Franco de hiphop911 SPOILER SPOILER SPOILER Se você não leu *Minha Prima, Mara* e *Minha Prima, Mara: o Caminho da Tentação*, não continue… Essa história muda a perspectiva dos eventos do segundo livro. Pra mais info, me segue no instagram hiphop911ok.
Tem jeito de olhar que diz mais que qualquer palavra. Olhares que não buscam conhecer, mas medir. Que não param numa pessoa, mas no que acham que podem tirar dela. Tem silêncios que não são prudência, mas cálculo. Risadas que não vêm da graça, mas do desconforto. Gestos mínimos onde algo se revela, mesmo que ninguém fale.
Às vezes, a violência não aparece de uma vez. Primeiro se disfarça de desejo, de piada, de confiança, de código entre amigos. Se esconde em frases simples, em pensamentos rápidos, naquela mania idiota de achar que tudo pode ser justificado se ninguém der nome demais.
Não precisa sempre gritar pra cruzar um limite. Às vezes basta não escutar. Confundir um não com um desafio. Achar que um corpo é um convite, que um sorriso é uma promessa, que uma amizade pode ser dobrada sem quebrar. Olhar pro outro não como alguém que decide, mas como algo que se consegue, se perde ou se ganha.
Tem gente que vive convencida de que tudo deve uma resposta pra ela: o desejo, a noite, os amigos, as mulheres, até o silêncio. E quando essa resposta não vem, alguma coisa entorta. Não pra fora, no começo. Primeiro por dentro. No que se pensa. No que se cala. No que se permite imaginar.
Mas tudo que se esconde encontra, mais cedo ou mais tarde, um jeito de se mostrar. E quando isso acontece, já não adianta rir.
**CAPÍTULO I**
Andrea me deixou no vácuo às quatro e vinte. Às quatro e quarenta e cinco, feito um baita otário que sou, mandei outra mensagem. Nada. Fiquei encarando a tela por um bom tempo, sentado no carro, com o motor desligado e o vidro aberto. Tava um calor do caralho. Aquele calor pegajoso que te deixa puto mesmo sem motivo. E a Pra mim, ainda por cima, me fodia. A gostosa tinha me dito que não. Não assim, na lata. Quem me dera. As gostosas nunca falam as coisas na cara. Elas enfeitam. Elas embalam. Elas soltam um "hoje não posso", um "tô noutra", um "não rola a gente continuar com isso", como se uma frase mais suave mudasse alguma coisa. Mas era não. E o pior não era que ela me rejeitasse. O pior era que ela me conhecia. Isso me dava uma raiva. Porque uma coisa é uma gostosa não te dar bola porque não sabe quem você é. Outra bem diferente é não te dar bola porque sabe exatamente quem você é. Abri o chat de novo. "Fran, não vem. Sério." Sério. Que palavra filha da puta. Ri sozinho. Uma risada curta, daquelas que saem quando você tá com tesão mas não quer admitir. Depois bloqueei o celular e joguei no banco do carona. Não ia implorar pra ela. Eu não implorava. Insistia, que era diferente. Desci do carro, dei dois passos, voltei a subir. Não fazia o menor sentido tocar a campainha dela. Se ela abrisse, ia ser pra me olhar com aquela cara de "de novo você, mano". E eu não tava a fim de aturar essa cara. Ainda mais dela. A Andrea tinha sido um erro. Um erro gostoso, sim. Mas erro, no fim das contas. Além disso, também não era pra tanto. Não era minha namorada. Nunca foi. Foi algo que rolou. Várias vezes. Em momentos em que não devia ter rolado, provavelmente. Mas se a gente for medir a vida pelo que é certo, não faz nada. O problema é que ela agora se fazia de certinha. Logo ela… Me deu risada. Aí o celular tocou. Ela… Será que ela vai falar que sim e para de encher o saco? Espero… Vamos ver… "Não me escreve, por favor. São 5 da manhã, Fran. Não quero foder com o Mauro. Por favor, te imploro…". A risada sai sozinha. Agora não quer foder com ele… Como são as gostosas, Deus… Como elas complicam. "Mas já entrei em casa de novo. Não rolou nada. Talvez na próxima. Um beijo…". Ainda sentado no carro, espero a resposta dela. Não sei o que essa gostosa tem, mas que ela chupa uma pica que dá cãibra, não tenho dúvidas. Vamos ver se ela se decide, vão me enquadrar a qualquer momento se eu continuar na rua… Chegou. A resposta. “Você não entendeu, né? Não vai ter próxima vez. Nunca mais. Mauro é seu melhor amigo de infância. Como você pode fazer isso com ele como se nada?” Suspiro. Que mina chata. São só umas gozadas, nada mais. Pode ser tão complicado assim? E agora ela tá com culpa? São todas iguais. “Fala sério, Andrea. Não complica, sua