Sou Piranha Parte 10

Na manhã seguinte, o Sol já brilhava perto do zênite quando Lucía acordou, com a claridade entrando por todas as frestas da janela, que ainda estava abaixada. Ela espreguiçou devagar, se esticando uma e outra vez, alcançando com as mãos e os pés os dois lados da cama, formando um grande X que tentava chegar às quatro pontas do colchão de casal, onde ela se perdia durante as noites, virando de um lado para o outro.

Ainda não conseguia acreditar no que tinha acontecido na tarde da noite anterior; suas lembranças se amontoavam na mente e as cenas quentes e sensuais passavam pelo pensamento, ocupando tudo, fazendo ela reviver aquelas sensações. Não conseguia acreditar que a mãe da Carmen tinha se soltado daquele jeito, não conseguia acreditar que ela mesma não tinha partido pra cima do seu doce Fran; no lugar disso, preferiu que fosse a Carmen quem provasse primeiro o doce prazer que o pau poderoso dele destilava, que ele manuseava com um carinho e uma doçura indescritíveis. Mas foi assim, aconteceu assim e ela viveu assim, já gravado na memória.

No fim, tinham conseguido arrumar uma namorada pro Fran, uma garota doce e carinhosa como ele, que por sua vez tinha a sorte imensa de tê-lo conhecido. Tinha certeza de que os dois iam se dar superbem, e as mães deles, sem dúvida, iam cultivar ainda mais a amizade e cuidar pra que eles fossem felizes em todos os aspectos. De certa forma, era uma simbiose onde cada membro do grupo tirava algum proveito; Fran e Gisela, isso era claro, mas Lucía também sabia que as mães deles, de certa forma, iam levar a comissão delas por cuidar dos pombinhos. Carmen já tinha experimentado sexo com Fran e tinha certeza de que repetiria, mas só depois de "dar de comer" à filha primeiro; aí, se sobrasse alguma coisa, ela se contentava com as "sobras". E pra Ángeles seria difícil abrir mão da intimidade que já tinha conquistado com o filho; pra ela, Gisela também seria como uma filha e cuidaria deles do mesmo jeito.

Enquanto esses pensamentos passavam pela Enquanto isso, Lucía já estava sentada na privada fazendo o xixi matinal. Era tanto o grau de abstração e ensimesmamento que, sem querer, se pegou cutucando a própria buceta depois de se secar. E com certeza ainda estava excitada, o clitóris escorregava entre os dedos indicador e médio, inchado pelas carícias, se exibia feito um pavão na presença das outras.

Decidiu voltar pra cama e se entregar ao prazer solitário. Hoje podia se dar ao luxo de passar a manhã inteira na cama, e foi o que fez. Seus dedos percorreram o corpo em busca dos centros erógenos de prazer, e sem dúvida os encontraram. Se remexeu nos lençóis de cetim, prendendo o travesseiro entre as coxas macias, apertando e sufocando ele enquanto as pontas dos dedos acariciavam e pressionavam suavemente o botãozinho secreto, apertando uma e outra vez. O doce martírio, o gozo solitário foi recompensado com outro orgasmo, milhares de estrelas nublaram a vista naquele quarto escuro, enquanto o sol brilhante já tinha passado do meio-dia.

A água correu pela pele, limpando o suor e refrescando ela depois da longa noite de lençóis quentes e úmidos. Se lavou bem por inteiro, até dar brilho na ferramenta de trabalho, pensou se devia segurar ela, igual umas atrizes que seguram as pernas ou a bunda, e riu sozinha enquanto se secava.

Quando lembrou do estômago roncando, preparou um pouco de cum com cereais. Já era hora do almoço, mas não dava tempo de ir a restaurante nenhum, então o mais rápido que pensou foi tomar o café da manhã de sempre.

Enquanto devorava a tigela cheia de cum com os cereais boiando e bastante Booty-cao, ligou o iPhone e viu que tinha umas quatro ou cinco chamadas perdidas e alguns e-mails não lidos. Eram da agência de contatos, então pensou que já deviam estar putos com ela por sumir daquele jeito. Pensou que por cinco minutos eles podiam esperar, então terminou os cereais e, enquanto comia, Ela conferiu os e-mails. Também tinham tentado contatá-la por email, então no correio ela viu o motivo de tanta urgência.

