— E aí, sua amiga não ficou muito puta com você? Que vergonha… nunca tinha me acontecido isso.
— Quem, a María?
— É assim que ela se chama?
— Kkkk sim, mas não… ela sabe das minhas preferências sexuais, o que rola é que ela nunca tinha me visto daquele jeito, igual ela nos viu, entende?
— Ahã — ela riu — claro que entendo. — Olhou pro relógio — Juli, sério, já tenho que ir. Ontem não falei que não ia dormir em casa e minha mãe deve estar puta da vida comigo.
Juliana fez uma carinha triste, mas concordou. Ela também precisava cuidar de um trabalho que decidia se passava ou não numa matéria. — Tá bom.
Sara ergueu uma sobrancelha — Tá bom e só? Hmm. — E cruzou os braços de novo, feito uma criança mimada.
A loira sorriu — Prometo que te ligo depois. — Deu outro beijo — Não vai sumir, hein.
— O mesmo digo pra você. — Levantou da cama, pegou as coisas e, quando já ia saindo, parou olhando pra jovem — Valeu por tudo de lindo que você me fez sentir. — E selou a despedida com mais um beijo.
Saiu daquela casa completamente feliz. Ainda não entendia o que tinha rolado ali atrás. Não era tanto o fato de ter ficado com uma mulher, não, não era isso. Era que tinha sentido algo forte… por ela… e era estranho porque naquele momento sentia um vazio, um medo de que talvez ela não ligasse e que o que sentiu com Juliana se resumisse a uma simples noite de tesão por causa do álcool.
Suspirou. A tristeza que sentia na noite anterior tinha sumido, e não entendia como. Era cedo demais pra dizer que amava, mas sabia muito bem que o que estava sentindo era algo muito mais forte do que só uma quedinha por ela.
A tarde passou normal. Sara tinha chegado em casa esperando a mãe terminar o sermão, como era de se esperar. Mandou uns arquivos pra um professor e agora estava deitada no quarto, ouvindo salsa romântica e pensando em como tinha sido bom na noite anterior. Olhou pro celular e não tinha nenhuma chamada perdida. Suspiro resignada com o infantil que ela estava se comportando…
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Juliana tinha passado a tarde na sala de casa, pegava o celular, digitava os primeiros 9 números do celular da morena e se arrependia…
Que intensidade, né… aff, amanhã eu ligo pra ela, e o que vou dizer?... aff, pelo amor… falo "oi, como cê tá… éh…" não sei mais o que dizer, porra!! Que mania que eu tenho de complicar tanto a minha vida…
Mas uffa, ela é tão gostosa, gostosa? pff, ela é linda, é uma delícia… delícia? Aí Juliana, fala sério, se ela é UMA DELÍCIA… além disso, os beijos dela… oh... Eiii, acorda, acorda… Aff, o que essa mulher fez comigo
-Juli, cê tá ficando maluca?
-Ah?
-Onde cê tá? – disse Maria, balançando as mãos na frente do rosto de Juliana
-Ué, aqui – afirmou nervosa a loira – o que cê tava me dizendo?
-Que cê ficou maluca, tava falando sozinha kkkk vem, bora pro cinema
-Nãooo, que preguiça, não quero ir – levantou do sofá e foi pra cozinha quando sentiu o braço de Maria – não, Juli, bora nós, o Camilo, a Luísa e eu
Suspirou – e que filme?
-É – e com os dedos fez uma espécie de bicho que causasse surpresa – AVATAR
Juliana fingiu ânimo – ohh – e sorriu sarcasticamente – Maria, eu... tô cansada, quero dormir
-Ahh, claro, esqueci – e mudou o tom deprimido pra um irritado – foi tão pesada a trepada ontem?
A loira sorriu baixinho, as risadas foram aumentando – isso eu não tenho que responder… e – fez gestos de pensar – vou se ela for
-Quem? Ahh… sua amiguinha?
-Chama Sara e sim – quero chamar ela
Maria se aproximou de Juliana, abraçou ela e com um tom de carinho disse que a amava – Juli, tá bem, liga pra ela e vamos… gata; eu só quero que cê fique bem e que ninguém brinque com você, além disso, essa menina deve ser uma p…
Por que cê diz isso? – desafiou a jovem
-Ué, olha como eu encontrei vocês, mal se conheceram e já estavam na cama
-Nesse caso, eu também sou, Maria Ela não me obrigou a transar com ela… e se isso te incomoda tanto, vai você e – ela terminava de falar o que pensava quando foi interrompida.
- Não é isso, Juli… ah, me desculpa, não quero te ver sofrer de novo, mas… quero conhecê-la melhor. Chama ela e diz pra gente se encontrar no Carrefour, o filme começa às 10.
A loira sorriu de novo. A amiga mais uma vez mostrava que estava do lado dela, e que facilmente era ela quem ocupava o lugar da mãe, que nunca se preocupou com o bem-estar dela. – Ok – deu um beijo apressado na bochecha dela – Já vou ligar pra ela!
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Sara correu levemente do banho até a cama, onde estava o celular. Um brilho nos lábios começou a aparecer. Ela tocou a garganta pra ter uma boa voz, suspirou e decidiu atender – Alô?
Do outro lado da linha, dava pra ouvir uma respiração ofegante. Talvez Juliana estivesse ainda mais nervosa que ela – Sara?
- Sim, sou eu.
- Oi… é a Juliana.
- Oi, como você tá?
- Bem, bem… e você?
- Também. Ei, você tem uma voz muito gostosa no telefone.
- Ahh, tá me dizendo que pessoalmente não tenho uma voz bonita? – sorriu nervosa – Adoro que você seja tão direta.
- Kkkk, não quis dizer isso, me desculpa – só que no telefone também é linda.
- Humm, eu tenho tudo lindo – disse a loira, não muito segura se o nervosismo tava ganhando a batalha.
- Sim… você tem tudo muito lindo – concordou a morena.
Teve um momento de silêncio. As duas estavam indecisas se continuavam falando ou paravam por ali.
- Ehmmm… eu – não encontrava as palavras – eu…
- Você…
- Eu quero te chamar pro cinema, tenho uns ingressos sobrando – hesitou – Vou com uns amigos e me perguntei se você queria ir.
