Realmente, entre a Sofia e eu, desde o primeiro momento em que nos conhecemos e pouco depois começamos a sair, eu percebia que ela era de um jeito com as minas (mantinha distância, não confiava muito nelas pra compartilhar segredos, só com alguma mulher da família), já com a maioria dos caras (principalmente os que pareciam poderosos), o tratamento dela era mais que cordial, afável, próximo... pra falar suave. A linguagem corporal dela na presença desse tipo de homem que descrevi entregava tudo. Ou bom, talvez eu esteja exagerando de ciúme e paranóia. Porque apesar de tudo, a Sofia era muito gostosa. Alta, magra, peitos grandes e durinhos, pernas longas que convidavam a virar trem e fingir que eram dois trilhos te levando até a buceta dela, rosada, levemente depilada, uma cajeta linda. Claro, quase não usava ela.
Ficamos juntos 12 anos e nos primeiros 11 posso garantir que não tenho motivos reais, palpáveis que confirmem que ela me traía. Fiquem ligados porque ainda falta uma categoria sobre o jeito dela ser. Com as minas, já contei. Com os caras, principalmente os que transbordavam poder, também falei. Mas falta definir como ela se comportava com outro tipo. E nesse tipo tinha uma só pessoa: eu. Amigo primeiro, namorado depois e marido no final. Entre essas três fases se passaram 12 anos. Ainda não consigo decifrar isso porque, diante de tanta apatia, foram tantos anos que ficamos juntos.
"Ficar juntos" nessa relação, entre a Sofia e eu, consistia em se ver, ir tomar algo, ou ao cinema, ou comemorar algum aniversário da família dela ou da minha. Mas sempre me deixava a sensação de que, se eu estava ou não, pra ela era a mesma coisa. Se num bar, por exemplo, a gente esperava alguém, ela nem falava comigo, se eu perguntava algo respondia com sons: "Mmmsim" ou "MMMnãopossomm" e coisas assim, e assim que chegava a pessoa ou as pessoas que esperávamos, ela virava outra. Como se colocassem um chip novo nela. Se era uma mulher, parente dela (sua mãe, a irmã dela, uma prima) era simpática, ria das piadas ou comentários e, comigo, nem me fazia participar das conversas. Agora, se a mulher que chegava era tipo amiga ou ex-colega, ela não agia tão divertida, mantinha distância. E comigo, a mesma coisa. Um vaso com umas flores de plástico recebia mais atenção do que eu. E como vocês devem imaginar: se quem chegava era um homem, principalmente alguém que se gabava de ter um cargo importante ou ter dinheiro, toda a atenção dela, os olhos, o jeito de se mexer deixavam claro o quanto ela estava interessada nele ou neles. Até me pareceu, algumas vezes, que ela se esfregava no estofado da cadeira, como se estivesse se estimulando. Nesses homens, ela tocava enquanto ria de alguma besteira, tirava um fiapo da roupa, perguntava se ele queria que ela pedisse algo pra ele.
Como esse tipo de homem não frequentava a gente com frequência, meus ciúmes e angústias não foram tantos. Depois de ser tão agarrada e atenciosa, voltava ao tratamento frio comigo. Com toda a tagarelice que ela podia ter com outros homens, pra mim ela dizia "Descansa" horas depois, em casa, quando ela ia pro quarto dela e eu pro meu. Ah, sim. Ela decidiu assim. Cada um no seu quarto. Desse jeito, a frieza dela era ainda mais notória e nossos encontros sexuais foram se tornando nulos. Na cama, pelo menos pela experiência que tenho (ela e eu, não sei como foi com outros antes), se eu desse uma revista pra ela enquanto eu fazia o trabalho, aposto o pau que ela se divertiria mais.
Até que, mais ou menos depois de 11 anos do nosso relacionamento, por essas coisas da vida, fomos ao aniversário da avó dela e ela bebeu demais, tanto que quando voltamos pra casa ela estava levemente excitada, pra minha surpresa. Então ela me disse que queria que a gente dormisse junto e transasse. Sempre fiquei com a suspeita de que não foi só o álcool que a deixou com vontade de pau. No aniversário da avó dela, ela passou o tempo todo numa espécie de antecozinha, longe de todo mundo (e de mim, claro), conversando. rindo, apalpando, flertando, tirando fiapo do suéter de um primo que morava nos EUA, engenheiro ele, que veio pro país por um trampo e por acaso caiu bem na data da festa da vó. Também percebi que o tal Robert (se fazia chamar em inglês, o pedante) só tomava uísque duplo, e ela, que era especialista em se submeter a esse perfil de macho, com certeza pra agradar o primo, nas 3 horas que passou entregue só a ele, se embebedou de uísque. Isso a deixou bêbada, justificando a luxúria e a vontade incontrolável de transar. Ela tava particularmente molhada antes de começar, o que justificava minha paranoia. E pra testar ela (porque sério: eu estudava muito o comportamento estranho dela), quando ela fechou os olhos enquanto eu metia, convenci ela a falar Robert em vez do meu nome. E eu tava certo. Sofia, assim que começou a me tratar como se tivesse dando pro Robert, me chamando assim, virou uma brasa... gemia, se contorcia, tirou toda a roupa, ficando pelada completa pra mim, pela primeira e única vez. "Ahh, Robert... Isso... Assim..." ela dizia, eu surpreso... "Me dá essa cock que eu senti tanta falta, Robert.. ahh... ahh..." (aí deduzi que, quando adolescentes, antes do primo se mudar pros EUA, ela tinha dado pra ele)... "Ohh, my God... Robert... fuck me... so deep..." tão submissa e complacente que, enquanto eu fazia o trabalho, ela, de olhos fechados, falava com o Robert em inglês. Num momento, ela se abriu toda, como nunca vi. Use a palavra: buceta bem aberta. "Now, my love" gemeu quase gritando "Cum inside me, fill me now... ahhh... I'm about to come, my love... ahh... ahhhh..." Sofia tava gozando como uma gostosa e pedia pro Robert encher ela, meter toda a cum dele dentro. Foi assim. Corri o risco da gravidez porque éramos jovens: ela com 31 anos recém-feitos e eu com 34. E talvez se ela engravidasse... o comportamento dela melhorasse. Já falei que naquela época nosso relacionamento tava com uns 11 anos e foi a primeira - e última - Depois daquele sexo foda que a gente teve...
