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Compêndio III46: REVISÃO EXECUTIVA (Parte II)
- Então... Quer um quarto? - perguntei de forma provocante, roçando com o polegar a cavidade da garganta dela, onde o pulso vibrava como um pássaro engaiolado.Os dedos de Cristina se enroscaram no meu pescoço, as unhas marcando meias-luas na minha pele através do tecido. O cheiro dela (jasmim) inundou o carro. Ela rompeu o beijo com um som molhado, a respiração ofegante.
• Você é insuportável! - murmurou, mas os quadris se arquearam levemente contra o câmbio.
A chuva desenhava padrões hipnóticos no para-brisa. Um poste piscou sobre nós, iluminando o rosto dela em luz fragmentada: o corte afiado da maçã do rosto, o brilho do lábio inferior.
O Hyatt de Melbourne estava descartado: aquele era território do Reginald, e a última coisa que eu precisava era que a Celeste me visse atravessando o saguão com a mão de Cristina enfiada possessivamente no meu bolso de trás.
No lugar disso, virei a caminhonete pro meu refúgio de sempre: um hotel de categoria média, longe o bastante do centro pra que os espiões corporativos não nos reconhecessem, mas perto o suficiente pra que os lençóis estivessem sempre fresquinhos.Grayson, o gerente, me dava acesso total. Durante a pandemia, fui um dos clientes fiéis dele. As portas giratórias do hotel soltaram uma lufada de ar condicionado quando entrei: seco e com um leve cheiro cítrico, disfarçando o almíscar por baixo do carpete velho. O salto da Cristina prendeu um instante na fresta entre os azulejos, o peso dela inclinando pra frente até minha mão disparar pra segurar o quadril dela. A respiração dela prendeu, quente contra meu pescoço.
Grayson ergueu o olhar de trás do balcão de mármore, o rosto enrugado se abrindo num sorriso.> Sr. Marco! Que prazer te ver! A sua hospedagem de sempre, senhor? — Os olhos dele escorregaram pelo decote da Cristina, depois voltaram pra mim com uma piscada cúmplice.
As unhas da Cristina cravaram no meu bíceps.
•Habitual- sibilou entre os dentes.
Entreguei meu cartão pro Grayson. - Confio em você, Grayson. O que tiver disponível.
> Fico feliz em ouvir isso, senhor! — Ele passou o cartão magnético no balcão.
O plástico estava morno da palma dele, levemente deformado por ter sido pressionado contra alguma superfície escondida atrás da mesa. Guardei sem olhar o número do quarto.
O elevador cheirava a perfume rançoso e antisséptico: alguém tinha tentado disfarçar as indiscrições da noite anterior com limpador industrial. Cristina se apoiou na parede de espelhos, o reflexo dela rachado por uma trinca em forma de teia de aranha. Ela cruzou os braços sob os peitos, aumentando o volume do decote já bem marcado.
• Você tem umaquarto de sempre… - exclamou com um tom seco. Não como uma pergunta, mas como uma acusação.
- Sim.
O elevador deu um tranco ao subir. Os peitos dela balançaram de leve com o movimento… um pêndulo hipnótico sob a seda fina da blusa dela.- Quê? Ainda acha que sou um marido leal e fiel depois que transei com a Maddie, sua assistente pessoal Ingrid, e a chefe de programação do seu departamento, a Cassidy, na sua frente no meu escritório? - Girei o cartão magnético entre os dedos como um truque de mágico. - Pelo amor de Deus!
• Não… mas… - Ela levantou a mão e suspirou…
O mesmo gesto irritado que usava nas reuniões quando o Horatio sugeria outra medida absurda de corte de gastos. As luzes do elevador piscaram, projetando sombras tortas nas clavículas dela.
• Me faz pensar em quantas mulheres você já trouxe pra cá.
As portas se abriram com umdingque soava suspeitosamente como uma caixa registradora. O carpete do corredor engoliu nossos passos por completo, suas fibras bordô desgastadas por uma década de encontros ilícitos. O salto de Cristina prendeu num fio solto, e ela tropeçou de novo… dessa vez pressionando o corpo dela deliberadamente contra o meu. O calor dela atravessou minha camisa, marcando em mim o contorno das cadeiras dela.
Com o cartão magnético na mão, parei na porta. - Última chance pra cair fora!
A risada da Cristina foi uma adaga envolta em seda.
- Qual é! Como se você fosse me deixar na mão!
Os dedos dela percorreram a costura da minha calça enquanto a fechadura apitava em verde… um som igualzinho ao de uma máquina caça-níqueis pagando o prêmio.