burra. Ele já foi, né? Se ele não ficar sabendo, não vai dar em nada. Só passei um tempo…”. No começo até gostava um pouco que ela se fizesse de difícil. Era divertido, sacana, ha… Mas agora já encheu o saco. Quanto tempo passou? Três meses? Talvez um pouco mais… Outro dia no aniversário ela não parava de me olhar… E agora se faz de sonsa? Para de me encher. “Não, Franco. Acabou. Não quero foder com o Mauro. E te falei mil vezes que o único que me chama de Andrea é ele. Você não pode ser assim. É inacreditável”. Ha… Agora ela se incomoda de eu chamar pelo segundo nome também? Pelo amor de Deus… Já tá me enchendo o saco. “Tá bom, LUCIA. Me desculpa. Não vou mais te procurar. Depois não reclama quando eu nem te olhar nem te der bola nos rolês”. Balancei a cabeça. Ela me deixou puto… Se entregou toda e agora não quer mais nada? Assim do nada? Não dá… Não se faz… Além disso, piranha uma vez, piranha sempre… Não sei o que deu nela agora. “Valeu. E fica tranquilo que não vai acontecer de novo. Me enganei e me arrependo todo dia. Você também devia pensar que isso não se faz com um amigo. Falou…” Só me resta rir… Mina… Quem ela pensa que é agora? Madre Teresa de Calcutá? Melhor ficar quieta. Se eu abrisse a boca… Tô puto da vida. Ela não pode me deixar na mão assim. Mão de vaca é o que ela é. Um dia ela volta. Sempre voltam. E não seria a primeira vez também. E agora o que eu faço com essa tesão que ela me deixou? Eu imaginava outra coisa pra hoje… A cama dela… Meu pau entrando e saindo da bunda dela… As tetas gostosas dela na minha boca com os cachos dela no meu rosto. Ela não pode fazer isso… Suspiro pela última vez. Me troquei à toa… Bom, melhor voltar pra dentro. Não sei o que vou fazer acordado. Nessa hora. Tão cedo… Se o velho me vê, certeza que me puxa pra trampar. Masturbação e pra cama. Foi… Desço do carro e volto em direção à minha casa. Vou tentar não fazer barulho porque esse corneta escuta tudo, ha. Deixo as chaves do carro dele na mesa e subo. Não sei como vou dormir de novo com essa porra que ela me deixou… A puta da mãe… Ando até meu quarto com uma veia… Que raiva ficar assim tão tesudo. Pensei que depois de três meses ia dar uma amenizada… Entro no quarto e tiro tudo. Haa… Um alívio. Olha que dura que essa puta deixou minha pica… Não quero pensar mais… Antes sim, agora não… Me jogo pelado na cama, como sempre. Passo a mão na pica. Tá fervendo… Olho meu celular. Ela não me respondeu de novo. Hã? Me bloqueou? Tá de sacanagem… Sério que me bloqueou, Andrea? Para de palhaçada, vaca. Qual é! Por que me bloqueia? Passo a mão no rosto. Que porra que dá nessas vadias? Era pra tanto? Abro a galeria de fotos do celular. Procuro uma. Uma em específico… A única que ela deixou eu ter… Aqui tá hehe… Siiim… Olha essa carinha… Bem putinha… Com que cara ela reclama agora? Se cansou de chupar minha pica que nem uma louca. Agora não quer mais saber. Qual é… Ah, Andrea… Dou risada. E minha pica fica mais dura ainda haha… Se o Mauro visse isso… Uff… Um chute na bunda ela levava… Bom, sei lá… Capaz do otário perdoar ela haha Deus… Vou ter que bater uma? Essa carinha de puta… Me deixa louco… Como ela engoliu aquele dia. Toda. Depois vai e beija o Mauro como se nada. O filho da puta sou eu? Para de encher o saco… Puta… Igual todas… Não sei o que elas fazem depois. Fim de papo… Já era. Ela tem razão em uma coisa, também. Mauro é meu amigo. Eu também não quero foder com ele. Além disso, ele já tem o suficiente com aquela vadia. Não vou bater uma. Já era… Melhor dormir. Amanhã é outro dia… Fecho os olhos, mas a cabeça não para de girar. O calor não alivia e os lençóis grudam no corpo. Bem antes de apagar a luz do criado-mudo, vejo o porta-retrato que tenho ali do lado. Uma foto de uns verões atrás: Mauro e eu na praia, abraçados, com uma breja na mão e a cara vermelha de sol. Éramos os caras. Sorríamos como se o mundo fosse nosso. Fico olhando pra ela um segundo no silêncio do quarto. — Que sorte você tem, corno. — Murmuro, e um sorriso escapa. Mauro não sabe de nada, no fim das contas. E vai continuar assim… Ela… Mesmo tendo me bloqueado e se fazendo de santa, eu sei que o desejo não se apaga com uma mensagem de texto. No fundo, gosto que ela tenha me bloqueado. Deixa ela mais na mão pra quando eu cruzar com ela e sussurrar no ouvido. Estico o braço e viro o porta-retrato, deixando a foto de cabeça