Parece que naquele fim de semana tinha um congresso na cidade de um dos principais partidos políticos do país, então esperava-se a chegada de centenas de congressistas com vontade de debater e se divertir depois de tanta discussão. Pra piorar, o tal partido era da ala conservadora, e esses eram justamente os piores. Então a agência dela a chamava pra trabalhar como recepcionista do congresso e assim atrair clientes pras duas noites que ia durar, justamente sexta e sábado. De modo que em uns dois dias ela podia tirar uns milhares e continuar com seu estilo de vida tranquilo.

Sem tempo a perder, foi pro salão de beleza e deu uma geral. Lá pediu pra amiga Marta fazer a depilação nas partes íntimas e dar uma massagem, mas tomou cuidado pra Marta não passar dos limites, porque não podia chegar no congresso cheia de sexo e não agradar os homens. Era curioso porque quando ela tava com um certo tesão, tinha mais sucesso do que se já tivesse passado um bom ou mau momento, dependendo do ponto de vista, com um cliente anterior; era como se o corpo saciado dela fosse menos apetitoso pros homens do que quando ela tava excitada e sedenta por sexo.

Quando saiu do salão, foi direto pro local onde todas as recepcionistas estavam reunidas, previamente selecionadas pela "organização" através dos books pedidos pras principais agências de modelos da cidade e, claro, ela tinha sido selecionada. Chegou perto do monte de garotas que faziam booty, tinha de todos os tipos: loiras e morenas, ruivas e negras, mulatas e brancas como leite. Passaram pra um salão e foram entregando os uniformes de acordo com os tamanhos, acabaram parecendo um pequeno pelotão de gostosas, prontas pra entrar em combate com os políticos famintos pelas carnes durinhas e sensuais delas.

Lúcia se vestiu e arrumou o uniforme um pouco. Ela forçou a blusa que a organização tinha dado, um número menor e alguns botões desabotoados no decote deram a ela um visual mais "explosivo". Depois, aproveitou para passar no coffee break e beliscar algo antes dos participantes começarem a chegar.

Os peixes grandes chegaram todos uniformizados, com ternos caros e gravatas de seda natural, com ares de sobriedade e também de superioridade. Colocaram ela perto da entrada, distribuindo panfletos com a programação dos dois dias de discursos e sessões que estavam por vir. Assim, ela teria chance de contatar seus futuros clientes e ir lançando a isca pra ver quem mordia.

Um cara alto e gato se aproximou dela, foi tipo um flechada mútua e a química dos corpos falou por eles antes mesmo de trocarem uma palavra.

- Oi, beleza! - cumprimentou Lúcia, oferecendo a programação dos discursos.

- Então, nada, vou ver quem vai falar hoje - disse ele pegando o panfleto e dando uma olhada desinteressada. - Aff, isso é um porre, hoje não tem nada que me interesse por aqui! - exclamou segundos depois, fechando o papel nas mãos.

- Poxa, então vai ter que arrumar outras formas de se divertir, né? - flertou Lúcia, jogando a isca.

- Tenho certeza que você é a pessoa certa pra me sugerir algo, não é?

- Talvez, depende da vontade de diversão que você tem e do tipo de diversão que procura - continuou Lúcia, enquanto via que o cara, bem mais alto que ela, dava uma olhada no decote dela.

Lúcia tinha colocado um sutiã que valorizava os peitos e os juntava, permitindo que ela usasse seus pequenos encantos a seu favor, porque todo homem gosta de peitos grandes ou bem colocados, se eles não chegam a ser tão generosos, como era o caso dela.

- Bom, então tô com MUITA vontade de diversão e a verdade é que, se você me levar, vou aonde você mandar feito um cachorrinho fiel - sorriu ele, safado.

- Pois é, é um saco, porque tenho que... Ficar aqui até de noite, quando seus colegas "chatos" terminarem de falar, a gente podia se ver na festa depois, né?

- Tão tarde, a espera vai ser longa pra caralho... "Lucía" - reclamou o homem, lendo o nome no crachá que ela usava no peito.

- É que se eu for embora agora, não vou receber, e minha chefe, que tá ali e é uma coroa horrorosa, vai me dar uma bronca do caralho - lamentou Lucía, com uma voz melosa e aveludada.

- Isso não seria bom, com certeza, mas aposto que com o que você me cobrar, você ganharia muito mais do que o pagamento que a organização te dá, não é?