O interior do quarto estava impecável. Mesmo sendo um infiel de carteirinha e a Marisol adorando ser uma corna consentida, trato as mulheres com estilo.
O lugar do Grayson é um hotel funcional que realmente recebe hóspedes e visitantes. Mas cada quarto é um universo próprio: uma sala com sofás que cheiravam levemente a sabão de montaria, uma cozinha equipada com bebidas e petiscos, um banheiro com pisos de mármore ainda fumegantes da esterilização recente. A porta do quarto estava entreaberta, revelando uma cama king-size com os cantos ajustados como num quartel, seu edredom da cor de céus nublados.• Tô... surpresa! - exclamou Cristina, deslumbrada com o ambiente.
Os dedos dela percorreram o encosto do sofá de couro, parando nas costuras como se contasse os pontos dos meus segredos. Ela me estudava com aqueles olhos escuros que sempre viam demais.
- Quê? Achou que eu te levaria pra um motel vagabundo? Qualé!
Abri uma garrafa de suco gelado (romã, o favorito dela) e observei as pupilas dela dilatarem levemente ao recebê-la.
- Você tem classe!
A mentira saiu mais suave que a condensação escorrendo pelo vidro. Peguei uma garrafa de suco de pêssego, meu favorito, e fechei a minigeladeira.
Sentamos na sala e bebemos. Embora quiséssemos testar a cama, também precisávamos descansar um pouco. O refrigerante chiou quando Cristina abriu a lata. O som cortou o zumbido silencioso do quarto… a grade do ar-condicionado sussurrando sobre nós, o barulho distante da cidade abafado pelas cortinas grossas. Ela deu um gole, a garganta se movendo, depois largou a lata com um clink suave na mesa de vidro. A condensação se acumulou embaixo, escurecendo o veio da madeira.
• Sabe? – ela disse num tom animado, passando um dedo na borda. – Ainda não consigo acreditar que você convenceu a Edith a fazer uma viagem de carro.Eu sorri, me recostando no sofá macio. O couro rangeu sob meu peso.
– Ela já estava quase decidida. Só precisava de alguém pra dar o empurrãozinho certo.
O olhar da Cristina desviou pra porta do quarto… entreaberta, a cama king-size mal aparecendo na penumbra. O salto dela bateu na perna da mesa.
– E você, hein?nósQual é anossaDesculpa?
O gelo do meu suco estalou quando mexi o copo.
- Será que alguma vez a gente precisou de uma?
Ela não respondeu. Em vez disso, se levantou de repente, a saia subindo pelas coxas enquanto passava por cima da mesa de centro... de propósito devagar, o salto roçando meu joelho. O cheiro do perfume dela ficou mais forte, como tinta derramada em papel caro. A sombra dela se espalhou pelo tapete, alongada pelo ângulo do abajur, até se misturar com a minha num emaranhado de membros e intenções.
- Você é impossível! – murmurou fingindo irritação, mas os dedos dela já trabalhavam nos botões do paletó com a mesma eficiência implacável que usava para derrubar firewalls.
O tecido se abriu, revelando um lampejo de seda com renda por baixo... preta como uma sala de servidores à meia-noite.
Segurei o pulso dela de leve, sentindo a pulsação disparar debaixo do meu polegar: rápida como um coelho e quente. Cristina congelou no meio do botão, a sobrancelha se erguendo naquele desafio corporativo de sempre.
- Algum problema? – perguntou, a voz pingando indiferença falsa. A borda do sutiã de renda aparecia pelo paletó aberto, seda preta contra pele morena.
- Só... – Meu aperto deslizou até o cotovelo dela, guiando em vez de puxar enquanto a trazia para o meu colo. Ela caiu com umufIndigno, a bunda dela se acomodou contra minhas coxas de um jeito que fez o sofá de couro chiar de protesto. — Deixa eu curtir essa parte primeiro.
Cristina bufou, mas os quadris dela se mexeram de leve, testando minha excitação.
• Qual parte? A de falar? – perguntou confusa.- Sim.
Minha outra mão subiu pela perna dela coberta pela meia, encontrando a parte de cima de renda da liga. A respiração dela prendeu...
- A gente nunca conversa. Nas reuniões, você quase rosna pra mim. Quando nos vemos no meu escritório, só transamos. Então me conta algo sincero.
