- Bom dia, Gustavo, foi o cumprimento cristalino e brincalhão que o recebeu quando entrou no supermercado. Atrás, o pai dela estava arrumando alguns produtos.
- Bom dia, Luciana, oi, Jorge, foi a resposta medida e controlada como sempre, embora os olhos dele tenham se iluminado ao ver a pessoinha que o cumprimentava: loira, 1,70, esbelta, um corpo desejável sem ser exuberante, olhos azuis, um rosto que, sem ser uma beleza perfeita, era muito sensual e atraente. Enfim, uma mulher linda de uns 35 anos, que para os seus 55 era um sonho completo.
Fazia 25 anos que ele morava no bairro, e lembrava quando, nos primeiros tempos, ao começar a ir ao mercado, a via brincando de atender os clientes. Uma menina linda, alegre e safada, que atrapalhava mais do que ajudava.
Quando ela fez 16 anos, tinha explodido, se transformando na mulher que era hoje. Casou e tinha dois filhos. O marido viajava direto e aparecia pouco. Ela passava os dias entre a casa com os filhos e o negócio da família, que cada dia estava mais sob o comando dela. Os pais, aos poucos, estavam se aposentando e deixando ela na frente do caixa.
Ele percorreu as prateleiras escolhendo o que precisava, enquanto a ouvia atender os outros. A voz dela era atenciosa, mas ele juraria que, quando falava com ele, ganhava um tom mais íntimo, mais próximo. Mas com certeza era imaginação dele. Tantos vezes tinha sonhado em ter ela nos braços que a mente pregava uma peça nele. Pra piorar, ela morava perto da casa dele, então era muito comum vê-la passar, e em toda oportunidade, os olhos dela se iluminavam e ela o cumprimentava com muita simpatia. Ele precisava se convencer de que as atenções que achava receber tinham mais a ver com o tempo que se conheciam do que com outra coisa. Mas as fantasias não podem ser controladas.
Chegou ao caixa e lá Luciana começou a somar as compras, enquanto perguntava sobre o trabalho dele, a esposa e os filhos.
Sim. Gustavo era casado há 30 anos e tinha dois filhos. um de 28 e a menina de 25. Ambos já independentes e morando em outra cidade, maior e mais vibrante do que essa pequena localidade, onde ele passava seus dias. De qualquer forma, apenas 30 km o separavam da cidade grande, então se viam com frequência.
Finalmente, ele deu o total e Gustavo pagou.
- Aqui está seu troco, disse ela, tratando-o por "você" como sempre. Espero que volte logo, falou, olhando fixamente nos olhos dele.
- Sempre que puder, Luciana, sempre que puder, ele respondeu, deu meia-volta e saiu.
Luciana o viu partir e ficou com aquele gostinho estranho na boca. Desde pequena, sempre sentiu atração por aquele homem e, apesar dos anos que passaram, ele ainda provocava nela a mesma sensação, aquelas borboletas no estômago e uma plenitude que a preenchia. Depois ela se casou, amava o marido e os filhos, mas aquele homem ainda mexia com ela como no primeiro dia. Sempre pensou que só se sentiria mulher de verdade nos braços dele.
Já no caminho para casa, ele não conseguia parar de pensar nela. Sim, a conhecia desde criança, mas ela já não era mais uma criança. O que aconteceria se ele tentasse alguma coisa? Era impossível. O único lugar onde a via era no comércio, e sempre tinha outras pessoas por perto. Na rua, nem pensar em falar com ela, porque chamaria a atenção de todos os vizinhos na hora.
Mas ele não conseguia parar de pensar nela. Sentia que era uma oportunidade que surgia para ele se sentir vivo de novo. O casamento dele era pura rotina. Amava a esposa, mas o romantismo e o sexo já tinham ficado para trás. De repente, com Luciana, ele sentia que voltava à juventude.
Alguma coisa precisava ser feita, mas ele não fazia ideia do quê.
Naquela tarde, enquanto tomava banho, lembrou de Luciana e, como um adolescente, se masturbou debaixo do chuveiro, sonhando que a tinha à mercê. Finalmente, decidiu que essa situação precisava ter um fim, para o bem ou para o mal. Os dois já eram crescidos e as coisas podiam ser conversadas de frente.
Na próxima visita ao comércio, enquanto passava pelo caixa, aproveitando que não havia Nenhum familiar por perto, deu pra ficar batendo papo mais um tempinho. Luciana começou a perguntar sobre os filhos dele.
- Tão lá, cuidando das suas coisas de sempre, ele respondeu, atencioso.
- Deve ser legal morar na cidade, né? ela comentou.
- Bom, tem coisas boas e ruins.
- Eu adoraria morar lá, mas minha família e meu trabalho são aqui.
- Pensei que você fosse feliz nesse lugar.
- Não reclamo, mas a cidade permite outras coisas. Principalmente não ficar sempre sendo observada e vigiada por todo mundo, falou com desdém.
- Isso é verdade. Aqui não dá pra fazer nada. Até a ação mais inocente vira suspeita.
Os olhos dela brilharam.
- É exatamente o que eu sempre digo. Quando consigo dar um pulo na cidade, me sinto livre.
Uma luz de atenção brilhou na mente de Gustavo.
- E você vai direto?
- Não muito, mas a cada 15 dias tiro uma manhã pra mim.
- Isso é bom. E o que você faz quando vai?
- Ah, nada. Fico olhando vitrines. Entro no shopping do centro. Tomo um café.
- Bom, se a gente se encontrar um dia, vou te pagar esse café, ele disse cheio de intenção.
Ela olhou pra ele e sorriu.
- É uma promessa que aceito de bom grado. Mas você tá se aproveitando, porque é muito difícil a gente coincidir.
- Então vamos fazer uma coisa. Quando você for na próxima vez, me liga. Aqui, deixo meu número. E se por acaso eu viajar, a gente combina, que tal?
- Tá bom, mas não quero que você se sinta obrigado, ela disse com malícia.
- Por favor. Não é obrigação nenhuma. Na verdade, seria um sopro de ar fresco na rotina do dia a dia, ele falou.
Saiu da loja transformado. Se sentia vivo e jovem. Nada tinha acontecido e com certeza nada ia acontecer, mas o rumo que a relação tinha tomado permitia que ele se sentisse satisfeito. Pelo menos tinha agido pra que as coisas mudassem.
Luciana sentia as pernas tremendo. Gustavo tinha aberto a porta pra uma oportunidade. Será que ela teria coragem de jogar?
Tudo seguiu como sempre. Os dias passaram e nada aconteceu. Gustavo não tocou mais no assunto nas vezes que foi fazer as compras. Com certeza ela tinha sido muito atenciosa pelo tempo que se conheciam, mas daí a compartilhar com ele um tempo fora do estritamente social, era um salto muito grande. E por outro lado, devia ter muitos jovens da idade dela com quem sentar pra conversar, se realmente quisesse fazer isso.
Uma noite, ele estava no quarto vendo televisão. A esposa dele estava na sala de jantar vendo uma novela e ele tava interessado em acompanhar uma entrevista que passava em outro canal. De repente, o celular dele tocou. Número desconhecido. 11 da noite. Pensou em não atender, achando que era engano.
Meio sem vontade, atendeu.
- Oi
- Oi, é o Gustavo?
- Sim, é ele. Quem é? Perguntou irritado
- Desculpa te incomodar a essa hora. Sou a Luciana
O coração dele parou por um instante. Um arrepio percorreu o corpo dele.
- Luciana, que surpresa. Não imaginava que era você. Sinceramente, pensei que era alguém querendo perturbar, disse apressado.
- Desculpa, não quero te atrapalhar, disse Luciana se desculpando.
- Não tava falando de você. Você nunca me atrapalharia. O que você precisa?
- Nada. Bom, na verdade o que acontece é que amanhã de manhã vou pra cidade, e se por acaso você estiver lá, podia me pagar aquele café que prometeu.
- Com todo prazer. Vamos fazer o seguinte. Amanhã de manhã te ligo se eu for e a gente combina onde se encontrar, quer?
- Perfeito. Eu vou viajar de manhã cedo porque tenho que fazer várias compras, mas acho que no meio da manhã vou estar livre. Se você tiver um tempinho, a gente se fala.
- Claro. Fica tranquila. E obrigado por ligar, disse educadamente.
- Não, por favor, e desculpa o incômodo. A gente se fala, disse Luciana e desligou.
Ele ficou ali, sem fôlego. Não conseguia acreditar que aquilo tava acontecendo. Ficou deitado, mas o noticiário na TV passou sem que ele percebesse. Ficou pensando no dia seguinte, em como aproveitar aquela que seria a única oportunidade dele.
Quando a esposa veio se deitar, o interrogou.
- Me Pareceu que ele ouviu o celular. Te ligaram?
- Sim. Um cliente que precisa que amanhã cedo eu vá vê-lo no escritório dele na cidade.
- Que pena que ele avisou tão em cima da hora. Eu adoraria ter dado um passeio, mas amanhã já tenho compromissos, disse a esposa decepcionada.
- Olha, não sei até que horas ele vai me prender, então é melhor a gente organizar uma viagem outro dia, onde possamos passear os dois juntos, não acha?
- Sim, você tem razão. Não dá pra misturar trabalho com prazer, porque depois o tempo não dá conta nem de uma coisa nem da outra.
No dia seguinte, ele acordou cedo, tomou banho, se arrumou com muito cuidado. A esposa dele ainda dormia, então não pôde estranhar a situação. Deu um beijo nela, subiu no carro e partiu.