pra baixo na madeira. Não tô a fim de que ela me olhe enquanto tento dormir. Amanhã mando um áudio pra ver se rola aquele churrasco que a gente vem enrolando. No fim, quem não sabe, não sofre. E eu, mesmo dormindo sozinho hoje, sei que mais cedo ou mais tarde vou voltar a ganhar fora de casa. Apago a luz. Agora sim… Horas depois… — Fala, mano… Então quando? Para de encher o saco… — Não, cara… Esse fim de semana não dá… A Andrea tá meio dodói… Vou ficar em casa… Meu velho vai pra Mardel e deixou umas paradas pra eu ver… Mas vocês se juntem… Vão na casa do Hueso… — Que viado que é esse cara… Ele tinha oferecido a casa dele… Além disso… Bom… — Mas o que que ela teve? É grave? — Tá passando mal… O que os outros falaram? — Nada, não… — Como assim nada? — Não, não falei… Você é o primeiro que ligo. Assim que acordei, liguei. Ando pelo quarto com o telefone na mão. Olho pela janela, enquanto ajeito a rola. — Nem combinou com os outros haha… — Não! — Que cara! Você é foda… — Bom… Avisa se mudar de ideia e a gente fizer algo… Levo umas brejas… — Haha não, amigo… Esse fim de semana impossível… Se juntar com vocês, comemorem por mim. — Haha se você não tá, nem rola… Mas beleza… — Ai, que besta… Se junta por minha causa… Franco riu. — Vai, pedaço de chifrudo… — Respondeu, na brincadeira. — Haha salame… Depois a gente fala… Mando um abraço, parceiro… — Fala, viado… Até mais… Desligo. Telefone e suspiro. Que baitolão… Certeza que ela mandou ele me falar isso. É tão subordinado que obedeceu… Vou ficar na vontade de ver a cara de cínica dela. E agora, que merda eu faço? Essa otária não vai foder meu fim de semana… Marisol? Se eu mandar mensagem, ela vem. Tô indo pro banheiro do quarto. Sei lá… Depois não vai mais embora… Acendo a luz e me olho no espelho. Haaa… Me olho. Tô bem… Meu melhor momento, ha. Quem vai me recusar? Não tô pra implorar pra ninguém. Né, Franquito? Rio que nem um idiota. O cara falava sozinho. Mas, é verdade. Você é quem tem que ser implorado… Pode crer! Me aviso, sem conseguir segurar a risada. Tô louco, ha. Mas no fundo tenho razão. Têm que me implorar… Essa aí tem que pedir de joelhos! Andrea, Marisol… Quem for… Olha quanta sacanagem a gente já fez, né? Você e eu… Quantas putas a gente comeu… Jaja… Viu? Esses tempos vão voltar. Todas… Sem nojo… Sem escolher, né, parceiro? Pego no pau entre risadas e sacudo. Ficaram na vontade, né? Que se fodam…
Tomo um banho e saio pra casa do meu primo. Se ele não tiver com a namorada, com certeza rola algo. Tô com uma vontade de comer uma costelinha na churrasqueira… Meu tio com certeza faz algo se eu for. Ele sempre se manda bem. O único gente boa da família da minha mãe é ele. Ha… Não sei de quem ela puxou… Enfim… Vou tomar um banho tranquilo, sem pressa. Tomara que esse velho não me pegue antes de sair. Ele enche muito o saco com o trampo. É um chato do caralho! Mas também, tenho que parar de fazer um pouco de besta. Tô indo pouco na fábrica. Um dia desses ele me manda pra puta que pariu, ha. Esse filho da puta é capaz… Por sorte agora ele tá mais distraído desde que conheceu aquela mulher. Não enche tanto e o trampo sempre sai, então… Sei lá… Não demoro muito pra terminar de me lavar e me trocar. A casa do Brian é aqui do lado, então vou caminhar um pouco com o cabelo molhado. Vai me fazer bem o frescor. Passo desodorante, perfume… Pego umas roupas leves, pra não morrer de calor à tarde. Uma bermuda e uma camiseta fina. Viu… Já tô pronto, na real… Desço as escadas devagar. Ando até a entrada como se tivesse fugindo de um sequestrador, ha. Giro a chave e abro. Esse corno não vai me fazer trabalhar num sábado… Saio e a luz do sol bate na minha cara como um soco. Puta merda… Fecho a porta de casa com cuidado, tentando não acordar o velho, que a essa hora deve estar roncando como uma serraria. Assim que piso na calçada, o ar da manhã enche meus pulmões. Não tá tão fresco quanto eu pensava; o asfalto ainda irradia aquele calor residual do dia anterior, mas pelo menos corre uma brisa que me ajuda a desacelerar. Ando devagar, sem pressa, desviando de algumas poças de água parada. As ruas do bairro estão mortas. Algum cachorro late ao longe e dá pra ouvir o motor de um ônibus passando na avenida, mas aqui dentro é tudo silêncio. Não consigo parar de pensar na conversa com o Mauro. "A Andrea tá dodói…". Que filho da puta, como ele é