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Compêndio III42: ACESSO NÃO AUTORIZADO (Final)
Nessa altura, já passava das 4 da tarde, tarde demais pra voltar pro escritório. Além disso, Celeste tava com os olhos marejados. A porta do quarto do hotel fez um clique ao se fechar atrás da gente. As sandálias de Celeste arrastaram no carpete fofo enquanto ela caminhava até a cama, os ombros caídos. O ar tinha um cheiro leve do perfume dela (laranja e baunilha) misturado com a limpeza sem graça dos lençóis do hotel.- Tá tudo bem? - perguntei, parado perto da entrada.
Ela não respondeu na hora. Em vez disso, pegou o celular na mesinha de cabeceira, a tela acendendo de novo com a mensagem do Reginald. O polegar dela tremeu um pouco ao deslizar: não tava com raiva, só exausta, como alguém que já tinha perdido a conta de quantas vezes repetiu o mesmo gesto inútil.
• Não sei por que esperava algo diferente! — confessou, a voz carregada.O telefone escorregou dos dedos dela sobre o edredom, caindo com um baque suave que soou mais alto no quarto silencioso. Lá fora, o horizonte de Melbourne brilhava através das janelas do chão ao teto, indiferente a como os ombros dela se curvavam para dentro enquanto ela afundava na borda da cama. A seda do vestido sussurrava contra os lençóis, o tecido se amontoando ao redor dela como gelo derretido. Ela apertou as palmas das mãos contra os joelhos, os dedos agarrando a seda.
• Já devia estar acostumada com isso a essa altura… — disse, mais para si mesma do que para mim.
Hesitei, então dei um passo à frente. O carpete abafou meus passos.
— Acostumada com o quê?
• A estar sozinha. — A risada dela foi frágil, o som se quebrando contra as paredes estéreis do quarto. — Reggie sempre foi casado com o trabalho dele. Até em Londres. Mas aqui… é pior. Pelo menos lá eu tinha amigos. Aqui, nem sei onde comprar umaTá decente.Um músculo no maxilar dele se contraiu. Ele piscou rápido, os olhos brilhando com lágrimas não derramadas que pegavam a luz do fim da tarde filtrada pelas cortinas translúcidas. Do jeito que ele disseTá decente.(como se fosse o último fio desfiado de um lar), fez meu peito apertar de repente. Os dedos dela brincavam com um fio solto do edredom, o movimento repetitivo hipnótico.
Olhei ao redor do quarto: a bandeja do serviço de quarto do café da manhã intacta, os ovos frios endurecendo nas bordas, a mala meio desfeita com uma blusa de seda pendurada na cadeira como uma pele descartada, o romance aberto na escrivaninha com páginas dobradas em intervalos irregulares. A suíte inteira sussurrava horas solitárias medidas em anéis de café e travesseiros reposicionados.
— Você não veio aqui por escolha, né?
A pergunta escapou antes que eu pudesse segurar, minha voz mal mais alta que o zumbido do frigobar.
Celeste soltou um suspiro brusco.
• Não. Reggie disse que era temporário.Seis meses, no máximo.— Isso foi há um mês. — Ela puxou um fio solto do edredom, a linha desfiada enrolando no dedo como uma aliança de casamento. — Agora, parece uma eternidade…
O gelo no copo d'água tinha derretido, a condensação formando uma poça no sousplat. Ela pegou o copo, deu um gole, torceu o nariz com o gosto morno: a garganta se mexendo naquele gole quase imperceptível que alguém dá quando segura uma má notícia com dificuldade.
A porta do minibar se abriu com precisão cirúrgica, o ar frio roçando meus nós dos dedos. Peguei uma garrafa nova (a condensação já se formando no vidro) e girei a tampa com um som de gelo quebrando. Os dedos da Celeste roçaram os meus ao pegá-la, o toque persistindo por uma batida longa, quente contra a superfície molhada da garrafa.
