Esta é uma parte softcore, mas importante pro resto da história. Tenham paciência.
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Por uns dias, ela não foi na casa da Clara. Sentia vergonha de olhar na cara da amiga, depois de ter dormido com o marido dela. Nunca tinha passado por isso. Na real, nunca tinha se envolvido com um homem casado, e aquela sensação clandestina a pegava desprevenida. Por outro lado, reconhecia que tinha valido a pena. Tinha realizado o sonho dela: ser infiel e curtir um verdadeiro predador profissional. Já tinha ouvido as amigas comentarem como os acompanhantes masculinos que algumas contratavam se comportavam, e esse não ficava devendo nada a eles — e ainda por cima, foi tudo na base da vontade e do desejo, sem grana no meio. Não teve nenhuma simulação.
Só depois de mais de uma semana desse acontecimento é que ela se atreveu a voltar na casa. A empregada deixou ela entrar, e Clara a recebeu como sempre, reclamando por não ter ido visitá-la por tantos dias.
— É que eu tive muito ocupada, se justificou Eva.
— Bom, espero que suas coisas agora tenham se organizado de novo, disse Clara, e em seguida continuaram conversando sobre outras coisas.
E no entanto, tinha algo no olhar de Clara que incomodava Eva. E nisso as mulheres têm um sexto sentido. Ela tinha certeza de que a amiga desconfiava de algo, mas não sabia como conseguir uma pista.
— As coisas com seu marido estão bem? Perguntou por fim, não aguentando mais a dúvida.
— Sim, Eva, melhor do que nunca. Não quero te ofender, mas já faz uns dias que a gente se dá como nunca.
— Que bom. Provavelmente ele passa mais tempo em casa.
— Não, de jeito nenhum. O que acontece é que faz muito tempo que descobrimos que a rotina acaba destruindo o casamento, então a gente sempre tenta criar situações de interesse, jogos, simulações, que nos permitam curtir um ao outro.
— Que interessante, me conta, talvez me sirva pra dar um novo gás no meu casamento, disse Eva, intrigada.
— Então é o seguinte... Muito simples. Com meu marido, a gente inventou uma fantasia. Suponha, uma terceira pessoa. Um homem ou uma mulher, dependendo do caso. E na hora de transar, a gente simula que somos ou estamos com essa pessoa, dependendo da situação, é claro. Se for um homem, é com aquele homem que eu tô me deitando e meu marido faz esse papel. Se for uma mulher, aí é ao contrário, e essa troca excita pra caralho nós dois.
— Uma troca de papéis, que legal, mas no fim, todo mundo de um jeito ou de outro faz isso, às vezes com o outro participando, às vezes guardando segredo, disse Eva, decepcionada.
— Espera, deixa eu terminar, porque o nosso não é tão simples assim. Primeiro a gente imagina o terceiro como eu falei. Vou te dar um exemplo pra ficar claro. Suponha que meu marido sugere que ele queria transar com você. Não se ofende, é só uma suposição, nada mais, disse Clara com cara de inocente.
Eva começou a tremer. Alguma coisa tava rolando que ela não imaginava.
— Me conta mais, disse com a voz fraca.
— Desculpa, troco o personagem se te incomoda, disse Clara suavemente.
— Sem problema, é uma suposição, não me incomoda.
— Bom, como eu falei. Um belo dia meu marido sugere que ele queria transar com você. Então eu tento me aproximar de você e te conhecer a fundo pra poder imitar seu estilo, seus movimentos, seu jeito de falar, enfim, tudo aquilo que te identifica e que chamou a atenção do meu marido.
— Claro, e aí quando você transa com ele, você me imitaria, disse Eva.
— Exato, mas eu teria que conhecer suas reações mais íntimas, e essas não aparecem normalmente em conversas bestas. Então, eu daria um jeito de ver suas reações em situações eróticas. Daria um jeito de, por exemplo, você ver um vídeo onde meu marido aparece bem sexy pra saber como você reagiria se estivesse com ele.
Eva pulou da cadeira como uma mola. De repente, a ficha caiu sobre o que vinha rolando há um tempo. De repente, ela entendeu o interesse da nova vizinha em conhecê-la e tratá-la, apesar da diferença social entre elas. Sentiu-se usada e enganada.