trouxa. Imagino ele lá, levando um cházinho na cama pra ela enquanto ela se faz de vítima, escondendo o celular debaixo do travesseiro por via das dúvidas. Me dá uma mistura de nojo e inveja, mas daquela ruim. Atravesso a praça, que tá deserta, e trombo com um mendigo que acabou de se ajeitar num banco. Olho pra ele e penso que, no fundo, nós dois estamos na mesma: rodando por aí sem saber bem pra onde correr. Inacreditável mas real, né. Conforme vou chegando perto da casa do Brian, o cheiro de grama cortada e de fumaça de algum vizinho que madrugou pra acender o fogo vai mudando meu astral. Tento tirar a Andrea da cabeça. "Já foi, Franco, para com isso…", falo pra mim mesmo. Não vou deixar que uma gatinha me estrague o sábado, ainda mais uma que agora faz de dona de casa… Chego na esquina da rua do meu primo. É uma área de casas baixas, com grades altas e um monte de árvores. Um pouco melhor que onde eu moro, é verdade. Lá longe já vejo o Ford Falcon todo cagado do meu tio estacionado na porta, ocupando metade da calçada como sempre. Esse carro é um monumento à sujeira, mas ele ama aquela merda. Enfio as mãos nos bolsos e acelero o passo. Sei que se chegar agora, vou encontrar eles tomando chimarrão. Subo a calçada, passo do lado da lata velha e dou um tapa no capô por puro costume. O barulho de chapa enferrujada ecoa na rua vazia… Como é que ele pode gostar dessa porcaria? Haha… Chego na porta de chapa injetada, aquela que o Brian nunca terminou de pintar, e antes de tocar a campainha fico escutando. Dá pra ouvir uma música antiga no fundo, baixinho. "Já começaram esses…" — murmuro com um sorriso, sentindo que finalmente a putaria do chat começa a evaporar. Toco a campainha. Duas vezes curtas. O código de sempre. "Já vai, não enche o saco!" — ouço o grito do Brian lá do fundo. Pronto. Meu refúgio de sábado. "Qual é, raio?" — pergunto. "Bom dia, né? Seu vagabundo." Dou risada. "Desculpa… Bom dia, senhor… Como é que cê tá? Tá muito penteado e perfumado pra É fim de semana de manhã. Ela abre a porta. —Tudo bem, parça? Me dá um abraço. É, parece que acabou de tomar banho. —Beleza, e você? —Tranquilo, tranquilo… Entra… —Vai sair pra algum lugar? Não me diga… —É, haha… Daqui a pouco… —Nããão… Tá de sacanagem… —Sério? —É… Vou encontrar a Gaba na casa de uns amigos dela… O mundo desaba na minha frente. Não pode ser… —E esse cheiro de churrasco? A gente caminha pra dentro de casa. —Ah, sim… Meu pai… Ele vai se encontrar com uns amigos… E você, como é que fica? Passo a língua nos lábios. Só pode ser deus… Foda-se todos os meus planos. Que porra eu faço agora? —Ah, nada… Levantei e pensei em tomar um chimarrão… Falei “esses aí com certeza vão fazer um churrasquinho”. —Uhhh… Podia ter me mandado uma mensagem, otário… —É… Tem razão… “Oi, pri…” uma voz feminina diz. Gabriela. A namorada dele… —Oi… Como vai? A loira me cumprimenta com um beijo. Falando em sortudo… Que peitão que a mina tem. Minha nossa… GAB: Bem, e você? EU: Bem… É… Tava vindo bem, haha BRI: O idiota veio sem avisar… Agora vai ter que aturar os amigos do meu pai… GAB: Haha, coitado EU: Não, não… Dou um oi pra eles e volto pelo mesmo caminho… BRI: Haha, a gente fica um pouco e toma uns mates, né? GAB: Hum, é… Sei lá… Já avisei a Fercha que a gente tava quase saindo. Olho pra eles. Quero cortar minhas bolas fora. BRI: Fala pra ela que a gente vai daqui a pouco… Ainda é cedo, de qualquer jeito. GAB: Ok… Sem problema. EU: Vão, vão… Sem drama… GAB: Mas a gente toma uns mates se você quiser… EU: Não, não quero atrapalhar… Venho outro dia… BRI: Certeza? EU: É, de boa… Dou um oi pros tios e vazo… BRI: Como quiser… Gabriela olha pro meu primo. Que merda… Você chega num lugar e tem que ir embora. E ainda esse corno vai embora do mesmo jeito… GAB: Se você quiser… — Ela fala pra ele, meio indecisa. O olhar que ela deu pro Brian não foi aquele olhar típico de "por favor, diz que não". Foi outra coisa. Uma faísca, algo elétrico que me deixou desnorteado. Ela passou a língua de leve no lábio de baixo enquanto mantinha contato visual com meu primo, me ignorando completamente, como se estivessem sozinhos no cômodo. BRI: Vai incomodar eles? Acho que não… GAB: Por mim, de boa Acho que tem problema… Vou perguntar… — Ela falou, e soltou uma risadinha curta.
BRI: Fala aí
GAB: Sabe que com o "modo festa" eles esquecem de tudo. Fiquei travado. Modo festa?