• Valeu! — ela sussurrou, a voz desfiando nas bordas como seda remendada.
A garrafa tremeu levemente na mão dela antes que ela a levasse aos lábios, o movimento expondo o delicado pulsar da veia sob sua mandíbula. Gotas de água escorreram pelo queixo, traçando o mesmo caminho de antes… descendo pela garganta, sumindo no decote do vestido. Ela não as secou.Por um momento, ficamos ali parados (ela na cama, eu perto da penteadeira), ouvindo os barulhos abafados dos carrinhos de limpeza no corredor. O som recuou como uma maré, deixando um silêncio tão denso que dava pra ouvir o zumbido fraco do compressor do frigobar. Os dedos de Celeste ainda apertavam a garrafa de água, os nós dos dedos pálidos contra o vidro. Uma gota escorreu pela lateral e caiu no joelho nu dela, traçando um caminho lento até a dobra do vestido.
Então, num impulso, Celeste levantou o olhar.
• Fica!
Nos encaramos, em silêncio, esperando o outro se mexer. A luz alaranjada da tarde passava pelas persianas, pintando listras de tigre nas clavículas de Celeste. Os dedos dela torciam o edredom, o tecido sussurrando como um segredo.
• Não quero ficar sozinha!...
A voz de Celeste falhou na última palavra, o pedido dela pairando entre nós como a luz do fim da tarde que se apagava.
Ela me beijou primeiro: suave, hesitante, como quem testa a água do banho com o pé. Os lábios dela tinham um leve gosto de Earl Grey e caramelo, quentes contra os meus. Quando não me afastei, os braços dela deslizaram ao redor do meu pescoço com uma urgência repentina, os dedos se enroscando no meu cabelo como se ela estivesse se ancorando no presente. Começamos a nos despir devagar, os dedos atrapalhados com botões e fechos, como se nenhum de nós quisesse apressar o inevitável. A seda do vestido da Celeste escorregou pelos ombros dela com um sussurro, amontoando-se aos pés como ouro líquido. A pele dela estava quente sob minhas palmas, corada pelo calor da tarde que ainda pulsava nas veias. Ela se arqueou sob meu toque, a respiração falhando quando meus polegares traçaram a borda delicada de renda do sutiã dela: quase invisível, translúcido a ponto de deixar ver o rosado suave dos bicos por baixo do tecido. Mas, conforme a excitação aumentava, nossas respirações ficaram mais roucas.
Estendi a mão para o criado-mudo, tateando a maçaneta da gaveta na luz do entardecer. Meus dedos roçaram a caixa de papelão lisa: a oferta discreta do Hyatt de camisinhas guardadas junto com o cardápio do serviço de quarto. O invólucro de látex rasgou com um estalo seco que fez a Celeste prender a respiração. Enquanto eu desenrolava, o olhar dela se fixou em mim com uma intensidade que beirava a fascinação científica, os lábios entreabertos.
- O que foi? - Perguntei, parando no meio do movimento com a camisinha meio desenrolada.• N-não!... Não!... Não foi nada! - Gaguejou Celeste, seu rubor se aprofundando até um tom que rivalizava com o batom framboesa dos seus lábios.
Seu olhar hesitou, depois voltou com a curiosidade furtiva de quem tenta não olhar para um acidente de carro.
Nos beijamos de novo, eu por cima dela, o peso do meu corpo pressionando Celeste contra o colchão com uma deliciosa inevitabilidade. Quando comecei a penetrá-la, Celeste parecia impossivelmente apertada… seus músculos vibrando ao meu redor como um pulso nervoso. Depois de ver a expressão tensa do Reginald nas reuniões de diretoria, não me surpreendi que eles não transassem há um tempo. O jeito que o corpo dela resistiu no começo e depois cedeu com um suspiro trêmulo, dizia tudo.
• É... tão... grande!... - Ofegou Celeste, seus dedos arranhando minhas costas como se buscassem apoio.