— Olha, Clara, não tô gostando do que tô pensando.
— Senta um minuto, e depois pode ir embora se quiser — disse Clara com uma voz firme, onde toda a doçura tinha desaparecido. Eva olhou para ela por alguns segundos e entendeu que não adiantava nada ir embora. Sentou-se de novo, totalmente derrotada.
— Essa casa, como você sabe, tem câmeras em todo canto. A gente deixaria a pessoa que escolhemos como presa sozinha, pra ela curtir o filme à vontade e mostrar o que realmente sente. Depois, quando vejo ela com meu marido, a gente já começa a ficar excitados e a transar de um jeito foda, mas não para por aí. Se eu vou te imitar, então preciso te ver em ação na cama, e bom, despertada a sua curiosidade, é fácil organizar as coisas pra que meu marido possa te pegar a sós umas duas vezes, até que o mistério do proibido acabe com todos os preconceitos e barreiras que a sociedade cria com o tempo. É assim que essa pessoa acaba na cama com meu marido. E daí em diante, por um bom tempo, a gente se diverte pra caralho vendo e revendo o vídeo onde meu marido e a escolhida consomem a união, só movidos pela luxúria. Vou te dizer que há vários dias a gente tá se divertindo pra cacete com meu marido graças a você — completou Clara.
Eva ficou imóvel, paralisada. Tudo tinha sido uma armadilha, e ela tinha sido a presa fácil pra esses dois tarados darem vazão à safadeza deles.
— Nunca me senti tão usada e traída — conseguiu dizer Eva.
— Não leva por esse lado. Pelo que dá pra ver no vídeo, a parte que você recebeu parece que te agradou bastante — disse Clara sorrindo —, e além disso, nossa relação não precisa mudar nadinha.
— Eu nunca fiz algo... assim, disse Eva quase à beira das lágrimas.
- Não se preocupe. Agora você só precisa aceitar que faz parte do jogo. E uma parte importante.
- Para que você precisa de mim? Já se divertiram comigo... perguntou Eva
- Claro, querida, você não vai dormir com meu marido por enquanto. Faz parte do acordo. Ele vai te possuir de novo quando eu permitir. A questão é que agora é minha vez de escolher o terceiro, e aí seu papel é importante.
- Não te entendo, disse Eva.
- Simples, querida. Eu escolhi seu marido.
O rosto de Eva mudou. Sentiu uma onda de fúria tomá-la.
- Nem nos seus sonhos! Você não vai dormir com meu marido! gritou, levantando-se da cadeira.
- Vamos se acalmar, querida. Não é sobre o que eu quero. Será seu marido quem vai decidir se participa ou não. A partir de amanhã, meu marido vai ter que fazer amizade com ele, trazê-lo para esta casa, e aí a gente vê o que acontece.
- E se eu me recusar a ser uma observadora passiva dessa manobra? perguntou Eva.
- Então seu maridinho vai receber um vídeo bem divertido onde você está muito simpática com meu maridinho, e que uma esposa enganada como eu não teve escolha a não ser mostrar pra ele, para que tome as providências que achar necessárias com a esposa dele, enquanto eu cuido de castigar meu marido infiel, disse Clara sorrindo, com um brilho maligno nos olhos.
- Você é uma filha da puta! gritou Eva.
- Vou fingir que não ouvi. Afinal, quem começou dormindo com o marido dos outros foi você, disse ela, dando de ombros.
Eva caiu desarmada no sofá. Via seu casamento indo por água abaixo se o marido visse aquele vídeo. E, por outro lado, não aceitava que aquela devoradora de homens desse o bote no marido dela. Mas não via muitas saídas para o problema.
- Vai pra casa e pensa com calma. Se você concordar, nunca mais toca nesse assunto, senão você não vai ficar sabendo de nada do que rolar. Se tudo der certo, até é capaz de eu deixar você aproveitar meu marido de novo daqui a um tempinho.
Eva se levantou e foi embora sem se despedir. Chegou em casa e teve um ataque de nervos, não conseguia parar de chorar por um bom tempo. Quando o marido voltou, ela já tinha se recomposto e a decisão estava tomada. O que quer que fosse acontecer, aconteceria sem a interferência dela.