EU: Do que vocês tão falando?
Aí, meu primo, meio que tentado, me olha.
BRI: Quer vir com a gente?
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Franco (2026)
De hiphop911
Tem jeito de olhar que diz mais que qualquer palavra. Olhares que não buscam conhecer, mas medir. Que não param numa pessoa, mas no que acham que podem tirar dela. Tem silêncios que não são prudência, mas cálculo. Risadas que não vêm da graça, mas do desconforto. Gestos mínimos onde algo se revela, mesmo que ninguém fale.
Às vezes, a violência não aparece de uma vez. Primeiro se disfarça de desejo, de piada, de confiança, de código entre amigos. Se esconde em frases simples, em pensamentos rápidos, naquela mania idiota de achar que tudo pode ser justificado se ninguém der nome demais.
Não precisa sempre gritar pra cruzar um limite. Às vezes basta não escutar. Confundir um não com um desafio. Achar que um corpo é um convite, que um sorriso é uma promessa, que uma amizade pode ser dobrada sem quebrar. Olhar pro outro não como alguém que decide, mas como algo que se consegue, se perde ou se ganha.
Tem gente que vive convencida de que tudo deve uma resposta pra ela: o desejo, a noite, os amigos, as mulheres, até o silêncio. E quando essa resposta não vem, alguma coisa entorta. Não pra fora, no começo. Primeiro por dentro. No que se pensa. No que se cala. No que se permite imaginar.
Mas tudo que se esconde encontra, mais cedo ou mais tarde, um jeito de se mostrar. E quando isso acontece, já não adianta rir.
**CAPÍTULO I**
Andrea me deixou no vácuo às quatro e vinte. Às quatro e quarenta e cinco, feito um baita otário que sou, mandei outra mensagem. Nada. Fiquei encarando a tela por um bom tempo, sentado no carro, com o motor desligado e o vidro aberto. Tava um calor do caralho. Aquele calor pegajoso que te deixa puto mesmo sem motivo. E a Pra mim, ainda por cima, me fodia. A gostosa tinha me dito que não. Não assim, na lata. Quem me dera. As gostosas nunca falam as coisas na cara. Elas enfeitam. Elas embalam. Elas soltam um "hoje não posso", um "tô noutra", um "não rola a gente continuar com isso", como se uma frase mais suave mudasse alguma coisa. Mas era não. E o pior não era que ela me rejeitasse. O pior era que ela me conhecia. Isso me dava uma raiva. Porque uma coisa é uma gostosa não te dar bola porque não sabe quem você é. Outra bem diferente é não te dar bola porque sabe exatamente quem você é. Abri o chat de novo. "Fran, não vem. Sério." Sério. Que palavra filha da puta. Ri sozinho. Uma risada curta, daquelas que saem quando você tá com tesão mas não quer admitir. Depois bloqueei o celular e joguei no banco do carona. Não ia implorar pra ela. Eu não implorava. Insistia, que era diferente. Desci do carro, dei dois passos, voltei a subir. Não fazia o menor sentido tocar a campainha dela. Se ela abrisse, ia ser pra me olhar com aquela cara de "de novo você, mano". E eu não tava a fim de aturar essa cara. Ainda mais dela. A Andrea tinha sido um erro. Um erro gostoso, sim. Mas erro, no fim das contas. Além disso, também não era pra tanto. Não era minha namorada. Nunca foi. Foi algo que rolou. Várias vezes. Em momentos em que não devia ter rolado, provavelmente. Mas se a gente for medir a vida pelo que é certo, não faz nada. O problema é que ela agora se fazia de certinha. Logo ela… Me deu risada. Aí o celular tocou. Ela… Será que ela vai falar que sim e para de encher o saco? Espero… Vamos ver… "Não me escreve, por favor. São 5 da manhã, Fran. Não quero foder com o Mauro. Por favor, te imploro…". A risada sai sozinha. Agora não quer foder com ele… Como são as gostosas, Deus… Como elas complicam. "Mas já entrei em casa de novo. Não rolou nada. Talvez na próxima. Um beijo…". Ainda sentado no carro, espero a resposta dela. Não sei o que essa gostosa tem, mas que ela chupa uma pica que dá cãibra, não tenho dúvidas. Vamos ver se ela se decide, vão me enquadrar a qualquer momento se eu continuar na rua… Chegou. A resposta. “Você não entendeu, né? Não vai ter próxima vez. Nunca mais. Mauro é seu melhor amigo de infância. Como você pode fazer isso com ele como se nada?” Suspiro. Que mina chata. São só umas gozadas, nada mais. Pode ser tão complicado assim? E agora ela tá com culpa? São todas iguais. “Fala sério, Andrea. Não complica, sua burra. Ele já foi, né? Se ele não ficar sabendo, não vai dar em nada. Só passei um tempo…”. No começo até gostava