Mauricio estava de pé na sala, com o olhar perdido e a mandíbula tensa, quando ouviu passos descendo as escadas.
Era o Fernando.
O cara desceu com uma expressão de pura satisfação no rosto. Tinha o cabelo todo bagunçado, as bochechas levemente coradas e um sorriso relaxado que não conseguia disfarçar direito. Andava com uma confiança e leveza que entregavam o que tinha acabado de acontecer.
—E aí, mano —cumprimentou Fernando com um tom alegre e descontraído.
—Que tarde boa, né? —comentou com naturalidade, mas num tom que transbordava satisfação—.
Mauricio encarou ele firme. Não respondeu ao cumprimento na hora.
—O que você estava fazendo lá em cima? —perguntou diretamente.
Fernando se aproximou da mesa, pegou uma maçã da fruteira e deu uma mordida grande antes de responder.
—Fiquei um tempinho com a tia Daniela vendo um filme — disse com naturalidade, mas com um brilho zombeteiro nos olhos —. Tava um calor da porra lá em cima, mas a gente se divertiu pra caralho.
Mauricio apertou os olhos levemente, tentando ler nas entrelinhas.
—Que filme vocês estavam assistindo? —perguntou, fingindo interesse.
Fernando deu de ombros e sorriu de um jeito brincalhão, quase zombeteiro.
—Nem ideia, pra ser sincera —respondeu sem se intimidar—. A gente começou uma, mas depois… nos distraímos com outras coisas… quer dizer, ficamos batendo papo, hehe.
Mauricio cerrou o maxilar.
—Entendo. E quanto tempo vocês ficaram lá? —insistiu.
Fernando deu outra mordida na maçã e encarou o tio diretamente, com aquela atitude relaxada e um pouco provocante.
—Umas duas horas, mais ou menos —respondeu com um sorriso torto—. A tia Daniela tava bem à vontade e não queria que eu fosse embora.
Ela fez uma pausa curta e acrescentou com tom debochado:
A gente se divertiu muito. A tia é uma companhia muito gostosa.
—Sua esposa é uma gostosa, mano. Você tem muita sorte mesmo.
Mauricio sentiu que algo se quebrava por dentro. Fernando não estava confessando diretamente, mas o jeito dele falar, o sorriso debochado e as indiretas tão óbvias deixavam bem claro o que tinha acontecido.
— E ela já desceu? — perguntou Maurício, mantendo a compostura com esforço.
Fernando sorriu ainda mais, quase com deboche.
—Não… acho que ela ficou descansando um pouco. Ficou muito cansada depois do "filme" hehe.
Deu a última mordida na maçã, jogou o miolo no lixo e passou pelo tio dando um tapinha amigável no ombro dele.
—Bom, eu vou subir pro meu quarto descansar também... Fiquei bem satisfeito por hoje.
Ele subiu as escadas assobiando baixinho, com aquela atitude debochada e triunfante que nem se dava ao trabalho de disfarçar.
Maurício ficou sozinho na sala, respirando pesadamente. A forma como Fernando tinha falado com ele — sem dizer abertamente, mas zombando dele a cada palavra — confirmou tudo o que ele temia.
Seu sobrinho não só tinha comido sua esposa... como ainda estava tirando sarro dele na cara dura.
Mauricio subiu as escadas em silêncio, com o peso de cada passo carregado de suspeita e dor. Abriu a porta do quarto de hóspedes sem bater.
O quarto estava vazio. Daniela tinha saído para tomar banho. A cama continuava completamente desarrumada, os lençóis revirados e amarrotados, os travesseiros fora do lugar. O cheiro de sexo era forte e inconfundível: suor, excitação e o aroma denso de uma foda recente.
Mauricio sentou-se pesadamente na beirada da cama. Baixou a cabeça, apoiando os cotovelos nos joelhos, e passou as mãos pelos cabelos com frustração.
—Não pode ser… —murmurou para si mesmo.
Foi aí que ela o viu.
Jogado entre os lençóis desarrumados, perto da cabeceira, estava uma camisinha aberta e esticada, claramente usada… mas vazia. Não tinha porra dentro. Só restava um pouco de lubrificante e os vestígios dos fluidos da Daniela. O que tinha acontecido: tinham tirado no meio da foda… ou simplesmente não tinham usado. Não importava, a única certeza era que seu sobrino tinha gozado dentro da sua esposa sem proteção.
Maurício pegou com dois dedos, como se estivesse pegando fogo. Olhou para a camisinha vazia por vários segundos, sentindo o mundo desabar sobre ele. A imagem do seu sobrino comendo a Daniela sem camisinha, gozando dentro dela, enchendo ela de porra, se cravou na mente dele como um ferro em brasa.
A dor foi brutal. Não era só a traição. Era a humilhação total. A própria esposa dele tinha se entregado completamente ao sobrinho, deixando ele meter sem camisinha e gozar dentro.
Ele ficou sentado ali, com a camisinha usada na mão, olhando para o chão sem ver nada. Imaginava a água do chuveiro escorrendo pelo corpo da esposa, lavando-a, tentando apagar os vestígios do que tinha acabado de acontecer.
Mauricio não se mexeu. Não gritou. Não chorou.
Ele apenas apertou a camisinha em seu punho, sentindo o látex se enrugar, enquanto a certeza da traição de sua esposa o destruía por dentro.
Maurício continuava sentado na beirada da cama, com a camisinha usada e vazia ainda apertada em seu punho. Segundos depois, a porta do quarto se abriu.
Daniela entrou envolta apenas em uma toalha branca que mal cobria os seios e chegava logo abaixo da bunda. Sua pele clara ainda estava úmida e brilhante, o cabelo negro molhado caindo sobre seus ombros. Cheirava a sabonete e a mulher recém-banhada.
Ao ver Maurício sentado ali com aquela expressão séria, Daniela parou por um segundo, mas rapidamente sorriu com aquela doçura que sempre usava quando queria acalmá-lo.
— Amor… o que você tá fazendo aqui tão quieto? — perguntou com voz suave e melosa, se aproximando devagar.
Mauricio ergueu o olhar e abriu a mão, mostrando a camisinha amassada e vazia na palma.
— O Fernando me contou que ele esteve aqui no quarto com você —
É verdade, Fernando ficou aqui um tempinho, sim… mas só assistimos um filme. Depois eu peguei no sono. E quando acordei ele já tinha ido embora.
—Ah, é mesmo? Então me explica o que significa isso? —perguntou com a voz baixa, mas carregada de tensão—. Encontrei isso entre os lençóis.
Daniela ficou olhando para a camisinha por um segundo. Sua expressão mudou levemente, mas ela não entrou em pânico. Em vez disso, deu mais um passo para perto, deixando a toalha se abrir um pouco na parte de cima, revelando o vale profundo entre seus seios.
— Maurício… — sussurrou com uma voz suave e sedutora, sentando-se ao lado dele na cama —. Não é o que você está pensando. Talvez essa camisinha seja velha. Talvez o Fernando tenha trazido uma das amigas dele, você sabe como são os jovens de hoje em dia.
Ela se inclinou levemente para ele, deixando seu peito roçar o braço do marido. Sua mão subiu lentamente pela coxa de Maurício até chegar ao peito dele.
Enquanto falava, Daniela deslizou a mão pelo pescoço de Mauricio e começou a acariciar a nuca dele com os dedos, daquele jeito que sempre o deixava louco. Ela se aproximou mais, roçando os lábios na orelha dele.
—Você está muito tenso, meu amor… —sussurrou com voz rouca e provocante—. Você realmente acha que eu seria capaz de fazer algo com seu sobrino? Com o Fernando? Ele é só um menino…
Ela se mexeu sutilmente para que a toalha deslizasse um pouco mais, deixando seus seios quase expostos. Sua mão desceu pelo peito de Mauricio e começou a desabotoar a camisa.
—Uma mulher como eu precisa de um homem de verdade como você. Vem… deixa eu te relaxar —murmurou, beijando suavemente seu pescoço e tirando sua camisa—. Você teve um dia longo e cansativo, por isso está pensando besteira. Eu só quero você…
Mauricio respirou mais pesado. Ele sabia que ela estava manipulando ele, mas o contato da pele úmida dela, a voz melosa e o cheiro de mulher começavam a afetá-lo. Daniela o conhecia bem demais.
—Daniela… —ele tentou falar, mas a voz saiu mais fraca do que ele queria.
Ela não deu a ele chance de continuar. Montou de pernas abertas sobre suas coxas, deixando a toalha se abrir completamente e ficando praticamente nua sobre ele. Pegou o rosto de Maurício entre as mãos e o beijou lenta e profundamente, com aqueles lábios carnudos que sempre o tinham deixado louco.
Quando ela abriu os lábios, olhou nos olhos dele com uma expressão inocente e sedutora ao mesmo tempo.
—Eu sou sua esposa. Só sua.
Mauricio fechou os olhos e se enganou achando que o que Daniela dizia era a pura verdade.
Depois dos beijos e carícias com Mauricio, Daniela decidiu que aquela noite não passaria despercebida. Ela queria sentir os olhares sobre ela, queria alimentar o fogo que já ardia na casa.
Ela vestiu uma blusa branca de cetim bem leve, com um decote em V tão fundo que quase chegava ao umbigo. As alças finas mal seguravam o tecido, e por não usar sutiã, seus seios generosos marcavam perfeitamente a cada movimento, deixando ver o contorno dos mamilos. Embaixo escolheu um shorts leve de cor bege claro, curto e solto, que mal cobria a metade das coxas. Ao caminhar, a borda do shorts se levantava levemente e deixava ver o fio fino e preto do seu fio-dental.
Calçou umas sandálias baixas e deixou o cabelo solto com ondas suaves. Se olhou no espelho e sorriu satisfeita.

Ela desceu as escadas junto com Mauricio. Ele caminhava ao lado dela em silêncio, ainda tenso por tudo que tinha visto e suspeitado.
Quando chegaram na sala de jantar, todo mundo já estava sentado esperando.
A reação foi imediata.
Severo, que estava bebendo água, parou com o copo no meio do caminho e olhou para ela de cima a baixo sem disfarçar. Seus olhos se prenderam no decote profundo da blusa branca e depois desceram para o shorts leve, onde o fio preto da calcinha fio dental aparecia provocativamente de um lado.
—Caralho, mas que delícia essa gostosa... —murmurou baixinho.
