Trastocando los puntos sin retorno...

Os dias foram passando até que eu voltei a ver o Juan. Durante o tempo que não nos vimos, ficamos trocando mensagens com ele e a María, obviamente evitando falar sobre o que aconteceu na casa deles. Mas, considerando que o Juan queria conversar comigo sobre aquilo, não era muito fácil fingir que nada estava rolando. Mesmo assim, tentei me distrair com estudos, videogames, rolês com amigos e tal, até que chegou o dia em que ele me convidou de novo pra casa dele.

E foi difícil aceitar dessa vez. Mas acabei topando porque ele comentou que estaria sozinho – acho que na cabeça dele tinha um motivo pelo qual eu não queria ir lá. Cheguei na casa dele. Fiquei parado no portão esperando ele abrir depois que toquei a campainha. De repente a porta abre e o que vejo é um cara sem camisa, só de calça, sorrindo de um jeito simpático.

—E aí, mano? —pergunta levantando o punho pra cumprimentar.

—Tudo beleza —respondo retribuindo o cumprimento.

—Entra, tava preparando um café, quer?

—Sim, claro —respondo.

E ele me faz segui-lo. Me leva pelo corredor e viramos à direita, onde fica a cozinha. O cheiro de café toma o ar, e ao fundo escuto uma música. Ele indica pra eu sentar, eu sento e fico vendo ele preparar tudo, e suspiro por dentro. Não entendo por que sou assim e o que causa esses pensamentos e sentimentos. De repente penso se a María realmente não está em casa, mas se ela não apareceu nem deu oi, provavelmente é porque realmente não está. Volto o olhar pro Juan, que homem!Trastocando los puntos sin retorno...Fechei os olhos e virei meu rosto para a mesa. Abri-os e o vi colocar minha xícara de café nela, ele se sentou na minha frente, deu um gole na sua bebida. Eu estava com as pernas juntas, fechadas, tentando me conter de tudo que estava sentindo e pensando naquele momento. Suspirei e tentei ficar o mais calmo possível. Me acalmei e procedi a beber café.

— Bom, me conta o que aconteceu com você naquele dia que você foi embora.

Engoli em seco quando ouvi aquilo, não esperava que ele fosse direto ao ponto, embora depois de vê-lo transar com a namorada e me convidar para penetrá-la, acho que aquilo não poderia surpreender ninguém.

— Sério?

— Sim, porque foi estranho, na verdade foi muito estranho o que você fez. Fiquei pensando no que te fez se sentir estranho, talvez você não estivesse pronto para uma experiência assim, poderia ser que vê-la transando com outro homem e não só com você tenha te afetado também, qualquer coisa poderia ser, a mente humana é estranha, gostamos de tudo, mas queremos só para nós...

Talvez não fosse o que eu estava pensando, mas enquanto o ouvia falar e se desenrolar, mais e mais coisas se ativavam no meu interior, diferentes pensamentos afloravam na minha cabecinha.

— Bom, não sei o que pode ter sido, só não me senti muito bem, digamos...

— Calma, te entendo, ou teve algo a ver com...?

— Com o quê? — perguntei olhando nos olhos dele. Ele sorri.

— Você já sabe, com... o tamanho...

— Ah! Não, de jeito nenhum... hehe, não, não tem a ver com isso — porque o tamanho está mais do que bem assim como está —. Sinceramente não me sentia bem.

— E com o que tem a ver então? É que desculpa insistir nisso, é só que me pareceu estranho, muito estranho, porque você pareceu interessado esse tempo todo e até fez parte disso, mas na hora, que embora tenha sido ótimo, só aconteceu o que aconteceu... Ou foi porque você gozou rápido?

Será que ele não pensa em calar a boca? Não entende que não quero que continue investigando porque vou acabar dizendo algo que vai Tudo meio desconfortável e provavelmente vou acabar me metendo em sérios problemas?

—Pra quem mais vocês contam as coisas que acontecem aqui? —pergunto de repente.

—Não, relaxa, pra ninguém, pra mais ninguém. São poucos que sabem que a gente é assim, digamos que a gente escolhe depois de conhecer um pouco, porque gostamos de ser discretos, você sabe como as pessoas são, e eu não vou gostar que digam que ela é uma puta, porque ela não é, só ama sexo tanto quanto eu —ele toma outro gole de café.

—Tá bom —soltou, segurando a respiração. De onde saiu essa gente? Como é que eu acabei me envolvendo com eles?