Minha mulher ficou exausta... e apagou na hora, enquanto eu fiquei remoendo tudo que aconteceu. Sim: o tal primo Robert, talvez sem perceber, deixou ela bêbada, ela ficou com tesão por ele, tinha que extravasar com o que tivesse à mão (eu) e, numa jogada que deixou ela na cara, me chamando de primo, virou uma puta no cio. Eu olhava ela dormindo tranquilamente depois da trepada, toda suada, cheia de porra... ainda não caía a ficha que aquilo tinha rolado. Custei a pegar no sono, então várias vezes ouvi ela falando dormindo coisas tipo "Robert... que pau gostoso" ou "Sim, Robert, claro que queria ir pra um motel com você... mas estava..." sem me mencionar.
Por causa do trampo, me mandaram pra filial de Rosário, então por 3 dias deixei a Sofia sozinha. Eu queria que a gente conversasse sobre a foda, que podíamos tentar de novo, se ela ficava excitada. Queria que o que rolou não esfriasse. Mas beleza, quando voltar, pensei. Só que não rolou. Ela não só evitou o papo: de algum jeito me fez entender que ela e eu não tínhamos transado. Não falou, mas eu conheço ela, sei dos esquemas dela pra disfarçar algo que não quer encarar de frente. Não disse, mas deixou claro que, pra ela, quem comeu ela foi o primo Robert. Não foi tão na lata assim. Mas ela meio que fugia de reconhecer minha participação na noite de bebedeira, nudez, fantasia, orgasmos violentos... e minha porra dentro.
Depois de 3 semanas, a gente voltou a tocar no assunto, mas porque a Sofia tinha vindo do médico pra me contar que, depois de 11 anos "juntos", estava grávida. A gente ia ter um filho. Sim, como ela não assumia que eu tinha feito ela gozar daquele jeito e, com um pouco de malícia, consegui que ela virasse uma puta finalmente, a Sofia voltou a ser a de sempre comigo. Me ignorava, respondia com sons... Até mais ou menos depois do segundo mês de gravidez dela, que uma noite eu perguntei: "Que tal, antes do bebê nascer, a gente cobre uma parte do quintal do lado do teu quarto e constrói pra ele? Um quarto?". A frieza habitual dela com minhas sugestões desapareceu e eu notei que ela ficou realmente feliz com minha ideia. "Sim! Ótimo. Vou perguntar ao gerente da minha sobrinha, ele é arquiteto, deve conhecer alguém pra nos recomendar". Sim. O tal arquiteto, o gerente, era outro daqueles caras que "me deixam louquinha". O tal Jorge era casado e comia minha sobrinha, que trabalhava na empresa dele. Poucas pessoas da família sabiam, mas a Sofia descobriu. Por isso, ela quase não falava com a Laura, a sobrinha dela. E por isso ela disse "Vou perguntar ao gerente da minha sobrinha" quando o lógico seria perguntar pra Laura. Reconheço minha paranoia, mas sem dúvida a Sofia sentia algo ruim pela Laura. Ciúmes. Inveja. Me chamem de paranoico, mas é assim que conheço minha mulher. Jorge, arquiteto, cheio da grana. O protótipo dos caras que a deixam agitada, que a fazem ficar submissa, atenciosa com eles, quase num flerte.
Em 10 dias já tinham começado a obra. Os recomendados pelo tal Jorge eram dois: César, o capataz, um morenão de barriga grande, daqueles que colocam a camisa pra dentro da calça, o que deixa a barriga ainda maior, era bem convencido, dava pra ver que tinha a autoestima lá em cima. E esse barrigudo comandava o Chino, que era o pedreiro, o que trabalhava de verdade. Eles chegavam perto das 10 da manhã — por sorte eu já estava no trabalho, entro às 9h — e, segundo me contava uma Sofia especialmente tagarela, o César deixava o Chino, tomava uns mates com ela, e depois ia embora. O Chino trazia a marmita dele e lá pelas 17h o capataz passava pra buscá-lo. De segunda a sexta. Eu, iludido, fiquei feliz pela minha agora ex. Ela ia ficar ocupada e entretida por um tempo.
Repito. Sofia, não sei se por causa da gravidez, por construir o quarto pro nosso futuro filho, por ter companhia nas horas em que durante anos ficou sozinha já que eu me ausentava pra trabalhar, estava diferente. Notei que ela estava se maquiando, o que destacava os traços já lindos dela. E, embora se vestir de forma sexy não fosse o forte dela, algumas camisetas As roupas largas que ela começou a usar mostravam que já quase não usava sutiã. Não sei quando comprou aquelas camisetas, mas davam um toque de gostosa pegável. Também não sei quando comprou, mas começou a vestir uns joggings bem apertados, que enfiavam na bunda, meio curtos de perna — não chegavam nos tênis, também novos. Lembro de três: um jogging cinza, um preto e outro, mais justo, azul turquesa. Como dá pra ver, roupas nada sexy, mas pra sua vestimenta sem graça de sempre, a Sofia tava mais jovial.
