Angélica se levantou, depois que os dois parentes gozaram dentro do corpo dela, e sentou num banquinho da mesma sala. Tava cansada, sobrecarregada, tonta — não sabia se era por causa do choque com tudo que tinha rolado, e/ou porque já não tinha mais a idade de quando fazia isso profissionalmente, e/ou porque tava fora de forma, sem prática, e/ou por causa da angústia, ou pela soma de tudo isso.
Ao sentar, sentiu toda a porra, o sêmen, escorrendo pelo reto pra baixo e caindo pelo buraco do cu no chão.
Isso a fez se sentir ainda pior, quase vomitou, ficou descomposta, mas aguentou firme e se desculpou, saindo do quarto em direção a outro cômodo, ao banheiro ou para buscar algo pra limpar. Como não deixou claro, ninguém soube bem o que pensar.
Os "cavalheiros" ficaram sozinhos, pelados, e ela, mal atravessou a porta que separava os dois ambientes, parou atrás dela, se apoiou na parede fria e ficou ali por um tempo, tentando refletir um pouco e também escutar se aqueles dois homens — tio e sobrinho — falavam alguma coisa, se comentavam algo sobre ela.
Os dois se vestiram quase sem comentários, rápido, foi tudo uma loucura, foi muito ousado o que fizeram, isso seria o mínimo de consideração pelo que rolou ali.
Mas isso era só o começo. Júlio, o amigo do Léo, aquele que tinha ido embora por causa das brigas com o filho, pelo menos até ele voltar pro serviço militar, tinha observado tudo que aconteceu entre ela e o filho e o amigo Léo, e aquele "cara" que ele ainda não conhecia.
Angélica sabia que Júlio não tinha onde "cair", não tinha lar. O rapaz, por volta dos trinta anos, estava acabado, mal vestido, descuidado, desleixado, com a barba grande e sujo. Quando Júlio cuidava da aparência, não aparentava a idade, parecia ter a mesma idade do filho dela.
Ela estava se vestindo naquele corredor, tipo um hall, e ficou um tempinho ali, sem fazer barulho, tentando ouvir algum comentário entre os familiares, mas como não ouviu nada, começou a se vestir. Não dava pra ficar muito tempo pelada no meio da casa, já que a família toda estava por perto. Felina estava tirando um cochilo e a qualquer momento ia acordar, assim como o marido Bruno.
Mesmo assim, talvez por estar confusa com o que tinha acontecido, ela não levou a mal a presença do Júlio. Na verdade, ela tinha pedido pra ele ir embora pra evitar algum problema sério com o filho Léo. Foi assim que ele sumiu, e tinha que continuar sumido, pelo menos até o Léo voltar pro quartel, e depois se via o que fazer, porque voltar à rotina de antes, quando todos viviam como uma família ampliada, já não dava mais.
Então ela sorriu pra ele, mesmo se sentindo surpresa com a atitude dele.
Júlio, esperando a pior reação dela, da Angélica e meio que se preparando pra ouvir os xingamentos, abraçou ela de joelhos, soluçando, chorando que nem uma mulher e pedindo desculpas adiantadas por qualquer merda que tivesse feito.
Ela, de cara, não reagiu, só virou as costas pra ele, como se quisesse se proteger, como se não quisesse que ele visse nos olhos dela, no rosto dela, a confusão com a situação, enquanto pensava rápido no que fazer nesse caso.
Mas, na dúvida, na pressão, no estresse, ela sempre respondia bem, e fez-se a luz, acendeu sua lampadinha, aquela que a tornava única, que a diferenciava entre as mulheres comuns: seu cinismo, sua hipocrisia tiravam-lhe as incertezas. No entanto, dessa vez, ela desabou, e a partir desse momento nunca mais foi a mesma, algo fez um clique nela.
Angélica, meio vestida, foi pega por trás por Júlio, enquanto ela se deixava levar para pensar na situação. Enquanto isso, Júlio começou a brincar com o seio esquerdo dela, sussurrar coisas no ouvido e tocar o clitóris dela, como para esquentá-la — ela era mole para carinhos.
Júlio, o amigo do filho dela, era bissexual. Ela tinha certeza de que Leo tinha percebido isso há pouco tempo, já que o filho dela era bem homofóbico. Ela olhou pra ele, e ele, fechando os olhos, beijou ela. Ela sabia que ele tava fingindo, tava convencida de que ele amava o filho dela, o Leo, mas, como um jeito de agradar a família, ele fazia o que fosse preciso, nesse caso, ficar de bem com ela.
