Seguindo a meta que me propus, além de postar fotos ou vídeos pra todo mundo poder bater uma, também vou continuar postando informação pra tornar o sexo algo mais prazeroso e que não nos cause problemas.
Todo mundo sabe que a doença sexualmente transmissível mais conhecida é a AIDS, mas o que pouca gente sabe é que tem várias outras doenças que podem ser pegas através do sexo. Fiz uma lista de algumas com suas causas, prevenção, sintomas, etc. Espero que ajude e, se puderem colocar as dicas em prática, melhor ainda.
O post é meio longo, mas tira uns minutos pra ler — pode te evitar muita dor de cabeça.GONORREIA NO HOMEMA gonorreia é uma doença sexualmente transmissível (também conhecida como blenorragia) causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae (ou gonococo). Veja também Gonorreia na Mulher.
CAUSAS, INCIDÊNCIA E FATORES DE RISCO
A gonorreia é uma das doenças bacterianas mais comuns, e sua transmissão geralmente ocorre durante a relação sexual, tanto por via vaginal quanto anal ou oral. A gonorreia é uma doença altamente contagiosa, e todos os países exigem sua notificação às autoridades sanitárias.
A incidência é de 1 a cada 687 habitantes por ano.
Embora a gonorreia ocorra em todas as regiões geográficas e classes sociais, ela não tem uma distribuição uniforme na população, pois tem maior incidência em:
· Grandes áreas urbanas.
· Populações com níveis mais baixos de escolaridade.
· Pessoas de nível socioeconômico mais baixo.
· Pessoas com idade entre 15 e 29 anos.
· Pessoas com múltiplos parceiros sexuais.
· Os fatores de risco também incluem ter um parceiro com histórico de qualquer DST e praticar sexo sem proteção (sexo sem o uso de camisinha).
O período médio de incubação da gonorreia fica entre 2 e 5 dias após o contato sexual com um parceiro infectado. Os sintomas podem não aparecer até 2 semanas depois.
O sintoma inicial mais comum é uma secreção uretral mucosa (esbranquiçada ou clara) ou purulenta (grossa, amarelada). Ela aparece na abertura do pênis e pode manchar a cueca. Outros sintomas iniciais incluem dor ao urinar e sensação de queimação na uretra. Um número pequeno de homens não terá sintomas.
A gonorreia anorretal é mais comum em homens gays (também é encontrada em cerca de 50% das mulheres com gonorreia). A maioria das pessoas com gonorreia anorretal não apresenta sintomas, mas, se tiver, o mais típico é a proctite. Uma porcentagem pequena de pessoas com gonorreia tem apenas infecção na garganta (faringite gonocócica).
De 10% a 25% dos homens gays (10 a 20% das mulheres) com gonorreia também desenvolvem faringite gonocócica.
A conjuntivite gonocócica (infecção no olho) é muito rara em adultos. Normalmente, só acontece em recém-nascidos de mãe com gonorreia, e é chamada de oftalmia neonatal.
A gonorreia é frequentemente associada à presença de outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).
PREVENÇÃO
A abstinência sexual é o único método absolutamente seguro para evitar a gonorreia, mas não é prático nem razoável para muitas pessoas. Comportamentos de sexo seguro podem reduzir o risco. A relação sexual com uma única pessoa livre de qualquer DST é, atualmente, a medida preventiva mais aceitável.
O uso de camisinha em ambos os sexos diminui bastante a chance de pegar uma DST, desde que seja usada corretamente: a camisinha deve estar colocada do início ao fim do ato sexual e deve ser usada sempre que houver atividade sexual com um parceiro em que se suspeite de uma DST.
O tratamento dos dois parceiros é essencial para prevenir a reinfecção, e é uma das razões pelas quais essa doença é de notificação obrigatória. A gonorreia é uma doença relativamente fácil de curar e erradicar, já que o germe causador só se encontra nas mucosas dos humanos.
SINTOMAS
· Vontade de urinar com mais frequência ou urgência.
· Incontinência urinária.
· Secreção uretral.
· Dor ao urinar.
· Vermelhidão e ardor na abertura do pênis (uretra).
· Testículos inchados.
EXAMES E TESTES
Um diagnóstico preliminar imediato de gonorreia pode ser feito durante o exame físico. Coleta-se uma amostra do exsudato uretral e examina-se sob o microscópio (com ajuda de uma técnica conhecida como coloração de Gram. Os germes Neisseria aparecem em vermelho (Gram negativos) e em esferas agrupadas de duas em duas (diplococos), dentro das células da amostra. O aspecto desses diplococos Gram negativos já é suficiente para uma presunção diagnóstica de gonorreia.
As culturas dão informação absoluta de infecção. Os organismos de Neisseria podem crescer em qualquer membrana mucosa. A escolha do local da cultura é determinada dependendo da pessoa, preferência sexual e práticas sexuais. Geralmente, as culturas são obtidas da uretra, ânus ou garganta. Os laboratórios podem dar um diagnóstico preliminar frequentemente dentro de 24 horas e confirmado dentro de 72 horas.
TRATAMENTO
Existem dois aspectos a tratar numa DST, especialmente se for tão contagiosa quanto a gonorreia. O primeiro é curar a pessoa afetada. O segundo consiste em localizar todos os contatos sexuais para tentar prevenir a disseminação adicional da doença.
Durante a guerra do Vietnã, foi comprovado que a gonorreia se tornou resistente à penicilina e tetraciclina. Essa resistência aumentou nos últimos anos. Por isso, foram desenvolvidas novas pautas de tratamento com vários tipos de antibióticos de última geração, mais potentes:
· Ceftriaxona, 125 mg intramuscular, uma vez.
· Cefixima, 400 mg oral, uma vez.
· Ciprofloxacino, 500 mg oral, uma vez.
· Ofloxacina, 400 mg oral, uma vez.
· Espectinomicina, 2 g intramuscular, uma vez.
· Cefuroxima Axotal, 1 g oral, uma vez.
· Cefpodoxima proxetil, 200 mg oral, uma vez.
· Enoxacina, 400 mg oral, uma vez.
· Eritromicina, 500 mg oral, quatro vezes por dia durante uma semana.
É importante fazer uma visita de acompanhamento 7 dias após o tratamento e fazer novas culturas para confirmar a cura da infecção.
PRONÓSTICO
Desde o início, o O resultado é bom: não tem cicatrizes permanentes na uretra nem disseminação da infecção pra outras partes do corpo.
COMPLICAÇÕES
A gonorreia não tratada pode se espalhar pra outras partes do corpo, causando várias complicações:
· Abscesso periuretral.
· Artrite gonocócica.
· Faringite gonocócica.
· Conjuntivite gonocócica.
· Infecção ou inflamação do sistema reprodutivo do homem:
· Epididimite
· Prostatite.
· Vesiculite seminal.
· Coperite.
QUANDO PROCURAR O MÉDICO
Se você tem sintomas de gonorreia, deve procurar seu médico imediatamente.
Informar as autoridades de saúde permite fazer estatísticas precisas sobre o número de casos e tratar os outros contatos infectados que podem transmitir a doença.
Se você faz práticas sexuais de risco (parceiros múltiplos, parceiros desconhecidos, parceiros de alto risco, etc...), deveria ser examinado periodicamente pra detectar a possível presença assintomática da doença.
QUAL MÉDICO PODE ME TRATAR?
· UROLOGISTAS
· ANDROLOGISTAS
--------------------------------------------------------------------------------GONORREIA NA MULHERA gonorreia é uma doença sexualmente transmissível (também conhecida como blenorragia) causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae (ou gonococo). Veja também Gonorreia no Homem
CAUSAS, INCIDÊNCIA E FATORES DE RISCO
A gonorreia é uma das doenças bacterianas mais comuns, e sua transmissão geralmente ocorre durante a relação sexual, tanto por via vaginal quanto anal ou oral. A gonorreia é uma doença altamente contagiosa, e todos os países exigem sua notificação às autoridades sanitárias.
A incidência é de 1 a cada 687 habitantes por ano.
Embora a gonorreia ocorra em todas as regiões geográficas e classes sociais, ela não tem uma distribuição uniforme na população, já que tem maior incidência em:
· Grandes áreas urbanas.
· Populações com níveis mais baixos de educação.
· Pessoas de nível socioeconômico mais baixo.
· Pessoas com idade entre 15 e 29 anos.
· Pessoas com múltiplos parceiros sexuais.
· Os fatores de risco também incluem ter um parceiro com histórico de qualquer DST e praticar sexo sem proteção (sexo sem usar camisinha).
Em adolescentes e crianças, a transmissão pode ocorrer por contato não sexual, mas é raro. No homem, o risco de pegar gonorreia após uma transa vaginal com uma mulher infectada é de aproximadamente 20% (1 chance em 5). Nas mulheres, o risco de pegar gonorreia de um homem infectado é maior.
O germe causador pode infectar a garganta, causando uma dor intensa (faringite gonocócica); a buceta, causando irritação vaginal com secreção (vaginite). Também pode infectar o cu e o reto, causando uma doença chamada proctite. Além disso, o germe pode se espalhar para outras partes do sistema reprodutor da mulher, através do colo do útero e útero até as trompas de falópio (canais entre os ovários e o útero). Nas trompas de Falópio, a infecção é chamada de DIP (doença inflamatória pélvica), que ocorre em 10 a 15% das mulheres com gonorreia não tratada. Se a doença se espalhar além das trompas de Falópio, para o peritônio, causa uma infecção generalizada no abdômen (peritonite). As bactérias também podem se espalhar pela corrente sanguínea, causando gonococemia e, eventualmente (mais comum em mulheres jovens), se instalar nas articulações (artrite gonocócica).
Raramente, a gonorreia é transmitida por via não sexual. Uma mulher infectada pode passar a infecção para o bebê durante o parto, causando oftalmia neonatal (conjuntivite gonocócica). Meninas podem pegar a doença pelo contato íntimo com algum objeto contaminado (como uma toalha molhada), desenvolvendo então uma infecção grave chamada vulvovaginite.
Infelizmente, 50% das mulheres com gonorreia não apresentam sintomas. Assim, podem ficar totalmente inconscientes da doença e não se tratar, o que aumenta o risco de contágio.
O período médio de incubação da gonorreia fica entre 2 e 5 dias após o contato sexual com um parceiro infectado.
O sintoma inicial mais comum é um corrimento vaginal e aumento na frequência urinária, além de desconforto ao urinar (disúria). A disseminação do germe para as trompas de Falópio e abdômen pode causar dor na parte baixa da barriga, cólicas, febre e sintomas generalizados de infecção bacteriana.
Por fim, a gonorreia pode causar cicatrizes nas trompas de Falópio e infertilidade permanente (impossibilidade de engravidar). Essa cicatriz formada ao redor do útero e das trompas pode causar dor durante a relação sexual e dor pélvica crônica.
A gonorreia está frequentemente associada a outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Quase metade das mulheres com gonorreia também se infectam com Clamídia, outra Bactéria muito comum que pode causar infertilidade. Mulheres com gonorreia devem pedir exames de outras DSTs, incluindo AIDS.
PREVENÇÃO
A abstinência sexual é o único método absolutamente seguro de evitar a gonorreia, mas não é prático nem razoável para muitas pessoas. Comportamentos de sexo seguro podem reduzir o risco. Fazer sexo com uma única pessoa livre de qualquer DST é, atualmente, a medida preventiva mais aceitável.
O uso de camisinha em ambos os sexos diminui bastante a chance de pegar uma DST, desde que seja usada corretamente: a camisinha deve estar colocada do começo ao fim do ato sexual e deve ser usada sempre que rolar atividade sexual com um parceiro que você suspeite ter uma DST.
O tratamento dos dois parceiros é essencial para prevenir a reinfecção, e é uma das razões pelas quais essa doença é de notificação obrigatória. A gonorreia é uma doença relativamente fácil de curar e erradicar, já que o germe causador só se encontra nas mucosas dos humanos.
SINTOMAS
· Vontade de urinar mais frequente ou urgente.
· Incontinência urinária.
· Dificuldade para urinar (jato fraco ou interrompido).
· Corrimento vaginal.
· Dor ou ardência ao urinar.
· Relação sexual dolorosa.
· Úlceras na garganta.
EXAMES E TESTES
Um diagnóstico preliminar imediato de gonorreia pode ser feito durante o exame físico. É coletada uma amostra do colo do útero (ou de outro lugar, dependendo de vários fatores) e examinada no microscópio (com ajuda de uma técnica conhecida como coloração de Gram). Os germes Neisseria aparecem em vermelho (Gram negativos) e em esferas agrupadas de duas em duas (diplococos), dentro das células da amostra. A aparência desses diplococos Gram negativos já é suficiente para uma suspeita diagnóstica de gonorreia.
