Experiências ruins

Se alguma coisa vai dar merda, invariavelmente vai dar merda…Antes de conhecer meu atual marido e, obviamente, antes de casar, teve dois caras que eu lembro bem.
Um foi meu primeiro namoradinho sério. Digo "sério" porque com ele a gente deu os primeiros passos no sexo.
Depois de um tempo, a gente era mais amigo do que namorado, e os contatos ficavam cada vez mais monótonos, quase chatos, talvez por inexperiência ou pela falta de interesse crescente dele.
Claro, ele já tinha conhecido outras minas, e imagino que tinha que dividir o "carinho" dele, então eu tinha que esperar minha vez e me virar sozinha enquanto isso.
Passado um tempinho, como era de se esperar, enchi o saco de ficar na dele.
Não que eu estivesse por aí procurando outra coisa, mas tava pronta pra mudança. E essa situação aconteceu meses depois, no meio do aniversário de uma amiga, que me apresentou ao primo dela, bem mais velho que eu, mas era o único "solteiro" na festa.
Durante o jantar, a gente conversou muito (nem lembro sobre o quê), mas senti que era uma boa oportunidade, tanto que quando ele se ofereceu pra me levar em casa, não pensei duas vezes.
Lídia, minha amiga, falou no meu ouvido antes da gente sair: "Cuidado com meu priminho... ele é muito mão boba e, se você der um rolê com ele, não sei onde vocês vão parar, então se prepara". E me deu uma piscada cúmplice.
O negócio é que a gente saiu e deu umas voltas por aí conversando besteira, tipo "Você tem namorado?" "Por que ele não veio com você?", exatamente o que eu não queria ouvir.
Pra ser sincera, eu esperava que ele me "atacasse" mais na lata, mas demorou pra colocar a mão no meu joelho e falar que gostava das minhas pernas e que tinha ficado de olho nelas durante a festa. Agradeci sem dar importância pra primeira carícia dele.
Ele tirou a mão pra mudar de posição, mas colocou de novo na minha perna, só que dessa vez um pouco mais pra cima, e mexendo devagar me perguntou se aquilo me incomodava. Olhei nos olhos dele por um instante, mas não respondi.
Só aí Nesse momento, percebi que a gente tinha pegado um caminho que não era o da minha casa e a gente tava indo bem devagar. Mas do que eu me liguei foi que a mão dele tinha subido pela minha coxa e o dedo mindinho dele tava brigando com o elástico da minha calcinha. Eu entreabri minhas pernas disfarçadamente e minha respiração ficou ofegante quando os dedos dele finalmente alcançaram o alvo, abrindo caminho entre meus lábios, molhando eles com meus próprios sucos e me dando um massagem circular no clitóris. Ele freou o carro de repente, a gente aproximou os rostos e eu beijei ele desesperadamente... e ele aproveitou pra enfiar o dedo médio em mim, brincando com ele lá dentro. Ele soltou a calça dele e, pegando minha mão direita, levou ela até a cueca dele, que já tava bem cheia. Sem parar de beijar ele, enfiei minha mão e minha surpresa foi... sim, igualzinho o que eu tava tocando. Uma coisa é as minhas amigas comentarem que o fulano ou o beltrano tem um negócio "grande"... Outra coisa é ter ele na mão. Ele empurrou minha cabeça de leve em direção à virilha dele. Eu lambi só a pontinha e me levantei devagar, falando que não era o lugar certo. Tava morrendo de vontade, mas a gente tava todo enroscado, desconfortável, e ainda de vez em quando passava um carro iluminando a gente. Não sei se dava pra ver alguma coisa, mas eu tava com vergonha de ficar ali ouvindo as buzinas e os gritos dos outros... "Cê tem razão", ele falou. A gente saiu acelerado e chegou numa casinha. Ele bateu na porta e um moleque atendeu. Eles trocaram um olhar e aí ele falou que justo tinha que sair, mas que a gente podia esperar se quisesse. O Darío deu as chaves do carro pro moleque, que era irmão dele, e ele sumiu como num passe de mágica. Quando a porta fechou, ele me carregou no colo até o quarto e, me deixando na cama, primeiro tirou minhas sandálias... e já arrancou minha calcinha na hora. Enquanto ele tirava a roupa dele, eu tirei meu vestidinho sentada na beirada. Quando terminei de passar ele pela minha cabeça, me deparei com o Darío parado na minha frente, com toda a "masculinidade" dele a centímetros do meu rosto. Me irritou que ele me pegou com as mãos dele. bruscamente pra aproximar ela da minha boca. Eu tava com vontade de fazer e teria feito com muito mais gosto se ignorasse aquela atitude grosseira.
Mesmo assim fiz, meio irritada, lambendo ela de baixo pra cima, acariciando e colocando na minha boca num ritmo compassado, mas toda vez que eu me afastava um pouquinho, ele pressionava minha cabeça com as mãos de novo.
Me afastei como pude e pedi pra ele deitar, pra fazer mais confortável. Ele se esticou na beirada da cama, com os pés no chão, e quando tentei me posicionar pra um "69", ele não aceitou. Perguntei se não era do gosto dele trocar carícias orais. Não respondeu e, em vez disso, mandou eu me ajoelhar entre as pernas dele.
É verdade que eu tava muito excitada, mas também "puta" com o machismo idiota dele. Mesmo assim, já que tava ali e pensando em tudo que viria depois, continuei com minha tarefa esquecendo a raiva.
Do melhor jeito que eu sabia, acariciei, lambi e masturbei ele com minha boca até sentir ele gozar. Outro problema: Ele se ofendeu porque não engoli o esperma. Não fiz porque não gosto. Uma vez tentei e acabei vomitando, e nunca mais fiz, nunca.
Sentei na cama quase chorando de raiva. Ele me abraçou pra me consolar e, me deitando em cima dele, começou a me beijar e lamber meus lábios, meu rosto. "Viu? Não tem nada de errado ou nojento", disse e continuou me beijando, nos lambuzando.
As mãos dele começaram a acariciar minha bunda e minha ppk e, sem parar de me beijar, enfiou os dedos na minha buceta... Minha excitação falou mais alto que minha raiva. Com a respiração ofegante, respondi às carícias dele com as minhas e, a cada movimento da minha mão, sentia ele endurecer de novo.
Segundos depois, ele me empurrou pro lado e, nem lerda nem preguiçosa, me deitei de pernas abertas, pronta pra sentir o prazer tão esperado... Mas não: Ele me virou de bruços. Se aproximou devagar e, beijando minha nuca e minhas costas, acariciava minha vulva com o pau dele, me fazendo tremer.
É difícil traduzir em palavras a sensação que senti ao sentir ele me penetrando e como me arqueei pra facilitar... Minha pelve acompanhava os movimentos dele no ritmo e entrei num estado de êxtase, à beira do orgasmo. Aí ele fez um movimento e pegou um travesseiro, me mandando usar de apoio pros meus quadris. Coloquei onde tinha que ser e quase implorei pra ele não parar mais, por nada... Tudo errado... Quando achei que tava tudo perfeito e o final esperado tava chegando... ele apoiou a cabeça da pica no meu cu e com uma estocada tentou enfiar, enquanto repetia "Agora vou te fazer feliz! Você vai ver o que é ter um macho como eu!" Tentei sair daquela posição, mas o peso dele e minhas mãos presas não deixaram, mas quando ele tentou de novo, a dor indescritível que senti me fez gritar e me contorcer até escapar da prisão dele... Todo o mal-estar, a raiva, a bronca de antes voltaram multiplicados. Acho que ele se assustou de verdade, porque tentou me acalmar com palavras doces, pedindo desculpas, implorando pra deixar ele me abraçar... prometendo não me forçar a fazer nada que eu não quisesse. "De jeito nenhum!", respondi... e não sei quantos xingamentos saíram da minha boca na sequência. Peguei minha roupa, me vesti e saí correndo com as sandálias na mão... Tive que andar (correr, trotar) vários quarteirões até chegar em casa, na segurança do meu quarto. Aterrorizada como tava, só consegui ir pro banheiro e ficar debaixo do chuveiro por mais de quarenta minutos, encolhida, sentada no chão. Quando recuperei a sanidade e me acalmei um pouco, terminei de me lavar me ensaboando três vezes, como se o sabão pudesse lavar o momento ruim que passei. Já deitada, demorei uma eternidade pra pegar no sono. Minha mãe me acordou (nunca precisava fazer isso) quase na hora de ir pra faculdade, angustiada, imaginando alguma doença. Tranquilizei ela mentindo que tinha tomado umas cervejas a mais, mas que já tava Recomposta.
Cumpri minhas atividades diárias no automático: minha mente não conseguia se desligar totalmente, e assim passei a manhã e a tarde.

