O que, a princípio, sempre me pareceu impossível, agora sei que pode acontecer, só precisa que as circunstâncias certas se deem. Nunca diga "dessa água não beberei".
Como introdução, o que eu pensava naquela época do meu irmão? Nada, não pensava nada, nem bom nem ruim.
Embora eu seja um pouco mais velha que ele, a diferença de mentalidade me parecia mais acentuada. Também não vou me achar super madura; a experiência me mostrou que ele não era tão criança quanto parecia ou eu agora quero acreditar que era diferente dos outros.
Como dá pra ver, estou tentando me justificar. Tento justificar o injustificável aos olhos da sociedade. Mas será que essa sociedade, que censura essas atitudes, já viveu o que a gente passou? Não, não viveu, e sempre, sempre, o mais fácil é condenar.
Até eu mesma me culpo! (Mas só um pouquinho)
Eu me apaixonei por ele. Sim, pelo meu irmão. Se me falassem de outras pessoas, eu diria que é impossível, como você pode se apaixonar por um irmão? Não sei, mas aconteceu comigo. O quanto eu chorei, o quanto eu xinguei… Só Deus sabe.
E tudo por uma besteira, sempre é por besteiras, é quando te pegam desprevenida. Vou explicar:
Como em um dos tantos fins de semana, praticamente todos do ano, nos deixaram sozinhos; meus pais raramente estão em casa. Meu irmão Andy aproveitava essas ocasiões pra trazer alguma amiguinha aqui, ver um filme e, claro, transar. Ou várias vezes.
Não é que me importasse muito, geralmente eu fazia o mesmo, chegando até a dividir jantar e filme com ele; com eles, devo dizer.
Andrés, 19 anos, lindo pra caralho (sempre do meu ponto de vista). Tem cabelo castanho, quase preto, e olhos bem azuis, é bem sarado, sem exagerar. Desde que tirou o aparelho, tem um sorriso de sonho, deixa todas as gostosas loucas. Além disso, tem uma lábia danada e, mesmo sendo um safado (no bom sentido), faz umas carinhas de bonzinho que te deixam chichi pepsicola.
Eu sou… Bem, me considero gostosa, tenho cabelo castanho mas faço mechas loiras, olhos azuis, mas não têm a intensidade de cor dos do meu irmão. É que os dele são alucinantes. Tenho orgulho do meu corpo, acho que tenho a bunda e os peitos no lugar certo, na medida certa. Não me destaco em nada especial, mas acho que o conjunto é nota alta.
Falando nisso, fim de semana sem os pais, normal, amigo que vai vir em casa, jantinha e, já que os chefes não estão, aproveitar o quarto deles. Ao falar com Andy pra perguntar sobre os planos dele, os mesmos que os meus e com a mesma intenção.
Acabamos sorteando o quarto dos pais e tive a sorte de ganhar. É que, além de TV de plasma com 3D, DVD, HD com um monte de filmes, cama tamanho extra, tem um banheiro com hidromassagem de alvenaria que nem os do Big Brother.
Veio meu amigo “com direito a roçar” Quique, um cara estupendo que eu curtia bastante. Não tanto pra namorar sério com ele, mas pra dar uma aliviada de vez em quando.
Quase ao mesmo tempo chegou Vanessa, Vany, quase namorada do Andy. Eu sinto muito, mas o nome Vanessa me irrita, já começava mal com essa garota. Mas ela acabou sendo simpática, além de lindíssima. Pelo menos, o que tinha sabia explorar muito bem, não me admirava que meu irmão quisesse pegar ela.
Entre risadas e drinks, passamos uma tarde super agradável os quatro. Fumamos uns baseados e bebemos a gin e o rum do bar do meu pai. Não tinha problema, na despensa tinha mais; de bebida, minha casa sempre foi muito bem abastecida.
Na hora de fazer o jantar, com um bom pileque (ou bêbada perdida), decidi por uns espaguetes com molho de cogumelos e ovo que ficam estupendos. Rindo igual todo mundo, drink na mão, fui pra cozinha colocar a água pra ferver numa panela e cebola pra refogar em outra pra fazer o molho.
Comecei a me enroscar entre panelas e frigideiras; Sempre que entro na cozinha, se não for pra fazer o cardápio do dia, encaro com gosto, curto fazer as coisas direito. Além disso, minha mãe insiste que o amor se conserva pelo estômago, então tem que saber cozinhar (mais vale prevenir).
Depois de um tempinho, a água ainda não tinha fervido, chamei o Quique pra vir me ajudar, queria que ele batesse uns ovos onde eu ia jogar o espaguete depois. Da sala, ele disse que não fazia a menor ideia de como bater ovos, mas soltou isso dando uma gargalhada. Não curti muito, além de você se dispor a fazer o jantar, ainda ter que lidar com o parceiro não dando uma mão…
Sabendo como sou com essas coisas, fico puta pra caralho quando me deixam na mão, aí o Andy apareceu pra me dar uma força. Ainda bem que, no fundo, ele é um cara foda, outro qualquer teria ignorado tudo e deixado eu armar o maior barraco com o Quique, que merecia mesmo.
Fiquei meio bolada, mas meu irmão, com aquele sorriso charmoso e os olhos azulíssimos (naquele momento, como eu digo, ele tava com os halogênios ligados), conseguiu me fazer rir e passar o ranço.
Seguimos fazendo o jantar, batendo papo super animados, falando sobre nossos respectivos parceiros enquanto terminávamos os cubas-libres e fumávamos um baseado que ele bolou na minha frente. É bom ter um irmão tão jeitoso assim.
Pensei então que queria que o Quique fosse igual a ele. Sabia se divertir e sabia ser agradável. Talvez pela raiva, talvez pelo meu irmão, talvez pela brisa que eu tava, naquele momento tava pouco me lixando pro "amigo com direito a roça". Foi o Andy, com suas graças e suas besteiras, que me fez recuperar o bom humor.
Quando ficou tudo pronto, fomos pra sala com a travessa de espaguete, o molho, os pratos e os talheres, além de uma garrafa de vinho bom que meu irmão tinha aberto.
Não tenho palavras pra explicar como me senti naquela hora. A Vany e o Quique estavam se pegando no sofá, ela com a camiseta no pescoço mostrando o sutiã, com a calça desabotoada, com a mão do meu parceiro enfiada suas pernas, dando pra ver claramente que ele tinha metido a mão por baixo da calcinha dela, chegando até a buceta. Ela tava segurando a pica dele que saía pela braguilha e batia uma pra cima e pra baixo enquanto os dois se beijavam de boca aberta, igual uns loucos.
Eu, Quique, achei engraçado, mas o Andy tava bem caidinho pela Vanessa. Não sei se fiquei mais puto por ele ou por mim; a gente começou a gritar, a xingar eles de tudo quanto é nome.
— Puta! — Meu irmão soltou, pegando a mina dele de mal jeito e levantando ela do sofá.
— E na minha cara, vagabunda! — Continuou — Cê acha que pode vir aqui e dar pra outro? Sua piranha! Puta merda!
Meu irmão tava vermelho de raiva, parecia que a qualquer momento ia dar um tapa na cara da mina. Então, depois de dar um olhar de ódio pro Quique — que eu queria era estrangular devagar —, tentei acalmar ele.
— Deixa pra lá, Andy, não vale a pena. Nenhum dos dois vale a pena.
Mas o idiota do Quique tinha que foder tudo.
— Pelo que eu sei, vocês não tão namorando sério. E você e eu também não; se seu irmão deixa uma gostosa igual a Vany sozinha... Já sabe o risco, mano. Aqui, quem não corre, voa.
Claramente, ele tava muito doidão de álcool e baseado, e o tom dele foi totalmente de desafio. Conhecendo o Andy, o Quique podia se dar mal. Talvez eu devia ter deixado rolar, que se fodesse aquele imbecil. Porque ele tava me rebaixando pra essa vagabunda que mal devia ter 18 anos.
Vendo a chance, a tal Vanessa se agarrou no comentário do meu parceiro.
— Olha, cara — Ela falou pro Andy — Uma mina como eu não se deixa sozinha por muito tempo. Eu sou muita mulher, muita mulher pra você sozinho, otário.
Por pouco eu não puxei os cabelos dela. Não fode, a princesa! Muita mulher pro meu irmão! O que ela pensava que era? Tirando uma onda com a gente na nossa própria casa!
Andy, quase tendo um treco, foi pra cima deles, mas eu parei ele me colocando na frente. Fisicamente, o Quique não aguentava nem um tapa; meu irmão ia Podia derrubar ela com um tapa só. Pegou a bolsa dela, o casaco dela, a jaqueta do idiota e, abrindo a porta, jogou tudo na rua.
— Saiam! Saiam dessa casa, seus filhos da puta! E você — disse se referindo à Vanessa — Nem pense em me ligar de novo na sua vida de puta, sua vadiazinha de merda.
Bateu a porta com força, ouvimos as vozes deles do outro lado, mas não entendemos nada. Ficamos destruídos em casa; uma noite agradável e bem planejada que foi pro caralho por culpa de dois sem-noção. Porra, que merda!
Sem ter nada melhor pra fazer, enquanto ruminávamos nosso mau humor, Andy serviu um shot de tequila e me ofereceu outro, que aceitei sem hesitar.
No quinto shot e no segundo baseado seguido, estávamos rindo de tudo e de todos enquanto devorávamos o espaguete.
— Com um par de idiotas desses a gente foi se envolver. É de cagar e não limpar o cu — ele me disse rindo — Mas não é que eles foram e começaram a se pegar na nossa frente? Tem que ser muito sem vergonha. E seu amiguinho, que filho da puta, tava te botando uns chifres do tamanho do mundo…
— Pois é. Não sei se vou continuar com sua Vany ou não, mas comigo, ele que se prepare. Você tem razão, que idiotas! Mas, sei lá, talvez tenham sido os baseados e os drinques — tentei amenizar.
— Ah, sim! Drinques e baseados! Eu não tava passando a mão em você nem te beijando como se não houvesse amanhã. Que mina sem noção! Você é muito mais mulher! Que vão tomar no cu, que os deuses sodomizem eles pelo caminho.
Achei a frase engraçada e tive um ataque de riso. Meu irmão se contagiou, mas não percebi — ou melhor, não me toquei — que ele tinha acabado de plantar uma semente nada recomendável.
Depois de nos acalmarmos um pouco, continuamos sentados jantando nosso espaguete mal passado. Tinha ficado dos deuses e a garrafinha de vinho descia superbem. Depois de detonarmos nossos respectivos, começamos a falar de coisas nossas, com intimidade, como se estivéssemos num encontro… Porra! Ele tava me fazendo sentir Muito, muito confortável.
Poderia dizer que a quantidade de álcool e maconha que a gente consumiu nos deixou bem mais relaxados e empáticos, não estaria mentindo. Mas tinha que admitir que, se estivesse com o Quique, é bem possível que não me sentisse igual.
Mais excitada, sim. As expectativas de transar com ele me deixaram mais tarada do que o normal, mas também não vamos exagerar, era uma situação típica, não tava morrendo de vontade de dar uma foda acima de tudo, só queria passar uma noite de sábado agradável, em casa, com um bom amigo e a companhia do meu irmão com a namoradinha dele.
Terminando de recolher os pratos e talheres, levamos tudo junto pra cozinha. Lavamos as panelas e frigideiras, colocamos a louça na lava-louças, sem perceber eu tava agindo com o Andy como se ele fosse meu namorado. Falava o que ele tinha que fazer, o que lavar, onde guardar…
Ele me olhava divertido, tenho certeza de que sabia que eu tava agindo assim sem perceber. No fim, entre risadas, ele me falou:
— Ei, Ana, eu sei que você queria estar com o Quique, mas eu sou seu irmão, já sei onde guardar as coisas e o que fazer na cozinha.
Isso me deixou meio sem reação, fiquei olhando pra aqueles olhões dele e, percebendo que ele tinha razão, fiquei vermelha que nem um tomate e comecei a rir.
— É verdade, tava perdendo um pouco a cabeça. Tanto cuba-libre e tanto shot batem forte. Não costumo beber muito e agora tô com uma baita larica.
— Pois é, mais a maconha que você fumou. Porque beberona eu não sei, mas fumante…
Ele caiu na gargalhada vendo minha vergonha.
— Vai pro caralho! Como se você também não tivesse fumado!
— Não fica brava, era brincadeira. Só tava tirando um pouco o sarro da minha irmã mais velha. — Ele falou com sarcasmo.
— Ei, gostoso! Mais velha nada! Tenho um ano e meio a mais que você, só isso. Vai ver se você tá aqui com a sua avó? — Respondi meio irritada.
Rindo, ele me deu um abraço que me acalmou completamente.
— Não fica brava. Você é a mina mais gata que eu conheço. Te juro. Eu falei quando aquele par de imbecis estavam se pegando, se não fosse teu irmão, eu estaria contigo, não com a puta da Vany. Isso, se você quisesse, claro, porque você é do tipo que pode escolher qualquer um e, talvez, eu não seja seu tipo.
Porque ele me abraçou, senão... Acho que as papoulas não eram tão vermelhas quanto meu rosto naquele momento. Eu estava ficando toda sem jeito... tinha que responder alguma coisa, tinha que quebrar aquele abraço, estava acontecendo algo estranho comigo e era meu irmão quem estava causando isso...
-Talvez não... Ou, talvez sim, quem sabe? – Respondi o mais calma que pude, me afastando dele.
Fui para a sala, me servi de outro shot, precisava de bebida forte pra acalmar um pouco os nervos que o Andy tinha me dado.
Ele veio atrás de mim, se serviu de outro enquanto se sentava no sofá.
-O que você tá a fim de fazer? Eu ainda tô a fim de ver um filme, mas só tinha um pornô pra ver com a Vanessa e não rola. Vamos pro quarto dos pais e botamos um em 3D?
Fiquei pensando um segundo. Ver um filme com o Andy na cama dos meus pais? Do jeito que eu tava me sentindo agora, era meio estranho... Mas, verdade, tava com muita vontade.
