Num de nossos tantos jogos, comentei que quem com certeza tava de olho nela era meu sócio.
Ela riu.
Me disse que eu era louco. Que de onde eu tinha tirado aquilo. Se ele tinha feito algum comentário pra mim.
Falei que não, mas que do mesmo jeito que as mulheres percebem os olhares de outras mulheres, a gente, os caras, costuma ver a cara dos outros caras.
Até cheguei a perguntar se ela se imaginava numa festa com o Lázaro (esse era meu sócio).
Ela riu, e me perguntou de onde eu tirava que ele poderia topar.
Meu sócio era um cara da minha idade, divorciado, com cara de malandro, e segundo as secretárias, era isso que o tornava atraente: nem muito gordo, nem muito magro, moreno, com traços de cara da rua, não um menino bonito, e apesar de cuidar bem da aparência, não passava por metrossexual.
Pelo contrário, dava mais a impressão de ser o tipo que no domingo se reúne com os amigos pra jogar futebol e que, se precisasse brigar na porrada, ele era o primeiro.
O assunto do Lázaro aparecia de vez em quando nas nossas tardes de sexo.
Eu o conhecia desde a faculdade, sabia que ele era meio putanheiro, e tinha certeza de que era tarado. Fazia anos que éramos sócios no escritório, e algumas das histórias dele tinham chegado aos meus ouvidos.
Até uma vez em que um cliente insinuou que ia tirar a conta da gente porque suspeitava que a esposa tinha uma certa “preferência” por tratar os assuntos com o Lázaro.
Silvia e eu transávamos muito bem. E foi assim que um dia, meio na brincadeira e meio a sério, desafiei ela a confirmar minha teoria de que o Lázaro tava de olho nela, vindo uma tarde ao escritório e prestando atenção nos olhares dele. Ela disse que ia pensar.
Um meio-dia, a Silvia me ligou pra ver se podia passar pra me buscar e a gente ir direto do escritório pro cinema. Combinamos que ela passava às 6.
Eu, sinceramente, tinha esquecido do desafio que lancei meses atrás.
Quando vi ela chegar, lembrei. imediatamente e ao vê-la vestida, pressenti que ela estava pronta pra chamar a atenção de qualquer homem num raio de 100 metros.
Ela tava muito bem pros seus 40 anos, cabelo escuro, curto, que destacava os olhos claros.
Tava usando uma saia jeans um palmo acima do joelho, justa, salto alto, e uma blusa de seda vermelha, solta mas sugestiva.
Quando a vi na recepção, saí do escritório pra buscá-la.
Pedi dois cafés, e ficamos batendo papo no escritório pra matar tempo até a hora do cinema.
Numa das várias passadas, Lázaro percebeu a presença da Silvia. Na hora entrou no meu escritório e se juntou a nós com um café.
Com as pernas cruzadas, Silvia deixava boa parte das coxas à mostra. De vez em quando Lázaro olhava pra recepção só pra ter que virar a cabeça de novo e passar o olho nas pernas da minha mina. Ele tava de pé, apoiado de leve numa estante, com a xícara de café na mão.
Silvia tirou um cigarro, e ele, todo solícito, se aproximou pra oferecer fogo. Ela se levantou meio que pra chegar no isqueiro dele e descruzou as pernas — foi um gesto quase imperceptível, mas Lázaro parou o olhar por um instante na fresta que a saia deixava entre as pernas, tentando ver a calcinha dela, ou a falta dela. Eu não sabia.
Na saída, perguntei: "Tá de calcinha?"
"Por quê?", ela perguntou.
"Porque se não, vou ter que perguntar pro Lázaro. Quando você se levantou pra pegar fogo, ele quase tirou uma foto com os olhos."
"Fica tranquilo, que eu tô de calcinha", e ela riu.
Fomos ao cinema e depois jantar. Durante o jantar, obviamente o papo foi: qual tinha sido a percepção dela sobre meu comentário a respeito da atração que ela exercia no meu sócio.
Depois de certa resistência, ela acabou admitindo que sim, que em algum momento sentiu que ele tava olhando, e que se eu não estivesse ali, talvez ela tivesse dado uma chance.
Fomos pra casa, e a gente transou. A Silvia ficou pra dormir em casa.
De manhã, acordei ela com café na cama. Depois a gente transou de novo.
Nessa altura já tava na cara a pergunta:
“E aí, o que cê acha?”
“Do quê?” ela falou, com cara de quem não tava entendendo.
“Do que eu te falei sobre o Lázaro.”
“Já te falei, cê tem razão, ele é um tarado.”
“Não, da outra coisa. Se cê se imagina num menage com ele.” Eu já tava totalmente na pilha.
“Cê é louco, ele é seu sócio.” “Eu sou sua mina, ele me conhece.” “Depois, com que cara ele vai me olhar?”
“É verdade, mas isso também são limitações pra ele. E o fato de ser meu sócio, e eu conhecê-lo há tanto tempo, vai fazer com que ele seja discreto, que saiba se comportar e entenda os limites que você quiser impor.” “Um desconhecido é mais arriscado.”
A conversa terminou por ali.
CONTINUA…
Ela riu.
Me disse que eu era louco. Que de onde eu tinha tirado aquilo. Se ele tinha feito algum comentário pra mim.
Falei que não, mas que do mesmo jeito que as mulheres percebem os olhares de outras mulheres, a gente, os caras, costuma ver a cara dos outros caras.
Até cheguei a perguntar se ela se imaginava numa festa com o Lázaro (esse era meu sócio).
