Pobre Francisca

Este conto erótico é sobre Dominação e, na minha opinião, é um dos melhores que já li.

FRANCISCA

Ela demorou pra se decidir, mas depois de pensar por uns dias e ver que o problema só piorava, a Francisca saiu do colégio, com os livros e cadernos debaixo do braço, e foi pra farmácia atrás de um remédio. O problema era complicado, daqueles que é difícil contar até pras pessoas de maior confiança, ainda mais pra alguém como ela, uma mina muito tímida e que ficava vermelha fácil. Fazia dias que ela tava sofrendo com um desconforto na buceta, uma mistura de coceira, ardor e dor. Tentou se aliviar com pomadas hidratantes e anti-inflamatórias, antes de falar pra alguém, mas os remédios dela só pioraram, causando mais dor ainda. Ela tava preocupada que os outros pudessem perceber, virando motivo de piada e exagero entre as amigas e os colegas de classe, mas principalmente pensava no namorado, no que ele ia dizer quando notasse problemas na xereca dela, talvez até terminasse.

A Francisca era uma mina muito tímida, como já falei, mas também muito medrosa. O corpo dela era uma gostosura, não muito alta, magrinha, cabelo preto pra caralho, comprido, liso, pele branca, olhos castanhos e lábios finos e rosados. A cara dela era cheia de sardas, não muitas, mas o suficiente pra dar um toque especial no rostinho lindo dela. Aos dezoito anos, ainda tava no colégio, repetindo o último ano por causa de uma matéria que ficou de recuperação e impediu ela de fazer o vestibular. Ela teve a chance de repetir só aquela matéria, mas os pais dela, de regime rígido, obrigaram ela a repetir o ano inteiro pra aumentar a nota e poder entrar em medicina, um objetivo que especialmente o pai dela impôs como uma obrigação que ela não podia deixar de cumprir. Isso fez ela se sentir intimidada o ano todo, porque os pais não paravam de vigiar ela e por todo lado ela recebia broncas que forçavam ela a melhorar nos estudos. As amigas dela terminaram o Instituto e foram pra universidade. Foi um baque pesado pra ela, que ficou só na companhia do namorado de sempre, um cara mais velho que trabalhava no escritório de advocacia do pai dela enquanto terminava a faculdade de direito. Por parte dele também veio uma bronca violenta, ameaçando até terminar o relacionamento quando soube do fracasso acadêmico dela, mas no fim ele decidiu dar uma última chance, digamos assim.

Enquanto caminhava até a farmácia, tentando mexer as pernas de um jeito que não roçasse muito na virilha pra não sentir dor, foi pensando no que ia fazer, como ia se apresentar na farmácia e como explicar o problema. Bateu uma dúvida se não seria melhor ir ao médico primeiro, mas como demoravam quase uma semana pra conseguir consulta, pensou que, enquanto isso, podia ir numa farmácia pra pedir um remédio temporário até o doutor poder examinar ela. Sentia vergonha do que o farmacêutico, ou a farmacêutica, fosse pensar quando ela contasse o que tava rolando. Uma vozinha dentro dela dizia que iam rir da cara dela, outra vozinha respondia que ela ia lidar com profissionais acostumados com esse tipo de consulta e que não ia dar nada. Com esse último pensamento, ganhou um pouco mais de firmeza, até chegar na porta da farmácia.

Quase nunca ia na farmácia, porque não precisava. Sabia, claro, onde ficava, e o interior, que dava pra ver pela vitrine grande da rua, mas não lembrava quando tinha entrado pela última vez. O interior da farmácia era tomado na maior parte por uma estante de madeira imponente, de aparência bem antiga, que guardava os típicos potes de porcelana onde antigamente se guardavam os ingredientes que os boticários usavam pra fazer as fórmulas magistrais por ordem do médico. O móvel-estante ficava atrás do balcão, feito da mesma madeira, e o cliente que Ao entrar pela primeira vez, ela ficava alguns segundos admirando o brilho do conjunto de móveis antes de responder à atenção que o farmacêutico lhe dava.