Sara sorriu. Com aquilo, já tinha provado que não era a única interessada na outra.
- Adoraria – confirmou – Que horas?
- O filme começa às 10. Ehm… sei lá, você me disse que mora perto. Se quiser, passo aí pra te pegar.
- Perfeito. Anota o endereço e te espero.
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A loira segurava dois copos grandes de coca-Booty e Sara trazia pipocas, de perto ninguém imaginava o que elas tinham feito na noite anterior… os nervos ainda não tinham ido embora, continuavam presentes e era difícil saber em quem agiam mais.
Elas se sentaram, porque Maria e os outros amigos de Juliana esperavam a pizza em outra mesa, a mais nova quis se distanciar um pouco deles e conversar mais a sós com Sara.
Os olhares eram fixos, profundos e diretos, especialmente o de Juliana, que muitas vezes através dos olhos conseguia analisar os sentimentos das pessoas, e dessa vez seu –sensor– falhava com aquela mulher na sua frente; tudo em que ela era segura virava um muro de nervosismo e fraquezas.
– E…
– E…
Disseram juntas em uníssono, riram até que a loira, pela segunda vez, se arriscou de novo.
– Sara, vou te perguntar uma coisa.
– Fala – respondeu, duvidosa pela seriedade de Juliana.
– Você gostaria de ter algo comigo?
– Algo como o quê? – perguntou a morena.
– Algo assim – e pegou na mão dela – vem comigo.
– Onde você vai me levar, Juli?
– Vem –
Em 30 segundos chegaram aos banheiros, se certificaram de que ninguém entrasse e se enfiaram em um deles…
Juliana a encostou na parede, ergueram as mãos mas ainda não se beijavam, só se olhavam, tentando descobrir o que havia na outra que as deixava daquele jeito…
– Você quer transar comigo?
– Não – respondeu a mais nova – quero descobrir uma coisa – e a beijou com a maior ternura que já tinha feito.
– O que você quer, hmm, o que quer descobrir?
– O que está acontecendo comigo por sua causa – se abriu – não parei de pensar em você, e se você está aqui comigo, com a respiração ofegante, com os olhos fechados tremendo, é porque algo parecido deve estar acontecendo com você por minha causa.
Sara sorriu, a observou de cima a baixo por um instante… sim, ela era. Linda, os olhos dela perfeitamente maquiados, o rosto quase mas não natural, o sorriso perfeito, a silhueta envolvente e as curvas que enlouqueciam qualquer um, ela era uma garotinha muito gostosa, era divina. Beijou ela de novo, depositando naquele beijo uma mistura de sentimentos que tinham nascido dela. Tocou o rosto dela – "Juli, tô com medo disso que tô sentindo" – e abraçou ela.
– Por que você tá com medo?
– Porque eu gosto de você – e beijou ela de novo – porque não parei de pensar em você – e outro beijo, cheio de medo – e porque tô começando a querer você.
– Isso quer dizer que você aceita ter algo comigo?
– O que você quiser, linda!
Juliana abraçou ela, sentiu o cheiro tão gostoso que vinha do cabelo dela e se aproximou do pescoço de Sara, beijou ela e ela suspirou na mesma hora. As duas sorriram, queriam mostrar que não era só sexo, mas não aguentavam a vontade de ficar juntas de novo. Depois de beijar o pescoço dela, desceu um pouco até chegar no começo do busto da morena, suspirou ofegante, fechou os olhos e devagar foi enfiando as mãos por dentro da blusa dela.
Sara gemeu – "Ahh, Juliana... você consegue me molhar muito rápido, uffff" – e com as mãos enfiou mais o rosto da loira nos peitos dela. A jovem desceu as mãos pelo jeans da morena, desabotoou e enfiou a mão... confirmando que o que ela dizia era verdade. Começou a tocar a buceta dela e roçar com os dedos o clitóris de Sara, que já tava inchado de tanta emoção e excitação que ela tava sentindo.
– Aaahmm, siiiim... assim... aaahh... Juliiii... aaaahh
Nunca tinha sentido que um orgasmo ia chegar tão rápido, mas sim, e era tanta coisa que ela tava sentindo que já nem conseguia segurar os gritos – "Meu deus, Julianaaaaahhhhhhh"
Toc, toc, toc.
– Juliana, cê tá aí? – perguntou Maria entrando no banheiro – Juli?
---
Dentro do banheiro, a adrenalina subia, o medo de serem vistas e ao mesmo tempo a vontade de terminar satisfeitas. – "O que a gente faz? Vamos sair... ahh" – conseguiu dizer Sara.
– Shhh – vem, vamos terminar o que a gente começou – e voltou ao que estava fazendo, agora
Ela se ajoelhou pra que o rosto ficasse na mesma altura da buceta da que agora seria o quê? A namorada dela? A amiga especial? A amante? Nem elas sabiam, por enquanto só queriam transar, se amar e sentir. Com os dedos, começou um vai e vem que, como da primeira vez, era sem pressa
– ahh... Juliiiana hummm aaaaahhm não para, por aahh favor – e inclinou a cabeça pra trás, deixando a loira levá-la de volta ao paraíso
Já tava quase gozando quando mudou de posição, colocando Juliana em cima do vaso – o que cê tá fazendo? – perguntou a jovem, confusa
– nada, é que quero que a gente goze junto – e deu um sorriso pra ela – me ajuda a tirar o jeans – e ela ajudou, e fez o mesmo com ela também..
A posição em que estavam era meio desconfortável talvez, mas naquele momento, quem ligava? Agora Sara tava sentada no colo de Juliana com a mão enfiada na buceta dela, e a loira tava fazendo a mesma coisa com a mão na buceta dela…
Aumentando o ritmo agora, as duas mexiam as cadeiras de leve…
– aahh – repetia sem parar a mais nova
– aahh cê gosta? aaaahh eu adoro, Juliiiii uffff
O movimento era constante, Maria ainda tava lá fora tocando, e elas só riam, nervosas com a cena tão erótica que elas mesmas estavam vivendo.
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– cê vai contar pra ele?
– acho que é melhor – ela assentiu, triste – não dá mais pra esconder isso, Juliana, não gosto de ficar escondida com você – te amo e – uma lágrima escorreu dos olhos dela – já tá na hora dos meus pais saberem.