Ela riu, e me perguntou de onde eu tirava que ele poderia topar.
Meu sócio era um cara da minha idade, divorciado, com cara de malandro, e segundo as secretárias, era isso que o tornava atraente: nem muito gordo, nem muito magro, moreno, com traços de cara da rua, não um menino bonito, e apesar de cuidar bem da aparência, não passava por metrossexual.
Pelo contrário, dava mais a impressão de ser o tipo que no domingo se reúne com os amigos pra jogar futebol e que, se precisasse brigar na porrada, ele era o primeiro.
O assunto do Lázaro aparecia de vez em quando nas nossas tardes de sexo.
Eu o conhecia desde a faculdade, sabia que ele era meio putanheiro, e tinha certeza de que era tarado. Fazia anos que éramos sócios no escritório, e algumas das histórias dele tinham chegado aos meus ouvidos.
Até uma vez em que um cliente insinuou que ia tirar a conta da gente porque suspeitava que a esposa tinha uma certa “preferência” por tratar os assuntos com o Lázaro.
Silvia e eu transávamos muito bem. E foi assim que um dia, meio na brincadeira e meio a sério, desafiei ela a confirmar minha teoria de que o Lázaro tava de olho nela, vindo uma tarde ao escritório e prestando atenção nos olhares dele. Ela disse que ia pensar.
Um meio-dia, a Silvia me ligou pra ver se podia passar pra me buscar e a gente ir direto do escritório pro cinema. Combinamos que ela passava às 6.
Eu, sinceramente, tinha esquecido do desafio que lancei meses atrás.
Quando vi ela chegar, lembrei. imediatamente e ao vê-la vestida, pressenti que ela estava pronta pra chamar a atenção de qualquer homem num raio de 100 metros.
Ela tava muito bem pros seus 40 anos, cabelo escuro, curto, que destacava os olhos claros.
Tava usando uma saia jeans um palmo acima do joelho, justa, salto alto, e uma blusa de seda vermelha, solta mas sugestiva.
Quando a vi na recepção, saí do escritório pra buscá-la.
Pedi dois cafés, e ficamos batendo papo no escritório pra matar tempo até a hora do cinema.
Numa das várias passadas, Lázaro percebeu a presença da Silvia. Na hora entrou no meu escritório e se juntou a nós com um café.
Com as pernas cruzadas, Silvia deixava boa parte das coxas à mostra. De vez em quando Lázaro olhava pra recepção só pra ter que virar a cabeça de novo e passar o olho nas pernas da minha mina. Ele tava de pé, apoiado de leve numa estante, com a xícara de café na mão.
Silvia tirou um cigarro, e ele, todo solícito, se aproximou pra oferecer fogo. Ela se levantou meio que pra chegar no isqueiro dele e descruzou as pernas — foi um gesto quase imperceptível, mas Lázaro parou o olhar por um instante na fresta que a saia deixava entre as pernas, tentando ver a calcinha dela, ou a falta dela. Eu não sabia.
Na saída, perguntei: "Tá de calcinha?"
"Por quê?", ela perguntou.
"Porque se não, vou ter que perguntar pro Lázaro. Quando você se levantou pra pegar fogo, ele quase tirou uma foto com os olhos."
"Fica tranquilo, que eu tô de calcinha", e ela riu.
Fomos ao cinema e depois jantar. Durante o jantar, obviamente o papo foi: qual tinha sido a percepção dela sobre meu comentário a respeito da atração que ela exercia no meu sócio.
Depois de certa resistência, ela acabou admitindo que sim, que em algum momento sentiu que ele tava olhando, e que se eu não estivesse ali, talvez ela tivesse dado uma chance.
Fomos pra casa, e a gente transou. A Silvia ficou pra dormir em casa.
De manhã, acordei ela com café na cama. Depois a gente transou de novo.
Nessa altura já tava na cara a pergunta:
“E aí, o que cê acha?”
“Do quê?” ela falou, com cara de quem não tava entendendo.
“Do que eu te falei sobre o Lázaro.”
“Já te falei, cê tem razão, ele é um tarado.”
“Não, da outra coisa. Se cê se imagina num menage com ele.” Eu já tava totalmente na pilha.
“Cê é louco, ele é seu sócio.” “Eu sou sua mina, ele me conhece.” “Depois, com que cara ele vai me olhar?”
“É verdade, mas isso também são limitações pra ele. E o fato de ser meu sócio, e eu conhecê-lo há tanto tempo, vai fazer com que ele seja discreto, que saiba se comportar e entenda os limites que você quiser impor.” “Um desconhecido é mais arriscado.”
A conversa terminou por ali.
CONTINUA…
8 comentários - Meu melhor conto - Parte 2
Digamos que la mesa está servida...
Buen relato.
Gracias por compartir.
Besos y Lamiditas !!!
Compartamos, comentemos, apoyemos, hagamos cada vez mejor esta maravillosa Comunidad !!!
esta bueno.
ahora, como pienso siempre q leo algo del estilo, ¿que raye no? querer ser cornudo voluntariamente... es algo q no termino de entender.
Un saludo!
Saludos
estoy de acuerdo y el sexo es eso sexoooooo nada mas 😉 😉 😉 😉 😉 😉 😉
bueno, tenes un buen punto de vista y t respeto... hay mucha gente q piensa asi, y no solo en sus ratoneos, sino q lo hacen realidad...
No obstante, con mi mujer no lo aceptaria.... q va a ser, soy de mente mas cerrada.
Ahh..., me llamo Pablo 😃 😃
Abrazo!