Garrafa na mão, fomos pro quarto principal, escolhemos um filme do HD e, bem espalhados na cama, nos preparamos pra assistir. Meu irmão tinha escolhido um totalmente de macho, Transformers. Os efeitos especiais não eram ruins, mas, pra ser sincera, não tava entendendo nada.
Ele curtia, dava pra ver que ficava tenso nas cenas de ação daqueles carros robôs muito bem feitos. Não lembro o nome do ator, não me chamou muita atenção, mas a mina era bem gostosinha...
Comentando com o Andy, ele disse que sim, que gostava daquela atriz (também não sei o nome dela).
-De certo modo, ela se parece bastante com você – Ele falou bem tranquilo.
-Essa? Comigo? – Fiquei meio pasma. Não via semelhança nem no branco dos olhos.
-Sim, ela tem um quê, principalmente no tipo. De rosto, Você é mais gostosa.
Fiquei muda porque ele falava sério. Bom, sério, sério… Ele falava vendo o filme, sem olhar pra mim, mais concentrado no que tava rolando do que na minha pessoa.
Não quis insistir no assunto. Tava com vontade de perguntar “Cê me acha bonita?” Era óbvio que sim, a não ser que ele tivesse me zoando. Comecei a ficar meio inquieta por meu irmão ser capaz de me avaliar fisicamente, já era a segunda ou terceira vez que ele me falava isso hoje.
Não quis ficar mais bitolada, tava um pouco (ou muito) chapada depois de tanto beber e fumar. O filme não me interessava nada e, sem perceber, fui apagando.
Num momento da noite, acordei com a boca igual um pano de chão, pedindo um copo d’água aos berros. Tava meio perdida, aquilo não era meu quarto, não era minha cama… Me toquei onde tava, meu irmão dormia do meu lado, em cima do edredom, vestido só de camiseta e cueca boxer de pano. Eu, por outro lado, tava coberta por um cobertor, devia ter sido ele quando eu capotei. Ele tinha apagado a luz, a TV e, sabendo que sou muito medrosa, tinha deixado uma luminária acesa no corredor.
Que fofo!
Fui beber água no banheiro e, de quebra, fazer minhas necessidades. Quase me mijei toda. Ainda sonolenta, me lavei no bidê em vez de usar só papel higiênico. Ao me secar, percebi a merda que tinha acabado de fazer.
Tava com a cabeça pesada e doendo de ressaca. Peguei um par de aspirinas, tomei e, sem pensar, voltei pro quarto dos meus pais como se fosse o meu.
Tirei a calça que tava usando, fiquei só de camiseta e fio dental, abri os lençóis e, cobrindo o Andy com o cobertor, me enfiei neles. Não demorei nem dois segundos pra apagar.
Depois de um tempo, me pareceu que meu irmão também se enfiou entre os lençóis, não sei se tava sonhando ou se foi real.
Tava com frio, tinha uma fonte de calor um pouco mais longe. Me aproximei dela e me encostei o máximo possível, senti como se estivesse esmagando meus peitos contra ele. costas. Depois de um tempinho, tava no céu, bem aninhada fazendo colherinha com ele. Mas aí fiquei inquieta, virei de lado, e ficamos costa com costa…
Tava quentinha e bem confortável, mas… As costas dele tavam duras… Dei uma roçada com minha bunda na dele, esperando… Só mais conforto. Isso, só isso.
Ele virou, ficou igual eu tava antes, colando o peito dele em mim. Agora sim tava bom…
Cinco minutos depois, tava histérica, ele tava soprando na minha nuca, me deixando louca. Joguei a cabeça pra frente, sem me afastar dele, e consegui me acalmar um pouco.
Acordei meio sem jeito, não entendia o que tava rolando, alguma coisa me tocava… Me acalmei quando vi que era só a mão do Andy no meu peito. Ainda bem, pensei que fosse outra coisa. Voltei a dormir que nem uma pedra, com uma sensação gostosa e um zumbido na cabeça… Bah, besteira minha.
Alguma coisa tava me incomodando de novo. Por que eu tava acordando? Tava sentindo outra coisa, queriam enfiar algo no meu buraco… Quem? Por quê? Tava perplexa, não entendia nada…
Quando minha mente conseguiu processar com um pouco de clareza, me deparei com um pau enorme tentando perfurar minhas entranhas. Antes de me mexer, de reagir de qualquer jeito, já tinha metade dentro de mim e já tava batendo no fundo da minha boceta. Caralho, que troço!
Tavam mordendo de leve minha nuca, tavam apalpando meus peitos. Com surpresa, percebi que eles tavam duríssimos, com os bicos parecendo chifres de touro, e eu tava adorando… Tentei relaxar, precisava fazer o pau do meu amante entrar inteiro…
Enquanto a mão que apalpava meu peito descia pra esfregar meu clitóris, a excitação foi subindo ao máximo, tentando relaxar os músculos da buceta… Consegui, senti os pelos pubianos dele nas minhas nádegas… Que dor! Que gostoso! Como ele se mexia! Tava me levando pro paraíso… Meu irmão era foda…
Porra! Meu irmão!
Me soltei como pude e pulei da cama igual mola, dando um grito. Grito de susto pra caralho.
Acendi a luz, eu olhava horrorizada pra cama, uns olhos azulíssimos e alucinados me encaravam…
Gritei de novo, tapando a boca com as mãos, olhando praquele mastrão enorme, Andy só balbuciava desculpas…
— Eu, eu, desculpa… Ana… Desculpa… Não sabia… Achei que era a Vany…
Saí correndo dali, vestida só com uma camiseta, pelada da cintura pra baixo. Nem lembrei de pegar minha calcinha. Me tranquei no banheiro, tava além do susto. Entrei no chuveiro, debaixo d'água quase fervendo, me esfregando com uma luva de crina até doer. Lavei minha buceta igual uma possessa, tinha que tirar de mim qualquer vestígio do que tinha rolado.
Quando saí do banheiro, só de roupão, encontrei ele esperando lá fora. Tentou se aproximar, me abraçar, se desculpar…
Antes que me tocasse, pulei pra trás gritando.
— NÃO ME TOCA!
Pareceu que tinha levado uma ferroada, ele se afastou me deixando passar, pedindo desculpas.
— Ana, desculpa, não sabia que era você, achei que era a Vanessa…
— Tá me comparando com aquela puta? — Gritei histérica.
— Não, não, não. Só que não percebi que era você. Cê não vai achar que fiz de propósito, né? — Falou todo arrependido.
Não sabia o que pensar, tava nervosa pra caramba, meu próprio irmão tinha enfiado o pau em mim. E que pau! Não sabia até que ponto ele tinha consciência, porque eu soube desde o começo, só não soube reagir. Me fez sentir um lixo, tão promíscua quanto a amiga dele, pior até…
Saí correndo de novo pro meu quarto, onde me tranquei com o ferrolho. Ouvi ele do outro lado da porta.
— Ana, me perdoa. Não quis dizer isso, você é maravilhosa; sabe que nunca te machucaria. Perdão, por favor, me perdoa.
Enquanto enfiava a cabeça no travesseiro, soluçando, não consegui responder. Ouvi ele indo embora pelo corredor e me senti ainda pior. Tinha gostado e isso me fazia sentir culpada. Conhecendo ele, sabia que tava falando sério. A verdade é que eu não tinha percebido. Com o tanto que a gente tinha bebido e fumado…
Era isso! Por isso que eu não reagi! Por causa do álcool e da maconha!
Soluçando, parei de chorar e consegui me acalmar um pouco. Ainda muito nervosa, me aproximei do quarto dos meus pais, agora vazio. Remexi as gavetas da mesinha da minha mãe até encontrar uma caixa de Lexatin. Tomei um par de comprimidos e voltei pra cama.
Até a manhã seguinte, não lembro de nada. Com muito receio, sem saber direito se tinha acontecido ou se foi um sonho, fui pra cozinha tomar café. Já era meio-dia, me sentia meio de ressaca e com o corpo estranho… E lá estava ele, tomando uma xícara de café, com uma aparência desleixada, umas olheiras enormes e cara de quem tinha chorado.
Ele chorado! Então devia ser verdade o que aconteceu na noite passada…
Ele se levantou assim que me viu, veio na minha direção com cara de súplica, eu fiquei paralisada. Me abraçou enquanto pedia desculpas de novo, se desculpando, pedindo pra gente não acabar com aquela relação fraterna tão boa que a gente tinha…
No meio de um turbilhão de pensamentos, mal ouvia ele, mas sentia o hálito dele no meu pescoço, meus peitos esmagados contra o peito dele… Meus nervos à flor da pele, a histeria ameaçando tomar conta… Se continuasse assim, eu ia gritar.
Consegui me soltar do abraço dele, virar o rosto pra ele não ver minha agitação. Me servi um café com leite, disfarçadamente tomei outro ansiolítico…
— Tá bem, Andy, não sei o que aconteceu ontem à noite, tava muito bêbada. Só lembro que teve algo que não devia ter rolado. Vamos deixar pra lá, tá? Não quero que a gente fale mais nesse assunto, nunca aconteceu, ok?
— Por mim tudo bem, Ana. Não me perdoaria se por causa de algo assim, algo que eu nunca teria feito, a gente ficasse brigado. — Ele disse, bem triste.
— Tá bem, então não se fala mais nisso. — Falei com decisão.
No entanto, nossa relação mudou. Nem pra melhor, nem pra pior. Simplesmente ficou diferente. A partir daquele fim de semana, Andrés não trazia mais amigas pra casa, a gente não passava mais as noites juntos e Cena com filme com nossos respectivos parceiros. Se alguma vez eu vinha com alguém, só fazia isso já bem tarde, indo direto pro meu quarto.
Aqueles dias, infelizmente, eu sempre estava acordada, trancada no meu quarto, ouvindo os gritos de prazer que as garotas que ele trazia soltavam. Ele devia dar um tratamento fabuloso pra elas, eu tinha sido testemunha de um pouquinho disso.
Se alguma vez, muito raramente, eu ia com algum cara pra casa com vontade de algo, sempre acabava insatisfeita, nenhuma rola parecia com a do meu irmão, nenhuma me preenchia e, mesmo que eu chegasse a um orgasmo tímido, não me saciava, não tirava o Andy da minha cabeça.
Porque, toda noite, sozinha no meu quarto, eu lembrava daquilo, lembrava como ele amassava meus peitos, meu clitóris… Como ele me penetrou com aquela ferramenta alucinante… É curioso porque, na manhã seguinte ao que aconteceu, eu mal me lembrava. Agora, parecia que eu estava vivendo aquilo continuamente, cada vez era melhor, minha imaginação estava engrandecendo o acontecimento até limites insuspeitados.
Andrés, cada vez estava mais carinhoso comigo, acho que buscava a redenção com o comportamento dele. Mas, ao mesmo tempo, era mais distante, não se aproximava de mim, não me abraçava… E eu estava indo, aos poucos, pro fundo do poço do desespero. Só ele seria capaz de me tirar dessa maré, mas eu sabia que, se fizesse isso, ambos nos condenaríamos.
Cada vez eu tinha menos vontade de sair com caras, nem com direito a roçar nem sem. Toda noite acabava me masturbando pensando no Andy e toda noite chorava, me sentindo vazia e suja, cada vez que chegava a um orgasmo.
Um dia, minha mãe, me vendo num estado bem ruinzinho; eu tinha emagrecido e sempre estava com olheiras; veio conversar comigo. Reconheço que não tava nem um pouco a fim, mas não tive escolha a não ser sentar com ela.
- Ana, minha filha, tô muito preocupada. Mesmo que você ache que a gente não percebe, seu pai e eu estamos sempre de olho em vocês. Eu sei que você vai pensar que é pouco tempo que passamos juntos, mas isso não Isso significa que a gente não precisa se preocupar. E você tá com alguma coisa, algo que não quer contar pra gente. Sabe que pode confiar na sua mãe, né?
– Sim, mãe, pensei: só queria te contar que um dia, sem querer, o Andy me comeu e agora vivo obcecada com isso, não consigo pensar em outra coisa, nenhum cara me satisfaz. O que eu faço?
Eu teria demorado menos e ela já me mandava pra um psiquiatra. Talvez fosse o que eu precisava, mas não o que eu queria. No entanto, só respondi:
– Você tem razão, mãe. É por causa de um cara. Eu gosto muito dele, mas ele não me dá bola, parece que curte outras ou não me nota por algum motivo, sei lá. Tô ficando louca.
– Ah, filha, por causa de um cara. Com a gostosa que você é, duvido que tenha algum que resista se você realmente quiser ou gostar dele. Quando eu era como você, não tinha cara que me vencesse, se eu queria algum, sempre conseguia. Não se preocupa, se você realmente quiser, vai dar um jeito de enganar ele.
Ela me deu um beijo na testa e seguiu com a vida dela.
Enganar ele? É disso que se trata, mãe? Não, não é isso, é que ele é meu irmão…
E por que não? Tô possuída, vivo obcecada. Por que não vou saciar minha vontade de ficar com ele?
Porque não pode, não pode, não pode…
Tava quase batendo no fundo do poço. Minha mãe tentou falar comigo mais umas duas vezes, e até meu pai tentou intervir e acalmar meu ânimo.
Era fim de semana, eu tava muito mal, não tava a fim de sair pra nada. Como o Andy tinha saído no meio da tarde, me enfiei no quarto dos meus pais pra ver filmes românticos, daqueles que você chora um pouquinho e depois termina bem. São os mais bestas, mas os que eu mais gosto quando meu humor tá baixo e, naquela hora, tava baixíssimo.
Não lembro qual filme eu tava vendo quando o Andrés apareceu. Ele veio sozinho e não era nem meia-noite. Me cumprimentou normal, carinhoso, como sempre. Perguntou sobre o filme, contei um pouco da história. Ele fez cara de “aff”. Perguntei como é que que tinha chegado em casa tão cedo, me respondendo que simplesmente não tinha plano com nenhuma garota e não tava afim do que os amigos dele iam fazer.