O relacionamento das duas tinha se formalizado, agora eram namoradas. O problema é que a família da Sara não sabia, e o medo dela era que os pais não aceitassem.
– ok, se quiser eu vou com você – a loira falou num tom carinhoso – ou não quer?
– Sara abraçou ela – cê teria coragem, Juli?
– claro que sim, amor – pegou a mão dela – bora A morena bateu na porta, respirou fundo e criou coragem… levou um baita susto quando viu Felipe, o ex-namorado dela, abrir a porta – oi, meu amor! – ele disse, roubando um beijo quente na boca dela – como cê tá, princesa?
– Pipe… – ela murmurou, perplexa com a reação dele – quando cê chegou?
– Agorinha – Sara, cê tá linda – e abraçou ela de novo.
Ela, de repente, afastou ele, olhou pra direita e viu a namorada dela, realmente pistola – te apresento a Juliana, Felipe.
– Prazer, gata – sou o namorado dessa belezura.
– O namorado! Hum, essa belezura esqueceu de me contar que tinha namorado – ela falou num tom irritado.
– Kkkk, mas beleza, não vamos ficar aqui fora, entrem – e estendeu a mão como quem convida pra entrar em casa.
Sara não tava entendendo nada do que tava rolando, queria falar com Juliana, mas ela nem olhava pra ela, só encarava Felipe e não entendia por que ele tava fazendo tudo aquilo; fazia 4 meses que tinham terminado de boa e tudo que tava acontecendo parecia muito estranho.
Entraram na sala e Sara apresentou a família dela pra Juliana, os pais dela foram distantes e grossos com ela, a morena não entendia por que tudo aquilo…
Juliana não falava uma palavra, só ficava olhando pra Sara decepcionada e fingindo que se sentia à vontade ali, e ainda mais com o Felipe.
Comeram, Sara se distraiu por um instante e Juliana ficou com o olhar ameaçador dos pais da morena – onde cê mora, Juliana?
Ela pensou um segundo – perto daqui – respondeu.
– E tem namorado? – perguntou Augusto, pai da Sara.
– Sim, senhor – ela respondeu com firmeza.
A morena entrou com o olhar triste, meio séria e desolada.
– Juli, vem – e levou ela pra saída de casa – preciso falar com você.
– Não – a mãe cortou – deixa ela aqui.
– O que diabos tá errado com vocês? Hein? – e começou a gesticular furiosa – sim, já sabem que a Juliana é minha namorada, e daí? – cravou o olhar nos pais – acham que trazer o Felipe aqui é a melhor opção pra eu parar de gostar dele…pff pelo amor de Deus, nem conheço eles –
Augusto olhou pra Felipe, reprovando ele por ter contado aquilo – Sara, você tem 18 anos, e acho ridículo você se deixar confundir por uma pirralha – ele se aproximou da filha – isso foi só diversão – respirou, tentando acalmar a filha – você amava o Felipe, terminou com ele por causa da faculdade e do pouco tempo que vocês dois tinham pra se dedicar, mas ele – e olhou pra ele – tá disposto a que a distância e o tempo não sejam obstáculos, querida
– Cala a boca, pai! – gritou – eu AMO essa pirralha como você chama ela – e segurou a mão dela – e se vocês não gostarem, me avisem e pronto
– Sara, se acalma – falou Juliana – não fala assim com eles, entende que pra eles isso não é fácil – tocou o cabelo dela e secou as lágrimas da namorada – algo parecido aconteceu com os meus pais, olha, vou embora e vocês resolvem as coisas, se acalma e amanhã a gente conversa, tá bem?
A morena assentiu – tá bem – na frente dos pais, se aproximou dela e a abraçou – te amo – sussurrou no ouvido da loira
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– Mas o fato dela se encontrar com ele não significa nada, Juliana – reprovou Maria pra amiga
– Eu sei que esse tal Felipe sente algo por ela – levantou do sofá e foi pra cozinha – mesmo ela me dizendo que não
– O que rola aqui é – pensou antes de falar – você tá com ciúmes, Juli
– Não!! – disse num tom alto – e não vamos mais falar disso, não conta nada pra Sara
– Como você quiser
As duas saíram de casa pra ir até a namorada da morena mais nova, as coisas com os pais da Sara já tinham melhorado um pouco, embora respeitassem, não aceitavam, mas já era uma conquista eles não imporem a vontade deles contra elas.
Felipe; rondava de novo a vida da morena…antes namoraram por 3 anos, foi um relacionamento muito lindo pros dois, que por coisas do destino não deu certo… ele não desistia e, francamente, fez ela saber que a Juliana ia lutar pela namorada dela.
Bateram na porta e ele abriu – hum, são vocês…
– de novo você aqui? É, mas que insistente… – conseguiu dizer a loira, com irritação – chama a MINHA namorada, por favor
– espera
-- -- -- Sara desceu do quarto, estava linda… se preparavam pra sair de novo, todos os amigos reunidos – oi, bebê
– oi – respondeu Juliana secamente, na real saber que o ex da namorada dela não saía da casa dela dava raiva e insegurança
– oi, pequena – disse pra María
– oi, nena, como você tá?
– bem e você?
– bem… vamos logo, né?
– sim, sim, vamos… ah, mas… ehm, será que o Felipe pode ir com a gente?
Juliana levantou a sobrancelha, tava realmente puta, já nem tempo tinham pra elas duas, os roles delas se resumiam a qualquer lugar mas com amigos… notava a Sara um pouco mais distante ou será que a María tinha razão e o ciúme dela tava fazendo ver coisas que não eram, mas o orgulho não deixava ela ver que isso era o que tava rolando, e quem não ia ficar puta com isso?
– pra mim tá de boa – disse María – o que você acha, Juli?
– façam o que quiserem, eu vou com a Sofia no outro táxi, tchau – e saiu de lá sem nem olhar pra trás
-- --- --- --- --- --- --- ---- ---- --- ----
No centro da cidade estavam todos. Sara se aproximou da namorada – amor, podemos conversar?
– fala
– por que você não tá me ligando, por que tá tão séria comigo, por que foi embora assim, e por que não me deu um beijo?