Francisca sorriu ao entrar, não só pela vista, mas também pelo cheiro agradável da farmácia, aquele odor típico que as farmácias exalam, de origem desconhecida ou pelo menos difícil de explicar. Atrás do balcão, um farmacêutico esperava a consulta dela com um sorriso simpático. Era um cara baixinho, bem largo e forte, de rosto meio rústico, com um charme estranho, que não chamava a atenção à primeira vista. Francisca ficou na dúvida. Ao lado dele, uma senhora mais velha falava com a farmacêutica, e ela teria que falar com o homem. Não sabia se seria falta de educação dispensar a atenção do farmacêutico para esperar que a mulher a atendesse, preferia isso, mas pensou de novo na profissionalidade dele e, após alguns instantes de hesitação, criou coragem pra contar o problema:

* Oi, bom dia.
* Oi, bom dia – o farmacêutico ficou esperando.
* Faz dias que tenho um problema na minha… região vaginal – falou com voz suave –, estou com umas irritações e não sei o que pode ser, queria saber se, antes de ir ao médico, tem algo que possa me aliviar.
* Quantos dias você está assim? – ele mal mudou a expressão, talvez ficou um pouco mais sério, mas não mostrou surpresa.
* Uns dias… uma semana mais ou menos – ela esperava que o homem, ao ver o tipo de consulta, a encaminhasse pra colega dele.
* Que tipo de irritação é: coceira, dor, ardor,…
* Primeiro dói e depois, quando eu coço… quando me toco, começa a coçar… mas por dentro… lá dentro… dói…
* Hmmmm – dessa vez o farmacêutico torceu o nariz. Era uma explicação muito vaga, pouco clara. Antes de arriscar dar algo, precisava saber mais.
* Que tipo de calcinha você usa? É muito apertada?
* Não, não é… não totalmente… não aperta – Francisca começou a ficar vermelha, a pergunta a surpreendeu, embora entendesse a lógica. O farmacêutico continuava com seu gesto sério, investigativo.
- De que material é? Você costuma variar?
- Bem, tenho de algodão… e de lycra, mais elástica, e às vezes de cetim.
- De cetim? – o farmacêutico se surpreendeu.
- Sim, bom… essa é roupa para ocasiões especiais…
- Entendo, quando está com o namorado, né? – sorriu num tom cúmplice, o que irritou Francisca – Pode ser que um desses tecidos te dê uma reação alérgica.
- Não, acho que não é isso.
- Não?
- Não, até agora isso nunca tinha acontecido comigo.
- Que roupa é, se você diz que não aperta, são calcinhas não muito pequenas, né?
- São pequenas, mas – ela se intimidou ao falar isso. Sem querer, estava descrevendo a roupa íntima dela – elas ficam um pouco folgadas…
- Você tomou antibióticos recentemente?
- Antibióticos? Não – não entendia a pergunta.
- É normal que depois de tomar antibióticos apareça uma superinfecção por fungos. Então… – ele pensou por uns instantes – pode ser que suas relações sexuais tenham algo a ver com isso.

Novamente Francisca corou. Não esperava ter que contar seus atos mais íntimos para tratar um incômodo que não devia ser tão incomum.

- O que o senhor quer dizer? Não acho que seja isso…
- Você tem namorado, né?
- Sim, tenho – antes de responder, pensou; tinha a impressão de que era ruim dizer que tinha namorado. Começava a ficar irritada.
- E que tipo de relações vocês praticam?
- …
- Vamos, não vou te dar nada sem ter certeza do que causou o problema, não vou me arriscar. Se eu errar, com certeza você vai reclamar de mim depois, então vou pelo seguro. Vocês praticam sexo oral? Penetração? Me diz.
- As duas coisas.
- Vocês fazem com frequência?
- O normal, sei lá… duas vezes por semana… três.
- Se ele te faz sexo oral, você depila? – Francisca deu um pulo, não podia ser que ele perguntou isso.
* O que isso tem a ver? – com essa resposta, o farmacêutico sabia que sim, que ela depilava, mas ia investigar mais.
* Como você faz: com lâmina, com creme depilatório,…quero saber pra ver se o incômodo é causado por queimadura ou por corte de algum objeto afiado.
* Eu faço com… lâmina às vezes… mas quase sempre uso um creme…
* E o incômodo começou logo depois de uma sessão de… depilação.
* Não, não logo depois.
* Ou depois de alguma transa com seu namorado – aos poucos, o farmacêutico começava a se entregar ao tesão da situação. Na frente dele, a garota ficava vermelha a cada pergunta, que ele fazia com cuidado pra manter uma aparência profissional.
* Eu tive… a gente teve há pouco… mas não me incomodou.
* Seu namorado nunca te incomoda? Ele nunca te machuca quando vocês tão fazendo, quando ele te penetra? – Francisca teve na mente a imagem do namorado, fodendo ela com força, mas sem nenhum machucado.
* Não… ele é muito carinhoso…

O farmacêutico ficou um pouco pensativo, fazendo um resumo das respostas que ouviu e procurando na memória os tratamentos mais adequados. Na cabeça dele, passavam tubos de creme, caixas de óvulos, comprimidos,… mas ainda não conseguia escolher um.

