing iam bem e não é que ela e eu fôssemos líderes de nada, mas o velho só queria ficar com a gente. Ele perguntava coisas pra Marina da vida privada dela que eram muito desconfortáveis, onde ela tinha estudado, o que os pais dela faziam, umas coisas idiotas, até perguntou uma vez quanto ela media, que ela era mais alta que ele, o que era verdade. _Vocês são fodas, porra, dá pra ver que são dois nerds, dois cérebrinhos, com vocês eu aprendo pra caralho_ ele nos dizia um dia. _Bom, mas o senhor é quem teve a visão de fundar essa empresa_ eu disse, puxando o saco, fazia isso pra aliviar a tensão, mas notei que a Marina não gostou que eu entrasse nessa. O velho sorriu. _Olha, Gabriel, eu não li um livro na minha vida, eu não preciso dessas coisas, não é algo de que eu me orgulhe, mas sou dos caras que fazem as coisas, não dos que leem o que os outros fizeram_ _Bom, ler amplia a perspectiva, expande o campo do pensamento_ disse a Marina, ela estava de pé, paradinha sobre os saltões dela e porra, aquelas pernas musculosas, torneadas ao rubro, eram algo bestial. _Tem gente que não precisa disso_ disse o velho secamente. _Tá, pode ser…_ disse ela, sem querer contrariar. _Por isso me cerco de gente inteligente, como vocês_ disse ele, um pouco mais condescendente. _Mas que velho babaca, olha que se orgulhar de não ter lido um livro na vida, tem que ser…..idiota…_ disse ela como encontrando o insulto certo. Estávamos bebendo algo depois do trabalho. _Parece que ele tá obcecado com a gente, já no trabalho alguém me comentou algo_ eu disse _Sério? O que dizem?_ disse ela num gesto duro, ajeitando o cabelo com a mão. _Que somos os novos mascotes do velho_ eu disse _Por que os novos? Ele já teve outros?_ _Não sei_ eu disse _Bom, é o que tem, mas ele tá me deixando bastante cansadinha, olha, se não fosse, que por sorte você tá sempre no meio, eu denunciaria ele por assédio_ Fiquei surpresa que ela disse isso, bem puta da vida. _ É? Por que você diz isso?_ falei _Porra, Gabriel, você não percebeu? Como ele olha minhas pernas? É um velho tarado, nojento_ disse ela _Mas que filho da puta_ falei. Mas ao mesmo tempo que tava com ciúmes e um pouco puto, pensei que olhar as pernas dela era o que todo mundo fazia no escritório e é que as saias que Marina usava eram curtas demais, essas coxas musculosas, como apertavam sua bunda dura e redondinha, ela parecia cada vez mais gostosa além disso, sabia que ela fazia aulas de zumba e academia todos os dias. E depois aconteceu que um dia o velho me chama na sala dele. _Entra, Gabriel, vai, que bom te ver, garoto, como você tá?_ me disse _Bem, muito bem_ falei, a presença dele me intimidava _Senta, olha, tem uma coisa que eu queria te falar, mas isso deve ficar estritamente entre nós, top secret _ disse, com sua cara libidinosa e de recém-saído da cama. _Tá_ falei _Essa garota, a nova, Marina, você tá saindo com ela? Tá comendo ela?_ Fiquei petrificado. _Na verdade, senhor Ortuño……_ _Me chama de Paco, garoto_ _Na verdade senhor Ortuño, Paco….não acho que sou obrigado a te contar algo….tão íntimo_ falei _Vai, não leva assim, se você tá comendo ela, tá, bom pra você, já te digo por mim não tem problema, se não, que eu acho que não, é que ela pegou carinho por você, como amigo, mas enfim eu gostaria de saber, isso é tudo_ disse Me senti um pouco humilhado, mas ao mesmo tempo senti que tava obrigado a dizer algo. _Não somos namorados, não aconteceu nada entre nós, só amigos_ falei _Eu imaginava_ disse ele se tocando a ponta do sapato, barato, com sola de borracha, com a mão. _ É? Por quê?