Umas uns... 45 dias que o tal de César e o Chino tavam trabalhando no quarto do nosso futuro filho. Pois é, FILHO, porque a Sofia quis saber o sexo a todo custo e quando descobrimos que era menino, com aquele jeito dela de "É assim que se faz, como eu mando", ela me avisa: "Quero que ele se chame Robert, igual ao meu primo. E de segundo nome, Jorge, igual ao arquiteto que recomendou o Pipi e o Chino pra gente". Tanta certeza de que seria do jeito que ela mandou que escapou um detalhe. "Pipi? Quem é Pipi?" pergunto, e vi o corpo dela ficar tenso enquanto ela gaguejava procurando uma resposta que não causasse briga. "Pipi eu disse? Hã... devo ter querido dizer 'Papai' pra você, Ricardo, logo você vai ser, querido: PAI do Robert" — ensaiou uma mentira. "Sofia, quem é Pipi?" Vi os bicos dos peitos dela endurecerem enquanto suava no lábio de cima. "Pipi... é... Pipi... é como o Jorge e o Chino chamam o encarregado, o Seu César... é, talvez pegou o apelido que eles usam" — ela disse e mudou de assunto rápido. "Tão indo rápido. Acho que antes do Robert nascer, o quarto dele já vai estar pronto. Você foi ver a obra?" Confuso, obedeci. Fui, ela não me acompanhou porque, claro, talvez junto eu voltasse a tocar no assunto de que minha mulher tratava o encarregado gordo como "Pipi". Olhando pra baixo, como a gente anda quando tem pensamento chato, notei que num lugar meio escondido tinha algo escrito com giz. Me aproximei. Me ajoelhei. "Seu Ricardo. Deixa seu celular escrito aqui. Sou o Chino, o pedreiro. É entre nós." O que tava rolando nos meus últimos meses, que tanta coisa nova não parecia trazer boas notícias? Procurei um giz e só escrevi: "Dentro do vaso azul. Ricardo". Um truque que só o Chino ia entender. Não queria escrever meu celular, o encarregado podia ver aquela mensagem perguntando pro funcionário dele, e o Chino tinha sugerido firme "entre nós". Peguei um papel da minha agenda. Anotei o número do meu celular. E perguntei o que ele precisava. de mim, que agia com tanto mistério. No dia seguinte, às 9 da manhã já tava no meu escritório, nervoso, ansioso, impaciente. Bateu 10h, a hora que a Sofia tinha me falado que o capataz largava o Chinês, verificava o estado da obra, às vezes tomava uns mates e ia embora. 10h15 chegou uma mensagem. "Olá, Seu Ricardo. Espero não estar atrapalhando seu trabalho. Sou o Chinês." Me deixou ainda mais na dúvida. Se o César largava ele às 10h e ainda ficava rondando um pouco, o Chinês nessa hora já devia tá trabalhando, senão o capataz ia encher o saco dele por ficar no celular. "Olá, Chinês. Não devia tá trabalhando? Seu César não te enche o saco se te pegar no celular?" Demorou pra responder. Eu cada vez mais nervoso. Tocou a notificação. Mensagem. "É sobre isso que queria falar, pode me ligar? Não tenho crédito." Tranquei a porta do escritório e liguei pra ele. "Seu Ricardo, não tô acostumado, sabe? a passar por coisa' assim" ele disse, o que me deixou mais inquieto. "Sua esposa, dona Sofia, como quase todo dia faz um mês, foi embora. Bom, o Pipi, o capataz, levou ela." Quase caí de bunda. "Tá ouvindo, Seu Ricardo? Porque não sei como explicar, como contar. Não sei de que jeito dizer que seu César tá comendo dona Sofia, entende?" Eu tirei forças sei lá de onde, porque a garganta tava fechada. "Chinês. O que você tá dizendo ofende minha esposa. Conheço a Sofia há quase 12 anos e ela..." ele me interrompe "Pois é, Seu Ricardo. Ou você não conhece ela tanto quanto pensa... ou ela... foi mudando aos poucos... ou tão mudando ela, entende ou não, Seu Ricardo?" Sempre desconfiei, mas achava que era minha paranoia. Sofia era uma mulher que, mesmo sendo gostosa e ainda jovem, era uma chata sem graça. E o Chinês tá me dizendo que o preto barrigudo do pedreiro tá comendo ela todo santo dia? "Chinês" tentei montar a cena na minha cabeça "Preciso de detalhes. Como. Quando. O que aconteceu. O que ACONTECEU com a Sofia. Quero saber tudo. informação". O Chino tava meio assustado. Tentou montar um discurso que desse pra entender e falou tudo de uma vez. "Olha. Eu conheço o Pipi. Ele costuma comer todas as clientas que a gente atende, porque são as que ficam em casa enquanto o marido trabalha, cê me entende? Mas dessa vez ele teve ajuda. No segundo dia que a gente começou o serviço, umas 10h30, o Jorge apareceu na casa dele. O Jorge, o arquiteto que a dona Sofia contatou pra perguntar sobre a gente. O Jorge, que nos recomendou. Assim que o Jorge chegou, ele e a esposa dele entraram num dos quartos. Não aquele do lado da obra, o mais longe". O meu! pensei. "Bom. Parece que entre eles... viu? Já tava rolando algo