ABRIGO PARA MORADORES DE RUA
Outro domingo no fim do mês, como todos os últimos domingos há anos. Miranda e Eduardo se levantaram cedo, arrumaram as crianças para deixá-las com a vó e saíram rumo ao abrigo para moradores de rua do bairro da Boca. Era a rotina solidária favorita deles: lavar pratos, servir comida quente, bater papo com os idosos e os mais solitários, distribuir sorrisos e um pouco de dignidade. Eles gostavam mesmo de ajudar, se sentiam úteis, e sempre voltavam pra casa com o coração cheio e um pouco mais apaixonados um pelo outro.
Chegaram no abrigo depois das 11. O cheiro de cozido de lentilha e pão recém-assado enchia o ar. Vestiam os aventais brancos e dividiam as tarefas: Eduardo na cozinha lavando panelas e pratos, Miranda no salão servindo porções de comida nos pratos de plástico e distribuindo copos de água ou suco.
Eduardo estava terminando de enxaguar uma pilha de pratos quando levantou o olhar para a sala. E viu ele.
Miranda, com seu avental justo sobre uma camiseta branca simples e uma calça jeans que marcava cada curva, se movia entre as mesas com aquela graça natural que ela tinha. Os peitões balançavam suavemente a cada passo, o decote modesto mas impossível de ignorar deixava ver o início do vale cremoso e sardento. A bunda redonda e carnuda rebolava toda vez que ela se inclinava para servir um prato ou perguntar “mais sopa, vovô?”. O jeans entrava um pouco entre as nádegas, delineando perfeitamente aquela forma volumosa que deixava os homens malucos.
E os mendigos idosos —homens com mais de 60, 70, 80 anos, rostos marcados pela rua, barbas por fazer e olhos fundos— não disfarçavam. Alguns a encaravam fixamente enquanto comiam, outros paravam com a colher no meio do caminho, os olhos grudados nos seus peitos ou na sua bunda. Um, um velho magro com boné furado, limpou a boca com o dorso da mão e murmurou algo para o companheiro que fez os dois rirem baixinho. Outro, sentado no fundo, se ajeitou na cadeira como para ver melhor quando ela passava perto. Ninguém dizia nada alto (eram respeitosos na maioria, ou talvez cansados demais para tentar), mas os olhares eram descarados, famintos, cheios de desejo puro.
Eduardo sentiu um nó quente no estômago. O pau dele endureceu na hora dentro da calça, apertando contra o tecido. Não era ciúme... era pura excitação. Ver aqueles velhos indigentes, destruídos pela vida, olhando para a esposa dele como se ela fosse um sonho proibido... imaginando o que fariam se pudessem tocá-la... isso arrepiou a pele dele e acelerou o coração.
Miranda se virou naquele momento, o viu da sala e piscou com aquele sorriso lindo e malicioso que só ele conhecia. Inclinou-se um pouco mais do que o necessário para servir um prato extra a um vovô, deixando que os peitos marcassem mais contra a camiseta, e Eduardo jurou que ouviu um murmúrio baixo de admiração entre os velhos.
Quando terminaram o turno e se despediram dos voluntários, voltaram para o carro. Eduardo dirigia, Miranda ao seu lado com a mão na sua coxa.
—Você percebeu? —ela perguntou baixinho, com um sorriso malicioso.
Eduardo concordou, a voz rouca.
—Todos… todos esses velhos estavam olhando pros seus peitos e pro seu rabo… nem disfarçavam. Alguns ficavam de boca aberta… como se nunca tivessem visto uma coisa dessas.
Miranda deu uma risadinha e apertou a coxa dele.
—Eu percebi… isso me deixou com tesão também. Saber que aqueles velhos quebrados, que quase não têm nada, ficavam excitados me olhando… imaginando meus peitos, minha bunda… enquanto eu servia a comida com um sorriso de mãe boazinha. Fiquei molhada só de pensar nisso.
Eduardo engoliu em seco, a piroca dura como pedra.
—Também me deixou com tesão… muito. Te ver ali, sendo a esposa perfeita e solidária… e ao mesmo tempo sabendo que aqueles velhos te desejavam como uma puta… me deixou louco. Imaginei como seria se algum deles pudesse te tocar… ou se eu te levasse para um canto e te comesse enquanto eles assistiam de longe.