Uma coisa levou à outra e, sem perceber, Angélica tava de costas no chão do corredor estreito, sendo penetrada sem querer, por alguém que tava fazendo aquilo por obrigação, enquanto ela continuava argumentando sobre o que fazer, pensando em como se vingar.
Depois de transar, ela pediu pra ele voltar de noite. Júlio hesitou, mas ela pegou a bolsa e deu um dinheiro pra ele, pra ele confiar que seria recebido e esperar em algum boteco. Ele aceitou, sem falar nada, e foi embora.
Quando ele voltou pra sala, os dois parentes — o filho dela e o irmão dela, ou seja, tio e sobrinho — estavam conversando sentados no sofá onde minutos antes tinham possuído a pobre mulher. Junto com eles estava o marido dela, Bruno, o pai de Leo e cunhado de Ernesto. Ele parecia desconfortável com aquela situação. Todos ali sabiam do que tinha rolado entre eles, ou seja, na juventude de Angélica, no interior, e da atividade dela como puta junto com ele, o irmão dela, Ernesto, o cafetão que a explorava sexualmente.
Angélica, naquele momento, relembrou de novo aquele passado, quando foi obrigada a uma iniciação que ela não queria.
Quando era sodomizada pelo irmão dela de forma recorrente, pra ela se acostumar a ficar disponível e se habituar ao mau trato.
Obrigada a experimentar de tudo, coisas que beiravam o limite do bom gosto, na fronteira do "normal", se é que dava pra considerar normal toda essa putaria.
E ela devia permanecer submissa, dominada, atenta e predisposta; tinha momentos em que era só uma espécie de tarefa, que não despertava nela nenhum sentimento, nem mesmo de ódio, raiva, o vazio total, e ela nem questionava.
Outras vezes eu sofria mais do que o necessário.
Milhares de exemplos, de dias, de jornadas diferentes, surgiam em suas lembranças, alguns até já esquecidos por ela, mas que naquele momento parecia que todos eles se faziam presentes.
As inúmeras experiências que ela teve que enfrentar, com os amigos de Ernesto, com alguns de seus primos, para que ela (segundo o irmão dela) adquirisse a prática necessária.
A primeira vez que foi obrigada a fazer isso na frente de todos os amigos do Ernesto, com o africano, um "negão" de dois metros e pelo cu.
Lembrou também da primeira dupla penetração dela, quando o irmão a expôs, sendo tão inexperiente, pra uns fregueses que tinham uns vinte e poucos centímetros de pica.
Os vários boquetes que ela teve que fazer no meio do nada, no campo onde a gente morava, naquela província do norte do país.
Pra que o irmão dela entregasse ela pros taxistas, pros hotéis, pra que conhecessem ela e pedissem os serviços dela.
Lembrava como ela era novinha, tão ingênua, tão inocente, e nas mãos de um ser tão depravado.
Tudo, por essa imundície de pessoa, o parente direto dela, o próprio sangue, o irmão dela, entrou na sala. Ele trazia algo numa das mãos, que os homens a princípio não conseguiram identificar, até que ela parou no meio da sala e apontou pro irmão. Era uma arma de fogo, cor prata. Bruno e Leo pularam como mola e correram feito loucos pra cima dela, o que a deixou nervosa e fez ela atirar, enquanto Ernesto (o irmão dela) se jogava no chão e saía do quarto, da casa, do bairro, e ela esperava ele, pelo resto da vida dela.
Lamentou não ter nem ferido ele.
Os homens da família, com o estrondo do tiro, ficaram paralisados. A única que apareceu quase sem roupa correndo na cena foi a filha dela, Felina, que conseguiu ver como a mãe escondia uma arma na calcinha. — O que aconteceu! — gritou, e ninguém respondeu.
Diante do silêncio, a mãe dela saiu do quarto e Felina fez um gesto com uma espécie de massageador, passando entre seus peitos desenvolvidos e uma careta acompanhada de outra exclamação: Uuuuhhh!
Naquela noite, Júlio voltou. Léo não disse nada, pra não causar mais um problema naquela família que já não aguentava mais nada.
Sabia que tinha feito merda com a mãe, e que tudo aquilo quase tinha causado uma desgraça. A mãe dele disse:
— Ele vai dormir como sempre no quarto com você, e a Felina no sofá da sala!