Ela hesitou. O ar-condicionado zumbiu. Uma sirene tocou em algum lugar distante, sumindo na noite. Lá fora, o horizonte de Melbourne brilhava através das cortinas entreabertas: torres corporativas frias nos observando como chaperões irritados. Os dedos de Cristina se apertaram contra meu peito, as unhas enganchando num fio solto da minha camisa. Quando finalmente falou, a voz dela era mais baixa do que eu jamais tinha ouvido.
- Senti falta disso! – admitiu por fim, voz baixa. – Não só do sexo. Do jeito que...você atuaA ponta do dedo dela desenhou a borda da latinha de suco: círculos lentos e cuidadosos que deixavam o suor manchando o alumínio como segredos pela metade.
Eu ri, mordiscando o lóbulo dela. O cheiro do shampoo dela (alguma coisa cara e herbal) se misturou com o gosto azedo da romã no hálito dela.
— Mentirosa! Você sentiu falta da minha boca!
Meus dentes roçaram a pele sensível debaixo da orelha dela, onde o pulso vibrava igual passarinho preso.
Ela tremeu, as unhas cravando no meu ombro por cima da camisa.
•As duas coisasAs palavras saíram truncadas, a dicção impecável dela se desmanchando enquanto minha mão subia por baixo da saia, encontrando a pele quente da coxa. A renda da liga arranhou meus dedos… propositalmente áspera, do jeitinho que ela gosta.
A porta do quarto rangeu quando uma corrente de ar a moveu… no meio do caminho entre convite e acusação. A cama esperava como uma cúmplice paciente, o edredom esticado com precisão militar, os travesseiros fofos como observadores silenciosos. Nós a rodeamos como generais rivais inspecionando um campo de batalha, nos livrando da armadura do dia, peça por peça.
A jaqueta de Cristina escorregou dos ombros dela com um sussurro de seda contra a pele, amontoando-se aos pés dela como uma fantasia descartada. Ela enganchou um salto com os dedos do pé, depois o outro, deixando-os cair com baques surdos que vibraram pelas tábuas do assoalho. A luz do abajur pegou a concavidade úmida da garganta dela enquanto ela alcançava atrás das costas, os dedos lutando com o fecho do sutiã: uma hesitação incomum que fez meus próprios dedos pararem na fivela do meu cinto.Joguei minha camisa numa poltrona, garantindo que não amassasse demais. A tempestade lá fora pintava sombras rachadas por relâmpagos sobre o torso de Cristina enquanto as alças do sutiã deslizavam pelos braços dela, soltando-se com umestaloSensual. Por um instante suspensa, ela ficou ali… recortada pelo brilho da cidade através do vidro manchado de chuva… seus peitos pesados e desafiadores, os mamilos eriçados pelo frio do ar ou pela antecipação.
- Tá gostando do que vê? - ela provocou, mas a voz tremeu levemente… o mesmo sinal que dava durante negociações na sala de reuniões quando as projeções trimestrais não batiam.
A grade do ar-condicionado acima de nós chiou, mandando um calafrio pela pele exposta dela que não tinha nada a ver com a temperatura.Avancei, as fibras do carpete picando meus pés descalços como eletricidade estática.
— Tá nervosa!
Minha sombra engoliu a dela na parede do quarto, nossas silhuetas se fundindo numa paródia grotesca de negociações corporativas fracassadas.
A risada dela foi frágil… o som de taças de champanhe se estilhaçando contra mármore.
• Não se iluda! – protestou, melosa e sensual.
(Don’t flatter yourself!)
Mas os dedos dela tremeram ao se prender no cinto da minha calça, as unhas francesas enganchando um fio solto. O cheiro dela envolveu nós dois…
Meus nós dos dedos traçaram a curva do quadril dela (devagar, saboreando), sentindo o calor sob a pele enquanto os arrepios explodiam por onde eu passava.- Primeira vez numa cama de verdade comigo e você tá…Cala a boca.! — Ela me interrompeu. Por uns segundos, me lembrou a minha Pamela, minhaAmazona espanhola— prima da Marisol e mãe do meu segundo filho fora do casamento, Adrián.
Os dedos de Cristina se fecharam em volta da fivela do meu cinto com a mesma eficiência implacável que ela usava para calar estagiários incompetentes. O metal cravou na minha barriga quando ela me puxou para perto, a respiração dela falhando quando a linha dura da minha ereção pressionou a coxa dela. O cheiro dela inundou meus sentidos.