Miranda mordeu o lábio e esfregou a virilha dele por cima da calça.
—Quando chegarmos em casa… você vai ter que me comer pensando nisso, corno. Pensando em como aqueles mendigos velhos estavam olhando minha bunda enquanto eu servia sopa… e em como eu ficava molhada sabendo que você estava vendo tudo.
Eduardo acelerou um pouco o carro, ansioso para chegar.
—Eu te amo... te amo por ser assim... por ser a mãe boa e a puta tarada ao mesmo tempo.
Miranda se inclinou e deu um beijo na bochecha dela.
—E eu te amo por ficar excitado com isso… por ser meu corno perfeito que fica de pau duro vendo outros me desejarem. Quando chegarmos… vou te fazer ser meu de novo.
Chegaram em casa com as crianças ainda na casa da avó. Mal fecharam a porta, Miranda o empurrou contra a parede do corredor e o beijou com fome.
—Agora sim, corno… vamos pro quarto. Quero que você me coma pensando naqueles velhos olhando pros meus peitos… e depois eu vou arrombar seu cu com o cinto enquanto lembro o quanto eu fui uma putinha hoje na frente deles.
Eduardo gemeu na boca dela.
—Eu te amo… vamos.

Chegaram em casa com a adrenalina ainda pulsando forte depois do plantão no abrigo. Os meninos ficariam com a vó até a noite, então a casa estava vazia, silenciosa e carregada daquela eletricidade que só eles dois entendiam.
Mal fecharam a porta da frente, Miranda empurrou Eduardo contra a parede do corredor, beijou-o com fome e puxou suas calças para baixo de uma vez. A gaiolinha de castidade não estava mais —ela o havia libertado naquela mesma manhã como recompensa por seu bom comportamento—, mas a pichitinha pequena e mole de Eduardo ficou livre, tentando endurecer na hora.
—Vem, corno… —ela sussurrou contra sua boca—. Quero que me penetre agora… quero sentir seu pauzinho dentro de mim, nem que seja só um pouquinho.
Ela o levou até o quarto quase o arrastando, tirou os jeans e a camiseta em dois movimentos, ficando nua com os peitos pesados balançando e a buceta já molhada só de pensar no que tinha acontecido no abrigo. Deitou-se de costas na cama, abriu as pernas e começou a tocar o clitóris devagar.
—Enfia em mim, amor... mesmo que seja pequena... quero te sentir.
Eduardo subiu por cima, tremendo de tesão. Apoiou o pauzinho pequeno na entrada da buceta encharcada e empurrou. Entrou fácil, deslizando dentro daqueles lábios inchados e quentes que tinham sido cobiçados por tantos olhos anciãos naquela tarde.
Ela começou a se mexer: investidas curtas, desajeitadas, desesperadas. Miranda gemeu baixinho, mas não por intensidade — e sim pelo tesão de vê-lo tentando.
—Aaah… isso… enfia em mim, corno… —ela sussurrava, mas em menos de dois minutos Eduardo já estava tremendo todo.
— Eu vou... vou goz... — ele gemeu, e gozou rápido, um jato fraco e quente dentro dela, mal enchendo-a. Ele ficou parado, ofegante, o pauzinho pequeno amolecendo quase instantaneamente dentro da buceta ainda faminta.
Miranda o beijou suavemente nos lábios e sussurrou no ouvido dele:
Você nasceu pra ser penetrado, meu amor... não pra penetrar. Sua pichitinha é bonitinha... mas não dá conta. Você é minha putinha passiva... e eu sou quem te arromba.
Ela se levantou da cama, foi até a gaveta e pegou o cinto erótico preto. Ajustou-o em segundos, o consolo grosso e venoso apontando para frente, já lubrificado de antes.
Fica de quatro, corno... mamãe vai te foder agora.
Eduardo obedeceu na hora, se pôs de quatro na cama, a bunda gorda e depilada empinada, ainda sensível da lembrança de Norberto. Miranda se posicionou atrás, afastou as nádegas com as mãos e encostou a cabeça do pau no seu cu.
