Eu podia ver ele através do vidro da sala dos professores… só pelas frestas das folhas da persiana, mas eu via ele, sentado à mesa, ele tinha ficado de plantão durante o intervalo, e fingia ler provas. Qualquer um que olhasse pra ele, que só desse uma espiada, podia pensar que ele tava mesmo corrigindo as provas da avaliação de Natal… qualquer um que conhecesse ele tão bem quanto eu e se desse ao trabalho de olhar com atenção, ia perceber que ele tava só fazendo um teatro… um cara tão calmo como ele, um homem que quase sempre andava com as mãos relaxadas nos bolsos e que nem os alunos mais teimosos ou rebeldes conseguiam tirar do sério, com certeza não daria essas mostras inegáveis de nervosismo só por estar lendo provas… Com certeza, não ficaria girando a caneta entre os dedos igual uma majorette com o bastão. A caneta quase sumia de tão rápido que girava. A perna dele não ficaria balançando pra cima e pra baixo sem parar, ele não consultaria o relógio a cada dez segundos, e não estaria suando… Mesmo sendo dezembro e a temperatura estar normal, eu via que ele tinha tirado o jaleco branco que usava sempre, e tinha manchas leves de suor nas axilas da camisa azul… Cristóbal estava um caco, e dava pra perceber.
Eu mesma estava com um frio na barriga danado. Desde que a gente tinha começado a se encontrar, só uma semana atrás, a gente tinha dado um jeito de ter momentos gostosos no colégio onde os dois trabalhavam, sem ninguém descobrir… claro que era arriscado, muito arriscado… Não só a gente arriscava o emprego e uma advertência que talvez nos impedisse de dar aula (nossos alunos eram menores de idade na maioria, e se a gente tivesse o azar de ser um deles a nos pegar…), mas também, Tóbal era casado. Pelo que eu sabia, não era a primeira vez que ele se atrevia a trair a esposa, ele era um É segredo de polichinelo que ela já tinha se envolvido em umas e outras antes, embora nunca dentro do próprio colégio… sinceramente, isso dava pra perceber pela desenvoltura que ela tinha pra marcar encontros, pela ousadia… e pela frieza pra se livrar das situações. No dia anterior, o Oli, o bibliotecário da Universidade, quase tinha descoberto nosso rolo… bom, pra ser mais exato, ele nos pegou no flagra, mas a gente disse que estava ensaiando pra peça que a gente apresenta entre os professores… como a peça tem umas cenas mais quentes e como o Oli, apesar de estar casado há seis meses, é a pessoa mais sem malícia que eu já vi, a desculpa colou… mas a ideia foi do Cristóbal.
Do lado de fora da sala dos professores, ficava a mesa da secretaria. Era a última barreira que eu tinha que furar pra entrar lá com ele e ter nosso momento a sós… sem que ninguém pudesse dizer que me viu entrar. A única secretária que estava lá jogava Tetris distraidamente no computador, e eu me aproximei com uma cara de desespero.
— Toñi! — falei. — Não tem mais ninguém aqui além de você?
— Não, senhorita Viola, todas foram almoçar… o que houve?
— Olha, eu avisei, eu falei… pois é! Um dia a gente vai ter uma merda, não é por falta de aviso!
— Mas, o quê…?
— Olha, Antoñita, sinto te jogar essa bomba, mas eu tenho uma tutoria, e ALGUÉM tem que fazer isso. O chanistrão lá embaixo, no retrafresador, tá condensando sozinho… e não pode ficar sozinho, porque… nunca acontece nada, mas basta não ter ninguém escaneando, e rolar um vazamento de jeriglostato, e aí a gente se vira…! Todos os dados da base-mãe vão pro saco, e ainda pode dar curto-circuito, e a gente sai torrado! Corre, desce e fica lá até eu terminar, por favor… eu tenho que ir pra minha tutoria, e não posso me atrasar.
— Mas… mas… — a coitada da Toñi não tinha entendido porra nenhuma, mas eu tinha falado com tanta segurança que ela não ousava me contradizer. — Mas… Onde… onde eu tenho que…?
—Lá embaixo, mulher, já te falei, no retrafreser, o chanistrão que tá condensando, você fica escaneando ele até acabar! Só tem que vigiar, sem mais, se você ver que começa a jeriglotistizar ou a hidrogenizar, é só desconectar, e aí a gente chama o serviço técnico autorizado!