O colchão rangeu quando a empurrei sobre ele, as molas reclamando quando ela caiu com um pulinho. O cabelo dela se espalhou pelo travesseiro como tinta derramada, seda preta sobre algodão branco. Me ajoelhei entre as pernas dela, meus dedos enganchando na parte de cima de renda da meia dela. O nylon sibilou enquanto eu deslizava ela para baixo (um centímetro agonizante de cada vez), revelando a pele arrepiada embaixo. O peito de Cristina subiu bruscamente, os mamilos dela eriçados a ponto de doer.
Cristina arqueou as costas quando minha boca encontrou a parte interna do joelho dela. A panturrilha dela se tensionou debaixo da minha língua… um cabo prestes a arrebentar.
•PorraA palavra se dissolveu numa exalação trêmula de prazer enquanto eu traçava as delicadas veias azuis atrás do joelho dela com meus lábios, provando sal e o rastro do creme matinal dela.
A chuva se intensificou lá fora, batendo no vidro em rajadas erráticas que ecoavam a respiração dela. Um alarme de carro tocou a três quarteirões de distância (imaginei o BMW de algum executivo reclamando da tempestade) e parou abruptamente no meio do grito, deixando só o som molhado da minha língua na pele dela e as unhas de Cristina marcando linhas paralelas nos meus ombros.
Puxei a calcinha dela pra baixo com os dentes, a renda preta enganchando um instante na ponta do meu canino antes de ceder com um sussurro de elástico. Ela gemeu, as coxas se apertando em volta da minha cabeça como um torno, o calor dela irradiando através do tecido fino ainda enroscado no tornozelo. O cheiro dela aqui era avassalador: almiscarado e doce, como fruta madura deixada ao sol, com um tom mais escuro, terroso, que fazia meu pulso martelar nas têmporas.
- Sabe que é gostosa! - murmurei contra a pele dela, arrastando meus lábios pela renda molhada ainda enroscada no tornozelo dela.Ela agarrou um punhado do meu cabelo, puxando o suficiente pra fazer meu couro cabeludo arder.
•Fala menos.! ¡Me lambe!
(Fala menos! Lambe mais!)
As coxas dela se fecharam mais forte em volta da minha cabeça, os músculos se contraindo como se quisessem me esmagar.
Eu ri, minha respiração roçando as dobras dela.
—Me obriga! - Eu a provoquei, minha língua saindo pra traçar a linha dela (devagar, provocante) só o suficiente pra fazer os quadris dela pularem do colchão.
A primeira lambida fez ela se arquear como um cabo eletrificado. Os lençóis amassaram nos punhos dela, o tecido rasgando audivelmente sob as unhas. Lá embaixo, o elevador tocou… um timbre alegre que contrastava com a respiração ofegante da Cristina. Alguém riu no corredor, o som abafado pela porta. Uma porta bateu. A máquina de gelo roncou em algum lugar do corredor.O gemido da Cristina foi abafado pelo travesseiro que ela enfiou na boca: o mesmo travesseiro que ainda cheirava levemente a detergente de hotel e ao perfume de outra pessoa. As coxas dela tremeram como servidores sobrecarregados prestes a colapsar enquanto minha língua traçava círculos lentos e cuidadosos, saboreando o gosto salgado-doce da excitação dela. O travesseiro só abafava o volume, não a desesperação; os gemidos vibravam através do tecido como código Morse. Os dedos dela se apertaram no meu cabelo: não guiando, só se agarrando como se eu fosse a única âncora no mundo de algoritmos sobrecarregados dela.
• Você é bom nisso! - As palavras escaparam entre ofegos, o sotaque australiano dela engrossando a cada sílaba.
Eu sabia. Pratico todo sábado de manhã com a buceta da Marisol enquanto as meninas dormem antes de pedir café da manhã: nossa pequena rotina conjugal tão previsível quanto o sorriso debochado dela quando eu chegava em casa com perfume de outra mulher.
Um relâmpago iluminou o quarto, clareando tudo por um instante… só o suficiente pra ver o momento exato em que o autocontrole da Cristina quebrou. As costas dela arquearam pra fora do colchão, o travesseiro caindo no chão enquanto a boca dela se abria.• Marco…!
Meu nome quebrou no meio da sílaba, a precisão corporativa dela destruída pelo orgasmo que a atravessava. A tempestade lá fora refletiu o clímax dela; a chuva batia nos vidros com força suficiente pra fazer as garrafas do frigobar vibrarem enquanto o trovão sacudia a estrutura do prédio.
As coxas dela ainda tremiam quando eu me arrastei por cima do corpo dela, minha ereção roçando a coxa interna dela… quente, insistente. Cristina prendeu a respiração enquanto eu me debruçava sobre ela, os peitões enormes subindo e descendo a cada respiração ofegante, os bicos eretos e rosados. Eram irresistíveis, balançando de leve com as sequelas do clímax dela, e eu deixei meu rosto ser atraído como um planeta em órbita.