— Sente... — sussurrou, empurrando devagar —. Sinta como eu te abro depois que um pau de 25 cm te deixou toda marcada.
Entrou centímetro por centímetro, devagar mas firme. Eduardo gemeu baixinho, empurrando para trás para recebê-la.
—Eu te amo… eu te amo… —ele suspirava ofegante.
Miranda começou a meter com um ritmo constante e profundo, comendo ele com força controlada enquanto sussurrava no ouvido dele.
— Sabe o que me deixou com tesão hoje no abrigo, minha putinha? — sussurrou, acelerando um pouco — Ver como aqueles mendigos velhos, sujos, destruídos pela vida… ficavam olhando suas tetas enormes e sua bunda enquanto você servia a comida. Alguns ficavam de boca aberta, outros se ajeitavam na cadeira para ver melhor… me imaginavam pelada, me imaginavam aberta… e eu ficava molhada sabendo que você estava vendo tudo.
Eduardo gemeu mais alto, o cu apertando o consolador a cada enfiada.
—S-sim… me deixou tão excitada… ver eles te desejando… imaginar eles te tocando… te fodendo…
Miranda acelerou, metendo com mais força, os quadris batendo contra a bunda dele.
—Você gostaria de me ver sendo penetrada por um deles? Ou por vários? Imagina: eu no abrigo, depois de fechar, um daqueles velhos nojentos me agarra por trás, abaixa meu jeans e mete o pau velho e rançoso na minha buceta enquanto outro enfia na minha boca... e você assistindo pela porta, com a gaiolinha colocada, babando sem poder se tocar. Você gostaria, corno? Você gostaria de ver sua esposa putinha sendo usada por mendigos velhos, sujos e acabados?
Eduardo tremia todo, o prazer anal levando ele à beira do gozo.
S-sim… eu adoraria… me deixa tão excitado… ver você sendo a putinha deles… esses velhos te encherem… enquanto eu fico trancado olhando… te amo… te amo por ser assim… por ser minha putinha infiel…
Miranda a fodeu mais rápido, mais fundo, o consolo entrando e saindo sem piedade.
—E eu te amo por querer me ver assim… por ficar excitado com outros me desejando… por ser meu corno perfeito que goza só de pensar em mendigos sujos me comendo… te amo, minha putinha… te amo enquanto arrebento seu cu…
Eduardo gozou sem se tocar de novo, um orgasmo seco e profundo só pela estimulação anal, tremendo todo enquanto Miranda continuou metendo nele até que ela também chegou, gemendo baixinho de prazer e poder.
Ela desabou sobre as costas dele, abraçando-o com força, o consolo ainda dentro.
—Eu te amo... te amo tanto —sussurrou, beijando sua nuca—. Somos perfeitos... você meu corno que fica excitado com os olhares e desejos que recebo... eu sua putinha que te arrebenta o cu enquanto penso nisso.
Eduardo, exausto e feliz, virou a cabeça para beijá-la.
—Eu te amo… te amo por me fazer sentir isso… por ser minha dona e minha puta ao mesmo tempo… somos invencíveis.
Ficaram abraçados, suados, doloridos e apaixonados, sussurrando sobre como aquela nova fantasia os deixava excitados... e sobre como talvez, um dia, realizariam ela de verdade.
Miranda e Eduardo estavam deitados na cama, ainda suados e ofegantes depois da sessão. O consolo ainda estava dentro de Eduardo, mas sem movimento; só o peso e a pressão lembrando a ele quem mandava. Ela se apoiou no cotovelo, olhando firme nos olhos dele, e acariciou sua bochecha com as costas da mão.
— Amor... — sussurrou, com voz rouca mas séria —. E se a gente for pra valer? E se um dia eu for no abrigo... e der pra um ou vários daqueles mendigos velhos? Eu vi eles hoje... alguns com o olhar perdido, como se não tivessem tocado numa mulher há décadas. Imagina dar aquilo pra eles... um momento de prazer, de calor humano... fazer o bem pra aqueles velhos acabados que ninguém olha. Seria tipo caridade extrema... mas com o meu corpo.