Toñi, totalmente atordoada, saiu correndo sem saber muito bem ainda pra onde estava indo… Um sorrisão se abriu no meu rosto e olhei pra sala dos professores. Cristóbal continuava com o olhar fixo nos papéis. O corredor estava deserto, todo mundo tava almoçando, ninguém ia chegar perto daqui nem se tivesse esquecido as calças… a gente tinha um tempinho de privacidade.
Cristóbal levantou a cabeça quando ouviu a porta fechar. Sorriu pra mim, mas sorriu ainda mais quando eu tranquei a sala dos professores, virei as lâminas da persiana pra cegar a janela interna e arranquei de uma vez um par de botões da blusa, deixando um ombro e parte do sutiã à mostra.
—O que você sabe fazer em dez minutos…? — perguntei. Cristóbal levantou da cadeira e se jogou em cima de mim, me apertando contra a parede. Tentei me segurar, mas um grito escapou dos meus lábios, mistura de paixão e de ficar sem ar com a investida dele. Tóbal enterrou a cabeça entre meus peitos, puxando meu sutiã pra baixo sem desabotoar, e sem parar de se esfregar em mim, mordeu meus bicos, me fazendo sufocar um segundo grito, que me fez abrir os olhos arregalados. — Isso… Isso, fera…! — murmurei.
Ouvi o som de um zíper abrindo, enquanto Tóbal descia com lambidas e mordidas pela minha barriga, me fazendo vibrar de desejo, prazer e cócegas… minha buceta, já brincalhona antes de entrar pela perspectiva do encontro, agora tava literalmente escorrendo. Meu amante se ajoelhou na minha frente e enfiou a cabeça debaixo da minha saia, arregaçando ela mesmo sendo curta. Meus gemidos estavam cada vez mais evidentes, por mais que eu Quisera me conter… mas escapavam! Quando ele afastou o tecido da calcinha e enterrou o rosto na minha buceta, uma corrente feroz de prazer e felicidade cãibra meu corpo inteiro e tive medo de começar a berrar que nem uma louca. Tampei a boca com uma mão enquanto com a outra me agarrei num dos pinos do cabideiro que tinha ao meu lado, porque Cristóbal me ergueu, deixando minhas pernas nos ombros dele e começou a lamber como um possesso.
Sentia meu rosto vermelho, ardendo, enquanto a língua dele fazia maravilhas lá dentro, se mexendo que nem um bicho enjaulado… Tóbal balançava a cabeça pra cima e pra baixo, de um lado pro outro, soltando uns grunhidos, e minhas pernas começaram a tremer… não aguentava, era demais…! Meu grelinho pulsava, e nessa hora, meu parceiro abandonou meu interior, pra prender ele entre os lábios. Meu corpo inteiro se contorceu e puxei com força o cabideiro, que rangeu, mas não conseguia soltar… tava morrendo de gosto! O prazer era indescritível, o tesão pelo perigo, a ansiedade contida por não poder gritar… os dedos do meu amante se enfiaram dentro de mim enquanto os lábios dele sugavam meu clitóris sem nenhum cuidado, começou a me penetrar com eles quase que selvagemente, e eu quis pedir pra ele parar, se acalmar… porque tinha medo de começar a gritar, mas não dava pra fazer isso (se abrisse a boca, teria berrado meu prazer), nem se eu tentasse, Cristóbal ia me dar bola, então levei à boca a caneta que costumo usar na orelha e mordi com força, enquanto os dedos do meu amante me perfuravam sem piedade e a boca dele chupava meu clitóris como se quisesse arrancar ele fora….
As ondas de prazer eram cada vez mais intensas, mais seguidas… aquele pico de gozo maravilhoso me fez torcer que nem uma cobra, puxei com mais força o cabideiro e a caneta que eu mordia se partiu entre meus dentes, enquanto o calor delicioso explodia no meu corpo e eu sentia o suor encharcando minhas roupas… Cristóbal me abaixou cuidadosamente, as pernas trêmulas no chão e se levantou, ainda faminto. Fez menção de limpar a boca, mas não deixei: cuspi os restos do bolinho, agarrei seu rosto e o beijei do jeito que estava, encharcado dos meus sucos até o queixo… Tóbal se esfregava em mim, apoiado na parede, e sem parar de dar-lhe língua quase com fúria, desci minha mão direita até o pau dele, já livre das roupas e ansioso pra entrar na festa… Esfreguei ele gulosamente na minha bucetinha, ainda pulsando, e aproximei do meu buraquinho, que, mesmo depois de gozar, não estava menos ansioso.
