Alquimia Sexual (7ª Parte)

Um florido campo de batalha. Na arte amorosa alquímica, a ênfase não está no amor romântico, mas sim na técnica correta; portanto, é como uma partida de futebol ou uma competição esportiva: não basta o desejo de vencer. Ambos os times precisam estar "em forma" e bem treinados, e conhecer as regras do jogo. Essa atitude fica bem ilustrada na literatura tradicional chinesa, onde o leito é comparado a um "florido campo de batalha". Mas a imagem chinesa do sexo como uma guerra não tem nada a ver com o conceito ocidental da "guerra dos sexos". Essa última noção reflete um conflito fundamental de vontades e uma intensa competição pela supremacia sexual que se estende para além do quarto, enquanto a metáfora chinesa pretende destacar os aspectos práticos e táticos do coito em si; a abordagem marcial das relações sexuais, o que os chineses chamam de estratégia da alcova. À parte do número de combatentes que participam, será que existe alguma diferença entre as batalhas travadas pelos exércitos e as que se travam na cama? Em ambos os casos, a maior prioridade dos generais consiste em reconhecer o terreno e avaliar o adversário. Nos encontros sexuais, são as colinas e os vales da mulher que primeiro atraem a atenção do homem, enquanto ela se mostra mais curiosa pelo tamanho e pelo poder de fogo do armamento que ele possui. Quem avançará e quem recuará? No leito como na guerra, é tão importante conhecer a si mesmo quanto conhecer o adversário. Diferente das batalhas travadas com lanças e espadas, nos encontros sexuais é a mulher quem leva vantagem sobre o homem e, portanto, é o homem quem mais precisa "treinar" para estar preparado para o "combate". No entanto, a maioria dos homens se compraz em se considerar "mais fortes" que as mulheres, e é por isso que suas minúsculas "guerras-relâmpago" de apenas cinco Minutos na cama parecem satisfatórios pra elas. Pra satisfazer completamente a parceira de cama, além de cultivar em vez de consumir sua essência e energia, o homem precisa aprender a prolongar o ato sexual e repeti-lo pelo tempo que ela precisar pra sentir uma satisfação completa. É essencial que os contatos sexuais aconteçam "sem vazamento". Os homens devem guardar e preservar o sêmen como fonte essencial da vida.
A conservação do sêmen. A conservação do sêmen está no coração do conhecimento que revela a alquimia sexual. É uma arte que consiste em suprimir as ejaculações, absorver os fluidos da mulher e transmutar a energia do sêmen para fortalecer o cérebro, promovendo saúde, longevidade e avanço espiritual. Os homens, portanto, devem valorizar e conservar seu sêmen durante o coito. Se por fraqueza ou erro na prática o liberarem, devem compensar essa perda absorvendo a essência e as secreções femininas. Por isso, as ejaculações decorrentes da masturbação ou de relações homossexuais são consideradas especialmente prejudiciais para a essência e a energia masculina. Muitos homens que lerem isso devem estar se perguntando: — Que prazer pode haver em relações sexuais sem ejaculação? Em geral, supõe-se que o homem obtém grande prazer com a ejaculação. Mas quando aprende a alquimia sexual, ele ejacula cada vez menos. No entanto, isso não diminui seu prazer em nada. Após ejacular, o homem se sente cansado, os ouvidos zumbem, as pálpebras pesam e ele anseia por dormir. Costuma ter sede e seus membros ficam fracos e enrijecidos. Ao ejacular, ele desfruta de um breve instante de sensação, mas depois sofre longas horas de fadiga como resultado. Isso não é prazer autêntico! Porém, se o homem não ejacular e reter seu sêmen, seu corpo se fortalecerá, sua mente ficará clara e sua visão e audição se aguçarão. Embora o homem deva ocasionalmente negar a si mesmo a sensação fugaz da ejaculação, o amor que sente por sua mulher aumentará enormemente. Ele se sentirá como se nunca pudesse se saciar dela. Não é esse, por acaso, o verdadeiro e duradouro prazer da sexualidade? O homem que, graças ao controle da ejaculação, mantiver níveis constantemente altos de testosterona, espermatozoides, sêmen e das essências masculinas experimentará um aumento avassalador do amor e do afeto. que sente pela parceira. Além disso, também vai ganhar a capacidade de agir de acordo com esses impulsos amorosos repetidas vezes. Isso não tem nem comparação com a atitude imatura do homem em geral. Ao comer, a primeira mordida é a mais gostosa; a primeira porção, a mais apetitosa. A terceira fatia de torta de morango já não tem o mesmo sabor da primeira. Do mesmo jeito, a terceira transa da noite é mais pra entrar no livro dos recordes do que pro prazer dos envolvidos. Nesse tipo de sexualidade normal, não se leva em conta os sentimentos nem o ponto de vista da mulher, pra quem uma terceira rodada não exige esforço nenhum e que, como a água que esquenta devagar no fogo até ferver, ainda continua "com vontade" depois das duas primeiras rodadas. Pro homem que entende de alquimia sexual, sempre dá vontade de "uma terceira fatia de torta de morango".