Eduardo sentiu um nó no estômago. A pichitinha pequena pulsou dentro da jaula (que Miranda tinha colocado de novo nele depois da sessão), apertando-se inutilmente. Ele engoliu seco, a voz trêmula.
— Você tá mesmo pensando nisso? — perguntou, meio excitado, meio apavorado —. Seria… seria muito gostoso te ver com eles… com aqueles velhos sujos, barbudos, cheirando a rua e a anos sem banho… te comendo um atrás do outro enquanto eu fico olhando ou espero em casa. Me deixa doido imaginar você toda aberta pra eles, dando o que eles não têm há tanto tempo… mas… e se alguém do bairro descobre? E se um deles abre a boca? Eles vão no mesmo almoço comunitário todo domingo… se algum deles sai espalhando, “a ruiva peituda que serve sopa deu pra três velhos”, o boato corre rápido. Podem te reconhecer, podem vir aqui em casa, podem contar pra alguém que nos conheça… as crianças podem descobrir um dia…
Miranda assentiu devagar, pensativa. Beijou sua testa e continuou falando baixinho, enquanto acariciava suas costas.
—Você tem razão… esse é o maior contra. O risco de que se descubra. Não me preocupa que me julguem a mim… mas sim que nos julguem como família. As crianças não merecem que na escola digam "sua mãe fode mendigos". E você… você não merece que te apontem como o corno da puta do bairro. Esse é o risco real: a fofoca. Os velhos poderiam falar por orgulho, por álcool, por desabafo… e mesmo que sejam poucos os que nos conhecem, basta um que conecte os pontos.
Ela fez uma pausa, beijando seu pescoço.
—Mas pensa nos prós… —continuou, a voz ficando ainda mais baixa, quase um ronronar—. Dar prazer a esses homens que não têm nada. Imagina: um velho de 75 anos que não toca numa mulher há 30… de repente tem meus peitos na cara, minha buceta apertando o pau velho dele… ou meu cuzinho engolindo o pouco que ele conseguir meter. Seria um ato de misericórdia extrema… caridade sexual. Me dá tesão pensar nisso: ser a putinha que dá a eles o último resto de vida que lhes resta. E você… você fica com tesão me vendo sendo usada pelos mais baixos, não é? Me ver, a mãe perfeita, a esposa solidária, transformada na gostosa de mendigos sujos na sua frente… ou sabendo que eu fiz isso. Isso nos deixaria a mil… nossa perversão subiria outro nível. Você preso na gaiola, esperando eu voltar cheirando a eles… me limpando depois com a língua…
Eduardo gemeu baixinho, a jaulinha apertando mais forte enquanto ele tentava endurecer.
—S-sim… isso me deixa excitada… me deixa muito excitada… te ver com eles… saber que você deu prazer a eles… que você foi a última alegria deles… mas o risco… o risco me dá medo. Não quero que nos destruam por causa disso. Não quero que as crianças sofram. Não quero que nos olhem torto no bairro.
Miranda beijou seus lábios devagar, enfiando a língua macia.
—Eu sei, amor… eu sei. Por isso é só uma fantasia por enquanto. Mas vamos pensar… se a gente encontrar um jeito seguro… um refúgio longe, ou um dia que não seja o nosso, ou só um encontro discreto… poderia ser incrível. Nos uniria mais: você, meu corno que aceita que sua mulher faça caridade com o corpo… eu, sua putinha que faz por prazer e por bondade. Mas se o risco for muito alto… a gente deixa na fantasia. Te amo demais pra te colocar em perigo.
Eduardo a abraçou forte, beijando-a com ternura.
—Eu te amo… te amo por pensar nisso… por ficar excitada com isso… por ser tão livre e tão minha ao mesmo tempo. Vamos continuar fantasiando… mas com cuidado. Nosso casamento já é perfeito assim… não precisamos arriscar tudo.
Miranda sorriu contra sua boca.
—Eu te amo, corno… te amo por ser tão sensato e tão pervertido ao mesmo tempo. Vamos continuar fantasiando… e se algum dia encontrarmos um jeito seguro… a gente faz. Enquanto isso… eu te arrebento o cu com o cintaralho pensando neles.