* Não tenho muita certeza do que causou o problema, se é uma reação alérgica, se é uma infecção, se é só uma irritação,… pode ser que precise de um exame antes de decidir. Não posso te dar nada.
* Nada? Nem uma pomada calmante pra uns dias?
* Não tem pomada "calmante" pra essa área. Os tratamentos que existem são muito específicos pra cada problema e se você usar um errado, o negócio pode piorar.
* O que eu posso fazer então?
* Já te falei que sem fazer um exame não posso te dar nada. É melhor esperar o médico.
* Deve ter alguma coisa que você pode me dar.
* Sim, tenho certeza que sim, mas… – ele fez um gesto com as mãos, dando a entender que não podia fazer mais nada.
* Que exame você precisa?
* Nada de outro mundo, pode ser que só de olhar… já descubra a causa do problema.
* Só isso?
* Sim, acho que sim. Assim dá pra saber se é alergia ou infecção.
* Bom… e… você poderia me examinar, então?
* Sim, por mim não tem problema, vem por aqui.

O farmacêutico a convidou pra entrar na rebotica, que ficava atrás do balcão e escondida da vista dos clientes por um par de cortinas pesadas verde-escuras. Francisca não o seguiu na hora, mas fez corpo mole, como se não ousasse entrar num cômodo particular sem mais testemunhas. E não tava muito a fim de fazer isso, de se expor na frente daquele homem que até então a deixava intimidada e que ela temia que pudesse manipulá-la com mais facilidade. O farmacêutico insistiu pra ela entrar, e ela, por fim, foi com passos curtos e hesitantes.

A rebotica, a antessala de toda farmácia, era um cômodo bem maior que a área de atendimento ao público. Lá ficavam os grandes armários com gavetas que deslizavam umas sobre as outras, vitrines com frascos de xaropes e enxaguantes bucais, e armários que não dava pra ver o que guardavam. O farmacêutico mandou ela se colocar num cantinho, protegido de qualquer outro par de olhos indiscreto.

* Aqui ninguém vai nos incomodar.
* Não sei se quero fazer isso. Acho que vou embora e… esperar pra ir ao médico.
* Sério? Não vamos demorar nada, só uma olhadinha – Francisca começou a dar passinhos em direção à saída.
* Não, não tenho coragem… eu.
* Do que você tem medo? Não vai ser a primeira garota que eu vejo, e eu não sou o primeiro homem que vai te ver.

A garota hesitou por um instante. O sorriso e o olhar aparentemente meigo do farmacêutico chato a acalmaram de novo um pouco. Francisca avançou até onde ele estava, olhou pra todos os lados lados pra conferir se mais ninguém tava vendo, e desabotoou a calça jeans apertada dela.

* Gerardo, o que você vai fazer? Por que vocês estão aí? – De repente, a voz da farmacêutica titular a assustou e ela ficou imóvel.
* É uma consulta, hum… só vou mostrar a área onde ela tá com desconforto, pra ver que tipo de lesão ela tem – o farmacêutico se atrapalhou na explicação. Enquanto falava, a loira e imponente senhora, com seu jaleco branco perfeitamente limpo e claro e o cabelo penteado e arrumado num coque perfeito pra trás, se aproximava deles.
* Onde você sente o desconforto? – perguntou, se dirigindo à Francisca.
* Na minha região da buceta – respondeu a garota, um pouco mais segura.
* É melhor eu cuidar disso, não acha? – e assim a mulher afastou Gerardo e se dirigiu mais especificamente à Francisca.
* Me diz o que você tem.

Ela explicou de novo o que já tinha contado pro Gerardo. Ele se mexia pelos fundos da farmácia, procurando os remédios que outros clientes pediam e dando olhadas furtivas pra ver o que as duas mulheres faziam. Finalmente, Azucena, a farmacêutica titular, também pediu pra ver a área pra poder decidir o tratamento adequado. Dessa vez, Francisca foi mais decidida e topou se mostrar com menos cerimônia.