Cristóbal, sentindo-se na porta do prazer, brincou um pouco na entrada… eu me mexia de pura agitação e desejo, sentindo ele enfiar só a ponta… abraçando-o com uma perna, soltei a boca dele por um momento pra lamber suas orelhinhas e sussurrar “mais… por favor…”. Tóbal não precisou ouvir de novo e, com um movimento certeiro de quadril, enfiou até o fundo. Minha boca se abriu num grito mudo e meu amante revirou os olhos, tremendo de prazer… que maravilha…! Como era possível o ser humano ser tão feliz… alcançar tanto gozo…?! Meu amante não se conteve mais e começou a bombar como um louco, me apertando contra a parede… o membro dele me perfurava, quente e pulsante, e apesar de ter acabado de gozar, o prazer subia de novo pelo meu corpo, me preparando pra outro orgasmo, que ia chegar rapidinho… apertei Cristóbal contra mim, lambendo o pescoço dele, as orelhas, procurando o início do peito dele por baixo da camisa azul… ele se apoiava com as mãos na parede, mas levei uma delas até minha bunda… levantei a saia toda e coloquei a mão dele por baixo da minha calcinha. Tóbal me olhou com olhos safados, de tarado, e sorriu, apertando minha carne, procurando até meu buraquinho de trás… a excitação dele crescia tão imparável quanto a minha, os quadris dele se moviam como se tivessem um motor, e então, a mão dele no meu cu desceu mais e tocou minha… Períneo, o espaço entre minha buceta e meu cu… foi uma verdadeira explosão! Ele me beijou quase assustado, vendo na minha cara que eu ia gritar, e de fato, meus gemidos, abafados na boca dele, foram incontroláveis ao sentir aquele gozo orgástico…
Minha xota pulsava, abraçando a pica do Cristóbal, que não parava de se mexer, e pra ele, a excitação e ver como eu gozava nos braços dele pela segunda vez foi demais, e sem soltar minha boca, ele começou a gemir também… as investidas dele diminuíram um pouco o ritmo, entrando e saindo por completo, enquanto ele gemia com a boca colada na minha, semicerrando os olhos de prazer, com a mão crispada na minha bunda… pude sentir perfeitamente o esperma saindo do pau dele enquanto eu engolia os gemidos dele, a respiração dele caía na minha boca… eles foram diminuindo de intensidade suavemente enquanto a pica ainda entrava e saía de mim, e o leite dele escorria entre minhas pernas… Nos trocamos carícias e abraços por um instante, enquanto ele se afastava de mim… Então, vi o pau dele, meio mole, todo ensopado… e seguindo um impulso, simplesmente me ajoelhei e lambi pra limpar.
Tóbal abafou um grito que virou gemido ao sentir o pinto dele na minha boca… chupei de leve e engoli, até deixar limpo… Mas claro, aí ele já não murchava mais… meu amante me olhou quase implorando, e sorrindo, meti ele de novo na minha boca. Cristóbal não conseguiu evitar de me segurar pela cabeça e, literalmente, "foder minha boca". Me agarrei nas coxas dele e as acariciei, enquanto não parava de lamber e acariciar com a língua… Tóbal não era tão jovem quanto meu ex podia ser, mas no aspecto sexual continuava em forma… e não tinha dúvida de que eu não tava fazendo nada mal feito, porque logo ele começou a tremer… não ia aguentar muito… sem parar de chupar, comecei a massagear ele também com a mão, e com a outra acariciei os ovos dele… Meu amante se dobrou de puro tesão e apertou minha boca contra o pau dele, tentando de todo jeito não gritar, enquanto A descarga dele inundava minha boca e eu engolia rápido... Tinha sido rápido, mas... uffff... tinha sido muito bom.
Cristóbal e eu arrumamos a roupa rapidamente, quase não tinha mais tempo... nenhum dos dois ainda tinha a respiração no lugar e a gente não parava de sorrir. Tóbal me ofereceu uma bala de menta com um sorriso safado e eu aceitei.