porque a cara dela mudou quando viu ele chegar. E ela disse 'Você veio' — eu não vi direito, era novo na casa, mas acho que eles se beijaram. E antes de ir pro quarto, o Jorge fala pro Pipi: 'Me espera ou, se for embora, volta. Mais ou menos uma hora e meia' — parece que o Jorge e o capataz já tinham conversado algo no dia anterior, quando a gente começou a trabalhar. Cê tá me acompanhando, seu Ricardo?". Não sei o que murmurei. Algo como um "Sim". Enquanto caía na real: a Sofia tava me chifrando com esse tal de Jorge. "Bom, o Pipi foi embora, eu fiquei sozinho, trabalhando. Daí um tempo, tava morrendo de vontade de mijar, viu? Então fui pro banheiro. Tinha que passar na frente da porta do quarto e ouvi a sua mulher... bom, cê sabe. Tratando o Jorge de 'você', pedindo umas coisas que... parece que o Jorge já tinha feito antes, porque a dona Sofia disse: 'Lembra quantas vezes você me pediu pra deixar meter sem camisinha?... É, alguma vez você me convenceu. Sabe que adoro te agradar, mas agora que tô grávida, pode gozar dentro, não igual quando você gozava nos meus peitos ou na minha boca'. E o Jorge disse, me desculpe seu Ricardo: 'Ainda bem que seu marido foi pra Rosário por 3 dias e seu primo dos EUA, o Robert, te comeu nos 3 dias que você tava ovulando'. Seu Ricardo. A sua esposa tava rindo, cê me entende? O filho que ela tem na barriga é do primo dela, ela não tava a fim de engravidar de você. Cê tá aí? Espero que o que eu vou te contar não te ofenda, porque tô falando de coisa da sua mulher". Eu, quase destruído, pedi: "Continua, Chino. Tem mais, né?". Com toda sinceridade, o pedreiro, que não sei por que tava sendo leal comigo, arriscando perder o emprego, continuou. "Sim. Aquele, no segundo dia do nosso trampo, Seu Jorge e a patroa saíram do quarto umas 12 horas. Eu tava lá fora, mas vi o reflexo deles num vidro de janela. Tavam pelados, de mãos dadas pro banheiro. Tomaram banho e antes de sair, o Pipi chegou. A sua mulher, Seu Ricardo, só tinha o roupão pra sair do chuveiro e o Seu Jorge, que tava nu, entrou no quarto onde rolou tudo, parece que pra se vestir, e antes de entrar falou pra Dona Sofia: 'Eu te recomendei o César pra construção do teu quarto novo. Mas sei de outras virtudes que pra uma puta como você, não convém perder'. Sua esposa riu e quando ficou sozinha com o capataz, ele, sem mais, puxou o roupão dela e começou a apalpar os peitos dela, viu? Desculpa, Seu Ricardo. Mas eu ouvia como a Dona Sofia tava gostando. Parece que o Seu César... hã... como é que eu falo? Usou os dedos também, me entende? E ela falou baixinho (eu ouvi porque tava passando pela janela entreaberta) 'Vamo ver como cê vem, Pipi...' Pelo visto, o capataz tirou... o pau dele e sua esposa falou 'Amanhã cê não escapa, Pipi'. E desde aquele dia, o terceiro desde que começou o trampo, o Pipi dia sim, dia não, me deixa às 10 na obra, sua esposa, Dona Sofia, sobe na caminhonete e vão pra... cê já sabe. Às vezes na casa do capataz, outras num motel, outras, segundo o Pipi contou no grupo de zap, ele come ela em obras que a gente tem contratada, viu? 'Assim, no meio da areia' escreveu o Pipi e mandou vídeos". Eu cortei ele seco: "Que cê tá dizendo, Chino? O capataz conta o que faz com minha mulher num grupo de WhatsApp e manda vídeos? Quem tá nesse Grupo?" perguntei quase descontrolado enquanto sentia uma espécie de gripe, com febre, febre alta... e quando o Chinês começou a me responder... vomitei.
Vou te mandar uns vídeos, pra tu ver que não tô mentindo. Tirei eles do grupo pra mostrar pra você. Nesse grupo tão os que trabalham com o Pipi, que deve ser uns... 25 pedreiros... e sei que o Pipi, desde que tá comendo a sua esposa, colocou o Don Jorge, o arquiteto, nesse grupo.Sofia chupando a pica do capataz
Eu queria me matar ali mesmo. Quando o Chinês me fala: "Isso não é tudo, seu Ricardo. O capataz subiu uns vídeos assim." Eram 3 vídeos da Sofia, grávida, fodendo que nem uma puta com o "Pipi" — que ainda come o cu dela quando quer em 2 dos vídeos — e com o filho do Pipi, um cara de 24 anos, no terceiro vídeo. O Chinês, já sem medo, me enfia outra facada: "Ouvi a dona Sofia falando no telefone com o Javier, o filho do capataz, o Pipi, e sem vergonha nenhuma ela dizia: 'Sabe como eu largo o inútil do Ricardo e vou morar com seu pai, Javi? Mas... ia morar com você. E não dá pra ser mãe e sua puta... morando com o Pipi, eu escolheria você e fodia tudo com seu velho' — entendeu, seu Ricardo?" E ele pergunta: "A senhora já viu ela cheirando pó? Já te contei que o capataz iniciou ela" — ao que respondo com amarga tristeza: "Nem sabia que ela usava...