Ele foi pro quarto dele, me deixando com meu filme. Mas o simples fato de estar na cama dos meus pais, de saber que ele estava perto, fez minha fantasia começar a voar. Voltei a relembrar, exatamente como eu tinha idealizado, a noite famosa, me excitei sozinha, minha mão se perdeu entre minhas pernas… Meus dedos esfregavam meu clitóris, eu chupava eles e fazia círculos na minha zona mais sensível… Um dedo, depois dois, se perderam dentro de mim… Esfregava, enfiava, tirava… Andy, Andy, Andy… Explodi num orgasmo tão espetacular quanto vazio, chorei de impotência enterrando o rosto no travesseiro, enchendo ele de lágrimas de culpa, de infelicidade, de amargura, de impotência…
Isso não podia continuar assim, eu tava me destruindo sozinha.
Lavei o rosto, fui pra cozinha preparar algo pra jantar, ao passar pela porta dele, perguntei pro meu irmão se ele queria comer algo, mais por educação.
Ele respondeu que a mesma coisa que eu fosse comer. Comecei a fazer uns sanduíches, de salmão com queijo, sabia que o Andrés adorava.
E foi aí que eu decidi, enquanto preparava a comida dele, naquele momento, tudo foda-se, eu ia atrás dele. Mamãe tinha me dito que nenhum homem resistiria a mim se eu realmente estivesse disposta a fazer o que precisava, Andy não ia ser diferente.
Pensei que ele achava que eu era bonita, um ponto a meu favor. Que eu era gostosa, segundo ponto a meu favor. Dos pontos contra, eu daria um jeito na hora. Tinha que vencer as resistências dele em relação a mim, desde aquele dia famoso, muito maiores. Agora ele não chegava nem a um quilômetro de distância de mim.
Pensa, pensa, pensa, me disse. Tinha que fazer alguma coisa pra ele entrar na cama comigo…
Deixar ele super tarado, isso primeiro. Mas tinha que ser sutil, não ia entrar no quarto dele, me despir e falar pra ele fazer amor comigo. Porque eu queria aquilo, fazer amor, não só transar. Pra isso eu arrumava qualquer um.
Me veio um estalo, achei o plano perfeito.
Convidei ele pro quarto dos meus pais pra comer nossos sanduíches e ver algum filme que ele curtisse, não os que eu tava vendo…
Se fosse um pouco mais quente, melhor ainda (porno eu achei que era muito na cara)…
Álcool e maconha boa, pra relaxar o clima…
Se um filme não resolver, boto outro até ele ficar com sono…
Conseguir que ele não fosse dormir no quarto dele…
E como excitar ele a ponto de ele se jogar em mim? Porque pra isso ele tem que estar prestes a explodir…
Já sei. Um viagra. E de onde eu tiro um viagra? Do meu pai, com certeza.
Deixando os sanduíches na cozinha, voltei correndo e sem fazer barulho pro quarto dos meus pais. Fiquei procurando nas gavetas deles, no armário do banheiro, em qualquer lugar que me viesse à cabeça…
No fim, no guarda-roupa dele, escondido atrás de um monte de roupa, encontrei o que procurava. Já tinha ouvido meus pais falarem sobre o assunto, não em público, claro, mas pensando que ninguém tava ouvindo.
Com o butim na mão, voltei pra cozinha. Tomei um gole seco, pra me acalmar, pra me convencer de que não ia fazer uma loucura. Depois de uns minutos respirando, consegui me convencer de que tava agindo certo, ia fazer o que devia, tava decidida, meu irmão era minha única salvação. Os três doses que mandei pra dentro ajudaram pra caralho, ia virar alcoólatra…
Com os joelhos tremendo, os sanduíches numa bandeja junto com uma garrafa de tequila e dois copinhos, me aproximei do quarto do Andrés.
— Andy? Trouxe os sanduíches, abre.
Ele abriu a porta, me olhou sorrindo, os olhos dele me hipnotizavam, ele ia perceber…
— Ó — falei — Cê tá a fim de ver um filme comigo? — Senti que não era minha voz, saiu fina, falsa.
O sorriso sumiu do rosto dele.
— Olha Ana, não é que eu não queira, mas não confio em você. Eu mesmo. Prometemos não tocar no assunto, mas da última vez que ficamos no quarto dos pais, olha no que deu. Por nada nesse mundo eu queria passar por aquilo de novo.
Quase chorei. Imbecil, se eu quero é que você faça! Não vê que preciso de você? E tudo por sua culpa! Foi você quem disse que eu era gostosa, quem falou que se não fosse sua irmã estaria comigo! Quem me meteu a melhor ferramenta que já provei na vida! Eu sou a que te ama!
— Não tem problema, idiota. Aquilo já foi esquecido e não tô a fim de ficar sozinha. Além disso, confio totalmente em você, sei que vai se comportar como deve. — Falei isso com segundas intenções.
— Eu sei que você já esqueceu, mas já te falei que eu não esqueci e não confio em mim mesmo.
Porra! Isso ia ser mais difícil do que pensei. Por que os planos perfeitos dão merda logo de cara? Pelo amor de Deus, faz ele mudar de ideia.
— Vamos, anda, que eu confio sim. Se você faz isso comigo, é porque se sente culpado ou acha que não te perdoei, e sabe que sim. Sei que foi pela situação especial daquela noite, ver como o Quique e a Vany estavam nos traindo.
Não quis falar da bebida e dos baseados porque faziam parte do plano.
— Ei, tô cansando com a bandeja na mão. Vem logo, pussy! Bom, se quiser…
No fim, ele veio comigo. Primeira etapa concluída. Quanto trabalho que me deu!
Oferecendo um dos sanduíches preferidos dele, ele pareceu relaxar bastante. Eu não tava com muita fome, na verdade, tava com um nó no estômago, então deixei ele comer. Tomei mais uns shots (já iam cinco) e dei mais dois pra ele.
— Qual filme você quer ver? Tem de tudo, os pais carregaram mais filmes no disco.
— Sei lá — respondeu — Põe o que quiser. Bom, nada de romance.
Agora não lembro os filmes que escolhi. Sei que eram pesados, um espanhol que mostrava peitos e bucetas quase sem parar. Isso tinha que fazer efeito nele.
Continuamos bebendo, fumando maconha, Relaxando… Meu plano ia de vento em popa (ou assim esperava). Mas Andy parecia aguentar o inaguentável, eu via o volume dele inchado, com certeza o filme tava deixando ele no clima. Precisava ir um pouco mais longe, forçar um pouquinho.
Eu tava de roupão por cima, e por baixo o pijama… Assim não dava, tinha que ser mais ousada. Levantei por um momento, ia pro meu quarto trocar de roupa.
— Onde cê vai? Paro o filme? — Ele se referia ao filme.
— Deixa, só vou pegar água — Respondi.
Fui rapidinho pro meu quarto, tirei o roupão, o pijama, o sutiã que eu tinha deixado… Coloquei uma regatinha, uma calcinha fio dental (sabia que meu irmão não era fã de tanga), a calça do pijama e o roupão. Voltei correndo pra perto dele, meu coração tava saindo pela boca…
Não sei se ele reparou, com o roupão por cima não parecia que eu tinha trocado de roupa. Agora precisava arranjar a desculpa do calor pra tirar o roupão e ele ver que meus peitos estavam empinados com os bicos bem durinhos (eu mesma tinha deixado assim).
Tomei mais uns shots, meu irmão fazia o mesmo só pra me acompanhar. Mas ele tinha comido dois sanduíches e eu tava de estômago vazio. Tava começando a bater uma…
Precisava aproveitar antes de apagar.
— Andy, por que não traz umas rodelinhas de limão? Com a tequila fica bem melhor.
Minha língua já tava começando a enrolar, eu tava ficando mais bêbada do que queria.
No momento em que ele saiu, rapidinho servi um shot e coloquei o viagra moído bem fininho. Mesmo assim, dava pra notar. Mexi como pude com o dedo, deixando a bebida turva. O cagaço tava batendo, aquilo não ia dar certo…
Mas, caprichos do destino, ele chegou com o limão, chupamos e bebemos a tequila sem olhar.
Boa, buceta, boa!
Agora sim, tava em condições de continuar, isso tava melhorando. Deixei passar um tempo, precisava fazer efeito o comprimido. E se não funcionasse? E se ele se ligasse que a ereção não baixava?
Passado Um tempinho depois, já deviam ser umas três da madrugada, o filme tava quase acabando. Eu via que o pau dele tava tentando escapar por qualquer lugar, mas ele tava de jeans e aquilo segurava. Tinha que continuar forçando, mas na manha…
O filme terminou, vi que ele queria ir embora…
—Enrola um baseado pra mim, vai. Tô a fim de ficar mais um pouco — Falei como se a gente fizesse isso todo dia, bem natural.
—É que já é meio tarde, Ana. Além disso, já fumamos pra caralho.
—Vai me deixar na mão? Qual é, Andy, só mais um pouquinho, por favor — Falei com uma voz bem manhosa.
Ele cedeu, ainda bem, quase ia embora. Tirei o roupão dizendo que tava morrendo de calor. Não sei como soou, mas Andy ficou todo inquieto ao ver minha camiseta branca, bem justa, onde dava pra ver perfeitamente as aréolas e a excitação dos bicos.
Tenho certeza de que ele queria sair correndo dali, com certeza o pau não ia baixar nem na base da porrada.
Apertei um pouco mais a corda. Enquanto a gente fumava a erva, deixando ele gastar mais, procurei um filme que fizesse ele se jogar de vez.
Coloquei um pornô, um de colegiais que todo mundo comia, começando pelos professores. Ficou gravada na minha cabeça uma frase: "meta seu pauzão no meu bocetinho" — uma das alunas falava pra um professor. Era exatamente o que eu tava pensando.
Apaguei a luz, tirei a calça do pijama e me enfiei debaixo dos lençóis. Andy não tinha perdido nenhum dos meus movimentos, não falou nada, mas acho que tava prestes a cair.
Dois minutos depois, eu tava fingindo que dormia. Tava difícil pra caralho porque eu tava morrendo de sono, se meu irmão não se jogasse naquela hora, eu ia ficar na vontade e com uma frustração do caralho. Eu percebia que tava jogando minhas últimas cartas, se ele não caísse na minha rede, o que eu ia fazer? O que ia ser de mim?
Por um momento, tudo pareceu uma loucura, eu tinha levado meu delírio longe demais, Andy era meu irmão e, por mais que eu Queria, mas nunca poderia ter ele. Ele tinha me dito, não ia errar de novo…
Acordei de repente, algo estava errado. Tava escuro, só a luz do corredor iluminava fracamente o quarto e, pior ainda, eu tava sozinha.
Não encontro palavras pra descrever quanta amargura me invadiu naquele momento. Tava sozinha, o Andy tinha ido embora, meu plano não tinha funcionado, sentia meu coração se despedaçando junto com minhas esperanças, ia ser uma infeliz a vida inteira.
E se eu for pro quarto dele? E se eu me meter na cama dele?
Não conseguia, não podia fazer aquilo, nunca teria coragem de ir atrás dele.
Chorando minha dor, minha covardia, xingando o Andy que tinha me deixado, fui pegando no sono.
Uma inquietação repentina me fez voltar à realidade, tava deitada de lado, senti que me tocavam, minha calcinha tinha sumido (que habilidade), tinham separado um pouco minhas pernas e estavam esfregando meu clitóris, acariciando minha barriga, estimulando meus peitos, excitando meus mamilos… Senti aquele hálito na nuca e chorei de novo, chorei de felicidade, chorei de prazer pelo meu irmão.
Não quis nem me mexer, as carícias dele, tão desejadas, me deixavam louca de tesão, louca de prazer… Num instante, aquele pau enorme tava procurando o caminho dentro da minha buceta. Tive um orgasmo incrível assim que ele enfiou a cabeça, gritei de prazer e ele se afastou. As mãos dele me largaram, a ferramenta grande dele me deixava…
Horrorizada com a ideia de ficar sozinha de novo, antes que ele fizesse qualquer outro movimento, joguei minha mão pra trás e segurei a bunda dele, não tinha chegado até ali pra ficar pela metade. Enfiei a outra mão entre minhas pernas procurando a vara dele. Quando peguei, guiei, puxando forte, vencendo a resistência dele, pra dentro de mim. Assim que a cabeça entrou de novo, não precisei continuar, ele mesmo empurrou de volta, enfiou uma mão debaixo do meu corpo e agarrou meus peitos, eu segurava a outra mão dele em cima do meu grelinho. de prazer.
Ele se soltou de vez, foi aumentando as investidas, cada vez mais forte, até que conseguiu cravar o púbis nas minhas nádegas. No começo doeu por dentro, era grande demais e ele muito impetuoso, cada vez que batia no colo do útero eu via estrelas, e não de prazer exatamente. Mas aguentei, por ele, por mim… Até que, muitas investidas depois, já não doía mais, eu sentia aquela barra de aço me preenchendo além do que jamais imaginei…
Eu estava totalmente empalada, o clitóris inchado, quase doía quando eu esfregava, ia acabar irritando…
— Andy, não esfrega forte que dói…
Percebi que tinha chamado ele pelo nome, não tinha volta, não teria um “me enganei”, um “pensei que era outro”…
— Desculpa, Ana. Vou fazer com cuidado…
Ele se mexeu um pouco, quase saiu de dentro de mim, eu ia pedir, gritar pra ele continuar… Os dedos dele voltaram pra minha intimidade, mas muito mais suaves, já não irritavam, muito pelo contrário. Percebi que ele estava usando algum lubrificante…
— Me dá um pouco disso — falei enquanto me virava, separando nossa união. Agora ela ia saber quem era Ana…
Ele colocou na minha mão, passei bem por toda a buceta, na entrada da vagina… Pedi mais e lambuzei a ferramenta enorme dele. Deitei ele de barriga pra cima, montei em cima, abri os lábios com uma mão e com a outra guiei aquela vara de amor até minhas entranhas. Deslizou como seda e eu me senti no paraíso.