As culturas dão Informação absoluta de infecção. Os organismos de Neisseria podem crescer em qualquer membrana mucosa. A escolha do local da cultura é determinada dependendo da pessoa, preferência sexual e práticas sexuais. Geralmente, as culturas são obtidas da buceta, colo do útero, uretra, cu ou garganta (faringe). Os laboratórios podem dar um diagnóstico preliminar frequentemente dentro de 24 horas e confirmado dentro de 72 horas.
TRATAMENTO
Existem dois aspectos a tratar numa DST, especialmente se for tão contagiosa quanto a gonorreia. O primeiro é curar a pessoa afetada. O segundo consiste em localizar todos os contatos sexuais para tentar prevenir a disseminação adicional da doença.
Durante a guerra do Vietnã, comprovou-se que a gonorreia ficou resistente à penicilina e tetraciclina. Essa resistência aumentou nos últimos anos. Por isso, foram criadas novas diretrizes de tratamento com vários tipos de antibióticos de última geração, mais potentes:
· Ceftriaxona, 125 mg intramuscular, uma vez.
· Cefixima, 400 mg oral, uma vez.
· Ciprofloxacino, 500 mg oral, uma vez.
· Ofloxacina, 400 mg oral, uma vez.
· Espectinomicina, 2 g intramuscular, uma vez.
· Cefuroxima Axotal, 1 g oral, uma vez.
· Cefpodoxima proxetil, 200 mg oral, uma vez.
· Enoxacina, 400 mg oral, uma vez.
· Eritromicina, 500 mg oral, quatro vezes por dia durante uma semana.
É importante fazer uma visita de acompanhamento 7 dias após o tratamento e fazer novas culturas para confirmar a cura da infecção (especialmente nos casos assintomáticos).
PROGNÓSTICO
Quando a gonorreia é tratada imediatamente desde o início, o resultado é bom: não há cicatrizes permanentes nem infertilidade.
COMPLICAÇÕES
A gonorreia não tratada pode se espalhar para outras partes do corpo, causando várias complicações:
· Salpingite. · Doença inflamatória pélvica.
· Peritonite.
· Gonococcemia.
· Artrite gonocócica.
· Faringite gonocócica.
· Conjuntivite gonocócica.
· Vulvovaginite.
· Infertilidade.
· Dispareunia.
QUANDO PROCURAR O MÉDICO
Se você tem sintomas de gonorreia, deve procurar seu médico imediatamente.
Informar as autoridades de saúde permite fazer estatísticas precisas sobre o número de casos e tratar os outros contatos infectados que podem transmitir a doença.
Se você pratica sexo de risco (parceiros múltiplos, parceiros desconhecidos, parceiros de alto risco, etc.), deve ser examinado periodicamente para detectar a possível presença assintomática da doença.
QUAL MÉDICO PODE ME TRATAR?
· UROLOGISTAS
· GINECOLOGISTAS
--------------------------------------------------------------------------------SÍFILISA sífilis é uma doença sexualmente transmissível (DST) que tem cura e é causada por uma bactéria chamada espiroqueta. O nome científico da espiroqueta é Treponema pallidum. A infecção geralmente causa uma ferida aberta chamada cancro, que aparece no local da infecção. A partir do cancro, a espiroqueta se espalha por todo o corpo. A infecção por sífilis acontece em quatro estágios: primário, secundário, latente e terciário ou tardio.
Estima-se que mais de 20.000 novos casos de sífilis ocorram a cada ano nos Estados Unidos, e a taxa de sífilis na maior parte do país tem sido uma das mais baixas. No entanto, aqui no condado de King, estado de Washington, vimos um aumento nas infecções por sífilis. Não havia casos novos entre 1995 e 1996, mas agora detectamos mais de 60 a 70 casos por ano. 85% dos casos recentes ocorreram em homens gays.
Quais são os sintomas da sífilis?
A sífilis tem vários estágios. Os sintomas variam em cada estágio, mas muitas vezes não há sintomas, mesmo que esteja causando danos sérios.
O que acontece se eu pegar sífilis?
Sífilis primária.
Uma ferida aberta sem dor, um cancro, geralmente aparece de 3 semanas a 3 meses após a infecção. Um cancro pode aparecer em quase qualquer parte do corpo. Os locais mais comuns são no pau para os homens e perto da buceta ou dos lábios vaginais nas mulheres, ou também no cu ou reto. De vez em quando, aparece um cancro nos lábios ou na boca. Os gânglios também podem inchar perto do cancro, por exemplo. Se um cancro estiver no pau ou perto da buceta, os gânglios na virilha geralmente incham. Tanto os cancros quanto qualquer gânglio inchado geralmente duram de 3 a 6 semanas e depois desaparecem. Mas a infecção não desaparece, só passa para o estágio secundário.
Sífilis secundária.
Os sintomas da sífilis secundária geralmente aparecem de 2 a 3 meses após a infecção. Às vezes ocorrem ao mesmo tempo que a sífilis primária, mas em outros casos, os sintomas demoram até 6 meses. O sintoma mais comum é uma erupção na pele que pode aparecer em qualquer parte do corpo e, diferente da maioria das erupções, geralmente afeta as palmas das mãos ou as plantas dos pés. A erupção não coça.
Outros sintomas comuns são glândulas inchadas em várias partes do corpo, febre, cansaço, queda de cabelo irregular, perda de peso e dor de cabeça. Os sintomas são parecidos com muitos outros problemas de saúde, por isso a sífilis é chamada de "grande imitadora". Os sintomas secundários da sífilis geralmente duram de 1 a 3 meses, mas às vezes demoram mais e, de vez em quando, os sintomas vão e vêm num período de um a dois anos. Mas mesmo que alguns sintomas da sífilis secundária desapareçam, a infecção continua.
Sífilis latente.
A sífilis latente não causa sintomas. A infecção só pode ser detectada por exame de sangue. Se não for tratada, a sífilis latente continua por toda a vida. Muitas infecções nunca causam problemas sérios, mas frequentemente a doença progride para o estágio final, chamado de sífilis terciária.
Sífilis terciária ou tardia.
Um terço das pessoas com sífilis não tratada sofre danos em vários órgãos e sistemas do corpo. A sífilis terciária pode aparecer a qualquer momento, de um ano até 50 anos depois de adquirir a sífilis, mas a maioria dos casos ocorre num período de 20 anos. Os órgãos mais atacados são o cérebro, o coração, o fígado e os ossos. A sífilis terciária pode causar paralisia, problemas mentais, cegueira, surdez, insuficiência cardíaca e morte.
Sífilis congênita.
A sífilis congênita ocorre quando uma mulher grávida com sífilis passa a infecção para o bebê ainda no útero. A sífilis congênita é a forma mais grave da doença. Muitos casos resultam em aborto espontâneo ou natimorto, e as crianças que sobrevivem podem ter problemas sérios no cérebro, fígado e outros órgãos. Alguns desses problemas podem ser fatais ou causar incapacidades para a vida toda. Às vezes, a sífilis congênita passa despercebida no nascimento, mas aparece mais tarde na infância ou até na vida adulta. A sífilis congênita é mais provável se a mãe tiver sífilis primária ou secundária ao engravidar.
O que acontece comigo se eu tiver sífilis?
Se a sífilis não for tratada, a infecção vai progredir do estágio primário para o secundário, latente e talvez o terceiro estágio, como foi descrito antes. Se uma mulher infectada engravidar, o bebê dela pode pegar sífilis congênita. O tratamento para a infecção, mas se um órgão já estiver danificado, especialmente no terceiro estágio da sífilis, o dano não tem conserto e os problemas de saúde bem sérios podem continuar.
Como a sífilis é transmitida?
A sífilis é pega através do sexo com alguém que está infectado há menos de um ano, por exemplo, alguém com sífilis primária, sífilis secundária ou sífilis latente por menos de um ano.
A sífilis latente por mais de um ano e a sífilis do terceiro estágio não podem mais ser transmitidas pelo sexo. A bactéria da sífilis é bem frágil e morre rapidamente fora do corpo. O risco de transmissão sem um ato sexual é muito baixo. A sífilis congênita é transmitida internamente, através do sangue de uma mulher infectada diretamente para o bebê dela no útero.
Como evito me infectar com sífilis?
Se abster de atividade sexual é o jeito mais seguro de evitar se infectar com sífilis, ou seja, não ter sexo anal, oral ou vaginal.
O próximo jeito mais seguro é limitar o sexo a um parceiro não infectado que só faz sexo com você, ou seja, a monogamia mútua.
Para quem decide ser sexualmente ativo fora de um relacionamento A longo prazo ou permanente, devem usar camisinha corretamente e consistentemente pra diminuir o risco de transmissão.
Evite transar se notar sintomas suspeitos. Se achar que pode ter sífilis (ou qualquer IST), busque atendimento imediato numa clínica local de IST, num hospital ou com um profissional de saúde.
Antes de transar, converse com seu(s) parceiro(s) sobre sífilis e outras ISTs. Estabeleçam uma estratégia pra reduzir o risco que seja confortável pra ambos.
Se você tiver sífilis (ou qualquer IST), avise todos os seus parceiros sexuais pra que eles também possam procurar e conseguir tratamento.
Como saber se tenho sífilis? (diagnóstico)
Só um profissional de saúde pode diagnosticar sífilis. Os testes pra sífilis primária e secundária incluem exames de sangue e de líquido de uma ferida aberta. Às vezes, é preciso tirar líquido da espinha pra confirmar a presença de sífilis no líquido espinhal. Isso é especialmente importante quando a sífilis já dura mais de um ano, quando um tratamento anterior falhou ou quando o médico tem outros motivos pra suspeitar de infecção no sistema nervoso.
Qual é o tratamento pra sífilis?
Injeções de penicilina são o tratamento principal pra sífilis. Uma injeção de penicilina de ação prolongada geralmente é suficiente pra curar a sífilis primária ou secundária. Uma infecção com mais de um ano de duração ou uma infecção no sistema nervoso geralmente precisa de várias doses de penicilina ao longo de 3 semanas.
Importante: muitos antibióticos comuns não funcionam contra a sífilis. Nunca tome antibióticos que sobraram de uma receita anterior.
Manejo dos parceiros sexuais
Os parceiros sexuais de uma pessoa diagnosticada com sífilis devem ser avisados, e a maioria deles deve ser tratada pra uma possível infecção por sífilis mesmo antes de saírem os resultados de um teste diagnóstico. A Saúde Pública... Em Seattle-Condado King, a gente trabalha com cada paciente pra garantir que todas as parcerias que possam ter sido infectadas sejam examinadas e tratadas.
Isso significa que a gente pede pras pessoas com sífilis fornecerem os nomes de todas as parcerias sexuais desde o início da infecção. A Saúde Pública não compartilha essas informações com NINGUÉM. A Saúde Pública usa essas informações pra avisar as pessoas que podem ter sido expostas à sífilis e oferecer testes e tratamento. A Saúde Pública NÃO identifica quem pode ter te passado a sífilis.
Acompanhamento: mesmo que os sintomas sempre desapareçam depois do tratamento, às vezes o primeiro tratamento não cura a infecção completamente. É muito importante repetir o exame de sangue várias vezes pra garantir que o tratamento funcionou. Na maioria dos casos, isso significa repetir os exames de sangue 3 meses, 6 meses e 1 ano depois do tratamento.
--------------------------------------------------------------------------------CANDIDÍASEO que é CANDIDÍASE?
A candidíase é uma infecção causada por um fungo comum. Esse fungo (levedura) está presente em quase todo mundo. Um sistema imunológico saudável consegue mantê-lo sob controle. A candidíase é uma infecção oportunista muito comum em pessoas com HIV. Normalmente, infecta a boca, garganta ou buceta.
Na boca, aparecem áreas brancas parecidas com queijo cottage ou manchinhas vermelhas. Pode causar dor de garganta, dor ao engolir, náusea e perda de apetite. A infecção pode se espalhar mais fundo na garganta. Quando isso acontece, chama-se esofagite.
A candidíase é uma infecção vaginal comum por fungo. Os sintomas da vaginite incluem coceira ou ardência e um corrimento branco e grosso.
Dá pra prevenir?
Não tem como evitar o contato com a candida. Normalmente, não se usam remédios para prevenir a candidíase porque:
Não é muito perigosa
Tem remédios eficazes para tratar
O fungo pode criar resistência aos medicamentos.
Como tratar?
O objetivo do tratamento não é eliminar o fungo de vez. Mas ele precisa ser controlado para não se multiplicar demais.
Um sistema imunológico saudável consegue manter o equilíbrio. As bactérias normalmente presentes no corpo também podem controlar a candida. Alguns antibióticos matam essas bactérias boas e podem causar candidíase.