Tava destruído. Olho a hora. 11:40. Já faz quase uma hora e meia que o Chino me apresentou a verdadeira Sofia. E enquanto cada palavra é um tiro no coração... ela deve tá cheirando e dando a buceta pra aquele gordo...
Continua?
Ficamos juntos 12 anos e nos primeiros 11 posso garantir que não tenho motivos reais, palpáveis que confirmem que ela me traía. Fiquem ligados porque ainda falta uma categoria sobre o jeito dela ser. Com as minas, já contei. Com os caras, principalmente os que transbordavam poder, também falei. Mas falta definir como ela se comportava com outro tipo. E nesse tipo tinha uma só pessoa: eu. Amigo primeiro, namorado depois e marido no final. Entre essas três fases se passaram 12 anos. Ainda não consigo decifrar isso porque, diante de tanta apatia, foram tantos anos que ficamos juntos.
"Ficar juntos" nessa relação, entre a Sofia e eu, consistia em se ver, ir tomar algo, ou ao cinema, ou comemorar algum aniversário da família dela ou da minha. Mas sempre me deixava a sensação de que, se eu estava ou não, pra ela era a mesma coisa. Se num bar, por exemplo, a gente esperava alguém, ela nem falava comigo, se eu perguntava algo respondia com sons: "Mmmsim" ou "MMMnãopossomm" e coisas assim, e assim que chegava a pessoa ou as pessoas que esperávamos, ela virava outra. Como se colocassem um chip novo nela. Se era uma mulher, parente dela (sua mãe, a irmã dela, uma prima) era simpática, ria das piadas ou comentários e, comigo, nem me fazia participar das conversas. Agora, se a mulher que chegava era tipo amiga ou ex-colega, ela não agia tão divertida, mantinha distância. E comigo, a mesma coisa. Um vaso com umas flores de plástico recebia mais atenção do que eu. E como vocês devem imaginar: se quem chegava era um homem, principalmente alguém que se gabava de ter um cargo importante ou ter dinheiro, toda a atenção dela, os olhos, o jeito de se mexer deixavam claro o quanto ela estava interessada nele ou neles. Até me pareceu, algumas vezes, que ela se esfregava no estofado da cadeira, como se estivesse se estimulando. Nesses homens, ela tocava enquanto ria de alguma besteira, tirava um fiapo da roupa, perguntava se ele queria que ela pedisse algo pra ele.
Como esse tipo de homem não frequentava a gente com frequência, meus ciúmes e angústias não foram tantos. Depois de ser tão agarrada e atenciosa, voltava ao tratamento frio comigo. Com toda a tagarelice que ela podia ter com outros homens, pra mim ela dizia "Descansa" horas depois, em casa, quando ela ia pro quarto dela e eu pro meu. Ah, sim. Ela decidiu assim. Cada um no seu quarto. Desse jeito, a frieza dela era ainda mais notória e nossos encontros sexuais foram se tornando nulos. Na cama, pelo menos pela experiência que tenho (ela e eu, não sei como foi com outros antes), se eu desse uma revista pra ela enquanto eu fazia o trabalho, aposto o pau que ela se divertiria mais.
Até que, mais ou menos depois de 11 anos do nosso relacionamento, por essas coisas da vida, fomos ao aniversário da avó dela e ela bebeu demais, tanto que quando voltamos pra casa ela estava levemente excitada, pra minha surpresa. Então ela me disse que queria que a gente dormisse junto e transasse. Sempre fiquei com a suspeita de que não foi só o álcool que a deixou com vontade de pau. No aniversário da avó dela, ela passou o tempo todo numa espécie de antecozinha, longe de todo mundo (e de mim, claro), conversando. rindo, apalpando, flertando, tirando fiapo do suéter de um primo que morava nos EUA, engenheiro ele, que veio pro país por um trampo e por acaso caiu bem na data da festa da vó. Também percebi que o tal Robert (se fazia chamar em inglês, o pedante) só tomava uísque duplo, e ela, que era especialista em se submeter a esse perfil de macho, com certeza pra agradar o primo, nas 3 horas que passou entregue só a ele, se embebedou de uísque. Isso a deixou bêbada, justificando a luxúria e a vontade incontrolável de transar. Ela tava particularmente molhada antes de começar, o que justificava minha paranoia. E pra testar ela (porque sério: eu estudava muito o comportamento estranho dela), quando ela fechou os olhos enquanto eu metia, convenci ela a falar Robert em vez do meu nome. E eu tava certo. Sofia, assim que começou a me tratar como se tivesse dando pro Robert, me chamando assim, virou uma brasa... gemia, se contorcia, tirou toda a roupa, ficando pelada completa pra mim, pela primeira e única vez. "Ahh, Robert... Isso... Assim..." ela dizia, eu surpreso... "Me dá essa cock que eu senti tanta falta, Robert.. ahh... ahh..." (aí deduzi que, quando adolescentes, antes do primo se mudar pros EUA, ela tinha dado pra ele)... "Ohh, my God... Robert... fuck me... so deep..." tão submissa e complacente que, enquanto eu fazia o trabalho, ela, de olhos fechados, falava com o Robert em inglês. Num momento, ela se abriu toda, como nunca vi. Use a palavra: buceta bem aberta. "Now, my love" gemeu quase gritando "Cum inside me, fill me now... ahhh... I'm about to come, my love... ahh... ahhhh..." Sofia tava gozando como uma gostosa e pedia pro Robert encher ela, meter toda a cum dele dentro. Foi assim. Corri o risco da gravidez porque éramos jovens: ela com 31 anos recém-feitos e eu com 34. E talvez se ela engravidasse... o comportamento dela melhorasse. Já falei que naquela época nosso relacionamento tava com uns 11 anos e foi a primeira - e última - Depois daquele sexo foda que a gente teve...