— Essa tarde... — ele falou como quem não quer nada, enquanto ajeitava bem a camisa dentro da calça e vestia de novo o jaleco branco que ia esconder as, agora bem mais evidentes, manchas de suor nas axilas — se você quiser... eu podia marcar uma reunião de tutores e voltar pra minha casa mais tarde... não posso passar a noite fora, mas, se você quiser a gente se ver um tempinho na sua casa... se você puder.
Eu sorri. Cristóbal não sabia qual era meu esquema de família, por isso perguntava se eu podia... não sabia se eu morava com meus pais, ou, sei lá, com um tio... não sabia que eu tinha largado meu ex por causa dele, entre outras coisas, e que agora só dividia meu apê com minha putinha.
— Vale. Eu te busco, ou você sabe chegar...?
— Melhor você não me buscar, é melhor não nos verem juntos. Você vai pra sua casa, normal, eu saio daqui e pego o caminho da minha, e assim que me afastar um pouco, eu desvio. Não se preocupa, eu sei onde é.
A gente se beijou mais umas duas vezes, com beijos molhados mas leves, já não dava pra arriscar mais... Eu saí, e realmente não tinha ninguém no corredor, e Tóbal se despediu de mim com um tapinha carinhoso na bunda enquanto eu saía correndo, virando pra olhar ele de vez em quando, rindo um pro outro como dois meninos safados.
Cristóbal entrou no banheiro da sala dos professores, pra garantir que não estava desgrenhado nem com manchas denunciando porra ou batom... e, de fato, tinha um círculo grosso de rosa em volta dos lábios, e... pô, também uma mordida no pescoço. Isso era mais difícil de resolver, ia demorar um pouco pra sumir... bom, enquanto isso, ele apoiaria a mão naquele lado do pescoço, e cuidaria de fechar bem o jaleco, pra não cartório. Depois de se recompor, ele voltou a sentar na mesa pra corrigir provas, mas dessa vez de verdade… não passou nem um minuto e os colegas já chegaram.
— Oi, Cristóbal… como foi a guarda do almoço…?
— Ah, chata, como sempre… — disse o citado, enquanto Amador pendurava o casaco no cabide que ficava perto da porta e ele caiu de uma vez.
— Pô! Que mão podre você tem, Amador! — esculachou Luis, enquanto o coitado do Amador não sabia onde se enfiar e tentava explicar que só tinha pendurado o casaco, que o cabide já devia estar frouxo antes… Cristóbal baixou a cabeça e tentou se concentrar nas provas pra não soltar uma gargalhada…
*******
No porão, balançando a cabeça como quem assiste a um jogo de tênis, Toñi, a secretária, passou uma hora e meia vigiando atentamente o papel que saía da fotocopiadora.
Eu mesma estava com um frio na barriga danado. Desde que a gente tinha começado a se encontrar, só uma semana atrás, a gente tinha dado um jeito de ter momentos gostosos no colégio onde os dois trabalhavam, sem ninguém descobrir… claro que era arriscado, muito arriscado… Não só a gente arriscava o emprego e uma advertência que talvez nos impedisse de dar aula (nossos alunos eram menores de idade na maioria, e se a gente tivesse o azar de ser um deles a nos pegar…), mas também, Tóbal era casado. Pelo que eu sabia, não era a primeira vez que ele se atrevia a trair a esposa, ele era um É segredo de polichinelo que ela já tinha se envolvido em umas e outras antes, embora nunca dentro do próprio colégio… sinceramente, isso dava pra perceber pela desenvoltura que ela tinha pra marcar encontros, pela ousadia… e pela frieza pra se livrar das situações. No dia anterior, o Oli, o bibliotecário da Universidade, quase tinha descoberto nosso rolo… bom, pra ser mais exato, ele nos pegou no flagra, mas a gente disse que estava ensaiando pra peça que a gente apresenta entre os professores… como a peça tem umas cenas mais quentes e como o Oli, apesar de estar casado há seis meses, é a pessoa mais sem malícia que eu já vi, a desculpa colou… mas a ideia foi do Cristóbal.