Fernando ficou com a boca entreaberta, os olhos fixos no peito da tia e em como o shorts se movia a cada passo. — E pensar que há umas horas atrás eu estava comendo essa gostosa.
Daniela sorriu com doçura, como se não tivesse noção do efeito que causava.
—Boa noite —disse com voz suave enquanto se sentava em frente a Severo—. Desculpe o atraso.
Ao se sentar, o shortinho leve subiu um pouquinho mais e o fio dental da calcinha ficou claramente visível de um lado, marcando a curva da sua bunda. Severo não desviou o olhar nem por um segundo.
Durante todo o jantar, os olhares não paravam de cair sobre ela. Severo, especialmente, não escondia seu desejo. Cada vez que Daniela se inclinava para pegar algo, o decote da blusa se abria mais e seus peitos se moviam livremente sob o tecido fino.
Fernando tentava disfarçar, mas seus olhos voltavam de novo e de novo para o fio preto da calcinha fio-dental que aparecia por baixo do shorts.
Alfonso só olhava de esguelha sem conseguir se conter.
O jantar terminou no meio de uma tensão silenciosa e pesada. Todos se levantaram da mesa com desculpas vagas: Diana foi verificar algo no quarto, Alfonso e Sandra se retiraram para a casa ao lado, e Severo disse que ia fumar um cigarro lá fora.
Só ficaram Maurício na sala brincando com o filho pequeno (montando alguma coisa com blocos no chão) e Daniela na cozinha, lavando os últimos pratos.
Daniela continuava vestida com a provocante blusa branca de cetim decotada e os shorts leves bege. Cada vez que ela se mexia, a borda dos shorts se levantava levemente e deixava à mostra o fino fio preto de sua calcinha fio-dental.
Fernando, que estava esperando o momento perfeito, viu que seu tio estava distraído brincando com o menino e que ninguém mais estava por perto. Com o coração batendo forte, levantou-se sorrateiramente do sofá e foi até a cozinha.
Sandra, que tinha saído um momento no corredor para pegar água, viu Fernando se esgueirando para a cozinha com pressa e uma expressão ansiosa. Ela franziu a testa, curiosa e desconfiada, e decidiu se aproximar em silêncio para espiar pela porta entreaberta.
Na cozinha, Fernando chegou por trás de Daniela sem fazer barulho. A abraçou com força pela cintura, colando o corpo no dela e enterrando o rosto no pescoço.
—Caralho, gata… —sussurrou no ouvido dela com voz rouca e excitada—. Você não tem ideia do quanto foi gostoso hoje com você. Ainda tô com seu cheiro em mim… e não paro de pensar em como você gozava enquanto eu te comia.
Suas mãos subiram pela cintura de Daniela e acariciaram a parte de baixo dos seios por cima da blusa.
—Você tá tão gostosa vestida assim… esses shorts tão curtos, dá pra ver o fio da calcinha… me deixou duro de novo, só sente aqui. —pressionando seu pau ereto entre as nádegas dela, o tecido afundou para dentro, e se não fosse pela roupa ele provavelmente a teria penetrado naquele mesmo instante com uma única enfiada.
Daniela deu um pulo ao sentir o abraço repentino e as mãos de Fernando. Soltou um pequeno gemido e quase derrubou o prato que estava lavando.
— Ah… Fernando… para! — sussurrou alarmada, embora não tenha feito um movimento forte para se afastar —. Você tá louco? Seu tio tá na sala… podem nos ver.
Apesar das suas palavras, ela não fez nada para se soltar, pelo contrário, apertou ainda mais as nádegas para sentir aquela ereção gostosa do pau dele. Virou um pouco a cabeça na direção dele, com a respiração já mais ofegante.
—Qualquer um pode entrar a qualquer momento… —ela acrescentou com uma voz mais fraca, e seus quadris se moveram levemente para trás contra ele.
Fernando sorriu e apertou mais o abraço, beijando seu pescoço.
—Não me importa… hoje foi incrível. Você deixou eu te comer sem camisinha… te enchi todinha… e quero repetir.
Sandra, escondida atrás da porta entreaberta, ouviu cada palavra com os olhos arregalados e a boca literalmente aberta de espanto. Não conseguia acreditar no que estava ouvindo.
A Daniela transou com o próprio sobrinho? Sem camisinha? Ele gozou dentro?pensou, completamente chocada.
Sandra confirmava o que pensou desde o primeiro dia que a viu, com aquele corpo tão gostoso e vestida de um jeito tão provocante, Daniela era uma verdadeira puta.
Na cozinha, Fernando continuava abraçado a Daniela, suas mãos subindo perigosamente pelos seios dela enquanto ela tentava (sem muita convicção) controlá-lo.
Sandra ficou petrificada atrás da porta entreaberta da cozinha. Tinha ouvido tudo: as palavras do Fernando, as mãos dele na cintura da Daniela, os sussurros dele sobre como tinha sido gostoso comer ela aquela tarde, e como a Daniela, sem negar, mesmo tentando controlar, não o afastava com força.
Sandra sentiu a cabeça girar. Não conseguia acreditar no que acabara de ouvir. Não aguentou mais. Fechou os olhos, respirou fundo e decidiu parar de olhar. Afastou-se da porta em silêncio e se afastou pelo corredor, com o coração batendo forte. Estava completamente confusa.
Devo contar pro Maurício? Devo falar pro Alfonso? Ou é melhor eu ficar na minha?
Eu não sabia como agir. A informação era pesada demais. Ela se sentia traída, enojada e, ao mesmo tempo, estranhamente excitada. Voltou para o quarto ao lado sem dizer nada a ninguém, com a mente uma verdadeira confusão.
Mais tarde naquela noite, no quarto de Diana e Severo.
O casal já estava na cama. Severo, deitado de costas com o torso nu, checava o celular. Diana, sentada ao lado dele, não aguentava mais guardar o segredo.
— Severo… — ela disse baixinho, nervosa —. Preciso te contar uma coisa que vi hoje.
Severo, sem largar o telefone, me pergunta.
—O que aconteceu?
Diana respirou fundo antes de falar.
—Esta tarde… quando voltei das compras, ouvi gemidos vindo do quarto de hóspedes. Subi de mansinho e abri a porta só um pouquinho…
Ela fez uma pausa, ainda chocada com o que tinha visto.
—Eu vi o Fernando… metendo na Daniela.
Severo se sentou devagar na cama, com os olhos bem abertos. Um sorriso lento e surpreso se formou em seu rosto.
— Meu filho comeu a Daniela? — perguntou, quase sem acreditar.
Diana concordou, mordendo o lábio.
—Sim… e não foi só uma rapidinha. Eles ficaram transando por mais de duas horas. Ela gemeu que nem uma verdadeira safada.
Severo soltou uma risada baixa e sombria, claramente excitado com a notícia.
—Caralho… o filho da puta do nosso filho nos passou a perna —murmurou, quase orgulhoso—. E você, como se sentiu vendo eles?
Diana ficou levemente corada.
—Não sei… fiquei muito surpresa. No começo senti ciúmes, mas… também me excitou. Ver a Daniela sendo comida daquele jeito… e pelo nosso próprio filho.
Severo se aproximou mais da esposa e passou um braço pelos ombros dela.
—Então… nosso plano de fazer um menage com ela vai ficar mais fácil? —disse com um sorriso malicioso.
Diana olhou nos olhos dele e, depois de alguns segundos, concordou devagar.
—Agora sabemos que ela é uma puta completa. Se abriu as pernas pro Fernando… também pode abrir pra gente.
Diana sorriu satisfeita.
Na manhã seguinte, a casa amanheceu mais tranquila do que o normal.
Fernando tinha ido para a escola bem cedo. Maurício tinha saído para trabalhar e, de quebra, levou o filho pequeno para a escola. Diana tinha saído para fazer umas compras no supermercado. Por isso, na sala de jantar só estavam tomando café da manhã Severo, Alfonso e Sandra.
Os três comiam em silêncio quando, de repente, ouviram-se os saltos ecoando pelo corredor.
Daniela apareceu na entrada da sala de jantar.
Ela usava uma minissaia azul marinho extremamente curta e justa, que mal cobria a metade de suas coxas, marcando perfeitamente a curva de sua bunda. Por cima, exibia uma blusa branca sem mangas, leve e colada. Os primeiros botões estavam completamente abertos, revelando um decote profundo e generoso. Seus seios grandes e firmes pressionavam o tecido, e o botão que tentava contê-los parecia prestes a estourar a cada respiração. O contraste da blusa branca contra sua pele clara era hipnotizante. Completava o visual com uns saltos altos vermelhos que a faziam andar com um rebolado exagerado e sensual.

—Bom dia —cumprimentou Daniela com sua voz doce e provocante de sempre, sorrindo com aqueles lábios carnudos pintados de um vermelho suave.
Ela se aproximou da mesa rebolando os quadris, sabendo perfeitamente o efeito que causava.
Severo parou de mastigar e olhou para ela de cima a baixo, sem disfarce algum. Seus olhos se cravaram no decote profundo e em como a blusa branca ameaçava se abrir por completo.
Alfonso tentou manter a compostura, mas seus olhos traiçoeiros desceram para o decote e as pernas de Daniela. Ele engoliu seco e só conseguiu soltar um "Bom dia" quase num sussurro.
Sandra, por sua vez, apertou o garfo com força. Seu rosto ficou visivelmente tenso ao ver a roupa tão provocante de Daniela e como seu marido a olhava.
Daniela sentou-se em seu lugar com elegância, cruzando as pernas lentamente. A minissaia subiu um pouco mais, deixando à vista mais da sua pele clara.
— O que tem para o café da manhã? — perguntou com um tom inocente e provocante, inclinando-se levemente para frente para pegar uma xícara de café. O movimento fez seus seios pressionarem mais contra a blusa, e o botão de cima pareceu prestes a estourar.
Severo soltou uma risada baixa e sombria, sem tirar os olhos do seu decote.
— Hoje o café da manhã parece muito mais apetitoso do que o normal… — comentou com duplo sentido, olhando diretamente nos olhos dela.
Daniela sorriu com malícia e se serviu um pouco de café, curtindo o clima pesado que ela mesma tinha criado.
—Que… arrumadinha pra um simples café da manhã em casa — comentou com tom seco e cortante —. Vai sair depois?
Daniela sorriu com doçura, como se não tivesse percebido o veneno nas palavras de Sandra.
—Não, é só que estou acostumada a estar sempre arrumadinha —respondeu com uma indireta à pessoa de Sandra, inclinou-se levemente para pegar uma fatia de pão. O movimento fez a blusa abrir um pouco mais.