Minha mulher ficou exausta... e apagou na hora, enquanto eu fiquei remoendo tudo que aconteceu. Sim: o tal primo Robert, talvez sem perceber, deixou ela bêbada, ela ficou com tesão por ele, tinha que extravasar com o que tivesse à mão (eu) e, numa jogada que deixou ela na cara, me chamando de primo, virou uma puta no cio. Eu olhava ela dormindo tranquilamente depois da trepada, toda suada, cheia de porra... ainda não caía a ficha que aquilo tinha rolado. Custei a pegar no sono, então várias vezes ouvi ela falando dormindo coisas tipo "Robert... que pau gostoso" ou "Sim, Robert, claro que queria ir pra um motel com você... mas estava..." sem me mencionar.
Por causa do trampo, me mandaram pra filial de Rosário, então por 3 dias deixei a Sofia sozinha. Eu queria que a gente conversasse sobre a foda, que podíamos tentar de novo, se ela ficava excitada. Queria que o que rolou não esfriasse. Mas beleza, quando voltar, pensei. Só que não rolou. Ela não só evitou o papo: de algum jeito me fez entender que ela e eu não tínhamos transado. Não falou, mas eu conheço ela, sei dos esquemas dela pra disfarçar algo que não quer encarar de frente. Não disse, mas deixou claro que, pra ela, quem comeu ela foi o primo Robert. Não foi tão na lata assim. Mas ela meio que fugia de reconhecer minha participação na noite de bebedeira, nudez, fantasia, orgasmos violentos... e minha porra dentro.
Depois de 3 semanas, a gente voltou a tocar no assunto, mas porque a Sofia tinha vindo do médico pra me contar que, depois de 11 anos "juntos", estava grávida. A gente ia ter um filho. Sim, como ela não assumia que eu tinha feito ela gozar daquele jeito e, com um pouco de malícia, consegui que ela virasse uma puta finalmente, a Sofia voltou a ser a de sempre comigo. Me ignorava, respondia com sons... Até mais ou menos depois do segundo mês de gravidez dela, que uma noite eu perguntei: "Que tal, antes do bebê nascer, a gente cobre uma parte do quintal do lado do teu quarto e constrói pra ele? Um quarto?". A frieza habitual dela com minhas sugestões desapareceu e eu notei que ela ficou realmente feliz com minha ideia. "Sim! Ótimo. Vou perguntar ao gerente da minha sobrinha, ele é arquiteto, deve conhecer alguém pra nos recomendar". Sim. O tal arquiteto, o gerente, era outro daqueles caras que "me deixam louquinha". O tal Jorge era casado e comia minha sobrinha, que trabalhava na empresa dele. Poucas pessoas da família sabiam, mas a Sofia descobriu. Por isso, ela quase não falava com a Laura, a sobrinha dela. E por isso ela disse "Vou perguntar ao gerente da minha sobrinha" quando o lógico seria perguntar pra Laura. Reconheço minha paranoia, mas sem dúvida a Sofia sentia algo ruim pela Laura. Ciúmes. Inveja. Me chamem de paranoico, mas é assim que conheço minha mulher. Jorge, arquiteto, cheio da grana. O protótipo dos caras que a deixam agitada, que a fazem ficar submissa, atenciosa com eles, quase num flerte.
Em 10 dias já tinham começado a obra. Os recomendados pelo tal Jorge eram dois: César, o capataz, um morenão de barriga grande, daqueles que colocam a camisa pra dentro da calça, o que deixa a barriga ainda maior, era bem convencido, dava pra ver que tinha a autoestima lá em cima. E esse barrigudo comandava o Chino, que era o pedreiro, o que trabalhava de verdade. Eles chegavam perto das 10 da manhã — por sorte eu já estava no trabalho, entro às 9h — e, segundo me contava uma Sofia especialmente tagarela, o César deixava o Chino, tomava uns mates com ela, e depois ia embora. O Chino trazia a marmita dele e lá pelas 17h o capataz passava pra buscá-lo. De segunda a sexta. Eu, iludido, fiquei feliz pela minha agora ex. Ela ia ficar ocupada e entretida por um tempo.
Repito. Sofia, não sei se por causa da gravidez, por construir o quarto pro nosso futuro filho, por ter companhia nas horas em que durante anos ficou sozinha já que eu me ausentava pra trabalhar, estava diferente. Notei que ela estava se maquiando, o que destacava os traços já lindos dela. E, embora se vestir de forma sexy não fosse o forte dela, algumas camisetas As roupas largas que ela começou a usar mostravam que já quase não usava sutiã. Não sei quando comprou aquelas camisetas, mas davam um toque de gostosa pegável. Também não sei quando comprou, mas começou a vestir uns joggings bem apertados, que enfiavam na bunda, meio curtos de perna — não chegavam nos tênis, também novos. Lembro de três: um jogging cinza, um preto e outro, mais justo, azul turquesa. Como dá pra ver, roupas nada sexy, mas pra sua vestimenta sem graça de sempre, a Sofia tava mais jovial.