Os tratamentos para candidíase podem ser locais ou sistêmicos. Tratamentos locais são aplicados onde a infecção está. Tratamentos sistêmicos afetam o corpo inteiro. Muitos médicos preferem usar os tratamentos locais primeiro. Eles colocam a medicação direto onde é necessário. Têm menos efeitos colaterais que os tratamentos sistêmicos. Também tem menos risco de a candida criar resistência aos remédios. Os medicamentos usados contra a candida são os "antifúngicos". Quase todos os nomes terminam em "-azol. Os tratamentos locais incluem cremes, supositórios para tratar vaginite, líquidos e "troches" ou pastilhas que se dissolvem na boca. Os tratamentos locais podem causar coceira ou irritação onde são usados.
O tratamento sistêmico é necessário se os tratamentos locais não funcionarem, ou se a infecção se espalhou para a garganta (esofagite). Alguns medicamentos sistêmicos são tomados em forma de pílula. Seus efeitos colaterais mais comuns são náusea, vômito e dor abdominal. Menos de 20% das pessoas sentem esses efeitos colaterais.
A candidíase pode voltar repetidamente. Por isso, alguns médicos prescrevem medicamentos antifúngicos a longo prazo. Isso pode causar resistência. O fungo se deforma de modo que o remédio para de funcionar.
A anfotericina B pode ser usada para casos graves que não respondem a outros medicamentos. É um remédio muito potente e tóxico, administrado por via intravenosa. Os principais efeitos colaterais são problemas nos rins e anemia. Outras reações incluem febre, calafrios, náusea, vômito e dor de cabeça. Isso geralmente melhora após as primeiras doses.
Terapias naturais
Algumas terapias sem medicamentos parecem melhorar a candidíase. Nenhuma delas foi estudada cuidadosamente para mostrar sua ação contra a candidíase:
Reduzir a quantidade de açúcar que você come.
Usa-se um chá feito de Pau d'Arco, a casca de uma árvore sul-americana. Deve ter propriedades antifúngicas.
O alho tem propriedades antifúngicas e antibacterianas. No entanto, o alho pode interferir com os inibidores de protease contra o HIV.
O óleo da "Tea tree" pode ser diluído em água e usado para gargarejar.
Lactobacillus (acidófilo), encontrado no iogurte, é uma bactéria que controla os fungos. Pode ajudar depois de tomar antibióticos.
O ácido gama linolênico (AGL) e a biotina parecem ajudar a prevenir que a candida se espalhe. AGL é encontrado em alguns óleos. A biotina é Uma vitamina B.
Resumindo
A candidíase é uma infecção muito comum causada por um fungo (um bichinho chamado levedura). Esse fungo normalmente vive no corpo. Não tem como se livrar dele.
A maioria das infecções de candidíase é tratada fácil com terapias locais. Em pessoas com o sistema imunológico fraco, essas infecções são mais chatas e persistentes. Dá pra tomar remédios antifúngicos sistêmicos, mas a candidíase pode ficar resistente a eles. O remédio antifúngico mais forte, a anfotericina B, tem efeitos colaterais sérios.
Várias terapias naturais parecem ajudar a controlar as infecções de candidíase.
--------------------------------------------------------------------------------CLAMÍDIA**O que é a clamídia?**
Clamídia ou *Chlamydia trachomatis* é um tipo de bactéria que causa uma doença sexualmente transmissível (DST) em humanos. A infecção por clamídia pode levar a uretrite, epididimite, cervicite, doença inflamatória pélvica (DIP) e outras condições.
**Quais são os sintomas da clamídia?**
Pessoas infectadas com clamídia podem ter um corrimento saindo do pênis ou da buceta, e podem sentir uma ardência na hora de mijar. Infecções no cu podem causar problemas ou dor. Em muitos casos, a pessoa não percebe nenhum sintoma (50% das mulheres e 25% dos homens).
**Quanto tempo leva para os sintomas aparecerem?**
Se houver sintomas, geralmente aparecem de 1 a 2 semanas depois do contato.
**Como a clamídia é diagnosticada?**
Você vai precisar visitar seu médico para ser examinado. É necessário um teste de laboratório para descobrir se você tem clamídia.
**Como a clamídia é transmitida?**
A clamídia é transmitida através do contato sexual genital ou anal. Isso inclui o contato do pênis com a buceta ou com o cu. Também pode ser passada da mãe para o bebê durante o parto.
**Quem pega clamídia?**
Qualquer pessoa que transar (sexo genital ou anal) pode ser infectada com clamídia. A clamídia é a DST mais comum nos Estados Unidos.
**Qual é o tratamento para a clamídia?**
A clamídia é tratada com antibióticos, geralmente em forma de comprimido, e é importante terminar todo o remédio receitado.
**O que acontece se a clamídia não for tratada?**
Sem tratamento, tem uma boa chance de desenvolver complicações. As mulheres frequentemente desenvolvem doença inflamatória pélvica (DIP), uma condição dolorosa que acontece quando a infecção se espalha para os órgãos reprodutivos. A DIP pode causar infertilidade em mulheres. Os homens podem sentir dor e inchaço na região do saco escrotal, e a infecção por clamídia também pode causar infertilidade nos homens.
Como prevenir a clamídia?
Não fazer sexo genital ou anal é a única maneira segura de evitar a infecção por clamídia e qualquer outra doença sexualmente transmissível (DST). Se não, limitar o número de parceiros sexuais reduz o risco de ser infectado. Usar camisinha com todos os parceiros sexuais diminui a chance de infecção. Se você acha que está infectado, evite qualquer contato sexual até consultar um médico, ir a um hospital, departamento local de saúde ou clínica de DST. Se estiver infectado, avise seus parceiros sexuais imediatamente para que eles possam ser atendidos e tratados.
--------------------------------------------------------------------------------CONDILOMA ACUMINADO· Condiloma.
· Condiloma acuminado.
· Verrugas no pau.
· Vírus do papiloma humano (VPH).
· Verrugas venéreas.
DEFINIÇÃO
Doença viral da pele caracterizada pelo crescimento de uma verruga mole nos genitais ou na região anal. Em adultos, o problema é considerado uma doença sexualmente transmissível (DST), mas em crianças o vírus aparece ou é transmitido com ou sem contato sexual.
CAUSAS, INCIDÊNCIA E FATORES DE RISCO
Os condilomas são causados pelo vírus do papiloma humano (VPH). Os vírus do papiloma causam pequenos crescimentos (verrugas) na pele e nas mucosas. A infecção das regiões anais e genitais com VPH pode causar verrugas (condiloma anogenital) no pau, vulva, uretra, buceta, colo do útero e ao redor do ânus (perianal).
Mais de 50 tipos diferentes de VPH já foram classificados. Os tipos mais severos, incluindo os tipos 6 e 11, estão associados a inchaços e aspereza, e as verrugas genitais são facilmente visíveis (especialmente em mulheres). Os outros tipos estão associados a verrugas planas. Existem outros tipos mais importantes que estão associados a alterações pré-malignas e malignas no colo do útero (manchas anormais no Papanicolau). Esses incluem os tipos 16, 18, 31, 39, 45, 51 e 52. A pesquisa também mostra que a presença conjunta de VPH e do vírus do herpes é um bom preditor de câncer cervical.
As lesões nos genitais externos são facilmente reconhecidas (verruga em couve-flor). No pau, as verrugas genitais tendem a ser menores do que nos genitais femininos ou nas perianais em ambos os sexos. Os condilomas crescem melhor na área genital úmida. São ásperos, coloridos e duros, aparecendo sozinhos ou em cachos. Se não tratadas, as verrugas ao redor do ânus e da vulva podem crescer rapidamente, tomando uma aparência de couve-flor, já que manter a área Infecção seca pode ser um problema, e as verrugas geralmente se instalam nas áreas úmidas.
Nas mulheres, o HPV pode invadir a buceta e o colo do útero. Essas verrugas são chatas e não são fáceis de ver sem procedimentos especiais. Como o HPV pode ser o começo de uma mudança pré-cancerosa no colo do útero (displasia cervical), é importante diagnosticar e tratar. Para detectar o HPV, é essencial fazer o exame de Papanicolau regularmente.
A infecção por HPV é muito comum, embora a maioria das pessoas afetadas não tenha sintomas (são assintomáticas). Em vários estudos feitos em colégios com mulheres, aproximadamente metade era positiva para HPV; mas só de 1% a 2% tinham verrugas visíveis. A incidência de verrugas genitais parece aumentar rapidamente, embora isso possa ser devido a uma melhora no diagnóstico.
Entre os fatores de risco para verrugas genitais estão parceiros sexuais múltiplos, parceiros desconhecidos, uso errado da camisinha e início precoce da atividade sexual. Em crianças, embora o vírus possa ser transmitido de forma não sexual, a presença de condiloma acuminado deve levantar suspeitas de abuso sexual.
PREVENÇÃO
Como com todas as doenças sexualmente transmissíveis, a abstinência total é a única maneira segura de evitar verrugas venéreas. Um relacionamento monogâmico com uma pessoa conhecida e saudável (livre de doenças) é a forma mais prática de evitar doenças sexualmente transmissíveis.
A camisinha previne a infecção por HPV e, quando usada correta e consistentemente, oferece boa proteção não só contra o HPV, mas também contra outras DSTs.
SINTOMAS
Aparecimento de tumores nos genitais com aspecto verrugoso que aumentaram.
Lesões superficiais com aspecto colorido que aumentaram.
Lesões genitais.
Úlceras genitais.
Verrugas anais.
Crescimentos anormais ao redor do ânus ou Zona genital feminina com formato de couve-flor.
Aumento de umidade na área dos crescimentos.
Coceira no pênis, escroto, área anal ou vulva.
Aumento da secreção vaginal.
Sangramento vaginal anormal (não associado ao período menstrual) após relação sexual.
Nota: Frequentemente não se percebem sintomas.
ANÁLISE E TESTES
Um exame genital revela lesões em qualquer parte dos órgãos genitais externos. Essas lesões são superficiais, de cor esbranquiçada, finas ou grossas, sozinhas ou em grupo. Nas mulheres, um exame pélvico pode revelar crescimentos nas paredes vaginais ou no colo do útero. Para ver lesões invisíveis a olho nu, pode-se realizar uma colposcopia. O tecido da vagina e do colo do útero pode ser tratado com ácido acético para tornar as verrugas visíveis.
Testes adicionais para mulheres: Um Papanicolau para ver possíveis alterações associadas ao HPV. Uma colposcopia para ver lesões genitais externas ou internas que são invisíveis a olho nu.
TRATAMENTO
Os tratamentos tópicos para eliminar as lesões incluem: ácido tricloroacético, podofilino e nitrogênio líquido.
Os tratamentos cirúrgicos incluem: crioterapia, eletrocauterização, terapia a laser ou excisão cirúrgica.
Os parceiros que têm relações sexuais com o doente também precisam ser examinados por um médico, e as verrugas devem ser tratadas se aparecerem. Deve-se praticar abstinência ou usar camisinha até o completo desaparecimento da doença.
Deve-se fazer um controle algumas semanas após o término do tratamento. Depois, basta um autoexame, a menos que as verrugas comecem a aparecer de novo.
Mulheres com histórico de verrugas genitais, e mulheres de homens com histórico de verrugas genitais, devem fazer um Papanicolau pelo menos a cada 6 meses (as mulheres afetadas farão isso após 3 meses do início do tratamento). PRONÓSTICO
Com o tratamento e a identificação certos, as verrugas genitais geralmente podem ser controladas. As lesões costumam voltar depois do tratamento.
COMPLICAÇÕES
Pelo menos 60 tipos de vírus do papiloma humano já foram identificados. Muitos deles estão ligados ao câncer de colo do útero e da vulva. As lesões podem ficar numerosas e bem grandes, exigindo mais acompanhamento e tratamento.
QUANDO PROCURAR O MÉDICO
Marque uma consulta com seu médico se sua parceira sexual foi diagnosticada com verrugas genitais, ou se você notar qualquer um dos sintomas descritos. Os adolescentes parecem ser super suscetíveis ao HPV, e quem teve experiências sexuais muito cedo deve ser examinado pra detectar uma possível infecção por HPV.
QUAL MÉDICO PODE ME TRATAR?
DERMATOLOGISTAS
GINECOLOGISTAS
CIRURGIÕES
--------------------------------------------------------------------------------HERPES SIMPLES GENITALDEFINIÇÃO
Infecção sexualmente transmissível causada por vírus, caracterizada por episódios repetidos que se manifestam com uma erupção de pequenas bolhas, geralmente dolorosas, nos genitais.
CAUSAS
O herpes genital é causado por dois vírus que pertencem ao grupo herpesvirus hominus, conhecidos, respectivamente, como herpes simples tipo 1 (HSV-1) e herpes simples tipo 2 (HSV-2). O HSV-1 é responsável por aproximadamente 5 a 10% dos casos de herpes genital. Ambos os vírus são transmitidos por contato sexual. É comum ocorrer uma troca de infecções entre os tipos 1 e 2 durante o contato sexual oral-genital.