Do lado de fora da sala dos professores, ficava a mesa da secretaria. Era a última barreira que eu tinha que furar pra entrar lá com ele e ter nosso momento a sós… sem que ninguém pudesse dizer que me viu entrar. A única secretária que estava lá jogava Tetris distraidamente no computador, e eu me aproximei com uma cara de desespero.
— Toñi! — falei. — Não tem mais ninguém aqui além de você?
— Não, senhorita Viola, todas foram almoçar… o que houve?
— Olha, eu avisei, eu falei… pois é! Um dia a gente vai ter uma merda, não é por falta de aviso!
— Mas, o quê…?
— Olha, Antoñita, sinto te jogar essa bomba, mas eu tenho uma tutoria, e ALGUÉM tem que fazer isso. O chanistrão lá embaixo, no retrafresador, tá condensando sozinho… e não pode ficar sozinho, porque… nunca acontece nada, mas basta não ter ninguém escaneando, e rolar um vazamento de jeriglostato, e aí a gente se vira…! Todos os dados da base-mãe vão pro saco, e ainda pode dar curto-circuito, e a gente sai torrado! Corre, desce e fica lá até eu terminar, por favor… eu tenho que ir pra minha tutoria, e não posso me atrasar.
— Mas… mas… — a coitada da Toñi não tinha entendido porra nenhuma, mas eu tinha falado com tanta segurança que ela não ousava me contradizer. — Mas… Onde… onde eu tenho que…?
—Lá embaixo, mulher, já te falei, no retrafreser, o chanistrão que tá condensando, você fica escaneando ele até acabar! Só tem que vigiar, sem mais, se você ver que começa a jeriglotistizar ou a hidrogenizar, é só desconectar, e aí a gente chama o serviço técnico autorizado!
Toñi, totalmente atordoada, saiu correndo sem saber muito bem ainda pra onde estava indo… Um sorrisão se abriu no meu rosto e olhei pra sala dos professores. Cristóbal continuava com o olhar fixo nos papéis. O corredor estava deserto, todo mundo tava almoçando, ninguém ia chegar perto daqui nem se tivesse esquecido as calças… a gente tinha um tempinho de privacidade.
Cristóbal levantou a cabeça quando ouviu a porta fechar. Sorriu pra mim, mas sorriu ainda mais quando eu tranquei a sala dos professores, virei as lâminas da persiana pra cegar a janela interna e arranquei de uma vez um par de botões da blusa, deixando um ombro e parte do sutiã à mostra.
—O que você sabe fazer em dez minutos…? — perguntei. Cristóbal levantou da cadeira e se jogou em cima de mim, me apertando contra a parede. Tentei me segurar, mas um grito escapou dos meus lábios, mistura de paixão e de ficar sem ar com a investida dele. Tóbal enterrou a cabeça entre meus peitos, puxando meu sutiã pra baixo sem desabotoar, e sem parar de se esfregar em mim, mordeu meus bicos, me fazendo sufocar um segundo grito, que me fez abrir os olhos arregalados. — Isso… Isso, fera…! — murmurei.
Ouvi o som de um zíper abrindo, enquanto Tóbal descia com lambidas e mordidas pela minha barriga, me fazendo vibrar de desejo, prazer e cócegas… minha buceta, já brincalhona antes de entrar pela perspectiva do encontro, agora tava literalmente escorrendo. Meu amante se ajoelhou na minha frente e enfiou a cabeça debaixo da minha saia, arregaçando ela mesmo sendo curta. Meus gemidos estavam cada vez mais evidentes, por mais que eu Quisera me conter… mas escapavam! Quando ele afastou o tecido da calcinha e enterrou o rosto na minha buceta, uma corrente feroz de prazer e felicidade cãibra meu corpo inteiro e tive medo de começar a berrar que nem uma louca. Tampei a boca com uma mão enquanto com a outra me agarrei num dos pinos do cabideiro que tinha ao meu lado, porque Cristóbal me ergueu, deixando minhas pernas nos ombros dele e começou a lamber como um possesso.