Ao chegar, pegou o celular e ligou pra Luciana.
- Oi, respondeu uma voz cristalina
- Oi Luciana, cadê você?, perguntou
- Gustavo! Achei que você não viria, ontem à noite te notei muito ocupado.
- É verdade, mas adiantei algumas coisas que tinha que fazer e de quebra cumpro minha promessa.
- Já se livrou dos compromissos?
- Tenho meia hora, mentiu, onde a gente pode se encontrar?
- Conhece o Café das Artes?, diante da resposta afirmativa, completou “a gente se vê lá em 45 minutos, que tal?”
- Perfeito. Um beijo, respondeu Gustavo.
- Também pra você, disse Luciana.
Gustavo dirigiu devagar até perto do local do encontro e estacionou a meia quadra do café. Ficou dentro do carro matando tempo, e quando deu a hora, desceu e foi até o ponto de encontro.
Ao entrar, olhou ao redor. No fundo, numa mesa, Luciana fez sinal. Sem pressa, ele foi até lá.
Quando chegou, Luciana se levantou e ofereceu a bochecha, que ele beijou suavemente.
- Tá esperando há muito? Desculpa se demorei, mas o trânsito tava complicado, mentiu
- Não, cheguei há 5 minutos, além disso, disse olhando o relógio, você chegou bem na hora. Eu que tava mais impaciente, falou rindo.
Eles se sentaram e começaram a... Falar das coisas do dia a dia do bairro. Uma moça se aproximou e pediram dois cafés com leite. A conversa era muito agradável, e os minutos voavam. Das coisas comuns do bairro, passaram para os assuntos de família. O trabalho, os filhos, a família, e acabaram chegando no casamento.
Gustavo estava casado há 25 anos e tinha dois filhos já crescidos. Luciana estava casada há 12 anos e tinha três filhos de 11, 8 e 5 anos.
- Pois é, sempre me admirei como a maternidade te caiu tão bem. Você está mais gostosa agora do que quando se casou, disse ele, puxa-saco.
- Não zoa, que eu sinto que os anos passaram por cima de mim. Me sinto muuuuito velha, disse ela sorrindo.
- Se você está velha, o que sobra pra mim? Sou um verdadeiro fóssil, disse Gustavo.
- Nos homens é diferente. Com os anos, às vezes eles ficam mais interessantes e atraentes. Nem sempre, mas às vezes. Já as mulheres, com o tempo, ficamos velhas e enrugadas.
- Pois no seu caso, fica tranquila que você não está nem velha nem enrugada. Com certeza você é o sonho de mais de um homem que te conhece, disse ele sinceramente.
- Pode ser, mas o que acontece é que o casamento nos condiciona demais. Meu marido me ama, tenho certeza, mas já não nos desejamos mais como antes. O tempo não perdoa, disse ela resignada.
- Acontece com todo mundo, não se preocupa. Mas me intriga o fato de você se atrair por caras mais velhos, disse ele voltando ao assunto.
- Não me atraio por todos os caras mais velhos, também não exagera. Só disse que tem homens que com os anos não perdem o charme, pelo contrário.
Com calma e devagar, Gustavo pegou as mãos dela sobre a mesa.
- Te pergunto porque me surpreende você reparar no charme de homens mais velhos que você, quando tem tantos jovens da sua idade pra olhar. Se ela notou que ele tinha pegado nas mãos dela, não disse nada, continuou conversando como se nada fosse.
- Se os jovens são gostosos, eu olho sim, não pense que não, disse ela sorrindo.
- O problema, Luciana, é que talvez alguém Maior que você interprete mal seu interesse. Sabe, com uma certa idade, a gente já não tem mais tanto tempo pra joguinhos, ele disse baixinho, sem soltar as mãos dela.
- Acho que ninguém se confunde tanto assim, ela falou pausadamente.
- Luciana, você não faz ideia do quão feliz estou por ter conseguido compartilhar esse tempo com você. Mas tem umas coisas que a gente precisa esclarecer, ele disse decidido.
- Que coisas? Ela perguntou.
- Quantas vezes a gente conseguiu se encontrar e conversar assim, com tanta intimidade?
- Nunca, ela admitiu.
- Quantas vezes mais você acha que a gente vai poder se encontrar de novo?
- É... é difícil, ela disse.
- Por um momento, peço que a gente esqueça a diferença de idade, se possível. Você me atrai pra caralho. Sempre me atraiu, de verdade.
- Bom, obrigada, mas...
- Espera, deixa eu terminar e depois prometo te ouvir, tá?
- Tá bom, ela aceitou.
- Repito que você sempre me atraiu, e por muito tempo eu sonhei com você. Sonhei em poder te encontrar assim, em poder conversar contigo. Sonhei com o quão feliz eu ia ser, e como estar com você ia me fazer sentir completo. E tenho que dizer que a realidade superou minhas fantasias.
- A gente se conhece há muito tempo, inclusive você é muito amigo do meu pai e da minha mãe... ela disse.
- Nesse momento, não sou amigo de ninguém. Sou um homem enfeitiçado por uma mulher gostosa que precisa beijar e acariciar. Te falei pra esquecer de tudo. Não me importa quem você é nem quem são seus pais. A única coisa que importa é o jeito que você me faz sentir. E sinto que essa é a única chance que tenho, e não quero que você fique brava, mas não posso deixar passar. Preciso que a gente fique a sós, num lugar íntimo e tranquilo, e acho que você também precisa. Nada do que aconteceu antes tem importância. Nada do que acontecer depois vai ter. O aqui e agora é a única coisa que deve importar pra gente. E é isso que eu tô te propondo. Que você me veja simplesmente como um homem louco por você. E que seja uma mulher decidida a dar e receber prazer.
O silêncio os envolveu. De mãos dadas, olhavam-se nos olhos.
— Gustavo, você realmente me surpreendeu. Não pensei que fosse dizer as coisas que disse. Nos conhecemos há muito tempo. Conheço sua família e você conhece a minha. Mentiria se dissesse que não gosto de você, mas daí até o que você está me propondo há uma grande distância, e me pega realmente de surpresa. Não me interprete mal, não estou brava, entendo sua proposta. Entendo que você esperou muito tempo para dizer isso e que esta foi a primeira oportunidade, mas você torna tudo muito difícil para mim. Você está me pedindo para enganar meu marido, ter um caso, nada mais que pelo prazer de tê-lo, arriscar tudo por um momento de prazer. Não acho que estou pronta para isso — disse ela, séria.
Gustavo puxou as mãos dela para perto e as beijou. O perfume da pele dela invadiu todos os seus sentidos. Aqueles olhos verdes que o olhavam com curiosidade o excitavam e o faziam se sentir um adolescente.
— Olha, Luciana. Somos adultos e acho que joguinhos roubam um tempo precioso e impossível de recuperar. Vamos fazer uma coisa. Não quero que você se ofenda, nem mude a opinião que tem de mim. Não gostaria de perder sua amizade, nem ficar sem poder continuar te cumprimentando todo dia, como sempre. Vou pagar os cafés, e depois de pagar, vou te dar um beijo, levantar e ir embora. Se você ficar sentada aqui, tudo bem. Se sair comigo, então vamos para um motel bem discreto que conheço, e lá vou poder te beijar e acariciar com toda a vontade que tenho, e vou te possuir como sempre sonhei. Depende de você, como sempre acontece nesses casos. A última palavra é sempre da mulher. E dito isso, soltou as mãos dela e chamou a garçonete. Pediu a conta, enquanto, com o canto do olho, observava as reações dela. Ela tinha ficado vermelha e, pegando a bolsa, fingia procurar algo dentro dela para não ter que olhar para ninguém. Com certeza sentia que todos estavam olhando para ela, o que não era verdade. As pessoas O que estava no café estava toda entretida com seus próprios assuntos, e o diálogo foi em voz baixa, de modo que ninguém conseguiu acompanhar.
Trouxeram a conta, ele pagou, e quando a garçonete se afastou, ele se levantou e, aproximando-se de Luciana, beijou-a na bochecha, depois deu meia-volta e seguiu em direção à saída. Caminhou devagar, sem olhar para trás. Chegou à porta e saiu. O ar fresco o fez tremer. Só ali percebeu o calor que estava. Imaginou que seu rosto devia estar vermelho, mas não ligava. Achava que tinha agido como qualquer homem faria. Sem súplicas, sem choramingos.
— Não seja assim, pelo menos pode me levar até o ponto de ônibus — disse uma voz atrás dele.
Ele se virou e lá estava Luciana, de pé atrás dele. Uma calça jeans justa, uma camiseta branca e uma jaqueta meia-estação.
— Vou te levar até o ponto de ônibus, não esquenta — disse ele, pegando-a pelo braço.
Foram até o estacionamento e subiram no carro de Gustavo. Antes de dar a partida, Gustavo se inclinou sobre ela e, de surpresa, tomou seus lábios, beijando-a fundo e com ternura. Luciana, surpresa, não resistiu e, depois de alguns segundos, correspondeu ao beijo da mesma forma. Foi um beijo longo, prolongado, até que os dois precisaram respirar. Gustavo se afastou, ligou o carro e saiu. Luciana ficou sentada, imóvel.
— Olha, Gustavo, me lisonjeia que você goste tanto de mim como diz — falou Luciana, procurando as palavras.
Gustavo dirigia sem dizer nada.
— Mas a gente vive numa comunidade muito pequena. Qualquer coisa que a gente fizer, todo mundo vai acabar sabendo e a gente vai ter um monte de problemas — continuou ela. Gustavo seguia em silêncio.