_ falei _ Que gostosa que a mina é, né? Essas pernas que ela tem, mais gostosa não pode ser, porra, o que eu daria pra….._ disse Fiquei olhando pra ele. _Vai, garoto, volta pro trabalho_ disse ele, sem sorrir, com um gesto duro. Tinha me surpreendido, tudo, que se abrisse assim comigo e por outro lado o fato de ter falado desse jeito se referindo à Marina. Pensei em contar pra ela, mas no final não contei e uns dias depois aconteceu o lance do convite. O velho mandou a gente ir lá. _O que será que ele quer agora?_ disse Marina, ela continuava sem papas na língua com as saiazinhas, era bem loira mas dá pra ver que tinha começado a pegar cor nas pernas, agora levemente bronzeadas. _Entrem, gente, eu já ia sair mas queria falar uma coisa pra vocês. Vocês têm planos pro fim de semana? Gostaria de convidar vocês pra um retiro de trabalho, quero saber tudo sobre a nova campanha e tomar uma decisão final, vai ser na minha casa em Toledo_ disse isso atropeladamente, de pé, na real já estava de saída. _É um convite ou…..?_ começou a dizer Marina _É fora do horário de trabalho, mas vocês vão ser compensados, claro…._ disse o velho _Esse fim de semana?_ eu disse _Na sexta passo pra pegar vocês aqui e no domingo à noite trago vocês de volta_ _Só nós?_ ela disse, dava pra ver que tava atordoada, o velho nos atropelava com as loucuras dele. _Só vocês, vocês sabem que são meu casalzinho favorito_ ele disse Não conseguimos responder, ele tinha nos deixado sem palavras. _Bom, preciso ir agora, na sexta dou folga pra vocês, pego vocês aqui às dez da manhã_ disse o velho e foi embora com o terno desleixado e amassado de sempre. _É muito estranho tudo isso, né?_ ela disse _Bom, ele costuma fazer esses retiros de trabalho_ eu disse, acho que alguém tinha me comentado algo parecido. _Eu não sei se a gente deve aceitar_ ela disse _Bom, não se preocupa que eu vou estar com você_ eu disse _É, eu sei, Gabriel, porra, você é um amor, se não fosse você eu não sei o que faria_ ela disse De repente a ideia de passar um fim de semana inteiro com a Marina começou a me parecer uma ideia do caralho, pensei que seria o momento ideal pra que algo acontecesse, eu de algum jeito seria o herói protetor dela se o velho tentasse alguma coisa fora de lugar. Falei com um dos meus colegas de trabalho e ele me disse que sim, que uma vez tinham feito um retiro de trabalho naquela casa de Toledo, mas que ele não tinha ido. Naquela sexta-feira estávamos lá na porta da empresa, eu com uma bolsa e Marina com uma mala carry on, com rodinhas e uma saia preta e uma camisa branca, que ela amarrava na barriga como um detalhe mais informal que a roupa de trabalho, sapatinhos de salto com a fivela segurando o tornozelo fino. Mais uma vez admirei o quão bem-feitas eram as pernas dela e dessa vez a camisinha com um botão desabotoado insinuava o que todos suspeitávamos, ela tinha uns peitos bons, bem maiores do que se insinuavam, e seu cabelo curto loiro e seu rosto de traços clássicos e retos. _Não sabia como me vestir nem que roupa trazer, te digo a verdade, estou bem nervosa_ me disse ela _Não se preocupa, vamos levar numa boa, vão ser só duas noites_ falei _Depois disso você e eu, Gabriel, precisamos conversar, né?_ disse ela _É? Sobre o que você quer que a gente converse?_ falei _Eu faz oito meses que terminei com meu namorado, meu ex-namorado foi um relacionamento muito longo, sabe, e ainda estou digerindo isso_ _Oito meses é bastante tempo_ falei _Fiquei cinco anos com ele_ me disse ela. _É bastante tempo_ _Você me fez sentir muito bem nesse tempo, obrigada, cara_ disse e me tocou o braço, como costumava fazer, olhei pra ela. Será que Marina tinha querido me dizer algo com aquilo? Nisso soou uma buzina e vimos um carrão estacionar na nossa frente. Vimos aparecer a cabeçorra do velho, com seus cabelos brancos e ralos flutuando sobre a careca. _Sobe, sua Marina, vem na frente e seu namorado vai atrás..._ disse o velho. Não gostei dessa de ir no banco de trás, mas abri a porta pra Marina e ela subiu no carro com um passo elástico e pude entrever o olhar do velho sobre a perna torneada e longa dela, coloquei as malas no banco de trás e me ajeitei. Vi como ela ajustava o cinto de segurança e o carro arrancou. Era uma espécie de nave espacial, nunca tinha estado dentro de um carro parecido, eu nem tenho um e não dou importância para os carros. _Que carro é esse?