Sentia meu rosto vermelho, ardendo, enquanto a língua dele fazia maravilhas lá dentro, se mexendo que nem um bicho enjaulado… Tóbal balançava a cabeça pra cima e pra baixo, de um lado pro outro, soltando uns grunhidos, e minhas pernas começaram a tremer… não aguentava, era demais…! Meu grelinho pulsava, e nessa hora, meu parceiro abandonou meu interior, pra prender ele entre os lábios. Meu corpo inteiro se contorceu e puxei com força o cabideiro, que rangeu, mas não conseguia soltar… tava morrendo de gosto! O prazer era indescritível, o tesão pelo perigo, a ansiedade contida por não poder gritar… os dedos do meu amante se enfiaram dentro de mim enquanto os lábios dele sugavam meu clitóris sem nenhum cuidado, começou a me penetrar com eles quase que selvagemente, e eu quis pedir pra ele parar, se acalmar… porque tinha medo de começar a gritar, mas não dava pra fazer isso (se abrisse a boca, teria berrado meu prazer), nem se eu tentasse, Cristóbal ia me dar bola, então levei à boca a caneta que costumo usar na orelha e mordi com força, enquanto os dedos do meu amante me perfuravam sem piedade e a boca dele chupava meu clitóris como se quisesse arrancar ele fora….
As ondas de prazer eram cada vez mais intensas, mais seguidas… aquele pico de gozo maravilhoso me fez torcer que nem uma cobra, puxei com mais força o cabideiro e a caneta que eu mordia se partiu entre meus dentes, enquanto o calor delicioso explodia no meu corpo e eu sentia o suor encharcando minhas roupas… Cristóbal me abaixou cuidadosamente, as pernas trêmulas no chão e se levantou, ainda faminto. Fez menção de limpar a boca, mas não deixei: cuspi os restos do bolinho, agarrei seu rosto e o beijei do jeito que estava, encharcado dos meus sucos até o queixo… Tóbal se esfregava em mim, apoiado na parede, e sem parar de dar-lhe língua quase com fúria, desci minha mão direita até o pau dele, já livre das roupas e ansioso pra entrar na festa… Esfreguei ele gulosamente na minha bucetinha, ainda pulsando, e aproximei do meu buraquinho, que, mesmo depois de gozar, não estava menos ansioso.
Cristóbal, sentindo-se na porta do prazer, brincou um pouco na entrada… eu me mexia de pura agitação e desejo, sentindo ele enfiar só a ponta… abraçando-o com uma perna, soltei a boca dele por um momento pra lamber suas orelhinhas e sussurrar “mais… por favor…”. Tóbal não precisou ouvir de novo e, com um movimento certeiro de quadril, enfiou até o fundo. Minha boca se abriu num grito mudo e meu amante revirou os olhos, tremendo de prazer… que maravilha…! Como era possível o ser humano ser tão feliz… alcançar tanto gozo…?! Meu amante não se conteve mais e começou a bombar como um louco, me apertando contra a parede… o membro dele me perfurava, quente e pulsante, e apesar de ter acabado de gozar, o prazer subia de novo pelo meu corpo, me preparando pra outro orgasmo, que ia chegar rapidinho… apertei Cristóbal contra mim, lambendo o pescoço dele, as orelhas, procurando o início do peito dele por baixo da camisa azul… ele se apoiava com as mãos na parede, mas levei uma delas até minha bunda… levantei a saia toda e coloquei a mão dele por baixo da minha calcinha. Tóbal me olhou com olhos safados, de tarado, e sorriu, apertando minha carne, procurando até meu buraquinho de trás… a excitação dele crescia tão imparável quanto a minha, os quadris dele se moviam como se tivessem um motor, e então, a mão dele no meu cu desceu mais e tocou minha… Períneo, o espaço entre minha buceta e meu cu… foi uma verdadeira explosão! Ele me beijou quase assustado, vendo na minha cara que eu ia gritar, e de fato, meus gemidos, abafados na boca dele, foram incontroláveis ao sentir aquele gozo orgástico…
Minha xota pulsava, abraçando a pica do Cristóbal, que não parava de se mexer, e pra ele, a excitação e ver como eu gozava nos braços dele pela segunda vez foi demais, e sem soltar minha boca, ele começou a gemir também… as investidas dele diminuíram um pouco o ritmo, entrando e saindo por completo, enquanto ele gemia com a boca colada na minha, semicerrando os olhos de prazer, com a mão crispada na minha bunda… pude sentir perfeitamente o esperma saindo do pau dele enquanto eu engolia os gemidos dele, a respiração dele caía na minha boca… eles foram diminuindo de intensidade suavemente enquanto a pica ainda entrava e saía de mim, e o leite dele escorria entre minhas pernas… Nos trocamos carícias e abraços por um instante, enquanto ele se afastava de mim… Então, vi o pau dele, meio mole, todo ensopado… e seguindo um impulso, simplesmente me ajoelhei e lambi pra limpar.