— A gente pode continuar sendo amigos, não me incomoda o que aconteceu, te juro.
Gustavo virou numa esquina e, como vinha, entrou num motel. Luciana nem percebeu, tão concentrada estava tentando justificar o que tinha acontecido e por que nada mais devia rolar. Gustavo pegou o ticket com o número do Entrou no quarto e foi com o carro até a garagem do cômodo que era dele. Assim que chegou, desligou o motor. Foi nesse momento que Luciana percebeu o que estava rolando.
- O que você tá fazendo? — perguntou assustada.
- Te falei o que ia acontecer se você saísse comigo do café — disse Gustavo, pegando na mão dela.
- Mas, Gustavo, pensei que a gente tinha combinado que você ia me deixar no ponto de ônibus — falou séria.
- E vou te deixar, depois, não se preocupa — disse enquanto a beijava de novo.
- Mas não é assim — falou ela, resistindo ao avanço de Gustavo —, tenho que ir, tão me esperando.
- E você vai, mas não sem antes descobrir do que é capaz — disse ele enquanto conseguia beijá-la e a pegava pelo pescoço.
Luciana respondeu ao beijo e se deixou acariciar por aquela mão que percorria seu pescoço e sua nuca, forçando-a a aprofundar o beijo. Os lábios dela se entreabriram e a língua de Gustavo invadiu, dando mais intimidade ao encontro. A mão dela desceu pelo peito dele e rodeou a cintura, deixando o tempo passar. A sensação era muito gostosa. Fazia tempo que não a beijavam com tanta ternura, com tanta paixão. Percebeu que começava a ficar excitada, que aquele homem que sempre achou atraente e inteligente a estava levando por um caminho sem volta, por um caminho novo que ela queria percorrer. O da infidelidade. Sempre desconfiou que o marido tinha umas aventuras, ainda mais porque passava muito tempo fora de casa por causa do trabalho, mas nunca pensou que se veria numa situação daquelas.
Os beijos de Gustavo deixaram os lábios dela para percorrer o rosto e o pescoço, e terminaram roçando os bicos dos peitos por cima da roupa. Ela estava paralisada. Parecia que o que tava acontecendo estava acontecendo com outra pessoa e que ela era só uma espectadora. Quando a mão de Gustavo pegou a dela e a forçou a acariciar a braguilha dele, percebeu que já não era mais brincadeira e que não era uma espectadora. Era a atriz principal daquela cena erótica. No começo, ela quis tirar a mão, mas a pressão do macho a obrigou a se apossar daquela vara quente que se marcava por baixo da roupa, e em pouco tempo já estava acariciando ela pra cima e pra baixo, mesmo depois que a mão de Gustavo já a tinha soltado. A mão dela agora tinha vida própria. A mão livre do macho agora se apossava dos peitos dela, e percorria um e outro, com um toque suave que a enlouquecia e a excitava. Ela sentia os bicos dos peitos endurecerem e ficarem mais sensíveis. Começou a suspirar e gemer, respondendo aos avanços de Gustavo. Foi nesse momento que Gustavo se afastou, deixando ela quente e necessitada. Ele desceu do carro, deu a volta e abriu a porta do lado dela, estendendo a mão pra ela descer do veículo. Luciana olhou pra ele e hesitou. Sabia que se descesse com ele, não teria volta. Ainda dava tempo de botar um ponto final nessa situação. — Por favor, Gustavo — ela suplicou, mas o olhar de desejo do macho deixou bem claro que, se dependesse do bom senso dela, tava perdida. Aquele homem tava decidido a possuir ela. A mão de Gustavo insistiu, e ela, por fim, timidamente, entregou a mão dela e virou o corpo pra descer do carro. Gustavo ajudou ela a se levantar e, quando ela ficou de pé, fechou a porta e, apoiando ela contra o carro, voltou a beijá-la, dessa vez com um beijo mais predador que os anteriores. Tinha posse naquele beijo. Já não era algo meigo, era uma demonstração de domínio do macho que excitou ela ainda mais. Depois daquele beijo, ele pegou ela pela mão e levou pro quarto. Abriu a porta e fez ela entrar. Fechou a porta e levou ela até a beira da cama. — Você realmente nunca pensou que isso ia acontecer? — ele perguntou enquanto beijava e acariciava o corpo todo dela. — Por favor, Gustavo, se controla. A gente vai se arrepender depois. Não vamos jogar tudo fora — ela dizia, mas as palavras dela não tinham nada a ver com a atitude complacente que curtia as carícias que percorriam o corpo todo dela, e quando uma mão de... Gustavo se perdeu entre as pernas dela e apertou contra a buceta dela, sem perceber, ela abriu mais as pernas pra sentir mais fundo.
— Vou me arrepender se não te possuir — ele dizia quando a boca ficava livre. As mãos dele procuraram a borda da camiseta dela e, devagar, levantaram até tirar pela cabeça, deixando ela só de sutiã. As mãos do safado agora tinham mais liberdade pra brincar com os peitos dela, e os gemidos de satisfação mostravam que ele tava curtindo pra caralho.
— Que peitos lindos que você tem, do jeito que eu imaginava — dizia Gustavo, enquanto uma mão amassava os seios dela e a outra voltava a marcar o caminho entre as pernas. Luciana sentia que a roupa incomodava, mas não queria ceder e ficar pelada. Precisava resistir o máximo possível.
— Chega, Gustavo, olha, vamos fazer um acordo: a gente se beija, conversa um pouco e depois cada um vai pro seu lado, sem estresse, por favor — implorava Luciana, mas por dentro torcia pra ele não dar ouvidos. Não precisava nem implorar. Gustavo não ia parar por nada. Nem um terremoto impediria ele de continuar com as manobras. Além disso, sentir aqueles peitos debaixo da mão e acariciar a buceta dela já tinha deixado ele a mil. Não tinha nada que evitasse o que ia rolar.
E, no entanto, a atitude de Gustavo surpreendeu ela. De repente, ele soltou ela e se afastou uns passos. Olhando nos olhos dela, começou a se despir devagar. Primeiro o moletom e a camisa, deixando à mostra um corpo definido apesar da idade. Depois, desabotoou o cinto, os botões da calça, o zíper. Sentou na cama, tirou os sapatos e as meias e, levantando de novo, terminou de tirar a calça. Ficou ali de pé, mostrando um volume respeitável. Devagar, sentou na cama e se encostou no encosto.
— Vem, Luciana — disse ele, chamando com a mão.
A mulher hesitou. Sabia que se obedecesse, tava se rendendo. voluntariamente a tudo o que ia acontecer. Mas a visão daquele homem com quem ela sonhava desde a adolescência, ali, nu e pronto para aproveitar o corpo dela, era uma tentação irresistível. Ela deu um passo em direção à cama, e um gesto do homem a deteve.
- Você está muito vestida pra mim. Vamos, me mostra seu corpo, por favor, ele disse carinhosamente.
Luciana olhou pra ele, e um sorriso leve se desenhou no rosto dela. Tirou os sapatos, desabotoou a calça jeans e deixou ela escorrer até os pés, saindo com agilidade. Uma calcinha fio-dental branca, combinando com o sutiã, destacava a perfeição das curvas dela. Assim, ela se aproximou da cama, sentou na borda, inclinada pro lado dele, deixando todos os encantos ao alcance do homem, ali na distância de um braço.
Suavemente, Gustavo passou a mão no rosto dela. Com o toque da mão, ela fechou os olhos. Sentiu aquela mão deslizando pela pele, e a respiração dela ficou ofegante. Quando os dedos chegaram nos peitos dela, os mamilos estavam duros e sensíveis. Percebeu que a outra mão subia pela perna dela e, devagar, tomava conta da buceta dela.
Luciana, quase instintivamente, apoiou a mão no peito de Gustavo e, acariciando, foi descendo até a cintura dele. Se entreteve um momento e depois desceu até o volume que a atraía magneticamente. Uma arma dura e quente a esperava debaixo da única peça de roupa que ele ainda vestia.
Gustavo, excitado com as carícias que ela dava, perdeu o controle quando sentiu a mão doce de Luciana acariciando a vara dele. Naquele momento, os dedos dele habilmente afastaram a calcinha fio-dental e a mão dele fez contato direto com a buceta da mulher. Um suspiro marcou o prazer dela, e uma lenta abertura das pernas foi a permissão para os dedos do homem invadirem intimamente. Sentir aqueles dedos lutando pra possuir ela a deixou louca, e ela se inclinou sobre Gustavo pra começar a beijar ele.
O dedo médio da mão do homem se introduziu devagar e por completo na buceta dela, e ela gemeu. enquanto o beijava. Desceu pelo pescoço dele e se demorou no peito, mordiscando os mamilos do macho, enquanto o dedo a masturbava simulando uma posse fálica. A excitação a fez continuar descendo pelo corpo de Gustavo, até tropeçar na vara dele, lutando para sair do seu esconderijo, pulsando e vibrando de forma incontrolável. Habilmente, enquanto descia com a boca, uma das mãos dela se adiantou e deslocou a cueca, libertando a ferramenta túrgida, que saltou para cima, incontrolável. Imediatamente, a mão que a havia libertado a envolveu e começou a masturbá-la suavemente, preparando o caminho para o que viria. Sem abrir os olhos, continuou descendo, gratamente encantada pela pica que rodeava sua mão. Era grossa e comprida. A sensação era muito satisfatória.