A respiração dela vinha em rajadas rápidas e rasas contra minha clavícula, quente e doce com traços de Earl Grey. A primeira estocada completa fez ela arquear debaixo de mim: a coluna se curvando como uma corda antes de desabar de novo sobre o edredom amassado. Um gemido agudo escapou daqueles lábios tingidos de framboesa, as unhas cavando meias-luas nos meus ombros. O cheiro de laranja dela se misturou com o odor sutil de tesão enquanto eu penetrava mais fundo.• Tá bem? — Perguntei contra a garganta dela, sentindo o bater acelerado do pulso dela sob meus lábios.
Ela acenou que sim, frenética, os quadris se erguendo pra encontrar os meus.
• S-sim! Só... mais devagar?
Seus dedos se apertaram nos meus ombros, não empurrando, mas ancorando… como se temesse que eu desaparecesse se soltasse. A luz da tarde capturou o brilho do suor na sua têmpora, os fios molhados de cabelo grudados na pele dela. Eu cedi, me afastando ligeiramente. O deslize estava mais suave agora, o corpo dela se adaptando. Os lençóis do hotel estalaram debaixo de nós, algodão fresco contra meus joelhos. A respiração da Celeste cortou quando eu a penetrei por completo: os músculos internos dela vibrando ao meu redor em pulsos lentos e surpresos.
• Ai, meu Deus! – ela sussurrou num gemido sensual e indefeso, fechando os olhos.
Os dedos dela percorreram meu peito, hesitantes no começo, depois mais ousados quando as unhas arranharam levemente minha barriga. A sensação me percorreu como um choque, e eu segurei o pulso dela, pressionando-o contra o colchão ao lado da cabeça dela. Ela ofegou, o quadril se erguendo instintivamente, buscando mais atrito.
O abajur da mesinha projetava uma luz quente sobre as clavículas dela, destacando o brilho do suor que se formava ali como orvalho da manhã sobre pedra aquecida pelo sol. Lá fora, a cidade zumbia: bondes tilintando como sinos distantes, risadas bêbadas da rua lá embaixo subindo e sumindo como chiado de rádio. O ar cheirava a sexo agora... sal e sexo e o leve rastro do perfume de laranja dela, teimoso, agarrado à fronha onde ela tinha mordido instantes antes.Eu me movi dentro dela de novo, mais devagar dessa vez. Celeste gemeu (um som suave e partido, que balançava entre um soluço e um suspiro), as coxas tremendo contra meus quadris com o esforço de ficar parada. Os dedos dela se curvaram contra os lençóis onde eu os tinha imobilizado, a aliança pegando a luz do abajur a cada movimento tenso.
— Você é uma delícia! — admiti contra a orelha dela, meus lábios roçando o contorno delicado onde o pulso dela vibrava como um passarinho preso.
A risada dela foi sem fôlego, os dedos apertando meu cabelo.
— Faz... um tempinho.
A confissão saiu trêmula (metade admissão, metade desculpa), enquanto seus quadris se erguiam hesitantes sob os meus. O movimento mandou uma nova onda de calor por mim, seus músculos internos vibrando em pulsos lentos e surpresos que me cortaram a respiração.O beijo se aprofundou… lento, preguiçoso, daquele tipo que faz o tempo encolher no simples contato quente dos lábios e na respiração compartilhada entre eles. Os dedos de Celeste se apertaram no meu cabelo, as unhas arranhando de leve meu couro cabeludo de um jeito que mandou arrepios pela minha espinha. Os lábios dela se abriram mais, convidando, e eu tracei a curva da língua dela com a minha, provando o doce suave do Earl Grey e o traço mais gostoso e amanteigado de caramelo do bolo do café que ainda ficava no hálito dela. Ela gemeu baixinho na minha boca, a vibração zumbindo entre nós como um fio elétrico.