Assim que desabotoou o botão, abaixou o zíper, com a senhora Azucena sentada na frente dela observando minuciosamente como as mãos dela deslizavam a calça jeans pra baixo. Ficaram à vista as calcinhas dela, pequenas, brancas, justas na pele, de toque macio. Azucena não fez nada além de contemplar a garota enquanto ela se despia pra farmacêutica poder dar o remédio certo. Finalmente, as calcinhas tocaram o chão e Francisca ficou tão envergonhada que não conseguiu olhar na cara da farmacêutica. Sentia uma brisa leve nas pernas e nos quadris, como se toda a pele mais sensível dela ficasse exposta. como os pelinhos dela se eriçavam com o frescor do ambiente e, principalmente, com a vergonha de se saber semi-nua na frente de uma estranha.

* Vamos, deixa eu dar uma olhada melhor aqui, abre um pouco.

Com as mãos firmes, Azucena ajustou a posição da jovem para observá-la melhor. O rosto dela não demonstrou, mas quando viu a bucetinha depilada, sem nenhum vestígio de pelo, toda aquela pele rosada e molhada… quis comer ela inteira, por pouco não se jogou nela, mas se conteve.

* Aqui você tem uma irritação. Uma área pequena e vermelha, não dói? – tocou com a ponta do dedo.
* Dói,… ai! Arde um pouco.
* É, parece que a área está um pouco irritada – não parava de deslizar o dedo indicador pelo lábio da garota –. E por aqui também incomoda? – Tocava mais abertamente a buceta dela, com a mão aberta de cima pra baixo.
* Não, só aí – Francisca estava sendo tocada impunemente pela senhora. Se contorcia pra evitar o toque, sem dizer não porque, depois de concordar com o exame, não queria recuar por medo de Azucena.
* Então só incomoda aqui. Bom, a boa notícia é que não é fungo nem infecção, é só uma irritação, uma dermatite que não precisa de um tratamento muito forte. Acho que não precisa ir ao médico, em alguns dias passa.
* A senhora vai me dar alguma coisa pra… isso?
* Sim, não se preocupa,… mas não sobe a calça ainda, que vou passar o creme e te explicar como fazer. Espera.

A senhora se levantou e foi até uma cômoda sem muita pressa, pensando no caminho qual creme ia dar. Enquanto esperava a farmacêutica voltar, Francisca ficou nua da cintura pra baixo. Nesse meio tempo, Gerardo passou por ela várias vezes, com certeza mais do que o necessário, se deliciando admirando as pernas lindas e lisas da garota. Ela tentava se cobrir com as mãos, mas as coxas e os quadris podiam ser vistos à vontade. Azucena demorou um pouco, apareceu com um pote na mão. E foi na direção de Francisca com um sorriso no canto da boca que intimidou ainda mais a pobre garota.

* Esse creme vai te fazer bem – sentou de novo ao lado de Francisca e abriu o tubo –. É só pra irritações, com quatro vezes por dia vai passar rapidinho. Vou passar em você, pra já ir aliviando desde agora.

* Não,…deixa…não precisa... – mas Azucena espalhou o creme nos lábios dela, sem cuidado e tentando tocar sem cerimônia.

* Você é tão gostosa, uma garota tão apetitosa… – sussurrava essas coisas enquanto aproximava a boca do rosto dela, até que os lábios beijaram a bochecha –. Assim que te vi, deu vontade de te devorar, não percebeu? Comecei a salivar igual uma loba. Você é tão gostosa…

Francisca começou a soluçar. As mãos passavam por toda a buceta, e até dois dedos da mulher tentaram se enfiar nela, mas ela conseguiu desviar a ousadia de Azucena com um movimento de quadril.

* Vamos, boneca, não vou te machucar – Azucena amassava os quadris da pobre moreninha, que se contorcia e gemia pra evitar os toques.

* O que cê tá fazendo?...me larga…

A farmacêutica brincava divertida com a jovem, gostava mais de ver ela submissa e forçada do que dos toques em si. Demorou pra perceber que Gerardo estava olhando elas de perto.

* O que cê tá fazendo? Vai atender o povo, não fica aí parado.

* Qual é, já não vem mais ninguém. Deixa eu atender essa aí.

* Essa é minha.

* Ah, para, dá pra nós dois.