- Bom, isso depende do quanto você for generoso comigo... 'Victor' - chamou Lucía pelo nome, já que ele também usava um crachá de identificação.

O bom dos congressos é que todo mundo usava aquele crachá com nome e cargo ou de onde vinha, então bastava um olhar pra se apresentar sem frescura.

- Você não pode parar pra tomar um café ou dar uma pausa rápida? Assim a gente podia conversar mais de boa, não acha? - propôs o jovem.

- Que ideia boa! - piscou um olho Lucía.

Ela foi até a supervisora e sussurrou algo no ouvido dela. A supervisora, de canto de olho, olhou pro jovem gato que tinha falado com ela e deu sinal verde pra ela se ausentar. Então os dois foram juntos pra cafeteria do prédio do congresso. Lá continuaram conversando enquanto Lucía cruzava as pernas na frente daquele jovem político, que com certeza ninguém conhecia por ali, e ele pôde ver a delícia dela, livre de calcinha ou tanga.

Isso deixou ele tão tesudo que ele insistiu pra não esperar até a noite pra vê-la, então ela deu um jeito de levá-lo pro banheiro feminino do segundo andar, que era menos movimentado, e lá se trancaram no banheiro pra deficientes, que era mais espaçoso e dava pra umas posições variadas.

Lá dentro, o homem pediu pra ela mostrar a buceta e os peitos e, sentado na privada, ela Ele ficou observando, depois pediu pra ela se aproximar e as mãos grandes dele apalparam o corpinho dela. A Lucía só desabotoou a blusa e o sutiã, e levantou a minissaia elástica que marcava os quadris dela, deixando os peitos e a bucetinha dela livres. O homem chupou os peitos dela com gosto enquanto enfiava um dedo na ppk dela, que ainda não tava bem lubrificada, então não entrou muito fundo. Ela chupou o dedo dele de um jeito sensual e ele tentou de novo, chegando no interior quentinho dela com mais facilidade.

Depois, foi ela quem tirou a calça dele e, sem tirar a camisa ou a gravata, lavou o pau dele na pia com um pouco de água e sabão, secando em seguida com papel toalha. Ajoelhada na frente dele, do jeito que era, começou a chupar o pau dele com paixão, o que deixou o cara louco, fazendo ele parar ela quase no começo. Naquele momento, ela percebeu que, por maior que ele fosse, tava na mão dela, porque com só uma leve pressão dos lábios e uma sugada apressada da boquinha doce dela, aquele cara ia se acabar e curtir os prazeres proibidos, gozando na boca dela, bom, na verdade na camisinha, mas no fim das contas era quase a mesma coisa.

Então decidiram que ele sentasse no vaso e ela montasse nele por um tempo, mas mesmo assim, mal tinha encaixado o pau dele na bucetinha dela e dado umas poucas sentadas, o homem pediu de novo um "tempo" pra se recuperar.

- É que faz muito tempo que não transo - ele confessou.

- Sua mulher não te deixa satisfeito, né? - ela insinuou, sorrindo e nua que nem uma gatinha no cio.

- Pois é, agora ela resolveu não querer mais foder e eu tô de saco cheio, por isso queria dar uma boa trepada hoje.

- E tá conseguindo? - perguntou a Lucía, segura da resposta.

- Tô sim, você é muito gostosa e eu tô me segurando muito pra não gozar com essa ppk deliciosa que você tem. Agora quero te comer de quatro - o homem propôs, se levantando.

- Você manda, amor - admitiu a Lucía, se segurando na barra. aço que estava ao lado do vaso e, levantando uma das pernas, colocou-a sobre a tampa para oferecer a buceta um pouco mais na altura daquele brutamontes.

O cara aproximou o pau e enfiou na buceta até o fundo. Segurando-a pela cintura fina, começou a foder com calma no começo, depois foi apertando a cintura cada vez mais e batendo com mais força, até machucar um pouco. Lucía ficou surpresa com aquela reação, dava pra ver que ele já tinha se acalmado um pouco e agora investia com vontade na bocetinha dela, forçando a máquina e apertando tudo contra a bundinha empinada.

- Buff, vou gozar...! - reclamou, tirando o pau da buceta na hora e segurando a rola como se a vida dele dependesse disso.

Lucía se virou e o observou, bem divertida. No fundo, adorava ver como a buceta dela dominava os homens, poucos conseguiam se controlar com os paus enfiados lá dentro, com a suavidade e firmeza ao mesmo tempo, ela espremia até eles caírem rendidos e vazios dentro dela.