Quando finalmente me afastei, os lábios dela estavam inchados, brilhando levemente na luz cada vez mais fraca da tarde. As bochechas dela ficaram vermelhas… não só de tesão, mas de algo mais fundo, mais vulnerável, como se ninguém tivesse perguntado o que ela queria há muito tempo. O peito dela subia e descia rápido, a renda do sutiã esticando a cada respiração.
- Me diz o que você gosta! - murmurei na comissura da boca dela, meus dedos deslizando pela curva delicada do pescoço dela, sentindo a vibração do pulso dela sob minhas pontas.
Celeste mordeu o lábio.
- Eu… gosto disso. Assim!… Exatamente assim! - Os quadris dela se ergueram hesitantes, encontrando minha próxima estocada. - Ah!
A cabeceira bateu na parede com um baque seco. Em algum corredor próximo, uma porta bateu com força. Celeste ficou imóvel debaixo de mim, as unhas cravando fundo nos meus ombros. A tensão repentina no corpo dela fez com que seus músculos internos se apertassem ao meu redor como um torno de veludo.— Vão nos ouvir! — sussurrou, os olhos arregalados com um pânico que, paradoxalmente, dilatou ainda mais suas pupilas: poços escuros engolindo completamente suas íris castanhas.
Sorri, reduzindo meus movimentos a um balanço de quadril quase imperceptível.
— Então fica quieta!
Meus lábios roçaram seu lóbulo enquanto falava, sentindo os finos tremores que percorriam seu corpo.
— A menos que você queira que a camareira faça uma reclamação de barulho pro seu marido!
Sabia por experiência que as paredes eram grossas o suficiente para garantir privacidade. Mesmo assim, ela abafou um gemido no meu ombro quando penetrei mais fundo, encontrando um ponto que fez seus dedos dos pés se contraírem. A seda do vestido dela (ainda enroscado na cintura) farfalhava a cada estocada. As pernas dela se apertaram ao meu redor, os calcanhares pressionando a parte baixa das minhas costas.
— Marco!
A voz dela falhou, rouca como passos sobre cascalho. Os dedos dela arranharam meus ombros, as unhas marcando meias-luas na minha pele. A cabeceira rangeu de novo, mais suave dessa vez, abafada pelo nosso peso.
Eu sentia ela se apertando toda em volta de mim, a respiração dela saindo em gemidos curtos. Os dedos dela se cravaram nos lençóis, os nós dos dedos brancos. A camisinha esticou bem justa enquanto os quadris dela hesitavam contra os meus. Perto, tão perto...Uma batida brusca na porta congelou nós dois.
❤️ Serviço de quarto! – Uma voz animada anunciou. Que tipo de serviço de quarto num hotel trabalha depois das 4 da tarde?
Celeste ficou dura debaixo de mim.
• Meu Deus!...
O sussurro dela mal deu pra ouvir, mas o corpo inteiro dela se tensionou igual um veado assustado, as unhas cravando meias-luas afiadas nos meus ombros. A contração repentina dos músculos dela em volta de mim quase me fez gozar na hora.
Minha mão tapou a boca de Celeste bem na hora que as costas dela arquearam de repente, o grito abafado vibrando contra minha pele. As coxas dela tremeram em volta dos meus quadris, a pressão repentina dos músculos dela me puxando mais fundo quando a batida se repetiu.
❤️ Vou voltar mais tarde! — A voz da faxineira sumiu pelo corredor, junto com o chiado das rodas do carrinho dela.No instante em que o som desapareceu, Celeste desabou de novo nos travesseiros, o peito ofegante.
• Não aguento!... — ela arfou. — Não acredito…!
Beijei ela com força, engolindo a risada dela. O orgasmo dela ondulou pelo corpo, me levando junto até o limite. O mundo se resumiu ao calor do corpo dela, à pulsação da minha própria gozada, ao som abafado da cidade lá fora.
Nossas testas ficaram grudadas, molhadas de suor, as respirações se misturando no espaço carregado entre a gente. A luz da tarde já tinha amaciado até a hora dourada, pintando a pele avermelhada da Celeste em tons de mel e âmbar. Dava pra sentir o pulso dela vibrando onde nossos corpos ainda estavam juntos… um ritmo rápido e insistente que combinava com o meu.
