Quem avisa não trai

Transamos como sempre fazíamos. Daniela, minha esposa, se entregou de verdade, suspiros e gemidos no ritmo de cada entrada do meu pau até que eu não consegui mais segurar o final, o primeiro e único daquela noite. Ficamos deitados lado a lado, em silêncio e sem fôlego, transbordando pelos sentidos satisfeitos e focados em dar prazer um ao outro.

Quando a calma chegou, ela começou a conversa pós-transa com uma "novidade" pra mim:

- Preciso te contar uma coisa: hoje o Carlos, meu chefe, me beijou. -

E logo completou:

- Quando entrei no escritório dele, ele estava perto da porta, fechou ela, me apertou contra a parede com o corpo, segurou meu rosto com as duas mãos e começou a chupar minha boca -

- E você, o que fez? - incentivei ela a continuar.

- Bom... não dava pra reclamar porque minha boca estava tampada pela dele... forcei um pouco... mas comecei a gostar da brincadeira e... me deixei levar. -

- Ahhh é?! E até onde você se deixou levar? -

- Juan!!!... Me deixei apertar muuuuito! Sabe como é?... Jogo de línguas, carícias nos peitos, na bunda e... ele abaixou o zíper da minha calça e acariciou minha buceta por cima e por baixo da calcinha. Eu passei a mão no pau dele. Tava durasso. -

Virei de lado, apoiado nos cotovelos, e olhei bem nos olhos dela:

- Ele te comeu no escritório ou onde? -

- Não me comeu... ele propôs... pediu... implorou... e foi um sacrifício danado não "aceitar a viagem". Nem imagina o que rolou: de brincadeira, falei que transaria com ele se, e só se, a esposa dele, a Lorena, deixasse você comer ela antes...

Olhei pra ela incrédulo. Ela sustentou o olhar e continuou:

- O Carlos pensou por uns cinco segundos e respondeu: "Acho que dá pra fazer. Com certeza! Vou conversar com a Lorena e amanhã a gente acerta o como e o quando." Não acreditei, eles são swingers!!!! -

Não gostei que ela me meteu na putaria dela:

- Como é que você teve essa ideia? Que Você querer ir pra cama com seu chefe não te dá o direito de se meter na minha vida… Eu escolho quem eu como ou não como.

- Paraaaa, Juan!!!… Já te falei que falei aquilo na brincadeira… Não fazia a menor ideia de que podia ser possível. Aliás, você conhece a Lorena: ela é uma gostosa e novinha, você não ia passar mal com ela –

- Daniela, você quer transar com ele? Não custa nada: fala sim na próxima vez que ele te pedir e pronto –

Ela se levantou puta da vida e se trancou no banheiro pra se lavar. Saiu de pijama e foi deitar. Era minha vez de me higienizar, no meio do caminho pro banheiro ela despejou a raiva:

- Amanhã eu vejo como vou falar pro Carlos que nem a Lorena nem você entram nessa… Depois não vem com que… – parei de ouvir o resto quando fechei a porta do banheiro.

No dia seguinte saí cedo de casa por causa de uma reunião, fora e bem longe do escritório. Deixei minha esposa dormindo.

Jantei sozinho, arroz com atum que tive que preparar, e fiquei respondendo uns e-mails e outras pendências. Passou das 22h, a Daniela chegou, impecavelmente vestida e maquiada. Só o cabelo loiro liso comprido dela estava meio úmido. Supondo que não saíram do escritório pro hotel antes das 18h, horário normal de saída, pegaram um turno de 3h. Ela murmurou um “oi” entre os dentes e fez menção de ir pro quarto.

- Acabou o turno e você teve que largar o secador? – falei de propósito.

Ela parou de andar, virou o corpo, fixou o olhar no meu e sustentou em silêncio, até que, tão cheia de intenção quanto eu, disse:

- É… o tempo voa quando a gente tá se divertindo pra caralho… –

- Puxa!!!… parece que você descobriu habilidades… masculinas… supremas no Varão –

- É, e daí? –

Sem esperar minha resposta, entrou no quarto.

Continuei ocupado no computador por mais meia hora, depois passei no banheiro pra me lavar e… Me vestir" para a noite, parei assim que passei pela porta do quarto. Daniela, deitada, primeiro me deu um olhar apático, depois de alguns segundos me olhou de novo, já intrigada, até que não se conteve:

- O que você está fazendo aí? Já é tarde, deita logo -

- Posso? Pensei que com meus dotes de corno já não... -

O rosto dela se iluminou com aquele sorriso lindo que ela tem e me interrompeu:

- Vem, não seja idiota. Você é o "master of universe" pra mim. - acompanhou as palavras com dois movimentos: afastou o lençol e abriu as pernas, deixando a entreperna à minha consideração. A calcinha que ela vestia era preta, mas eu "investi" como um touro diante do vermelho. Não juro que deitei no colchão; a questão é que num piscar de olhos estávamos fodendo desenfreadamente.

Nunca imaginei que a sequência de acontecimentos das últimas 24 horas: o relato da Daniela sobre o encontro erótico com o chefe dela, o aviso, enviesado mas aviso no fim, de que ela se deixaria comer por ele, o atraso ao voltar pra casa no dia seguinte, os cabelos molhados, a "declaração" de que tinha aproveitado longamente do, melhor dizendo dos ejaculações consumadas, me excitariam a ponto do desejo desmedido que senti por ela, apesar de eu ter sido enfeitado com uma chifruda longa.

Não fiquei satisfeito com a foda; assim que recuperei o fôlego, tentei uma segunda rodada.

Daniela me pediu para deixar para o dia seguinte, já que sentia um incômodo (irritação) na buceta. "De verdade que seu chefe te deu para você ter e arquivar", pensei. Comigo, nos meus melhores momentos, ela era quem pedia mais ação, e eu chegava até um limite de três fodas e ela ainda pedindo mais.

Passados alguns dias, Daniela me fez um relato detalhado (supostamente completo) do que aconteceu naquele dia, num hotel da rua Independência, número 1300. Em pouco menos de três horas, tomaram banho juntos, o cara tirou o primeiro orgasmo dela só com sexo oral ("ele lambeu e Mordisqueou os lábios da buceta e o clitóris, enfiou a língua e os dedos bem fundo até eu gozar na cara dele", mandou ele chupar o pau e as bolas até gozar, e transaram quatro vezes, a última terminando no cu.

- Ele é um parceiro insaciável, parece ter uma reserva de porra inesgotável, solta ela. E, minutos ou segundos depois, já tem outra ereção. -

Concluiu que, embora tivesse adorado "o sexo oral que ele fez em mim e o convencional me encantaram", não tinha gostado do sexo anal, e muito menos do sexo oral que ele exigiu dela "você nunca me pede e eu agradeço por isso".

Daniela garantiu que nunca mais ia se envolver com ele (vai saber se cumpriu e vai continuar cumprindo o propósito).

Enfim, não tenho autoridade moral pra criticar: eu continuo comendo minha secretária Marina, gostosa e fogosa, sentada na escrivaninha ou num quarto de hotel. E nunca contei pra Dany. Ela, ao contrário, me avisou que ia fazer.

Quem avisa não trai.

fonte: gemidos

2 comentários - Quem avisa não trai

muy buen relato no se si yo me animaria sin el consentimiento de mi marido ...ahora lo tuyo si es traicion jajajaja no vale eso!!! besitos y puntitos 🙂