Severo soltou uma risada baixa e suave, sem ser grosseiro.
—Bom, eu acho que você tá muito gostosa—disse com um tom casual, sem tirar os olhos do seu decote.
Alfonso se mexeu desconfortável na cadeira e tomou um gole grande de café, evitando olhar diretamente. Suas bochechas tinham ficado levemente coradas.
Sandra, por sua vez, soltou um bufido quase imperceptível e cravou o garfo em um pedaço de fruta com mais força do que o necessário.
— Alguns de nós deveriam lembrar que não estamos num desfile — murmurou entre dentes, baixo o suficiente para que só Daniela e Severo ouvissem.
Sandra se apressou para terminar o café da manhã. Seu rosto estava tenso, os lábios apertados em uma linha fina de puro desgosto.
— Eu vou me retirar — anunciou com voz cortante, sem olhar para ninguém em particular —. Eu, pelo menos, tenho coisas importantes para fazer.
Ela se levantou de repente, deu uma última olhada cheia de desprezo para Daniela e saiu da sala de jantar sem se despedir. O som de seus passos se perdeu pelo corredor em direção à casa ao lado.
Agora só restavam três na mesa: Daniela, Severo e Alfonso.
O clima mudou na hora. O silêncio ficou mais denso, mais íntimo.
Severo se recostou levemente na cadeira, com um sorriso tranquilo e perigoso. Tomou um gole lento do seu café e olhou para Daniela com admiração descarada, mas elegante.
—Que bom que a Sandra foi embora… —comentou com voz grave e relaxada—. Às vezes tanta tensão no ar tira o apetite. Já com você, Daniela, o café da manhã fica muito mais… interessante.
Seus olhos desceram por um segundo até o decote profundo da blusa branca, onde o botão de cima parecia prestes a se render, antes de voltar a encará-la nos olhos.
—Essa blusa está espetacular em você hoje. O branco realça tudo... e esses botões parecem estar fazendo um esforço heróico. Você não se sente um pouco... apertada?
Daniela sorriu com um ar de provocação e se inclinou levemente para frente para pegar uma fruta, fazendo com que o decote se abrisse um pouco mais.
—Um pouquinho sim —respondeu com tom brincalhão—, mas eu gosto de me sentir confortável. Você acha que é demais?
Severo soltou uma risada baixa e quente, e olhou de soslaio para Alfonso, que estava calado e claramente desconfortável.
—Nem um pouco —disse Severo—. Pelo contrário, acho que o Alfonso pode confirmar isso pra gente. Né, cunhado? Olha só como a Daniela está hoje de manhã. Não acha que ela está uma gostosa? Essa blusa e essa minissaia ficam maravilhosas nela.
Alfonso se mexeu na cadeira, visivelmente nervoso. Seus olhos vinham evitando olhar diretamente para Daniela, mas agora ele se viu obrigado a responder. Engoliu seco e respondeu com voz tensa:
—É... tá bom, parece legal —murmurou, sem coragem de ser mais específico.
Severo sorriu com malícia e continuou enfiando.
Vamos, cunhado, não seja tímido. A Daniela é uma gostosa e sabe disso. Não tem problema admitir. Acho que ela tá acostumada a ouvir isso toda hora, né Daniela?
Alfonso ficou levemente vermelho e só conseguiu acenar com a cabeça, evitando olhar para Daniela.
Daniela soltou uma risadinha suave e provocante, curtindo o jogo.
—Severo, você vai deixar o Alfonso ainda mais nervoso —disse ela, olhando para o cunhado atlético com um sorriso malicioso.
Severo deu uma risadinha baixa e continuou, mantendo sempre o tom sutil mas carregado:
—É que é difícil não reparar. Você sempre sabe como alegrar nossa manhã, Daniela. E o Alfonso… bem, ele também tem olhos. Só que é mais quieto que eu.
O café da manhã continuou entre flertes sutis de Severo, que habilmente tentava arrastrar Alfonso para o jogo, enquanto Daniela respondia com sorrisos e olhares provocantes, e Alfonso lutava internamente entre a culpa e a atração.
Pouco depois, Alfonso terminou o café da manhã e se levantou da mesa.
—Com licença, vou preparar algumas coisas para o trabalho —disse com voz neutra, evitando olhar para qualquer um.
Severo apenas sorriu e acenou com a cabeça, ficando sentado mais um pouco com seu café.
Alfonso subiu as escadas e entrou no seu quarto. Mal fechou a porta, encontrou Sandra arrumando umas coisas de um jeito bem irritante.
— Sandra… o que foi? — ele perguntou, fechando a porta atrás de si.
Sandra ergueu o olhar e soltou um bufão de indignação.
—O que foi? Você não viu como a Daniela desceu para o café da manhã? —disse com tom ácido e cheio de ciúmes—. Aquela minissaia mal cobria a bunda dela… a blusa com os botões quase estourando… dava pra ver os peitos dela quase saindo. E aqueles saltos… parecia que ela ia pra uma balada, não pra tomar café em família.
Alfonso ficou calado, lembrando perfeitamente da imagem de Daniela na mesa.
Sandra continuou, cada vez mais alterada:
—Ela é uma sem-vergonha. Fica se exibindo pela casa como se fosse uma qualquer. O jeito de se vestir… a forma como se mexe… como ela se inclinava… Dá pra ver que é de propósito. Você não percebe?
Alfonso passou a mão pelo rosto, visivelmente desconfortável. Não podia negar que também estava de olho.
— Sandra... é só roupa — ela tentou dizer, embora a voz não soasse muito convincente.
— Só roupa? — Sandra soltou uma risada sarcástica —. Essa mulher é uma provocadora. Dá pra ver que ela adora que todos olhem pra ela… bem, todos os homens desta casa. Não te incomoda que sua cunhada se comporte como uma puta na frente de todo mundo?
Alfonso observou sua esposa Sandra enquanto ela continuava falando indignada. Quanto mais ela falava, mais inevitável se tornava a comparação em sua mente.
Sandra era magra, quase ossuda. Seu corpo não tinha curvas: os peitos eram planos, a bunda praticamente inexistente, e ela não tinha cintura definida. Sua figura era reta, sem graça, e seu jeito de se vestir era conservador, usava uma saia até os tornozelos. Era uma mulher prática, sem nenhum charme físico que chamasse atenção.
Já a Daniela…
Daniela era o completo oposto. Tinha seios grandes, redondos e bem formados que se moviam naturalmente. Sua bunda era generosa, firme e perfeitamente arredondada. Tinha uma cintura fina que criava uma silhueta de ampulheta impossível de ignorar. Tudo nela exalava feminilidade e sensualidade.
Alfonso lembrou do momento em que seu irmão Maurício anunciou que tinha se casado e que viria apresentar sua nova esposa e seu filho. Nunca imaginou que seria uma mulher como Daniela. Maurício sempre tinha sido o feio da família: moreno, de traços grosseiros, baixo, sem graça e com muito azar com as mulheres desde jovem. Alfonso lembrava perfeitamente como, na juventude, as garotas o rejeitavam repetidamente. Não lembrava de tê-lo visto com nenhuma namorada.
E agora… Maurício tinha a Daniela.
Uma mulher que parecia ter saído de um sonho: pele clara, cabelo negro, olhos verdes, lábios carnudos, um corpo escultural e um jeito de se mexer que fazia qualquer homem virar a cabeça para olhar.
Eu intuía que tudo isso se devia ao sucesso que o irmão dela tinha como médico e à estabilidade financeira que ela desfrutava hoje em dia.
Sandra continuou falando, cada vez mais alterada:
—…e o jeito que ela se inclina, como se quisesse que todo mundo veja os peitos dela. É uma falta de respeito. Não acha?
Alfonso demorou para responder. Continuava perdido nos seus pensamentos, comparando mentalmente a esposa com Daniela. A diferença era abismal. Sandra era como uma tábua. Daniela era pura curva, carne firme e sensualidade.
—Alfonso, você tá me ouvindo? —insistiu Sandra, irritada.
—Sim… tô te ouvindo —ele respondeu finalmente, com voz distante—. É só que… a Daniela é uma mulher bem… chamativa.
Sandra olhou para ele com os olhos meio fechados, furiosa.
—Chamativa? Ela é uma sem-vergonha. Fica andando pela casa quase pelada, se exibindo na frente de todo mundo. Incluindo você.
Alfonso não respondeu. Em sua mente, continuava vendo a imagem de Daniela no café da manhã: a blusa branca quase estourando, a minissaia azul subindo por suas coxas.
Sandra, ao ver que o marido não a apoiava, cruzou os braços e resmungou:
Você devia falar com seu irmão, pra ele botar a mulher dele no lugar, essa aqui é uma casa decente.
—Vou ver o que posso fazer — foi tudo que Alfonso conseguiu dizer.
Enquanto isso, na sala de jantar, Daniela e Severo continuavam tomando café da manhã sozinhos.
Severo se recostou na cadeira com calma, olhando para ela sem pressa. Seus olhos percorreram o corpo de Daniela com descaramento, miraram o decote profundo da blusa branca e depois desceram para admirar suas lindas pernas que se exibiam naquela minissaia tão curta.
—Caralho… que jeito bom de começar o dia. Essa blusa fica uff… muito bem em você. Parece que a qualquer momento aquele botão vai estourar haha.
A verdade é que você me deixou distraído desde que desceu, não sei se vou conseguir me concentrar nas minhas coisas hoje hehe.
Daniela sentiu o calor subir pelas bochechas. Tentou manter a compostura e respondeu com um sorriso.
— Obrigada — disse, olhando para ele com um sorriso. — Mas não exagera. É só roupa confortável pra ficar em casa. É assim que costumo me vestir no dia a dia.
Severo sorriu com mais intensidade e se inclinou levemente para frente.
—Não estou exagerando. Você é uma mulher muito atraente, Daniela. Muito gostosa. Você tem algo que poucas mulheres têm... essa combinação de rosto bonito e corpo que convida a pecar. Você me faz pensar em coisas que não deveria pensar hehe.
Daniela baixou o olhar por um momento, desconfortável, mas manteve a voz calma e educada, sem entrar no jogo dele.
—Severo, por favor… não fala isso. Lembra que sou uma mulher casada. Sou a esposa do seu cunhado.
Severo soltou uma risada baixa e rouca, sem recuar.