Eles se beijaram por um longo tempo, abraçados, conversando baixinho sobre prós e contras, sobre tesão e amor, enquanto o quarto ainda cheirava a sexo e a eles dois.

No domingo seguinte, eles voltaram ao abrigo da Boca, como sempre no último domingo do mês. O cheiro de dobradinha e pão velho enchia o ar, os pratos de plástico batiam uns nos outros, os voluntários gritavam ordens e os moradores de rua faziam fila com suas bandejas, alguns murmurando agradecimentos com voz rouca, outros apenas acenando com a cabeça baixa.
A Miranda estava no seu posto de sempre: avental branco sobre a camiseta justa, jeans que marcavam cada curva da sua bunda monumental, peitos balançando suavemente cada vez que ela se inclinava para servir uma porção extra de arroz ou um pedaço de carne. Ela sorria com aquela calor de sempre, perguntando "mais sopa, vô?" ou "quer mais pão?", e os velhos olhavam pra ela com olhos que já não disfarçavam nada.
Eduardo estava lavando louça na cozinha, mas da sua posição conseguia ver tudo pela janela de serviço. E foi aí que ele viu.
Um mendigo gordo e muito baixo —não mais que 1,59— esperava sua vez na fila. Chamava-se Paco (eu tinha ouvido quando outro disse "vai, Paco, não fica aí parado"). A barriga pendia sobre o cinto quebrado, a roupa marrom de sujeira acumulada de meses, manchas escuras na camiseta, calça furada nos joelhos e botas que pareciam ter pisado em todas as poças da cidade. A barba grisalha e suja chegava ao peito, os dentes amarelos e faltando apareciam quando abria a boca para pedir "mais caldo, por favor". Cheirava a lixo, a mijo velho e a suor rançoso a dois metros de distância.
Mas o que chamou a atenção do Eduardo não foi isso.
Foi a marca evidente na calça do Paco.
Enquanto Miranda se inclinava para servir o prato, aquele rabão redondo dela ficou na altura perfeita dos olhos dele. E o volume na calça do velho inchou de repente: uma ereção grossa e comprida que marcava contra o tecido sujo, empurrando o zíper quebrado, quase arrebentando a fechadura. Paco não fez nada para esconder; só ficou encarando a bunda da Miranda, respirando pesado pela boca aberta, os olhos pequenos e fundos brilhando de desejo puro.
Eduardo sentiu um calor subir do estômago até a garganta. O pau dele endureceu na hora dentro da calça. Não era ciúme. Era excitação pura, doentia, deliciosa. Aquele mendigo velho, gordo, baixo, sujo, com dentes podres e cheiro de lixo… estava de pau duro só de olhar o rabo da sua mulher. E Eduardo imaginou —num flash brutal— o Paco em cima da Miranda, aquela pança balançando nas costas dela enquanto enfiava o que tivesse entre as pernas, grunhindo como um animal, enchendo ela de um cheiro que não sairia em dias.
A vontade doentia bateu tão forte que ele teve que se apoiar na pia para não cair.
Miranda terminou de servir o Paco e seguiu para o próximo, sem perceber (ou fingindo não perceber) a ereção evidente que deixava para trás. Paco se afastou devagar em direção a uma mesa no fundo, o pau ainda marcando na calça, andando com as pernas abertas para não esfregar.
Eduardo respirou fundo. O coração batia forte nos ouvidos dele.
E ela tomou uma decisão.
Quando o Paco se levantou da mesa e foi até o banheiro do fundo —um cubículo imundo com uma privada quebrada e um espelho rachado—, o Eduardo largou a louça pela metade, limpou as mãos rapidamente no avental e foi atrás dele.
Ele caminhou pelo corredor estreito do abrigo, o estômago embrulhado de nervosismo e excitação. O banheiro ficava no final, a porta entreaberta. Paco entrou e fechou, mas não trancou.
Eduardo parou em frente à porta, a mão tremendo na maçaneta.
Ela respirou fundo.
E abriu.
Paco estava de costas, mijando no vaso sanitário com um jato forte e descontrolado. Ele se virou surpreso ao ouvir a porta, o pau ainda pra fora, grosso e sujo, meio duro ainda pela lembrança da Miranda.