• Por favor! - ela sussurrou, os dedos se enroscando no meu cabelo. -Seja gentil.!
Não foi um pedido por moderação, nem uma ordem para parar… só um pedido de cuidado. Seus quadris se ergueram um pouco, me convidando…Avancei devagar, saboreando como o corpo dela cedia e resistia ao mesmo tempo. A buceta dela ainda pulsava do orgasmo, molhada e apertada, e Cristina soltou um gemido baixinho e trêmulo que vibrou contra minha clavícula. As unhas dela arranharam minhas costas, deixando rastros de calor por onde passavam.
• Sabe? – murmurou devagar, a respiração falhando quando cheguei até o fundo dentro dela, preenchendo ela por completo. – Anos atrás, a Maddie e eu queríamos te comer…
A confissão dela saiu entre ofegos, os quadris se movendo levemente pra tomar mais de mim…
• A gente fazia apostas sobre qual de nós duas ia te ter primeiro. – Uma risada escapou dela, sem fôlego e crua. – Ela jurava que ia te ter dobrado sobre sua mesa antes do fim do terceiro trimestre.
– Sério? – perguntei, me movendo devagar dentro dela.
• Sim! Você era tão misterioso! Em toda festa corporativa, você sumia com sua esposa pra transar no seu escritório. A Madeleine e eu estávamos verdes de inveja… – Ela compartilhou com uma risadinha.
O colchão rangeu sob nosso peso enquanto as pernas da Cristina se enrolavam na minha cintura, as panturrilhas apertando a parte de baixo das minhas costas. Eu me movia dentro dela com uma lentidão delicada.- Tão verde assim pra tramar alguma coisa? - sussurrei contra a clavícula dela, saboreando o amargor leve do perfume misturado com suor.
Ela soltou uma risada que virou um gemido quando me inclinei mais fundo.
- Maddie…Ahh!... queriapegar eles no flagra— Eu disse que isso seria patético. — As unhas dela marcaram minha coluna enquanto seus quadris se erguiam pra encontrar minha próxima estocada. A cabeceira batia na parede no ritmo da nossa respiração.
O abajur da mesa de cabeceira projetava sombras trêmulas… os peitos dela balançando a cada movimento, a covinha da garganta brilhando. Uma gota de suor escorreu pela minha têmpora e caiu entre as clavículas dela.
— Então o que vocês fizeram? — perguntei, diminuindo o ritmo o bastante pra fazê-la gemer.
A respiração da Cristina falhou quando eu me retirei quase por completo.
•Ahh! - gemeu entre dentes apertados. - O que a gente podia fazer?... você simplesmente nos ignorava... então eu e a Madeleine... começamos a brincar juntas.Eu ri com safadeza, empurrando minha bunda pra frente com força suficiente pra fazer ela gritar.
- Suas vadias!
(Naughty girls!)
• A gente não tinha...ahh... ideia de que...nghh... ia dar merda! – gemeu num delicioso gemido, arqueando-se debaixo de mim. Os lençóis estavam molhados onde suas costas afundavam neles. – Nunca soubemos…ai, caralho!... que a sua própria esposa…Ahh!... tinha nos pegado com a boca na botija!
Eu não conhecia esse lado da história. Custava acreditar.O relato da MarisolSobre duas mulheres se esfregando em mim no banheiro, porque a Maddie e a Cristina são... bem... tipo atrizes pornô de terno executivo. Eu beijei a frustração dos lábios delas. A língua dela estava quente e insistente. O gosto dela (refrigerante e batom) inundou meus sentidos.A chuva lá fora tinha diminuído para um murmúrio contra os vidros quando os dedos da Cristina de repente se cravaram nos meus ombros. As coxas dela se fecharam em volta de mim como um torno (sem guiar, só se agarrando) enquanto a respiração dela falhava contra minha clavícula. O relógio digital marcava 6:49PM, seu brilho fraco pegando o buraco suado da garganta dela.
•Não para! - arquejou Cristina, sua voz rouca e desconhecida.