– tô meio ocupada
– você não quer ficar comigo ou o quê?
– você tá com seu ex bem ocupada, né?
– com o quê? – sorriu – tá com ciúme, bebê?
– amor – se resignou – não gosto de te ver com ele
– tá com ciúme?
Quando ia responder que sim, apareceu uma figura magra e muito gostosa por trás da Juliana tapando os olhos dela – adivinha quem sou?
Juliana com as mãos tentava perceber quem era a mulher atrás dela – não sei, quem é você?
Essa mulher virou ela e deixou que a visse Oi, meu amor – e abraça ela
- Lina? Uff, meu Deus… faz tempo que não te via – como você tá?
- Não tão bem quanto você – kkkk e não vai me apresentar? – disse, se referindo à Sara
- Ah, sim… Sara, ela é a Lina
- A ex-namorada dele – completou, e estendeu a mão pra se apresentar pra morena – muito prazer
- O prazer é meu – mentiu
Agora o clima tava pesado pra caralho. A Juliana ficou super emocionada ao ver a Lina, mas na real o que ela queria era dar ciúmes na namorada, queria que ela sentisse por um instante o que ela tava sentindo. Todo mundo começou a patinar, se divertir… Juliana e Sara não se misturaram, ficaram em grupos diferentes e, mesmo que de vez em quando seus olhares se cruzassem, não diziam nada.
Logo chegou a noite, agora tavam numa balada. O Felipe felizão por estar com a ex e a Juliana fingindo que tava bem, morrendo de ciúmes.
Numa rodada de dança, a Lina puxou a Juliana. Todo mundo se surpreendeu e a loira aceitou o convite na hora; a cara da Sara ficou pálida, tava puta com a atitude da namorada, não entendia ela, até dava pra compreender que sentisse ciúmes, mas não que fizesse a mesma coisa sabendo que ela sempre se afastava do Felipe.
A dança era sensual e as duas mulheres tavam deixando ainda mais. A música acabou e voltaram pra mesa onde todo mundo tava, a Lina não parava de sussurrar coisas no ouvido da Juliana.
- Oi, meu amor – disse a Sara pra namorada, sentando no colo dela – cê tá se divertindo, bebê?
A loira se surpreendeu com a reação da namorada – aham, e você?
- Mal – afirmou – vamos vazar daqui nós duas, sim?
- Por quê?
- Vamos – e levantou ela da cadeira, dando tchau pra todo mundo
- Ei, ei, pra onde cê vai, gostosa? – perguntou o Felipe ao ver que elas saíam da balada
- Felipe, pelo amor – e afastou ele dela – me deixa em paz, tô com minha namorada – e saíram do lugar
Andaram sem rumo, as duas caladas, sem saber o que dizer ou fazer. Logo começou a chover. - Para onde a gente vai, Sara?
- Não sei – concluiu a morena – Ah, talvez sim – e pegou a mão dela rapidamente, e começaram a correr
Chegaram no love.sof motel – O que a gente tá fazendo aqui?
- O que você acha?
- Eu nunca entrei num motel, Sara
- Eu também não, mas essa vai ser a primeira vez
- Não acho que seja certo – falou a loira, dando um passo pra trás
Sara sentou perto de uma calçada, com as mãos nas pernas, tentando ignorar a chuva e o frio – Por que você tá assim comigo? – disse tristemente
Juliana suspirou – Assim, como? – e sentou do lado da namorada
- Não sei – e baixou a cabeça – Quis contar pros meus pais sobre a gente, te liguei e você me evita, a gente se vê porque eu peço, senão não, você me ignora, me trata como se eu fosse uma amiga – não conseguiu segurar uma lágrima – e ainda fica me esfregando sua ex-namorada na cara
A loira colocou a mão no rosto da namorada, secando as lágrimas – Não sei, me perdoa – sussurrou
- Se você não quer ficar comigo – e sentiu um nó na garganta – me fala e não te incomodo mais
Tá vendo o que você causa, Juliana? Tá vendo… Ah, ela acha que eu não quero ficar com ela, se é o que eu mais quero, pelo amor de Deus… como eu falo que tô morrendo de ciúmes, como eu falo que sinto raiva e inveja do Felipe… sou uma idiota, mas fala, fala alguma coisa, por favor
- O silêncio consente, né? – tirou ela dos pensamentos – Não me responde, já disse tudo – se levantou pronta pra ir embora
- Espera
- O quê?
Estendeu a mão pra ela – Sara, eu… – suspirou – eu…
- Você o quê, Juliana?
- Te amo – falou com os lábios quase fechados
- Como? – perguntou, sem ter ouvido direito
- Te amo! – e se aproximou dela, tremendo – Eu te amo e não quero te ver com ele nem com ninguém, quero você só pra mim – abraçou ela – Te amo
- Eu te amo mais, bebê – e voltou a chorar – Não briguemos mais, e vamos mudar toda essa merda, não quero ficar mal com você – e beijou ela
-- -- --- --- --- --- --- ---
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-- -------- ----------- ------------- ----------------
- Sabia que se continuar me beijando assim, depois eu não me responsabilizo? – conseguiu dizer a morena debaixo da Juliana
- Isso – ela beijou sensual – é exatamente o que eu quero
Estavam na casa da Juliana, o pai dela tinha saído pra trabalhar e estavam só as duas, querendo se sentir de novo
Sara tirou a blusa dela, beijou seu pescoço e agora estava fazendo cócegas com a língua no umbigo da Juliana
- Uff – ela disse entrecortada – você não faz ideia do que isso me faz sentir
- Shhh
E foi descendo o jeans dela com cuidado, sorrindo timidamente pra depois beijar suas pernas…
Foi subindo, enquanto a loira começava a gemer… roçou com as mãos a buceta dela por cima, sentiu ela molhada e sorriu, com os dentes puxou pra baixo a calcinha pequena que a Juliana usava, enquanto ela ajudava a tirar o sutiã…
Enfiou a língua com muito cuidado no clitóris da Juliana, começou a mexer em círculos pequenos, causando na Juliana uma porrada de espasmos pelo corpo, bem devagar foi fazendo amor com ela ternamente, dizendo entre suspiros e mais suspiros que a amava, pra depois ela fazer o mesmoBom, essa foi a parte final, espero que tenham curtido.