um pouco que ela se fizesse de difícil. Era divertido, sacana, ha… Mas agora já encheu o saco. Quanto tempo passou? Três meses? Talvez um pouco mais… Outro dia no aniversário ela não parava de me olhar… E agora se faz de sonsa? Para de me encher. “Não, Franco. Acabou. Não quero foder com o Mauro. E te falei mil vezes que o único que me chama de Andrea é ele. Você não pode ser assim. É inacreditável”. Ha… Agora ela se incomoda de eu chamar pelo segundo nome também? Pelo amor de Deus… Já tá me enchendo o saco. “Tá bom, LUCIA. Me desculpa. Não vou mais te procurar. Depois não reclama quando eu nem te olhar nem te der bola nos rolês”. Balancei a cabeça. Ela me deixou puto… Se entregou toda e agora não quer mais nada? Assim do nada? Não dá… Não se faz… Além disso, piranha uma vez, piranha sempre… Não sei o que deu nela agora. “Valeu. E fica tranquilo que não vai acontecer de novo. Me enganei e me arrependo todo dia. Você também devia pensar que isso não se faz com um amigo. Falou…” Só me resta rir… Mina… Quem ela pensa que é agora? Madre Teresa de Calcutá? Melhor ficar quieta. Se eu abrisse a boca… Tô puto da vida. Ela não pode me deixar na mão assim. Mão de vaca é o que ela é. Um dia ela volta. Sempre voltam. E não seria a primeira vez também. E agora o que eu faço com essa tesão que ela me deixou? Eu imaginava outra coisa pra hoje… A cama dela… Meu pau entrando e saindo da bunda dela… As tetas gostosas dela na minha boca com os cachos dela no meu rosto. Ela não pode fazer isso… Suspiro pela última vez. Me troquei à toa… Bom, melhor voltar pra dentro. Não sei o que vou fazer acordado. Nessa hora. Tão cedo… Se o velho me vê, certeza que me puxa pra trampar. Masturbação e pra cama. Foi… Desço do carro e volto em direção à minha casa. Vou tentar não fazer barulho porque esse corneta escuta tudo, ha. Deixo as chaves do carro dele na mesa e subo. Não sei como vou dormir de novo com essa porra que ela me deixou… A puta da mãe… Ando até meu quarto com uma veia… Que raiva ficar assim tão tesudo. Pensei que depois de três meses ia dar uma amenizada… Entro no quarto e tiro tudo. Haa… Um alívio. Olha que dura que essa puta deixou minha pica… Não quero pensar mais… Antes sim, agora não… Me jogo pelado na cama, como sempre. Passo a mão na pica. Tá fervendo… Olho meu celular. Ela não me respondeu de novo. Hã? Me bloqueou? Tá de sacanagem… Sério que me bloqueou, Andrea? Para de palhaçada, vaca. Qual é! Por que me bloqueia? Passo a mão no rosto. Que porra que dá nessas vadias? Era pra tanto? Abro a galeria de fotos do celular. Procuro uma. Uma em específico… A única que ela deixou eu ter… Aqui tá hehe… Siiim… Olha essa carinha… Bem putinha… Com que cara ela reclama agora? Se cansou de chupar minha pica que nem uma louca. Agora não quer mais saber. Qual é… Ah, Andrea… Dou risada. E minha pica fica mais dura ainda haha… Se o Mauro visse isso… Uff… Um chute na bunda ela levava… Bom, sei lá… Capaz do otário perdoar ela haha Deus… Vou ter que bater uma? Essa carinha de puta… Me deixa louco… Como ela engoliu aquele dia. Toda. Depois vai e beija o Mauro como se nada. O filho da puta sou eu? Para de encher o saco… Puta… Igual todas… Não sei o que elas fazem depois. Fim de papo… Já era. Ela tem razão em uma coisa, também. Mauro é meu amigo. Eu também não quero foder com ele. Além disso, ele já tem o suficiente com aquela vadia. Não vou bater uma. Já era… Melhor dormir. Amanhã é outro dia… Fecho os olhos, mas a cabeça não para de girar. O calor não alivia e os lençóis grudam no corpo. Bem antes de apagar a luz do criado-mudo, vejo o porta-retrato que tenho ali do lado. Uma foto de uns verões atrás: Mauro e eu na praia, abraçados, com uma breja na mão e a cara vermelha de sol. Éramos os caras. Sorríamos como se o mundo fosse nosso. Fico olhando pra ela um segundo no silêncio do quarto. — Que sorte você tem, corno. — Murmuro, e um sorriso escapa. Mauro não sabe de nada, no fim das contas. E vai continuar assim… Ela… Mesmo tendo me bloqueado e se fazendo de santa, eu sei que o desejo não se apaga com uma mensagem de texto. No fundo, gosto que ela tenha me bloqueado. Deixa ela mais na mão pra quando eu cruzar com ela e sussurrar no ouvido. Estico o braço e viro o porta-retrato, deixando a foto de cabeça pra baixo na madeira. Não tô a fim de que ela me olhe enquanto tento dormir. Amanhã mando um áudio pra ver se rola aquele churrasco que a gente