Gerardo se aproximou de Francisca, ele com os olhos arregalados e ela com o olhar cheio de medo profundo. Uma mulher tocando já era ruim, mas se fosse um homem…quem sabe o que ele ia fazer. Quando Gerardo chegou perto, jogou as mãos na blusa dela, ansioso pra desabotoar os botões escorregadios, aplicando uma força nos braços talvez exagerada. Francisca começou a gritar, naquele momento sim, e a se debater. Com desespero, tentando afastar aquilo das quatro mãos que a manipulavam como bem queriam.

* Vou fechar a porta, senão isso pode alarmar alguém.
* Mas vamos continuar? – perguntou Gerardo à sua chefe, com um sorriso.
* Sim, vamos ver até onde chegamos, mas vai valer a pena.

Azucena se levantou e fechou a farmácia sem colocar nenhuma desculpa na vitrine. Enquanto isso, Gerardo segurava Francisca pelos pulsos e a imobilizava com força, sem deixar que ela se soltasse e fugisse. Francisca estava com a calça e a calcinha nos tornozelos, e a blusa já tinha sido aberta, com os peitos, cobertos pelo sutiã branco macio, brilhando diante dos olhos dos seus estupradores.

Azucena se aproximou e tudo ficou mais fácil. Antes, Francisca lutava com a esperança de que algum cliente pudesse ouvi-la, mas com a farmácia fechada essa perspectiva se desvaneceu e sua luta se tornou ainda mais inútil. Relaxou o corpo, se rendeu ao ímpeto dos farmacêuticos, tiraram a blusa e o sutiã dela e, enquanto Azucena chupava sua buceta de joelhos na frente dela, Gerardo chupava seus peitos em pé ao lado dela. Ela não sabia até onde aqueles sem-vergonhas iriam. Por que ela entrou naquela farmácia logo naquela manhã?

Pareceu uma eternidade o tempo que levaram para chupá-la. Ela se sentia molhada no corpo todo por causa da saliva dos dois farmacêuticos. Sentia as línguas lambendo sua pele, as mãos apertando sua bunda e seus peitos, as bocas soltando comentários obscenos sempre que tinham a liberdade necessária para isso. Ela não pensava, tentava não pensar, não perceber o que estava acontecendo, e queria perder a noção do tempo, chegar ao momento em que seus agressores se cansassem e a deixassem livre. Mas ela ainda ia sofrer mais.

Totalmente imóvel, paralisada pelo terror que sentia, deixou-se despir completamente. Deixaram a roupa dela em uma cadeira e a deitaram no chão frio. chão. Através das lágrimas, ela conseguiu ver Azucena se esforçando pra abrir a calça de Gerardo.

* Essa menina tem que ser fodida.
* Parece que tu tá com mais vontade do que eu de que ele me coma!
* Quero ver como você enfia essa pica grossa nela, quero ver ela sofrer. Vai, filho da puta, come ela.
* Espera, espera, calma.
* Porra, parece viado.

Azucena puxou a calça de Gerardo pra baixo, sem que ele pudesse fazer nada pra fazer isso sozinho. Também puxou a cueca dele, bateu uma um pouco na pica já molhada dele e jogou ele em cima da garota. Gerardo caiu de bruços sobre ela, tentando não machucar, mas não conseguiu evitar totalmente. Assim que pôde, ajustou os quadris dele aos da garota de um jeito que a pica dele ficasse na altura certa pra entrar na buceta dela. Gerardo segurou os pulsos da garota pra evitar os empurrões mais fortes com que ela tentava se soltar, enquanto Azucena guiava a pica dele pra penetrar a garota chorosa. Assim que colocou na entrada, Azucena empurrou ele colocando as mãos nas nádegas do homem. Empurrou pra baixo, fazendo Francisca gemer e gritar de dor. Aos poucos, Azucena foi conseguindo um movimento rítmico nos quadris de Gerardo, enquanto a buceta de Francisca se distendia a cada investida.