A infecção inicial de herpes oral geralmente ocorre na infância e não é classificada como uma doença sexualmente transmissível. Cerca de 80% da população adulta pode ser portadora do HSV-1, podendo tê-lo adquirido de forma não sexual.
A incidência total de herpes genital é estimada em 1 a cada 1000 pessoas.
A infecção inicial por HSV-1 ou HSV-2 é caracterizada por sinais e sintomas sistêmicos (por todo o corpo), assim como por sinais e sintomas locais. Entre os sintomas sistêmicos estão febre, mal-estar, dor generalizada (mialgia) e perda de apetite. Os sintomas localizados são descritos a seguir.
Quando o vírus é transmitido pelas secreções da mucosa oral ou genital, a lesão inicial se localiza na região onde ocorreu a transmissão. Os locais mais comuns são: glande e outras partes do pênis, e o escroto nos homens; vulva, buceta e colo do útero nas mulheres. A boca, o ânus e a parte interna das coxas também podem ser locais de infecção em ambos os sexos.
Antes do aparecimento das bolhas, a pessoa infectada sente um aumento de sensibilidade, queimação ou dor na pele, no local onde elas vão surgir. A pele fica vermelha e se enche de várias vesículas pequenas, avermelhadas e cheias de um líquido claro. amarelado. As bolhas estouram, deixando feridas dolorosas que, eventualmente, formam crostas e cicatrizam em um período de 7 a 14 dias. O surto pode vir acompanhado de mal-estar e inchaço dos gânglios na região da virilha. Nas mulheres, pode aparecer um corrimento vaginal e dor ao urinar (disúria). Os homens podem ter disúria se a lesão estiver perto da abertura da uretra (meato).
Assim que uma pessoa é infectada, o vírus se instala dentro das células nervosas, fora do alcance dos anticorpos. O corpo tenta combatê-lo, mas essa luta não tem fim. O vírus pode, desse modo, ficar latente (período de "latência") por um tempo mais ou menos longo, mas de repente a infecção se reativa e a pessoa tem outro ataque de dor e bolhas. Os ataques recorrentes podem ser raros, acontecendo só uma vez por ano, ou tão frequentes que os sintomas parecem contínuos. Esses ataques recorrentes podem ser desencadeados por várias causas, como irritação mecânica, menstruação, cansaço, queimaduras de sol e outras. As infecções recorrentes em homens geralmente são mais leves e duram menos que nas mulheres.
A pesquisa sugere que o vírus pode ser transmitido para o parceiro mesmo quando a doença parece clinicamente ausente, então um parceiro sexual sem lesões aparentes pode transmitir a doença. A disseminação assintomática pode, na verdade, contribuir mais para a propagação do herpes genital do que a própria doença ativa.
O vírus do herpes é especialmente importante para as mulheres por várias razões. Ele está ligado ao câncer de colo do útero, principalmente quando está presente em combinação com o vírus do papiloma humano (HPV), o vírus responsável pelas verrugas genitais. Para mulheres grávidas, a presença de HSV-1 ou HSV-2 nos genitais ou no canal de parto é uma ameaça para o bebê. A infecção no bebê pode levar a uma meningite herpética, a uma viremia herpética, a uma infecção crônica na pele ou, até mesmo, à morte.
A infecção por herpes é um problema especialmente sério em pessoas imunossuprimidas (pacientes com AIDS, pessoas fazendo quimioterapia, radioterapia ou tomando doses altas de cortisona). Essas pessoas podem sofrer infecções em vários órgãos, como por exemplo:
· Ceratite herpética no olho.
· Infecção persistente na pele e nas mucosas do nariz, boca e garganta.
· Esôfago (esofagite herpética).
· Fígado (hepatite herpética).
· Cérebro (encefalite).
PREVENÇÃO
A prevenção é muito difícil, já que o vírus pode ser transmitido até por pessoas infectadas que não apresentam sintomas. No entanto, evitando o contato direto com uma lesão aberta, a gente reduz o risco de infecção. Quem tem herpes genital deve evitar contato sexual quando as lesões estão ativas. Quem tem herpes genital conhecido, mas sem sintomas clínicos no momento, deve informar o parceiro sobre a doença. Isso permite que os dois usem barreiras protetoras (camisinha) para prevenir o contágio.
A camisinha é a melhor proteção contra o herpes genital para quem é sexualmente ativo. Usar camisinha de forma correta e sistemática ajuda a evitar o contágio.
As camisinhas são testadas para garantir que o vírus não passe pelo material de que são feitas.
Mulheres grávidas infectadas com herpes simples devem fazer culturas semanais do colo do útero e genitais externos para prevenir possíveis novos surtos. Se as culturas derem positivo, as lesões ativas estão presentes e, por isso, recomenda-se fazer uma cesárea para evitar a infecção do recém-nascido.
SINTOMAS
· No começo, sensação de calor, coceira e coloração rosada.
· Bolhas dolorosas. cheias de fluido na área genital ou retal.
· Pequenas bolhas que se fundem para formar uma bolha longa.
· Crostas amarelas que se formam nas bolhas no início da fase de cicatrização.
· Febre leve.
· Caroços na virilha (linfadenopatia inguinal).
· Micção difícil e dolorosa (disúria).
· Micção hesitante.
· Aumento na frequência e urgência para urinar.
· Relação sexual dolorosa.
· Incontinência urinária.
· Feridas genitais.
EXAMES E TESTES
· Cultura da lesão.
· Teste de Tzanck da lesão de pele (muito raramente).
TRATAMENTO
O tratamento do herpes genital não cura a doença, mas melhora os sintomas. O tratamento alivia a dor, o desconforto, a erupção e encurta a cicatrização.
O aciclovir oral não cura a infecção, mas reduz a duração e a gravidade dos sintomas na infecção primária e também reduz a extensão dos surtos secundários. Também reduz o risco de transmissão. Pode ser usado no primeiro episódio e repetidamente. Para obter o máximo benefício durante os surtos, a terapia deve começar assim que os primeiros sintomas aparecerem (antes da úlcera) ou assim que as bolhas forem notadas.
O aciclovir tópico também é eficaz, mas deve ser aplicado mais de 5 vezes ao dia. Durante as primeiras 24 horas, é recomendável aplicar a pomada a cada hora, o que reduzirá bastante o tempo de cicatrização.
Banhos quentes podem aliviar a dor associada às lesões genitais. Também é recomendada uma limpeza bem suave com água e sabão. Se surgirem lesões de infecção secundária na pele, pode ser necessário um antibiótico tópico, como pomada de Neomicina, Polimixina B e Bacitracina. Às vezes, antibióticos orais também podem ser necessários.
A resistência ao aciclovir no herpes é notada rapidamente. Se os sintomas não melhorarem logo com o aciclovir, pode ser que seu médico peça uma nova avaliação.
EXPECTATIVAS
Uma vez infectado, o vírus fica no seu corpo pelo resto da vida. Algumas pessoas nunca têm outro surto na vida, e outras têm crises frequentes ao longo do ano. As infecções tendem a aparecer depois de relação sexual, exposição ao sol e situações de estresse. Em pessoas com sistema imunológico normal, o herpes genital fica meio que adormecido, mas a ameaça está sempre ali.
COMPLICAÇÕES
· Doença recorrente (frequentemente).
· Encefalite (raramente).
· Propagação do vírus para outros órgãos do corpo em pessoas imunossuprimidas.
· Mielopatia transversa.
· Incontinência.
QUANDO PROCURAR O MÉDICO
Ligue para seu médico se tiver qualquer sintoma que indique herpes genital.
QUAL MÉDICO PODE ME TRATAR?
· ESPECIALISTAS EM DOENÇAS INFECCIOSAS
· GINECOLOGISTAS
--------------------------------------------------------------------------------VÍRUS DO PAPILOMA HUMANODESCRIÇÃO:
Esse é um vírus da família do DNA, atualmente bem espalhado pelo mundo todo. Várias pesquisas já mostraram que entre 36% e 74% da população tem ele. É totalmente assintomático e dá pra ser portador a vida inteira sem nunca saber. Hoje em dia, três formas principais de contágio são consideradas: a) Transmissão vertical de mãe pra filho, quando a mãe grávida, que é portadora do HPV, passa pro feto ou pro recém-nascido na hora do parto; b) Através de relações sexuais, que é o jeito mais comum de pegar. Calcula-se que entre o contágio e o aparecimento de alguma lesão pode rolar um período de 3 meses a 16 anos; c) Contato com utensílios de banho molhados, usados recentemente por um portador, tipo sabonetes, escovas de dente, etc. Quando esses itens secam, o vírus morre. Atualmente, umas 60 cepas desse vírus são conhecidas, sendo as mais importantes as cepas 6, 11, 16, 18, 31 e 33, que causam na região genital, principalmente na mulher, as tais verrugas genitais ou condilomas. Além disso, cada dia mais a gente fica convencido da relação entre o HPV e o aparecimento de neoplasias malignas no Colo do Útero. As neoplasias do Colo do Útero, também chamadas de NIC (Neoplasia Intraepitelial Cervical), são lesões onde células malignas tomam o lugar das células benignas nas várias camadas do epitélio escamoso que cobre o Colo do Útero. Assim, quando só o terço interno desse epitélio é afetado, chama-se NIC grau I; quando afeta dois terços do epitélio, é NIC grau II; e quando afeta o epitélio todo, é NIC grau III, ou Carcinoma in Situ. Até esse ponto, essas lesões são totalmente curáveis, mas se não fizer o diagnóstico a tempo e deixar elas avançarem, viram Câncer invasor, que hoje é a primeira causa de morte em mulheres. Venezuelana.
COMO SE FAZ O DIAGNÓSTICO:
A mulher deve obrigatoriamente ir à consulta com um Especialista em Ginecologia que seja bem capacitado e atualizado, tanto nos métodos diagnósticos quanto na terapêutica, pelo menos uma vez a cada 6 meses, durante toda sua vida reprodutiva, e uma vez por ano, depois da menopausa. O Ginecologista vai fazer um exame geral, avaliar a Vulva, a Vagina e minuciosamente o Colo do Útero, vai coletar uma amostra para citologia ou Teste de Papanicolau, e depois realizar um estudo de Colposcopia. Esse último exame consiste na avaliação direta do Colo do Útero com uma lente binocular de grande aumento chamada Colposcópio, que permite visualizar as chamadas atipias epiteliais (tecido com aspecto anormal). Se isso for encontrado, já vai ser tirada uma pequena amostra do tecido (biópsia), que será enviada ao laboratório para estudo histológico e determinar em qual categoria a lesão se encaixa. A citologia, nos melhores laboratórios e usando a melhor técnica, consegue diagnosticar HPV e NIC em apenas cerca de 70% das mulheres que têm essas lesões, enquanto a Colposcopia, nas mãos de um Especialista bem treinado, tem uma eficácia diagnóstica de 94% a 98%. Por isso, os dois métodos devem ser usados juntos, já que são complementares.
TRATAMENTO:
O HPV em si não tem cura; as pessoas portadoras vão ser para a vida toda. No entanto, as lesões são curáveis, então, quando aparece uma lesão por HPV ou NIC no Colo do Útero, ela deve ser tratada até sumir. Depois disso, a mulher será avaliada minuciosamente a cada 3 meses por 2 vezes. Se for comprovado que a lesão não voltou, ela volta ao controle de rotina a cada 6 meses.
MÉTODOS DE TRATAMENTO:
Por muitos anos, os Ginecologistas temos lutado contra essa praga usando várias formas Opções de tratamento, como a destruição do epitélio cervical com Ácido Tricloroacético (hoje em desuso), congelamento do epitélio do colo do útero com sistemas de criocirurgia, e as técnicas mais modernas de raios laser e radiocirurgia de alta frequência.
A criocirurgia caiu em desuso, porque depois do tratamento, a mulher apresenta uma secreção vaginal aquosa, abundante, que pode durar até 3 semanas e é muito incômoda. A terapia com raios laser também deixou de ser usada, devido ao alto custo e aos resultados não serem totalmente bons. Por isso, desde 1994, usamos exclusivamente a RADIOCIRURGIA DE ALTA FREQUÊNCIA. Esse é um método simples, barato e super eficaz, feito no próprio consultório do médico, leva cerca de 15 minutos, com anestesia local, totalmente sem dor. Ao terminar, a paciente pode voltar às suas atividades normais, já que não precisa de nenhum tipo de repouso. Entre suas vantagens, temos em primeiro lugar o fato de que a área do colo do útero afetada pelo HPV, condiloma ou onde houver uma NIC, será removida por completo, e tanto o médico quanto a paciente ficarão tranquilos quanto à eliminação do processo patológico. Por isso, hoje recomendamos o uso da RADIOCIRURGIA DE ALTA FREQUÊNCIA, também chamada de ASA DIATÉRMICA, como o método de primeira escolha para o tratamento das lesões por HPV, condilomas e NIC.
