El Momento de Decisión.

O Momento da Decisão

Continuação das minhas outras histórias: "Meu Primeiro Dia" e "A Natureza me Fez Mulher"
Tendo passado pela prova de me mostrar ao mundo como garota, e tendo conhecido o amor pela primeira vez, sentia que dava passos de gigante na minha nova vida como mulher. Era como se eu sempre tivesse tido uma mulher dentro de mim, e embora antes estivesse adormecida, agora tinha acordado guiando minha nova vida.
Nem toda minha vida foi uma série de bons dias e momentos felizes, também vivi noites de angústia e momentos tristes. Digo isso por causa do primeiro amor da minha vida: Michelle. Ainda me lembro de estar nas nuvens, das borboletas no estômago e dos suspiros que senti pela primeira vez quando comecei a sair com aquele loiro de olhos claros. Acho que, como qualquer outra garota da minha idade, me iludi demais, a ponto de ver estrelas e ouvir melodias de amor quando falava ou via meu namorado. Foram três meses de muita ternura, carinho e, claro! também de muitos beijos que foram aumentando de intensidade aos poucos. Tudo parecia tão bom, tão natural, eu sentia um amor tão sincero e tão lindo por ele, algo que eu não queria que acabasse nunca.

Um dia, conversei com minha mãe (já namorando Michelle) para perguntar quando eu poderia ter um namorado. Minha pergunta surpreendeu muito minha mãe. Acho que, depois de me acompanhar no processo da minha transformação, ela já me via como uma filha, mas como uma filha pequena, uma criança, uma bonequinha que ela podia vestir e maquiar, mas não me via como uma adolescente que, se tornando mulher a cada dia, estava cheia de ilusões, sonhos e curiosidade sobre o que a vida tem para mim. Minha mãe, secamente, respondeu: "Não acho que seja apropriado você ter namorado ainda." E eu, como qualquer outra adolescente, fiquei com raiva e fiz a pergunta que todas fazemos na hora: "E por que não, mãe?" Aquela foi uma discussão que foi subindo de tom, cheia de argumentos e desculpas, até chegar a gritos e broncas. Quando estávamos quase no ponto do desespero, minha mãe disse umas palavras tão dolorosas que doeram até a alma: "Você não pode ter namorado porque você não é uma mulher de verdade!" Senti que com aquelas palavras minha mãe me apunhalou pelas costas, depois de tudo que vivemos juntas! Naquele momento, provei o amargo gosto da traição da minha própria mãe. Não disse uma palavra. alguma, deixei minha mãe sozinha e saí correndo de casa. A primeira pessoa que veio à minha mente ao sair foi a Michelle, "ele me ama de verdade", pensei, e fui buscar consolo nos braços dele.

Naquela tarde começou a chover. Entrei num táxi pra me levar até a casa da Michelle. Nem me importei de ir vê-lo sem maquiagem e mal vestida (jeans, tênis e uma blusa branca sem graça). Enquanto isso, no caminho, olhava pela janela do carro as pessoas ao meu redor. Via outras garotas com uma vida normal e simples. "Por quê? Por que foi que eu tive que passar por isso?" eu dizia pra mim mesma por dentro, enquanto lágrimas escorriam dos meus olhos. "Por que Deus quis que eu nascesse homem e agora isso acontece comigo? Por que foi que eu tive que enfrentar essa prova?" continuava me castigando nos meus pensamentos, ao mesmo tempo que comecei a me odiar por ter pinto e ter nascido assim. Só ficava remoendo na minha cabeça o que tinha acabado de acontecer com minha mãe e meus pensamentos. Depois de uns quarenta minutos de sofrimento dentro daquele táxi, finalmente cheguei na casa da Michelle.

Michelle abriu a porta, me viu completamente encharcada e, sem palavras, simplesmente o abracei o mais forte que pude. Michelle não disse nada, adivinhou que algo estava errado e, me consolando, entrei com ele na casa dele. Já estava escurecendo e ninguém estava na casa da Michelle, só ele e eu. Michelle me convidou pra ir ao quarto dele tomar um banho, porque, do jeito que eu estava molhada, ele não queria que eu ficasse doente. Me convidou pra sentar na cama dele e, me passando uma toalha, finalmente me perguntou sobre o que tinha acontecido. Eu não quis contar nada, só queria ficar com ele.