Deitada na minha cama, decidi não deixar que aquela experiência ruim continuasse me afetando. Sempre curti sexo e não ia deixar que isso mudasse.

Com essa ideia na cabeça, me despi e me perfumei com meu cheiro favorito. Delicadamente, iniciei o ritual sagrado de me dar prazer sozinha, percorrendo e reconhecendo com as mãos cada parte do meu corpo, especialmente as mais sensíveis.

Molhando os dedos de ambas as mãos, com uns acariciava meus mamilos e com os outros... fui ao encontro do meu centro máximo de sensações, começando pelo meu clitóris.

Aumentei o volume da música e então sim: com dois dedos dentro da minha buceta e o polegar estimulando o botãozinho glorioso, com movimentos cada vez mais urgentes, a excitação deu lugar ao clímax... e este a um orgasmo frenético, ofegante, entre convulsões e gemidos sem controle...Contei isso pra vocês, uma parada que aconteceu há muito tempo e tem uns elementos quase bizarros
e obviamente incompletos, não como catarse (já superei, embora não tenha esquecido),
mas pra escancarar o tipo de merda que a gente encontra por aí
só pensando no lado bom que pode dar... e não nos riscos de cair nas mãos
de uns idiotas que acham que é "macho" passar por cima da gente.
Pra minas: Fiquem espertas.
Pros "machos": Sempre vai ter alguma que vai ensinar que "água não se masca".

4 comentários - Experiências ruins

Buena onda al contar tu experiencia!!! Debe ser muy feo para una mujer encontrarse en una situacion asi con un tipo de esa indole! Pero bueno... siempre hay una primera vez para todo. Lo importante igual, es, ser precavido y tratar de que no te vuelva a pasar... Abrazo de goool!!!
Ah bueee... el agua no se masca ...... que frase ..... 🙎‍♂️