A precisão corporativa tinha sumido das sílabas dela horas atrás. As cadeiras dela se arquearam pra cima, encontrando minha próxima estocada com um chapinhado molhado que ecoou contra os azulejos de mármore do banheiro. A cabeceira reclamou de novo, espalhando outra chuva de lascas de tinta sobre o criado-mudo. Uma caiu na latinha de suco abandonada dela com umplinkquase inaudível. Em algum momento, o sutiã dela tinha escorregado até os cotovelos, as tiras de renda cravando nos bíceps dela enquanto ela se arqueava debaixo de mim. A luz do abajur pegou as estrias na parte de baixo dos peitos dela: linhas prateadas que ela geralmente escondia debaixo de blazers estruturados. Passei a língua por uma delas, sentindo o gosto de sal e o rastro do perfume de jasmim dela, e senti o tremor dela da cabeça aos pés.
No fim do corredor, um elevador apitou… três campainhas alegres que colidiram com o gemido abafado da Cristina. Ela agarrou os lençóis com uma mão enquanto a outra procurava apoio nas minhas costas escorregadias de suor, a manicure francesa dela deixando meias-luas na minha pele.
• ¡Estou perto.! - advertiu, ou talvez ameaçou, a voz dela se desfiando como corda gasta.
Eu diminuí de propósito, quase me retirando por completo, observando o rosto dela se contrair em protesto.
- Ainda não.
Meus lábios roçaram a orelha dela enquanto as coxas dela se fechavam em volta do meu quadril em represália. A tempestade tinha ido embora pra baía, deixando o quarto carregado de umidade e o cheiro de sexo… almiscarado e enjoativo, como fruta deixada pra fermentar no sol.
• Marco!... - a voz dela quebrou quando meu polegar encontrou o clitóris dela, se movendo no ritmo do meu quadril. -Porra… porra…O abajur da mesa de cabeceira piscou uma vez, projetando sombras tortas no torso dela… os peitos balançando a cada estocada interrompida, as alças de renda do sutiã cravando nos ombros dela. Uma sirene de carro tocou seis andares abaixo, o som abafado pelos vidros embaçados de chuva. O calcanhar da Cristina se enganchou atrás do meu joelho, me puxando de volta pra ela com um squish molhado que ecoou contra os azulejos de mármore do banheiro.
As costas dela arquearam pra fora do colchão, os lençóis rasgando debaixo das unhas enquanto ela gozava com um som que era metade soluço, metade grito. Eu vi a garganta dela se mexer enquanto ela gemia, os tendões se destacando nítidos. Os bicos dos peitos dela roçaram no meu peito a cada movimento, durinhos e sensíveis.
O som da sirene se dissolveu em estática além das janelas térmicas do hotel, o gemido de três notas dela engolido pela tempestade bem na hora que o terceiro orgasmo da Cristina atingiu o pico. As omoplatas dela pressionaram o colchão de novo, o corpo inteiro tremendo igual corda de violão vibrando: super estimulada, mas ainda vibrando com prazer residual. O suor brilhava nas clavículas dela, se acumulando no vale entre os peitos onde meu polegar agora fazia círculos delicados.
• Tô perto! – ela ofegou, implorando, os quadris hesitando. -Não para! … ¡Por favor.Claro, aqui está a tradução para o português brasileiro:
!
Não parei (não poderia ter parado, mesmo se quisesse) e o mundo se reduziu ao calor molhado dela ao meu redor, o chapinhar rítmico de pele contra pele abafando o zumbido ambiente do hotel. O quarto orgasmo de Cristina chegou antes que o terceiro tivesse terminado, esse mais profundo, percorrendo-a como tremores sísmicos que fizeram seus dedos se enroscarem contra minhas panturrilhas. Suas unhas cavaram meias-luas nos meus ombros enquanto ela gemia meu nome como uma acusação, a voz dela irreconhecivelmente gasta.Continuei empurrando, mais forte, mais fundo. Os peitos dela balançavam freneticamente. Embora em algum momento Cristina pudesse ter sido uma gostosa, acho que pouca gente a tinha visto tão extasiada durante o sexo. O quinto clímax dela foi brutal: esse foi mais agudo, mais brilhante, o corpo dela arqueando com tanta violência que as omoplatas dela se ergueram completamente do colchão. O som que ela fez foi cru, quase ferido, como se tivesse sido arrancado do peito dela.
• Marco!
Os dedos dela arranharam os lençóis, torcendo o tecido em nós. As veias do pescoço dela saltavam como cabos.