- "Você não vai me dizer o que aconteceu? Tô preocupado com você, meu amor", insistiu Michelle.
- "São coisas que você não entenderia", respondi, "a única coisa que quero saber é: você me ama de verdade?" perguntei enquanto me secava com a toalha que ele me deu.

Michelle não respondeu à minha pergunta; em vez disso, só disse animadamente:
- "Eu estive... Guardando uma surpresa pra você, mas já que cê tá aqui, vou te dar.
Naquela época tinha um grupo americano chamado *NSYNC e todas as menininhas (eu inclusa) eram loucas por aqueles caras e pelas músicas deles. A Michelle sabia que eu gostava deles, então, do nada, ela tirou um rádio-gravador e começou a cantar uma música que, segundo ela, falava de mim:Para a garota que já tem de tudo.(Para a garota que tem tudo), era o título da música. E assim ele começou a cantar a música inteira que Michelle tinha decorado em minha homenagem (aqui está uma parte da letra).Para a garota que já tem tudo.(para a garota que tem tudo)Trago amor pra você.(te trago amor)Porque a mina que tem tudo nunca fica satisfeita.(porque a garota que tem tudo não consegue se satisfazer)Do meu amor(do meu amor)Por que você corre e se esconde? - Diz o que sente por dentro(Por que você corre e se esconde? Fala o que sente por dentro)Garota, você precisa entender(Garota, você tem que entender)Seu coração está seguro em minhas mãos e(que teu coração tá seguro nas minhas mãos e...)Juro que nunca vou quebrar... aihh...(que prometo que nunca vou quebrar)

Ah, aquela música, aquele garoto, aquela tarde! O love da Michelle num segundo me trouxe de volta pra aquele mundo de sonhos, nuvens e mel, naquele momento esqueci tudo que tinha rolado com minha mãe, todo meu rancor, minha frustração e meu ódio. Naquele momento eu caí totalmente apaixonada pela Michelle, igual uma adolescente hipnotizada ou embriagada pelo primeiro love. Naquele momento eu tava disposta a tudo, a contar pra ela por que ela tinha me encontrado chorando na porta da casa dela, a contar o problema com minha mãe, mas principalmente a contar meu maior segredo. Criei coragem, me levantei (ainda meio molhada), mas quando eu tava prestes a abrir a boca pra falar alguma coisa, ela veio na minha direção rapidão, me abraçou com força e me beijou com muita paixão. (Ah, que momento gostoso!). Não consegui abrir minha boca pra falar nada, mas sim pra beijar aqueles lábios tão deliciosos.

O momento foi aumentando de intensidade, ela me empurrou pra cama onde se jogou em cima de mim. Nossos lábios simplesmente não conseguiam se desgrudar, ela começou a acariciar minha cintura e minhas costas, e eu, de barriga pra cima, segurava ela pelas costas e nuca, beijando e mordendo os lábios dela sem nos saciar. Ficamos muito apaixonados por um tempo, até que eu tirei a camiseta dela, queria sentir a pele dela, ter ela bem perto de mim. Michelle, por sua vez, desceu até minha cintura e, levantando um pouco minha blusa, começou a beijar meu umbigo e minha barriga. Aqueles lábios eram tão gostosos! Por um momento fiquei preocupada que a Michelle notasse minha ereção, mas meu pau se acomodou de um jeito que ficou bem escondidinho entre minhas pernas, então não dava pra ver nem sentir nada. Michelle continuou me beijando e acariciando um pouco mais pra cima a cada vez, chegou nas minhas costelas, me dando beijos e mordidinhas suaves. As mãos dela, que tinham ficado nas minhas costas, começaram a subir um pouco mais. Finalmente, Michelle não aguentou mais, me fez sentar na cama e, de um puxão, tirou a blusa que eu tava usando (puxou com tanta força que...). força que a rasgou) só pra perceber que eu não tava de sutiã naquela tarde (com a pressa, esqueci de colocar um). Então lá estavam meus peitos virgens e eretos na frente dos olhos da Michelle, que tava tão apaixonado e excitado que, um segundo depois de admirá-los, começou a tocá-los, a beijá-los e a continuar as carícias neles. Essa sim foi uma experiência! Aquelas carícias e beijos, os primeiros nos meus peitos, me deixaram a mil, eu gemia com muita força!, nunca tinha sentido tanto prazer no meu corpo, percebi que meus peitos eram super sensíveis àquelas carícias, acho que quase gozei de tanto prazer que sentia neles. Aquele Michelle tímido já tinha se transformado num homem que sabia o que queria, enquanto eu, centímetro por centímetro da minha pele, ia me tornando a mulher dele, a garota dele.