—Pois é, que pena, porque olha, se não fosse assim… Com certeza já teria rolado alguma coisa a mais, hehe
Daniela forçou um sorriso educado e tomou um gole do seu suco, tentando mudar o rumo da conversa.
—Você quer mais café? —perguntou, mantendo um tom neutro e educado.
Severo, dominado pela excitação que Daniela provocava nele, não aguentou mais e decidiu arriscar sendo mais direto. Inclinou-se um pouco mais sobre a mesa, com o olhar fixo no decote profundo de Daniela. Seu tom ficou mais direto e sem filtros:
—Daniela… deixa eu ser sincero —disse com voz rouca—. Você tá gostosa demais, tô morrendo de vontade de co…
Nesse momento, ouviram-se passos descendo as escadas.
Alfonso entrou na sala de jantar e foi direto para a cozinha.
Severo e Daniela viram ele passar.
Daniela aproveitou o momento. Levantou-se com elegância, aproximou-se um pouco de Severo e dedicou-lhe um sorriso provocante, baixando levemente a voz:
—Adoro tomar café da manhã com você, Severo… Vamos continuar nossa conversa mais tarde —ela disse com um tom doce e sedutor, acompanhado de um olhar prolongado—. E tente não se distrair demais.
Ela se virou, rebolando os quadris naturalmente enquanto caminhava até a cozinha.
Severo ficou sentado, com os olhos grudados na bunda da Daniela, a excitação lá em cima, — Aquela mulher tem que ser minha, custe o que custar.
Daniela entrou na cozinha e se deparou com o Alfonso.
Alfonso levantou a vista do copo d'água que estava servindo e ficou imóvel ao vê-la, não conseguiu evitar olhar o decote da blusa dela.
—Oi, Alfonso… —cumprimentou Daniela com voz baixa e suave.
Tenho sentido você muito distante desde a última vez que nos encontramos aqui... lembra?
Alfonso engoliu em seco. Suas bochechas ficaram vermelhas na hora e ele desviou o olhar.
—Eu… sim, eu lembro —murmurou, nervoso.
Daniela deu mais um passo e se apoiou levemente na bancada, ficando bem perto dele. O decote da sua blusa se abriu um pouco mais.
—Nós fomos interrompidos de um jeito muito chato e desde aquela noite não conseguimos mais conversar —ela continuou com um tom melado e provocante—. Sabe… eu gostaria que a gente se tratasse mais… que fôssemos algo mais do que cunhados… bom, quero dizer algo tipo bons amigos, o que você acha?
Alfonso estava visivelmente nervoso. A respiração dele acelerou, ele olhou para a porta esperando que ninguém aparecesse e depois voltou a olhar para ela. As mãos dele apertavam o copo d'água com força.
—Daniela… eu… não sei se é uma boa ideia —balbuciou, com a voz embargada—. Você é a esposa do meu irmão e…
Daniela inclinou a cabeça levemente e o olhou com olhos brilhantes e um sorriso suave.
— Só tô dizendo que eu queria te conhecer melhor — ela sussurrou. — Desde aquela noite, sinto que você tá me evitando. Não quero que seja assim entre a gente.
Alfonso estava claramente nervoso. Seu pescoço e rosto estavam vermelhos, ele evitava olhá-la diretamente nos olhos e se remexia desconfortável contra o balcão.
Você é muito legal, Alfonso... e eu adoraria que a gente se aproximasse mais.
Alfonso estava ficando cada vez mais nervoso. Ele deixou o copo d'água sobre a bancada com um leve tremor na mão, tentando ganhar um segundo de compostura.
Daniela sorriu com malícia, deu mais um passo e, sem dizer nada, pegou o mesmo copo que ele acabara de deixar. Levantou-o lentamente, olhando nos olhos dele, e bebeu um gole exatamente do mesmo lugar onde ele havia bebido, de forma deliberadamente íntima e provocante.
—Mmm… está fresquinha —ela sussurrou com voz suave, sem desviar o olhar do dele.
Ela deixou o copo de lado e, sem dar tempo para ele reagir, pegou as mãos de Alfonso entre as dela. Seus dedos se entrelaçaram com os dele de maneira suave, mas firme.
—Alfonso… —disse com um tom baixo e meloso—. Me dá uma chance de te tratar e conhecer você um pouco mais.
Alfonso estava vermelho, com a respiração ofegante. Queria tirar as mãos, mas não o fez, Daniela as segurava com delicadeza.
—Tá bom, Daniela… —murmurou nervoso—. Eu…
Ela sorriu docemente e acariciou o dorso das mãos dele com os polegares.
— Só estou sendo sincera... — ela sussurrou, se aproximando um pouco mais.
Naquele exato momento, do corredor veio a voz da Sandra:
—Alfonso! Cadê você?
A porta da cozinha se abriu de repente.
Sandra entrou e ficou paralisada ao ver que seu marido estava sozinho com a gostosa da Daniela e que eles se separaram rapidamente, ela conseguiu perceber que estavam de mãos dadas.
Daniela deu um passo para trás, tentando parecer natural. Alfonso recuou bruscamente, batendo na bancada, com o rosto completamente vermelho.
Sandra olhou para eles alternadamente, com os olhos cheios de desconfiança e fúria contida.
—O que está acontecendo aqui? —perguntou com voz cortante.
Alfonso ficou pálido ao ver Sandra parada na porta.
—Sandra… A gente só tava… conversando. A Daniela tava me contando que…
Ele não terminou a frase. As palavras ficaram presas na garganta. Olhou para Daniela em busca de ajuda, mas ela apenas o observava com um leve sorriso zombeteiro nos lábios, como se estivesse curtindo o desconforto dele.
Alfonso engoliu em seco, incapaz de inventar uma desculpa convincente.
—Não tô nem aí pro que você tava falando — quero que me ajude a mudar umas coisas no nosso quarto.
—Claro... já vou —murmurou finalmente, abaixando a cabeça.
Passou por Sandra sem olhá-la nos olhos e saiu rapidamente da cozinha, deixando as duas mulheres sozinhas.
Daniela soltou uma risadinha suave e se virou para a porta, pronta para ir embora também.
—Espera —disse Sandra com uma voz fria e cortante, bloqueando seu caminho com o corpo.
Daniela parou, arqueando uma sobrancelha com expressão de falsa inocência.
—E aí, Sandra?
Sandra fechou a porta da cozinha e cruzou os braços, olhando para ela com desprezo.
—Quero falar com você.
—Primeiro de tudo, quero que você saiba que acho uma falta de respeito total a forma como você se veste nesta casa — começou Sandra, com a voz trêmula de raiva —. Essas blusas tão decotadas que você usa, essas leggings extremamente justas, minissaias tão curtas que mal cobrem sua bunda… até dá pra ver o fio dental da calcinha minúscula que você usa. Acha que isso é roupa decente para ficar com a família?... Você parece uma piranha qualquer.
Daniela olhou para ela com um sorriso tranquilo, quase divertido, sem dar a mínima importância à reclamação.
—Fica tranquila, Sandra... É só roupa, a vida toda eu me vesti assim. Não é pra tanto —respondeu com tom descontraído.
Sandra ficou ainda mais puta ao ver que Daniela não se abalou.
—Não faça de santa — sibilou, dando mais um passo para perto. — Eu ouvi o que você conversou com o Fernando ontem. Vi como ele te abraçou e como disse que foi uma delícia ficar com você... você transou com o sobrinho do seu marido!
Ela fez uma pausa, respirando pesadamente, com os olhos cheios de nojo e raiva.
—Você é uma safada. Agora é seu sobrino… como você pôde! Você é uma puta, Daniela. Uma verdadeira puta.
Daniela ficou olhando para ela em silêncio por alguns segundos. Depois, em vez de negar ou se defender, apenas sorriu com uma expressão provocante e desafiante.
— Uma puta? — repetiu Daniela com voz suave, quase divertida —. Nossa… que palavra forte, Sandra.
Ele deu mais um passo, sem se intimidar, e olhou direto nos olhos dela.
—Talvez você tenha razão. Talvez eu seja mesmo uma puta... mas pelo menos sou uma puta que curte. Que faz um homem se sentir desejado. Que não deixa ninguém na vontade.
Ela fez uma pausa e seu sorriso ficou mais safadinho.
—E sim… eu transei com o Fernando. Ele me comeu gostoso. Isso te incomoda? Tá com inveja? Porque eu não preciso ficar espiando por trás das portas pra sentir alguma coisa.
Sandra ficou vermelha de raiva e humilhação. Abriu a boca para responder, mas Daniela foi mais rápida.
—Melhor se preocupe consigo mesma, arrume-se um pouco mais — continuou Daniela com tom calmo e provocador —. Não vá ser que seu maridinho comece a reparar em outra pessoa.
Sandra respirou fundo, tremendo de raiva. Deu mais um passo para perto e falou com voz baixa, mas carregada de ameaça:
Escuta bem, Daniela. Eu quero você longe do meu marido. Bem longe. Se eu te ver dando em cima do Alfonso, se você chegar perto dele nem que seja um pouquinho… eu juro que conto tudo pro Mauricio. Não me importa se vai dar escândalo. Mas você vai se ferrar bonito.
Daniela a encarou em silêncio por alguns segundos. Depois sorriu com aquela mesma expressão provocante e desafiante, sem responder nada.
Sandra se virou, mas antes de sair, sem olhar para Daniela, ela disse:
—Fica esperta… gostosa!
Sandra saiu da cozinha batendo a porta. O som ecoou pelas paredes e deixou um silêncio pesado.
Daniela ficou sozinha em frente à bancada. Por alguns segundos, seu rosto permaneceu sereno, quase inexpressivo. Mas por dentro, as palavras da Sandra tinham mexido com ela profundamente.
vadia"..."gostosa"...pensou, apertando levemente os dentes.Quem essa magrela sem graça pensa que é pra me chamar assim?
Ela respirou fundo, ajustou a blusa com calma e um sorriso frio surgiu em seus lábios. Tomou uma decisão naquele mesmo instante, clara e firme.
Se a Sandra tem tanto medo de eu me aproximar do marido dela... então vou fazer isso mesmo. Vou me enfiar na cama com o Alfonso. E vou curtir muito.
Não era só desejo. Era uma forma de vingança silenciosa e de prazer. Eu queria ver até onde podia chegar.
Continua...
Nota: Desculpem os espaços entre cada parágrafo, é muito complicado publicar aqui. Gostaria que comentassem essa história que estou escrevendo, me motivariam a continuar. Podem me dar ideias, alguma cena ou algum novo personagem que queiram que eu inclua?