Todo mundo sabe que a doença sexualmente transmissível mais conhecida é a AIDS, mas o que pouca gente sabe é que tem várias outras doenças que podem ser pegas através do sexo. Fiz uma lista de algumas com suas causas, prevenção, sintomas, etc. Espero que ajude e, se puderem colocar as dicas em prática, melhor ainda.
O post é meio longo, mas tira uns minutos pra ler — pode te evitar muita dor de cabeça.GONORREIA NO HOMEMA gonorreia é uma doença sexualmente transmissível (também conhecida como blenorragia) causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae (ou gonococo). Veja também Gonorreia na Mulher.
CAUSAS, INCIDÊNCIA E FATORES DE RISCO
A gonorreia é uma das doenças bacterianas mais comuns, e sua transmissão geralmente ocorre durante a relação sexual, tanto por via vaginal quanto anal ou oral. A gonorreia é uma doença altamente contagiosa, e todos os países exigem sua notificação às autoridades sanitárias.
A incidência é de 1 a cada 687 habitantes por ano.
Embora a gonorreia ocorra em todas as regiões geográficas e classes sociais, ela não tem uma distribuição uniforme na população, pois tem maior incidência em:
· Grandes áreas urbanas.
· Populações com níveis mais baixos de escolaridade.
· Pessoas de nível socioeconômico mais baixo.
· Pessoas com idade entre 15 e 29 anos.
· Pessoas com múltiplos parceiros sexuais.
· Os fatores de risco também incluem ter um parceiro com histórico de qualquer DST e praticar sexo sem proteção (sexo sem o uso de camisinha).
O período médio de incubação da gonorreia fica entre 2 e 5 dias após o contato sexual com um parceiro infectado. Os sintomas podem não aparecer até 2 semanas depois.
O sintoma inicial mais comum é uma secreção uretral mucosa (esbranquiçada ou clara) ou purulenta (grossa, amarelada). Ela aparece na abertura do pênis e pode manchar a cueca. Outros sintomas iniciais incluem dor ao urinar e sensação de queimação na uretra. Um número pequeno de homens não terá sintomas.
A gonorreia anorretal é mais comum em homens gays (também é encontrada em cerca de 50% das mulheres com gonorreia). A maioria das pessoas com gonorreia anorretal não apresenta sintomas, mas, se tiver, o mais típico é a proctite. Uma porcentagem pequena de pessoas com gonorreia tem apenas infecção na garganta (faringite gonocócica).
De 10% a 25% dos homens gays (10 a 20% das mulheres) com gonorreia também desenvolvem faringite gonocócica.
A conjuntivite gonocócica (infecção no olho) é muito rara em adultos. Normalmente, só acontece em recém-nascidos de mãe com gonorreia, e é chamada de oftalmia neonatal.
A gonorreia é frequentemente associada à presença de outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).
PREVENÇÃO
A abstinência sexual é o único método absolutamente seguro para evitar a gonorreia, mas não é prático nem razoável para muitas pessoas. Comportamentos de sexo seguro podem reduzir o risco. A relação sexual com uma única pessoa livre de qualquer DST é, atualmente, a medida preventiva mais aceitável.
O uso de camisinha em ambos os sexos diminui bastante a chance de pegar uma DST, desde que seja usada corretamente: a camisinha deve estar colocada do início ao fim do ato sexual e deve ser usada sempre que houver atividade sexual com um parceiro em que se suspeite de uma DST.
O tratamento dos dois parceiros é essencial para prevenir a reinfecção, e é uma das razões pelas quais essa doença é de notificação obrigatória. A gonorreia é uma doença relativamente fácil de curar e erradicar, já que o germe causador só se encontra nas mucosas dos humanos.
SINTOMAS
· Vontade de urinar com mais frequência ou urgência.
· Incontinência urinária.
· Secreção uretral.
· Dor ao urinar.
· Vermelhidão e ardor na abertura do pênis (uretra).
· Testículos inchados.
EXAMES E TESTES
Um diagnóstico preliminar imediato de gonorreia pode ser feito durante o exame físico. Coleta-se uma amostra do exsudato uretral e examina-se sob o microscópio (com ajuda de uma técnica conhecida como coloração de Gram. Os germes Neisseria aparecem em vermelho (Gram negativos) e em esferas agrupadas de duas em duas (diplococos), dentro das células da amostra. O aspecto desses diplococos Gram negativos já é suficiente para uma presunção diagnóstica de gonorreia.
As culturas dão informação absoluta de infecção. Os organismos de Neisseria podem crescer em qualquer membrana mucosa. A escolha do local da cultura é determinada dependendo da pessoa, preferência sexual e práticas sexuais. Geralmente, as culturas são obtidas da uretra, ânus ou garganta. Os laboratórios podem dar um diagnóstico preliminar frequentemente dentro de 24 horas e confirmado dentro de 72 horas.
TRATAMENTO
Existem dois aspectos a tratar numa DST, especialmente se for tão contagiosa quanto a gonorreia. O primeiro é curar a pessoa afetada. O segundo consiste em localizar todos os contatos sexuais para tentar prevenir a disseminação adicional da doença.
Durante a guerra do Vietnã, foi comprovado que a gonorreia se tornou resistente à penicilina e tetraciclina. Essa resistência aumentou nos últimos anos. Por isso, foram desenvolvidas novas pautas de tratamento com vários tipos de antibióticos de última geração, mais potentes:
· Ceftriaxona, 125 mg intramuscular, uma vez.
· Cefixima, 400 mg oral, uma vez.
· Ciprofloxacino, 500 mg oral, uma vez.
· Ofloxacina, 400 mg oral, uma vez.
· Espectinomicina, 2 g intramuscular, uma vez.
· Cefuroxima Axotal, 1 g oral, uma vez.
· Cefpodoxima proxetil, 200 mg oral, uma vez.
· Enoxacina, 400 mg oral, uma vez.
· Eritromicina, 500 mg oral, quatro vezes por dia durante uma semana.
É importante fazer uma visita de acompanhamento 7 dias após o tratamento e fazer novas culturas para confirmar a cura da infecção.
PRONÓSTICO
Desde o início, o O resultado é bom: não tem cicatrizes permanentes na uretra nem disseminação da infecção pra outras partes do corpo.
COMPLICAÇÕES
A gonorreia não tratada pode se espalhar pra outras partes do corpo, causando várias complicações:
· Abscesso periuretral.
· Artrite gonocócica.
· Faringite gonocócica.
· Conjuntivite gonocócica.
· Infecção ou inflamação do sistema reprodutivo do homem:
· Epididimite
· Prostatite.
· Vesiculite seminal.
· Coperite.
QUANDO PROCURAR O MÉDICO
Se você tem sintomas de gonorreia, deve procurar seu médico imediatamente.
Informar as autoridades de saúde permite fazer estatísticas precisas sobre o número de casos e tratar os outros contatos infectados que podem transmitir a doença.
Se você faz práticas sexuais de risco (parceiros múltiplos, parceiros desconhecidos, parceiros de alto risco, etc...), deveria ser examinado periodicamente pra detectar a possível presença assintomática da doença.
QUAL MÉDICO PODE ME TRATAR?
· UROLOGISTAS
· ANDROLOGISTAS
--------------------------------------------------------------------------------GONORREIA NA MULHERA gonorreia é uma doença sexualmente transmissível (também conhecida como blenorragia) causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae (ou gonococo). Veja também Gonorreia no Homem
CAUSAS, INCIDÊNCIA E FATORES DE RISCO
A gonorreia é uma das doenças bacterianas mais comuns, e sua transmissão geralmente ocorre durante a relação sexual, tanto por via vaginal quanto anal ou oral. A gonorreia é uma doença altamente contagiosa, e todos os países exigem sua notificação às autoridades sanitárias.
A incidência é de 1 a cada 687 habitantes por ano.
Embora a gonorreia ocorra em todas as regiões geográficas e classes sociais, ela não tem uma distribuição uniforme na população, já que tem maior incidência em:
· Grandes áreas urbanas.
· Populações com níveis mais baixos de educação.
· Pessoas de nível socioeconômico mais baixo.
· Pessoas com idade entre 15 e 29 anos.
· Pessoas com múltiplos parceiros sexuais.
· Os fatores de risco também incluem ter um parceiro com histórico de qualquer DST e praticar sexo sem proteção (sexo sem usar camisinha).
Em adolescentes e crianças, a transmissão pode ocorrer por contato não sexual, mas é raro. No homem, o risco de pegar gonorreia após uma transa vaginal com uma mulher infectada é de aproximadamente 20% (1 chance em 5). Nas mulheres, o risco de pegar gonorreia de um homem infectado é maior.
O germe causador pode infectar a garganta, causando uma dor intensa (faringite gonocócica); a buceta, causando irritação vaginal com secreção (vaginite). Também pode infectar o cu e o reto, causando uma doença chamada proctite. Além disso, o germe pode se espalhar para outras partes do sistema reprodutor da mulher, através do colo do útero e útero até as trompas de falópio (canais entre os ovários e o útero). Nas trompas de Falópio, a infecção é chamada de DIP (doença inflamatória pélvica), que ocorre em 10 a 15% das mulheres com gonorreia não tratada. Se a doença se espalhar além das trompas de Falópio, para o peritônio, causa uma infecção generalizada no abdômen (peritonite). As bactérias também podem se espalhar pela corrente sanguínea, causando gonococemia e, eventualmente (mais comum em mulheres jovens), se instalar nas articulações (artrite gonocócica).
Raramente, a gonorreia é transmitida por via não sexual. Uma mulher infectada pode passar a infecção para o bebê durante o parto, causando oftalmia neonatal (conjuntivite gonocócica). Meninas podem pegar a doença pelo contato íntimo com algum objeto contaminado (como uma toalha molhada), desenvolvendo então uma infecção grave chamada vulvovaginite.
Infelizmente, 50% das mulheres com gonorreia não apresentam sintomas. Assim, podem ficar totalmente inconscientes da doença e não se tratar, o que aumenta o risco de contágio.
O período médio de incubação da gonorreia fica entre 2 e 5 dias após o contato sexual com um parceiro infectado.
O sintoma inicial mais comum é um corrimento vaginal e aumento na frequência urinária, além de desconforto ao urinar (disúria). A disseminação do germe para as trompas de Falópio e abdômen pode causar dor na parte baixa da barriga, cólicas, febre e sintomas generalizados de infecção bacteriana.
Por fim, a gonorreia pode causar cicatrizes nas trompas de Falópio e infertilidade permanente (impossibilidade de engravidar). Essa cicatriz formada ao redor do útero e das trompas pode causar dor durante a relação sexual e dor pélvica crônica.
A gonorreia está frequentemente associada a outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Quase metade das mulheres com gonorreia também se infectam com Clamídia, outra Bactéria muito comum que pode causar infertilidade. Mulheres com gonorreia devem pedir exames de outras DSTs, incluindo AIDS.
PREVENÇÃO
A abstinência sexual é o único método absolutamente seguro de evitar a gonorreia, mas não é prático nem razoável para muitas pessoas. Comportamentos de sexo seguro podem reduzir o risco. Fazer sexo com uma única pessoa livre de qualquer DST é, atualmente, a medida preventiva mais aceitável.
O uso de camisinha em ambos os sexos diminui bastante a chance de pegar uma DST, desde que seja usada corretamente: a camisinha deve estar colocada do começo ao fim do ato sexual e deve ser usada sempre que rolar atividade sexual com um parceiro que você suspeite ter uma DST.
O tratamento dos dois parceiros é essencial para prevenir a reinfecção, e é uma das razões pelas quais essa doença é de notificação obrigatória. A gonorreia é uma doença relativamente fácil de curar e erradicar, já que o germe causador só se encontra nas mucosas dos humanos.
SINTOMAS
· Vontade de urinar mais frequente ou urgente.
· Incontinência urinária.
· Dificuldade para urinar (jato fraco ou interrompido).
· Corrimento vaginal.
· Dor ou ardência ao urinar.
· Relação sexual dolorosa.
· Úlceras na garganta.
EXAMES E TESTES
Um diagnóstico preliminar imediato de gonorreia pode ser feito durante o exame físico. É coletada uma amostra do colo do útero (ou de outro lugar, dependendo de vários fatores) e examinada no microscópio (com ajuda de uma técnica conhecida como coloração de Gram). Os germes Neisseria aparecem em vermelho (Gram negativos) e em esferas agrupadas de duas em duas (diplococos), dentro das células da amostra. A aparência desses diplococos Gram negativos já é suficiente para uma suspeita diagnóstica de gonorreia.