_ disse ela _Um BMW XM_ disse o velho _Esse carro deve custar mais de 100.000 euros, né?_ disse ela _133.000 euros pra ser exato, mas com carros me acontece o mesmo que com mulheres, me enche o saco rápido_ disse o velho, estávamos a uma velocidade considerável e me deu uma sensação de insegurança ir pela estrada com esse homem já idoso dirigindo uma máquina dessas. _Você gosta de carros?_ perguntou ao velho pra Marina _Como qualquer um, sim, alguns são bonitos, esse é bonito_ disse ela _Os detalhes do interior em madeira são muito bons_ eu disse, não sei por que me saíam esses comentários puxa-saco, não podia evitar. Pensei que o velho estaria se deliciando olhando as pernas da Marina. O velho escolheu a música da viagem sem nos perguntar, muito rock clássico, Credence e Rod Stewart entre outros. Chegamos em Toledo e depois pegamos uma estrada arborizada e subimos umas ladeiras e chegamos a uma casa, totalmente construída em madeira, muito grande. _Essa é minha casinha, meu refúgio na montanha_ disse o velho A casa era muito ampla, não era uma casinha apesar de ser de madeira. _Eu mesma construí_ dizia o velho, enquanto nos mostrava. Não tinha dúvidas de que isso era mentira. Marina parecia bastante impressionada. _Coloquei os quartos juntos, o meu está do outro lado da casa, atravessando a cozinha e a sala_ nos disse. De novo renasceram minhas esperanças de que algo podia rolar com a Marina, ainda mais levando em conta o que ela tinha me dito pela metade antes do velho chegar. _Vocês trouxeram roupa de banho, né?_ disse ele _Não…_ disse ela, já na porta do quarto _A primeira coisa depois de uma viagem de carro é um mergulho na piscina, depois almoçamos, a piscina está por ali_ disse o velho e apontou pra algum lugar. _Não sabíamos que devíamos trazer roupa de banho_ eu disse _Tem sungas e biquínis sobre as camas, eu penso em tudo, garotos_ disse o velho e foi embora. _O que você vai fazer?_ disse ela _Acho que não temos opção, afinal faz calor, não vai ser ruim a piscina, né?_ _Porra, é que eu não acredito em tudo isso_ disse ela _Não devíamos ter vindo, ele vai ficar nos levando de um lado pro outro o tempo todo_ acrescentou, esfregando o pescoço _Bom, se ele ficar muito chato a gente dá uma desculpa e vaza_ eu disse Entramos cada um no seu quarto, tudo estava preparado como um hotel de luxo, as toalhas sobre a cama ao lado de um sunga azul. Me despi, vesti a sunga. Aí bateram na minha porta. _Gabriel, posso entrar_ disse ela, abri a porta e lá estava ela, porra velho filho da puta, ela usava um biquíni fio-dental que quando vi quase morri ali mesmo, a parte da frente se amarrava atrás com um laço e ela veio me pedir pra dar o nó. _Isso tudo é muito estranho, se não fosse você, eu sairia correndo, olha_ disse ela, enquanto eu dava o nó no biquíni não conseguia parar de olhar pra bunda dela, o fio-dental sumia entre as nádegas, redondas, lisas, ela tinha uma bundona que combinava com as pernas incríveis. Mesmo sem salto as pernas dela continuavam brutais, ela tinha um corpão, a cintura fina e os peitos confirmavam tudo, o segredo mais bem guardado da Marina, eram uns peitões do inferno e o biquíni era muito pequeno, tanto o fio-dental quanto o sutiã. _Porra, você se cuida, muito, tá muito forte, viu_ disse ela e tocou meu braço de novo, senti meu pau dar um pulo dentro da sunga Sim, tinha ido bastante à academia naquele inverno. _Valeu, você também tá muito bem_ eu disse _Valeu, imagina esse velho de sunga, consegue imaginar?