Eduardo fechou a porta atrás de si, o coração a mil.
—Paco... —disse com voz trêmula, mas decidida—. Preciso falar com você sobre uma coisa... sobre a minha mulher.
Paco encarou ele firme, sem fechar o zíper, os olhos pequenos semicerrados, o pau pendurado pesado e sujo.
Eduardo engoliu em seco, nervoso até os ossos, mas pronto para soltar a proposta que queimava na garganta.
O capítulo termina aí, com Eduardo de frente para Paco no banheiro imundo do abrigo, o coração batendo na boca, pronto para fazer a proposta que mudaria tudo.
Eduardo fechou a porta do banheiro imundo atrás de si com um clique suave. O cheiro de mijo velho e umidade grudava no ar. Paco, ainda com o pau pendurado para fora da calça rasgada, virou-se completamente, surpreso, os olhos pequenos semicerrados sob a barba suja e grisalha. Não fechou o zíper; apenas olhou Eduardo de cima a baixo, como se estivesse avaliando se aquilo era uma piada ou uma armadilha.
Eduardo engoliu em seco, o coração batendo tão forte que ele achou que o Paco ia ouvir. Ele se encostou na porta para não cambalear e falou baixo, mas claro, tentando soar confiante mesmo com as mãos tremendo.
—Paco… eu vi como você olhou para minha esposa… para a Miranda —disse, a voz rouca—. Você ficou olhando a bunda dela quando ela se inclinou para te servir… sua pica marcou na calça… e não é a primeira vez que te vejo assim com ela. Não se zanga… tá tudo bem. Eu percebi que você gosta dela. Muito.
Paco franziu a testa, hesitante. Coçou a barba amarelada com dedos negros de sujeira, olhou para o chão por um segundo e murmurou com voz rouca e desconfiada:
—E aí? O que você quer, cara? Veio me encher de porrada por olhar pra sua gostosa? Eu não fiz nada…
Eduardo levantou as mãos rápido, em sinal de paz.
—Não, não… calma. Não vim brigar. Pelo contrário. —Ele fez uma pausa, respirou fundo e soltou o que estava engasgado—. Se você quiser… se você realmente gostaria de comer a Miranda… eu posso convencê-la. Ela é uma boa pessoa… nós dois somos. Gostamos de ajudar quem mais precisa. E você… você faz anos que não toca numa mulher, né? Imagina… uma obra de caridade. Ela te dá um tempinho de prazer, te faz se sentir vivo de novo. Sem compromisso, sem problemas… só uma vez, discreto.
Paco encarou ele fixamente, os olhos fundos brilhando com incredulidade e um desejo que não conseguia esconder. Coçou a barriga caída por cima da camiseta rasgada, o pau ainda meio duro pendurado pra fora da calça.
—Sério mesmo? —perguntou com voz baixa, desconfiado—. Sua mulher… pegaria um velho sujo como eu? E você… você tá me oferecendo isso? Não tá de sacanagem?
Eduardo concordou devagar, o rosto vermelho, mas a voz firme.
—Não tô zoando. Ela já sabe que você olha pra ela com tesão e isso deixa ela excitada. Não é pena… é tesão, é caridade, é tudo junto. Mas tem que ser discreto. Ninguém pode saber. Nem os outros do abrigo, nem ninguém do bairro. Se você aceitar… vem em uma hora no banheiro, quando a maioria dos moradores de rua já tiver ido e só ficarem os voluntários limpando. Eu te espero aqui… e foda-se a surpresa. Miranda vai estar pronta pra você.
Paco ficou calado por um longo segundo. Olhou para o pau pendurado, enfiou-o de volta na calça com jeito desajeitado e puxou o zíper quebrado o melhor que conseguiu. Depois, encarou Eduardo com um sorriso torto, mostrando os dentes amarelados e faltantes.
—Tá bom… eu aceito. Mas se for zoeira… eu te arrebento a cara, hein.
Eduardo concordou, nervoso mas decidido.
—Não é brincadeira. Em uma hora. Aqui. Não conta pra ninguém.