As culturas dão Informação absoluta de infecção. Os organismos de Neisseria podem crescer em qualquer membrana mucosa. A escolha do local da cultura é determinada dependendo da pessoa, preferência sexual e práticas sexuais. Geralmente, as culturas são obtidas da buceta, colo do útero, uretra, cu ou garganta (faringe). Os laboratórios podem dar um diagnóstico preliminar frequentemente dentro de 24 horas e confirmado dentro de 72 horas.
TRATAMENTO
Existem dois aspectos a tratar numa DST, especialmente se for tão contagiosa quanto a gonorreia. O primeiro é curar a pessoa afetada. O segundo consiste em localizar todos os contatos sexuais para tentar prevenir a disseminação adicional da doença.
Durante a guerra do Vietnã, comprovou-se que a gonorreia ficou resistente à penicilina e tetraciclina. Essa resistência aumentou nos últimos anos. Por isso, foram criadas novas diretrizes de tratamento com vários tipos de antibióticos de última geração, mais potentes:
· Ceftriaxona, 125 mg intramuscular, uma vez.
· Cefixima, 400 mg oral, uma vez.
· Ciprofloxacino, 500 mg oral, uma vez.
· Ofloxacina, 400 mg oral, uma vez.
· Espectinomicina, 2 g intramuscular, uma vez.
· Cefuroxima Axotal, 1 g oral, uma vez.
· Cefpodoxima proxetil, 200 mg oral, uma vez.
· Enoxacina, 400 mg oral, uma vez.
· Eritromicina, 500 mg oral, quatro vezes por dia durante uma semana.
É importante fazer uma visita de acompanhamento 7 dias após o tratamento e fazer novas culturas para confirmar a cura da infecção (especialmente nos casos assintomáticos).
PROGNÓSTICO
Quando a gonorreia é tratada imediatamente desde o início, o resultado é bom: não há cicatrizes permanentes nem infertilidade.
COMPLICAÇÕES
A gonorreia não tratada pode se espalhar para outras partes do corpo, causando várias complicações:
· Salpingite. · Doença inflamatória pélvica.
· Peritonite.
· Gonococcemia.
· Artrite gonocócica.
· Faringite gonocócica.
· Conjuntivite gonocócica.
· Vulvovaginite.
· Infertilidade.
· Dispareunia.
QUANDO PROCURAR O MÉDICO
Se você tem sintomas de gonorreia, deve procurar seu médico imediatamente.
Informar as autoridades de saúde permite fazer estatísticas precisas sobre o número de casos e tratar os outros contatos infectados que podem transmitir a doença.
Se você pratica sexo de risco (parceiros múltiplos, parceiros desconhecidos, parceiros de alto risco, etc.), deve ser examinado periodicamente para detectar a possível presença assintomática da doença.
QUAL MÉDICO PODE ME TRATAR?
· UROLOGISTAS
· GINECOLOGISTAS
--------------------------------------------------------------------------------SÍFILISA sífilis é uma doença sexualmente transmissível (DST) que tem cura e é causada por uma bactéria chamada espiroqueta. O nome científico da espiroqueta é Treponema pallidum. A infecção geralmente causa uma ferida aberta chamada cancro, que aparece no local da infecção. A partir do cancro, a espiroqueta se espalha por todo o corpo. A infecção por sífilis acontece em quatro estágios: primário, secundário, latente e terciário ou tardio.
Estima-se que mais de 20.000 novos casos de sífilis ocorram a cada ano nos Estados Unidos, e a taxa de sífilis na maior parte do país tem sido uma das mais baixas. No entanto, aqui no condado de King, estado de Washington, vimos um aumento nas infecções por sífilis. Não havia casos novos entre 1995 e 1996, mas agora detectamos mais de 60 a 70 casos por ano. 85% dos casos recentes ocorreram em homens gays.
Quais são os sintomas da sífilis?
A sífilis tem vários estágios. Os sintomas variam em cada estágio, mas muitas vezes não há sintomas, mesmo que esteja causando danos sérios.
O que acontece se eu pegar sífilis?
Sífilis primária.
Uma ferida aberta sem dor, um cancro, geralmente aparece de 3 semanas a 3 meses após a infecção. Um cancro pode aparecer em quase qualquer parte do corpo. Os locais mais comuns são no pau para os homens e perto da buceta ou dos lábios vaginais nas mulheres, ou também no cu ou reto. De vez em quando, aparece um cancro nos lábios ou na boca. Os gânglios também podem inchar perto do cancro, por exemplo. Se um cancro estiver no pau ou perto da buceta, os gânglios na virilha geralmente incham. Tanto os cancros quanto qualquer gânglio inchado geralmente duram de 3 a 6 semanas e depois desaparecem. Mas a infecção não desaparece, só passa para o estágio secundário.
Sífilis secundária.
Os sintomas da sífilis secundária geralmente aparecem de 2 a 3 meses após a infecção. Às vezes ocorrem ao mesmo tempo que a sífilis primária, mas em outros casos, os sintomas demoram até 6 meses. O sintoma mais comum é uma erupção na pele que pode aparecer em qualquer parte do corpo e, diferente da maioria das erupções, geralmente afeta as palmas das mãos ou as plantas dos pés. A erupção não coça.
Outros sintomas comuns são glândulas inchadas em várias partes do corpo, febre, cansaço, queda de cabelo irregular, perda de peso e dor de cabeça. Os sintomas são parecidos com muitos outros problemas de saúde, por isso a sífilis é chamada de "grande imitadora". Os sintomas secundários da sífilis geralmente duram de 1 a 3 meses, mas às vezes demoram mais e, de vez em quando, os sintomas vão e vêm num período de um a dois anos. Mas mesmo que alguns sintomas da sífilis secundária desapareçam, a infecção continua.
Sífilis latente.
A sífilis latente não causa sintomas. A infecção só pode ser detectada por exame de sangue. Se não for tratada, a sífilis latente continua por toda a vida. Muitas infecções nunca causam problemas sérios, mas frequentemente a doença progride para o estágio final, chamado de sífilis terciária.
Sífilis terciária ou tardia.
Um terço das pessoas com sífilis não tratada sofre danos em vários órgãos e sistemas do corpo. A sífilis terciária pode aparecer a qualquer momento, de um ano até 50 anos depois de adquirir a sífilis, mas a maioria dos casos ocorre num período de 20 anos. Os órgãos mais atacados são o cérebro, o coração, o fígado e os ossos. A sífilis terciária pode causar paralisia, problemas mentais, cegueira, surdez, insuficiência cardíaca e morte.
Sífilis congênita.
A sífilis congênita ocorre quando uma mulher grávida com sífilis passa a infecção para o bebê ainda no útero. A sífilis congênita é a forma mais grave da doença. Muitos casos resultam em aborto espontâneo ou natimorto, e as crianças que sobrevivem podem ter problemas sérios no cérebro, fígado e outros órgãos. Alguns desses problemas podem ser fatais ou causar incapacidades para a vida toda. Às vezes, a sífilis congênita passa despercebida no nascimento, mas aparece mais tarde na infância ou até na vida adulta. A sífilis congênita é mais provável se a mãe tiver sífilis primária ou secundária ao engravidar.
O que acontece comigo se eu tiver sífilis?
Se a sífilis não for tratada, a infecção vai progredir do estágio primário para o secundário, latente e talvez o terceiro estágio, como foi descrito antes. Se uma mulher infectada engravidar, o bebê dela pode pegar sífilis congênita. O tratamento para a infecção, mas se um órgão já estiver danificado, especialmente no terceiro estágio da sífilis, o dano não tem conserto e os problemas de saúde bem sérios podem continuar.
Como a sífilis é transmitida?
A sífilis é pega através do sexo com alguém que está infectado há menos de um ano, por exemplo, alguém com sífilis primária, sífilis secundária ou sífilis latente por menos de um ano.
A sífilis latente por mais de um ano e a sífilis do terceiro estágio não podem mais ser transmitidas pelo sexo. A bactéria da sífilis é bem frágil e morre rapidamente fora do corpo. O risco de transmissão sem um ato sexual é muito baixo. A sífilis congênita é transmitida internamente, através do sangue de uma mulher infectada diretamente para o bebê dela no útero.
Como evito me infectar com sífilis?
Se abster de atividade sexual é o jeito mais seguro de evitar se infectar com sífilis, ou seja, não ter sexo anal, oral ou vaginal.
O próximo jeito mais seguro é limitar o sexo a um parceiro não infectado que só faz sexo com você, ou seja, a monogamia mútua.
Para quem decide ser sexualmente ativo fora de um relacionamento A longo prazo ou permanente, devem usar camisinha corretamente e consistentemente pra diminuir o risco de transmissão.
Evite transar se notar sintomas suspeitos. Se achar que pode ter sífilis (ou qualquer IST), busque atendimento imediato numa clínica local de IST, num hospital ou com um profissional de saúde.
Antes de transar, converse com seu(s) parceiro(s) sobre sífilis e outras ISTs. Estabeleçam uma estratégia pra reduzir o risco que seja confortável pra ambos.
Se você tiver sífilis (ou qualquer IST), avise todos os seus parceiros sexuais pra que eles também possam procurar e conseguir tratamento.
Como saber se tenho sífilis? (diagnóstico)
Só um profissional de saúde pode diagnosticar sífilis. Os testes pra sífilis primária e secundária incluem exames de sangue e de líquido de uma ferida aberta. Às vezes, é preciso tirar líquido da espinha pra confirmar a presença de sífilis no líquido espinhal. Isso é especialmente importante quando a sífilis já dura mais de um ano, quando um tratamento anterior falhou ou quando o médico tem outros motivos pra suspeitar de infecção no sistema nervoso.
Qual é o tratamento pra sífilis?
Injeções de penicilina são o tratamento principal pra sífilis. Uma injeção de penicilina de ação prolongada geralmente é suficiente pra curar a sífilis primária ou secundária. Uma infecção com mais de um ano de duração ou uma infecção no sistema nervoso geralmente precisa de várias doses de penicilina ao longo de 3 semanas.
Importante: muitos antibióticos comuns não funcionam contra a sífilis. Nunca tome antibióticos que sobraram de uma receita anterior.
Manejo dos parceiros sexuais
Os parceiros sexuais de uma pessoa diagnosticada com sífilis devem ser avisados, e a maioria deles deve ser tratada pra uma possível infecção por sífilis mesmo antes de saírem os resultados de um teste diagnóstico. A Saúde Pública... Em Seattle-Condado King, a gente trabalha com cada paciente pra garantir que todas as parcerias que possam ter sido infectadas sejam examinadas e tratadas.
Isso significa que a gente pede pras pessoas com sífilis fornecerem os nomes de todas as parcerias sexuais desde o início da infecção. A Saúde Pública não compartilha essas informações com NINGUÉM. A Saúde Pública usa essas informações pra avisar as pessoas que podem ter sido expostas à sífilis e oferecer testes e tratamento. A Saúde Pública NÃO identifica quem pode ter te passado a sífilis.
Acompanhamento: mesmo que os sintomas sempre desapareçam depois do tratamento, às vezes o primeiro tratamento não cura a infecção completamente. É muito importante repetir o exame de sangue várias vezes pra garantir que o tratamento funcionou. Na maioria dos casos, isso significa repetir os exames de sangue 3 meses, 6 meses e 1 ano depois do tratamento.
--------------------------------------------------------------------------------CANDIDÍASEO que é CANDIDÍASE?
A candidíase é uma infecção causada por um fungo comum. Esse fungo (levedura) está presente em quase todo mundo. Um sistema imunológico saudável consegue mantê-lo sob controle. A candidíase é uma infecção oportunista muito comum em pessoas com HIV. Normalmente, infecta a boca, garganta ou buceta.
Na boca, aparecem áreas brancas parecidas com queijo cottage ou manchinhas vermelhas. Pode causar dor de garganta, dor ao engolir, náusea e perda de apetite. A infecção pode se espalhar mais fundo na garganta. Quando isso acontece, chama-se esofagite.
A candidíase é uma infecção vaginal comum por fungo. Os sintomas da vaginite incluem coceira ou ardência e um corrimento branco e grosso.
Dá pra prevenir?
Não tem como evitar o contato com a candida. Normalmente, não se usam remédios para prevenir a candidíase porque:
Não é muito perigosa
Tem remédios eficazes para tratar
O fungo pode criar resistência aos medicamentos.
Como tratar?
O objetivo do tratamento não é eliminar o fungo de vez. Mas ele precisa ser controlado para não se multiplicar demais.
Um sistema imunológico saudável consegue manter o equilíbrio. As bactérias normalmente presentes no corpo também podem controlar a candida. Alguns antibióticos matam essas bactérias boas e podem causar candidíase.