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Por uns dias, ela não foi na casa da Clara. Sentia vergonha de olhar na cara da amiga, depois de ter dormido com o marido dela. Nunca tinha passado por isso. Na real, nunca tinha se envolvido com um homem casado, e aquela sensação clandestina a pegava desprevenida. Por outro lado, reconhecia que tinha valido a pena. Tinha realizado o sonho dela: ser infiel e curtir um verdadeiro predador profissional. Já tinha ouvido as amigas comentarem como os acompanhantes masculinos que algumas contratavam se comportavam, e esse não ficava devendo nada a eles — e ainda por cima, foi tudo na base da vontade e do desejo, sem grana no meio. Não teve nenhuma simulação.
Só depois de mais de uma semana desse acontecimento é que ela se atreveu a voltar na casa. A empregada deixou ela entrar, e Clara a recebeu como sempre, reclamando por não ter ido visitá-la por tantos dias.
— É que eu tive muito ocupada, se justificou Eva.
— Bom, espero que suas coisas agora tenham se organizado de novo, disse Clara, e em seguida continuaram conversando sobre outras coisas.
E no entanto, tinha algo no olhar de Clara que incomodava Eva. E nisso as mulheres têm um sexto sentido. Ela tinha certeza de que a amiga desconfiava de algo, mas não sabia como conseguir uma pista.
— As coisas com seu marido estão bem? Perguntou por fim, não aguentando mais a dúvida.
— Sim, Eva, melhor do que nunca. Não quero te ofender, mas já faz uns dias que a gente se dá como nunca.
— Que bom. Provavelmente ele passa mais tempo em casa.
— Não, de jeito nenhum. O que acontece é que faz muito tempo que descobrimos que a rotina acaba destruindo o casamento, então a gente sempre tenta criar situações de interesse, jogos, simulações, que nos permitam curtir um ao outro.
— Que interessante, me conta, talvez me sirva pra dar um novo gás no meu casamento, disse Eva, intrigada.
— Então é o seguinte... Muito simples. Com meu marido, a gente inventou uma fantasia. Suponha, uma terceira pessoa. Um homem ou uma mulher, dependendo do caso. E na hora de transar, a gente simula que somos ou estamos com essa pessoa, dependendo da situação, é claro. Se for um homem, é com aquele homem que eu tô me deitando e meu marido faz esse papel. Se for uma mulher, aí é ao contrário, e essa troca excita pra caralho nós dois.
— Uma troca de papéis, que legal, mas no fim, todo mundo de um jeito ou de outro faz isso, às vezes com o outro participando, às vezes guardando segredo, disse Eva, decepcionada.
— Espera, deixa eu terminar, porque o nosso não é tão simples assim. Primeiro a gente imagina o terceiro como eu falei. Vou te dar um exemplo pra ficar claro. Suponha que meu marido sugere que ele queria transar com você. Não se ofende, é só uma suposição, nada mais, disse Clara com cara de inocente.
Eva começou a tremer. Alguma coisa tava rolando que ela não imaginava.
— Me conta mais, disse com a voz fraca.
— Desculpa, troco o personagem se te incomoda, disse Clara suavemente.
— Sem problema, é uma suposição, não me incomoda.
— Bom, como eu falei. Um belo dia meu marido sugere que ele queria transar com você. Então eu tento me aproximar de você e te conhecer a fundo pra poder imitar seu estilo, seus movimentos, seu jeito de falar, enfim, tudo aquilo que te identifica e que chamou a atenção do meu marido.
— Claro, e aí quando você transa com ele, você me imitaria, disse Eva.
— Exato, mas eu teria que conhecer suas reações mais íntimas, e essas não aparecem normalmente em conversas bestas. Então, eu daria um jeito de ver suas reações em situações eróticas. Daria um jeito de, por exemplo, você ver um vídeo onde meu marido aparece bem sexy pra saber como você reagiria se estivesse com ele.
Eva pulou da cadeira como uma mola. De repente, a ficha caiu sobre o que vinha rolando há um tempo. De repente, ela entendeu o interesse da nova vizinha em conhecê-la e tratá-la, apesar da diferença social entre elas. Sentiu-se usada e enganada.