Quando a boca dela chegou até ela, foi engolindo devagar, até um ponto onde percebeu que era impossível engolir tudo e, dali, recuou para brincar com a língua por toda a extensão dela.
Gustavo deslizou para baixo, obrigando-a a descer mais para continuar com o fellatio, e as mãos dele a ajudaram a girar completamente e colocar um joelho de cada lado do rosto do macho, que, deslocando a calcinha dela, percorre com a língua a buceta dela, se apossa do clitóris dilatado e começa a introduzir a língua, provocando espasmos em Luciana, que se descarrega aumentando a força da sucção na pica de Gustavo.
Nunca a tinham acariciado daquele jeito. Ela tinha visto em algum filme pornô, mas o marido não era chegado a um cunnilingus, e ela nunca tinha feito aquilo. Se sentiu suja, uma verdadeira puta, mas, por outro lado, adorava a atenção do macho. Também era verdade que o marido dela tinha que pedir para ela chupar a pica dele, e nessa situação ela tinha agido por conta própria, tomando a iniciativa. Como era diferente o sexo clandestino....
Continuaram assim por um bom tempo. Ela sentia o líquido pré-seminal brotando da vara de Gustavo, e aquele sabor a excitava. Sentia o tesão crescer e aquela língua brincando na buceta dela a deixava louca. Quase sem perceber, sentiu o orgasmo aumentar, até ficar incontrolável e explodir num clímax avassalador. Teve que soltar a pica do Gustavo pra poder gemer à vontade. Foi uma libertação. Fazia muito tempo que não se sentia assim. Achou que ia morrer de prazer.
Gustavo deixou ela gozar sem parar de penetrá-la com o dedo, que chapinhava na umidade que jorrava do corpo da Luciana. Quando ela terminou e se desmanchou ronronando igual uma gata, ele desabotoou o sutiã dela, com cuidado virou ela, tirou o sutiã, puxou a tanga, abriu as pernas dela, se ajoelhou entre elas e, colocando-as sobre os ombros dele, apoiou a pica dilatada na entrada da buceta dela, fazendo a cabeça separar os lábios da mulher. Olhando nos olhos dela, avançou e a possuiu.
Luciana, ainda mole do orgasmo, não conseguiu fazer nada diante das manobras do macho e só quando se sentiu penetrada abriu os olhos. Pra surpresa dela, a expressão carinhosa do Gustavo tinha sumido. Sobre ela tinha um homem disposto a possuí-la com tudo, a partir ela ao meio se pudesse, a despedaçá-la com o cacete enfurecido dele. E o que ela viu, gostou.
Nessa posição, ele se enterrou até o fundo, e ela se sentiu preenchida como nunca. Não achava que dava pra aguentar tanta pica, mas ali estavam os dois corpos se tocando e mostrando que a conjunção era total. As bolas do macho batiam nela quando ele investia até o fundo e depois recuava.
— Me dá mais, me dá mais — era a única coisa que ela conseguia dizer diante do ataque predador do macho.
— Tô te dando tudo, puta, sente porque vou te partir no meio na base da pica — dizia Gustavo entre os dentes enquanto continuava a metida e sacada.
— Por favor, não me enche — implorou Luciana.
— Ainda não — rosnou Gustavo enquanto acelerava as investidas. De repente, parou e, saindo dela, virou ela de lado e se deitou atrás dela. Nessa Ela levantou a perna e enfiou de novo dentro dela enquanto acariciava os peitos dela. Luciana virando a cabeça oferecia a boca e ele pegava e metia a língua. Ao mesmo tempo, ela brincava com as bolas dele, que estavam duras, cheias de porra. Sentia aquela pica entrando e saindo, que nem uma máquina bem lubrificada. A mão dela se apoiou na perna do macho e ela pôde sentir a tensão dos músculos quando ele empurrava pra cravar até o fundo. Esses movimentos excitavam ela pra caralho. Sentia o orgasmo crescendo de novo, mas ao mesmo tempo tinha que controlar pra Gustavo conseguir tirar antes dela gozar. Ela se cuidava, mas não queria ter problema.
Quando sentiu que a aceleração aumentava, sentiu que um novo orgasmo tava chegando, mas ao mesmo tempo sentia que o do macho também tava perto.
- Tira, por favor, implorou, recebendo só um grunhido como resposta.
- Tira, Gustavo, não goza dentro, voltou a suplicar, e de repente sentiu o macho enterrar até o fundo. Se agarrou na perna dele e sentiu ela tensa que nem um cabo de aço, e um calor queimou ela. Gustavo tava se esvaziando dentro dela.
- Espera!!! Eu falei pra você tirar!!!, gritou e na hora o orgasmo levou ela pro sétimo céu, perdendo o controle do que tava rolando. Gustavo se esvaziou dentro dela jato após jato, gemendo e suspirando. Parecia que ia ter um treco. Fazia muito tempo que não tinha um orgasmo tão fundo. Por fim, ficou parado, sentindo a pica dele pulsando e amolecendo. Os dois ficaram exaustos. Passaram vários minutos.
- Desculpa, Luciana, mas não consegui tirar. Fazia tempo que queria te encher assim, disse como desculpa.
- Tá tudo bem. Eu também precisava sentir você dentro de mim, disse ela. Preocupada, sentou na cama.
- Que horas são?, perguntou, tenho que ir, tá ficando tarde.
Gustavo pegou ela pela cintura e forçou ela a deitar de novo pra começar a beijar ela. Ela se entregou totalmente.
Se beijaram feito adolescentes por um tempão.
- Vamos, Luciana, sei que você consegue levantar ele de novo — sussurrou Gustavo no ouvido dela, e ela entendeu. Devagar, ela voltou a pegar o pau dele na boca e acariciar as bolas. O gosto do gozo na boca agradou ela. Assim, ajoelhada na cama, enquanto chupava, a bunda dela levantada ficava ao alcance do macho. Lentamente, ele enfiou uma mão entre as pernas dela, pegou a lubrificação abundante da buceta junto com o gozo da gozada anterior e passou no cu dela, até conseguir que um dos dedos furasse o esfíncter, o que surpreendeu Luciana e a excitou. Nunca tinham forçado ela daquele jeito. Quando dois dedos penetraram, ela já gemia de tesão, e pra completar, o pau na boca dela começava a endurecer rapidamente. Por fim, Gustavo se colocou atrás dela como um cavaleiro pronto pra montar uma gostosa. Fez ela abaixar a cabeça até apoiar na cama, e nessa posição apontou o pau pra buceta dela, e entrou como uma faca quente na manteiga, tamanha era a lubrificação lá embaixo. Imediatamente começou a bombar ela. Com uma mão, segurava o cabelo dela como se fossem as rédeas de uma égua, e a outra enquanto isso brincava com o cu dela, acariciando e furando de novo com os dedos.
Ela não conseguia reagir. Ali estava sendo penetrada selvagemente, e gozava como uma louca. A penetração anal estava agradando ela, os bicos dos peitos dela endureciam. De repente, o macho se retirou e ela respirou fundo. Mas logo uma sensação estranha a invadiu. Algo que nunca tinha sentido estava tomando conta dela. Levou uns segundos pra entender que estavam sodomizando ela.
— Por aí não!!! — gritou, mas a cabeça do pau já tinha se aberto caminho.
— Calma, gata, relaxa e goza — foi toda a resposta do amante dela. A dor era aguda, mas o trabalho prévio tinha facilitado a manobra, e quando a cabeça passou, ele ficou parado, apalpando os peitos dela enquanto ela se acostumava. Em uns dois minutos, sentiu novas estocadas e, depois de um tempo, os corpos se Chocaram. Ela tinha engolido tudo. Ele beijava suas costas sem pressa, enquanto o cu dela ficava complacente o suficiente pra continuar o encontro. Devagar, ele começou a tarefa de possuí-la por completo, e ela começou a curtir como nunca tinha curtido um encontro físico. Nunca pensou que sentiria tanto prazer, e um orgasmo a varreu por inteiro enquanto ele a sodomizava.
— É muito bom, mas não quero terminar assim — disse Gustavo, e se retirou do cu dela. Virou-a enquanto ela ainda estava mole do orgasmo e, colocando um joelho de cada lado da cabeça dela, entregou-lhe o pau pra ela chupar, coisa que ela fez sem reclamar. Por fim, o macho começou a trabalhar a boca dela como se estivesse se masturbando, e ela entendeu o que ele queria. Nunca tinha deixado o marido gozar na boca dela, mas estava disposta a satisfazer aquele macho e dar tudo que pudesse. Quando sentiu o pau endurecer e esticar na boca, percebeu que o momento chegava e, por fim, com um grito, sentiu que ele gozava e um líquido quente encheu sua boca. Brincou com ele e, aos poucos, foi engolindo até deixar aquele pau limpo e brilhante. Naquele momento, ele se retirou e começou a beijá-la docemente.
— Você foi extraordinária. É toda uma mulher. Complacente e puta como nunca tive nenhuma — e aquela frase pareceu o maior elogio que já tinham feito na vida dela.
— Oi, Gustavo, como vai?
— Bem, Luciana, fazendo as compras.
— E sua esposa? — perguntou, solícita.
— Bem, Luciana, em casa. Como está seu marido?
— Viajando, como sempre, o que é uma sorte porque me permite ir fazer compras na cidade nos próximos dias.
— Que bom, Luciana, espero que curta a viagem.
— Espero curtir tanto quanto da última vez — disse ela, sorrindo enquanto cobrava.
— E por que não? — respondeu Gustavo, saindo.