— Quem, a María?
— É assim que ela se chama?
— Kkkk sim, mas não… ela sabe das minhas preferências sexuais, o que rola é que ela nunca tinha me visto daquele jeito, igual ela nos viu, entende?
— Ahã — ela riu — claro que entendo. — Olhou pro relógio — Juli, sério, já tenho que ir. Ontem não falei que não ia dormir em casa e minha mãe deve estar puta da vida comigo.
Juliana fez uma carinha triste, mas concordou. Ela também precisava cuidar de um trabalho que decidia se passava ou não numa matéria. — Tá bom.
Sara ergueu uma sobrancelha — Tá bom e só? Hmm. — E cruzou os braços de novo, feito uma criança mimada.
A loira sorriu — Prometo que te ligo depois. — Deu outro beijo — Não vai sumir, hein.
— O mesmo digo pra você. — Levantou da cama, pegou as coisas e, quando já ia saindo, parou olhando pra jovem — Valeu por tudo de lindo que você me fez sentir. — E selou a despedida com mais um beijo.
Saiu daquela casa completamente feliz. Ainda não entendia o que tinha rolado ali atrás. Não era tanto o fato de ter ficado com uma mulher, não, não era isso. Era que tinha sentido algo forte… por ela… e era estranho porque naquele momento sentia um vazio, um medo de que talvez ela não ligasse e que o que sentiu com Juliana se resumisse a uma simples noite de tesão por causa do álcool.
Suspirou. A tristeza que sentia na noite anterior tinha sumido, e não entendia como. Era cedo demais pra dizer que amava, mas sabia muito bem que o que estava sentindo era algo muito mais forte do que só uma quedinha por ela.
A tarde passou normal. Sara tinha chegado em casa esperando a mãe terminar o sermão, como era de se esperar. Mandou uns arquivos pra um professor e agora estava deitada no quarto, ouvindo salsa romântica e pensando em como tinha sido bom na noite anterior. Olhou pro celular e não tinha nenhuma chamada perdida. Suspiro resignada com o infantil que ela estava se comportando…
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Juliana tinha passado a tarde na sala de casa, pegava o celular, digitava os primeiros 9 números do celular da morena e se arrependia…
Que intensidade, né… aff, amanhã eu ligo pra ela, e o que vou dizer?... aff, pelo amor… falo "oi, como cê tá… éh…" não sei mais o que dizer, porra!! Que mania que eu tenho de complicar tanto a minha vida…
Mas uffa, ela é tão gostosa, gostosa? pff, ela é linda, é uma delícia… delícia? Aí Juliana, fala sério, se ela é UMA DELÍCIA… além disso, os beijos dela… oh... Eiii, acorda, acorda… Aff, o que essa mulher fez comigo
-Juli, cê tá ficando maluca?
-Ah?
-Onde cê tá? – disse Maria, balançando as mãos na frente do rosto de Juliana
-Ué, aqui – afirmou nervosa a loira – o que cê tava me dizendo?
-Que cê ficou maluca, tava falando sozinha kkkk vem, bora pro cinema
-Nãooo, que preguiça, não quero ir – levantou do sofá e foi pra cozinha quando sentiu o braço de Maria – não, Juli, bora nós, o Camilo, a Luísa e eu
Suspirou – e que filme?
-É – e com os dedos fez uma espécie de bicho que causasse surpresa – AVATAR
Juliana fingiu ânimo – ohh – e sorriu sarcasticamente – Maria, eu... tô cansada, quero dormir
-Ahh, claro, esqueci – e mudou o tom deprimido pra um irritado – foi tão pesada a trepada ontem?
A loira sorriu baixinho, as risadas foram aumentando – isso eu não tenho que responder… e – fez gestos de pensar – vou se ela for
-Quem? Ahh… sua amiguinha?
-Chama Sara e sim – quero chamar ela
Maria se aproximou de Juliana, abraçou ela e com um tom de carinho disse que a amava – Juli, tá bem, liga pra ela e vamos… gata; eu só quero que cê fique bem e que ninguém brinque com você, além disso, essa menina deve ser uma p…
Por que cê diz isso? – desafiou a jovem
-Ué, olha como eu encontrei vocês, mal se conheceram e já estavam na cama
-Nesse caso, eu também sou, Maria Ela não me obrigou a transar com ela… e se isso te incomoda tanto, vai você e – ela terminava de falar o que pensava quando foi interrompida.
- Não é isso, Juli… ah, me desculpa, não quero te ver sofrer de novo, mas… quero conhecê-la melhor. Chama ela e diz pra gente se encontrar no Carrefour, o filme começa às 10.
A loira sorriu de novo. A amiga mais uma vez mostrava que estava do lado dela, e que facilmente era ela quem ocupava o lugar da mãe, que nunca se preocupou com o bem-estar dela. – Ok – deu um beijo apressado na bochecha dela – Já vou ligar pra ela!
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Sara correu levemente do banho até a cama, onde estava o celular. Um brilho nos lábios começou a aparecer. Ela tocou a garganta pra ter uma boa voz, suspirou e decidiu atender – Alô?
Do outro lado da linha, dava pra ouvir uma respiração ofegante. Talvez Juliana estivesse ainda mais nervosa que ela – Sara?
- Sim, sou eu.
- Oi… é a Juliana.
- Oi, como você tá?
- Bem, bem… e você?
- Também. Ei, você tem uma voz muito gostosa no telefone.
- Ahh, tá me dizendo que pessoalmente não tenho uma voz bonita? – sorriu nervosa – Adoro que você seja tão direta.
- Kkkk, não quis dizer isso, me desculpa – só que no telefone também é linda.
- Humm, eu tenho tudo lindo – disse a loira, não muito segura se o nervosismo tava ganhando a batalha.
- Sim… você tem tudo muito lindo – concordou a morena.
Teve um momento de silêncio. As duas estavam indecisas se continuavam falando ou paravam por ali.
- Ehmmm… eu – não encontrava as palavras – eu…
- Você…
- Eu quero te chamar pro cinema, tenho uns ingressos sobrando – hesitou – Vou com uns amigos e me perguntei se você queria ir.