Podia sentir as pulsações dela ao meu redor, o aperto rítmico dos músculos internos me puxando mais fundo. O ar cheirava a sexo e suor, o toque cítrico do perfume dela abafado pelo almíscar dos nossos corpos. A tempestade lá fora tinha acalmado, deixando o quarto carregado de umidade e o som da respiração ofegante da Cristina… inspirações cortadas interrompidas por gemidos suaves e quebrados quando eu movia minha cintura no ângulo certo.O abajur da mesa de cabeceira piscou umas duas vezes, projetando sombras recortadas no rosto da Cristina. Os lábios entreabertos dela ofegavam em respirações rasas. Uma mecha de cabelo grudava na testa úmida dela, escura como tinta contra a pele avermelhada. A rímel tinha borrado, deixando manchas sutis de carvão embaixo dos olhos que a faziam parecer quase vulnerável: bem longe da chefe de TI afiada como navalha que uma vez ameaçou formatar meus discos rígidos com um sorriso.
Lá fora, a chuva tinha diminuído pra uma garoa. A água pingava dos beirais num ritmo constante.plim-plim-plimcontra o parapeito. Uma porta de carro bateu no estacionamento, seguida pelo murmúrio distante de vozes… alguma reunião noturna se desfazendo em risadas bêbadas. O relógio digital na mesinha marcava 7:12 PM, seu brilho fraco iluminando o buraco suado da garganta de Cristina quando ela engoliu com força.
As pernas de Cristina tremeram quando mudei de posição, erguendo os quadris dela mais alto. O novo ângulo arrancou um gemido da garganta dela… que se transformou num lamento quando empurrei de novo pra dentro. As mãos dela buscaram apoio, cravando nos meus antebraços com força suficiente pra deixar meias-luas.
• Não…ahh…para! - ela ofegou, a voz dela toda trêmula.Os peitos dela balançavam a cada movimento, a luz do abajur pegando o brilho do suor entre eles.
• Você…ahhh.. nem tá nem perto, cê tá ligado? — ela perguntou ofegante, a voz rouca e desesperada ao mesmo tempo.
(You’re… ahh… not even… close… right?)
Eu sorri, mexendo minha bunda num círculo lento e deliberado que fez os dedos dela se enroscarem nos lençóis molhados.
— Nem um pouco. — A admissão saiu mais áspera do que eu planejei, minhas cordas vocais arranhadas pelas unhas da Cristina, que agora cavavam rios nas minhas costas.
Ela gemeu, a cabeça caindo no travesseiro com força suficiente pra soltar uma pena que flutuou entre nós como bandeira de rendição.
•Porra...!
Os dedos dela torciam os lençóis (aqueles mesmos que ela tinha ridicularizado antes pela contagem de fios) agora rasgados onde o desespero tinha vencido. A respiração da Cristina prendeu quando eu me afastei de repente. A luz fraca do abajur pegou a curva suada dos peitos dela, a tensão nos ombros quando minha palma deslizou pra agarrar o quadril dela. A pele dela cheirava a sal e sabonete de hotel agora (aquele cheiro genérico de lavanda que enfiam em cada ventilação), mas por baixo disso ainda tinha o almíscar do sexo, dela.
O elevador apitou de novo lá fora, mais perto dessa vez. O relógio digital mudou pras 7:17 PM. Os dedos da Cristina se torceram nos lençóis enquanto eu entrava nela com tudo, o gemido abafado engolido pelo travesseiro que ela tinha puxado sobre o rosto. O ângulo era mais fundo agora, o corpo dela cedendo de um jeito que fazia os peitos tremerem contra meu peito. Eu vi ela abrir as pernas, vi os lábios dela se morderem até ficarem vermelhos, o rosto dela fazendo uma súplica silenciosa pra cabeceira da cama, enquanto as mãos dela me agarravam com gana por cima dos ombros.
A primeira investida arrancou o ar dos pulmões dela. Seus dedos buscaram desesperadamente a cabeceira, os nós dos dedos ficando brancos enquanto se apoiava. A madeira rangeu sob seu aperto (mogno de verdade, não essa merda de aglomerado) e por um instante me perguntei se o Grayson ia me cobrar pelos danos. Aí a Cristina arqueou as costas feito um arco e todo pensamento coerente se evaporou.Mais forte- exigiu, a palavra quase sufocada pela estocada.A ordem não tinha a precisão habitual de sala de reuniões: gutural, esfarrapada, mais súplica do que comando.