Tóbal abafou um grito que virou gemido ao sentir o pinto dele na minha boca… chupei de leve e engoli, até deixar limpo… Mas claro, aí ele já não murchava mais… meu amante me olhou quase implorando, e sorrindo, meti ele de novo na minha boca. Cristóbal não conseguiu evitar de me segurar pela cabeça e, literalmente, "foder minha boca". Me agarrei nas coxas dele e as acariciei, enquanto não parava de lamber e acariciar com a língua… Tóbal não era tão jovem quanto meu ex podia ser, mas no aspecto sexual continuava em forma… e não tinha dúvida de que eu não tava fazendo nada mal feito, porque logo ele começou a tremer… não ia aguentar muito… sem parar de chupar, comecei a massagear ele também com a mão, e com a outra acariciei os ovos dele… Meu amante se dobrou de puro tesão e apertou minha boca contra o pau dele, tentando de todo jeito não gritar, enquanto A descarga dele inundava minha boca e eu engolia rápido... Tinha sido rápido, mas... uffff... tinha sido muito bom.
Cristóbal e eu arrumamos a roupa rapidamente, quase não tinha mais tempo... nenhum dos dois ainda tinha a respiração no lugar e a gente não parava de sorrir. Tóbal me ofereceu uma bala de menta com um sorriso safado e eu aceitei.
— Essa tarde... — ele falou como quem não quer nada, enquanto ajeitava bem a camisa dentro da calça e vestia de novo o jaleco branco que ia esconder as, agora bem mais evidentes, manchas de suor nas axilas — se você quiser... eu podia marcar uma reunião de tutores e voltar pra minha casa mais tarde... não posso passar a noite fora, mas, se você quiser a gente se ver um tempinho na sua casa... se você puder.
Eu sorri. Cristóbal não sabia qual era meu esquema de família, por isso perguntava se eu podia... não sabia se eu morava com meus pais, ou, sei lá, com um tio... não sabia que eu tinha largado meu ex por causa dele, entre outras coisas, e que agora só dividia meu apê com minha putinha.
— Vale. Eu te busco, ou você sabe chegar...?
— Melhor você não me buscar, é melhor não nos verem juntos. Você vai pra sua casa, normal, eu saio daqui e pego o caminho da minha, e assim que me afastar um pouco, eu desvio. Não se preocupa, eu sei onde é.
A gente se beijou mais umas duas vezes, com beijos molhados mas leves, já não dava pra arriscar mais... Eu saí, e realmente não tinha ninguém no corredor, e Tóbal se despediu de mim com um tapinha carinhoso na bunda enquanto eu saía correndo, virando pra olhar ele de vez em quando, rindo um pro outro como dois meninos safados.
Cristóbal entrou no banheiro da sala dos professores, pra garantir que não estava desgrenhado nem com manchas denunciando porra ou batom... e, de fato, tinha um círculo grosso de rosa em volta dos lábios, e... pô, também uma mordida no pescoço. Isso era mais difícil de resolver, ia demorar um pouco pra sumir... bom, enquanto isso, ele apoiaria a mão naquele lado do pescoço, e cuidaria de fechar bem o jaleco, pra não cartório. Depois de se recompor, ele voltou a sentar na mesa pra corrigir provas, mas dessa vez de verdade… não passou nem um minuto e os colegas já chegaram.
— Oi, Cristóbal… como foi a guarda do almoço…?
— Ah, chata, como sempre… — disse o citado, enquanto Amador pendurava o casaco no cabide que ficava perto da porta e ele caiu de uma vez.
— Pô! Que mão podre você tem, Amador! — esculachou Luis, enquanto o coitado do Amador não sabia onde se enfiar e tentava explicar que só tinha pendurado o casaco, que o cabide já devia estar frouxo antes… Cristóbal baixou a cabeça e tentou se concentrar nas provas pra não soltar uma gargalhada…
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No porão, balançando a cabeça como quem assiste a um jogo de tênis, Toñi, a secretária, passou uma hora e meia vigiando atentamente o papel que saía da fotocopiadora.
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