Esse foi o castigo pra Léo, o filho dela. Ele não conseguiu pregar o olho a noite inteira, porque Júlio tava apaixonado por ele, queria ser possuído e, com certeza, também possuir ele.
Ao sentar, sentiu toda a porra, o sêmen, escorrendo pelo reto pra baixo e caindo pelo buraco do cu no chão.
Isso a fez se sentir ainda pior, quase vomitou, ficou descomposta, mas aguentou firme e se desculpou, saindo do quarto em direção a outro cômodo, ao banheiro ou para buscar algo pra limpar. Como não deixou claro, ninguém soube bem o que pensar.Os "cavalheiros" ficaram sozinhos, pelados, e ela, mal atravessou a porta que separava os dois ambientes, parou atrás dela, se apoiou na parede fria e ficou ali por um tempo, tentando refletir um pouco e também escutar se aqueles dois homens — tio e sobrinho — falavam alguma coisa, se comentavam algo sobre ela.
Os dois se vestiram quase sem comentários, rápido, foi tudo uma loucura, foi muito ousado o que fizeram, isso seria o mínimo de consideração pelo que rolou ali. Mas isso era só o começo. Júlio, o amigo do Léo, aquele que tinha ido embora por causa das brigas com o filho, pelo menos até ele voltar pro serviço militar, tinha observado tudo que aconteceu entre ela e o filho e o amigo Léo, e aquele "cara" que ele ainda não conhecia.
Angélica sabia que Júlio não tinha onde "cair", não tinha lar. O rapaz, por volta dos trinta anos, estava acabado, mal vestido, descuidado, desleixado, com a barba grande e sujo. Quando Júlio cuidava da aparência, não aparentava a idade, parecia ter a mesma idade do filho dela.
Ela estava se vestindo naquele corredor, tipo um hall, e ficou um tempinho ali, sem fazer barulho, tentando ouvir algum comentário entre os familiares, mas como não ouviu nada, começou a se vestir. Não dava pra ficar muito tempo pelada no meio da casa, já que a família toda estava por perto. Felina estava tirando um cochilo e a qualquer momento ia acordar, assim como o marido Bruno.
Mesmo assim, talvez por estar confusa com o que tinha acontecido, ela não levou a mal a presença do Júlio. Na verdade, ela tinha pedido pra ele ir embora pra evitar algum problema sério com o filho Léo. Foi assim que ele sumiu, e tinha que continuar sumido, pelo menos até o Léo voltar pro quartel, e depois se via o que fazer, porque voltar à rotina de antes, quando todos viviam como uma família ampliada, já não dava mais.
Então ela sorriu pra ele, mesmo se sentindo surpresa com a atitude dele. Júlio, esperando a pior reação dela, da Angélica e meio que se preparando pra ouvir os xingamentos, abraçou ela de joelhos, soluçando, chorando que nem uma mulher e pedindo desculpas adiantadas por qualquer merda que tivesse feito.
Ela, de cara, não reagiu, só virou as costas pra ele, como se quisesse se proteger, como se não quisesse que ele visse nos olhos dela, no rosto dela, a confusão com a situação, enquanto pensava rápido no que fazer nesse caso.
Mas, na dúvida, na pressão, no estresse, ela sempre respondia bem, e fez-se a luz, acendeu sua lampadinha, aquela que a tornava única, que a diferenciava entre as mulheres comuns: seu cinismo, sua hipocrisia tiravam-lhe as incertezas. No entanto, dessa vez, ela desabou, e a partir desse momento nunca mais foi a mesma, algo fez um clique nela.Angélica, meio vestida, foi pega por trás por Júlio, enquanto ela se deixava levar para pensar na situação. Enquanto isso, Júlio começou a brincar com o seio esquerdo dela, sussurrar coisas no ouvido e tocar o clitóris dela, como para esquentá-la — ela era mole para carinhos.
Júlio, o amigo do filho dela, era bissexual. Ela tinha certeza de que Leo tinha percebido isso há pouco tempo, já que o filho dela era bem homofóbico. Ela olhou pra ele, e ele, fechando os olhos, beijou ela. Ela sabia que ele tava fingindo, tava convencida de que ele amava o filho dela, o Leo, mas, como um jeito de agradar a família, ele fazia o que fosse preciso, nesse caso, ficar de bem com ela.Uma coisa levou à outra e, sem perceber, Angélica tava de costas no chão do corredor estreito, sendo penetrada sem querer, por alguém que tava fazendo aquilo por obrigação, enquanto ela continuava argumentando sobre o que fazer, pensando em como se vingar.