Eu me movia pra frente e pra trás, esfregando minha parte mais sensível contra o corpo dele. Tirei a camiseta e, antes de soltar, ele já tinha as mãos nos meus peitos. Amassava as duas tetas ao mesmo tempo, circulava as auréolas com os polegares, beliscava meus bicos…
Nessa altura, eu já tinha gozado duas vezes com gemidos altos, nunca tinha sentido nada igual, nunca tinha amado tanto alguém, desejado tanto isso…
No meio da minha loucura, de mais um orgasmo divino, procurei os lábios dele, procurei a língua dele, procurei os Orelhas, o pescoço dele... E encontrei tudo, encontrei e fui encontrada. Rolamos na cama, trocamos de posição pra mostrar um ao outro o quanto a gente tava gostando, o que sentíamos e o que sabíamos fazer sentir... Quando, puxando o pau dele, ele usou a boca na minha buceta, eu gozei numa série de orgasmos que nunca tinha sentido, nem sonhava que dava pra sentir assim, um atrás do outro, um em cima do outro, me fazendo gritar, soltando uma quantidade de gozo como nunca tinha acontecido comigo.
Ele me comeu inteira, gozei uma quantidade imensa de vezes, acho até que mijei, tava no limite do colapso. Eu tinha chupado e comido ele inteiro, o pau dele mal cabia na minha boca, tentei de tudo com as mãos, com a boca, com a buceta principalmente...
Quando não aguentei mais, Andrés gozou dentro de mim, me encheu com uma quantidade enorme de porra, fazendo eu ter um último orgasmo dentro de outro orgasmo, mais espetacular que todos.
Totalmente exausta, me deitei na cama com a cabeça no peito dele. Eu ouvia o coração dele, devia estar a mais de duzentas batidas, parecia o rufar de um tambor, era o som do êxtase, da minha felicidade, esperava que da dele também...
Pouco tempo depois, Andy levantou da cama, bem na hora que eu ia pedir pra gente se cobrir, porque tava meio frio.
Ele foi pro banheiro do quarto preparar a hidromassagem. Quando ficou pronta, veio me buscar, e eu quase não conseguia me mexer. Não tava com a menor vontade, só queria dormir. Ele me colocou na água quente, tinha posto sais relaxantes e aromáticos... Dois minutos depois, embalada pelas bolhas, quase me afoguei no fundo daquela banheira.
Rindo, com os olhos brilhando, de um azul tão intenso que me hipnotizavam, ele me levantou pra não me afogar. Me colocou entre as pernas dele, deitada de costas sobre ele, fazendo de colchão pra mim. Apoiei a cabeça no peito dele, curti o calor da água, os sais, as bolhas divertidas...
Quase pegando no sono. Dormindo, as mãos dele foram pros meus peitos, agora estavam relaxados, macios por causa da água quente… Os dedos dele faziam malabarismos com meus mamilos, minhas aréolas inchavam… Ia dizer pra ele que eu tava moída; não consegui, depois do que tinha rolado, não queria abrir mão de nenhum momento com ele, de nenhum carinho.
Dos peitos, uma das mãos dele desceu pela minha barriga, um relaxamento profundo tinha tomado conta de mim, sentia os carinhos dele como uma massagem relaxante, sem conotações sexuais, sem buscar o objetivo final.
Quando ele tocou meu botão do prazer, dei um pulo, isso não relaxa, pensei, tava meio irritada, não me deu uma sensação gostosa… Ele insistiu, tentei aguentar… A água, o gel, os sais, tudo ajudou a superar essa primeira sensação.
Me deixando levar, em pouco tempo os carinhos ternos dele conseguiram o que queriam, minha excitação despertou e tentei virar a cabeça pra beijar os lábios dele. Antes que eu percebesse, ele tava me erguendo com dois dedos enfiados dentro de mim que, sem aviso, foram substituídos pela ferramenta fabulosa dele que, suavemente, sem violência, sem empurrões fortes, foi preenchendo até o último cantinho da minha buceta dilatada.
Tudo foi suave, devagar, sem estridências. Os movimentos pélvicos dele eram lentos, tão lentos que me permitiram me acostumar com o tamanho dele sem a menor dor, tudo eram sensações gostosas fazendo meu amor por esse homem transbordar em lágrimas de felicidade.
Ele continuava acariciando meu peito e meu clitóris com a coisa dele encaixada totalmente dentro de mim, sentia coisas em lugares dentro de mim que nem sabia que existiam… Não esperava que fosse assim, menos intenso mas muito mais longo, pareceram horas, meu êxtase não acabava nunca… Se antes eu tinha alucinado com os orgasmos desconhecidos que ele tinha me dado, agora, outra nova experiência me fez entender que era uma ingênua, uma verdadeira inexperiente, que com a pessoa certa e adequada podia chegar a conhecer níveis de prazer que nem imaginadas.
Depois daquele orgasmo longo, longo, longo veio outro; foi demais, meu corpo não aguentava essas sensações… Quando chegou o terceiro, praticamente grudado no anterior, eu desmaiei, tudo foi mais forte que eu.
Olhando o relógio despertador na mesinha, era um pouco depois do meio-dia, eu estava na cama, nua, moída e feliz. A sensação de satisfação que me tomava eu podia comparar com a felicidade completa, atrás de mim, Andy respirava tranquilo.
Nem me mexi. Depois de meses de tensão, desespero e amargura, queria aproveitar o máximo possível daquela situação maravilhosa. O que eu vivi naquela noite, o que senti… Inimaginável. Não conhecia ninguém que tivesse passado por uma experiência assim, aqueles orgasmos, aquele love, aquela sensação de plenitude…
Distraída nos meus pensamentos, não prestei atenção nos movimentos do meu irmão, pareciam coisas normais ele me acariciar, beijar minha nuca, estimular meus peitos, meu botãozinho de prazer… Quando ele levantou um pouco minha perna esquerda, comecei a perceber o que realmente estava rolando e, antes que eu pudesse dizer que estava moída, a tremenda virilidade dele foi se abrindo caminho dentro de mim.
Eu estava tão sensível, tão receptiva, pensando tanto na noite, no love, na felicidade que, antes de ele enfiar tudo, eu gozei. Claro que aproveitei o orgasmo, mas já era demais, eu ia explodir, gritei que nem uma louca numa mistura de prazer e paroxismo.
Andy continuou, eu estava obnubilada, incapaz de reagir, mole nos braços dele. Num momento de lucidez, pensei que a pílula que tinha dado a ele não tinha sido uma boa ideia, mas também que sem ela provavelmente eu não estaria ali, com ele, sentindo o que estava sentindo…
Me senti grata, primeiro ao meu irmão, ao meu plano… E deixei Andrés continuar me penetrando o quanto quisesse, aguentaria por ele o que fosse preciso. O ruim é que depois do terceiro orgasmo, daqueles tão alucinantes que eu era capaz de me produzir, apaguei de novo.
Quando acordei de novo, já passava das três da tarde, minha buceta tava tão dolorida que nem sabia se era minha ou do vizinho, mal consegui encostar os dedos nela. Tinha gozo seco entre as coxas, os lençóis estavam molhados… Mas eu tava feliz.
Quando virei o rosto pra olhar pro meu irmão, ele não tava lá e, por um instante, senti um pânico de abandono. Só o tempo que ele demorou pra aparecer na porta com uma bandeja nas mãos, com um café da manhã completo.
Nunca, ninguém, tinha me trazido café na cama. Me sentei e ele colocou a bandeja no meu colo.
Ele beijou meus lábios devagar, pegou uma xícara pra ele e, com calma, tomou um café. Eu tinha pão doce, suco, torradas, café…
— Obrigada, Andy — Minha voz falhou e não consegui dizer mais nada. Comecei a chorar de novo de felicidade. Se ele percebesse como eu tinha mudado, como ele me fez tão feliz…
— Obrigado a você, Ana. Hoje me sinto feliz, não só por essa noite maravilhosa, mas por essa manhã. Me sinto feliz porque foi você quem causou isso, porque a pessoa que eu mais amo me mostrou mais amor do que eu poderia imaginar.
Não era que eu tivesse alucinando. Esperava que ele dissesse algo sobre o que a gente tinha feito, que se sentia culpado, ou feliz, mas nunca suspeitaria que ele me amava, que me amava do mesmo jeito que eu amava ele.
— Mas, Andy. Desde quando… Desde quando você me ama? Eu não sabia de nada, você nunca falou nada…
— Porque o primeiro é o respeito. Você não sabe o que senti quando te desrespeitei, naquela noite famosa em que achei que estava com outra garota e aconteceu aquilo. Quase morri. Na época, você era só minha irmã mais velha, a garota mais gostosa que eu conhecia, e eu praticamente te estuprei… Mas depois… Você fez alguma coisa comigo, alguma coisa aconteceu. Eu ficava com outras e não me satisfaziam; quando percebi que era você a causa, só tentei me afastar, te respeitar, não podia quebrar a confiança que você tinha em mim.
— Mas…
— Sim, você vai dizer que até hoje. Não sei o que me deu passado, eu tava contigo, você tinha dormido e eu, sei lá por quê, fiquei de pau duro o tempo todo. A gente tinha bebido e fumado, e eu quase fiz outra loucura. No começo, reagi a tempo e fui pro meu quarto. Tive que bater uma, e só pensava em você. Continuei duro, sabia que era por você, precisava de você, precisava sentir seus peitos de novo, seu corpo, sua intimidade…
— Minha intimidade? Como você ficou fino.
— É, contigo é intimidade, com as outras é buceta. Vê a diferença? Bom, deixa eu continuar. A questão é que eu continuava com a bagaça no talo, não passava, só pensava em você até não aguentar mais. Pensei que, com o tanto que você tinha bebido, tava mais que apagada, então voltei aqui e, bom, o resto você já sabe. Só que quando você gritou, me assustei, você tinha acordado e achei que tinha cagado tudo, que você nunca mais ia querer me ver na vida. Sua reação foi uma surpresa, muito gostosa, por sinal.
— Minha reação… Isso… Na real, pra que vou mentir, tava te esperando. O grito foi um orgasmo, não a surpresa. Aliás, você me deixou toda arrebentada, não sabia que dava pra ter tantos orgasmos seguidos, achava que essa história de multiorgasmo era lenda urbana, mas não, posso confirmar que não é.
— Bom, pra mim também foi uma surpresa. Normalmente, ninguém nunca reclamou de mim, mas ontem à noite foi foda, eu aguentava e aguentava o quanto queria. Acho que foi dos baseados e dos shots.
Me aproximei, segurando o café da manhã, pra dar um beijinho nos lábios dela. Que fofo ele era!
— Aliás — Ela falou de novo — Você não me disse por que tava me esperando. Achei meio estranho você querer ver uns filmes pornô comigo, mas como ultimamente tava te vendo na seca, pensei que você tava buscando um pouco de satisfação, não a mim.
Passei a mão no rosto dele. Que gato ele era!
— Andy, Andy, Andy. Se você soubesse o que provocou em mim na noite da Vanessa. Acho que aquele engano trouxe consequências pra mais de um.
Ele se inclinou e voltou a Me beija, não na boca, mas num dos meus peitos que eu mostrava desafiante. Quase deixei cair a bandeja de susto.
— Para, para. Você tem que me deixar descansar um tempo. Não tem ideia de como eu tô, meus nervos estão à flor da pele, você me fez passar em uma noite mais de vinte vezes o que vivi até agora. Não pode nem me tocar. E não é porque não quero, é que tô no limite das minhas forças.
— Tá bom, sim. Já estranhei você ter desmaiado ontem à noite. E hoje de manhã de novo. Desculpa, não sei o que acontece comigo quando tô com você. É só te olhar e te desejar, querer fazer amor com você, não me canso de ti, esperei tanto por você…
— Tá, tá. Mas com calma. Primeiro a gente toma café, depois tomo um banho, depois descanso, tenho que passar pomada na minha coisinha se quiser que ela esteja pronta pra você. E depois, a gente vê…
E fizemos o combinado. Nunca imaginei que, depois da primeira impressão, a continuação fosse ainda melhor. Lembro das palavras da minha mãe: "você tem que enganar ele". Pois já tá enganado. E eu enganada também. Não me canso dele. Nos dias que meus pais estão em casa, eu subo pelas paredes, fico louca da vida e vejo que ele também. Ainda bem que quase sempre estamos sozinhos. Embora a gente esteja pensando em ir morar junto, meus pais têm grana, poderiam comprar um apê pra gente… Que sonho mais lindo!
Mas se consegui o Andy, vou conseguir o apê do meu pai. Tenho certeza.
O único problema que vejo nisso tudo é que sou muito ciumenta, o Andy praticamente não é. Outro dia dei um puta escândalo porque uma mina da faculdade ficou dando em cima dele e o coitado não fez nada. Quando me toquei, já tinha feito a maior bagunça e ele ficou dois dias sem falar comigo.
Imagina como tive que pedir desculpas. Outra sessão super intensa. Bom, como quase todas são.
Preciso repensar essa parada, ciúme é mau conselheiro. Vou, aos poucos, melhorando, dando um sorriso enorme pra qualquer mina que chega perto do meu irmão. Sei que ele me agradece
E não me canso de ficar com ele, tô acostumada com ele, vivemos juntos desde que nasceu. Por que eu tenho que me separar do meu irmão? Não temos atritos, as brigas são idiotas e a gente resolve na hora. Somos capazes de ceder no que realmente importa pra cada um porque nos conhecemos de sobra.
Amo meu irmão. E repito, quero ele, amo ele, quero ele…
E já sei o caminho a seguir. Daqui a pouco, o pai vai comprar o apê pra gente, não sou eu que vou convencer ninguém. Até minha mãe concordou, olha só!
Vamos viver juntos, nos amar, eternamente. Juro que sempre serei fiel a ele porque ninguém me conhece como ele e, depois de ter provado ele, ninguém nunca vai me satisfazer. Sei que ele também vai ser fiel, nem cogita o contrário, e já que meu irmão é tudo pra mim, eu serei pro Andy o que todo homem quer e quase ninguém tem (segundo minha mãe):
Uma dama na sala, uma chef na cozinha e uma puta na cama dele.