Francisca sentia o corpo pesado de Gerardo se movendo sobre ela e penetrando sem piedade. Azucena se ajoelhou na altura da cabeça da garota. Aproximou o rosto do dela, ofegante, gemendo, vermelha, congestionada pela dor da penetração. Acariciou as bochechas dela com uma ternura cínica, enxugou as lágrimas suavemente com os dedos, olhava admirada como aquela beleza inocente estava sendo corrompida graças a ela. Francisca olhava pra ela com uma mistura de raiva e pena, implorando com os olhos que aquela situação acabasse. Azucena não tinha planos de que aquilo durasse pouco, queria aproveitar mais daquela coisinha delicada. corpo e pensava em como poderia subjugá-la completamente e transformá-la em sua escrava. Gerardo a fodia cada vez mais devagar, já não precisava segurá-la com tanta força e não precisava mais meter com brutalidade para domá-la. Adotou um ritmo manso e começou a beijar o pescoço da garota. Azucena o afastou e foi ela quem começou a chupar o pescoço dele. Gerardo teve que virar a cabeça para cima para permitir que sua chefe alcançasse os peitos de Francisca. Azucena sentia o calor dos dois corpos quando sua boca chegou à parte baixa do pescoço. Absorvia todo o suor e todo o sofrimento de Francisca através de seus lábios. As gotinhas de umidade que perlavam sua pele eram saboreadas pela farmacêutica madura, e suas mãos amassavam os peitos da jovem, com doçura, tentando até fazer Francisca gozar.

Mas ela estava longe de aproveitar a situação. Gerardo machucava menos, embora seu pau, cuja grossura imensa dilatava as paredes de sua buceta de um jeito que o namorado não conseguia, lhe causava uma dor aguda como facadas; mas era um estupro, o maior dano era mental e não físico. Seu corpo agia por conta própria, tinha perdido o controle sobre ele, se movia de acordo com as sensações que seus agressores lhe impunham. E pra piorar, os lábios de Azucena se aproximavam dos seus e se encaixavam num beijo forçado. Tentou afastá-la, mas Azucena era mais forte, tinha uma posição dominante e acabou vencendo a boca da garota e entrando nela. Sua cabeça era segurada com firmeza por Azucena, para que o beijo fosse mais intenso. Francisca chorou de novo, se sentia envergonhada sendo beijada e tocada por uma mulher.

Por uns minutos, quase meia hora, aguentou as metidas de Gerardo em sua cintura dolorida, e os beijos e carícias de Azucena em seu rosto, seus lábios, seu pescoço e seus peitos. Seu corpo reagiu com um orgasmo, que, dado o estado emocional em que se encontrava, lhe causou uma Uma sensação desagradável no seu ser. Ela não lutou para segurar, mas também não foi algo que aproveitou; seu corpo tremeu, seus olhos se fecharam e ela gemeu como sempre, mas longe de ser prazeroso, acabou sendo mais um tormento para somar aos que aqueles dois farmacêuticos estavam lhe infligindo.

Gerardo gozou em cima da barriga dela, não dentro; pelo menos, pensou, não teria que se preocupar com uma possível gravidez. Francisca estava exausta, deitada no chão com os membros esticados e já sem precisar ser segurada para ficar firme, estava imóvel por pura fadiga depois de uma luta violenta com seus agressores. Gerardo se levantou, com o pau ainda duro e escorrendo, e recuperou o fôlego em pé, ao lado da garota, com as mãos na cintura e olhando para ela como se reconhecesse a proeza que tinha feito. Azucena também tinha recuperado a compostura e ambos esperavam que Francisca se recuperasse.

Francisca esperou uns instantes soluçando na mesma posição. Quando soube que tudo tinha acabado, se levantou com dificuldade, e sem dizer nada e sem parar de chorar, pegou suas roupas espalhadas pelo chão e começou a se vestir com grande esforço. Seus agressores a olhavam sorrindo. Gerardo já estava vestido e Azucena a contemplava como uma presa.

* Espera, não veste isso, veste o resto mas isso não.
* O quê? – Francisca segurava o sutiã nas mãos.
* Isso a gente vai ficar de lembrança, pelo bom momento que você nos proporcionou.
* Mas é meu, vocês não podem… – ela desatou a chorar, nem a deixavam se vestir como queria.
* E a calcinha… também vai ficar. É linda e cheira tão bem – disse isso aproximando-a do nariz e inspirando fundo.
* Por favor,… me deixem ir.
* E a gente vai te deixar ir, querida, só pedimos que nos ceda essas duas lembranças. De resto, pode ir quando quiser.

Sem ânimo para discutir com a senhora e querendo sair dali o mais rápido possível, farmácia, Francisca se vestiu com o resto da roupa. A calça jeans, tão apertada que era, fez ela sentir uma sensação de nudez que parecia desconfortável. As partes mais sensíveis do corpo dela estavam em contato direto com o tecido duro e grosso daquela peça. A mesma coisa aconteceu com os peitos dela e a blusa. Quando saiu do local, com Azucena abrindo educadamente uma porta dos fundos, Francisca ainda estava tremendo, lágrimas ainda escapavam dos olhos dela, e ela correu alguns metros pra botar distância daquela farmácia imunda.