vem enrolando. No fim, quem não sabe, não sofre. E eu, mesmo dormindo sozinho hoje, sei que mais cedo ou mais tarde vou voltar a ganhar fora de casa. Apago a luz. Agora sim… Horas depois… — Fala, mano… Então quando? Para de encher o saco… — Não, cara… Esse fim de semana não dá… A Andrea tá meio dodói… Vou ficar em casa… Meu velho vai pra Mardel e deixou umas paradas pra eu ver… Mas vocês se juntem… Vão na casa do Hueso… — Que viado que é esse cara… Ele tinha oferecido a casa dele… Além disso… Bom… — Mas o que que ela teve? É grave? — Tá passando mal… O que os outros falaram? — Nada, não… — Como assim nada? — Não, não falei… Você é o primeiro que ligo. Assim que acordei, liguei. Ando pelo quarto com o telefone na mão. Olho pela janela, enquanto ajeito a rola. — Nem combinou com os outros haha… — Não! — Que cara! Você é foda… — Bom… Avisa se mudar de ideia e a gente fizer algo… Levo umas brejas… — Haha não, amigo… Esse fim de semana impossível… Se juntar com vocês, comemorem por mim. — Haha se você não tá, nem rola… Mas beleza… — Ai, que besta… Se junta por minha causa… Franco riu. — Vai, pedaço de chifrudo… — Respondeu, na brincadeira. — Haha salame… Depois a gente fala… Mando um abraço, parceiro… — Fala, viado… Até mais… Desligo. Telefone e suspiro. Que baitolão… Certeza que ela mandou ele me falar isso. É tão subordinado que obedeceu… Vou ficar na vontade de ver a cara de cínica dela. E agora, que merda eu faço? Essa otária não vai foder meu fim de semana… Marisol? Se eu mandar mensagem, ela vem. Tô indo pro banheiro do quarto. Sei lá… Depois não vai mais embora… Acendo a luz e me olho no espelho. Haaa… Me olho. Tô bem… Meu melhor momento, ha. Quem vai me recusar? Não tô pra implorar pra ninguém. Né, Franquito? Rio que nem um idiota. O cara falava sozinho. Mas, é verdade. Você é quem tem que ser implorado… Pode crer! Me aviso, sem conseguir segurar a risada. Tô louco, ha. Mas no fundo tenho razão. Têm que me implorar… Essa aí tem que pedir de joelhos! Andrea, Marisol… Quem for… Olha quanta sacanagem a gente já fez, né? Você e eu… Quantas putas a gente comeu… Jaja… Viu? Esses tempos vão voltar. Todas… Sem nojo… Sem escolher, né, parceiro? Pego no pau entre risadas e sacudo. Ficaram na vontade, né? Que se fodam…
Tomo um banho e saio pra casa do meu primo. Se ele não tiver com a namorada, com certeza rola algo. Tô com uma vontade de comer uma costelinha na churrasqueira… Meu tio com certeza faz algo se eu for. Ele sempre se manda bem. O único gente boa da família da minha mãe é ele. Ha… Não sei de quem ela puxou… Enfim… Vou tomar um banho tranquilo, sem pressa. Tomara que esse velho não me pegue antes de sair. Ele enche muito o saco com o trampo. É um chato do caralho! Mas também, tenho que parar de fazer um pouco de besta. Tô indo pouco na fábrica. Um dia desses ele me manda pra puta que pariu, ha. Esse filho da puta é capaz… Por sorte agora ele tá mais distraído desde que conheceu aquela mulher. Não enche tanto e o trampo sempre sai, então… Sei lá… Não demoro muito pra terminar de me lavar e me trocar. A casa do Brian é aqui do lado, então vou caminhar um pouco com o cabelo molhado. Vai me fazer bem o frescor. Passo desodorante, perfume… Pego umas roupas leves, pra não morrer de calor à tarde. Uma bermuda e uma camiseta fina. Viu… Já tô pronto, na real… Desço as escadas devagar. Ando até a entrada como se tivesse fugindo de um sequestrador, ha. Giro a chave e abro. Esse corno não vai me fazer trabalhar num sábado… Saio e a luz do sol bate na minha cara como um soco. Puta merda… Fecho a porta de casa com cuidado, tentando não acordar o velho, que a essa hora deve estar roncando como uma serraria. Assim que piso na calçada, o ar da manhã enche meus pulmões. Não tá tão fresco quanto eu pensava; o asfalto ainda irradia aquele calor residual do dia anterior, mas pelo menos corre uma brisa que me ajuda a desacelerar. Ando devagar, sem pressa, desviando de algumas poças de água parada. As ruas do bairro estão mortas. Algum cachorro late ao longe e dá pra ouvir o motor de um ônibus passando na avenida, mas aqui dentro é tudo silêncio. Não consigo parar de pensar na conversa com o Mauro. "A Andrea tá dodói…". Que filho da puta, como ele é trouxa. Imagino ele lá, levando um cházinho na cama pra ela enquanto ela se faz de vítima, escondendo o celular debaixo do travesseiro por via das dúvidas. Me dá uma mistura de nojo e