Paco soltou um grunhido baixo que poderia ter sido risa ou concordância, virou-se e saiu do banheiro arrastando os pés, com as costas curvadas e o cheiro de lixo permanecendo no ar.
Eduardo ficou sozinho, encostado na porta, o coração a mil, o pau duro como pedra dentro da calça. Ele sabia que acabara de dar o passo mais louco da vida... e que em uma hora Miranda estaria sendo comida por aquele velho mendigo sujo e baixo no mesmo banheiro imundo onde ele estava agora.
Ele respirou fundo, abriu a porta e voltou para a sala como se nada tivesse acontecido, pronto para terminar o turno e preparar a "surpresa" que havia prometido ao Paco.
O capítulo termina aí: Eduardo nervoso mas excitado, voltando para a sala do refúgio, enquanto o relógio avança para aquela hora fatídica.
Eduardo voltou para o salão do abrigo com as mãos trêmulas e a cabeça girando. Terminou de lavar os últimos pratos no piloto automático, a mente fixa na conversa que acabara de ter no banheiro imundo com o Paco. Quando o último morador de rua saiu com sua sacola plástica cheia de sobras e o lugar começou a esvaziar, Miranda se aproximou dele com um sorriso casual, limpando as mãos no avental.
—Tudo bem, amor? —perguntou baixinho, notando seu rosto pálido e os olhos brilhantes—. Vi você saindo atrás do Paco… o que aconteceu?
Eduardo olhou em volta para se certificar de que ninguém estava ouvindo. O salão já estava quase vazio, só restavam dois voluntários recolhendo mesas lá no fundo. Ele baixou a voz até ficar num sussurro.
— Eu falei com ele… — disse, engolindo em seco —. Falei que vi como ele olhava pra você… que dava pra ver o pau marcando quando ele se inclinava pra te servir… que não se preocupasse, que tava tudo bem. E propus… que se ele quisesse te comer, eu te convencia. Que era uma obra de caridade, que nós dois somos boas pessoas e gostamos de ajudar quem mais precisa. Que você poderia… dar um pouco de prazer pra um velho que não toca numa mulher há décadas.
Miranda abriu os olhos bem abertos, mas não de surpresa escandalizada. De puro tesão. Mordeu o lábio inferior e se aproximou mais, roçando o braço dele.
—E aí, o que ele falou?
—Primeiro ele duvidou… achou que era zoeira. Mas depois aceitou. Feliz, mas desconfiado. Falei pra ele vir em uma hora no banheiro, quando a maioria já tivesse ido embora… que eu ia dar a surpresa pra ele.
Miranda respirou fundo, o peito subindo e descendo rapidamente. Olhou para o banheiro no fundo, a porta entreaberta e escura.
—Eduardo… —sussurrou, a voz um pouco trêmula—. Você realmente quer que eu faça isso? Aquele homem… é muito nojento. Ele fede a lixo, a mijo, a anos sem tomar banho. Tem dentes faltando, a roupa rasgada e imunda, a barba cheia de sujeira… me dá um pouco de nojo só de pensar nele em cima de mim, me enfiando com aquele cheiro… mas…
Ela fez uma pausa, pegou a mão dele e apertou com força.
—Mas se isso te deixa feliz… se isso te dá tanto tesão… se você vê nisso uma forma de ajudar alguém que precisa… e se isso fortalece o nosso, o nosso doente e lindo… então sim. Eu faço. Por você. Por nós. Por essa caridade pervertida que nos deixa a mil. Te amo tanto que estou disposta a abrir as pernas pra um mendigo sujo e fedido se isso te faz feliz e nos une mais.
Eduardo sentiu os olhos se encherem de lágrimas de emoção e tesão. Ele a abraçou rápido, escondendo o rosto no pescoço dela.
— Eu te amo… te amo mais que tudo… — sussurrou —. Sim, me deixaria muito feliz te ver com ele… te ver sendo a putinha caridosa que se entrega a um velho acabado como o Paco… te ver gemendo enquanto ele te mete… e depois limpar você eu mesmo… te amo por aceitar… por ser tão livre… por ser minha dona e minha raposa ao mesmo tempo.