Pra Andy, com todo meu amor.
Ana.
Como introdução, o que eu pensava naquela época do meu irmão? Nada, não pensava nada, nem bom nem ruim.
Embora eu seja um pouco mais velha que ele, a diferença de mentalidade me parecia mais acentuada. Também não vou me achar super madura; a experiência me mostrou que ele não era tão criança quanto parecia ou eu agora quero acreditar que era diferente dos outros.
Como dá pra ver, estou tentando me justificar. Tento justificar o injustificável aos olhos da sociedade. Mas será que essa sociedade, que censura essas atitudes, já viveu o que a gente passou? Não, não viveu, e sempre, sempre, o mais fácil é condenar.
Até eu mesma me culpo! (Mas só um pouquinho)
Eu me apaixonei por ele. Sim, pelo meu irmão. Se me falassem de outras pessoas, eu diria que é impossível, como você pode se apaixonar por um irmão? Não sei, mas aconteceu comigo. O quanto eu chorei, o quanto eu xinguei… Só Deus sabe.
E tudo por uma besteira, sempre é por besteiras, é quando te pegam desprevenida. Vou explicar:
Como em um dos tantos fins de semana, praticamente todos do ano, nos deixaram sozinhos; meus pais raramente estão em casa. Meu irmão Andy aproveitava essas ocasiões pra trazer alguma amiguinha aqui, ver um filme e, claro, transar. Ou várias vezes.
Não é que me importasse muito, geralmente eu fazia o mesmo, chegando até a dividir jantar e filme com ele; com eles, devo dizer.
Andrés, 19 anos, lindo pra caralho (sempre do meu ponto de vista). Tem cabelo castanho, quase preto, e olhos bem azuis, é bem sarado, sem exagerar. Desde que tirou o aparelho, tem um sorriso de sonho, deixa todas as gostosas loucas. Além disso, tem uma lábia danada e, mesmo sendo um safado (no bom sentido), faz umas carinhas de bonzinho que te deixam chichi pepsicola.
Eu sou… Bem, me considero gostosa, tenho cabelo castanho mas faço mechas loiras, olhos azuis, mas não têm a intensidade de cor dos do meu irmão. É que os dele são alucinantes. Tenho orgulho do meu corpo, acho que tenho a bunda e os peitos no lugar certo, na medida certa. Não me destaco em nada especial, mas acho que o conjunto é nota alta.
Falando nisso, fim de semana sem os pais, normal, amigo que vai vir em casa, jantinha e, já que os chefes não estão, aproveitar o quarto deles. Ao falar com Andy pra perguntar sobre os planos dele, os mesmos que os meus e com a mesma intenção.
Acabamos sorteando o quarto dos pais e tive a sorte de ganhar. É que, além de TV de plasma com 3D, DVD, HD com um monte de filmes, cama tamanho extra, tem um banheiro com hidromassagem de alvenaria que nem os do Big Brother.
Veio meu amigo “com direito a roçar” Quique, um cara estupendo que eu curtia bastante. Não tanto pra namorar sério com ele, mas pra dar uma aliviada de vez em quando.
Quase ao mesmo tempo chegou Vanessa, Vany, quase namorada do Andy. Eu sinto muito, mas o nome Vanessa me irrita, já começava mal com essa garota. Mas ela acabou sendo simpática, além de lindíssima. Pelo menos, o que tinha sabia explorar muito bem, não me admirava que meu irmão quisesse pegar ela.
Entre risadas e drinks, passamos uma tarde super agradável os quatro. Fumamos uns baseados e bebemos a gin e o rum do bar do meu pai. Não tinha problema, na despensa tinha mais; de bebida, minha casa sempre foi muito bem abastecida.
Na hora de fazer o jantar, com um bom pileque (ou bêbada perdida), decidi por uns espaguetes com molho de cogumelos e ovo que ficam estupendos. Rindo igual todo mundo, drink na mão, fui pra cozinha colocar a água pra ferver numa panela e cebola pra refogar em outra pra fazer o molho.
Comecei a me enroscar entre panelas e frigideiras; Sempre que entro na cozinha, se não for pra fazer o cardápio do dia, encaro com gosto, curto fazer as coisas direito. Além disso, minha mãe insiste que o amor se conserva pelo estômago, então tem que saber cozinhar (mais vale prevenir).
Depois de um tempinho, a água ainda não tinha fervido, chamei o Quique pra vir me ajudar, queria que ele batesse uns ovos onde eu ia jogar o espaguete depois. Da sala, ele disse que não fazia a menor ideia de como bater ovos, mas soltou isso dando uma gargalhada. Não curti muito, além de você se dispor a fazer o jantar, ainda ter que lidar com o parceiro não dando uma mão…
Sabendo como sou com essas coisas, fico puta pra caralho quando me deixam na mão, aí o Andy apareceu pra me dar uma força. Ainda bem que, no fundo, ele é um cara foda, outro qualquer teria ignorado tudo e deixado eu armar o maior barraco com o Quique, que merecia mesmo.
Fiquei meio bolada, mas meu irmão, com aquele sorriso charmoso e os olhos azulíssimos (naquele momento, como eu digo, ele tava com os halogênios ligados), conseguiu me fazer rir e passar o ranço.
Seguimos fazendo o jantar, batendo papo super animados, falando sobre nossos respectivos parceiros enquanto terminávamos os cubas-libres e fumávamos um baseado que ele bolou na minha frente. É bom ter um irmão tão jeitoso assim.
Pensei então que queria que o Quique fosse igual a ele. Sabia se divertir e sabia ser agradável. Talvez pela raiva, talvez pelo meu irmão, talvez pela brisa que eu tava, naquele momento tava pouco me lixando pro "amigo com direito a roça". Foi o Andy, com suas graças e suas besteiras, que me fez recuperar o bom humor.
Quando ficou tudo pronto, fomos pra sala com a travessa de espaguete, o molho, os pratos e os talheres, além de uma garrafa de vinho bom que meu irmão tinha aberto.
Não tenho palavras pra explicar como me senti naquela hora. A Vany e o Quique estavam se pegando no sofá, ela com a camiseta no pescoço mostrando o sutiã, com a calça desabotoada, com a mão do meu parceiro enfiada suas pernas, dando pra ver claramente que ele tinha metido a mão por baixo da calcinha dela, chegando até a buceta. Ela tava segurando a pica dele que saía pela braguilha e batia uma pra cima e pra baixo enquanto os dois se beijavam de boca aberta, igual uns loucos.
Eu, Quique, achei engraçado, mas o Andy tava bem caidinho pela Vanessa. Não sei se fiquei mais puto por ele ou por mim; a gente começou a gritar, a xingar eles de tudo quanto é nome.
— Puta! — Meu irmão soltou, pegando a mina dele de mal jeito e levantando ela do sofá.
— E na minha cara, vagabunda! — Continuou — Cê acha que pode vir aqui e dar pra outro? Sua piranha! Puta merda!
Meu irmão tava vermelho de raiva, parecia que a qualquer momento ia dar um tapa na cara da mina. Então, depois de dar um olhar de ódio pro Quique — que eu queria era estrangular devagar —, tentei acalmar ele.
— Deixa pra lá, Andy, não vale a pena. Nenhum dos dois vale a pena.
Mas o idiota do Quique tinha que foder tudo.
— Pelo que eu sei, vocês não tão namorando sério. E você e eu também não; se seu irmão deixa uma gostosa igual a Vany sozinha... Já sabe o risco, mano. Aqui, quem não corre, voa.
Claramente, ele tava muito doidão de álcool e baseado, e o tom dele foi totalmente de desafio. Conhecendo o Andy, o Quique podia se dar mal. Talvez eu devia ter deixado rolar, que se fodesse aquele imbecil. Porque ele tava me rebaixando pra essa vagabunda que mal devia ter 18 anos.
Vendo a chance, a tal Vanessa se agarrou no comentário do meu parceiro.
— Olha, cara — Ela falou pro Andy — Uma mina como eu não se deixa sozinha por muito tempo. Eu sou muita mulher, muita mulher pra você sozinho, otário.
Por pouco eu não puxei os cabelos dela. Não fode, a princesa! Muita mulher pro meu irmão! O que ela pensava que era? Tirando uma onda com a gente na nossa própria casa!
Andy, quase tendo um treco, foi pra cima deles, mas eu parei ele me colocando na frente. Fisicamente, o Quique não aguentava nem um tapa; meu irmão ia Podia derrubar ela com um tapa só. Pegou a bolsa dela, o casaco dela, a jaqueta do idiota e, abrindo a porta, jogou tudo na rua.
— Saiam! Saiam dessa casa, seus filhos da puta! E você — disse se referindo à Vanessa — Nem pense em me ligar de novo na sua vida de puta, sua vadiazinha de merda.
Bateu a porta com força, ouvimos as vozes deles do outro lado, mas não entendemos nada. Ficamos destruídos em casa; uma noite agradável e bem planejada que foi pro caralho por culpa de dois sem-noção. Porra, que merda!
Sem ter nada melhor pra fazer, enquanto ruminávamos nosso mau humor, Andy serviu um shot de tequila e me ofereceu outro, que aceitei sem hesitar.
No quinto shot e no segundo baseado seguido, estávamos rindo de tudo e de todos enquanto devorávamos o espaguete.
— Com um par de idiotas desses a gente foi se envolver. É de cagar e não limpar o cu — ele me disse rindo — Mas não é que eles foram e começaram a se pegar na nossa frente? Tem que ser muito sem vergonha. E seu amiguinho, que filho da puta, tava te botando uns chifres do tamanho do mundo…
— Pois é. Não sei se vou continuar com sua Vany ou não, mas comigo, ele que se prepare. Você tem razão, que idiotas! Mas, sei lá, talvez tenham sido os baseados e os drinques — tentei amenizar.
— Ah, sim! Drinques e baseados! Eu não tava passando a mão em você nem te beijando como se não houvesse amanhã. Que mina sem noção! Você é muito mais mulher! Que vão tomar no cu, que os deuses sodomizem eles pelo caminho.
Achei a frase engraçada e tive um ataque de riso. Meu irmão se contagiou, mas não percebi — ou melhor, não me toquei — que ele tinha acabado de plantar uma semente nada recomendável.
Depois de nos acalmarmos um pouco, continuamos sentados jantando nosso espaguete mal passado. Tinha ficado dos deuses e a garrafinha de vinho descia superbem. Depois de detonarmos nossos respectivos, começamos a falar de coisas nossas, com intimidade, como se estivéssemos num encontro… Porra! Ele tava me fazendo sentir Muito, muito confortável.
Poderia dizer que a quantidade de álcool e maconha que a gente consumiu nos deixou bem mais relaxados e empáticos, não estaria mentindo. Mas tinha que admitir que, se estivesse com o Quique, é bem possível que não me sentisse igual.
Mais excitada, sim. As expectativas de transar com ele me deixaram mais tarada do que o normal, mas também não vamos exagerar, era uma situação típica, não tava morrendo de vontade de dar uma foda acima de tudo, só queria passar uma noite de sábado agradável, em casa, com um bom amigo e a companhia do meu irmão com a namoradinha dele.
Terminando de recolher os pratos e talheres, levamos tudo junto pra cozinha. Lavamos as panelas e frigideiras, colocamos a louça na lava-louças, sem perceber eu tava agindo com o Andy como se ele fosse meu namorado. Falava o que ele tinha que fazer, o que lavar, onde guardar…
Ele me olhava divertido, tenho certeza de que sabia que eu tava agindo assim sem perceber. No fim, entre risadas, ele me falou:
— Ei, Ana, eu sei que você queria estar com o Quique, mas eu sou seu irmão, já sei onde guardar as coisas e o que fazer na cozinha.
Isso me deixou meio sem reação, fiquei olhando pra aqueles olhões dele e, percebendo que ele tinha razão, fiquei vermelha que nem um tomate e comecei a rir.
— É verdade, tava perdendo um pouco a cabeça. Tanto cuba-libre e tanto shot batem forte. Não costumo beber muito e agora tô com uma baita larica.
— Pois é, mais a maconha que você fumou. Porque beberona eu não sei, mas fumante…
Ele caiu na gargalhada vendo minha vergonha.
— Vai pro caralho! Como se você também não tivesse fumado!
— Não fica brava, era brincadeira. Só tava tirando um pouco o sarro da minha irmã mais velha. — Ele falou com sarcasmo.
— Ei, gostoso! Mais velha nada! Tenho um ano e meio a mais que você, só isso. Vai ver se você tá aqui com a sua avó? — Respondi meio irritada.
Rindo, ele me deu um abraço que me acalmou completamente.
— Não fica brava. Você é a mina mais gata que eu conheço. Te juro. Eu falei quando aquele par de imbecis estavam se pegando, se não fosse teu irmão, eu estaria contigo, não com a puta da Vany. Isso, se você quisesse, claro, porque você é do tipo que pode escolher qualquer um e, talvez, eu não seja seu tipo.
Porque ele me abraçou, senão... Acho que as papoulas não eram tão vermelhas quanto meu rosto naquele momento. Eu estava ficando toda sem jeito... tinha que responder alguma coisa, tinha que quebrar aquele abraço, estava acontecendo algo estranho comigo e era meu irmão quem estava causando isso...
-Talvez não... Ou, talvez sim, quem sabe? – Respondi o mais calma que pude, me afastando dele.
Fui para a sala, me servi de outro shot, precisava de bebida forte pra acalmar um pouco os nervos que o Andy tinha me dado.
Ele veio atrás de mim, se serviu de outro enquanto se sentava no sofá.
-O que você tá a fim de fazer? Eu ainda tô a fim de ver um filme, mas só tinha um pornô pra ver com a Vanessa e não rola. Vamos pro quarto dos pais e botamos um em 3D?
Fiquei pensando um segundo. Ver um filme com o Andy na cama dos meus pais? Do jeito que eu tava me sentindo agora, era meio estranho... Mas, verdade, tava com muita vontade.