Era o Fernando.
O cara desceu com uma expressão de pura satisfação no rosto. Tinha o cabelo todo bagunçado, as bochechas levemente coradas e um sorriso relaxado que não conseguia disfarçar direito. Andava com uma confiança e leveza que entregavam o que tinha acabado de acontecer.
—E aí, mano —cumprimentou Fernando com um tom alegre e descontraído.
—Que tarde boa, né? —comentou com naturalidade, mas num tom que transbordava satisfação—.
Mauricio encarou ele firme. Não respondeu ao cumprimento na hora.
—O que você estava fazendo lá em cima? —perguntou diretamente.
Fernando se aproximou da mesa, pegou uma maçã da fruteira e deu uma mordida grande antes de responder.
—Fiquei um tempinho com a tia Daniela vendo um filme — disse com naturalidade, mas com um brilho zombeteiro nos olhos —. Tava um calor da porra lá em cima, mas a gente se divertiu pra caralho.
Mauricio apertou os olhos levemente, tentando ler nas entrelinhas.
—Que filme vocês estavam assistindo? —perguntou, fingindo interesse.
Fernando deu de ombros e sorriu de um jeito brincalhão, quase zombeteiro.
—Nem ideia, pra ser sincera —respondeu sem se intimidar—. A gente começou uma, mas depois… nos distraímos com outras coisas… quer dizer, ficamos batendo papo, hehe.
Mauricio cerrou o maxilar.
—Entendo. E quanto tempo vocês ficaram lá? —insistiu.
Fernando deu outra mordida na maçã e encarou o tio diretamente, com aquela atitude relaxada e um pouco provocante.
—Umas duas horas, mais ou menos —respondeu com um sorriso torto—. A tia Daniela tava bem à vontade e não queria que eu fosse embora.
Ela fez uma pausa curta e acrescentou com tom debochado:
A gente se divertiu muito. A tia é uma companhia muito gostosa.
—Sua esposa é uma gostosa, mano. Você tem muita sorte mesmo.
Mauricio sentiu que algo se quebrava por dentro. Fernando não estava confessando diretamente, mas o jeito dele falar, o sorriso debochado e as indiretas tão óbvias deixavam bem claro o que tinha acontecido.
— E ela já desceu? — perguntou Maurício, mantendo a compostura com esforço.
Fernando sorriu ainda mais, quase com deboche.
—Não… acho que ela ficou descansando um pouco. Ficou muito cansada depois do "filme" hehe.
Deu a última mordida na maçã, jogou o miolo no lixo e passou pelo tio dando um tapinha amigável no ombro dele.
—Bom, eu vou subir pro meu quarto descansar também... Fiquei bem satisfeito por hoje.
Ele subiu as escadas assobiando baixinho, com aquela atitude debochada e triunfante que nem se dava ao trabalho de disfarçar.
Maurício ficou sozinho na sala, respirando pesadamente. A forma como Fernando tinha falado com ele — sem dizer abertamente, mas zombando dele a cada palavra — confirmou tudo o que ele temia.
Seu sobrinho não só tinha comido sua esposa... como ainda estava tirando sarro dele na cara dura.
Mauricio subiu as escadas em silêncio, com o peso de cada passo carregado de suspeita e dor. Abriu a porta do quarto de hóspedes sem bater.
O quarto estava vazio. Daniela tinha saído para tomar banho. A cama continuava completamente desarrumada, os lençóis revirados e amarrotados, os travesseiros fora do lugar. O cheiro de sexo era forte e inconfundível: suor, excitação e o aroma denso de uma foda recente.
Mauricio sentou-se pesadamente na beirada da cama. Baixou a cabeça, apoiando os cotovelos nos joelhos, e passou as mãos pelos cabelos com frustração.
—Não pode ser… —murmurou para si mesmo.
Foi aí que ela o viu.
Jogado entre os lençóis desarrumados, perto da cabeceira, estava uma camisinha aberta e esticada, claramente usada… mas vazia. Não tinha porra dentro. Só restava um pouco de lubrificante e os vestígios dos fluidos da Daniela. O que tinha acontecido: tinham tirado no meio da foda… ou simplesmente não tinham usado. Não importava, a única certeza era que seu sobrino tinha gozado dentro da sua esposa sem proteção.
Maurício pegou com dois dedos, como se estivesse pegando fogo. Olhou para a camisinha vazia por vários segundos, sentindo o mundo desabar sobre ele. A imagem do seu sobrino comendo a Daniela sem camisinha, gozando dentro dela, enchendo ela de porra, se cravou na mente dele como um ferro em brasa.
A dor foi brutal. Não era só a traição. Era a humilhação total. A própria esposa dele tinha se entregado completamente ao sobrinho, deixando ele meter sem camisinha e gozar dentro.
Ele ficou sentado ali, com a camisinha usada na mão, olhando para o chão sem ver nada. Imaginava a água do chuveiro escorrendo pelo corpo da esposa, lavando-a, tentando apagar os vestígios do que tinha acabado de acontecer.
Mauricio não se mexeu. Não gritou. Não chorou.
Ele apenas apertou a camisinha em seu punho, sentindo o látex se enrugar, enquanto a certeza da traição de sua esposa o destruía por dentro.
Maurício continuava sentado na beirada da cama, com a camisinha usada e vazia ainda apertada em seu punho. Segundos depois, a porta do quarto se abriu.
Daniela entrou envolta apenas em uma toalha branca que mal cobria os seios e chegava logo abaixo da bunda. Sua pele clara ainda estava úmida e brilhante, o cabelo negro molhado caindo sobre seus ombros. Cheirava a sabonete e a mulher recém-banhada.
Ao ver Maurício sentado ali com aquela expressão séria, Daniela parou por um segundo, mas rapidamente sorriu com aquela doçura que sempre usava quando queria acalmá-lo.
— Amor… o que você tá fazendo aqui tão quieto? — perguntou com voz suave e melosa, se aproximando devagar.
Mauricio ergueu o olhar e abriu a mão, mostrando a camisinha amassada e vazia na palma.
— O Fernando me contou que ele esteve aqui no quarto com você —
É verdade, Fernando ficou aqui um tempinho, sim… mas só assistimos um filme. Depois eu peguei no sono. E quando acordei ele já tinha ido embora.
—Ah, é mesmo? Então me explica o que significa isso? —perguntou com a voz baixa, mas carregada de tensão—. Encontrei isso entre os lençóis.
Daniela ficou olhando para a camisinha por um segundo. Sua expressão mudou levemente, mas ela não entrou em pânico. Em vez disso, deu mais um passo para perto, deixando a toalha se abrir um pouco na parte de cima, revelando o vale profundo entre seus seios.
— Maurício… — sussurrou com uma voz suave e sedutora, sentando-se ao lado dele na cama —. Não é o que você está pensando. Talvez essa camisinha seja velha. Talvez o Fernando tenha trazido uma das amigas dele, você sabe como são os jovens de hoje em dia.
Ela se inclinou levemente para ele, deixando seu peito roçar o braço do marido. Sua mão subiu lentamente pela coxa de Maurício até chegar ao peito dele.
Enquanto falava, Daniela deslizou a mão pelo pescoço de Mauricio e começou a acariciar a nuca dele com os dedos, daquele jeito que sempre o deixava louco. Ela se aproximou mais, roçando os lábios na orelha dele.
—Você está muito tenso, meu amor… —sussurrou com voz rouca e provocante—. Você realmente acha que eu seria capaz de fazer algo com seu sobrino? Com o Fernando? Ele é só um menino…
Ela se mexeu sutilmente para que a toalha deslizasse um pouco mais, deixando seus seios quase expostos. Sua mão desceu pelo peito de Mauricio e começou a desabotoar a camisa.
—Uma mulher como eu precisa de um homem de verdade como você. Vem… deixa eu te relaxar —murmurou, beijando suavemente seu pescoço e tirando sua camisa—. Você teve um dia longo e cansativo, por isso está pensando besteira. Eu só quero você…
Mauricio respirou mais pesado. Ele sabia que ela estava manipulando ele, mas o contato da pele úmida dela, a voz melosa e o cheiro de mulher começavam a afetá-lo. Daniela o conhecia bem demais.
—Daniela… —ele tentou falar, mas a voz saiu mais fraca do que ele queria.
Ela não deu a ele chance de continuar. Montou de pernas abertas sobre suas coxas, deixando a toalha se abrir completamente e ficando praticamente nua sobre ele. Pegou o rosto de Maurício entre as mãos e o beijou lenta e profundamente, com aqueles lábios carnudos que sempre o tinham deixado louco.
Quando ela abriu os lábios, olhou nos olhos dele com uma expressão inocente e sedutora ao mesmo tempo.
—Eu sou sua esposa. Só sua.
Mauricio fechou os olhos e se enganou achando que o que Daniela dizia era a pura verdade.
Depois dos beijos e carícias com Mauricio, Daniela decidiu que aquela noite não passaria despercebida. Ela queria sentir os olhares sobre ela, queria alimentar o fogo que já ardia na casa.
Ela vestiu uma blusa branca de cetim bem leve, com um decote em V tão fundo que quase chegava ao umbigo. As alças finas mal seguravam o tecido, e por não usar sutiã, seus seios generosos marcavam perfeitamente a cada movimento, deixando ver o contorno dos mamilos. Embaixo escolheu um shorts leve de cor bege claro, curto e solto, que mal cobria a metade das coxas. Ao caminhar, a borda do shorts se levantava levemente e deixava ver o fio fino e preto do seu fio-dental.
Calçou umas sandálias baixas e deixou o cabelo solto com ondas suaves. Se olhou no espelho e sorriu satisfeita.

Ela desceu as escadas junto com Mauricio. Ele caminhava ao lado dela em silêncio, ainda tenso por tudo que tinha visto e suspeitado.
Quando chegaram na sala de jantar, todo mundo já estava sentado esperando.
A reação foi imediata.
Severo, que estava bebendo água, parou com o copo no meio do caminho e olhou para ela de cima a baixo sem disfarçar. Seus olhos se prenderam no decote profundo da blusa branca e depois desceram para o shorts leve, onde o fio preto da calcinha fio dental aparecia provocativamente de um lado.
—Caralho, mas que delícia essa gostosa... —murmurou baixinho.
Fernando ficou com a boca entreaberta, os olhos fixos no peito da tia e em como o shorts se movia a cada passo. — E pensar que há umas horas atrás eu estava comendo essa gostosa.
