Marina no bairro (parte 1)

Vou deixar um relato de uma confissão de uma usuária do Poringa, com muito anonimato, porque ela não tem coragem de contar o ocorrido, mas tava morrendo de vontade de liberar essa história.

Ela se chama Marina, é da cidade de Mendoza, terra do bom vinho. Isso aconteceu quando ela tinha 22 anos, uma mulher não muito experiente em sexo, muito envergonhada e tímida, mas ao mesmo tempo curiosa. Ela gosta de explorar o próprio corpo na intimidade e sentir cada centímetro com as próprias mãos.

Vivia sempre com o cabelo preso de qualquer jeito e um jeito de falar que parecia pedir licença. Daquelas envergonhadas que ficam vermelhas até pra comprar no mercadinho, e com o olhar meio baixo.

Tinha uma curiosidade que coçava igual mosquito no verão. Não falava nada, óbvio. Nem pra melhor amiga. Mas olhava, escutava, ligava os pontos. As conversas na calçada, os comentários de passagem, as risadinhas cúmplices. Tudo ficava martelando na cabeça dela.

De tarde, sentava no meio-fio com o mate lavado, fingindo que mexia no celular. Mas na real tava ligada em tudo: quem olhava pra quem, como se falavam.

Uma noite, ela ficou um tempinho a mais lá fora. A música saía de uma casa perto, um cumbia baixinho.

Ela sentada com a amiga do bairro, chamada Clara, vendo que tinha movimento nas ruas, até que passam dois caras do bairro que todo mundo conhecia de vista. Cada um com uma latinha de cerveja na mão. Nessa hora, elas cumprimentam, e como Clara era mais sociável, já se anima e fala com os caras:

Clara: — O que vocês tão fazendo, rapaziada?

Tomás: — Tamo aqui na casa do Beto e viemos no mercadinho. Vocês tão bem?

Clara: — Tudo suave, aqui tomando uns mates — responde ela, passando outro mate pra Marina.

Clara: — Capaz que já enchemos o saco do mate e ele já tá lavado — fala Clara pros caras, dando uma risadinha marota e olhando pra latinha de cerveja deles.

Nessa hora, Marina olha pra ela com os olhos arregalados, tipo: "O que cê tá fazendo?!"

Tomás: — Querem colar? Vamo pra casa do Beto, se quiserem!

Beto: — Isso, bora, não tem Draminha, mas tamo suave, bora botar um som
Clara: Essa nunca sai, vamo um pouco, mari? Fechou, rapidinho e a gente volta

Marina ficou vermelha na hora, não sabia o que fazer, aí levanta a cabeça um segundo e cruza o olhar com Tomás, foi um instante mas sentiu uma coisa estranha, tipo um formigamento no braço e arrepio na pele
Marina engoliu seco. Olhou pros caras, depois pra calçada, depois de novo pro Tomás. Ele não falava nada, mas olhava pra ela tranquilo, sem apressar.
E isso, estranhamente, acalmou ela um pouco.
Marina: Tá… mas só um pouco — falou por fim, quase como se pedisse permissão.
Clara sorriu como se tivesse ganhado algo.
Clara: Pronto, fechou — disparou, levantando de um pulo.

A casa era simples, porta aberta, música baixinha. Nada estranho. Nada que assustasse.
Isso também deixou Marina calma e surpresa ao mesmo tempo.

Sentaram, passaram uma bebida pra elas e a conversa começou a fluir. Clara, como sempre, ia na frente. Beto soltava piadas. Tomás falava devagar, mas de vez em quando mandava um comentário pra Marina, suave, tipo pra incluir ela.
Tudo era novo, mas não desconfortável.

Num momento, Clara foi pra cozinha com Beto, “buscar mais gelo”. Marina ficou no sofá, com a música de fundo e Tomás do lado.
Tomás: Cê é sempre tão quietinha? — perguntou ele, sem tom de zoação.
Marina deu de ombros, meio sem jeito.
Marina: Um pouco… é.
Tomás: Tudo bem também, tem gente que fala demais.
Isso fez ela rir, baixinho.

Da cozinha vinham as risadas da Clara. A música continuava tocando. E Marina, pela primeira vez em muito tempo, não tava pensando em vazar… mas sim em ficar mais um pouco.

Marina não tava acostumada a beber, mas deu um gole, depois outro. Sentia o calor subindo devagar, soltando os ombros dela.
As risadas ficaram mais fáceis. As palavras saíam menos pensadas.
Clara já tava doidona, rindo alto na cozinha com o Beto. O clima era leve, sem pressão, como se tudo fosse permitido… mas Sem que ninguém forçasse nada.
Tomás continuava por perto.
Tomás: Tá bem? — perguntou num momento.
Marina assentiu.
Marina: Sim… acho que sim.
E era verdade. Pela primeira vez em muito tempo, ela não tava tão preocupada com a aparência, com o que dizer, se tava fazendo papel de idiota. Só tava… ali.
Ele estendeu a latinha de cerveja pra ela.
Tomás: Fica de boa, não bebe demais se não tiver acostumada.
Marina: Não, tá suave… — respondeu, mas deu um sorriso.
Ficaram conversando sobre coisas simples. O bairro, a música, umas histórias bestas. De vez em quando riam de qualquer bobagem. E num desses momentos, quando as risadas foram sumindo, ficaram mais perto do que antes.
Marina percebeu. Sentiu aquele frio na barriga de novo, mas mais forte. Não era só nervoso agora… era outra coisa. Algo que dava medo, mas também vontade de ver o que rolava se ela não fugisse.
Tomás olhou pra ela um segundo a mais que o normal.
Tomás: Se te incomodar, me fala — disse, baixinho.
Ela balançou a cabeça que não.
E aí aconteceu: Tomás comeu a boca de Marina. Marina sentiu tudo explodir por dentro, os arrepios eram tão gostosos que ela nunca pensou em desviar a cabeça. Queria continuar sentindo aquilo e, ao mesmo tempo, também comeu a boca de Tomás. Em algum momento, enquanto Tomás segurava a cintura dela e passava a mão até o peito, ela não ofereceu resistência nenhuma. Ela tava percebendo que não era ela mesma, mas essa Marina tava gostando.

Ela, querendo imitar os movimentos de Tomás e matar a curiosidade, desceu a mão até o volume dele. Sentiu a rola de Tomás endurecendo e isso a excitava ainda mais. Ela se sentia molhando por dentro da calça.

Tomás: Tá gostando? Olha como você tá deixando ela dura — fala enquanto coloca a mão dele sobre a dela e faz ela apertar mais forte.

Marina: Você tá me deixando com muito tesão, vamos pra outro lugar, chupa meus peitos — ela tem uns peitos médios-grandes, mas não enormes.

Nisso, Tomás pega ela pela mão e vão pro quarto do Beto. Ele automaticamente se joga nos peitos da Marina e tira a camiseta que ela tava vestindo…
Continua…

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