Garrafa na mão, fomos pro quarto principal, escolhemos um filme do HD e, bem espalhados na cama, nos preparamos pra assistir. Meu irmão tinha escolhido um totalmente de macho, Transformers. Os efeitos especiais não eram ruins, mas, pra ser sincera, não tava entendendo nada.
Ele curtia, dava pra ver que ficava tenso nas cenas de ação daqueles carros robôs muito bem feitos. Não lembro o nome do ator, não me chamou muita atenção, mas a mina era bem gostosinha...
Comentando com o Andy, ele disse que sim, que gostava daquela atriz (também não sei o nome dela).
-De certo modo, ela se parece bastante com você – Ele falou bem tranquilo.
-Essa? Comigo? – Fiquei meio pasma. Não via semelhança nem no branco dos olhos.
-Sim, ela tem um quê, principalmente no tipo. De rosto, Você é mais gostosa.
Fiquei muda porque ele falava sério. Bom, sério, sério… Ele falava vendo o filme, sem olhar pra mim, mais concentrado no que tava rolando do que na minha pessoa.
Não quis insistir no assunto. Tava com vontade de perguntar “Cê me acha bonita?” Era óbvio que sim, a não ser que ele tivesse me zoando. Comecei a ficar meio inquieta por meu irmão ser capaz de me avaliar fisicamente, já era a segunda ou terceira vez que ele me falava isso hoje.
Não quis ficar mais bitolada, tava um pouco (ou muito) chapada depois de tanto beber e fumar. O filme não me interessava nada e, sem perceber, fui apagando.
Num momento da noite, acordei com a boca igual um pano de chão, pedindo um copo d’água aos berros. Tava meio perdida, aquilo não era meu quarto, não era minha cama… Me toquei onde tava, meu irmão dormia do meu lado, em cima do edredom, vestido só de camiseta e cueca boxer de pano. Eu, por outro lado, tava coberta por um cobertor, devia ter sido ele quando eu capotei. Ele tinha apagado a luz, a TV e, sabendo que sou muito medrosa, tinha deixado uma luminária acesa no corredor.
Que fofo!
Fui beber água no banheiro e, de quebra, fazer minhas necessidades. Quase me mijei toda. Ainda sonolenta, me lavei no bidê em vez de usar só papel higiênico. Ao me secar, percebi a merda que tinha acabado de fazer.
Tava com a cabeça pesada e doendo de ressaca. Peguei um par de aspirinas, tomei e, sem pensar, voltei pro quarto dos meus pais como se fosse o meu.
Tirei a calça que tava usando, fiquei só de camiseta e fio dental, abri os lençóis e, cobrindo o Andy com o cobertor, me enfiei neles. Não demorei nem dois segundos pra apagar.
Depois de um tempo, me pareceu que meu irmão também se enfiou entre os lençóis, não sei se tava sonhando ou se foi real.
Tava com frio, tinha uma fonte de calor um pouco mais longe. Me aproximei dela e me encostei o máximo possível, senti como se estivesse esmagando meus peitos contra ele. costas. Depois de um tempinho, tava no céu, bem aninhada fazendo colherinha com ele. Mas aí fiquei inquieta, virei de lado, e ficamos costa com costa…
Tava quentinha e bem confortável, mas… As costas dele tavam duras… Dei uma roçada com minha bunda na dele, esperando… Só mais conforto. Isso, só isso.
Ele virou, ficou igual eu tava antes, colando o peito dele em mim. Agora sim tava bom…
Cinco minutos depois, tava histérica, ele tava soprando na minha nuca, me deixando louca. Joguei a cabeça pra frente, sem me afastar dele, e consegui me acalmar um pouco.
Acordei meio sem jeito, não entendia o que tava rolando, alguma coisa me tocava… Me acalmei quando vi que era só a mão do Andy no meu peito. Ainda bem, pensei que fosse outra coisa. Voltei a dormir que nem uma pedra, com uma sensação gostosa e um zumbido na cabeça… Bah, besteira minha.
Alguma coisa tava me incomodando de novo. Por que eu tava acordando? Tava sentindo outra coisa, queriam enfiar algo no meu buraco… Quem? Por quê? Tava perplexa, não entendia nada…
Quando minha mente conseguiu processar com um pouco de clareza, me deparei com um pau enorme tentando perfurar minhas entranhas. Antes de me mexer, de reagir de qualquer jeito, já tinha metade dentro de mim e já tava batendo no fundo da minha boceta. Caralho, que troço!
Tavam mordendo de leve minha nuca, tavam apalpando meus peitos. Com surpresa, percebi que eles tavam duríssimos, com os bicos parecendo chifres de touro, e eu tava adorando… Tentei relaxar, precisava fazer o pau do meu amante entrar inteiro…
Enquanto a mão que apalpava meu peito descia pra esfregar meu clitóris, a excitação foi subindo ao máximo, tentando relaxar os músculos da buceta… Consegui, senti os pelos pubianos dele nas minhas nádegas… Que dor! Que gostoso! Como ele se mexia! Tava me levando pro paraíso… Meu irmão era foda…
Porra! Meu irmão!
Me soltei como pude e pulei da cama igual mola, dando um grito. Grito de susto pra caralho.
Acendi a luz, eu olhava horrorizada pra cama, uns olhos azulíssimos e alucinados me encaravam…
Gritei de novo, tapando a boca com as mãos, olhando praquele mastrão enorme, Andy só balbuciava desculpas…
— Eu, eu, desculpa… Ana… Desculpa… Não sabia… Achei que era a Vany…
Saí correndo dali, vestida só com uma camiseta, pelada da cintura pra baixo. Nem lembrei de pegar minha calcinha. Me tranquei no banheiro, tava além do susto. Entrei no chuveiro, debaixo d'água quase fervendo, me esfregando com uma luva de crina até doer. Lavei minha buceta igual uma possessa, tinha que tirar de mim qualquer vestígio do que tinha rolado.
Quando saí do banheiro, só de roupão, encontrei ele esperando lá fora. Tentou se aproximar, me abraçar, se desculpar…
Antes que me tocasse, pulei pra trás gritando.
— NÃO ME TOCA!
Pareceu que tinha levado uma ferroada, ele se afastou me deixando passar, pedindo desculpas.
— Ana, desculpa, não sabia que era você, achei que era a Vanessa…
— Tá me comparando com aquela puta? — Gritei histérica.
— Não, não, não. Só que não percebi que era você. Cê não vai achar que fiz de propósito, né? — Falou todo arrependido.
Não sabia o que pensar, tava nervosa pra caramba, meu próprio irmão tinha enfiado o pau em mim. E que pau! Não sabia até que ponto ele tinha consciência, porque eu soube desde o começo, só não soube reagir. Me fez sentir um lixo, tão promíscua quanto a amiga dele, pior até…
Saí correndo de novo pro meu quarto, onde me tranquei com o ferrolho. Ouvi ele do outro lado da porta.
— Ana, me perdoa. Não quis dizer isso, você é maravilhosa; sabe que nunca te machucaria. Perdão, por favor, me perdoa.
Enquanto enfiava a cabeça no travesseiro, soluçando, não consegui responder. Ouvi ele indo embora pelo corredor e me senti ainda pior. Tinha gostado e isso me fazia sentir culpada. Conhecendo ele, sabia que tava falando sério. A verdade é que eu não tinha percebido. Com o tanto que a gente tinha bebido e fumado…
Era isso! Por isso que eu não reagi! Por causa do álcool e da maconha!
Soluçando, parei de chorar e consegui me acalmar um pouco. Ainda muito nervosa, me aproximei do quarto dos meus pais, agora vazio. Remexi as gavetas da mesinha da minha mãe até encontrar uma caixa de Lexatin. Tomei um par de comprimidos e voltei pra cama.
Até a manhã seguinte, não lembro de nada. Com muito receio, sem saber direito se tinha acontecido ou se foi um sonho, fui pra cozinha tomar café. Já era meio-dia, me sentia meio de ressaca e com o corpo estranho… E lá estava ele, tomando uma xícara de café, com uma aparência desleixada, umas olheiras enormes e cara de quem tinha chorado.
Ele chorado! Então devia ser verdade o que aconteceu na noite passada…
Ele se levantou assim que me viu, veio na minha direção com cara de súplica, eu fiquei paralisada. Me abraçou enquanto pedia desculpas de novo, se desculpando, pedindo pra gente não acabar com aquela relação fraterna tão boa que a gente tinha…
No meio de um turbilhão de pensamentos, mal ouvia ele, mas sentia o hálito dele no meu pescoço, meus peitos esmagados contra o peito dele… Meus nervos à flor da pele, a histeria ameaçando tomar conta… Se continuasse assim, eu ia gritar.
Consegui me soltar do abraço dele, virar o rosto pra ele não ver minha agitação. Me servi um café com leite, disfarçadamente tomei outro ansiolítico…
— Tá bem, Andy, não sei o que aconteceu ontem à noite, tava muito bêbada. Só lembro que teve algo que não devia ter rolado. Vamos deixar pra lá, tá? Não quero que a gente fale mais nesse assunto, nunca aconteceu, ok?
— Por mim tudo bem, Ana. Não me perdoaria se por causa de algo assim, algo que eu nunca teria feito, a gente ficasse brigado. — Ele disse, bem triste.
— Tá bem, então não se fala mais nisso. — Falei com decisão.
No entanto, nossa relação mudou. Nem pra melhor, nem pra pior. Simplesmente ficou diferente. A partir daquele fim de semana, Andrés não trazia mais amigas pra casa, a gente não passava mais as noites juntos e Cena com filme com nossos respectivos parceiros. Se alguma vez eu vinha com alguém, só fazia isso já bem tarde, indo direto pro meu quarto.
Aqueles dias, infelizmente, eu sempre estava acordada, trancada no meu quarto, ouvindo os gritos de prazer que as garotas que ele trazia soltavam. Ele devia dar um tratamento fabuloso pra elas, eu tinha sido testemunha de um pouquinho disso.
Se alguma vez, muito raramente, eu ia com algum cara pra casa com vontade de algo, sempre acabava insatisfeita, nenhuma rola parecia com a do meu irmão, nenhuma me preenchia e, mesmo que eu chegasse a um orgasmo tímido, não me saciava, não tirava o Andy da minha cabeça.
Porque, toda noite, sozinha no meu quarto, eu lembrava daquilo, lembrava como ele amassava meus peitos, meu clitóris… Como ele me penetrou com aquela ferramenta alucinante… É curioso porque, na manhã seguinte ao que aconteceu, eu mal me lembrava. Agora, parecia que eu estava vivendo aquilo continuamente, cada vez era melhor, minha imaginação estava engrandecendo o acontecimento até limites insuspeitados.
Andrés, cada vez estava mais carinhoso comigo, acho que buscava a redenção com o comportamento dele. Mas, ao mesmo tempo, era mais distante, não se aproximava de mim, não me abraçava… E eu estava indo, aos poucos, pro fundo do poço do desespero. Só ele seria capaz de me tirar dessa maré, mas eu sabia que, se fizesse isso, ambos nos condenaríamos.
Cada vez eu tinha menos vontade de sair com caras, nem com direito a roçar nem sem. Toda noite acabava me masturbando pensando no Andy e toda noite chorava, me sentindo vazia e suja, cada vez que chegava a um orgasmo.
Um dia, minha mãe, me vendo num estado bem ruinzinho; eu tinha emagrecido e sempre estava com olheiras; veio conversar comigo. Reconheço que não tava nem um pouco a fim, mas não tive escolha a não ser sentar com ela.
- Ana, minha filha, tô muito preocupada. Mesmo que você ache que a gente não percebe, seu pai e eu estamos sempre de olho em vocês. Eu sei que você vai pensar que é pouco tempo que passamos juntos, mas isso não Isso significa que a gente não precisa se preocupar. E você tá com alguma coisa, algo que não quer contar pra gente. Sabe que pode confiar na sua mãe, né?
– Sim, mãe, pensei: só queria te contar que um dia, sem querer, o Andy me comeu e agora vivo obcecada com isso, não consigo pensar em outra coisa, nenhum cara me satisfaz. O que eu faço?
Eu teria demorado menos e ela já me mandava pra um psiquiatra. Talvez fosse o que eu precisava, mas não o que eu queria. No entanto, só respondi:
– Você tem razão, mãe. É por causa de um cara. Eu gosto muito dele, mas ele não me dá bola, parece que curte outras ou não me nota por algum motivo, sei lá. Tô ficando louca.
– Ah, filha, por causa de um cara. Com a gostosa que você é, duvido que tenha algum que resista se você realmente quiser ou gostar dele. Quando eu era como você, não tinha cara que me vencesse, se eu queria algum, sempre conseguia. Não se preocupa, se você realmente quiser, vai dar um jeito de enganar ele.
Ela me deu um beijo na testa e seguiu com a vida dela.
Enganar ele? É disso que se trata, mãe? Não, não é isso, é que ele é meu irmão…
E por que não? Tô possuída, vivo obcecada. Por que não vou saciar minha vontade de ficar com ele?
Porque não pode, não pode, não pode…
Tava quase batendo no fundo do poço. Minha mãe tentou falar comigo mais umas duas vezes, e até meu pai tentou intervir e acalmar meu ânimo.
Era fim de semana, eu tava muito mal, não tava a fim de sair pra nada. Como o Andy tinha saído no meio da tarde, me enfiei no quarto dos meus pais pra ver filmes românticos, daqueles que você chora um pouquinho e depois termina bem. São os mais bestas, mas os que eu mais gosto quando meu humor tá baixo e, naquela hora, tava baixíssimo.
Não lembro qual filme eu tava vendo quando o Andrés apareceu. Ele veio sozinho e não era nem meia-noite. Me cumprimentou normal, carinhoso, como sempre. Perguntou sobre o filme, contei um pouco da história. Ele fez cara de “aff”. Perguntei como é que que tinha chegado em casa tão cedo, me respondendo que simplesmente não tinha plano com nenhuma garota e não tava afim do que os amigos dele iam fazer.