—Mas, eu te entendo se não quiser falar sobre isso, olha, aqui a gente não vai comentar nada do que aconteceu, por essa parte, relaxa, também não vamos pensar coisas ruins de você, olha, nessa vida cada um faz o que quer e vive como quer, a gente gosta de sexo, pode ser que alguns não gostem tanto, mas a gente tá bem assim, não fica criticando ninguém.

—Você fala as coisas com tanta naturalidade que eu fico pensando se você realmente tem a idade que tem. Não trabalhou hoje?

—Não, hoje sábado me tocou ficar em casa, a Maria tá visitando a mãe dela, então fiquei sozinho. Me tocou fazer a limpeza e tinha pensado em jogar um pouco, mas sei lá, acho que tô meio cansado pra isso. E sobre o que eu falo e a minha idade, bom, não é algo que me deixe orgulhoso, mas você se surpreenderia se eu contasse tudo que já fiz... aliás, até me arrisco a pensar que você nem acreditaria.

Dizem que a curiosidade matou a puta, bom, não tenho nenhuma objeção a isso.

—Conta uma aí, digo, eu vejo como levo.

—Tem certeza? Porque não quero que você saia correndo como fez da outra vez —ele ri.

—Vai lá.

Ele toma um gole do café, depois suspira. Esfrega as mãos na calça e me olha nos olhos, e eu sempre vou achar que esses olhos podem te dobrar sem muito esforço. Sorri, com aquele sorriso maldito e provocante.

—Bom, como você sabe, nesse mundo tem de tudo um pouco, gente que gosta de buceta e gente que gosta de... gostam de paus, e digo dessa forma, porque não só os homens gostam de bocetas e nem só as mulheres gostam de paus. Bom, digamos que antes de conhecer a Maria, que foi só há um ano, eu tive alguns encontros com outros caras.

Abro bem os olhos. É sério? Sério que ele tá me dizendo isso?

—Sério mesmo?

—Sim.

—E como foi? Digo, por que foi?

Ele toma um gole do café.

—Bom, vamos ver, como você já percebeu, sempre tive um pauzão bom, eu adoro que curtam meu pau, sei lá, me excita que olhem pra ele e queiram provar. Bom, naquela época, uma das minas com quem fiquei espalhou um rumor sobre mim e, não sei como, chegou aos ouvidos de algumas pessoas do mesmo sexo que eu. Também não sei como, mas conseguiram meu número e a gente conversou por aí. Na minha vida nunca tinha considerado fazer o que fiz, porque achava que gostava de certas coisas, mas quando conversei com eles e eles comentaram umas coisas, e eu me deixei levar, marcamos uns encontros e foi assim que transei com outros homens.

Tomo um gole do meu café e deixo a xícara na mesinha. Não acredito no que ele tá me contando, e agora pensando bem, ele acertou. Suspira. Essa informação é nova, nova demais. Não sei o que pensar ou dizer, só me vem à mente aquela vez passada e como aquele pedação enorme dele parecia, e também como a Maria curtia.

—E o que você achou disso?

—Bom, não é como fazer com uma mulher, a experiência é diferente, mas muitos se deixam levar, acho que o fato de chupar pau desperta o lado feminino deles —ele ri—. Mas não tô criticando, como te falei, pra mim, o que as pessoas fazem não me importa nem um pouco, porém, se curtem meu pau, a menos que a pessoa me pareça confiável, eu dou, se não, então até mais.

De repente ele me olha e franze a testa. Sorri, eu também, ele se ajeita de frente pra mim na cadeira e põe as mãos na mesa. Fico nervoso, o que ele vai dizer ou o que quer fazer?

—Agora que penso bem, tem uma coisa que não considerei em tudo o que... o que aconteceu e o que poderia ter acontecido naquele dia... vou te perguntar uma coisa e quero que seja sincero comigo, não vou te criticar de jeito nenhum, mas... responde... Você gosta de paus?

Abro os olhos arregalados, seguro a respiração e ele sorri. Sério que ele me perguntou isso? Fui tão óbvio assim?

—Se for o caso, e digo isso só como um comentário qualquer, você se sentiu mal porque queria experimentar o meu pau em vez de meter na Maria? Não precisa responder se não quiser, é sua vida, são seus pensamentos, você é você, mas... mesmo assim quero saber.

Engulo seco, minhas costas suam, minha cabeça dói um pouco, minhas pernas tremem, mas além disso, meu pau ficou duro com a intensidade do momento. Tantas coisas passam pela minha mente que me surpreende ter considerado tanto em tão pouco tempo. Respiro, suspiro e aceito o que possa vir depois.

—Sim —digo e baixo o olhar. Não quero mais olhar nos olhos dele. Não sei o que fiz, nem mesmo sei se quero estar ali. Acabei de dizer algo que nunca pensei em dizer, e apesar de achar que me sentiria aliviado, me sinto mais pesado.