- Quase! Ainda não gozei, agora quero que me foda como antes, e dessa vez com toda a sua força, quero que me dê uma gozada inesquecível, tá?

- Tá bom, já vai ver como vai lembrar de mim quando estiver fodendo sua mulherzinha. Você vai gozar dentro dela, mas vai estar pensando em mim, vai ver...

- Isso não vai ser problema... he he, com o quanto você é gostosa, vou dedicar a próxima foda ou punheta que eu fizer a você - confessou ele, sorrindo.

Lucía colocou a buceta na posição e, segurando na barra, enfiou o pau dele até o fundo. Depois, levantou as pernas e apoiou na caixa d'água atrás, cruzando-as nas costas do homem, por baixo dos braços dele. Ele a segurou para não cair para trás, e assim, empurrando com as pernas, ela começou a se afastar dele, fazendo o pau sair, e então relaxava e voltava contra ele, que a segurava pelas costas, enfiando até o fundo.

A posição foi original e muito prazerosa, o cara começou a bufar e resfolegar, enquanto aquele corpo fibroso socava a pica dela com vontade. Lúcia começou a ficar excitada também, porque a pica apertava bem lá dentro, ela não sabia exatamente onde, mas estava adorando pra caralho.

Então, depois de uns segundos que pareceram uma eternidade, o jovem alto e bonitão gozou dentro do corpo pequeno e justinho de Lúcia, enchendo a camisinha com o esperma dele, acumulado durante longas semanas sem transar.

Lúcia não chegou a gozar, mas curtiu a foda, como já tinha feito outras vezes. Ela ficou excitada e preferiu não gozar, até porque também não deu tempo, já que aquele homem não aguentou o que ela precisava para chegar ao clímax.

Então se lavaram e se arrumaram, saindo do banheiro como se nada tivesse acontecido. O homem se despediu dela e até agradeceu pelo momento de prazer que ela proporcionou.

Por fim, Lúcia voltou para o posto dela e sentou de novo, colocando aquele sorriso branco de volta como isca para o próximo peixe que se aproximasse. Nada fazia ela imaginar o que veria a seguir...

Ele passou pelo hall de entrada e seguiu em direção aonde ela estava. Lúcia ficou petrificada, queria que a terra a engolisse ali mesmo, mas isso não ia acontecer, então, num último instante, reagiu e avisou a colega que estava se sentindo mal e ia ao banheiro.

Saiu correndo dali, com as pernas quase não aguentando levá-la até os lavabos, porque o corpo inteiro tremia. Um medo irracional foi tomando conta de cada músculo, de cada parte do corpo, até virar pânico. Ela se trancou entre as quatro paredes que antes a viram gozar e fazer um cliente gozar, mas dessa vez chorou amargamente. Custava a respirar e sentiu vontade de vomitar, mas por mais que tentasse, não conseguia nada. As pernas tremiam e um suor frio começou a escorrer pela testa. Depois de se sentar, cobriu o rosto e se curvou sobre os joelhos: "como era possível, como podia... Justamente ele estar ali, naquela noite", pensou enquanto suas lágrimas enchiam as palmas das mãos que cobriam seu rosto. O filho da puta que a espancou era um político, por isso a polícia nunca mais ligou depois da denúncia — com certeza descobriram que era um político, talvez influente, sei lá, e se recusaram a acreditar numa pobre putinha jovem como ela.

Ficou ali um tempão, até que uma voz feminina se aproximou da porta e perguntou se ela estava bem. Lúcia despertou do ataque de pânico e tentou se acalmar. Com uma voz de outro mundo, respondeu pra garota que estava preocupada que não estava muito bem e pediu pra ela chamar a supervisora, porque precisava ir embora.

A garota obedeceu, e quando Lúcia se acalmou um pouco, saiu do banheiro e lavou o rosto. Com toda a maquiagem borrada pelas lágrimas, ela estava um horror, parecia uma modelo "gótica". Com certeza já teve dias melhores. Tirou a maquiagem com água e sabão e saiu do centro de convenções feito um foguete, rumo a casa dela. Fugiu dali apavorada — o que mais podia fazer?

Naquela noite não dormiu. Os pesadelos a atormentavam e foi impossível pegar no sono. De madrugada, levantou, ligou o iMac e começou a navegar na internet. Procurava informações, uma ideia rondava a cabeça dela e queria fazer algumas averiguações...