Sara sorriu. Com aquilo, já tinha provado que não era a única interessada na outra.
- Adoraria – confirmou – Que horas?
- O filme começa às 10. Ehm… sei lá, você me disse que mora perto. Se quiser, passo aí pra te pegar.
- Perfeito. Anota o endereço e te espero.
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A loira segurava dois copos grandes de coca-Booty e Sara trazia pipocas, de perto ninguém imaginava o que elas tinham feito na noite anterior… os nervos ainda não tinham ido embora, continuavam presentes e era difícil saber em quem agiam mais.
Elas se sentaram, porque Maria e os outros amigos de Juliana esperavam a pizza em outra mesa, a mais nova quis se distanciar um pouco deles e conversar mais a sós com Sara.
Os olhares eram fixos, profundos e diretos, especialmente o de Juliana, que muitas vezes através dos olhos conseguia analisar os sentimentos das pessoas, e dessa vez seu –sensor– falhava com aquela mulher na sua frente; tudo em que ela era segura virava um muro de nervosismo e fraquezas.
– E…
– E…
Disseram juntas em uníssono, riram até que a loira, pela segunda vez, se arriscou de novo.
– Sara, vou te perguntar uma coisa.
– Fala – respondeu, duvidosa pela seriedade de Juliana.
– Você gostaria de ter algo comigo?
– Algo como o quê? – perguntou a morena.
– Algo assim – e pegou na mão dela – vem comigo.
– Onde você vai me levar, Juli?
– Vem –
Em 30 segundos chegaram aos banheiros, se certificaram de que ninguém entrasse e se enfiaram em um deles…
Juliana a encostou na parede, ergueram as mãos mas ainda não se beijavam, só se olhavam, tentando descobrir o que havia na outra que as deixava daquele jeito…
– Você quer transar comigo?
– Não – respondeu a mais nova – quero descobrir uma coisa – e a beijou com a maior ternura que já tinha feito.
– O que você quer, hmm, o que quer descobrir?
– O que está acontecendo comigo por sua causa – se abriu – não parei de pensar em você, e se você está aqui comigo, com a respiração ofegante, com os olhos fechados tremendo, é porque algo parecido deve estar acontecendo com você por minha causa.
Sara sorriu, a observou de cima a baixo por um instante… sim, ela era. Linda, os olhos dela perfeitamente maquiados, o rosto quase mas não natural, o sorriso perfeito, a silhueta envolvente e as curvas que enlouqueciam qualquer um, ela era uma garotinha muito gostosa, era divina. Beijou ela de novo, depositando naquele beijo uma mistura de sentimentos que tinham nascido dela. Tocou o rosto dela – "Juli, tô com medo disso que tô sentindo" – e abraçou ela.
– Por que você tá com medo?
– Porque eu gosto de você – e beijou ela de novo – porque não parei de pensar em você – e outro beijo, cheio de medo – e porque tô começando a querer você.
– Isso quer dizer que você aceita ter algo comigo?
– O que você quiser, linda!
Juliana abraçou ela, sentiu o cheiro tão gostoso que vinha do cabelo dela e se aproximou do pescoço de Sara, beijou ela e ela suspirou na mesma hora. As duas sorriram, queriam mostrar que não era só sexo, mas não aguentavam a vontade de ficar juntas de novo. Depois de beijar o pescoço dela, desceu um pouco até chegar no começo do busto da morena, suspirou ofegante, fechou os olhos e devagar foi enfiando as mãos por dentro da blusa dela.
Sara gemeu – "Ahh, Juliana... você consegue me molhar muito rápido, uffff" – e com as mãos enfiou mais o rosto da loira nos peitos dela. A jovem desceu as mãos pelo jeans da morena, desabotoou e enfiou a mão... confirmando que o que ela dizia era verdade. Começou a tocar a buceta dela e roçar com os dedos o clitóris de Sara, que já tava inchado de tanta emoção e excitação que ela tava sentindo.
– Aaahmm, siiiim... assim... aaahh... Juliiii... aaaahh
Nunca tinha sentido que um orgasmo ia chegar tão rápido, mas sim, e era tanta coisa que ela tava sentindo que já nem conseguia segurar os gritos – "Meu deus, Julianaaaaahhhhhhh"
Toc, toc, toc.
– Juliana, cê tá aí? – perguntou Maria entrando no banheiro – Juli?
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Dentro do banheiro, a adrenalina subia, o medo de serem vistas e ao mesmo tempo a vontade de terminar satisfeitas. – "O que a gente faz? Vamos sair... ahh" – conseguiu dizer Sara.
– Shhh – vem, vamos terminar o que a gente começou – e voltou ao que estava fazendo, agora
Ela se ajoelhou pra que o rosto ficasse na mesma altura da buceta da que agora seria o quê? A namorada dela? A amiga especial? A amante? Nem elas sabiam, por enquanto só queriam transar, se amar e sentir. Com os dedos, começou um vai e vem que, como da primeira vez, era sem pressa
– ahh... Juliiiana hummm aaaaahhm não para, por aahh favor – e inclinou a cabeça pra trás, deixando a loira levá-la de volta ao paraíso
Já tava quase gozando quando mudou de posição, colocando Juliana em cima do vaso – o que cê tá fazendo? – perguntou a jovem, confusa
– nada, é que quero que a gente goze junto – e deu um sorriso pra ela – me ajuda a tirar o jeans – e ela ajudou, e fez o mesmo com ela também..
A posição em que estavam era meio desconfortável talvez, mas naquele momento, quem ligava? Agora Sara tava sentada no colo de Juliana com a mão enfiada na buceta dela, e a loira tava fazendo a mesma coisa com a mão na buceta dela…
Aumentando o ritmo agora, as duas mexiam as cadeiras de leve…
– aahh – repetia sem parar a mais nova
– aahh cê gosta? aaaahh eu adoro, Juliiiii uffff
O movimento era constante, Maria ainda tava lá fora tocando, e elas só riam, nervosas com a cena tão erótica que elas mesmas estavam vivendo.
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– cê vai contar pra ele?
