O SONHO PROIBIDO DE UMA AMIGA
Senti ao amanhecer um calafrio estranho pelo corpo todo, levantei a cabeça e de repente a janela estava aberta. Não lembro de ter aberto ela em momento nenhum. É noite de inverno, fria e com uma neblina... talvez tenha se aberto com a força dos meus suspiros, pelo meu prazer descontrolado ou porque queria acalmar meu suor. Amanheci coberta só com um lençol, com o corpo todo gelado de suor e mal conseguia lembrar por que o coração acelerava cada vez mais, era como se meu corpo quisesse fugir na mesma velocidade.

Me decidi a levantar, esquentei um café, acendi um cigarro e, enquanto ele queimava, minha mente se espalhava, cansada de imaginar o que eu poderia ter sonhado, mesmo sem saber, eu conseguia sentir. Aquele cruzamento de sensações me queimava, e decidi entrar no chuveiro. Aos poucos, cada gota caía pelo meu corpo, as gotas escorrendo do meu pescoço, guiando até meu peito, deslizando até meu umbigo e terminando no meu... chão. Lentamente, eu ia me molhando, comecei a usar minhas mãos com a timidez daquele sabonete que saía cuidadosamente, sua espuma e pequenas bolhas me faziam rir. Enxáguei cada canto do meu ser, prendi meu cabelo com uma toalha e cobri o resto do meu corpo com meu pequeno roupão branco de cetim. Achava que estava calma, mas ao me olhar no espelho, vi como meus mamilos opinavam o contrário. Não era por frio, era porque meu corpo lembrou o que minha mente esqueceu. Um sorriso meio safado iluminou meu rosto ao finalmente descobrir o porquê daquela situação.
Deviam ser umas sete da tarde, nenhum plano para a tarde, um pouco de música e nada mais, mas então tocou a campainha, a única melodia que eu não esperava ouvir em toda a casa, sem saber que o que estava por trás dela me faria mexer minha bunda como nenhuma música tinha conseguido, talvez porque nunca compuseram uma melodia tão excitante quanto ele me fez sentir. Meu olhar contou o que eu queria fazer com ele, e o sorriso dele o entregou. Eu estava com o cabelo preso em duas maria-chiquinhas, vesti o que sempre usava ao chegar em casa: um shortinho de algodão e uma regata do mesmo tom, um rosa chiclete com um desenho pequeno em cada um dos meus peitos, mas ele pareceu não se importar com minha aparência, e ouso dizer que até o excitava me ver com aquela carinha de anjo...
Não tava a fim de ver ele, nem de conversar. Sabia que numa situação dessas, nenhuma desculpa bastava. De testemunha, só as paredes, e de cúmplices, nossos corpos. O que mais a gente podia pedir? Convidei ele pra entrar e nem me perguntei o que ele fazia na minha casa. Eu confiava mais no que ele calava do que no que ele quisesse me contar. A gente disfarça as palavras, mas o sexo não — o sexo é sincero e direto. E eu tava na dúvida se me enganava ou me disfarçava do que ele queria que eu fosse naquela tarde. Quando vi o torso nu dele, me decidi na hora. Fui me aproximando devagar, com medo de não sentir o hálito dele, mas logo senti a língua dele rodeando meu pescoço, subindo até encontrar uns lábios que iam beijá-lo como ninguém nunca tinha feito antes. Minha língua não parava de se entrelaçar com a dele, ouvindo os gemidos que ficavam cada vez mais altos. As mãos dele se apresentaram no meu corpo, deslizaram por baixo da minha camiseta — foi fácil pra ele acessar meus peitos, naquela tarde eu não tava de calcinha. Ele suspirou de alívio ao tocar o que tantas vezes tinha imaginado, e parou nos meus mamilos, sem parar de mexer os dedos neles. Mas a ansiedade tomou conta, e ele se atreveu a tirar toda a minha roupa. Meu corpo desfilou pra ele: tamanho 95, cintura 34, e uma tatuagem que termina na zona mais quente da minha buceta. Os lábios dele pararam no meu umbigo, e eu pedia pra ele continuar descendo. O olhar dele foi a primeira coisa que me penetrou, e só aquilo já me fazia explodir de prazer. Ele pedia pra eu parar de olhar daquele jeito — não aguentava meus olhos pretos sobre os dele, porque faziam ele pensar em situações selvagens e cenas morbidamente gostosas. Ele dizia que tudo em mim era morbo, excitação, algo incontrolável pra ocasião. Mas eu queria que ele curtisse cada momento na minha pele. Não o segurei, não consegui me resistir: o morbo tá servido…