— Olha, Clara, não tô gostando do que tô pensando.
— Senta um minuto, e depois pode ir embora se quiser — disse Clara com uma voz firme, onde toda a doçura tinha desaparecido. Eva olhou para ela por alguns segundos e entendeu que não adiantava nada ir embora. Sentou-se de novo, totalmente derrotada.
— Essa casa, como você sabe, tem câmeras em todo canto. A gente deixaria a pessoa que escolhemos como presa sozinha, pra ela curtir o filme à vontade e mostrar o que realmente sente. Depois, quando vejo ela com meu marido, a gente já começa a ficar excitados e a transar de um jeito foda, mas não para por aí. Se eu vou te imitar, então preciso te ver em ação na cama, e bom, despertada a sua curiosidade, é fácil organizar as coisas pra que meu marido possa te pegar a sós umas duas vezes, até que o mistério do proibido acabe com todos os preconceitos e barreiras que a sociedade cria com o tempo. É assim que essa pessoa acaba na cama com meu marido. E daí em diante, por um bom tempo, a gente se diverte pra caralho vendo e revendo o vídeo onde meu marido e a escolhida consomem a união, só movidos pela luxúria. Vou te dizer que há vários dias a gente tá se divertindo pra cacete com meu marido graças a você — completou Clara.
Eva ficou imóvel, paralisada. Tudo tinha sido uma armadilha, e ela tinha sido a presa fácil pra esses dois tarados darem vazão à safadeza deles.
— Nunca me senti tão usada e traída — conseguiu dizer Eva.
— Não leva por esse lado. Pelo que dá pra ver no vídeo, a parte que você recebeu parece que te agradou bastante — disse Clara sorrindo —, e além disso, nossa relação não precisa mudar nadinha.
— Eu nunca fiz algo... assim, disse Eva quase à beira das lágrimas.
- Não se preocupe. Agora você só precisa aceitar que faz parte do jogo. E uma parte importante.
- Para que você precisa de mim? Já se divertiram comigo... perguntou Eva
- Claro, querida, você não vai dormir com meu marido por enquanto. Faz parte do acordo. Ele vai te possuir de novo quando eu permitir. A questão é que agora é minha vez de escolher o terceiro, e aí seu papel é importante.
- Não te entendo, disse Eva.
- Simples, querida. Eu escolhi seu marido.
O rosto de Eva mudou. Sentiu uma onda de fúria tomá-la.
- Nem nos seus sonhos! Você não vai dormir com meu marido! gritou, levantando-se da cadeira.
- Vamos se acalmar, querida. Não é sobre o que eu quero. Será seu marido quem vai decidir se participa ou não. A partir de amanhã, meu marido vai ter que fazer amizade com ele, trazê-lo para esta casa, e aí a gente vê o que acontece.
- E se eu me recusar a ser uma observadora passiva dessa manobra? perguntou Eva.
- Então seu maridinho vai receber um vídeo bem divertido onde você está muito simpática com meu maridinho, e que uma esposa enganada como eu não teve escolha a não ser mostrar pra ele, para que tome as providências que achar necessárias com a esposa dele, enquanto eu cuido de castigar meu marido infiel, disse Clara sorrindo, com um brilho maligno nos olhos.
- Você é uma filha da puta! gritou Eva.
- Vou fingir que não ouvi. Afinal, quem começou dormindo com o marido dos outros foi você, disse ela, dando de ombros.
Eva caiu desarmada no sofá. Via seu casamento indo por água abaixo se o marido visse aquele vídeo. E, por outro lado, não aceitava que aquela devoradora de homens desse o bote no marido dela. Mas não via muitas saídas para o problema.
- Vai pra casa e pensa com calma. Se você concordar, nunca mais toca nesse assunto, senão você não vai ficar sabendo de nada do que rolar. Se tudo der certo, até é capaz de eu deixar você aproveitar meu marido de novo daqui a um tempinho.
Eva se levantou e foi embora sem se despedir. Chegou em casa e teve um ataque de nervos, não conseguia parar de chorar por um bom tempo. Quando o marido voltou, ela já tinha se recomposto e a decisão estava tomada. O que quer que fosse acontecer, aconteceria sem a interferência dela.
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