- Bom dia, Luciana, oi, Jorge, foi a resposta medida e controlada como sempre, embora os olhos dele tenham se iluminado ao ver a pessoinha que o cumprimentava: loira, 1,70, esbelta, um corpo desejável sem ser exuberante, olhos azuis, um rosto que, sem ser uma beleza perfeita, era muito sensual e atraente. Enfim, uma mulher linda de uns 35 anos, que para os seus 55 era um sonho completo.
Fazia 25 anos que ele morava no bairro, e lembrava quando, nos primeiros tempos, ao começar a ir ao mercado, a via brincando de atender os clientes. Uma menina linda, alegre e safada, que atrapalhava mais do que ajudava.
Quando ela fez 16 anos, tinha explodido, se transformando na mulher que era hoje. Casou e tinha dois filhos. O marido viajava direto e aparecia pouco. Ela passava os dias entre a casa com os filhos e o negócio da família, que cada dia estava mais sob o comando dela. Os pais, aos poucos, estavam se aposentando e deixando ela na frente do caixa.
Ele percorreu as prateleiras escolhendo o que precisava, enquanto a ouvia atender os outros. A voz dela era atenciosa, mas ele juraria que, quando falava com ele, ganhava um tom mais íntimo, mais próximo. Mas com certeza era imaginação dele. Tantos vezes tinha sonhado em ter ela nos braços que a mente pregava uma peça nele. Pra piorar, ela morava perto da casa dele, então era muito comum vê-la passar, e em toda oportunidade, os olhos dela se iluminavam e ela o cumprimentava com muita simpatia. Ele precisava se convencer de que as atenções que achava receber tinham mais a ver com o tempo que se conheciam do que com outra coisa. Mas as fantasias não podem ser controladas.
Chegou ao caixa e lá Luciana começou a somar as compras, enquanto perguntava sobre o trabalho dele, a esposa e os filhos.
Sim. Gustavo era casado há 30 anos e tinha dois filhos. um de 28 e a menina de 25. Ambos já independentes e morando em outra cidade, maior e mais vibrante do que essa pequena localidade, onde ele passava seus dias. De qualquer forma, apenas 30 km o separavam da cidade grande, então se viam com frequência.
Finalmente, ele deu o total e Gustavo pagou.
- Aqui está seu troco, disse ela, tratando-o por "você" como sempre. Espero que volte logo, falou, olhando fixamente nos olhos dele.
- Sempre que puder, Luciana, sempre que puder, ele respondeu, deu meia-volta e saiu.
Luciana o viu partir e ficou com aquele gostinho estranho na boca. Desde pequena, sempre sentiu atração por aquele homem e, apesar dos anos que passaram, ele ainda provocava nela a mesma sensação, aquelas borboletas no estômago e uma plenitude que a preenchia. Depois ela se casou, amava o marido e os filhos, mas aquele homem ainda mexia com ela como no primeiro dia. Sempre pensou que só se sentiria mulher de verdade nos braços dele.
Já no caminho para casa, ele não conseguia parar de pensar nela. Sim, a conhecia desde criança, mas ela já não era mais uma criança. O que aconteceria se ele tentasse alguma coisa? Era impossível. O único lugar onde a via era no comércio, e sempre tinha outras pessoas por perto. Na rua, nem pensar em falar com ela, porque chamaria a atenção de todos os vizinhos na hora.
Mas ele não conseguia parar de pensar nela. Sentia que era uma oportunidade que surgia para ele se sentir vivo de novo. O casamento dele era pura rotina. Amava a esposa, mas o romantismo e o sexo já tinham ficado para trás. De repente, com Luciana, ele sentia que voltava à juventude.
Alguma coisa precisava ser feita, mas ele não fazia ideia do quê.
Naquela tarde, enquanto tomava banho, lembrou de Luciana e, como um adolescente, se masturbou debaixo do chuveiro, sonhando que a tinha à mercê. Finalmente, decidiu que essa situação precisava ter um fim, para o bem ou para o mal. Os dois já eram crescidos e as coisas podiam ser conversadas de frente.
Na próxima visita ao comércio, enquanto passava pelo caixa, aproveitando que não havia Nenhum familiar por perto, deu pra ficar batendo papo mais um tempinho. Luciana começou a perguntar sobre os filhos dele.
- Tão lá, cuidando das suas coisas de sempre, ele respondeu, atencioso.
- Deve ser legal morar na cidade, né? ela comentou.
- Bom, tem coisas boas e ruins.
- Eu adoraria morar lá, mas minha família e meu trabalho são aqui.
- Pensei que você fosse feliz nesse lugar.
- Não reclamo, mas a cidade permite outras coisas. Principalmente não ficar sempre sendo observada e vigiada por todo mundo, falou com desdém.
- Isso é verdade. Aqui não dá pra fazer nada. Até a ação mais inocente vira suspeita.
Os olhos dela brilharam.
- É exatamente o que eu sempre digo. Quando consigo dar um pulo na cidade, me sinto livre.
Uma luz de atenção brilhou na mente de Gustavo.
- E você vai direto?
- Não muito, mas a cada 15 dias tiro uma manhã pra mim.
- Isso é bom. E o que você faz quando vai?
- Ah, nada. Fico olhando vitrines. Entro no shopping do centro. Tomo um café.
- Bom, se a gente se encontrar um dia, vou te pagar esse café, ele disse cheio de intenção.
Ela olhou pra ele e sorriu.
- É uma promessa que aceito de bom grado. Mas você tá se aproveitando, porque é muito difícil a gente coincidir.
- Então vamos fazer uma coisa. Quando você for na próxima vez, me liga. Aqui, deixo meu número. E se por acaso eu viajar, a gente combina, que tal?
- Tá bom, mas não quero que você se sinta obrigado, ela disse com malícia.
- Por favor. Não é obrigação nenhuma. Na verdade, seria um sopro de ar fresco na rotina do dia a dia, ele falou.
Saiu da loja transformado. Se sentia vivo e jovem. Nada tinha acontecido e com certeza nada ia acontecer, mas o rumo que a relação tinha tomado permitia que ele se sentisse satisfeito. Pelo menos tinha agido pra que as coisas mudassem.
Luciana sentia as pernas tremendo. Gustavo tinha aberto a porta pra uma oportunidade. Será que ela teria coragem de jogar?
Tudo seguiu como sempre. Os dias passaram e nada aconteceu. Gustavo não tocou mais no assunto nas vezes que foi fazer as compras. Com certeza ela tinha sido muito atenciosa pelo tempo que se conheciam, mas daí a compartilhar com ele um tempo fora do estritamente social, era um salto muito grande. E por outro lado, devia ter muitos jovens da idade dela com quem sentar pra conversar, se realmente quisesse fazer isso.
Uma noite, ele estava no quarto vendo televisão. A esposa dele estava na sala de jantar vendo uma novela e ele tava interessado em acompanhar uma entrevista que passava em outro canal. De repente, o celular dele tocou. Número desconhecido. 11 da noite. Pensou em não atender, achando que era engano.
Meio sem vontade, atendeu.
- Oi
- Oi, é o Gustavo?
- Sim, é ele. Quem é? Perguntou irritado
- Desculpa te incomodar a essa hora. Sou a Luciana
O coração dele parou por um instante. Um arrepio percorreu o corpo dele.
- Luciana, que surpresa. Não imaginava que era você. Sinceramente, pensei que era alguém querendo perturbar, disse apressado.
- Desculpa, não quero te atrapalhar, disse Luciana se desculpando.
- Não tava falando de você. Você nunca me atrapalharia. O que você precisa?
- Nada. Bom, na verdade o que acontece é que amanhã de manhã vou pra cidade, e se por acaso você estiver lá, podia me pagar aquele café que prometeu.
- Com todo prazer. Vamos fazer o seguinte. Amanhã de manhã te ligo se eu for e a gente combina onde se encontrar, quer?
- Perfeito. Eu vou viajar de manhã cedo porque tenho que fazer várias compras, mas acho que no meio da manhã vou estar livre. Se você tiver um tempinho, a gente se fala.
- Claro. Fica tranquila. E obrigado por ligar, disse educadamente.
- Não, por favor, e desculpa o incômodo. A gente se fala, disse Luciana e desligou.
Ele ficou ali, sem fôlego. Não conseguia acreditar que aquilo tava acontecendo. Ficou deitado, mas o noticiário na TV passou sem que ele percebesse. Ficou pensando no dia seguinte, em como aproveitar aquela que seria a única oportunidade dele.
Quando a esposa veio se deitar, o interrogou.
- Me Pareceu que ele ouviu o celular. Te ligaram?
- Sim. Um cliente que precisa que amanhã cedo eu vá vê-lo no escritório dele na cidade.
- Que pena que ele avisou tão em cima da hora. Eu adoraria ter dado um passeio, mas amanhã já tenho compromissos, disse a esposa decepcionada.
- Olha, não sei até que horas ele vai me prender, então é melhor a gente organizar uma viagem outro dia, onde possamos passear os dois juntos, não acha?
- Sim, você tem razão. Não dá pra misturar trabalho com prazer, porque depois o tempo não dá conta nem de uma coisa nem da outra.
No dia seguinte, ele acordou cedo, tomou banho, se arrumou com muito cuidado. A esposa dele ainda dormia, então não pôde estranhar a situação. Deu um beijo nela, subiu no carro e partiu.
Ao chegar, pegou o celular e ligou pra Luciana.
- Oi, respondeu uma voz cristalina
- Oi Luciana, cadê você?, perguntou
- Gustavo! Achei que você não viria, ontem à noite te notei muito ocupado.