Ele foi pro quarto dele, me deixando com meu filme. Mas o simples fato de estar na cama dos meus pais, de saber que ele estava perto, fez minha fantasia começar a voar. Voltei a relembrar, exatamente como eu tinha idealizado, a noite famosa, me excitei sozinha, minha mão se perdeu entre minhas pernas… Meus dedos esfregavam meu clitóris, eu chupava eles e fazia círculos na minha zona mais sensível… Um dedo, depois dois, se perderam dentro de mim… Esfregava, enfiava, tirava… Andy, Andy, Andy… Explodi num orgasmo tão espetacular quanto vazio, chorei de impotência enterrando o rosto no travesseiro, enchendo ele de lágrimas de culpa, de infelicidade, de amargura, de impotência…
Isso não podia continuar assim, eu tava me destruindo sozinha.
Lavei o rosto, fui pra cozinha preparar algo pra jantar, ao passar pela porta dele, perguntei pro meu irmão se ele queria comer algo, mais por educação.
Ele respondeu que a mesma coisa que eu fosse comer. Comecei a fazer uns sanduíches, de salmão com queijo, sabia que o Andrés adorava.
E foi aí que eu decidi, enquanto preparava a comida dele, naquele momento, tudo foda-se, eu ia atrás dele. Mamãe tinha me dito que nenhum homem resistiria a mim se eu realmente estivesse disposta a fazer o que precisava, Andy não ia ser diferente.
Pensei que ele achava que eu era bonita, um ponto a meu favor. Que eu era gostosa, segundo ponto a meu favor. Dos pontos contra, eu daria um jeito na hora. Tinha que vencer as resistências dele em relação a mim, desde aquele dia famoso, muito maiores. Agora ele não chegava nem a um quilômetro de distância de mim.
Pensa, pensa, pensa, me disse. Tinha que fazer alguma coisa pra ele entrar na cama comigo…
Deixar ele super tarado, isso primeiro. Mas tinha que ser sutil, não ia entrar no quarto dele, me despir e falar pra ele fazer amor comigo. Porque eu queria aquilo, fazer amor, não só transar. Pra isso eu arrumava qualquer um.
Me veio um estalo, achei o plano perfeito.
Convidei ele pro quarto dos meus pais pra comer nossos sanduíches e ver algum filme que ele curtisse, não os que eu tava vendo…
Se fosse um pouco mais quente, melhor ainda (porno eu achei que era muito na cara)…
Álcool e maconha boa, pra relaxar o clima…
Se um filme não resolver, boto outro até ele ficar com sono…
Conseguir que ele não fosse dormir no quarto dele…
E como excitar ele a ponto de ele se jogar em mim? Porque pra isso ele tem que estar prestes a explodir…
Já sei. Um viagra. E de onde eu tiro um viagra? Do meu pai, com certeza.
Deixando os sanduíches na cozinha, voltei correndo e sem fazer barulho pro quarto dos meus pais. Fiquei procurando nas gavetas deles, no armário do banheiro, em qualquer lugar que me viesse à cabeça…
No fim, no guarda-roupa dele, escondido atrás de um monte de roupa, encontrei o que procurava. Já tinha ouvido meus pais falarem sobre o assunto, não em público, claro, mas pensando que ninguém tava ouvindo.
Com o butim na mão, voltei pra cozinha. Tomei um gole seco, pra me acalmar, pra me convencer de que não ia fazer uma loucura. Depois de uns minutos respirando, consegui me convencer de que tava agindo certo, ia fazer o que devia, tava decidida, meu irmão era minha única salvação. Os três doses que mandei pra dentro ajudaram pra caralho, ia virar alcoólatra…
Com os joelhos tremendo, os sanduíches numa bandeja junto com uma garrafa de tequila e dois copinhos, me aproximei do quarto do Andrés.
— Andy? Trouxe os sanduíches, abre.
Ele abriu a porta, me olhou sorrindo, os olhos dele me hipnotizavam, ele ia perceber…
— Ó — falei — Cê tá a fim de ver um filme comigo? — Senti que não era minha voz, saiu fina, falsa.
O sorriso sumiu do rosto dele.
— Olha Ana, não é que eu não queira, mas não confio em você. Eu mesmo. Prometemos não tocar no assunto, mas da última vez que ficamos no quarto dos pais, olha no que deu. Por nada nesse mundo eu queria passar por aquilo de novo.
Quase chorei. Imbecil, se eu quero é que você faça! Não vê que preciso de você? E tudo por sua culpa! Foi você quem disse que eu era gostosa, quem falou que se não fosse sua irmã estaria comigo! Quem me meteu a melhor ferramenta que já provei na vida! Eu sou a que te ama!
— Não tem problema, idiota. Aquilo já foi esquecido e não tô a fim de ficar sozinha. Além disso, confio totalmente em você, sei que vai se comportar como deve. — Falei isso com segundas intenções.
— Eu sei que você já esqueceu, mas já te falei que eu não esqueci e não confio em mim mesmo.
Porra! Isso ia ser mais difícil do que pensei. Por que os planos perfeitos dão merda logo de cara? Pelo amor de Deus, faz ele mudar de ideia.
— Vamos, anda, que eu confio sim. Se você faz isso comigo, é porque se sente culpado ou acha que não te perdoei, e sabe que sim. Sei que foi pela situação especial daquela noite, ver como o Quique e a Vany estavam nos traindo.
Não quis falar da bebida e dos baseados porque faziam parte do plano.
— Ei, tô cansando com a bandeja na mão. Vem logo, pussy! Bom, se quiser…
No fim, ele veio comigo. Primeira etapa concluída. Quanto trabalho que me deu!
Oferecendo um dos sanduíches preferidos dele, ele pareceu relaxar bastante. Eu não tava com muita fome, na verdade, tava com um nó no estômago, então deixei ele comer. Tomei mais uns shots (já iam cinco) e dei mais dois pra ele.
— Qual filme você quer ver? Tem de tudo, os pais carregaram mais filmes no disco.
— Sei lá — respondeu — Põe o que quiser. Bom, nada de romance.
Agora não lembro os filmes que escolhi. Sei que eram pesados, um espanhol que mostrava peitos e bucetas quase sem parar. Isso tinha que fazer efeito nele.
Continuamos bebendo, fumando maconha, Relaxando… Meu plano ia de vento em popa (ou assim esperava). Mas Andy parecia aguentar o inaguentável, eu via o volume dele inchado, com certeza o filme tava deixando ele no clima. Precisava ir um pouco mais longe, forçar um pouquinho.
Eu tava de roupão por cima, e por baixo o pijama… Assim não dava, tinha que ser mais ousada. Levantei por um momento, ia pro meu quarto trocar de roupa.
— Onde cê vai? Paro o filme? — Ele se referia ao filme.
— Deixa, só vou pegar água — Respondi.
Fui rapidinho pro meu quarto, tirei o roupão, o pijama, o sutiã que eu tinha deixado… Coloquei uma regatinha, uma calcinha fio dental (sabia que meu irmão não era fã de tanga), a calça do pijama e o roupão. Voltei correndo pra perto dele, meu coração tava saindo pela boca…
Não sei se ele reparou, com o roupão por cima não parecia que eu tinha trocado de roupa. Agora precisava arranjar a desculpa do calor pra tirar o roupão e ele ver que meus peitos estavam empinados com os bicos bem durinhos (eu mesma tinha deixado assim).
Tomei mais uns shots, meu irmão fazia o mesmo só pra me acompanhar. Mas ele tinha comido dois sanduíches e eu tava de estômago vazio. Tava começando a bater uma…
Precisava aproveitar antes de apagar.
— Andy, por que não traz umas rodelinhas de limão? Com a tequila fica bem melhor.
Minha língua já tava começando a enrolar, eu tava ficando mais bêbada do que queria.
No momento em que ele saiu, rapidinho servi um shot e coloquei o viagra moído bem fininho. Mesmo assim, dava pra notar. Mexi como pude com o dedo, deixando a bebida turva. O cagaço tava batendo, aquilo não ia dar certo…
Mas, caprichos do destino, ele chegou com o limão, chupamos e bebemos a tequila sem olhar.
Boa, buceta, boa!
Agora sim, tava em condições de continuar, isso tava melhorando. Deixei passar um tempo, precisava fazer efeito o comprimido. E se não funcionasse? E se ele se ligasse que a ereção não baixava?
Passado Um tempinho depois, já deviam ser umas três da madrugada, o filme tava quase acabando. Eu via que o pau dele tava tentando escapar por qualquer lugar, mas ele tava de jeans e aquilo segurava. Tinha que continuar forçando, mas na manha…
O filme terminou, vi que ele queria ir embora…
—Enrola um baseado pra mim, vai. Tô a fim de ficar mais um pouco — Falei como se a gente fizesse isso todo dia, bem natural.
—É que já é meio tarde, Ana. Além disso, já fumamos pra caralho.
—Vai me deixar na mão? Qual é, Andy, só mais um pouquinho, por favor — Falei com uma voz bem manhosa.
Ele cedeu, ainda bem, quase ia embora. Tirei o roupão dizendo que tava morrendo de calor. Não sei como soou, mas Andy ficou todo inquieto ao ver minha camiseta branca, bem justa, onde dava pra ver perfeitamente as aréolas e a excitação dos bicos.
Tenho certeza de que ele queria sair correndo dali, com certeza o pau não ia baixar nem na base da porrada.
Apertei um pouco mais a corda. Enquanto a gente fumava a erva, deixando ele gastar mais, procurei um filme que fizesse ele se jogar de vez.
Coloquei um pornô, um de colegiais que todo mundo comia, começando pelos professores. Ficou gravada na minha cabeça uma frase: "meta seu pauzão no meu bocetinho" — uma das alunas falava pra um professor. Era exatamente o que eu tava pensando.
Apaguei a luz, tirei a calça do pijama e me enfiei debaixo dos lençóis. Andy não tinha perdido nenhum dos meus movimentos, não falou nada, mas acho que tava prestes a cair.
Dois minutos depois, eu tava fingindo que dormia. Tava difícil pra caralho porque eu tava morrendo de sono, se meu irmão não se jogasse naquela hora, eu ia ficar na vontade e com uma frustração do caralho. Eu percebia que tava jogando minhas últimas cartas, se ele não caísse na minha rede, o que eu ia fazer? O que ia ser de mim?
Por um momento, tudo pareceu uma loucura, eu tinha levado meu delírio longe demais, Andy era meu irmão e, por mais que eu Queria, mas nunca poderia ter ele. Ele tinha me dito, não ia errar de novo…
Acordei de repente, algo estava errado. Tava escuro, só a luz do corredor iluminava fracamente o quarto e, pior ainda, eu tava sozinha.
Não encontro palavras pra descrever quanta amargura me invadiu naquele momento. Tava sozinha, o Andy tinha ido embora, meu plano não tinha funcionado, sentia meu coração se despedaçando junto com minhas esperanças, ia ser uma infeliz a vida inteira.
E se eu for pro quarto dele? E se eu me meter na cama dele?
Não conseguia, não podia fazer aquilo, nunca teria coragem de ir atrás dele.
Chorando minha dor, minha covardia, xingando o Andy que tinha me deixado, fui pegando no sono.
Uma inquietação repentina me fez voltar à realidade, tava deitada de lado, senti que me tocavam, minha calcinha tinha sumido (que habilidade), tinham separado um pouco minhas pernas e estavam esfregando meu clitóris, acariciando minha barriga, estimulando meus peitos, excitando meus mamilos… Senti aquele hálito na nuca e chorei de novo, chorei de felicidade, chorei de prazer pelo meu irmão.
Não quis nem me mexer, as carícias dele, tão desejadas, me deixavam louca de tesão, louca de prazer… Num instante, aquele pau enorme tava procurando o caminho dentro da minha buceta. Tive um orgasmo incrível assim que ele enfiou a cabeça, gritei de prazer e ele se afastou. As mãos dele me largaram, a ferramenta grande dele me deixava…
Horrorizada com a ideia de ficar sozinha de novo, antes que ele fizesse qualquer outro movimento, joguei minha mão pra trás e segurei a bunda dele, não tinha chegado até ali pra ficar pela metade. Enfiei a outra mão entre minhas pernas procurando a vara dele. Quando peguei, guiei, puxando forte, vencendo a resistência dele, pra dentro de mim. Assim que a cabeça entrou de novo, não precisei continuar, ele mesmo empurrou de volta, enfiou uma mão debaixo do meu corpo e agarrou meus peitos, eu segurava a outra mão dele em cima do meu grelinho. de prazer.
Ele se soltou de vez, foi aumentando as investidas, cada vez mais forte, até que conseguiu cravar o púbis nas minhas nádegas. No começo doeu por dentro, era grande demais e ele muito impetuoso, cada vez que batia no colo do útero eu via estrelas, e não de prazer exatamente. Mas aguentei, por ele, por mim… Até que, muitas investidas depois, já não doía mais, eu sentia aquela barra de aço me preenchendo além do que jamais imaginei…
Eu estava totalmente empalada, o clitóris inchado, quase doía quando eu esfregava, ia acabar irritando…
— Andy, não esfrega forte que dói…
Percebi que tinha chamado ele pelo nome, não tinha volta, não teria um “me enganei”, um “pensei que era outro”…
— Desculpa, Ana. Vou fazer com cuidado…
Ele se mexeu um pouco, quase saiu de dentro de mim, eu ia pedir, gritar pra ele continuar… Os dedos dele voltaram pra minha intimidade, mas muito mais suaves, já não irritavam, muito pelo contrário. Percebi que ele estava usando algum lubrificante…
— Me dá um pouco disso — falei enquanto me virava, separando nossa união. Agora ela ia saber quem era Ana…
Ele colocou na minha mão, passei bem por toda a buceta, na entrada da vagina… Pedi mais e lambuzei a ferramenta enorme dele. Deitei ele de barriga pra cima, montei em cima, abri os lábios com uma mão e com a outra guiei aquela vara de amor até minhas entranhas. Deslizou como seda e eu me senti no paraíso.