Os tratamentos para candidíase podem ser locais ou sistêmicos. Tratamentos locais são aplicados onde a infecção está. Tratamentos sistêmicos afetam o corpo inteiro. Muitos médicos preferem usar os tratamentos locais primeiro. Eles colocam a medicação direto onde é necessário. Têm menos efeitos colaterais que os tratamentos sistêmicos. Também tem menos risco de a candida criar resistência aos remédios. Os medicamentos usados contra a candida são os "antifúngicos". Quase todos os nomes terminam em "-azol. Os tratamentos locais incluem cremes, supositórios para tratar vaginite, líquidos e "troches" ou pastilhas que se dissolvem na boca. Os tratamentos locais podem causar coceira ou irritação onde são usados.
O tratamento sistêmico é necessário se os tratamentos locais não funcionarem, ou se a infecção se espalhou para a garganta (esofagite). Alguns medicamentos sistêmicos são tomados em forma de pílula. Seus efeitos colaterais mais comuns são náusea, vômito e dor abdominal. Menos de 20% das pessoas sentem esses efeitos colaterais.
A candidíase pode voltar repetidamente. Por isso, alguns médicos prescrevem medicamentos antifúngicos a longo prazo. Isso pode causar resistência. O fungo se deforma de modo que o remédio para de funcionar.
A anfotericina B pode ser usada para casos graves que não respondem a outros medicamentos. É um remédio muito potente e tóxico, administrado por via intravenosa. Os principais efeitos colaterais são problemas nos rins e anemia. Outras reações incluem febre, calafrios, náusea, vômito e dor de cabeça. Isso geralmente melhora após as primeiras doses.
Terapias naturais
Algumas terapias sem medicamentos parecem melhorar a candidíase. Nenhuma delas foi estudada cuidadosamente para mostrar sua ação contra a candidíase:
Reduzir a quantidade de açúcar que você come.
Usa-se um chá feito de Pau d'Arco, a casca de uma árvore sul-americana. Deve ter propriedades antifúngicas.
O alho tem propriedades antifúngicas e antibacterianas. No entanto, o alho pode interferir com os inibidores de protease contra o HIV.
O óleo da "Tea tree" pode ser diluído em água e usado para gargarejar.
Lactobacillus (acidófilo), encontrado no iogurte, é uma bactéria que controla os fungos. Pode ajudar depois de tomar antibióticos.
O ácido gama linolênico (AGL) e a biotina parecem ajudar a prevenir que a candida se espalhe. AGL é encontrado em alguns óleos. A biotina é Uma vitamina B.
Resumindo
A candidíase é uma infecção muito comum causada por um fungo (um bichinho chamado levedura). Esse fungo normalmente vive no corpo. Não tem como se livrar dele.
A maioria das infecções de candidíase é tratada fácil com terapias locais. Em pessoas com o sistema imunológico fraco, essas infecções são mais chatas e persistentes. Dá pra tomar remédios antifúngicos sistêmicos, mas a candidíase pode ficar resistente a eles. O remédio antifúngico mais forte, a anfotericina B, tem efeitos colaterais sérios.
Várias terapias naturais parecem ajudar a controlar as infecções de candidíase.
--------------------------------------------------------------------------------CLAMÍDIA**O que é a clamídia?**
Clamídia ou *Chlamydia trachomatis* é um tipo de bactéria que causa uma doença sexualmente transmissível (DST) em humanos. A infecção por clamídia pode levar a uretrite, epididimite, cervicite, doença inflamatória pélvica (DIP) e outras condições.
**Quais são os sintomas da clamídia?**
Pessoas infectadas com clamídia podem ter um corrimento saindo do pênis ou da buceta, e podem sentir uma ardência na hora de mijar. Infecções no cu podem causar problemas ou dor. Em muitos casos, a pessoa não percebe nenhum sintoma (50% das mulheres e 25% dos homens).
**Quanto tempo leva para os sintomas aparecerem?**
Se houver sintomas, geralmente aparecem de 1 a 2 semanas depois do contato.
**Como a clamídia é diagnosticada?**
Você vai precisar visitar seu médico para ser examinado. É necessário um teste de laboratório para descobrir se você tem clamídia.
**Como a clamídia é transmitida?**
A clamídia é transmitida através do contato sexual genital ou anal. Isso inclui o contato do pênis com a buceta ou com o cu. Também pode ser passada da mãe para o bebê durante o parto.
**Quem pega clamídia?**
Qualquer pessoa que transar (sexo genital ou anal) pode ser infectada com clamídia. A clamídia é a DST mais comum nos Estados Unidos.
**Qual é o tratamento para a clamídia?**
A clamídia é tratada com antibióticos, geralmente em forma de comprimido, e é importante terminar todo o remédio receitado.
**O que acontece se a clamídia não for tratada?**
Sem tratamento, tem uma boa chance de desenvolver complicações. As mulheres frequentemente desenvolvem doença inflamatória pélvica (DIP), uma condição dolorosa que acontece quando a infecção se espalha para os órgãos reprodutivos. A DIP pode causar infertilidade em mulheres. Os homens podem sentir dor e inchaço na região do saco escrotal, e a infecção por clamídia também pode causar infertilidade nos homens.
Como prevenir a clamídia?
Não fazer sexo genital ou anal é a única maneira segura de evitar a infecção por clamídia e qualquer outra doença sexualmente transmissível (DST). Se não, limitar o número de parceiros sexuais reduz o risco de ser infectado. Usar camisinha com todos os parceiros sexuais diminui a chance de infecção. Se você acha que está infectado, evite qualquer contato sexual até consultar um médico, ir a um hospital, departamento local de saúde ou clínica de DST. Se estiver infectado, avise seus parceiros sexuais imediatamente para que eles possam ser atendidos e tratados.
--------------------------------------------------------------------------------CONDILOMA ACUMINADO· Condiloma.
· Condiloma acuminado.
· Verrugas no pau.
· Vírus do papiloma humano (VPH).
· Verrugas venéreas.
DEFINIÇÃO
Doença viral da pele caracterizada pelo crescimento de uma verruga mole nos genitais ou na região anal. Em adultos, o problema é considerado uma doença sexualmente transmissível (DST), mas em crianças o vírus aparece ou é transmitido com ou sem contato sexual.
CAUSAS, INCIDÊNCIA E FATORES DE RISCO
Os condilomas são causados pelo vírus do papiloma humano (VPH). Os vírus do papiloma causam pequenos crescimentos (verrugas) na pele e nas mucosas. A infecção das regiões anais e genitais com VPH pode causar verrugas (condiloma anogenital) no pau, vulva, uretra, buceta, colo do útero e ao redor do ânus (perianal).
Mais de 50 tipos diferentes de VPH já foram classificados. Os tipos mais severos, incluindo os tipos 6 e 11, estão associados a inchaços e aspereza, e as verrugas genitais são facilmente visíveis (especialmente em mulheres). Os outros tipos estão associados a verrugas planas. Existem outros tipos mais importantes que estão associados a alterações pré-malignas e malignas no colo do útero (manchas anormais no Papanicolau). Esses incluem os tipos 16, 18, 31, 39, 45, 51 e 52. A pesquisa também mostra que a presença conjunta de VPH e do vírus do herpes é um bom preditor de câncer cervical.
As lesões nos genitais externos são facilmente reconhecidas (verruga em couve-flor). No pau, as verrugas genitais tendem a ser menores do que nos genitais femininos ou nas perianais em ambos os sexos. Os condilomas crescem melhor na área genital úmida. São ásperos, coloridos e duros, aparecendo sozinhos ou em cachos. Se não tratadas, as verrugas ao redor do ânus e da vulva podem crescer rapidamente, tomando uma aparência de couve-flor, já que manter a área Infecção seca pode ser um problema, e as verrugas geralmente se instalam nas áreas úmidas.
Nas mulheres, o HPV pode invadir a buceta e o colo do útero. Essas verrugas são chatas e não são fáceis de ver sem procedimentos especiais. Como o HPV pode ser o começo de uma mudança pré-cancerosa no colo do útero (displasia cervical), é importante diagnosticar e tratar. Para detectar o HPV, é essencial fazer o exame de Papanicolau regularmente.
A infecção por HPV é muito comum, embora a maioria das pessoas afetadas não tenha sintomas (são assintomáticas). Em vários estudos feitos em colégios com mulheres, aproximadamente metade era positiva para HPV; mas só de 1% a 2% tinham verrugas visíveis. A incidência de verrugas genitais parece aumentar rapidamente, embora isso possa ser devido a uma melhora no diagnóstico.
Entre os fatores de risco para verrugas genitais estão parceiros sexuais múltiplos, parceiros desconhecidos, uso errado da camisinha e início precoce da atividade sexual. Em crianças, embora o vírus possa ser transmitido de forma não sexual, a presença de condiloma acuminado deve levantar suspeitas de abuso sexual.
PREVENÇÃO
Como com todas as doenças sexualmente transmissíveis, a abstinência total é a única maneira segura de evitar verrugas venéreas. Um relacionamento monogâmico com uma pessoa conhecida e saudável (livre de doenças) é a forma mais prática de evitar doenças sexualmente transmissíveis.
A camisinha previne a infecção por HPV e, quando usada correta e consistentemente, oferece boa proteção não só contra o HPV, mas também contra outras DSTs.
SINTOMAS
Aparecimento de tumores nos genitais com aspecto verrugoso que aumentaram.
Lesões superficiais com aspecto colorido que aumentaram.
Lesões genitais.
Úlceras genitais.
Verrugas anais.
Crescimentos anormais ao redor do ânus ou Zona genital feminina com formato de couve-flor.
Aumento de umidade na área dos crescimentos.
Coceira no pênis, escroto, área anal ou vulva.
Aumento da secreção vaginal.
Sangramento vaginal anormal (não associado ao período menstrual) após relação sexual.
Nota: Frequentemente não se percebem sintomas.
ANÁLISE E TESTES
Um exame genital revela lesões em qualquer parte dos órgãos genitais externos. Essas lesões são superficiais, de cor esbranquiçada, finas ou grossas, sozinhas ou em grupo. Nas mulheres, um exame pélvico pode revelar crescimentos nas paredes vaginais ou no colo do útero. Para ver lesões invisíveis a olho nu, pode-se realizar uma colposcopia. O tecido da vagina e do colo do útero pode ser tratado com ácido acético para tornar as verrugas visíveis.
Testes adicionais para mulheres: Um Papanicolau para ver possíveis alterações associadas ao HPV. Uma colposcopia para ver lesões genitais externas ou internas que são invisíveis a olho nu.
TRATAMENTO
Os tratamentos tópicos para eliminar as lesões incluem: ácido tricloroacético, podofilino e nitrogênio líquido.
Os tratamentos cirúrgicos incluem: crioterapia, eletrocauterização, terapia a laser ou excisão cirúrgica.
Os parceiros que têm relações sexuais com o doente também precisam ser examinados por um médico, e as verrugas devem ser tratadas se aparecerem. Deve-se praticar abstinência ou usar camisinha até o completo desaparecimento da doença.
Deve-se fazer um controle algumas semanas após o término do tratamento. Depois, basta um autoexame, a menos que as verrugas comecem a aparecer de novo.
Mulheres com histórico de verrugas genitais, e mulheres de homens com histórico de verrugas genitais, devem fazer um Papanicolau pelo menos a cada 6 meses (as mulheres afetadas farão isso após 3 meses do início do tratamento). PRONÓSTICO
Com o tratamento e a identificação certos, as verrugas genitais geralmente podem ser controladas. As lesões costumam voltar depois do tratamento.
COMPLICAÇÕES
Pelo menos 60 tipos de vírus do papiloma humano já foram identificados. Muitos deles estão ligados ao câncer de colo do útero e da vulva. As lesões podem ficar numerosas e bem grandes, exigindo mais acompanhamento e tratamento.
QUANDO PROCURAR O MÉDICO
Marque uma consulta com seu médico se sua parceira sexual foi diagnosticada com verrugas genitais, ou se você notar qualquer um dos sintomas descritos. Os adolescentes parecem ser super suscetíveis ao HPV, e quem teve experiências sexuais muito cedo deve ser examinado pra detectar uma possível infecção por HPV.
QUAL MÉDICO PODE ME TRATAR?
DERMATOLOGISTAS
GINECOLOGISTAS
CIRURGIÕES
--------------------------------------------------------------------------------HERPES SIMPLES GENITALDEFINIÇÃO
Infecção sexualmente transmissível causada por vírus, caracterizada por episódios repetidos que se manifestam com uma erupção de pequenas bolhas, geralmente dolorosas, nos genitais.
CAUSAS
O herpes genital é causado por dois vírus que pertencem ao grupo herpesvirus hominus, conhecidos, respectivamente, como herpes simples tipo 1 (HSV-1) e herpes simples tipo 2 (HSV-2). O HSV-1 é responsável por aproximadamente 5 a 10% dos casos de herpes genital. Ambos os vírus são transmitidos por contato sexual. É comum ocorrer uma troca de infecções entre os tipos 1 e 2 durante o contato sexual oral-genital.