Umas uns... 45 dias que o tal de César e o Chino tavam trabalhando no quarto do nosso futuro filho. Pois é, FILHO, porque a Sofia quis saber o sexo a todo custo e quando descobrimos que era menino, com aquele jeito dela de "É assim que se faz, como eu mando", ela me avisa: "Quero que ele se chame Robert, igual ao meu primo. E de segundo nome, Jorge, igual ao arquiteto que recomendou o Pipi e o Chino pra gente". Tanta certeza de que seria do jeito que ela mandou que escapou um detalhe. "Pipi? Quem é Pipi?" pergunto, e vi o corpo dela ficar tenso enquanto ela gaguejava procurando uma resposta que não causasse briga. "Pipi eu disse? Hã... devo ter querido dizer 'Papai' pra você, Ricardo, logo você vai ser, querido: PAI do Robert" — ensaiou uma mentira. "Sofia, quem é Pipi?" Vi os bicos dos peitos dela endurecerem enquanto suava no lábio de cima. "Pipi... é... Pipi... é como o Jorge e o Chino chamam o encarregado, o Seu César... é, talvez pegou o apelido que eles usam" — ela disse e mudou de assunto rápido. "Tão indo rápido. Acho que antes do Robert nascer, o quarto dele já vai estar pronto. Você foi ver a obra?" Confuso, obedeci. Fui, ela não me acompanhou porque, claro, talvez junto eu voltasse a tocar no assunto de que minha mulher tratava o encarregado gordo como "Pipi". Olhando pra baixo, como a gente anda quando tem pensamento chato, notei que num lugar meio escondido tinha algo escrito com giz. Me aproximei. Me ajoelhei. "Seu Ricardo. Deixa seu celular escrito aqui. Sou o Chino, o pedreiro. É entre nós." O que tava rolando nos meus últimos meses, que tanta coisa nova não parecia trazer boas notícias? Procurei um giz e só escrevi: "Dentro do vaso azul. Ricardo". Um truque que só o Chino ia entender. Não queria escrever meu celular, o encarregado podia ver aquela mensagem perguntando pro funcionário dele, e o Chino tinha sugerido firme "entre nós". Peguei um papel da minha agenda. Anotei o número do meu celular. E perguntei o que ele precisava. de mim, que agia com tanto mistério. No dia seguinte, às 9 da manhã já tava no meu escritório, nervoso, ansioso, impaciente. Bateu 10h, a hora que a Sofia tinha me falado que o capataz largava o Chinês, verificava o estado da obra, às vezes tomava uns mates e ia embora. 10h15 chegou uma mensagem. "Olá, Seu Ricardo. Espero não estar atrapalhando seu trabalho. Sou o Chinês." Me deixou ainda mais na dúvida. Se o César largava ele às 10h e ainda ficava rondando um pouco, o Chinês nessa hora já devia tá trabalhando, senão o capataz ia encher o saco dele por ficar no celular. "Olá, Chinês. Não devia tá trabalhando? Seu César não te enche o saco se te pegar no celular?" Demorou pra responder. Eu cada vez mais nervoso. Tocou a notificação. Mensagem. "É sobre isso que queria falar, pode me ligar? Não tenho crédito." Tranquei a porta do escritório e liguei pra ele. "Seu Ricardo, não tô acostumado, sabe? a passar por coisa' assim" ele disse, o que me deixou mais inquieto. "Sua esposa, dona Sofia, como quase todo dia faz um mês, foi embora. Bom, o Pipi, o capataz, levou ela." Quase caí de bunda. "Tá ouvindo, Seu Ricardo? Porque não sei como explicar, como contar. Não sei de que jeito dizer que seu César tá comendo dona Sofia, entende?" Eu tirei forças sei lá de onde, porque a garganta tava fechada. "Chinês. O que você tá dizendo ofende minha esposa. Conheço a Sofia há quase 12 anos e ela..." ele me interrompe "Pois é, Seu Ricardo. Ou você não conhece ela tanto quanto pensa... ou ela... foi mudando aos poucos... ou tão mudando ela, entende ou não, Seu Ricardo?" Sempre desconfiei, mas achava que era minha paranoia. Sofia era uma mulher que, mesmo sendo gostosa e ainda jovem, era uma chata sem graça. E o Chinês tá me dizendo que o preto barrigudo do pedreiro tá comendo ela todo santo dia? "Chinês" tentei montar a cena na minha cabeça "Preciso de detalhes. Como. Quando. O que aconteceu. O que ACONTECEU com a Sofia. Quero saber tudo. informação". O Chino tava meio assustado. Tentou montar um discurso que desse pra entender e falou tudo de uma vez. "Olha. Eu conheço o Pipi. Ele costuma comer todas as clientas que a gente atende, porque são as que ficam em casa enquanto o marido trabalha, cê me entende? Mas dessa vez ele teve ajuda. No segundo dia que a gente começou o serviço, umas 10h30, o Jorge apareceu na casa dele. O Jorge, o arquiteto que a dona Sofia contatou pra perguntar sobre a gente. O Jorge, que nos recomendou. Assim que o Jorge chegou, ele e a esposa dele entraram num dos quartos. Não aquele do lado da obra, o mais longe". O meu! pensei. "Bom. Parece que entre eles... viu? Já tava rolando algo porque a cara dela mudou quando viu ele chegar. E ela disse 'Você veio' — eu não vi direito, era novo na casa, mas acho que eles se beijaram. E antes de ir pro quarto, o Jorge fala pro Pipi: 'Me espera ou, se for embora, volta. Mais ou menos uma hora e meia' — parece que o Jorge e o capataz já tinham conversado algo no dia anterior, quando a gente começou a trabalhar. Cê