Depois de se saciar (e de me saciar) com meus peitos, a Michelle voltou pros meus lábios, acho que tanto gemido assustou a Michelle de medo de eu assustar os vizinhos. Continuamos nos beijando apaixonadamente por uns segundos até que de repente a campainha tocou. Na hora, a gente se separou na mesma hora, a Michelle pulou de cima de mim, vestiu a camiseta na hora e falou: "Fica aqui, vou ver quem é." Eu tava deitada, exausta do prazer que tinha acabado de sentir, pensando que a gente ia continuar a noite toda sem parar, quando pelo corredor ouvi a voz da minha mãe: "Eu sei que a Cary tá aqui, fala pra ela vir comigo, por favor" — ela disse pra Michelle. Na hora, pulei de pânico, vesti a primeira camiseta que achei (uma verde), porque a que eu tava usando tinha rasgado, e saí pra ver minha mãe.

— Despede do teu amigo, Cary, vamos pra casa. — Minha mãe me ordenou. Eu, já tão cansada de chorar, me irritar e odiar, e depois de tudo que tinha rolado na casa da Michelle, não discuti e respondi com um tédio seco: "Já vou..." Minha mãe foi pro carro, enquanto eu, na Porta, eu e a Michelle nos despedimos.
— "Preciso confessar uma coisa pra você" — a Michelle me disse...
— "Eu também preciso confessar uma coisa pra você" — respondi. Mas fala você primeiro, insisti.
— "Quando você chegou na minha casa toda encharcada, me excitou muito, ainda mais porque eu podia ver seus peitos gostosos e os biquinhos aparecendo por aquela camiseta molhada. Não consegui resistir à tentação de beijá-los e mordê-los, são muito gostosos e saborosos" — ela disse quase sussurrando no meu ouvido.
— "Você gosta deles?" — perguntei toda provocante.
— "Adoro!" — respondeu com cara de menino safado. "E qual é a sua confissão?" — continuou ele.
— "Depois te conto" — respondi de forma cortante, já que minha mãe estava mostrando desespero no carro.
— "Te amo" — ele se despediu docemente com um beijo na bochecha.
— "Eu também te amo" — respondi.

Entrei no carro com minha mãe, que já estava se desesperando com a cena de amor entre eu e a Michelle. Já dentro do carro e prestes a arrancar de volta pra casa, minha mãe me perguntou:
— Você não saiu de casa com uma blusa branca? — disse em tom de cobrança.
Ao que respondi sarcasticamente:
— "Sim, é isso mesmo, você me viu sair com uma blusa branca"

Que dia!
Não esquece de comentar ou me escrever....

Beijos.

3 comentários - El Momento de Decisión.

😬 wow! que lindo van los relatos! recomendado!
excelente, muchas gracias por compartir, muy buena historia 😉

El Momento de Decisión.
Me encantó la historia y doy todos mis sentimientos, por las PERSONAS que luchan por su amor. Vos y Michelle. Llorá, senti....no tengas vergüenza. En definitiva todos somos y tenemos la potestad de elegir que queremos ser y como ser. Y si somos felices, dale para adelante...!! Y si serias de Buenos Aires, Argentina, te invitaria a salir sin dudarlo. Humildemente, te dejo mis puntos del dia.