Aceitei. A estrutura da cama bateu forte na parede agora, opaff-paff-paffrítmico interrompido pelos gemidos abafados da Cristina. O espelho sobre a penteadeira vibrava a cada impacto, refletindo a destruição da compostura dela: cabelo colado na testa suada, lábios mordidos até sangrar, os tendões do pescoço marcados com crueza. Um tubo de batom rolou da mesinha e caiu no tapete com um baque.thumpsurdo.No final do corredor, uma porta se abriu… sem dúvida alguém espiando pra ver a bagunça. Não tava nem aí. Nem a Cristina, pelo jeito que ela se esfregava em mim. O quadril dela encontrava cada estocada com força violenta, a bunda dela ficando vermelha onde meus dedos cravavam. A tempestade tinha passado lá fora, mas o quarto ainda cheirava a ozônio e sexo, o ar-condicionado lutando contra o calor que a gente gerava.
O terceiro orgasmo dela chegou sorrateiro, depois a devastou de uma vez. O corpo inteiro de Cristina se tensionou, as costas arqueando como um arco até os tendões do pescoço ficarem marcados sob a pele suada. Ela gozou com um grito silencioso (boca aberta, mas sem ar) antes de desabar sobre os antebraços, as omoplatas tremendo como asas quebradas. Só então eu me soltei, meu próprio clímax vindo como um trem desgovernado. Meus dedos cravaram na pele das covinhas do quadril dela com força suficiente pra deixar hematomas em forma de meia-lua enquanto eu gozava dentro dela com um gemido que vibrou do diafragma até os dentes. Por onze segundos (contados pelo brilho implacável do relógio digital), os únicos sons foram nossa respiração ofegante e ogoteja-goteja-gotejaO ritmo irregular da água escorrendo do corrimão da varanda lá fora. A tempestade tinha passado, deixando o quarto carregado de umidade e o cheiro do sexo: almiscarado e enjoativo, como pêssegos maduros demais no sol. Cristina se jogou exausta no colchão com um gemido abafado, os braços e pernas abertos como uma estrela-do-mar encalhada em lençóis de algodão.Ah, merda!...Ah, merda! - resmungou atrás da minha orelha, me abraçando como se eu fosse um salva-vidas ou o bichinho de pelúcia favorito da infância dele, o sotaque australiano ficando mais carregado com o cansaço.
Uma única gota de suor escorreu do queixo dela até o pescoço antes de sumir no lençol molhado.Eu a abracei pela cintura, bufando, meu coração martelando nos ouvidos como uma bateria se afastando na distância, os peitos deliciosos dela se enterrando nas minhas costelas. O ventilador de teto girava devagar lá em cima, as pás cortando o ar úmido em lufadas desiguais que arrepiaram os pelos do meu antebraço.
A respiração da Cristina acalmou primeiro... os ofegos superficiais cedendo a inspirações profundas que faziam os peitos dela subirem e descerem contra o edredom amassado. A mão direita dela se moveu na minha direção às cegas, os dedos roçando minha coxa em reconhecimento silencioso antes de se retirarem como uma maré recuando da praia.
O relógio marcou 7:27 PM.
Em algum lugar do prédio, um telefone tocou. O som era fraco, quase inaudível através das paredes, mas o suficiente para fazer a Cristina se mexer.
Ela virou a cabeça para me olhar, o cabelo grudado na testa suada.
• Você tálouco! - me informou, com a voz rouca e fingindo irritação.
Sorri, alcançando pra afastar um fio de cabelo rebelde atrás da orelha dela.- Não precisa agradecer!
Ela bateu no meu peito fraquinho, mas sem força de verdade. Os dedos dela demoraram na minha pele, traçando a forma dos meus abdominais. O ar-condicionado ligou com um gemido metálico, mandando uma corrente de ar frio sobre nossos corpos suados. A Cristina tremeu, a pele arrepiando nas coxas dela (ainda tremendo do esforço) enquanto se apertava mais contra mim.
Lá fora, a tempestade tinha passado. Umas gotas perdidas caíam numa calha: uma marcha lenta contando os segundos desde que as coxas da Cristina se fecharam pela última vez em volta do meu quadril.plim-plimO ritmo contra o ralo de alumínio combinava com o pulso sumindo atrás das minhas pálpebras.
O estômago da Cristina roncou tão alto que assustou um pombo no parapeito da varanda.
Eu ri, o som rasgando minha garganta irritada.
— Tá com fome?
Ela gemeu, deixando cair um braço sobre os olhos como uma adolescente evitando a luz da manhã. O movimento fez os peitos dela balançarem contra os lençóis molhados… ainda rosados onde minha barba tinha roçado antes.
— E você não? — A voz dela saiu destruída, as sílabas desmoronando como biscoito queimado.
Beijei o ombro dela, sentindo o gosto de sal e o fantasma do shampoo de jasmim.
— Ainda tô com fome de você, se isso contar.Próximo post
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