tá me acompanhando, seu Ricardo?". Não sei o que murmurei. Algo como um "Sim". Enquanto caía na real: a Sofia tava me chifrando com esse tal de Jorge. "Bom, o Pipi foi embora, eu fiquei sozinho, trabalhando. Daí um tempo, tava morrendo de vontade de mijar, viu? Então fui pro banheiro. Tinha que passar na frente da porta do quarto e ouvi a sua mulher... bom, cê sabe. Tratando o Jorge de 'você', pedindo umas coisas que... parece que o Jorge já tinha feito antes, porque a dona Sofia disse: 'Lembra quantas vezes você me pediu pra deixar meter sem camisinha?... É, alguma vez você me convenceu. Sabe que adoro te agradar, mas agora que tô grávida, pode gozar dentro, não igual quando você gozava nos meus peitos ou na minha boca'. E o Jorge disse, me desculpe seu Ricardo: 'Ainda bem que seu marido foi pra Rosário por 3 dias e seu primo dos EUA, o Robert, te comeu nos 3 dias que você tava ovulando'. Seu Ricardo. A sua esposa tava rindo, cê me entende? O filho que ela tem na barriga é do primo dela, ela não tava a fim de engravidar de você. Cê tá aí? Espero que o que eu vou te contar não te ofenda, porque tô falando de coisa da sua mulher". Eu, quase destruído, pedi: "Continua, Chino. Tem mais, né?". Com toda sinceridade, o pedreiro, que não sei por que tava sendo leal comigo, arriscando perder o emprego, continuou. "Sim. Aquele, no segundo dia do nosso trampo, Seu Jorge e a patroa saíram do quarto umas 12 horas. Eu tava lá fora, mas vi o reflexo deles num vidro de janela. Tavam pelados, de mãos dadas pro banheiro. Tomaram banho e antes de sair, o Pipi chegou. A sua mulher, Seu Ricardo, só tinha o roupão pra sair do chuveiro e o Seu Jorge, que tava nu, entrou no quarto onde rolou tudo, parece que pra se vestir, e antes de entrar falou pra Dona Sofia: 'Eu te recomendei o César pra construção do teu quarto novo. Mas sei de outras virtudes que pra uma puta como você, não convém perder'. Sua esposa riu e quando ficou sozinha com o capataz, ele, sem mais, puxou o roupão dela e começou a apalpar os peitos dela, viu? Desculpa, Seu Ricardo. Mas eu ouvia como a Dona Sofia tava gostando. Parece que o Seu César... hã... como é que eu falo? Usou os dedos também, me entende? E ela falou baixinho (eu ouvi porque tava passando pela janela entreaberta) 'Vamo ver como cê vem, Pipi...' Pelo visto, o capataz tirou... o pau dele e sua esposa falou 'Amanhã cê não escapa, Pipi'. E desde aquele dia, o terceiro desde que começou o trampo, o Pipi dia sim, dia não, me deixa às 10 na obra, sua esposa, Dona Sofia, sobe na caminhonete e vão pra... cê já sabe. Às vezes na casa do capataz, outras num motel, outras, segundo o Pipi contou no grupo de zap, ele come ela em obras que a gente tem contratada, viu? 'Assim, no meio da areia' escreveu o Pipi e mandou vídeos". Eu cortei ele seco: "Que cê tá dizendo, Chino? O capataz conta o que faz com minha mulher num grupo de WhatsApp e manda vídeos? Quem tá nesse Grupo?" perguntei quase descontrolado enquanto sentia uma espécie de gripe, com febre, febre alta... e quando o Chinês começou a me responder... vomitei.
Vou te mandar uns vídeos, pra tu ver que não tô mentindo. Tirei eles do grupo pra mostrar pra você. Nesse grupo tão os que trabalham com o Pipi, que deve ser uns... 25 pedreiros... e sei que o Pipi, desde que tá comendo a sua esposa, colocou o Don Jorge, o arquiteto, nesse grupo.Sofia chupando a pica do capataz
Eu queria me matar ali mesmo. Quando o Chinês me fala: "Isso não é tudo, seu Ricardo. O capataz subiu uns vídeos assim." Eram 3 vídeos da Sofia, grávida, fodendo que nem uma puta com o "Pipi" — que ainda come o cu dela quando quer em 2 dos vídeos — e com o filho do Pipi, um cara de 24 anos, no terceiro vídeo. O Chinês, já sem medo, me enfia outra facada: "Ouvi a dona Sofia falando no telefone com o Javier, o filho do capataz, o Pipi, e sem vergonha nenhuma ela dizia: 'Sabe como eu largo o inútil do Ricardo e vou morar com seu pai, Javi? Mas... ia morar com você. E não dá pra ser mãe e sua puta... morando com o Pipi, eu escolheria você e fodia tudo com seu velho' — entendeu, seu Ricardo?" E ele pergunta: "A senhora já viu ela cheirando pó? Já te contei que o capataz iniciou ela" — ao que respondo com amarga tristeza: "Nem sabia que ela usava...
Tava destruído. Olho a hora. 11:40. Já faz quase uma hora e meia que o Chino me apresentou a verdadeira Sofia. E enquanto cada palavra é um tiro no coração... ela deve tá cheirando e dando a buceta pra aquele gordo... Continua?
3 comentários - Sempre desconfiei da fidelidade da Sofi... até que...
Primero, porque es tu evaluación su "que lo que cuento es grave". Asi, que es tu suposición que "la quiero hacer quedar mal".
Segundo. Ella despertó. O alguien la despertó. Y la estoy haciendo gozar. Ella la está pasando bien... no asi su marido, al que la historia lo muestra un perdedor.
No, no la quiero hacer quedar mal. A veces desde una pequeña idea... empiezas por un camino y tomas otro y ese te lleva a otro... y vas elaborando pequeñas pu