A infecção inicial de herpes oral geralmente ocorre na infância e não é classificada como uma doença sexualmente transmissível. Cerca de 80% da população adulta pode ser portadora do HSV-1, podendo tê-lo adquirido de forma não sexual.
A incidência total de herpes genital é estimada em 1 a cada 1000 pessoas.
A infecção inicial por HSV-1 ou HSV-2 é caracterizada por sinais e sintomas sistêmicos (por todo o corpo), assim como por sinais e sintomas locais. Entre os sintomas sistêmicos estão febre, mal-estar, dor generalizada (mialgia) e perda de apetite. Os sintomas localizados são descritos a seguir.
Quando o vírus é transmitido pelas secreções da mucosa oral ou genital, a lesão inicial se localiza na região onde ocorreu a transmissão. Os locais mais comuns são: glande e outras partes do pênis, e o escroto nos homens; vulva, buceta e colo do útero nas mulheres. A boca, o ânus e a parte interna das coxas também podem ser locais de infecção em ambos os sexos.
Antes do aparecimento das bolhas, a pessoa infectada sente um aumento de sensibilidade, queimação ou dor na pele, no local onde elas vão surgir. A pele fica vermelha e se enche de várias vesículas pequenas, avermelhadas e cheias de um líquido claro. amarelado. As bolhas estouram, deixando feridas dolorosas que, eventualmente, formam crostas e cicatrizam em um período de 7 a 14 dias. O surto pode vir acompanhado de mal-estar e inchaço dos gânglios na região da virilha. Nas mulheres, pode aparecer um corrimento vaginal e dor ao urinar (disúria). Os homens podem ter disúria se a lesão estiver perto da abertura da uretra (meato).
Assim que uma pessoa é infectada, o vírus se instala dentro das células nervosas, fora do alcance dos anticorpos. O corpo tenta combatê-lo, mas essa luta não tem fim. O vírus pode, desse modo, ficar latente (período de "latência") por um tempo mais ou menos longo, mas de repente a infecção se reativa e a pessoa tem outro ataque de dor e bolhas. Os ataques recorrentes podem ser raros, acontecendo só uma vez por ano, ou tão frequentes que os sintomas parecem contínuos. Esses ataques recorrentes podem ser desencadeados por várias causas, como irritação mecânica, menstruação, cansaço, queimaduras de sol e outras. As infecções recorrentes em homens geralmente são mais leves e duram menos que nas mulheres.
A pesquisa sugere que o vírus pode ser transmitido para o parceiro mesmo quando a doença parece clinicamente ausente, então um parceiro sexual sem lesões aparentes pode transmitir a doença. A disseminação assintomática pode, na verdade, contribuir mais para a propagação do herpes genital do que a própria doença ativa.
O vírus do herpes é especialmente importante para as mulheres por várias razões. Ele está ligado ao câncer de colo do útero, principalmente quando está presente em combinação com o vírus do papiloma humano (HPV), o vírus responsável pelas verrugas genitais. Para mulheres grávidas, a presença de HSV-1 ou HSV-2 nos genitais ou no canal de parto é uma ameaça para o bebê. A infecção no bebê pode levar a uma meningite herpética, a uma viremia herpética, a uma infecção crônica na pele ou, até mesmo, à morte.
A infecção por herpes é um problema especialmente sério em pessoas imunossuprimidas (pacientes com AIDS, pessoas fazendo quimioterapia, radioterapia ou tomando doses altas de cortisona). Essas pessoas podem sofrer infecções em vários órgãos, como por exemplo:
· Ceratite herpética no olho.
· Infecção persistente na pele e nas mucosas do nariz, boca e garganta.
· Esôfago (esofagite herpética).
· Fígado (hepatite herpética).
· Cérebro (encefalite).
PREVENÇÃO
A prevenção é muito difícil, já que o vírus pode ser transmitido até por pessoas infectadas que não apresentam sintomas. No entanto, evitando o contato direto com uma lesão aberta, a gente reduz o risco de infecção. Quem tem herpes genital deve evitar contato sexual quando as lesões estão ativas. Quem tem herpes genital conhecido, mas sem sintomas clínicos no momento, deve informar o parceiro sobre a doença. Isso permite que os dois usem barreiras protetoras (camisinha) para prevenir o contágio.
A camisinha é a melhor proteção contra o herpes genital para quem é sexualmente ativo. Usar camisinha de forma correta e sistemática ajuda a evitar o contágio.
As camisinhas são testadas para garantir que o vírus não passe pelo material de que são feitas.
Mulheres grávidas infectadas com herpes simples devem fazer culturas semanais do colo do útero e genitais externos para prevenir possíveis novos surtos. Se as culturas derem positivo, as lesões ativas estão presentes e, por isso, recomenda-se fazer uma cesárea para evitar a infecção do recém-nascido.
SINTOMAS
· No começo, sensação de calor, coceira e coloração rosada.
· Bolhas dolorosas. cheias de fluido na área genital ou retal.
· Pequenas bolhas que se fundem para formar uma bolha longa.
· Crostas amarelas que se formam nas bolhas no início da fase de cicatrização.
· Febre leve.
· Caroços na virilha (linfadenopatia inguinal).
· Micção difícil e dolorosa (disúria).
· Micção hesitante.
· Aumento na frequência e urgência para urinar.
· Relação sexual dolorosa.
· Incontinência urinária.
· Feridas genitais.
EXAMES E TESTES
· Cultura da lesão.
· Teste de Tzanck da lesão de pele (muito raramente).
TRATAMENTO
O tratamento do herpes genital não cura a doença, mas melhora os sintomas. O tratamento alivia a dor, o desconforto, a erupção e encurta a cicatrização.
O aciclovir oral não cura a infecção, mas reduz a duração e a gravidade dos sintomas na infecção primária e também reduz a extensão dos surtos secundários. Também reduz o risco de transmissão. Pode ser usado no primeiro episódio e repetidamente. Para obter o máximo benefício durante os surtos, a terapia deve começar assim que os primeiros sintomas aparecerem (antes da úlcera) ou assim que as bolhas forem notadas.
O aciclovir tópico também é eficaz, mas deve ser aplicado mais de 5 vezes ao dia. Durante as primeiras 24 horas, é recomendável aplicar a pomada a cada hora, o que reduzirá bastante o tempo de cicatrização.
Banhos quentes podem aliviar a dor associada às lesões genitais. Também é recomendada uma limpeza bem suave com água e sabão. Se surgirem lesões de infecção secundária na pele, pode ser necessário um antibiótico tópico, como pomada de Neomicina, Polimixina B e Bacitracina. Às vezes, antibióticos orais também podem ser necessários.
A resistência ao aciclovir no herpes é notada rapidamente. Se os sintomas não melhorarem logo com o aciclovir, pode ser que seu médico peça uma nova avaliação.
EXPECTATIVAS
Uma vez infectado, o vírus fica no seu corpo pelo resto da vida. Algumas pessoas nunca têm outro surto na vida, e outras têm crises frequentes ao longo do ano. As infecções tendem a aparecer depois de relação sexual, exposição ao sol e situações de estresse. Em pessoas com sistema imunológico normal, o herpes genital fica meio que adormecido, mas a ameaça está sempre ali.
COMPLICAÇÕES
· Doença recorrente (frequentemente).
· Encefalite (raramente).
· Propagação do vírus para outros órgãos do corpo em pessoas imunossuprimidas.
· Mielopatia transversa.
· Incontinência.
QUANDO PROCURAR O MÉDICO
Ligue para seu médico se tiver qualquer sintoma que indique herpes genital.
QUAL MÉDICO PODE ME TRATAR?
· ESPECIALISTAS EM DOENÇAS INFECCIOSAS
· GINECOLOGISTAS
--------------------------------------------------------------------------------VÍRUS DO PAPILOMA HUMANODESCRIÇÃO:
Esse é um vírus da família do DNA, atualmente bem espalhado pelo mundo todo. Várias pesquisas já mostraram que entre 36% e 74% da população tem ele. É totalmente assintomático e dá pra ser portador a vida inteira sem nunca saber. Hoje em dia, três formas principais de contágio são consideradas: a) Transmissão vertical de mãe pra filho, quando a mãe grávida, que é portadora do HPV, passa pro feto ou pro recém-nascido na hora do parto; b) Através de relações sexuais, que é o jeito mais comum de pegar. Calcula-se que entre o contágio e o aparecimento de alguma lesão pode rolar um período de 3 meses a 16 anos; c) Contato com utensílios de banho molhados, usados recentemente por um portador, tipo sabonetes, escovas de dente, etc. Quando esses itens secam, o vírus morre. Atualmente, umas 60 cepas desse vírus são conhecidas, sendo as mais importantes as cepas 6, 11, 16, 18, 31 e 33, que causam na região genital, principalmente na mulher, as tais verrugas genitais ou condilomas. Além disso, cada dia mais a gente fica convencido da relação entre o HPV e o aparecimento de neoplasias malignas no Colo do Útero. As neoplasias do Colo do Útero, também chamadas de NIC (Neoplasia Intraepitelial Cervical), são lesões onde células malignas tomam o lugar das células benignas nas várias camadas do epitélio escamoso que cobre o Colo do Útero. Assim, quando só o terço interno desse epitélio é afetado, chama-se NIC grau I; quando afeta dois terços do epitélio, é NIC grau II; e quando afeta o epitélio todo, é NIC grau III, ou Carcinoma in Situ. Até esse ponto, essas lesões são totalmente curáveis, mas se não fizer o diagnóstico a tempo e deixar elas avançarem, viram Câncer invasor, que hoje é a primeira causa de morte em mulheres. Venezuelana.
COMO SE FAZ O DIAGNÓSTICO:
A mulher deve obrigatoriamente ir à consulta com um Especialista em Ginecologia que seja bem capacitado e atualizado, tanto nos métodos diagnósticos quanto na terapêutica, pelo menos uma vez a cada 6 meses, durante toda sua vida reprodutiva, e uma vez por ano, depois da menopausa. O Ginecologista vai fazer um exame geral, avaliar a Vulva, a Vagina e minuciosamente o Colo do Útero, vai coletar uma amostra para citologia ou Teste de Papanicolau, e depois realizar um estudo de Colposcopia. Esse último exame consiste na avaliação direta do Colo do Útero com uma lente binocular de grande aumento chamada Colposcópio, que permite visualizar as chamadas atipias epiteliais (tecido com aspecto anormal). Se isso for encontrado, já vai ser tirada uma pequena amostra do tecido (biópsia), que será enviada ao laboratório para estudo histológico e determinar em qual categoria a lesão se encaixa. A citologia, nos melhores laboratórios e usando a melhor técnica, consegue diagnosticar HPV e NIC em apenas cerca de 70% das mulheres que têm essas lesões, enquanto a Colposcopia, nas mãos de um Especialista bem treinado, tem uma eficácia diagnóstica de 94% a 98%. Por isso, os dois métodos devem ser usados juntos, já que são complementares.
TRATAMENTO:
O HPV em si não tem cura; as pessoas portadoras vão ser para a vida toda. No entanto, as lesões são curáveis, então, quando aparece uma lesão por HPV ou NIC no Colo do Útero, ela deve ser tratada até sumir. Depois disso, a mulher será avaliada minuciosamente a cada 3 meses por 2 vezes. Se for comprovado que a lesão não voltou, ela volta ao controle de rotina a cada 6 meses.
MÉTODOS DE TRATAMENTO:
Por muitos anos, os Ginecologistas temos lutado contra essa praga usando várias formas Opções de tratamento, como a destruição do epitélio cervical com Ácido Tricloroacético (hoje em desuso), congelamento do epitélio do colo do útero com sistemas de criocirurgia, e as técnicas mais modernas de raios laser e radiocirurgia de alta frequência.
A criocirurgia caiu em desuso, porque depois do tratamento, a mulher apresenta uma secreção vaginal aquosa, abundante, que pode durar até 3 semanas e é muito incômoda. A terapia com raios laser também deixou de ser usada, devido ao alto custo e aos resultados não serem totalmente bons. Por isso, desde 1994, usamos exclusivamente a RADIOCIRURGIA DE ALTA FREQUÊNCIA. Esse é um método simples, barato e super eficaz, feito no próprio consultório do médico, leva cerca de 15 minutos, com anestesia local, totalmente sem dor. Ao terminar, a paciente pode voltar às suas atividades normais, já que não precisa de nenhum tipo de repouso. Entre suas vantagens, temos em primeiro lugar o fato de que a área do colo do útero afetada pelo HPV, condiloma ou onde houver uma NIC, será removida por completo, e tanto o médico quanto a paciente ficarão tranquilos quanto à eliminação do processo patológico. Por isso, hoje recomendamos o uso da RADIOCIRURGIA DE ALTA FREQUÊNCIA, também chamada de ASA DIATÉRMICA, como o método de primeira escolha para o tratamento das lesões por HPV, condilomas e NIC.
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