• Isso… foi uma delícia! — Ela riu enquanto mordia o lábio, o som inesperadamente leve entre os lençóis amassados e nossos membros enroscados.
Os dedos dela traçavam carícias e desenhos nas minhas omoplatas, as unhas deixando marcas sutis como rastros de cometa na luz que ia sumindo.
• Sim, concordo! Topa uma segunda rodada? — Quase implorei, perdido no avelã dos olhos dela.
O sol da tarde tinha mudado, projetando sombras compridas na pele avermelhada da Celeste: a luz dourada pegando o brilho fino do suor no pescoço dela, o tremor delicado do lábio inferior. As pupilas dela ainda estavam dilatadas, tão escuras que dava pra se afogar nelas.
• O quê? — Perguntou Celeste, sem acreditar no que ouvia.
• Sim. Sua buceta era tão apertada que quero de novo. Liga não? — As palavras saíram da minha boca antes que eu pudesse filtrar, cruas e sinceras.
Meus dedos traçaram a curva molhada do quadril da Celeste, sentindo os arrepios sob meu toque enquanto ela tremia. • Não... mas você... - Ofegou Celeste, seus olhos castanhos bem abertos enquanto encarava a ponta inchada da camisinha.
Uma pérola grossa de porra tremia ali, brilhando na luz fraca da tarde. Mas por baixo, eu continuava duro como uma pedra, as veias ao longo do meu pau pulsando visivelmente.
Seus dedos pairaram perto dos lábios entreabertos dela, tremendo levemente enquanto tirava a camisinha usada com um estalo molhado. A respiração dela falhou quando peguei outro pacotinho de alumínio na mesinha de cabeceira, meus dedos firmes apesar da fome que percorria meu corpo.Na segunda vez, a gente fez de quatro (algo que a Celeste confessou que nunca tinha experimentado), o ritmo foi mais bruto, mais primitivo.
Os joelhos dela afundaram no colchão enquanto se apoiava de quatro, as costas se arqueando lindamente sob minhas mãos. A curva da coluna dela era como um ponto de interrogação, me convidando a preencher o espaço vazio. Meus dedos cravaram na carne macia dos quadris dela, puxando-a pra perto a cada estocada, o som molhado da pele batendo ecoando no quarto silencioso.- Me deixa... ver você gozar de novo! - rosnei, vendo a buceta dela se apertar em volta de mim como um punho de veludo, cada contração me puxando mais fundo no calor dela.
• Marco! - ela gritou, a voz se partindo num gemido quando levantei uma mão pra agarrar o cabelo dela, puxando de leve até as costas se arquearem perfeitamente contra meu peito.
O som da nossa pele se chocando se misturou com os gemidos roucos da Celeste, as unhas dela arranhando os lençóis enquanto ela corria pro abismo uma segunda vez.• Não para! - ela implorou, o corpo tremendo igual corda esticada prestes a arrebentar. - Não para! Ah! Não para!
E eu não parei.
A luz da tarde tinha mudado. Raios dourados agora cortavam na diagonal os lençóis amassados, iluminando os tremores finos nas coxas da Celeste enquanto ela se ajoelhava no colchão. O vestido de seda formava uma poça em volta da cintura dela, o tecido molhado de suor onde grudava na lombar. Minhas mãos deslizaram em volta do quadril dela, os dedos cravando na carne macia enquanto eu puxava ela pra dentro a cada estocada.
- Você tá bem? - Murmurei, parando ao sentir ela tremer.Celeste acenou que sim freneticamente, mechas de cabelo loiro mel grudadas no pescoço vermelho dela.
- S-sim! Só... diferente. - A voz dela falhou quando eu girei meus quadris de teste, ajustando o ângulo.