– acho que é melhor – ela assentiu, triste – não dá mais pra esconder isso, Juliana, não gosto de ficar escondida com você – te amo e – uma lágrima escorreu dos olhos dela – já tá na hora dos meus pais saberem.
O relacionamento das duas tinha se formalizado, agora eram namoradas. O problema é que a família da Sara não sabia, e o medo dela era que os pais não aceitassem.
– ok, se quiser eu vou com você – a loira falou num tom carinhoso – ou não quer?
– Sara abraçou ela – cê teria coragem, Juli?
– claro que sim, amor – pegou a mão dela – bora A morena bateu na porta, respirou fundo e criou coragem… levou um baita susto quando viu Felipe, o ex-namorado dela, abrir a porta – oi, meu amor! – ele disse, roubando um beijo quente na boca dela – como cê tá, princesa?
– Pipe… – ela murmurou, perplexa com a reação dele – quando cê chegou?
– Agorinha – Sara, cê tá linda – e abraçou ela de novo.
Ela, de repente, afastou ele, olhou pra direita e viu a namorada dela, realmente pistola – te apresento a Juliana, Felipe.
– Prazer, gata – sou o namorado dessa belezura.
– O namorado! Hum, essa belezura esqueceu de me contar que tinha namorado – ela falou num tom irritado.
– Kkkk, mas beleza, não vamos ficar aqui fora, entrem – e estendeu a mão como quem convida pra entrar em casa.
Sara não tava entendendo nada do que tava rolando, queria falar com Juliana, mas ela nem olhava pra ela, só encarava Felipe e não entendia por que ele tava fazendo tudo aquilo; fazia 4 meses que tinham terminado de boa e tudo que tava acontecendo parecia muito estranho.
Entraram na sala e Sara apresentou a família dela pra Juliana, os pais dela foram distantes e grossos com ela, a morena não entendia por que tudo aquilo…
Juliana não falava uma palavra, só ficava olhando pra Sara decepcionada e fingindo que se sentia à vontade ali, e ainda mais com o Felipe.
Comeram, Sara se distraiu por um instante e Juliana ficou com o olhar ameaçador dos pais da morena – onde cê mora, Juliana?
Ela pensou um segundo – perto daqui – respondeu.
– E tem namorado? – perguntou Augusto, pai da Sara.
– Sim, senhor – ela respondeu com firmeza.
A morena entrou com o olhar triste, meio séria e desolada.
– Juli, vem – e levou ela pra saída de casa – preciso falar com você.
– Não – a mãe cortou – deixa ela aqui.
– O que diabos tá errado com vocês? Hein? – e começou a gesticular furiosa – sim, já sabem que a Juliana é minha namorada, e daí? – cravou o olhar nos pais – acham que trazer o Felipe aqui é a melhor opção pra eu parar de gostar dele…pff pelo amor de Deus, nem conheço eles –
Augusto olhou pra Felipe, reprovando ele por ter contado aquilo – Sara, você tem 18 anos, e acho ridículo você se deixar confundir por uma pirralha – ele se aproximou da filha – isso foi só diversão – respirou, tentando acalmar a filha – você amava o Felipe, terminou com ele por causa da faculdade e do pouco tempo que vocês dois tinham pra se dedicar, mas ele – e olhou pra ele – tá disposto a que a distância e o tempo não sejam obstáculos, querida
– Cala a boca, pai! – gritou – eu AMO essa pirralha como você chama ela – e segurou a mão dela – e se vocês não gostarem, me avisem e pronto
– Sara, se acalma – falou Juliana – não fala assim com eles, entende que pra eles isso não é fácil – tocou o cabelo dela e secou as lágrimas da namorada – algo parecido aconteceu com os meus pais, olha, vou embora e vocês resolvem as coisas, se acalma e amanhã a gente conversa, tá bem?
A morena assentiu – tá bem – na frente dos pais, se aproximou dela e a abraçou – te amo – sussurrou no ouvido da loira
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– Mas o fato dela se encontrar com ele não significa nada, Juliana – reprovou Maria pra amiga
– Eu sei que esse tal Felipe sente algo por ela – levantou do sofá e foi pra cozinha – mesmo ela me dizendo que não
– O que rola aqui é – pensou antes de falar – você tá com ciúmes, Juli
– Não!! – disse num tom alto – e não vamos mais falar disso, não conta nada pra Sara
– Como você quiser
As duas saíram de casa pra ir até a namorada da morena mais nova, as coisas com os pais da Sara já tinham melhorado um pouco, embora respeitassem, não aceitavam, mas já era uma conquista eles não imporem a vontade deles contra elas.
Felipe; rondava de novo a vida da morena…antes namoraram por 3 anos, foi um relacionamento muito lindo pros dois, que por coisas do destino não deu certo… ele não desistia e, francamente, fez ela saber que a Juliana ia lutar pela namorada dela.
Bateram na porta e ele abriu – hum, são vocês…
– de novo você aqui? É, mas que insistente… – conseguiu dizer a loira, com irritação – chama a MINHA namorada, por favor
– espera
-- -- -- Sara desceu do quarto, estava linda… se preparavam pra sair de novo, todos os amigos reunidos – oi, bebê
– oi – respondeu Juliana secamente, na real saber que o ex da namorada dela não saía da casa dela dava raiva e insegurança
– oi, pequena – disse pra María
– oi, nena, como você tá?
– bem e você?
– bem… vamos logo, né?
– sim, sim, vamos… ah, mas… ehm, será que o Felipe pode ir com a gente?
Juliana levantou a sobrancelha, tava realmente puta, já nem tempo tinham pra elas duas, os roles delas se resumiam a qualquer lugar mas com amigos… notava a Sara um pouco mais distante ou será que a María tinha razão e o ciúme dela tava fazendo ver coisas que não eram, mas o orgulho não deixava ela ver que isso era o que tava rolando, e quem não ia ficar puta com isso?
– pra mim tá de boa – disse María – o que você acha, Juli?
– façam o que quiserem, eu vou com a Sofia no outro táxi, tchau – e saiu de lá sem nem olhar pra trás
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No centro da cidade estavam todos. Sara se aproximou da namorada – amor, podemos conversar?
– fala
– por que você não tá me ligando, por que tá tão séria comigo, por que foi embora assim, e por que não me deu um beijo?