Na manhã seguinte, saiu de casa bem cedo e foi pro salão de beleza de novo. O congresso começava ao meio-dia, os senhores políticos não queriam estragar a farra do dia anterior e combinaram de almoçar e continuar à tarde, então Lúcia tinha tempo pra se arrumar.

Pintou o cabelo de preto e fez um coque bem elegante na nuca, com uma porrada de grampos e alfinetes. A cabeleireira desaconselhou, porque achava ela linda do jeito que estava, mas Lúcia insistiu. Passou maquiagem escura, com sombras igualmente escuras que davam um ar meio... Sinistro e selvagem. Quando se olhou no espelho, nem ela mesma se reconheceu, exatamente o que queria.

Foi pro congresso, mas antes passou na farmácia. Precisava de uns comprimidos especiais, uns que ajudassem a manter a calma e a serenidade o tempo todo, pra alguma coisa valeram seus estudos de medicina, eram betabloqueadores. Antes de chegar, tomou um e guardou outros pra mais tarde.

No congresso, se surpreendeu com a calma que a química que acabara de tomar lhe deu, o pulso já não tremia, e decidiu passar pela prova de fogo e procurar seu agressor. Não demorou a encontrá-lo, se pavoneando num grupo de gordos de paletó. Passou na frente de todos rebolando a bunda com seu vestido justo e se certificou de capturar os olhares, se abaixando pra pegar uns folhetos, que deliberadamente deixou cair primeiro. Se virou e viu ele observando ela, já tinha mordido a primeira isca. Surpreendentemente, nem um piscar de olhos da parte dela, tinha tudo sob controle, pelo menos por enquanto.

Já de noite, se trocou e saiu de novo, dessa vez com um vestido de noite bem decotado nas costas, indo até a cintura, justo nos quadris. Seguiu pro restaurante onde teria o jantar de despedida. Durante o dia, conseguiu um convite pro jantar de gala, assim como outras das aeromoças, todas profissionais da área como ela. Lá, sentaram elas em duplas e ela se certificou de cair na mesa onde estava o ex-agressor dela.

Durante o jantar, comeu, bebeu e riu das besteiras que aqueles caras soltavam pelas bocas, fanfarrões que se esquentavam no calor dos bons vinhos e comidas. Ela se insinuou o tempo todo pra ele, e ele não demorou a cair nas teias dela, apesar de na mesa dela ter concorrência.

Depois veio a festa e o open bar, nos porões do estabelecimento, convenientemente equipados pra funcionar como balada, com um clima escuro bem apropriado pra uns amassos e busca por privacidade. Ela continuou grudada no alvo, até que ele a convidou pra um drink. Aí ela soltou toda sua arte feminina até deixar ele louco, se esfregando e roçando seu corpo de gata no cio durante a dança, passando a mão na bunda dele e deixando ele passar a mão na dela. Drink após drink, o cara foi ficando bêbado e se embriagando com o perfume de Lucía, que a cada aproximação sentia um nojo que mal conseguia segurar — só suas pílulas mágicas faziam ela aguentar o fedor nojento daquele tio bêbado que passava a mão nela toda, inclusive na buceta dela, que naquela penumbra ele não hesitava em apalpar e beliscar os lábios.

Ela tomou muito cuidado com o álcool, porque sabia bem que suas pílulas "mágicas" eram totalmente contraindicadas com bebida alcoólica, então pedia refrigerantes no lugar dos drinks e fingia, enquanto bebia, que estava bêbada.

Quando o cara já tava no ponto, ela disse: "por que você não me leva pra fora da cidade e me fode até eu não aguentar mais?" Essa frase, acompanhada de uma passada de mão nos ovos dele e uma apalpada no pau, deixou o cara a mil, e ele não demorou pra agarrar ela pelo braço e tirar ela de lá.

Ao sair do barulho da sala, ela perguntou se ele tinha carro, ele disse que sim, que tinha alugado um de luxo. Aí ela falou que tava a fim de dar dentro do carro, que levaria ele a um lugar bom pra isso, e ele aceitou sem reclamar.