A cabeceira rangeu contra a parede a cada movimento, o som ritmado contra o zumbido distante do frigobar.
Uma respiração funda. Depois...
- Ah! - Os dedos dela se torceram no edredom. - Ali!Aí!
(Oh! Lá! Lá!)Aceitei, empurrando com mais força. O cheiro de sexo flutuava denso agora: almiscarado e quente, se misturando com os restos cítricos do perfume dela. Debaixo de nós, as molas do colchão gemiam. Lá fora, um bonde tilintou levemente a três quarteirões de distância… seu repique distante marcando o ritmo com a respiração ofegante da Celeste quando minha palma deslizou ao redor da caixa torácica dela para pegar o peito dela. A seda do vestido dela grudou molhada entre nós, tão fina que eu podia sentir o mamilo dela endurecer na hora sob a pressão circular do meu polegar.
- Tô exagerando? - perguntei contra a nuca dela, provando o gosto salgado quando meus lábios roçaram a pele úmida dela.
O gemido dela de resposta vibrou através de mim, os músculos internos dela se agitando como uma borboleta presa.
Ela balançou a cabeça, ofegante.• N-não! Só... rápido. Por favor!
Eu aceitei, agarrando os quadris dela com mais força enquanto me enterrava nela com uma urgência renovada. O som da pele batendo ecoava nos azulejos do banheiro, cada estocada acentuada pelos gemidos abafados da Celeste. Os dedos dela se agarraram ao edredom amassado debaixo dela, o tecido se enrolando nos pulsos dela como algemas de seda. Cada vez que passos ecoavam no corredor, a respiração dela falhava, os músculos internos se apertando ao meu redor com uma pressão deliciosa... como se o corpo dela não conseguisse decidir se queria me puxar mais fundo ou me empurrar para fora por medo de ser ouvida.
• Deus! - Sussurrou Celeste, os ombros tremendo com uma risada contida.
A vibração subiu pela espinha dela até minhas mãos onde eu segurava os quadris dela: como prender um relâmpago numa garrafa.
Pressionei um beijo entre as omoplatas dela, provando o salgado.
• Tá quase gozando? - Meus lábios ficaram na pele molhada ali, sentindo o bater rápido do pulso dela por baixo.
• Ah, sim! Ah, sim! — O gemido da Celeste se quebrou num canto sem fôlego, a voz dela subindo um tom enquanto os dedos rasgavam o edredom.Eu sorri contra a curva suada da omoplata dela e empurrei mais fundo… com força suficiente pra cabeceira bater um ritmo constante na parede. Quando a ponta do meu pau pressionou o que parecia a entrada do útero dela, o suspiro dela saiu num som molhado e surpreso, o corpo inteiro se fechando em volta de mim como uma armadilha ativada.
Não sei se o Reginald tem um menor ou problema de ereção, mas tinha certeza que a Celeste nunca tinha se sentido assim. Os dedos da Celeste se agarraram no edredom enquanto as costas dela arqueavam bruscamente: um grito silencioso torcendo os lábios dela. Senti as paredes dela se contraírem ritmicamente em volta de mim, o calor molhado repentino marcando o clímax dela. Os joelhos dela deslizaram se abrindo nos lençóis molhados, cotovelos dobrando quando ela desabou pra frente no colchão com um gemido abafado.
• Aughh! — ela ofegou no travesseiro, voz rouca. A cabeceira bateu decididamente na parede. Nenhum de nós congelou com o som rítmico.
Diminuí, mas não parei, girando meus quadris em movimentos superficiais pra prolongar as reações dela. A camisinha esticou confortável entre nós, quente por causa do atrito. A grade do ar-condicionado em cima da gente chacoalhou, cuspindo uma lufada de ar frio que arrepiou a pele ao longo das costas vermelhas da Celeste.— Tá bem? — perguntei, tirando um fio de cabelo molhado de suor da têmpora dela.
Ela concordou fracamente, os olhos cor de avelã vidrados.