Daniela sorriu com doçura, como se não tivesse noção do efeito que causava.
—Boa noite —disse com voz suave enquanto se sentava em frente a Severo—. Desculpe o atraso.
Ao se sentar, o shortinho leve subiu um pouquinho mais e o fio dental da calcinha ficou claramente visível de um lado, marcando a curva da sua bunda. Severo não desviou o olhar nem por um segundo.
Durante todo o jantar, os olhares não paravam de cair sobre ela. Severo, especialmente, não escondia seu desejo. Cada vez que Daniela se inclinava para pegar algo, o decote da blusa se abria mais e seus peitos se moviam livremente sob o tecido fino.
Fernando tentava disfarçar, mas seus olhos voltavam de novo e de novo para o fio preto da calcinha fio-dental que aparecia por baixo do shorts.
Alfonso só olhava de esguelha sem conseguir se conter.
O jantar terminou no meio de uma tensão silenciosa e pesada. Todos se levantaram da mesa com desculpas vagas: Diana foi verificar algo no quarto, Alfonso e Sandra se retiraram para a casa ao lado, e Severo disse que ia fumar um cigarro lá fora.
Só ficaram Maurício na sala brincando com o filho pequeno (montando alguma coisa com blocos no chão) e Daniela na cozinha, lavando os últimos pratos.
Daniela continuava vestida com a provocante blusa branca de cetim decotada e os shorts leves bege. Cada vez que ela se mexia, a borda dos shorts se levantava levemente e deixava à mostra o fino fio preto de sua calcinha fio-dental.
Fernando, que estava esperando o momento perfeito, viu que seu tio estava distraído brincando com o menino e que ninguém mais estava por perto. Com o coração batendo forte, levantou-se sorrateiramente do sofá e foi até a cozinha.
Sandra, que tinha saído um momento no corredor para pegar água, viu Fernando se esgueirando para a cozinha com pressa e uma expressão ansiosa. Ela franziu a testa, curiosa e desconfiada, e decidiu se aproximar em silêncio para espiar pela porta entreaberta.
Na cozinha, Fernando chegou por trás de Daniela sem fazer barulho. A abraçou com força pela cintura, colando o corpo no dela e enterrando o rosto no pescoço.
—Caralho, gata… —sussurrou no ouvido dela com voz rouca e excitada—. Você não tem ideia do quanto foi gostoso hoje com você. Ainda tô com seu cheiro em mim… e não paro de pensar em como você gozava enquanto eu te comia.
Suas mãos subiram pela cintura de Daniela e acariciaram a parte de baixo dos seios por cima da blusa.
—Você tá tão gostosa vestida assim… esses shorts tão curtos, dá pra ver o fio da calcinha… me deixou duro de novo, só sente aqui. —pressionando seu pau ereto entre as nádegas dela, o tecido afundou para dentro, e se não fosse pela roupa ele provavelmente a teria penetrado naquele mesmo instante com uma única enfiada.
Daniela deu um pulo ao sentir o abraço repentino e as mãos de Fernando. Soltou um pequeno gemido e quase derrubou o prato que estava lavando.
— Ah… Fernando… para! — sussurrou alarmada, embora não tenha feito um movimento forte para se afastar —. Você tá louco? Seu tio tá na sala… podem nos ver.
Apesar das suas palavras, ela não fez nada para se soltar, pelo contrário, apertou ainda mais as nádegas para sentir aquela ereção gostosa do pau dele. Virou um pouco a cabeça na direção dele, com a respiração já mais ofegante.
—Qualquer um pode entrar a qualquer momento… —ela acrescentou com uma voz mais fraca, e seus quadris se moveram levemente para trás contra ele.
Fernando sorriu e apertou mais o abraço, beijando seu pescoço.
—Não me importa… hoje foi incrível. Você deixou eu te comer sem camisinha… te enchi todinha… e quero repetir.
Sandra, escondida atrás da porta entreaberta, ouviu cada palavra com os olhos arregalados e a boca literalmente aberta de espanto. Não conseguia acreditar no que estava ouvindo.
A Daniela transou com o próprio sobrinho? Sem camisinha? Ele gozou dentro?pensou, completamente chocada.
Sandra confirmava o que pensou desde o primeiro dia que a viu, com aquele corpo tão gostoso e vestida de um jeito tão provocante, Daniela era uma verdadeira puta.
Na cozinha, Fernando continuava abraçado a Daniela, suas mãos subindo perigosamente pelos seios dela enquanto ela tentava (sem muita convicção) controlá-lo.
Sandra ficou petrificada atrás da porta entreaberta da cozinha. Tinha ouvido tudo: as palavras do Fernando, as mãos dele na cintura da Daniela, os sussurros dele sobre como tinha sido gostoso comer ela aquela tarde, e como a Daniela, sem negar, mesmo tentando controlar, não o afastava com força.
Sandra sentiu a cabeça girar. Não conseguia acreditar no que acabara de ouvir. Não aguentou mais. Fechou os olhos, respirou fundo e decidiu parar de olhar. Afastou-se da porta em silêncio e se afastou pelo corredor, com o coração batendo forte. Estava completamente confusa.
Devo contar pro Maurício? Devo falar pro Alfonso? Ou é melhor eu ficar na minha?
Eu não sabia como agir. A informação era pesada demais. Ela se sentia traída, enojada e, ao mesmo tempo, estranhamente excitada. Voltou para o quarto ao lado sem dizer nada a ninguém, com a mente uma verdadeira confusão.
Mais tarde naquela noite, no quarto de Diana e Severo.
O casal já estava na cama. Severo, deitado de costas com o torso nu, checava o celular. Diana, sentada ao lado dele, não aguentava mais guardar o segredo.
— Severo… — ela disse baixinho, nervosa —. Preciso te contar uma coisa que vi hoje.
Severo, sem largar o telefone, me pergunta.
—O que aconteceu?
Diana respirou fundo antes de falar.
—Esta tarde… quando voltei das compras, ouvi gemidos vindo do quarto de hóspedes. Subi de mansinho e abri a porta só um pouquinho…
Ela fez uma pausa, ainda chocada com o que tinha visto.
—Eu vi o Fernando… metendo na Daniela.
Severo se sentou devagar na cama, com os olhos bem abertos. Um sorriso lento e surpreso se formou em seu rosto.
— Meu filho comeu a Daniela? — perguntou, quase sem acreditar.
Diana concordou, mordendo o lábio.
—Sim… e não foi só uma rapidinha. Eles ficaram transando por mais de duas horas. Ela gemeu que nem uma verdadeira safada.
Severo soltou uma risada baixa e sombria, claramente excitado com a notícia.
—Caralho… o filho da puta do nosso filho nos passou a perna —murmurou, quase orgulhoso—. E você, como se sentiu vendo eles?
Diana ficou levemente corada.
—Não sei… fiquei muito surpresa. No começo senti ciúmes, mas… também me excitou. Ver a Daniela sendo comida daquele jeito… e pelo nosso próprio filho.
Severo se aproximou mais da esposa e passou um braço pelos ombros dela.
—Então… nosso plano de fazer um menage com ela vai ficar mais fácil? —disse com um sorriso malicioso.
Diana olhou nos olhos dele e, depois de alguns segundos, concordou devagar.
—Agora sabemos que ela é uma puta completa. Se abriu as pernas pro Fernando… também pode abrir pra gente.
Diana sorriu satisfeita.
Na manhã seguinte, a casa amanheceu mais tranquila do que o normal.
Fernando tinha ido para a escola bem cedo. Maurício tinha saído para trabalhar e, de quebra, levou o filho pequeno para a escola. Diana tinha saído para fazer umas compras no supermercado. Por isso, na sala de jantar só estavam tomando café da manhã Severo, Alfonso e Sandra.
Os três comiam em silêncio quando, de repente, ouviram-se os saltos ecoando pelo corredor.
Daniela apareceu na entrada da sala de jantar.
Ela usava uma minissaia azul marinho extremamente curta e justa, que mal cobria a metade de suas coxas, marcando perfeitamente a curva de sua bunda. Por cima, exibia uma blusa branca sem mangas, leve e colada. Os primeiros botões estavam completamente abertos, revelando um decote profundo e generoso. Seus seios grandes e firmes pressionavam o tecido, e o botão que tentava contê-los parecia prestes a estourar a cada respiração. O contraste da blusa branca contra sua pele clara era hipnotizante. Completava o visual com uns saltos altos vermelhos que a faziam andar com um rebolado exagerado e sensual.

—Bom dia —cumprimentou Daniela com sua voz doce e provocante de sempre, sorrindo com aqueles lábios carnudos pintados de um vermelho suave.
Ela se aproximou da mesa rebolando os quadris, sabendo perfeitamente o efeito que causava.
Severo parou de mastigar e olhou para ela de cima a baixo, sem disfarce algum. Seus olhos se cravaram no decote profundo e em como a blusa branca ameaçava se abrir por completo.
Alfonso tentou manter a compostura, mas seus olhos traiçoeiros desceram para o decote e as pernas de Daniela. Ele engoliu seco e só conseguiu soltar um "Bom dia" quase num sussurro.
Sandra, por sua vez, apertou o garfo com força. Seu rosto ficou visivelmente tenso ao ver a roupa tão provocante de Daniela e como seu marido a olhava.
Daniela sentou-se em seu lugar com elegância, cruzando as pernas lentamente. A minissaia subiu um pouco mais, deixando à vista mais da sua pele clara.
— O que tem para o café da manhã? — perguntou com um tom inocente e provocante, inclinando-se levemente para frente para pegar uma xícara de café. O movimento fez seus seios pressionarem mais contra a blusa, e o botão de cima pareceu prestes a estourar.
Severo soltou uma risada baixa e sombria, sem tirar os olhos do seu decote.
— Hoje o café da manhã parece muito mais apetitoso do que o normal… — comentou com duplo sentido, olhando diretamente nos olhos dela.
Daniela sorriu com malícia e se serviu um pouco de café, curtindo o clima pesado que ela mesma tinha criado.
—Que… arrumadinha pra um simples café da manhã em casa — comentou com tom seco e cortante —. Vai sair depois?
Daniela sorriu com doçura, como se não tivesse percebido o veneno nas palavras de Sandra.
—Não, é só que estou acostumada a estar sempre arrumadinha —respondeu com uma indireta à pessoa de Sandra, inclinou-se levemente para pegar uma fatia de pão. O movimento fez a blusa abrir um pouco mais.