Agora era minha vez, e eu queria percorrer com meus lábios todo o seu ser. Também cheguei até seu umbigo, desafiei ele com meu olhar, e suas mãos me deram a ordem para continuar. Abaixei sua calça e vi que ele estava tão excitado quanto eu. Peguei seus gemidos entre meus peitos e comecei a me mexer, fazendo o movimento que o faria morrer de prazer. Mas eu queria dar mais, sentir o pau dele dentro da minha boca, chupando aquela pica. Olhava pra ele, e seu rosto estava desfigurado de prazer. Minha saliva o molhava, e minha língua o provocava cada vez mais. Eu queria que ele continuasse, mas não estava disposta a deixar ele gozar em cima de mim.




Levantei e fui pro quarto, esperava por ele deitada de barriga pra cima na cama. Ele se deitou em cima de mim, mas quem mandava era eu. Dei meia-volta e fiquei por cima, segurei as mãos dele e fui dona do corpo dele. Quanto mais ele queria, menos eu dava. A espera fazia ele enlouquecer, e me excitava ainda mais. Ele não podia me tocar, eu proibi, e como coisa proibida, mais vontade ele tinha de fazer. Eu ia cuidar de me tocar e me lamber. Esse era o show dele, e ele tava contratado pra olhar. Acariciava minhas tetonas enquanto minha língua lambia meus mamilos, e ele não parava de me olhar. Com uma mão no meu clitóris e a outra nas partes dele, comecei a me tocar até que ele começou a me penetrar. Ahhhhhhhhhh, não aguentava mais. Essa era nossa melhor homenagem. Meu corpo se mexia de um lado pro outro, e meus gemidos entregavam meus pensamentos. Agora ele pegou as rédeas, me agarrou pelo cabelo, me colocou de frente pro espelho, e eu estar de costas pra ele não me impedia de vê-lo. O espelho era cúmplice, e nos vermos juntos fazia a gente querer sentir com mais força. Eu não parava de gritar pra ele não parar, que ele tava fazendo exatamente como eu sempre quis. Ele se afastou de mim, abriu minhas pernas e começou a me chupar. Os círculos pequenos que ele fazia invocavam o orgasmo mais intenso. Queria gozar na boca dele enquanto ele não parava de me tocar com as mãos. E depois de alguns segundos, a língua dele foi a culpada pelos meus suspiros. Gozei, mas a atração que sentíamos não me deixou descansar. Peguei ele de novo e comecei a chupar ele uma vez, outra vez, outra vez e outra vez. E coloquei ele nos meus mamilos, tão duros quanto o que eu tava fazendo. Chupadas, tudo se derramou na minha frente, deixando líquido no meu peito, nos mamilos e uma nova tatuagem… a lembrança do que sonhei, uma tatuagem interna, finalizada com tesão, luxúria e prazer. E mesmo sendo interna, agora tô na frente do espelho e consigo vê-la.


Ninguém manda nos sonhos, dizem que a gente sonha com o medo do proibido.
E você se atreve a sonhar comigo?
Se fizer isso, ao acordar, fica na frente do espelho, abre o chuveiro e pensa que meu olhar tá contigo.
2 comentários - Relato do sonho molhado de uma amiga (não perde)
te dejo en fav y avisame cuando subas algo nuevo.
besos, godi