• Mhm. Só... me dá um segundo. — A respiração dela falhou quando eu me retirei com cuidado, o látex estalando suave contra minha barriga.
O relógio na mesinha de cabeceira marcava 4:58 PM. A luz do entardecer agora atravessava o pé da cama, iluminando partículas de poeira agitadas pelos nossos movimentos como pequenas bolas de discoteca presas num holofote. Celeste virou de lado com uma careta de dor, a seda do vestido amassada na cintura dela como um balão murcho. Uma fina camada de suor brilhava ao longo do decote dela, pegando a luz dourada de um jeito que fazia a pele dela parecer banhada a ouro.
A camisinha caiu no lixo com um baque molhado. Celeste acompanhou a trajetória com os olhos semicerrados, o peito ainda subindo e descendo rápido. A luz dourada capturou o suor se formando ao longo das clavículas dela, fazendo elas brilharem como lantejoulas espalhadas. Uma gota solitária escorreu pra baixo, sumindo na seda amassada amontoada na cintura dela.
Celeste me observou com os olhos semicerrados, os lábios cor de framboesa entreabertos.
• Você... ainda...! — O olhar dela desceu, se arregalando ao me ver ainda completamente duro apesar de duas rodadas. — O Reggie nunca...
A garganta dela se moveu ao redor do silenciador: ela continuou, enquanto o olhar dela caía. Uma gota de suor traçou a curva do pescoço dela antes de sumir na seda amassada da clavícula.Eu ri, me ajustando contra os lençóis molhados.
• Risco profissional da logística em equipamentos de mineração! Turnos de doze horas constroem resistência!
A piada ruim caiu pesada no ar carregado entre nós, mas a risada de resposta da Celeste foi sem fôlego e genuína… os ombros dela tremendo enquanto ela limpava a testa suada com as costas do pulso.
Ela bufou, e fez outra careta.
• Nossa! Não tava tão dolorida desde…! - Uma sombra passou pelo rosto dela antes de ela sacudir. - Bom. Já faz um tempo.
Os dedos dela acariciaram a coxa interna dela onde o vestido de seda tinha subido, o movimento chamando atenção pras marcas vermelhas leves do meu aperto anterior. A luz da tarde pegou a borda da aliança de casamento dela enquanto girava no dedo: um tique nervoso que eu tinha notado antes no café.
O cubo de gelo na penteadeira tinha começado a suar, gotas caindo sobre o cardápio de serviços plastificado. Peguei duas garrafinhas de água do frigobar, abri elas com dois estalos e passei uma pra Celeste. Ela virou de uma vez, a garganta se mexendo, antes de pressionar a garrafa fria contra a bochecha vermelha. Uma gota teimosa escapou pelo pescoço dela, seguindo o mesmo caminho que meus lábios tinham percorrido antes. Ela não limpou.• Tá me encarando! – Ela resmungou, a voz rouca do esforço.
Tava sim: olhando como os bicos dos peitos dela endureciam visivelmente por baixo da seda amassada ainda enrolada na cintura, as marcas vermelhas que meus dedos tinham deixado na pele delicada dos quadris dela.
• Só memorizando! – admiti, passando o polegar sobre uma marca avermelhada.
A ponta do meu dedo ficou levemente úmida com o suor dela, brilhando na luz fraca da tarde como orvalho da manhã em pétalas de rosa.
A risada da Celeste foi sem fôlego. Ela se espreguiçou com cuidado, testando os músculos como uma puta se desenrolando depois de uma soneca longa.
• Reggie geralmente já tá dormindo nessa hora! — Uma gota de suor escorreu pela têmpora dele enquanto ele girava o ombro com uma careta de dor. — Às vezes, até antes…A comparação não dita ficou pairando entre nós… densa como o cheiro de sexo que ainda grudava nos lençóis amassados. O relógio digital mudou para 5:03.
Peguei minha camisa largada, pendurada no sofá.
— Será que…?