Severo soltou uma risada baixa e suave, sem ser grosseiro.
—Bom, eu acho que você tá muito gostosa—disse com um tom casual, sem tirar os olhos do seu decote.
Alfonso se mexeu desconfortável na cadeira e tomou um gole grande de café, evitando olhar diretamente. Suas bochechas tinham ficado levemente coradas.
Sandra, por sua vez, soltou um bufido quase imperceptível e cravou o garfo em um pedaço de fruta com mais força do que o necessário.
— Alguns de nós deveriam lembrar que não estamos num desfile — murmurou entre dentes, baixo o suficiente para que só Daniela e Severo ouvissem.
Sandra se apressou para terminar o café da manhã. Seu rosto estava tenso, os lábios apertados em uma linha fina de puro desgosto.
— Eu vou me retirar — anunciou com voz cortante, sem olhar para ninguém em particular —. Eu, pelo menos, tenho coisas importantes para fazer.
Ela se levantou de repente, deu uma última olhada cheia de desprezo para Daniela e saiu da sala de jantar sem se despedir. O som de seus passos se perdeu pelo corredor em direção à casa ao lado.
Agora só restavam três na mesa: Daniela, Severo e Alfonso.
O clima mudou na hora. O silêncio ficou mais denso, mais íntimo.
Severo se recostou levemente na cadeira, com um sorriso tranquilo e perigoso. Tomou um gole lento do seu café e olhou para Daniela com admiração descarada, mas elegante.
—Que bom que a Sandra foi embora… —comentou com voz grave e relaxada—. Às vezes tanta tensão no ar tira o apetite. Já com você, Daniela, o café da manhã fica muito mais… interessante.
Seus olhos desceram por um segundo até o decote profundo da blusa branca, onde o botão de cima parecia prestes a se render, antes de voltar a encará-la nos olhos.
—Essa blusa está espetacular em você hoje. O branco realça tudo... e esses botões parecem estar fazendo um esforço heróico. Você não se sente um pouco... apertada?
Daniela sorriu com um ar de provocação e se inclinou levemente para frente para pegar uma fruta, fazendo com que o decote se abrisse um pouco mais.
—Um pouquinho sim —respondeu com tom brincalhão—, mas eu gosto de me sentir confortável. Você acha que é demais?
Severo soltou uma risada baixa e quente, e olhou de soslaio para Alfonso, que estava calado e claramente desconfortável.
—Nem um pouco —disse Severo—. Pelo contrário, acho que o Alfonso pode confirmar isso pra gente. Né, cunhado? Olha só como a Daniela está hoje de manhã. Não acha que ela está uma gostosa? Essa blusa e essa minissaia ficam maravilhosas nela.
Alfonso se mexeu na cadeira, visivelmente nervoso. Seus olhos vinham evitando olhar diretamente para Daniela, mas agora ele se viu obrigado a responder. Engoliu seco e respondeu com voz tensa:
—É... tá bom, parece legal —murmurou, sem coragem de ser mais específico.
Severo sorriu com malícia e continuou enfiando.
Vamos, cunhado, não seja tímido. A Daniela é uma gostosa e sabe disso. Não tem problema admitir. Acho que ela tá acostumada a ouvir isso toda hora, né Daniela?
Alfonso ficou levemente vermelho e só conseguiu acenar com a cabeça, evitando olhar para Daniela.
Daniela soltou uma risadinha suave e provocante, curtindo o jogo.
—Severo, você vai deixar o Alfonso ainda mais nervoso —disse ela, olhando para o cunhado atlético com um sorriso malicioso.
Severo deu uma risadinha baixa e continuou, mantendo sempre o tom sutil mas carregado:
—É que é difícil não reparar. Você sempre sabe como alegrar nossa manhã, Daniela. E o Alfonso… bem, ele também tem olhos. Só que é mais quieto que eu.
O café da manhã continuou entre flertes sutis de Severo, que habilmente tentava arrastrar Alfonso para o jogo, enquanto Daniela respondia com sorrisos e olhares provocantes, e Alfonso lutava internamente entre a culpa e a atração.
Pouco depois, Alfonso terminou o café da manhã e se levantou da mesa.
—Com licença, vou preparar algumas coisas para o trabalho —disse com voz neutra, evitando olhar para qualquer um.
Severo apenas sorriu e acenou com a cabeça, ficando sentado mais um pouco com seu café.
Alfonso subiu as escadas e entrou no seu quarto. Mal fechou a porta, encontrou Sandra arrumando umas coisas de um jeito bem irritante.
— Sandra… o que foi? — ele perguntou, fechando a porta atrás de si.
Sandra ergueu o olhar e soltou um bufão de indignação.
—O que foi? Você não viu como a Daniela desceu para o café da manhã? —disse com tom ácido e cheio de ciúmes—. Aquela minissaia mal cobria a bunda dela… a blusa com os botões quase estourando… dava pra ver os peitos dela quase saindo. E aqueles saltos… parecia que ela ia pra uma balada, não pra tomar café em família.
Alfonso ficou calado, lembrando perfeitamente da imagem de Daniela na mesa.
Sandra continuou, cada vez mais alterada:
—Ela é uma sem-vergonha. Fica se exibindo pela casa como se fosse uma qualquer. O jeito de se vestir… a forma como se mexe… como ela se inclinava… Dá pra ver que é de propósito. Você não percebe?
Alfonso passou a mão pelo rosto, visivelmente desconfortável. Não podia negar que também estava de olho.
— Sandra... é só roupa — ela tentou dizer, embora a voz não soasse muito convincente.
— Só roupa? — Sandra soltou uma risada sarcástica —. Essa mulher é uma provocadora. Dá pra ver que ela adora que todos olhem pra ela… bem, todos os homens desta casa. Não te incomoda que sua cunhada se comporte como uma puta na frente de todo mundo?
Alfonso observou sua esposa Sandra enquanto ela continuava falando indignada. Quanto mais ela falava, mais inevitável se tornava a comparação em sua mente.
Sandra era magra, quase ossuda. Seu corpo não tinha curvas: os peitos eram planos, a bunda praticamente inexistente, e ela não tinha cintura definida. Sua figura era reta, sem graça, e seu jeito de se vestir era conservador, usava uma saia até os tornozelos. Era uma mulher prática, sem nenhum charme físico que chamasse atenção.
Já a Daniela…
Daniela era o completo oposto. Tinha seios grandes, redondos e bem formados que se moviam naturalmente. Sua bunda era generosa, firme e perfeitamente arredondada. Tinha uma cintura fina que criava uma silhueta de ampulheta impossível de ignorar. Tudo nela exalava feminilidade e sensualidade.
Alfonso lembrou do momento em que seu irmão Maurício anunciou que tinha se casado e que viria apresentar sua nova esposa e seu filho. Nunca imaginou que seria uma mulher como Daniela. Maurício sempre tinha sido o feio da família: moreno, de traços grosseiros, baixo, sem graça e com muito azar com as mulheres desde jovem. Alfonso lembrava perfeitamente como, na juventude, as garotas o rejeitavam repetidamente. Não lembrava de tê-lo visto com nenhuma namorada.
E agora… Maurício tinha a Daniela.
Uma mulher que parecia ter saído de um sonho: pele clara, cabelo negro, olhos verdes, lábios carnudos, um corpo escultural e um jeito de se mexer que fazia qualquer homem virar a cabeça para olhar.
Eu intuía que tudo isso se devia ao sucesso que o irmão dela tinha como médico e à estabilidade financeira que ela desfrutava hoje em dia.
Sandra continuou falando, cada vez mais alterada:
—…e o jeito que ela se inclina, como se quisesse que todo mundo veja os peitos dela. É uma falta de respeito. Não acha?
Alfonso demorou para responder. Continuava perdido nos seus pensamentos, comparando mentalmente a esposa com Daniela. A diferença era abismal. Sandra era como uma tábua. Daniela era pura curva, carne firme e sensualidade.
—Alfonso, você tá me ouvindo? —insistiu Sandra, irritada.
—Sim… tô te ouvindo —ele respondeu finalmente, com voz distante—. É só que… a Daniela é uma mulher bem… chamativa.
Sandra olhou para ele com os olhos meio fechados, furiosa.
—Chamativa? Ela é uma sem-vergonha. Fica andando pela casa quase pelada, se exibindo na frente de todo mundo. Incluindo você.
Alfonso não respondeu. Em sua mente, continuava vendo a imagem de Daniela no café da manhã: a blusa branca quase estourando, a minissaia azul subindo por suas coxas.
Sandra, ao ver que o marido não a apoiava, cruzou os braços e resmungou:
Você devia falar com seu irmão, pra ele botar a mulher dele no lugar, essa aqui é uma casa decente.
—Vou ver o que posso fazer — foi tudo que Alfonso conseguiu dizer.
Enquanto isso, na sala de jantar, Daniela e Severo continuavam tomando café da manhã sozinhos.
Severo se recostou na cadeira com calma, olhando para ela sem pressa. Seus olhos percorreram o corpo de Daniela com descaramento, miraram o decote profundo da blusa branca e depois desceram para admirar suas lindas pernas que se exibiam naquela minissaia tão curta.
—Caralho… que jeito bom de começar o dia. Essa blusa fica uff… muito bem em você. Parece que a qualquer momento aquele botão vai estourar haha.
A verdade é que você me deixou distraído desde que desceu, não sei se vou conseguir me concentrar nas minhas coisas hoje hehe.
Daniela sentiu o calor subir pelas bochechas. Tentou manter a compostura e respondeu com um sorriso.
— Obrigada — disse, olhando para ele com um sorriso. — Mas não exagera. É só roupa confortável pra ficar em casa. É assim que costumo me vestir no dia a dia.
Severo sorriu com mais intensidade e se inclinou levemente para frente.
—Não estou exagerando. Você é uma mulher muito atraente, Daniela. Muito gostosa. Você tem algo que poucas mulheres têm... essa combinação de rosto bonito e corpo que convida a pecar. Você me faz pensar em coisas que não deveria pensar hehe.
Daniela baixou o olhar por um momento, desconfortável, mas manteve a voz calma e educada, sem entrar no jogo dele.
—Severo, por favor… não fala isso. Lembra que sou uma mulher casada. Sou a esposa do seu cunhado.
Severo soltou uma risada baixa e rouca, sem recuar.
—Pois é, que pena, porque olha, se não fosse assim… Com certeza já teria rolado alguma coisa a mais, hehe
Daniela forçou um sorriso educado e tomou um gole do seu suco, tentando mudar o rumo da conversa.