De repente, vejo que ele se levanta e anda pela cozinha, eu não sei o que fazer. Já quero ir embora. Logo ele para na minha frente e faz com que eu olhe nos olhos dele. O que ele vai fazer?

—Tudo bem, se você está em dúvida, tudo bem...mamadaEle desabotoa a calça e me mostra o pau dele. Me surpreendo, olho nos olhos dele, o que está acontecendo aqui? O que eu disse? O que eu fiz?

—Olha, eu me disse há um tempo que ia parar de fazer isso, mas... eu te conheço, gosto de você, e vejo que você tem algumas dúvidas, então... por que não ajudar um amigo? —pergunta para si mesmo.

—O que você quer dizer?

—Pega, toca, faz o que quiser com ele, menos morder, mas, tira as dúvidas...

—Como você sabe...?

—Só sei, assim como também sei que essa vai ser sua primeira vez tocando no pau de outra pessoa, e acredite, isso já tá me deixando excitado.

—Então... o que eu faço?

—O que você quiser, ontem você viu o que a Maria fez, pode começar por aí...primeira vezEngasgo a seco. Não acredito no que está acontecendo, no que minhas ações desencadearam e em como cheguei aqui. Isso realmente está acontecendo, sério, está acontecendo. Vejo aquele pedaço de carne enorme e imagino o que a Maria fez da última vez, imagino o que ela faz toda vez que o tem na frente. Penso em todos aqueles filmes pornô e no que aquelas atrizes fazem, no que as putas fazem e, depois de alguns segundos, me deixo levar.

Primeiro, seguro ele e suspiro. É grosso, a carne é meio dura, mas também macia, diferente da minha. É sólido, começa a ficar mais ereto e fica duríssimo. Olho nos olhos dele, ele sorri. Toco nas bolas dele, estão macias e suaves. Uma eletricidade percorre meu corpo e não sei como lidar com isso. Tenho um pau nas mãos e não sei o que fazer. E pensando no que fariam nos filmes pornô, me deixo levar e beijo e chupo a cabeça.Chupa o pauOuço ele gemer, suspirar. Sinto um gosto novo no meu paladar, com a língua é diferente do que com as mãos. O cheiro é diferente, até as veias ficam mais marcadas. Olho nos olhos dele, ele não para de sorrir e só balança a cabeça. Então começo pelos ovos. Lambo, ele suspira, chupo e ele geme. Passo meus lábios por eles e saboreio, porra, me excita tanto que meu pau tá quase estourando na calça. Continuo e depois subo com minha língua pelo pau dele até chegar na ponta e começo a lamber e beijar como se fosse um sorvete. Que delícia!

Fico um tempo fazendo isso até que ele agarra minha cabeça. Me diz para aproveitar. Faço tudo que ele manda. E então, quando menos espero, ele me agarra com força e enfia na minha boca.Pau duroEntra e sai da minha boca com suavidade, depois com rapidez. Ele está estuprando minha boca, me agarra com força pela cabeça e me sinto usado. É tão gostoso, tão delicioso que nem percebi quando comecei a me masturbar. Logo, desço da cadeira e fico de joelhos, olhando para o pau dele, ereto e forte, e ele me dá um tapa.

Continuo chupando, masturbando ele com a mão e também com meus lábios enquanto me masturbo por baixo. Não sei quanto tempo passou, não sei quanto tempo ficamos assim, a única coisa que sei é que estou gostando tanto que sinto que vou gozar, e quando menos espero, acontece, mas não só isso, ele me agarra com força pela cabeça e goza na minha boca, explode porra na minha garganta.

Ele tira o pau da minha boca e fica pingando sêmen e saliva, meus lábios estão iguais. Olho para o chão, lá está meu sêmen também.

— Bom, acho que... descobrimos algo novo em você... — ele diz com um sorriso.

Sem saber o que acabou de acontecer, sorrio como um idiota e lambo os lábios. É tão bom que quero fazê-lo explodir de novo. No entanto, me levanto, puxo a calça e me arrumo. Pego uma toalha, limpo o sêmen, lavo o rosto e me sento novamente na cadeira. Ele está como se nada tivesse acontecido.

— O que você achou...?

— Bom... isso foi diferente...

— Gostaria de repetir outro dia, mas desta vez, usando seu cu...?

Abro os olhos como pratos e, em vez de responder, sorrio...

3 comentários - Trastocando los puntos sin retorno...

GIEGUI
Que bueno tener un amigo así de intuitivo