Celeste segurou meu pulso. Os dedos dela estavam quentes.
— Fica! — Uma batida. — Só… deita comigo. Um minuto.
Os lençóis ainda estavam quentes onde a gente tinha estado, a marca sutil dos nossos corpos persistindo como sombras no linho amassado. Celeste se aninhou contra meu lado, a perna nua dela se enroscando na minha com uma intimidade sem vergonha, o aroma cítrico dela se misturando com o cheiro de sexo que grudava na minha pele. A respiração dela foi se acalmando devagar: não dormindo, mas descansando naquele crepúsculo líquido entre o cansaço e a consciência. Os sons da cidade sumiram num ruído branco: buzinas distantes abafadas pelas janelas duplas, o zumbido mecânico do elevador atrás da parede, e de vez em quando uma risada do bar do hotel três andares abaixo subindo como bolhas de champanhe.Às 5:22, o celular dela vibrou no criado-mudo. A tela acendeu com uma clareza cruel… Reginald piscando na prévia da mensagem:**Preso em reuniões. Pede serviço de quarto.**Celeste soltou um suspiro pelo nariz, mas não pegou no celular vibrando. Em vez disso, as pontas dos dedos dela desenharam carícias ao longo do meu esterno… círculos que iam ficando cada vez menores até que a unha dela se prendeu numa cicatriz bem abaixo da minha clavícula.
• A que horas sua esposa espera que você chegue em casa? — A pergunta caiu como uma pedra em água parada, os lábios dela, pintados de framboesa, mal se mexendo ao falar.
Eu me enrijeci sob o toque dela, sentindo a rigidez repentina nos meus ombros se transferir até onde a coxa dela ainda descansava contra a minha.
— É… minha esposa não tem problema comigo chegando tarde. — Deixei escapar um suspiro preocupado. — Minhas filhas, por outro lado, não gostam quando o papai pula a rotina diária de exercícios delas.
Ela riu das minhas palavras.
• Você tem filhos? — perguntou, agradavelmente surpresa.
— Três filhas e um bebê. — respondi com um sorriso. — E como você pode ver, estar aqui não está me rendendo o prêmio dePai do anoDesta vez.
Os dedos de Celeste demoraram contra meus lábios antes de se inclinar, me beijando com uma urgência lenta e agridoce. Quando se afastou, sua respiração carregava o peso de arrependimentos não ditos.
• Duvido que tenha filhos com o Reggie. — murmurou, olhando para o teto onde as sombras dos postes de luz lá fora se espalhavam como dedos esqueléticos sobre o gesso.
Enquanto começava a escurecer, comecei a me vestir. Celeste se virou e me observou, a última luz dourada capturando a curva de seu ombro nu enquanto se apoiava em um cotovelo. Sua silhueta contra o crepúsculo era pura suavidade e calor persistente: a curva da cintura, a sombra entre os peitos, o vestido de seda ainda enroscado em seus quadris como um pensamento meio esquecido.
• Vou te ver de novo? — perguntou num tom quase suplicante, a luz minguante pegando o tremor vulnerável do lábio inferior.
O vestido de seda sussurrou contra a pele dela enquanto se mexia, ainda meio enrolado em seus quadris como uma bandeira de rendição.
A pergunta foi leve, mas a unha dela cravou de leve na minha pele: sem dor, só presente, como um marca-página apertado entre as folhas desse momento.— Sinceramente, não sei! — Meu polegar roçou a parte de dentro do pulso dela, onde o coração vibrava. — Mas se quiser, sabe onde me encontrar.
A mentira tinha gosto de ar-condicionado viciado de hotel. Nenhum de nós daria esse passo…
(Ou talvez, era o que a gente pensava naquela hora…)
Por fim, vestido, juntei as camisinhas usadas e as embalagens do lixo, beijei a testa dela e deixei ela na cama.Próximo post
1 comentários - 42: Acesso Não Autorizado (Final)
Muy buenas las imágenes que acompañan el relato