_ disse ela Sorri, ele tinha querido nos impressionar com o carro e com a casa, mas a falta de preparo físico dele seria evidente perto da gente, então me senti mais confiante. _Ele falou pra que lado é?_ disse Marina, ela usava um chinelo e eu também, os dedinhos dos pés dela eram delicados e pequenos. _Acho que sim_ eu disse, uma trilha de lajes ia até um jardim, atrás da cozinha, vimos a piscina de muito bom tamanho, uns guarda-sóis e sobre uma espreguiçadeira o corpo obeso e rechonchudo do velho, entrevi sua grande barriga sebosa. Nos aproximamos, escutava-se o correr da água fresca em pleno meio-dia. O velho se levantou da espreguiçadeira. _Vamos ver vocês, meu casalzinho_ disse, ficou de pé e então eu o vi. A barriga obscena, o corpo seboso e bastante peludo, grisalho, as pernas grossas e usava uma sunga estranha, uma espécie de sunga brasileira, e marcava um pacote volumoso e, a menos que ele tivesse enchido com alguma coisa, era evidente que ele tinha um pauzão descomunal ali entre as pernas. _Mas como vocês dois estão bonitos, carne de academia e juventude_ disse ele com um sorriso. Olhei para Marina e ela estava completamente sem graça, provavelmente tinha visto o mesmo que eu, pensei que o velho era tão idiota que bem poderia ter enchido aquela sunga com algodão. _Aí vocês têm uns frutos do mar e umas cervejinhas_ disse apontando para a mesa e depois se jogou na água. Eu estava com fome, então me aproximei da mesa, peguei um camarão e me servi um pouco de cerveja. _Que velho mais idiota_ disse ela no meu ouvido. Estava muito próxima de mim e pude sentir seu cheiro e seu perfume. _Quer cerveja?_ disse, me dava vergonha estar falando dele estando tão perto, embora agora o desgraçado estivesse nadando. _Ele deve ter enchido com alguma coisa aí embaixo, que idiota_ voltou a dizer ela, vi que Marina estava com o rosto corado e vermelho de vergonha, seus peitões oscilaram, tinha a barriga lisa e malhada e suas coxas eram tão musculosas e carnudas que cortavam a respiração. _Venham para a água, pessoal, não percam isso_ disse ele, não ia nos dar trégua o maldito, estávamos nas mãos dele. Entramos na água também, nadamos um pouco. _Porra, tá bom aqui, né?_ disse o velho. Marina estava com o cabelo molhado, já, seu rosto ficava ainda mais bonito com o cabelo encharcado. _Sim, curto muito isso, faz muito tempo que você comprou esta casa?_ disse ela. _Eu mesmo construí, faz uns dez anos, depois que minha segunda esposa morreu, era hora de começar de novo_ disse o velho _Ah, desculpa_ disse ela e se endireitou um pouco e suas tetas encharcadas apareceram, e os mamilos ficaram transparentes, ela voltou a mergulhar mais um pouco. _Pronto, a vida te dá oportunidades, sempre, perdida e oportunidade, é isso_ disse o velho, o odiei naquele momento, porque Marina pareceu olhá-lo com menos ódio e eu sabia que era tudo uma lenga-lenga sem sentido que o próprio velho tinha ouvido por aí. _Sim, é verdade…_ disse ela O velho saiu da água, olhei a sunga molhada também ficava bem transparente, não era enchimento o que ele levava ali, era um pedaço de pau, delineado pelo tecido fino, até dava pra ver a cabeça do pau e a forma como se movia de um lado pro outro como um puto morto enfiado ali dentro do tecido. Vi como Marina olhava pro outro lado e voltava a mergulhar, as nádegas compactas e firmes emergiram por um momento como os lombos de uma baleia, o velho trocou um olhar cúmplice comigo enquanto se secava com uma toalha. Depois comemos aqueles frutos do mar e bebemos cerveja gelada e depois o velho nos disse que ia tirar uma soneca. Marina também me disse que estava um pouco cansada e ia dormir um pouco. Fomos pros nossos quartos. _Ei, Gabriel, quando eu acordar da soneca, te chamo, tá?, não quero ficar sozinha com ele_ disse ela _Sim, fica tranquila_ _Que velho tão idiota, né?