Depois de transar, ela pediu pra ele voltar de noite. Júlio hesitou, mas ela pegou a bolsa e deu um dinheiro pra ele, pra ele confiar que seria recebido e esperar em algum boteco. Ele aceitou, sem falar nada, e foi embora.Quando ele voltou pra sala, os dois parentes — o filho dela e o irmão dela, ou seja, tio e sobrinho — estavam conversando sentados no sofá onde minutos antes tinham possuído a pobre mulher. Junto com eles estava o marido dela, Bruno, o pai de Leo e cunhado de Ernesto. Ele parecia desconfortável com aquela situação. Todos ali sabiam do que tinha rolado entre eles, ou seja, na juventude de Angélica, no interior, e da atividade dela como puta junto com ele, o irmão dela, Ernesto, o cafetão que a explorava sexualmente.
Angélica, naquele momento, relembrou de novo aquele passado, quando foi obrigada a uma iniciação que ela não queria.
Quando era sodomizada pelo irmão dela de forma recorrente, pra ela se acostumar a ficar disponível e se habituar ao mau trato.
Obrigada a experimentar de tudo, coisas que beiravam o limite do bom gosto, na fronteira do "normal", se é que dava pra considerar normal toda essa putaria.
E ela devia permanecer submissa, dominada, atenta e predisposta; tinha momentos em que era só uma espécie de tarefa, que não despertava nela nenhum sentimento, nem mesmo de ódio, raiva, o vazio total, e ela nem questionava.
Outras vezes eu sofria mais do que o necessário.
Milhares de exemplos, de dias, de jornadas diferentes, surgiam em suas lembranças, alguns até já esquecidos por ela, mas que naquele momento parecia que todos eles se faziam presentes.
As inúmeras experiências que ela teve que enfrentar, com os amigos de Ernesto, com alguns de seus primos, para que ela (segundo o irmão dela) adquirisse a prática necessária.
A primeira vez que foi obrigada a fazer isso na frente de todos os amigos do Ernesto, com o africano, um "negão" de dois metros e pelo cu.
Lembrou também da primeira dupla penetração dela, quando o irmão a expôs, sendo tão inexperiente, pra uns fregueses que tinham uns vinte e poucos centímetros de pica.
Os vários boquetes que ela teve que fazer no meio do nada, no campo onde a gente morava, naquela província do norte do país.
Pra que o irmão dela entregasse ela pros taxistas, pros hotéis, pra que conhecessem ela e pedissem os serviços dela.
Lembrava como ela era novinha, tão ingênua, tão inocente, e nas mãos de um ser tão depravado.
Tudo, por essa imundície de pessoa, o parente direto dela, o próprio sangue, o irmão dela, entrou na sala. Ele trazia algo numa das mãos, que os homens a princípio não conseguiram identificar, até que ela parou no meio da sala e apontou pro irmão. Era uma arma de fogo, cor prata. Bruno e Leo pularam como mola e correram feito loucos pra cima dela, o que a deixou nervosa e fez ela atirar, enquanto Ernesto (o irmão dela) se jogava no chão e saía do quarto, da casa, do bairro, e ela esperava ele, pelo resto da vida dela. Lamentou não ter nem ferido ele.
Os homens da família, com o estrondo do tiro, ficaram paralisados. A única que apareceu quase sem roupa correndo na cena foi a filha dela, Felina, que conseguiu ver como a mãe escondia uma arma na calcinha. — O que aconteceu! — gritou, e ninguém respondeu.
Diante do silêncio, a mãe dela saiu do quarto e Felina fez um gesto com uma espécie de massageador, passando entre seus peitos desenvolvidos e uma careta acompanhada de outra exclamação: Uuuuhhh!
Naquela noite, Júlio voltou. Léo não disse nada, pra não causar mais um problema naquela família que já não aguentava mais nada. Sabia que tinha feito merda com a mãe, e que tudo aquilo quase tinha causado uma desgraça. A mãe dele disse:
— Ele vai dormir como sempre no quarto com você, e a Felina no sofá da sala!
Esse foi o castigo pra Léo, o filho dela. Ele não conseguiu pregar o olho a noite inteira, porque Júlio tava apaixonado por ele, queria ser possuído e, com certeza, também possuir ele.
35 comentários - Comienzo de la venganza y/o del desquicio 25º