- É verdade, mas adiantei algumas coisas que tinha que fazer e de quebra cumpro minha promessa.
- Já se livrou dos compromissos?
- Tenho meia hora, mentiu, onde a gente pode se encontrar?
- Conhece o Café das Artes?, diante da resposta afirmativa, completou “a gente se vê lá em 45 minutos, que tal?”
- Perfeito. Um beijo, respondeu Gustavo.
- Também pra você, disse Luciana.
Gustavo dirigiu devagar até perto do local do encontro e estacionou a meia quadra do café. Ficou dentro do carro matando tempo, e quando deu a hora, desceu e foi até o ponto de encontro.
Ao entrar, olhou ao redor. No fundo, numa mesa, Luciana fez sinal. Sem pressa, ele foi até lá.
Quando chegou, Luciana se levantou e ofereceu a bochecha, que ele beijou suavemente.
- Tá esperando há muito? Desculpa se demorei, mas o trânsito tava complicado, mentiu
- Não, cheguei há 5 minutos, além disso, disse olhando o relógio, você chegou bem na hora. Eu que tava mais impaciente, falou rindo.
Eles se sentaram e começaram a... Falar das coisas do dia a dia do bairro. Uma moça se aproximou e pediram dois cafés com leite. A conversa era muito agradável, e os minutos voavam. Das coisas comuns do bairro, passaram para os assuntos de família. O trabalho, os filhos, a família, e acabaram chegando no casamento.
Gustavo estava casado há 25 anos e tinha dois filhos já crescidos. Luciana estava casada há 12 anos e tinha três filhos de 11, 8 e 5 anos.
- Pois é, sempre me admirei como a maternidade te caiu tão bem. Você está mais gostosa agora do que quando se casou, disse ele, puxa-saco.
- Não zoa, que eu sinto que os anos passaram por cima de mim. Me sinto muuuuito velha, disse ela sorrindo.
- Se você está velha, o que sobra pra mim? Sou um verdadeiro fóssil, disse Gustavo.
- Nos homens é diferente. Com os anos, às vezes eles ficam mais interessantes e atraentes. Nem sempre, mas às vezes. Já as mulheres, com o tempo, ficamos velhas e enrugadas.
- Pois no seu caso, fica tranquila que você não está nem velha nem enrugada. Com certeza você é o sonho de mais de um homem que te conhece, disse ele sinceramente.
- Pode ser, mas o que acontece é que o casamento nos condiciona demais. Meu marido me ama, tenho certeza, mas já não nos desejamos mais como antes. O tempo não perdoa, disse ela resignada.
- Acontece com todo mundo, não se preocupa. Mas me intriga o fato de você se atrair por caras mais velhos, disse ele voltando ao assunto.
- Não me atraio por todos os caras mais velhos, também não exagera. Só disse que tem homens que com os anos não perdem o charme, pelo contrário.
Com calma e devagar, Gustavo pegou as mãos dela sobre a mesa.
- Te pergunto porque me surpreende você reparar no charme de homens mais velhos que você, quando tem tantos jovens da sua idade pra olhar. Se ela notou que ele tinha pegado nas mãos dela, não disse nada, continuou conversando como se nada fosse.
- Se os jovens são gostosos, eu olho sim, não pense que não, disse ela sorrindo.
- O problema, Luciana, é que talvez alguém Maior que você interprete mal seu interesse. Sabe, com uma certa idade, a gente já não tem mais tanto tempo pra joguinhos, ele disse baixinho, sem soltar as mãos dela.
- Acho que ninguém se confunde tanto assim, ela falou pausadamente.
- Luciana, você não faz ideia do quão feliz estou por ter conseguido compartilhar esse tempo com você. Mas tem umas coisas que a gente precisa esclarecer, ele disse decidido.
- Que coisas? Ela perguntou.
- Quantas vezes a gente conseguiu se encontrar e conversar assim, com tanta intimidade?
- Nunca, ela admitiu.
- Quantas vezes mais você acha que a gente vai poder se encontrar de novo?
- É... é difícil, ela disse.
- Por um momento, peço que a gente esqueça a diferença de idade, se possível. Você me atrai pra caralho. Sempre me atraiu, de verdade.
- Bom, obrigada, mas...
- Espera, deixa eu terminar e depois prometo te ouvir, tá?
- Tá bom, ela aceitou.
- Repito que você sempre me atraiu, e por muito tempo eu sonhei com você. Sonhei em poder te encontrar assim, em poder conversar contigo. Sonhei com o quão feliz eu ia ser, e como estar com você ia me fazer sentir completo. E tenho que dizer que a realidade superou minhas fantasias.
- A gente se conhece há muito tempo, inclusive você é muito amigo do meu pai e da minha mãe... ela disse.
- Nesse momento, não sou amigo de ninguém. Sou um homem enfeitiçado por uma mulher gostosa que precisa beijar e acariciar. Te falei pra esquecer de tudo. Não me importa quem você é nem quem são seus pais. A única coisa que importa é o jeito que você me faz sentir. E sinto que essa é a única chance que tenho, e não quero que você fique brava, mas não posso deixar passar. Preciso que a gente fique a sós, num lugar íntimo e tranquilo, e acho que você também precisa. Nada do que aconteceu antes tem importância. Nada do que acontecer depois vai ter. O aqui e agora é a única coisa que deve importar pra gente. E é isso que eu tô te propondo. Que você me veja simplesmente como um homem louco por você. E que seja uma mulher decidida a dar e receber prazer.
O silêncio os envolveu. De mãos dadas, olhavam-se nos olhos.
— Gustavo, você realmente me surpreendeu. Não pensei que fosse dizer as coisas que disse. Nos conhecemos há muito tempo. Conheço sua família e você conhece a minha. Mentiria se dissesse que não gosto de você, mas daí até o que você está me propondo há uma grande distância, e me pega realmente de surpresa. Não me interprete mal, não estou brava, entendo sua proposta. Entendo que você esperou muito tempo para dizer isso e que esta foi a primeira oportunidade, mas você torna tudo muito difícil para mim. Você está me pedindo para enganar meu marido, ter um caso, nada mais que pelo prazer de tê-lo, arriscar tudo por um momento de prazer. Não acho que estou pronta para isso — disse ela, séria.
Gustavo puxou as mãos dela para perto e as beijou. O perfume da pele dela invadiu todos os seus sentidos. Aqueles olhos verdes que o olhavam com curiosidade o excitavam e o faziam se sentir um adolescente.
— Olha, Luciana. Somos adultos e acho que joguinhos roubam um tempo precioso e impossível de recuperar. Vamos fazer uma coisa. Não quero que você se ofenda, nem mude a opinião que tem de mim. Não gostaria de perder sua amizade, nem ficar sem poder continuar te cumprimentando todo dia, como sempre. Vou pagar os cafés, e depois de pagar, vou te dar um beijo, levantar e ir embora. Se você ficar sentada aqui, tudo bem. Se sair comigo, então vamos para um motel bem discreto que conheço, e lá vou poder te beijar e acariciar com toda a vontade que tenho, e vou te possuir como sempre sonhei. Depende de você, como sempre acontece nesses casos. A última palavra é sempre da mulher. E dito isso, soltou as mãos dela e chamou a garçonete. Pediu a conta, enquanto, com o canto do olho, observava as reações dela. Ela tinha ficado vermelha e, pegando a bolsa, fingia procurar algo dentro dela para não ter que olhar para ninguém. Com certeza sentia que todos estavam olhando para ela, o que não era verdade. As pessoas O que estava no café estava toda entretida com seus próprios assuntos, e o diálogo foi em voz baixa, de modo que ninguém conseguiu acompanhar.
Trouxeram a conta, ele pagou, e quando a garçonete se afastou, ele se levantou e, aproximando-se de Luciana, beijou-a na bochecha, depois deu meia-volta e seguiu em direção à saída. Caminhou devagar, sem olhar para trás. Chegou à porta e saiu. O ar fresco o fez tremer. Só ali percebeu o calor que estava. Imaginou que seu rosto devia estar vermelho, mas não ligava. Achava que tinha agido como qualquer homem faria. Sem súplicas, sem choramingos.
— Não seja assim, pelo menos pode me levar até o ponto de ônibus — disse uma voz atrás dele.
Ele se virou e lá estava Luciana, de pé atrás dele. Uma calça jeans justa, uma camiseta branca e uma jaqueta meia-estação.
— Vou te levar até o ponto de ônibus, não esquenta — disse ele, pegando-a pelo braço.
Foram até o estacionamento e subiram no carro de Gustavo. Antes de dar a partida, Gustavo se inclinou sobre ela e, de surpresa, tomou seus lábios, beijando-a fundo e com ternura. Luciana, surpresa, não resistiu e, depois de alguns segundos, correspondeu ao beijo da mesma forma. Foi um beijo longo, prolongado, até que os dois precisaram respirar. Gustavo se afastou, ligou o carro e saiu. Luciana ficou sentada, imóvel.
— Olha, Gustavo, me lisonjeia que você goste tanto de mim como diz — falou Luciana, procurando as palavras.
Gustavo dirigia sem dizer nada.
— Mas a gente vive numa comunidade muito pequena. Qualquer coisa que a gente fizer, todo mundo vai acabar sabendo e a gente vai ter um monte de problemas — continuou ela. Gustavo seguia em silêncio.
— A gente pode continuar sendo amigos, não me incomoda o que aconteceu, te juro.