_ voltou a me dizer, ela estava com uma toalha em volta da cintura e assim com essa espécie de saia as pernas dela ficavam tão espetaculares como quando usava minissaia. _Por que você diz isso?_ falei _Nos trazer até aqui pra gente ver o carro, a casa e o pau que ele carrega, por mim como se ele tivesse um metro_ disse ela com raiva contida. _Porra, como você fica gostosa quando fica assim_ disse. Tentei beijá-la, meus lábios tocaram os dela. _Não Gabriel, espera, ainda não_ disse ela e me afastou com a mãozinha no meu peito _Tá_ _Não vou conseguir lidar com os dois, cara, com esse velho tarado e com você_ disse ela com certo reproche. _Tá, desculpa_ _Vamos dormir um pouco e depois conversamos_ disse ela. Ia entrar no meu quarto. _Gabriel_ disse ela, na moldura da porta. _O quê?_ _Você também me atrai, mas tenha um pouquinho de paciência comigo_ ela estava muito gostosa, com o cabelo ainda molhado _Pode contar com isso_ disse e peguei a mãozinha dela. Depois entramos cada um no seu quarto. Eu me deitei na cama e fechei os olhos, mas a visão do corpo espetacular da Marina me obcecava a mente. Era um corpo de amazona, firme, musculoso, acostumado a fazer muito esporte, notei que ela nadava muito bem também, um corpo potente e exquisito ao mesmo tempo. O rosto de loira dela, clássico, um pouco frio e distante não combinava totalmente com esse corpão de guerreira espartana. E depois aquele velho filho da puta, que babaca, montar uma palhaçada dessas pra mostrar o pauzão dele. Então comecei a tocar minha pica, você também me atrai, ela tinha dito, porra, talvez hoje à noite mesmo, porra, e acabei gozando na solidão daquele quarto alheio, como o de um hotel, tinha uma televisão, liguei, mas depois de um tempo dormi. Quando acordei, já era muito tarde, eram quase cinco da tarde, tinha dormido duas horas. Me vesti, coloquei uma camisa e uma calça e descalço, saí pro corredor e bati na porta do quarto da Marina. Ninguém respondeu, tentei de novo, me parecia estranho que se ela tivesse acordado não tivesse me chamado, abri a porta, temerariamente, mas não tinha ninguém ali. Na verdade, a cama parecia como se ela nem tivesse se deitado. Cheguei até a sala, tinha um fogão a lenha, com pedra ao redor da madeira e vários sofás e umas janelas grandes que davam pro exterior, vi o BMW do velho sobre a entrada de cascalho e então algo estranho me chamou a atenção, uns chinelos, um do lado do sofá e o outro um pouco mais além, eram os chinelos que ela tinha usado na piscina. Fui até a piscina, não tinha ninguém lá também, comecei a me preocupar, mas sem saber por que deveria estar preocupado. E depois lembrei que o velho tinha dito que o quarto dela ficava do outro lado da casa, percorri um longo corredor, tinha várias portas fechadas, um quarto aberto, nele tinha uma vitrine, com armas, espingardas de caça e alguns rifles e uns sofás de couro e saí de novo pra aquele corredor e escutei um som como o ranger de um móvel ou de uma cama e andei descalço por aquele corredor e meus pés se enroscaram em algo, era um pedaço de tecido. Estava um pouco escuro e no começo não vi bem do que se tratava, levantei do chão e fiquei pasmo, era o sutiã do biquíni, aquele que eu mesmo tinha ajudado a dar o nó nas costas da Marina. E depois escutei um gemido, abafado, mas claro, nítido e depois me aproximei da porta que sobrou e encostei um ouvido nela e escutei, um gemido abafado como o anterior e outro e um som como de chupada e um novo gemido feminino? _Oh!......._

0 comentários - O chefe e o convite Parte 1 (Conto