inveja, mas daquela ruim. Atravesso a praça, que tá deserta, e trombo com um mendigo que acabou de se ajeitar num banco. Olho pra ele e penso que, no fundo, nós dois estamos na mesma: rodando por aí sem saber bem pra onde correr. Inacreditável mas real, né. Conforme vou chegando perto da casa do Brian, o cheiro de grama cortada e de fumaça de algum vizinho que madrugou pra acender o fogo vai mudando meu astral. Tento tirar a Andrea da cabeça. "Já foi, Franco, para com isso…", falo pra mim mesmo. Não vou deixar que uma gatinha me estrague o sábado, ainda mais uma que agora faz de dona de casa… Chego na esquina da rua do meu primo. É uma área de casas baixas, com grades altas e um monte de árvores. Um pouco melhor que onde eu moro, é verdade. Lá longe já vejo o Ford Falcon todo cagado do meu tio estacionado na porta, ocupando metade da calçada como sempre. Esse carro é um monumento à sujeira, mas ele ama aquela merda. Enfio as mãos nos bolsos e acelero o passo. Sei que se chegar agora, vou encontrar eles tomando chimarrão. Subo a calçada, passo do lado da lata velha e dou um tapa no capô por puro costume. O barulho de chapa enferrujada ecoa na rua vazia… Como é que ele pode gostar dessa porcaria? Haha… Chego na porta de chapa injetada, aquela que o Brian nunca terminou de pintar, e antes de tocar a campainha fico escutando. Dá pra ouvir uma música antiga no fundo, baixinho. "Já começaram esses…" — murmuro com um sorriso, sentindo que finalmente a putaria do chat começa a evaporar. Toco a campainha. Duas vezes curtas. O código de sempre. "Já vai, não enche o saco!" — ouço o grito do Brian lá do fundo. Pronto. Meu refúgio de sábado. "Qual é, raio?" — pergunto. "Bom dia, né? Seu vagabundo." Dou risada. "Desculpa… Bom dia, senhor… Como é que cê tá? Tá muito penteado e perfumado pra É fim de semana de manhã. Ela abre a porta. —Tudo bem, parça? Me dá um abraço. É, parece que acabou de tomar banho. —Beleza, e você? —Tranquilo, tranquilo… Entra… —Vai sair pra algum lugar? Não me diga… —É, haha… Daqui a pouco… —Nããão… Tá de sacanagem… —Sério? —É… Vou encontrar a Gaba na casa de uns amigos dela… O mundo desaba na minha frente. Não pode ser… —E esse cheiro de churrasco? A gente caminha pra dentro de casa. —Ah, sim… Meu pai… Ele vai se encontrar com uns amigos… E você, como é que fica? Passo a língua nos lábios. Só pode ser deus… Foda-se todos os meus planos. Que porra eu faço agora? —Ah, nada… Levantei e pensei em tomar um chimarrão… Falei “esses aí com certeza vão fazer um churrasquinho”. —Uhhh… Podia ter me mandado uma mensagem, otário… —É… Tem razão… “Oi, pri…” uma voz feminina diz. Gabriela. A namorada dele… —Oi… Como vai? A loira me cumprimenta com um beijo. Falando em sortudo… Que peitão que a mina tem. Minha nossa… GAB: Bem, e você? EU: Bem… É… Tava vindo bem, haha BRI: O idiota veio sem avisar… Agora vai ter que aturar os amigos do meu pai… GAB: Haha, coitado EU: Não, não… Dou um oi pra eles e volto pelo mesmo caminho… BRI: Haha, a gente fica um pouco e toma uns mates, né? GAB: Hum, é… Sei lá… Já avisei a Fercha que a gente tava quase saindo. Olho pra eles. Quero cortar minhas bolas fora. BRI: Fala pra ela que a gente vai daqui a pouco… Ainda é cedo, de qualquer jeito. GAB: Ok… Sem problema. EU: Vão, vão… Sem drama… GAB: Mas a gente toma uns mates se você quiser… EU: Não, não quero atrapalhar… Venho outro dia… BRI: Certeza? EU: É, de boa… Dou um oi pros tios e vazo… BRI: Como quiser… Gabriela olha pro meu primo. Que merda… Você chega num lugar e tem que ir embora. E ainda esse corno vai embora do mesmo jeito… GAB: Se você quiser… — Ela fala pra ele, meio indecisa. O olhar que ela deu pro Brian não foi aquele olhar típico de "por favor, diz que não". Foi outra coisa. Uma faísca, algo elétrico que me deixou desnorteado. Ela passou a língua de leve no lábio de baixo enquanto mantinha contato visual com meu primo, me ignorando completamente, como se estivessem sozinhos no cômodo. BRI: Vai incomodar eles? Acho que não… GAB: Por mim, de boa Acho que tem problema… Vou perguntar… — Ela falou, e soltou uma risadinha curta. BRI: Fala aí
GAB: Sabe que com o "modo festa" eles esquecem de tudo. Fiquei travado. Modo festa?
EU: Do que vocês tão falando?
Aí, meu primo, meio que tentado, me olha.
BRI: Quer vir com a gente?
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Franco (2026)
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