Francisca conseguiu percorrer vários metros, até que um casal de policiais a parou. No estado de choque em que estava, ela não conseguia entender o que os agentes diziam. O que estava claro é que ela tinha que parar, os policiais estavam nervosos. Enquanto um dos policiais a revistava, Azucena apareceu, aparentemente furiosa.

* Essa, essa é a ladra!
* Calma, senhora, a gente tá com ela sob controle.
* Quê? O quê cê tá dizendo? Eu não roubei nada! Como cê pode falar isso? – a indignação fez Francisca gritar.
* Claro que sim! Assim que você saiu da farmácia, vi que o cofre dos entorpecentes tava aberto. Você me roubou, viciada, mas por sorte consegui avisar a polícia a tempo.
* Roubar eu? Depois do que você me fez, ainda tem coragem de me acusar falsamente de roubo?
* Aqui estão – um dos policiais tinha encontrado algo num dos bolsos da calça de Francisca.
* O que é isso?
* São comprimidos, injetáveis e... adesivos, acho.
* Esses, esses são os entorpecentes que ela me roubou!
* Não! Eu não roubei isso. Não sei como isso foi parar aí. Sou inocente.
* Senhora, a senhora reconhece essas substâncias?
* Sim, são os medicamentos entorpecentes que foram roubados de mim hoje.
* Quer registrar queixa contra a garota?
* Não! Sou inocente! Inocente!
* Não sei o que fazer. Vamos ver... deixa eu falar com a garota, pra ver se a gente arrumar isso – os policiais se afastaram, mas continuaram vigiando elas de perto.
* Gata, como você vê, está prestes a ser presa por roubo de entorpecentes. A parada não é leve.
* Foi você quem colocou essas coisas na minha roupa.
* Sim, claro que fui eu, pra tirar vantagem e me aproveitar de você.
* Você não tá falando sério.
* Totalmente. Você me atraiu, e muito, gostosa. Quero que você seja minha, quero te usar do meu jeito.
* Mas que isso! Como pode falar uma coisa dessas! Vou contar pra os policiais, vou avisar eles sobre a chantagem que você tá fazendo.
* Pros policiais? Vai lá, fala. É só eu mandar eles te prenderem e você vai parar na delegacia. Sei lá… essa história de entorpecentes não soa bem, acho que não se resolve com uma simples fiança.

Francisca parou pra pensar se valia a pena correr o risco de ser presa ou se devia aceitar ser a amante da mulher.

* Pode ser melhor eu ser levada presa – ela finalmente disse.
* Pensa bem, amor. A partir desse momento, você vai ter antecedentes criminais, qualquer outro vacilo seu vai te levar pra cadeia. E eu sou tão piranha que vou fazer de tudo pra que isso aconteça se você me rejeitar agora. Entendeu? Se me recusar, sua vida vai ficar destruída.
* Não acredito em você.
* Bom, se não acredita, esses policiais vão te levar presa agora.

Francisca continuava pensando.

* O que vai acontecer se eu aceitar ser sua…submissa?
* Nada de ruim, amor. Simplesmente, no dia que eu tiver vontade, vou te chamar pra gente se divertir junto. Quem sabe, posso te chamar duas ou três vezes por semana, ou uma vez por mês… depende – ela tentava convencê-la, acariciando suavemente uma mecha de cabelo.
* Por que você tá fazendo isso comigo?
* Porque você me atrai, quero aproveitar seu corpo.
* Você realmente vai fazer tudo isso se eu disser não?
* Sim, vou, sua vida idílica vai acabar. É assim que as coisas são, céu.
* Tá bom.
* É mesmo?
* Tá bom, aceito ser sua submissa.
* Mas entenda que isso não Acaba aqui. Se em qualquer momento você me irritar, vou chamar a polícia e te entregar pra justiça, você vai ter que se comportar direitinho o tempo todo, me ouviu?
* Sim, tá bom. Por favor, não me faça ser presa, vou fazer o que o senhor mandar.
* Muito bem, gostosa, muito bem. Você vai ver como a gente vai se divertir.

2 comentários - Pobre Francisca

simplemente EXCELENTE RELATO, en verdad uno de los mejores, gracias por compartirlo capo
Pobre Francisca