Gustavo virou numa esquina e, como vinha, entrou num motel. Luciana nem percebeu, tão concentrada estava tentando justificar o que tinha acontecido e por que nada mais devia rolar. Gustavo pegou o ticket com o número do Entrou no quarto e foi com o carro até a garagem do cômodo que era dele. Assim que chegou, desligou o motor. Foi nesse momento que Luciana percebeu o que estava rolando.
- O que você tá fazendo? — perguntou assustada.
- Te falei o que ia acontecer se você saísse comigo do café — disse Gustavo, pegando na mão dela.
- Mas, Gustavo, pensei que a gente tinha combinado que você ia me deixar no ponto de ônibus — falou séria.
- E vou te deixar, depois, não se preocupa — disse enquanto a beijava de novo.
- Mas não é assim — falou ela, resistindo ao avanço de Gustavo —, tenho que ir, tão me esperando.
- E você vai, mas não sem antes descobrir do que é capaz — disse ele enquanto conseguia beijá-la e a pegava pelo pescoço.
Luciana respondeu ao beijo e se deixou acariciar por aquela mão que percorria seu pescoço e sua nuca, forçando-a a aprofundar o beijo. Os lábios dela se entreabriram e a língua de Gustavo invadiu, dando mais intimidade ao encontro. A mão dela desceu pelo peito dele e rodeou a cintura, deixando o tempo passar. A sensação era muito gostosa. Fazia tempo que não a beijavam com tanta ternura, com tanta paixão. Percebeu que começava a ficar excitada, que aquele homem que sempre achou atraente e inteligente a estava levando por um caminho sem volta, por um caminho novo que ela queria percorrer. O da infidelidade. Sempre desconfiou que o marido tinha umas aventuras, ainda mais porque passava muito tempo fora de casa por causa do trabalho, mas nunca pensou que se veria numa situação daquelas.
Os beijos de Gustavo deixaram os lábios dela para percorrer o rosto e o pescoço, e terminaram roçando os bicos dos peitos por cima da roupa. Ela estava paralisada. Parecia que o que tava acontecendo estava acontecendo com outra pessoa e que ela era só uma espectadora. Quando a mão de Gustavo pegou a dela e a forçou a acariciar a braguilha dele, percebeu que já não era mais brincadeira e que não era uma espectadora. Era a atriz principal daquela cena erótica. No começo, ela quis tirar a mão, mas a pressão do macho a obrigou a se apossar daquela vara quente que se marcava por baixo da roupa, e em pouco tempo já estava acariciando ela pra cima e pra baixo, mesmo depois que a mão de Gustavo já a tinha soltado. A mão dela agora tinha vida própria. A mão livre do macho agora se apossava dos peitos dela, e percorria um e outro, com um toque suave que a enlouquecia e a excitava. Ela sentia os bicos dos peitos endurecerem e ficarem mais sensíveis. Começou a suspirar e gemer, respondendo aos avanços de Gustavo. Foi nesse momento que Gustavo se afastou, deixando ela quente e necessitada. Ele desceu do carro, deu a volta e abriu a porta do lado dela, estendendo a mão pra ela descer do veículo. Luciana olhou pra ele e hesitou. Sabia que se descesse com ele, não teria volta. Ainda dava tempo de botar um ponto final nessa situação. — Por favor, Gustavo — ela suplicou, mas o olhar de desejo do macho deixou bem claro que, se dependesse do bom senso dela, tava perdida. Aquele homem tava decidido a possuir ela. A mão de Gustavo insistiu, e ela, por fim, timidamente, entregou a mão dela e virou o corpo pra descer do carro. Gustavo ajudou ela a se levantar e, quando ela ficou de pé, fechou a porta e, apoiando ela contra o carro, voltou a beijá-la, dessa vez com um beijo mais predador que os anteriores. Tinha posse naquele beijo. Já não era algo meigo, era uma demonstração de domínio do macho que excitou ela ainda mais. Depois daquele beijo, ele pegou ela pela mão e levou pro quarto. Abriu a porta e fez ela entrar. Fechou a porta e levou ela até a beira da cama. — Você realmente nunca pensou que isso ia acontecer? — ele perguntou enquanto beijava e acariciava o corpo todo dela. — Por favor, Gustavo, se controla. A gente vai se arrepender depois. Não vamos jogar tudo fora — ela dizia, mas as palavras dela não tinham nada a ver com a atitude complacente que curtia as carícias que percorriam o corpo todo dela, e quando uma mão de... Gustavo se perdeu entre as pernas dela e apertou contra a buceta dela, sem perceber, ela abriu mais as pernas pra sentir mais fundo.
— Vou me arrepender se não te possuir — ele dizia quando a boca ficava livre. As mãos dele procuraram a borda da camiseta dela e, devagar, levantaram até tirar pela cabeça, deixando ela só de sutiã. As mãos do safado agora tinham mais liberdade pra brincar com os peitos dela, e os gemidos de satisfação mostravam que ele tava curtindo pra caralho.
— Que peitos lindos que você tem, do jeito que eu imaginava — dizia Gustavo, enquanto uma mão amassava os seios dela e a outra voltava a marcar o caminho entre as pernas. Luciana sentia que a roupa incomodava, mas não queria ceder e ficar pelada. Precisava resistir o máximo possível.
— Chega, Gustavo, olha, vamos fazer um acordo: a gente se beija, conversa um pouco e depois cada um vai pro seu lado, sem estresse, por favor — implorava Luciana, mas por dentro torcia pra ele não dar ouvidos. Não precisava nem implorar. Gustavo não ia parar por nada. Nem um terremoto impediria ele de continuar com as manobras. Além disso, sentir aqueles peitos debaixo da mão e acariciar a buceta dela já tinha deixado ele a mil. Não tinha nada que evitasse o que ia rolar.
E, no entanto, a atitude de Gustavo surpreendeu ela. De repente, ele soltou ela e se afastou uns passos. Olhando nos olhos dela, começou a se despir devagar. Primeiro o moletom e a camisa, deixando à mostra um corpo definido apesar da idade. Depois, desabotoou o cinto, os botões da calça, o zíper. Sentou na cama, tirou os sapatos e as meias e, levantando de novo, terminou de tirar a calça. Ficou ali de pé, mostrando um volume respeitável. Devagar, sentou na cama e se encostou no encosto.
— Vem, Luciana — disse ele, chamando com a mão.
A mulher hesitou. Sabia que se obedecesse, tava se rendendo. voluntariamente a tudo o que ia acontecer. Mas a visão daquele homem com quem ela sonhava desde a adolescência, ali, nu e pronto para aproveitar o corpo dela, era uma tentação irresistível. Ela deu um passo em direção à cama, e um gesto do homem a deteve.
- Você está muito vestida pra mim. Vamos, me mostra seu corpo, por favor, ele disse carinhosamente.
Luciana olhou pra ele, e um sorriso leve se desenhou no rosto dela. Tirou os sapatos, desabotoou a calça jeans e deixou ela escorrer até os pés, saindo com agilidade. Uma calcinha fio-dental branca, combinando com o sutiã, destacava a perfeição das curvas dela. Assim, ela se aproximou da cama, sentou na borda, inclinada pro lado dele, deixando todos os encantos ao alcance do homem, ali na distância de um braço.
Suavemente, Gustavo passou a mão no rosto dela. Com o toque da mão, ela fechou os olhos. Sentiu aquela mão deslizando pela pele, e a respiração dela ficou ofegante. Quando os dedos chegaram nos peitos dela, os mamilos estavam duros e sensíveis. Percebeu que a outra mão subia pela perna dela e, devagar, tomava conta da buceta dela.
Luciana, quase instintivamente, apoiou a mão no peito de Gustavo e, acariciando, foi descendo até a cintura dele. Se entreteve um momento e depois desceu até o volume que a atraía magneticamente. Uma arma dura e quente a esperava debaixo da única peça de roupa que ele ainda vestia.
Gustavo, excitado com as carícias que ela dava, perdeu o controle quando sentiu a mão doce de Luciana acariciando a vara dele. Naquele momento, os dedos dele habilmente afastaram a calcinha fio-dental e a mão dele fez contato direto com a buceta da mulher. Um suspiro marcou o prazer dela, e uma lenta abertura das pernas foi a permissão para os dedos do homem invadirem intimamente. Sentir aqueles dedos lutando pra possuir ela a deixou louca, e ela se inclinou sobre Gustavo pra começar a beijar ele.
O dedo médio da mão do homem se introduziu devagar e por completo na buceta dela, e ela gemeu. enquanto o beijava. Desceu pelo pescoço dele e se demorou no peito, mordiscando os mamilos do macho, enquanto o dedo a masturbava simulando uma posse fálica. A excitação a fez continuar descendo pelo corpo de Gustavo, até tropeçar na vara dele, lutando para sair do seu esconderijo, pulsando e vibrando de forma incontrolável. Habilmente, enquanto descia com a boca, uma das mãos dela se adiantou e deslocou a cueca, libertando a ferramenta túrgida, que saltou para cima, incontrolável. Imediatamente, a mão que a havia libertado a envolveu e começou a masturbá-la suavemente, preparando o caminho para o que viria. Sem abrir os olhos, continuou descendo, gratamente encantada pela pica que rodeava sua mão. Era grossa e comprida. A sensação era muito satisfatória.
Quando a boca dela chegou até ela, foi engolindo devagar, até um ponto onde percebeu que era impossível engolir tudo e, dali, recuou para brincar com a língua por toda a extensão dela.