– tô meio ocupada
– você não quer ficar comigo ou o quê?
– você tá com seu ex bem ocupada, né?
– com o quê? – sorriu – tá com ciúme, bebê?
– amor – se resignou – não gosto de te ver com ele
– tá com ciúme?
Quando ia responder que sim, apareceu uma figura magra e muito gostosa por trás da Juliana tapando os olhos dela – adivinha quem sou?
Juliana com as mãos tentava perceber quem era a mulher atrás dela – não sei, quem é você?
Essa mulher virou ela e deixou que a visse Oi, meu amor – e abraça ela
- Lina? Uff, meu Deus… faz tempo que não te via – como você tá?
- Não tão bem quanto você – kkkk e não vai me apresentar? – disse, se referindo à Sara
- Ah, sim… Sara, ela é a Lina
- A ex-namorada dele – completou, e estendeu a mão pra se apresentar pra morena – muito prazer
- O prazer é meu – mentiu
Agora o clima tava pesado pra caralho. A Juliana ficou super emocionada ao ver a Lina, mas na real o que ela queria era dar ciúmes na namorada, queria que ela sentisse por um instante o que ela tava sentindo. Todo mundo começou a patinar, se divertir… Juliana e Sara não se misturaram, ficaram em grupos diferentes e, mesmo que de vez em quando seus olhares se cruzassem, não diziam nada.
Logo chegou a noite, agora tavam numa balada. O Felipe felizão por estar com a ex e a Juliana fingindo que tava bem, morrendo de ciúmes.
Numa rodada de dança, a Lina puxou a Juliana. Todo mundo se surpreendeu e a loira aceitou o convite na hora; a cara da Sara ficou pálida, tava puta com a atitude da namorada, não entendia ela, até dava pra compreender que sentisse ciúmes, mas não que fizesse a mesma coisa sabendo que ela sempre se afastava do Felipe.
A dança era sensual e as duas mulheres tavam deixando ainda mais. A música acabou e voltaram pra mesa onde todo mundo tava, a Lina não parava de sussurrar coisas no ouvido da Juliana.
- Oi, meu amor – disse a Sara pra namorada, sentando no colo dela – cê tá se divertindo, bebê?
A loira se surpreendeu com a reação da namorada – aham, e você?
- Mal – afirmou – vamos vazar daqui nós duas, sim?
- Por quê?
- Vamos – e levantou ela da cadeira, dando tchau pra todo mundo
- Ei, ei, pra onde cê vai, gostosa? – perguntou o Felipe ao ver que elas saíam da balada
- Felipe, pelo amor – e afastou ele dela – me deixa em paz, tô com minha namorada – e saíram do lugar
Andaram sem rumo, as duas caladas, sem saber o que dizer ou fazer. Logo começou a chover. - Para onde a gente vai, Sara?
- Não sei – concluiu a morena – Ah, talvez sim – e pegou a mão dela rapidamente, e começaram a correr
Chegaram no love.sof motel – O que a gente tá fazendo aqui?
- O que você acha?
- Eu nunca entrei num motel, Sara
- Eu também não, mas essa vai ser a primeira vez
- Não acho que seja certo – falou a loira, dando um passo pra trás
Sara sentou perto de uma calçada, com as mãos nas pernas, tentando ignorar a chuva e o frio – Por que você tá assim comigo? – disse tristemente
Juliana suspirou – Assim, como? – e sentou do lado da namorada
- Não sei – e baixou a cabeça – Quis contar pros meus pais sobre a gente, te liguei e você me evita, a gente se vê porque eu peço, senão não, você me ignora, me trata como se eu fosse uma amiga – não conseguiu segurar uma lágrima – e ainda fica me esfregando sua ex-namorada na cara
A loira colocou a mão no rosto da namorada, secando as lágrimas – Não sei, me perdoa – sussurrou
- Se você não quer ficar comigo – e sentiu um nó na garganta – me fala e não te incomodo mais
Tá vendo o que você causa, Juliana? Tá vendo… Ah, ela acha que eu não quero ficar com ela, se é o que eu mais quero, pelo amor de Deus… como eu falo que tô morrendo de ciúmes, como eu falo que sinto raiva e inveja do Felipe… sou uma idiota, mas fala, fala alguma coisa, por favor
- O silêncio consente, né? – tirou ela dos pensamentos – Não me responde, já disse tudo – se levantou pronta pra ir embora
- Espera
- O quê?
Estendeu a mão pra ela – Sara, eu… – suspirou – eu…
- Você o quê, Juliana?
- Te amo – falou com os lábios quase fechados
- Como? – perguntou, sem ter ouvido direito
- Te amo! – e se aproximou dela, tremendo – Eu te amo e não quero te ver com ele nem com ninguém, quero você só pra mim – abraçou ela – Te amo
- Eu te amo mais, bebê – e voltou a chorar – Não briguemos mais, e vamos mudar toda essa merda, não quero ficar mal com você – e beijou ela
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- Sabia que se continuar me beijando assim, depois eu não me responsabilizo? – conseguiu dizer a morena debaixo da Juliana
- Isso – ela beijou sensual – é exatamente o que eu quero
Estavam na casa da Juliana, o pai dela tinha saído pra trabalhar e estavam só as duas, querendo se sentir de novo
Sara tirou a blusa dela, beijou seu pescoço e agora estava fazendo cócegas com a língua no umbigo da Juliana
- Uff – ela disse entrecortada – você não faz ideia do que isso me faz sentir
- Shhh
E foi descendo o jeans dela com cuidado, sorrindo timidamente pra depois beijar suas pernas…
Foi subindo, enquanto a loira começava a gemer… roçou com as mãos a buceta dela por cima, sentiu ela molhada e sorriu, com os dentes puxou pra baixo a calcinha pequena que a Juliana usava, enquanto ela ajudava a tirar o sutiã…
Enfiou a língua com muito cuidado no clitóris da Juliana, começou a mexer em círculos pequenos, causando na Juliana uma porrada de espasmos pelo corpo, bem devagar foi fazendo amor com ela ternamente, dizendo entre suspiros e mais suspiros que a amava, pra depois ela fazer o mesmoBom, essa foi a parte final, espero que tenham curtido.
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