Eu me movia pra frente e pra trás, esfregando minha parte mais sensível contra o corpo dele. Tirei a camiseta e, antes de soltar, ele já tinha as mãos nos meus peitos. Amassava as duas tetas ao mesmo tempo, circulava as auréolas com os polegares, beliscava meus bicos…
Nessa altura, eu já tinha gozado duas vezes com gemidos altos, nunca tinha sentido nada igual, nunca tinha amado tanto alguém, desejado tanto isso…
No meio da minha loucura, de mais um orgasmo divino, procurei os lábios dele, procurei a língua dele, procurei os Orelhas, o pescoço dele... E encontrei tudo, encontrei e fui encontrada. Rolamos na cama, trocamos de posição pra mostrar um ao outro o quanto a gente tava gostando, o que sentíamos e o que sabíamos fazer sentir... Quando, puxando o pau dele, ele usou a boca na minha buceta, eu gozei numa série de orgasmos que nunca tinha sentido, nem sonhava que dava pra sentir assim, um atrás do outro, um em cima do outro, me fazendo gritar, soltando uma quantidade de gozo como nunca tinha acontecido comigo.
Ele me comeu inteira, gozei uma quantidade imensa de vezes, acho até que mijei, tava no limite do colapso. Eu tinha chupado e comido ele inteiro, o pau dele mal cabia na minha boca, tentei de tudo com as mãos, com a boca, com a buceta principalmente...
Quando não aguentei mais, Andrés gozou dentro de mim, me encheu com uma quantidade enorme de porra, fazendo eu ter um último orgasmo dentro de outro orgasmo, mais espetacular que todos.
Totalmente exausta, me deitei na cama com a cabeça no peito dele. Eu ouvia o coração dele, devia estar a mais de duzentas batidas, parecia o rufar de um tambor, era o som do êxtase, da minha felicidade, esperava que da dele também...
Pouco tempo depois, Andy levantou da cama, bem na hora que eu ia pedir pra gente se cobrir, porque tava meio frio.
Ele foi pro banheiro do quarto preparar a hidromassagem. Quando ficou pronta, veio me buscar, e eu quase não conseguia me mexer. Não tava com a menor vontade, só queria dormir. Ele me colocou na água quente, tinha posto sais relaxantes e aromáticos... Dois minutos depois, embalada pelas bolhas, quase me afoguei no fundo daquela banheira.
Rindo, com os olhos brilhando, de um azul tão intenso que me hipnotizavam, ele me levantou pra não me afogar. Me colocou entre as pernas dele, deitada de costas sobre ele, fazendo de colchão pra mim. Apoiei a cabeça no peito dele, curti o calor da água, os sais, as bolhas divertidas...
Quase pegando no sono. Dormindo, as mãos dele foram pros meus peitos, agora estavam relaxados, macios por causa da água quente… Os dedos dele faziam malabarismos com meus mamilos, minhas aréolas inchavam… Ia dizer pra ele que eu tava moída; não consegui, depois do que tinha rolado, não queria abrir mão de nenhum momento com ele, de nenhum carinho.
Dos peitos, uma das mãos dele desceu pela minha barriga, um relaxamento profundo tinha tomado conta de mim, sentia os carinhos dele como uma massagem relaxante, sem conotações sexuais, sem buscar o objetivo final.
Quando ele tocou meu botão do prazer, dei um pulo, isso não relaxa, pensei, tava meio irritada, não me deu uma sensação gostosa… Ele insistiu, tentei aguentar… A água, o gel, os sais, tudo ajudou a superar essa primeira sensação.
Me deixando levar, em pouco tempo os carinhos ternos dele conseguiram o que queriam, minha excitação despertou e tentei virar a cabeça pra beijar os lábios dele. Antes que eu percebesse, ele tava me erguendo com dois dedos enfiados dentro de mim que, sem aviso, foram substituídos pela ferramenta fabulosa dele que, suavemente, sem violência, sem empurrões fortes, foi preenchendo até o último cantinho da minha buceta dilatada.
Tudo foi suave, devagar, sem estridências. Os movimentos pélvicos dele eram lentos, tão lentos que me permitiram me acostumar com o tamanho dele sem a menor dor, tudo eram sensações gostosas fazendo meu amor por esse homem transbordar em lágrimas de felicidade.
Ele continuava acariciando meu peito e meu clitóris com a coisa dele encaixada totalmente dentro de mim, sentia coisas em lugares dentro de mim que nem sabia que existiam… Não esperava que fosse assim, menos intenso mas muito mais longo, pareceram horas, meu êxtase não acabava nunca… Se antes eu tinha alucinado com os orgasmos desconhecidos que ele tinha me dado, agora, outra nova experiência me fez entender que era uma ingênua, uma verdadeira inexperiente, que com a pessoa certa e adequada podia chegar a conhecer níveis de prazer que nem imaginadas.
Depois daquele orgasmo longo, longo, longo veio outro; foi demais, meu corpo não aguentava essas sensações… Quando chegou o terceiro, praticamente grudado no anterior, eu desmaiei, tudo foi mais forte que eu.
Olhando o relógio despertador na mesinha, era um pouco depois do meio-dia, eu estava na cama, nua, moída e feliz. A sensação de satisfação que me tomava eu podia comparar com a felicidade completa, atrás de mim, Andy respirava tranquilo.
Nem me mexi. Depois de meses de tensão, desespero e amargura, queria aproveitar o máximo possível daquela situação maravilhosa. O que eu vivi naquela noite, o que senti… Inimaginável. Não conhecia ninguém que tivesse passado por uma experiência assim, aqueles orgasmos, aquele love, aquela sensação de plenitude…
Distraída nos meus pensamentos, não prestei atenção nos movimentos do meu irmão, pareciam coisas normais ele me acariciar, beijar minha nuca, estimular meus peitos, meu botãozinho de prazer… Quando ele levantou um pouco minha perna esquerda, comecei a perceber o que realmente estava rolando e, antes que eu pudesse dizer que estava moída, a tremenda virilidade dele foi se abrindo caminho dentro de mim.
Eu estava tão sensível, tão receptiva, pensando tanto na noite, no love, na felicidade que, antes de ele enfiar tudo, eu gozei. Claro que aproveitei o orgasmo, mas já era demais, eu ia explodir, gritei que nem uma louca numa mistura de prazer e paroxismo.
Andy continuou, eu estava obnubilada, incapaz de reagir, mole nos braços dele. Num momento de lucidez, pensei que a pílula que tinha dado a ele não tinha sido uma boa ideia, mas também que sem ela provavelmente eu não estaria ali, com ele, sentindo o que estava sentindo…
Me senti grata, primeiro ao meu irmão, ao meu plano… E deixei Andrés continuar me penetrando o quanto quisesse, aguentaria por ele o que fosse preciso. O ruim é que depois do terceiro orgasmo, daqueles tão alucinantes que eu era capaz de me produzir, apaguei de novo.
Quando acordei de novo, já passava das três da tarde, minha buceta tava tão dolorida que nem sabia se era minha ou do vizinho, mal consegui encostar os dedos nela. Tinha gozo seco entre as coxas, os lençóis estavam molhados… Mas eu tava feliz.
Quando virei o rosto pra olhar pro meu irmão, ele não tava lá e, por um instante, senti um pânico de abandono. Só o tempo que ele demorou pra aparecer na porta com uma bandeja nas mãos, com um café da manhã completo.
Nunca, ninguém, tinha me trazido café na cama. Me sentei e ele colocou a bandeja no meu colo.
Ele beijou meus lábios devagar, pegou uma xícara pra ele e, com calma, tomou um café. Eu tinha pão doce, suco, torradas, café…
— Obrigada, Andy — Minha voz falhou e não consegui dizer mais nada. Comecei a chorar de novo de felicidade. Se ele percebesse como eu tinha mudado, como ele me fez tão feliz…
— Obrigado a você, Ana. Hoje me sinto feliz, não só por essa noite maravilhosa, mas por essa manhã. Me sinto feliz porque foi você quem causou isso, porque a pessoa que eu mais amo me mostrou mais amor do que eu poderia imaginar.
Não era que eu tivesse alucinando. Esperava que ele dissesse algo sobre o que a gente tinha feito, que se sentia culpado, ou feliz, mas nunca suspeitaria que ele me amava, que me amava do mesmo jeito que eu amava ele.
— Mas, Andy. Desde quando… Desde quando você me ama? Eu não sabia de nada, você nunca falou nada…
— Porque o primeiro é o respeito. Você não sabe o que senti quando te desrespeitei, naquela noite famosa em que achei que estava com outra garota e aconteceu aquilo. Quase morri. Na época, você era só minha irmã mais velha, a garota mais gostosa que eu conhecia, e eu praticamente te estuprei… Mas depois… Você fez alguma coisa comigo, alguma coisa aconteceu. Eu ficava com outras e não me satisfaziam; quando percebi que era você a causa, só tentei me afastar, te respeitar, não podia quebrar a confiança que você tinha em mim.
— Mas…
— Sim, você vai dizer que até hoje. Não sei o que me deu passado, eu tava contigo, você tinha dormido e eu, sei lá por quê, fiquei de pau duro o tempo todo. A gente tinha bebido e fumado, e eu quase fiz outra loucura. No começo, reagi a tempo e fui pro meu quarto. Tive que bater uma, e só pensava em você. Continuei duro, sabia que era por você, precisava de você, precisava sentir seus peitos de novo, seu corpo, sua intimidade…
— Minha intimidade? Como você ficou fino.
— É, contigo é intimidade, com as outras é buceta. Vê a diferença? Bom, deixa eu continuar. A questão é que eu continuava com a bagaça no talo, não passava, só pensava em você até não aguentar mais. Pensei que, com o tanto que você tinha bebido, tava mais que apagada, então voltei aqui e, bom, o resto você já sabe. Só que quando você gritou, me assustei, você tinha acordado e achei que tinha cagado tudo, que você nunca mais ia querer me ver na vida. Sua reação foi uma surpresa, muito gostosa, por sinal.
— Minha reação… Isso… Na real, pra que vou mentir, tava te esperando. O grito foi um orgasmo, não a surpresa. Aliás, você me deixou toda arrebentada, não sabia que dava pra ter tantos orgasmos seguidos, achava que essa história de multiorgasmo era lenda urbana, mas não, posso confirmar que não é.
— Bom, pra mim também foi uma surpresa. Normalmente, ninguém nunca reclamou de mim, mas ontem à noite foi foda, eu aguentava e aguentava o quanto queria. Acho que foi dos baseados e dos shots.
Me aproximei, segurando o café da manhã, pra dar um beijinho nos lábios dela. Que fofo ele era!
— Aliás — Ela falou de novo — Você não me disse por que tava me esperando. Achei meio estranho você querer ver uns filmes pornô comigo, mas como ultimamente tava te vendo na seca, pensei que você tava buscando um pouco de satisfação, não a mim.
Passei a mão no rosto dele. Que gato ele era!
— Andy, Andy, Andy. Se você soubesse o que provocou em mim na noite da Vanessa. Acho que aquele engano trouxe consequências pra mais de um.
Ele se inclinou e voltou a Me beija, não na boca, mas num dos meus peitos que eu mostrava desafiante. Quase deixei cair a bandeja de susto.
— Para, para. Você tem que me deixar descansar um tempo. Não tem ideia de como eu tô, meus nervos estão à flor da pele, você me fez passar em uma noite mais de vinte vezes o que vivi até agora. Não pode nem me tocar. E não é porque não quero, é que tô no limite das minhas forças.
— Tá bom, sim. Já estranhei você ter desmaiado ontem à noite. E hoje de manhã de novo. Desculpa, não sei o que acontece comigo quando tô com você. É só te olhar e te desejar, querer fazer amor com você, não me canso de ti, esperei tanto por você…
— Tá, tá. Mas com calma. Primeiro a gente toma café, depois tomo um banho, depois descanso, tenho que passar pomada na minha coisinha se quiser que ela esteja pronta pra você. E depois, a gente vê…
E fizemos o combinado. Nunca imaginei que, depois da primeira impressão, a continuação fosse ainda melhor. Lembro das palavras da minha mãe: "você tem que enganar ele". Pois já tá enganado. E eu enganada também. Não me canso dele. Nos dias que meus pais estão em casa, eu subo pelas paredes, fico louca da vida e vejo que ele também. Ainda bem que quase sempre estamos sozinhos. Embora a gente esteja pensando em ir morar junto, meus pais têm grana, poderiam comprar um apê pra gente… Que sonho mais lindo!
Mas se consegui o Andy, vou conseguir o apê do meu pai. Tenho certeza.
O único problema que vejo nisso tudo é que sou muito ciumenta, o Andy praticamente não é. Outro dia dei um puta escândalo porque uma mina da faculdade ficou dando em cima dele e o coitado não fez nada. Quando me toquei, já tinha feito a maior bagunça e ele ficou dois dias sem falar comigo.
Imagina como tive que pedir desculpas. Outra sessão super intensa. Bom, como quase todas são.
Preciso repensar essa parada, ciúme é mau conselheiro. Vou, aos poucos, melhorando, dando um sorriso enorme pra qualquer mina que chega perto do meu irmão. Sei que ele me agradece
E não me canso de ficar com ele, tô acostumada com ele, vivemos juntos desde que nasceu. Por que eu tenho que me separar do meu irmão? Não temos atritos, as brigas são idiotas e a gente resolve na hora. Somos capazes de ceder no que realmente importa pra cada um porque nos conhecemos de sobra.
Amo meu irmão. E repito, quero ele, amo ele, quero ele…
E já sei o caminho a seguir. Daqui a pouco, o pai vai comprar o apê pra gente, não sou eu que vou convencer ninguém. Até minha mãe concordou, olha só!
Vamos viver juntos, nos amar, eternamente. Juro que sempre serei fiel a ele porque ninguém me conhece como ele e, depois de ter provado ele, ninguém nunca vai me satisfazer. Sei que ele também vai ser fiel, nem cogita o contrário, e já que meu irmão é tudo pra mim, eu serei pro Andy o que todo homem quer e quase ninguém tem (segundo minha mãe):
Uma dama na sala, uma chef na cozinha e uma puta na cama dele.
Pra Andy, com todo meu amor.
Ana.
6 comentários - Será que é possível?