Lucía foi guiando ele até as margens do rio, nos arredores da cidade, por uma estrada de terra paralela ao curso d'água, onde casais de namorados buscavam privacidade. O cara quase não chegou de tão bêbado que tava, por pouco não bateu em outros carros no caminho até lá, mas por sorte deu tudo certo. Ele, enquanto dirigia, ainda por cima não parava de passar a mão nela e tentou fazer ela chupar ele durante o trajeto, mas ela resistiu com todas as forças.

— Já falta pouco — ela dizia. — Já tamo chegando — repetia.

No fim da estrada, eles pararam, ele estacionou na frente. na água daquela noite escura. Assim que parou o carro, o cara decidiu sair pra mijar e foi o que fez, isso deu tempo pra ela se acalmar e pensar em como agir. Quando ele voltou, Lúcia o surpreendeu se jogando literalmente em cima dele, beijando ele com mais nojo do que paixão, mas o cara tava tão bêbado que nem ia notar a diferença, desabotoou a camisa dele e depois a calça, puxou o pau dele e tentou deixar ele duro, porque com a bebedeira não passava de uma salsichinha mole. O cara pediu pra ela chupar ele, ela relutou mas no fim fez, isso sim, enfiou nele um camisinha discretamente sem ele perceber, chupando com força em seguida.

Essa foi a parte mais difícil, enquanto chupava ele teve que fazer um esforço danado pra não vomitar ali mesmo. Passou pela cabeça dela a ideia de arrancar o pau dele com uma mordida e sair correndo, mas decidiu que não era uma boa ideia e continuou chupando, teve que apelar pra raiva que sentia por dentro pra conseguir continuar.

Por causa da bebedeira dele, ela teve que insistir até conseguir uma boa ereção. No fim, subiu de novo em cima dele e enfiou o pau dele na buceta dela. Era curioso porque, apesar do nojo que sentia daquele cara, a xota dela tava surpreendentemente lubrificada, então não precisou passar saliva nem nada do tipo.

O pau entrou sem dificuldade e com mais brutalidade do que carinho ela comeu ele, quicando em cima violentamente, batendo as bolas nele enquanto o cara soltava todo tipo de gritaria e dava tapas fortes nas bundas dela. Lúcia sentia dor, mas isso só aumentava a raiva dela e a vontade de foder ele com mais gosto. Conhecendo os homens, ela soube parar a tempo e então parou.

- Quer gozar já, seu filho da puta? - sussurrou no ouvido dele.

- Ah sim, que gostosa você é, como me comeu bem! Cê gosta do meu pau, né, puta? - perguntou grosseiramente aquele cara que ela tanto odiava.

- Ah sim, você tem ele pequeno e quase não fica duro, do jeito que eu gosto! - rebateu ela.

- É, é o que elas dizem Todas que experimentam e depois repetem, por que será? – respondeu com insolência o cara que estava montado nela.

– Sei lá, devem gostar de "sado" ou algo assim! – exclamou Lucía sem se abalar.

Lucía continuava se movendo devagar, mantendo o filho da puta no limite, com o pau dentro da buceta dela, com movimentos suaves e ritmados. Sentindo a raiva e a ira crescerem por dentro, lembrando como os chutes e socos a derrubaram naquele portão. Quis arranhar a cara dele e arrancar os olhos, mas tinha outros planos pra aquele filho da puta.

Ela se agarrou forte nele, colando a cabeça no peito dele, fazendo com que ele chupasse os peitos dela. Ela se segurou, então abraçou o pescoço dele e tirou um alfinete longo e fino de muitos que prendiam o coque dela. Apalpou a nuca dele, localizou um espaço entre as vértebras e apontou o alfinete longo, colocando entre os dedos. Ele entrou firme, atravessando as vértebras e chegando bem no cerebelo. Assim como a ponta do estoque nos touros corta a medula na base do crânio matando eles, Lucía atravessou ele do mesmo jeito, causando uma tetraplegia.

O cara ficou paralisado e, na sequência, os braços caíram inertes ao lado das coxas. Lucía, que tinha parado os movimentos, sentiu um medo do caralho, apesar dos comprimidos que tinha tomado, era como se de repente o efeito tivesse passado, fazendo a buceta dela se contrair ainda mais em volta do pau dele. Será que a manobra tinha funcionado?

Ela esperou uns segundos e, aos poucos, se separou do cara. Ao ver os olhos dele, com um olhar vazio e a boca aberta, soube que o sucesso tinha sido total. Paralisado do pescoço pra baixo, não tinha certeza se o cara ainda estava vivo ou não.