—Você quer mais café? —perguntou, mantendo um tom neutro e educado.
Severo, dominado pela excitação que Daniela provocava nele, não aguentou mais e decidiu arriscar sendo mais direto. Inclinou-se um pouco mais sobre a mesa, com o olhar fixo no decote profundo de Daniela. Seu tom ficou mais direto e sem filtros:
—Daniela… deixa eu ser sincero —disse com voz rouca—. Você tá gostosa demais, tô morrendo de vontade de co…
Nesse momento, ouviram-se passos descendo as escadas.
Alfonso entrou na sala de jantar e foi direto para a cozinha.
Severo e Daniela viram ele passar.
Daniela aproveitou o momento. Levantou-se com elegância, aproximou-se um pouco de Severo e dedicou-lhe um sorriso provocante, baixando levemente a voz:
—Adoro tomar café da manhã com você, Severo… Vamos continuar nossa conversa mais tarde —ela disse com um tom doce e sedutor, acompanhado de um olhar prolongado—. E tente não se distrair demais.
Ela se virou, rebolando os quadris naturalmente enquanto caminhava até a cozinha.
Severo ficou sentado, com os olhos grudados na bunda da Daniela, a excitação lá em cima, — Aquela mulher tem que ser minha, custe o que custar.
Daniela entrou na cozinha e se deparou com o Alfonso.
Alfonso levantou a vista do copo d'água que estava servindo e ficou imóvel ao vê-la, não conseguiu evitar olhar o decote da blusa dela.
—Oi, Alfonso… —cumprimentou Daniela com voz baixa e suave.
Tenho sentido você muito distante desde a última vez que nos encontramos aqui... lembra?
Alfonso engoliu em seco. Suas bochechas ficaram vermelhas na hora e ele desviou o olhar.
—Eu… sim, eu lembro —murmurou, nervoso.
Daniela deu mais um passo e se apoiou levemente na bancada, ficando bem perto dele. O decote da sua blusa se abriu um pouco mais.
—Nós fomos interrompidos de um jeito muito chato e desde aquela noite não conseguimos mais conversar —ela continuou com um tom melado e provocante—. Sabe… eu gostaria que a gente se tratasse mais… que fôssemos algo mais do que cunhados… bom, quero dizer algo tipo bons amigos, o que você acha?
Alfonso estava visivelmente nervoso. A respiração dele acelerou, ele olhou para a porta esperando que ninguém aparecesse e depois voltou a olhar para ela. As mãos dele apertavam o copo d'água com força.
—Daniela… eu… não sei se é uma boa ideia —balbuciou, com a voz embargada—. Você é a esposa do meu irmão e…
Daniela inclinou a cabeça levemente e o olhou com olhos brilhantes e um sorriso suave.
— Só tô dizendo que eu queria te conhecer melhor — ela sussurrou. — Desde aquela noite, sinto que você tá me evitando. Não quero que seja assim entre a gente.
Alfonso estava claramente nervoso. Seu pescoço e rosto estavam vermelhos, ele evitava olhá-la diretamente nos olhos e se remexia desconfortável contra o balcão.
Você é muito legal, Alfonso... e eu adoraria que a gente se aproximasse mais.
Alfonso estava ficando cada vez mais nervoso. Ele deixou o copo d'água sobre a bancada com um leve tremor na mão, tentando ganhar um segundo de compostura.
Daniela sorriu com malícia, deu mais um passo e, sem dizer nada, pegou o mesmo copo que ele acabara de deixar. Levantou-o lentamente, olhando nos olhos dele, e bebeu um gole exatamente do mesmo lugar onde ele havia bebido, de forma deliberadamente íntima e provocante.
—Mmm… está fresquinha —ela sussurrou com voz suave, sem desviar o olhar do dele.
Ela deixou o copo de lado e, sem dar tempo para ele reagir, pegou as mãos de Alfonso entre as dela. Seus dedos se entrelaçaram com os dele de maneira suave, mas firme.
—Alfonso… —disse com um tom baixo e meloso—. Me dá uma chance de te tratar e conhecer você um pouco mais.
Alfonso estava vermelho, com a respiração ofegante. Queria tirar as mãos, mas não o fez, Daniela as segurava com delicadeza.
—Tá bom, Daniela… —murmurou nervoso—. Eu…
Ela sorriu docemente e acariciou o dorso das mãos dele com os polegares.
— Só estou sendo sincera... — ela sussurrou, se aproximando um pouco mais.
Naquele exato momento, do corredor veio a voz da Sandra:
—Alfonso! Cadê você?
A porta da cozinha se abriu de repente.
Sandra entrou e ficou paralisada ao ver que seu marido estava sozinho com a gostosa da Daniela e que eles se separaram rapidamente, ela conseguiu perceber que estavam de mãos dadas.
Daniela deu um passo para trás, tentando parecer natural. Alfonso recuou bruscamente, batendo na bancada, com o rosto completamente vermelho.
Sandra olhou para eles alternadamente, com os olhos cheios de desconfiança e fúria contida.
—O que está acontecendo aqui? —perguntou com voz cortante.
Alfonso ficou pálido ao ver Sandra parada na porta.
—Sandra… A gente só tava… conversando. A Daniela tava me contando que…
Ele não terminou a frase. As palavras ficaram presas na garganta. Olhou para Daniela em busca de ajuda, mas ela apenas o observava com um leve sorriso zombeteiro nos lábios, como se estivesse curtindo o desconforto dele.
Alfonso engoliu em seco, incapaz de inventar uma desculpa convincente.
—Não tô nem aí pro que você tava falando — quero que me ajude a mudar umas coisas no nosso quarto.
—Claro... já vou —murmurou finalmente, abaixando a cabeça.
Passou por Sandra sem olhá-la nos olhos e saiu rapidamente da cozinha, deixando as duas mulheres sozinhas.
Daniela soltou uma risadinha suave e se virou para a porta, pronta para ir embora também.
—Espera —disse Sandra com uma voz fria e cortante, bloqueando seu caminho com o corpo.
Daniela parou, arqueando uma sobrancelha com expressão de falsa inocência.
—E aí, Sandra?
Sandra fechou a porta da cozinha e cruzou os braços, olhando para ela com desprezo.
—Quero falar com você.
—Primeiro de tudo, quero que você saiba que acho uma falta de respeito total a forma como você se veste nesta casa — começou Sandra, com a voz trêmula de raiva —. Essas blusas tão decotadas que você usa, essas leggings extremamente justas, minissaias tão curtas que mal cobrem sua bunda… até dá pra ver o fio dental da calcinha minúscula que você usa. Acha que isso é roupa decente para ficar com a família?... Você parece uma piranha qualquer.
Daniela olhou para ela com um sorriso tranquilo, quase divertido, sem dar a mínima importância à reclamação.
—Fica tranquila, Sandra... É só roupa, a vida toda eu me vesti assim. Não é pra tanto —respondeu com tom descontraído.
Sandra ficou ainda mais puta ao ver que Daniela não se abalou.
—Não faça de santa — sibilou, dando mais um passo para perto. — Eu ouvi o que você conversou com o Fernando ontem. Vi como ele te abraçou e como disse que foi uma delícia ficar com você... você transou com o sobrinho do seu marido!
Ela fez uma pausa, respirando pesadamente, com os olhos cheios de nojo e raiva.
—Você é uma safada. Agora é seu sobrino… como você pôde! Você é uma puta, Daniela. Uma verdadeira puta.
Daniela ficou olhando para ela em silêncio por alguns segundos. Depois, em vez de negar ou se defender, apenas sorriu com uma expressão provocante e desafiante.
— Uma puta? — repetiu Daniela com voz suave, quase divertida —. Nossa… que palavra forte, Sandra.
Ele deu mais um passo, sem se intimidar, e olhou direto nos olhos dela.
—Talvez você tenha razão. Talvez eu seja mesmo uma puta... mas pelo menos sou uma puta que curte. Que faz um homem se sentir desejado. Que não deixa ninguém na vontade.
Ela fez uma pausa e seu sorriso ficou mais safadinho.
—E sim… eu transei com o Fernando. Ele me comeu gostoso. Isso te incomoda? Tá com inveja? Porque eu não preciso ficar espiando por trás das portas pra sentir alguma coisa.
Sandra ficou vermelha de raiva e humilhação. Abriu a boca para responder, mas Daniela foi mais rápida.
—Melhor se preocupe consigo mesma, arrume-se um pouco mais — continuou Daniela com tom calmo e provocador —. Não vá ser que seu maridinho comece a reparar em outra pessoa.
Sandra respirou fundo, tremendo de raiva. Deu mais um passo para perto e falou com voz baixa, mas carregada de ameaça:
Escuta bem, Daniela. Eu quero você longe do meu marido. Bem longe. Se eu te ver dando em cima do Alfonso, se você chegar perto dele nem que seja um pouquinho… eu juro que conto tudo pro Mauricio. Não me importa se vai dar escândalo. Mas você vai se ferrar bonito.
Daniela a encarou em silêncio por alguns segundos. Depois sorriu com aquela mesma expressão provocante e desafiante, sem responder nada.
Sandra se virou, mas antes de sair, sem olhar para Daniela, ela disse:
—Fica esperta… gostosa!
Sandra saiu da cozinha batendo a porta. O som ecoou pelas paredes e deixou um silêncio pesado.
Daniela ficou sozinha em frente à bancada. Por alguns segundos, seu rosto permaneceu sereno, quase inexpressivo. Mas por dentro, as palavras da Sandra tinham mexido com ela profundamente.
vadia"..."gostosa"...pensou, apertando levemente os dentes.Quem essa magrela sem graça pensa que é pra me chamar assim?
Ela respirou fundo, ajustou a blusa com calma e um sorriso frio surgiu em seus lábios. Tomou uma decisão naquele mesmo instante, clara e firme.
Se a Sandra tem tanto medo de eu me aproximar do marido dela... então vou fazer isso mesmo. Vou me enfiar na cama com o Alfonso. E vou curtir muito.
Não era só desejo. Era uma forma de vingança silenciosa e de prazer. Eu queria ver até onde podia chegar.
Continua...
Nota: Desculpem os espaços entre cada parágrafo, é muito complicado publicar aqui. Gostaria que comentassem essa história que estou escrevendo, me motivariam a continuar. Podem me dar ideias, alguma cena ou algum novo personagem que queiram que eu inclua?
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