O Controle da Ejaculação.
A retenção do sêmen, a não ejaculação, é uma habilidade indispensável para os homens que querem seguir o caminho espiritual. Qualquer homem pode obter saúde e longevidade se controlar sua ejaculação. Se ao mesmo tempo prestar atenção cuidadosa à alimentação correta e aos exercícios, terá uma vida longa e saudável. A dieta, o exercício e a disciplina sexual constituem os três pilares básicos que sustentam a saúde e a longevidade. Tanto nos homens quanto nas mulheres, a essência-sêmen é o combustível que faz a sexualidade funcionar. Não é apenas a fonte da capacidade física para manter relações sexuais, mas também do interesse sexual e do afeto emocional pelo sexo oposto. No entanto, como as mulheres não "perdem" ao gozar, o orgasmo não tira delas o impulso sexual nem o interesse após o "primeiro ato". Portanto, as práticas necessárias para alcançar a harmonia entre as energias masculinas e femininas devem ser cultivadas principalmente pelos homens. Esta seção da página, então, é voltada especialmente para os homens, embora as informações contidas também devam ser estudadas e compreendidas pelas mulheres que formam par com um alquimista ou que gostariam que seu homem se tornasse um alquimista.
A medicina ocidental afirma que os homens repõem naturalmente suas reservas de sêmen logo após a ejaculação, e que a capacidade do homem de produzir sêmen é virtualmente ilimitada. Mas isso é uma generalização extremamente enganosa. Basta comparar a ejaculação com a doação de sangue para perceber a falácia. Após doar um litro de sangue, a pessoa se sente fraca e cansada por um ou dois dias, até que o volume de sangue perdido seja reposto. Os bancos de sangue aconselham seus doadores a não doarem sangue mais do que algumas vezes por ano, para evitar fadiga crônica, diminuição da resistência e um Esforço excessivo do aparelho circulatório. Na real, o mesmo vale pro sêmen, só que perder sêmen é ainda mais difícil de compensar do que perder sangue. O corpo precisa gastar uma quantidade imensa de essência e energia pra repor totalmente as reservas de sêmen e restabelecer o equilíbrio hormonal certo depois de uma gozada. Quando a frequência de ejaculações passa da capacidade do corpo de repor o sêmen por completo, o cara fica com cansaço crônico, diminuição da resistência natural, irritação e outros sintomas de deficiência de essência e energia. Além disso, ele perde todo o interesse sexual pela parceira, que pode muito bem estar a fim de mais ação. É verdade que os adolescentes e os caras na casa dos vinte anos conseguem repor o sêmen mais rápido do que gastam, mas achar que essa capacidade se mantém pra sempre na vida adulta é um erro completo. São as mulheres, não os homens, que têm uma potência sexual "inesgotável". O celibato, por outro lado, também não é uma boa solução, porque priva os caras dos benefícios terapêuticos da estimulação sexual. A resposta tá no controle da ejaculação. Transar com frequência sem gozar mantém o interesse do homem pelo ato e também a capacidade dele de continuar indefinidamente, até a parceira ficar totalmente satisfeita. Os caras que gozam uma ou mais vezes por dia podem acabar ficando "fracos da cabeça", já que o sêmen masculino é composto em 20% por líquido cefalorraquidiano. Então, ejaculações frequentes causam uma perda crônica dos fluidos que o cérebro e a medula precisam pra funcionar direito. A deficiência resultante de líquido cefalorraquidiano pode levar a problemas comuns como senilidade precoce, dificuldade de concentração, depressão crônica, perda do apetite sexual e muitos outros. Sintomas parecidos. Além disso, pesquisas médicas recentes mostraram que toda ejaculação causa uma perda significativa de zinco, um oligoelemento raro, mas essencial. Consequentemente, a ejaculação frequente leva a uma deficiência crônica de zinco, cujos sintomas incluem perda de memória, confusão mental, paranoia e sensibilidade à luz. Esses dados parecem confirmar as velhas "histórias de comadre" de que a masturbação masculina excessiva prejudica a mente, enfraquece a coluna e leva à cegueira.



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