– Você nunca mais vai bater em ninguém, seu filho da puta, lembra de mim? Sou a Lucía – disse com ousadia –, a puta que você quase matou no portão.

Lucía olhou pra ele com ódio e fúria...

– Seu filho da puta! – cuspiu na cara dele e deu um tapa com toda a força, uma e De novo, mas o cara nem piscou, já tava morto.
Enquanto ela dava uns tapas nele, o corpo dele balançava em cima da rola dela e, por mais estranho que pareça, esses movimentos, com a buceta dela contraída de medo, provocaram um orgasmo na Lúcia, que só conseguiu se agarrar no painel do carro pra não cair pra trás enquanto as contrações da pelve davam uns espasmos de prazer. Isso deixou ela confusa, não conseguia acreditar, mas foi o que aconteceu.

Cansada pelo esforço e pela tensão que passou, tirou a rola da boceta, abriu a porta e caiu na grama, rolou por ela e ficou deitada de barriga pra cima, olhando pro céu meio apagado pelas luzes da cidade. Ela tinha conseguido, tinha sido capaz de fazer aquilo. O cara que quase matou ela, agora tava morto atrás dela. Ainda precisava terminar o serviço, então recuperou as forças e se levantou.

Tirou a camisinha do cara e jogou na água, guardou a rola dele dentro da cueca e fechou o zíper. Ligou o carro, subiu na porta e sentou parcialmente em cima do cara, pisou na embreagem e engatou a primeira. Devagar, foi soltando a embreagem até que a tração fez o carro começar a andar bem devagar. O motor diesel potente não precisou que ela acelerasse, só teve que soltar a embreagem suavemente e ele já foi embora.

Umas cinco metros adiante tava a margem do rio, com a embreagem já totalmente solta, ela só teve que descer e empurrar a porta pra fechar bem na hora antes de começar a descer a ladeira suave feita de blocos de concreto que tinham colocado pra segurar a margem. O carro foi entrando na água devagar mas sem volta, quando a admissão de ar encostou na água, o motor morreu, mas com o impulso e por causa da flutuação do carro, ele avançou uns metros dentro d'água até que a água começou a entrar pelas janelas abertas.

A frente afundou primeiro e de cabeça desapareceu nas águas escuras que engoliram ele rápido num barulho estrondoso. Borbulhando. No final, não sobrou nada, só as bolhas continuaram saindo por mais alguns segundos até o silêncio tomar conta do lugar. Lúcia, única testemunha e executora, contemplou a cena impassível da margem.

Enquanto refazia o caminho de carro, na escuridão, sentiu um alívio interior. Naqueles momentos, não sentiu nenhum remorso — talvez fosse a química, talvez amanhã sentiria. Já estava feito, e agora teria que carregar isso na consciência pelo resto da vida. Só o tempo diria se era capaz de aguentar aquele peso.

Evitou ser vista por outros carros, que também vagavam pelo lugar em busca de intimidade, até sair numa rua da cidade. Procurou uma avenida principal e chamou um táxi, que a levou perto de casa. O amanhecer chegava sem demora quando a água do chuveiro acariciou sua pele. Se lavou minuciosamente, de um jeito que beirou a obsessão, prestando atenção especial na sua buceta, como sempre fazia. No final, saiu e, com o mesmo roupão, caiu exausta na cama.

Quando acordou, já era tarde do dia seguinte. Nem tinha comido, mas estava tão cansada que nem acordou pra comer. Se levantou a duras penas, como se as forças tivessem abandonado ela, e saqueou a geladeira em busca de açúcar pra engolir. Comeu o que deu e voltou pra cama.

De manhã, bem cedo, um novo dia despontava na cidade, muito antes dos raios de sol alcançarem os prédios mais altos. Lúcia já tinha feito uma malinha e, chamando um táxi, seguiu pro aeroporto.

Sentada, quando o avião decolou e começou a deslizar pelo ar, Lúcia olhou pela janela, contemplando um novo amanhecer, com o sol quase nascendo, seus raios iluminando tudo ao redor, num espetáculo sem igual. Tinha que sair dali, precisava sair dali urgentemente, precisava de tempo — tempo pra pensar, tempo pra se acalmar, dar tempo ao tempo pra esquecer, se é que isso é possível. Era possível... um novo dia da sua vida começava, e sem dúvida uma nova etapa também.

1 comentários - Sou Piranha Parte 10

p4t0
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