Gustavo deslizou para baixo, obrigando-a a descer mais para continuar com o fellatio, e as mãos dele a ajudaram a girar completamente e colocar um joelho de cada lado do rosto do macho, que, deslocando a calcinha dela, percorre com a língua a buceta dela, se apossa do clitóris dilatado e começa a introduzir a língua, provocando espasmos em Luciana, que se descarrega aumentando a força da sucção na pica de Gustavo.
Nunca a tinham acariciado daquele jeito. Ela tinha visto em algum filme pornô, mas o marido não era chegado a um cunnilingus, e ela nunca tinha feito aquilo. Se sentiu suja, uma verdadeira puta, mas, por outro lado, adorava a atenção do macho. Também era verdade que o marido dela tinha que pedir para ela chupar a pica dele, e nessa situação ela tinha agido por conta própria, tomando a iniciativa. Como era diferente o sexo clandestino....
Continuaram assim por um bom tempo. Ela sentia o líquido pré-seminal brotando da vara de Gustavo, e aquele sabor a excitava. Sentia o tesão crescer e aquela língua brincando na buceta dela a deixava louca. Quase sem perceber, sentiu o orgasmo aumentar, até ficar incontrolável e explodir num clímax avassalador. Teve que soltar a pica do Gustavo pra poder gemer à vontade. Foi uma libertação. Fazia muito tempo que não se sentia assim. Achou que ia morrer de prazer.
Gustavo deixou ela gozar sem parar de penetrá-la com o dedo, que chapinhava na umidade que jorrava do corpo da Luciana. Quando ela terminou e se desmanchou ronronando igual uma gata, ele desabotoou o sutiã dela, com cuidado virou ela, tirou o sutiã, puxou a tanga, abriu as pernas dela, se ajoelhou entre elas e, colocando-as sobre os ombros dele, apoiou a pica dilatada na entrada da buceta dela, fazendo a cabeça separar os lábios da mulher. Olhando nos olhos dela, avançou e a possuiu.
Luciana, ainda mole do orgasmo, não conseguiu fazer nada diante das manobras do macho e só quando se sentiu penetrada abriu os olhos. Pra surpresa dela, a expressão carinhosa do Gustavo tinha sumido. Sobre ela tinha um homem disposto a possuí-la com tudo, a partir ela ao meio se pudesse, a despedaçá-la com o cacete enfurecido dele. E o que ela viu, gostou.
Nessa posição, ele se enterrou até o fundo, e ela se sentiu preenchida como nunca. Não achava que dava pra aguentar tanta pica, mas ali estavam os dois corpos se tocando e mostrando que a conjunção era total. As bolas do macho batiam nela quando ele investia até o fundo e depois recuava.
— Me dá mais, me dá mais — era a única coisa que ela conseguia dizer diante do ataque predador do macho.
— Tô te dando tudo, puta, sente porque vou te partir no meio na base da pica — dizia Gustavo entre os dentes enquanto continuava a metida e sacada.
— Por favor, não me enche — implorou Luciana.
— Ainda não — rosnou Gustavo enquanto acelerava as investidas. De repente, parou e, saindo dela, virou ela de lado e se deitou atrás dela. Nessa Ela levantou a perna e enfiou de novo dentro dela enquanto acariciava os peitos dela. Luciana virando a cabeça oferecia a boca e ele pegava e metia a língua. Ao mesmo tempo, ela brincava com as bolas dele, que estavam duras, cheias de porra. Sentia aquela pica entrando e saindo, que nem uma máquina bem lubrificada. A mão dela se apoiou na perna do macho e ela pôde sentir a tensão dos músculos quando ele empurrava pra cravar até o fundo. Esses movimentos excitavam ela pra caralho. Sentia o orgasmo crescendo de novo, mas ao mesmo tempo tinha que controlar pra Gustavo conseguir tirar antes dela gozar. Ela se cuidava, mas não queria ter problema.
Quando sentiu que a aceleração aumentava, sentiu que um novo orgasmo tava chegando, mas ao mesmo tempo sentia que o do macho também tava perto.
- Tira, por favor, implorou, recebendo só um grunhido como resposta.
- Tira, Gustavo, não goza dentro, voltou a suplicar, e de repente sentiu o macho enterrar até o fundo. Se agarrou na perna dele e sentiu ela tensa que nem um cabo de aço, e um calor queimou ela. Gustavo tava se esvaziando dentro dela.
- Espera!!! Eu falei pra você tirar!!!, gritou e na hora o orgasmo levou ela pro sétimo céu, perdendo o controle do que tava rolando. Gustavo se esvaziou dentro dela jato após jato, gemendo e suspirando. Parecia que ia ter um treco. Fazia muito tempo que não tinha um orgasmo tão fundo. Por fim, ficou parado, sentindo a pica dele pulsando e amolecendo. Os dois ficaram exaustos. Passaram vários minutos.
- Desculpa, Luciana, mas não consegui tirar. Fazia tempo que queria te encher assim, disse como desculpa.
- Tá tudo bem. Eu também precisava sentir você dentro de mim, disse ela. Preocupada, sentou na cama.
- Que horas são?, perguntou, tenho que ir, tá ficando tarde.
Gustavo pegou ela pela cintura e forçou ela a deitar de novo pra começar a beijar ela. Ela se entregou totalmente.
Se beijaram feito adolescentes por um tempão.
- Vamos, Luciana, sei que você consegue levantar ele de novo — sussurrou Gustavo no ouvido dela, e ela entendeu. Devagar, ela voltou a pegar o pau dele na boca e acariciar as bolas. O gosto do gozo na boca agradou ela. Assim, ajoelhada na cama, enquanto chupava, a bunda dela levantada ficava ao alcance do macho. Lentamente, ele enfiou uma mão entre as pernas dela, pegou a lubrificação abundante da buceta junto com o gozo da gozada anterior e passou no cu dela, até conseguir que um dos dedos furasse o esfíncter, o que surpreendeu Luciana e a excitou. Nunca tinham forçado ela daquele jeito. Quando dois dedos penetraram, ela já gemia de tesão, e pra completar, o pau na boca dela começava a endurecer rapidamente. Por fim, Gustavo se colocou atrás dela como um cavaleiro pronto pra montar uma gostosa. Fez ela abaixar a cabeça até apoiar na cama, e nessa posição apontou o pau pra buceta dela, e entrou como uma faca quente na manteiga, tamanha era a lubrificação lá embaixo. Imediatamente começou a bombar ela. Com uma mão, segurava o cabelo dela como se fossem as rédeas de uma égua, e a outra enquanto isso brincava com o cu dela, acariciando e furando de novo com os dedos.
Ela não conseguia reagir. Ali estava sendo penetrada selvagemente, e gozava como uma louca. A penetração anal estava agradando ela, os bicos dos peitos dela endureciam. De repente, o macho se retirou e ela respirou fundo. Mas logo uma sensação estranha a invadiu. Algo que nunca tinha sentido estava tomando conta dela. Levou uns segundos pra entender que estavam sodomizando ela.
— Por aí não!!! — gritou, mas a cabeça do pau já tinha se aberto caminho.
— Calma, gata, relaxa e goza — foi toda a resposta do amante dela. A dor era aguda, mas o trabalho prévio tinha facilitado a manobra, e quando a cabeça passou, ele ficou parado, apalpando os peitos dela enquanto ela se acostumava. Em uns dois minutos, sentiu novas estocadas e, depois de um tempo, os corpos se Chocaram. Ela tinha engolido tudo. Ele beijava suas costas sem pressa, enquanto o cu dela ficava complacente o suficiente pra continuar o encontro. Devagar, ele começou a tarefa de possuí-la por completo, e ela começou a curtir como nunca tinha curtido um encontro físico. Nunca pensou que sentiria tanto prazer, e um orgasmo a varreu por inteiro enquanto ele a sodomizava.
— É muito bom, mas não quero terminar assim — disse Gustavo, e se retirou do cu dela. Virou-a enquanto ela ainda estava mole do orgasmo e, colocando um joelho de cada lado da cabeça dela, entregou-lhe o pau pra ela chupar, coisa que ela fez sem reclamar. Por fim, o macho começou a trabalhar a boca dela como se estivesse se masturbando, e ela entendeu o que ele queria. Nunca tinha deixado o marido gozar na boca dela, mas estava disposta a satisfazer aquele macho e dar tudo que pudesse. Quando sentiu o pau endurecer e esticar na boca, percebeu que o momento chegava e, por fim, com um grito, sentiu que ele gozava e um líquido quente encheu sua boca. Brincou com ele e, aos poucos, foi engolindo até deixar aquele pau limpo e brilhante. Naquele momento, ele se retirou e começou a beijá-la docemente.
— Você foi extraordinária. É toda uma mulher. Complacente e puta como nunca tive nenhuma — e aquela frase pareceu o maior elogio que já tinham feito na vida dela.
— Oi, Gustavo, como vai?
— Bem, Luciana, fazendo as compras.
— E sua esposa? — perguntou, solícita.
— Bem, Luciana, em casa. Como está seu marido?
— Viajando, como sempre, o que é uma sorte porque me permite ir fazer compras na cidade nos próximos dias.
— Que bom, Luciana, espero que curta a viagem.
— Espero curtir tanto quanto da última vez — disse ela, sorrindo enquanto cobrava.
— E por que não? — respondeu Gustavo, saindo.
8 comentários - Colhe o que plantou
pD: ¿Me parece o la chica queda dos veces en corpiño?? Humm!
Tenés razón. Eso pasa cuando el relato se construye en varios días. Por ahí algo de la trama se escapa. Te agradezco la correción.
Exitos!!!