Fraqueza pela minha tia

Foi um segredo que sempre ficou entre eu e minha tia Candelária, o motivo que ela tinha pra dizer com um sorriso daqueles que eram de propriedade exclusiva dela, toda vez que meus pais falavam da carreira que iam me dar.
— Façam ele estudar pra padre... ele tem jeito!
Quanto tormento, quanto momento amargo me fez passar essa frase que, com toda dureza, me reprovava uma má ação!
Hoje, que tanto me separa daquela época, não me desagrada contar a triste aventura que mais influenciou pra eu me ordenar e que muitas vezes me fez renegar até a vida, sendo a origem daquele dito debochado que me fervia o sangue.
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Não sei porquê, mas o fato é que quando eu tinha dez anos, nada me distraía mais do que olhar pra minha tia Candelária.
Ela tinha o dobro da minha idade e era uma moça alta, gostosa, bem feita e cheia de uma graça especial.
Lembro que os homens na rua não conseguiam olhar pra ela sem lamber os beiços.
Eu adorava ver os pelinhos loiros, encaracoladinhos, que ela tinha atrás da orelha, os lábios vermelhos, os dentes brancos como o rosto dela e, principalmente, o peito dela, aquele peitão lindo onde eu adorava me encostar, provavelmente por causa dos perfumes que ela usava e que eu aspirava com gosto.
Confundindo o prazer dela com carinho, ela sempre buscava ocasião pra me acariciar, e eu não perdia chance de conquistar as carícias dela, aquelas carícias que me davam vontade de me espreguiçar igual gato quando coçam a barriga.
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Um dia, naquela hora quente da sesta, em que até a luz queima, ela se trancou comigo na sala de jantar pra eu não ficar no sol enquanto meus pais dormiam. A inação fez o sono me [ pág. ]vencer e, me lembrando de repente, encontrei ela recostada na poltrona grande da minha mãe, com toda a roupa solta e dormindo a sono solto.
Assim que abri os olhos, não sei que espírito maldito passou pela minha cabeça, mas o fato é que A ideia de ver o peito dela pelado tomou conta de mim.
E devagar, bem devagarinho, me aproximei dela, e por cima do ombro dela quis espiar os encantos que as roupas revelavam.
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Não conseguindo, me ajoelhei ao lado dela e, com todo cuidado, afastei os laços do vestido desabotoado; depois, com mais cuidado ainda, comecei a entreabrir a camisa dela, espiando com olhar ardente pelas frestas e tendo cada vez ideias mais safadas à medida que avançava nas minhas investigações.
Minhas mãos trêmulas provavelmente causavam nela um cócegas voluptuoso, porque notei que o tecido inchava de repente, impulsionado por uma força interior que eu não entendia, e que ela, dando um suspiro fundo, se reclinava para o lado direito.
O movimento dela deixou à mostra o que eu tanto queria ver: dois montinhos de [pág.]carne branca, lisa e acetinada, coroados com uma mancha vermelha igual a uma pétala de rosa.
Não sei como foi, mas o fato é que não consegui mais me segurar e dei um beijo naquele sulco branco que separava aquelas inchações que me atraíam; depois... depois, lamentei não ter duas bocas para encostar ao mesmo tempo nas pétalas de rosa!
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O furor dos meus beijos acordaram ela, depois de dar um suspiro fundo e deixar cair os braços brancos, macios e torneados ao longo do corpo.
Ainda lembro da expressão de espanto com que ela me olhou e da vergonha que aquele olhar me causou, me obrigando a tapar o rosto com as mãos.
— Safado... sem-vergonha... — exclamou enquanto arrumava a bagunça que eu tinha feito nas roupas dela... — depois você vai ver com seu pai!
Comecei a chorar desconsolado, e ela, sem piedade, se levantou, abriu a porta e me fez sair para fora, me dando um beliscão leve no pescoço.
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[pág.]A noite chegou e a tia Candelária não contou pro meu pai o que tinha acontecido, e passou o outro dia e também não contou, mas nunca mais me acariciou nem eu procurei as carícias dela.
No entanto, quando eu estava na presença dela, me sentia tenso e Sempre temia que seus lábios revelassem algo.

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