Beijaram-se rápido, mas fundo, um beijo de amantes que sabem que estão prestes a cruzar uma linha nova e sombria.
Miranda olhou para o relógio de parede: faltavam dez minutos para o horário combinado.
Fica aqui um segundo… vou avisar aos voluntários que terminamos mais cedo e que vamos embora. Depois a gente dá uma passada no banheiro.
Ela saiu da sala com seu sorriso de sempre, conversou um pouco com os outros voluntários, disse que estavam cansados e que iam para casa. Ninguém desconfiou de nada.
Quando voltou, pegou Eduardo pela mão e o levou pelo corredor estreito até o banheiro do fundo. A porta estava fechada, mas dava pra ouvir um barulhinho lá dentro: alguém esperando.
Eles pararam lá fora, em frente à porta, abraçados por um instante. Eduardo tremia todo, o pau duro pressionando contra a calça. Miranda apertou a mão dele com força.
—É uma escalada, amor… —sussurrou—. Uma grande escalada na nossa perversão. Mas se você quiser… a gente entra. Eu te amo… aconteça o que acontecer depois, eu te amo.
Eduardo respirou fundo, olhou para a porta fechada e assentiu.
—Eu quero… vamos entrar.
Miranda colocou a mão na maçaneta, o coração batendo forte no peito.
E abriu a porta.
O capítulo termina aí: os dois parados em frente ao banheiro, prontos para entrar, sabendo que lá dentro o Paco os esperava, e que em minutos a Miranda ia virar a putinha caridosa de um mendigo sujo e fedorento enquanto o marido dela assistia.
Outro domingo no fim do mês, como todos os últimos domingos há anos. Miranda e Eduardo se levantaram cedo, arrumaram as crianças para deixá-las com a vó e saíram rumo ao abrigo para moradores de rua do bairro da Boca. Era a rotina solidária favorita deles: lavar pratos, servir comida quente, bater papo com os idosos e os mais solitários, distribuir sorrisos e um pouco de dignidade. Eles gostavam mesmo de ajudar, se sentiam úteis, e sempre voltavam pra casa com o coração cheio e um pouco mais apaixonados um pelo outro.
Chegaram no abrigo depois das 11. O cheiro de cozido de lentilha e pão recém-assado enchia o ar. Vestiam os aventais brancos e dividiam as tarefas: Eduardo na cozinha lavando panelas e pratos, Miranda no salão servindo porções de comida nos pratos de plástico e distribuindo copos de água ou suco.
Eduardo estava terminando de enxaguar uma pilha de pratos quando levantou o olhar para a sala. E viu ele.
Miranda, com seu avental justo sobre uma camiseta branca simples e uma calça jeans que marcava cada curva, se movia entre as mesas com aquela graça natural que ela tinha. Os peitões balançavam suavemente a cada passo, o decote modesto mas impossível de ignorar deixava ver o início do vale cremoso e sardento. A bunda redonda e carnuda rebolava toda vez que ela se inclinava para servir um prato ou perguntar “mais sopa, vovô?”. O jeans entrava um pouco entre as nádegas, delineando perfeitamente aquela forma volumosa que deixava os homens malucos.
E os mendigos idosos —homens com mais de 60, 70, 80 anos, rostos marcados pela rua, barbas por fazer e olhos fundos— não disfarçavam. Alguns a encaravam fixamente enquanto comiam, outros paravam com a colher no meio do caminho, os olhos grudados nos seus peitos ou na sua bunda. Um, um velho magro com boné furado, limpou a boca com o dorso da mão e murmurou algo para o companheiro que fez os dois rirem baixinho. Outro, sentado no fundo, se ajeitou na cadeira como para ver melhor quando ela passava perto. Ninguém dizia nada alto (eram respeitosos na maioria, ou talvez cansados demais para tentar), mas os olhares eram descarados, famintos, cheios de desejo puro.
Eduardo sentiu um nó quente no estômago. O pau dele endureceu na hora dentro da calça, apertando contra o tecido. Não era ciúme... era pura excitação. Ver aqueles velhos indigentes, destruídos pela vida, olhando para a esposa dele como se ela fosse um sonho proibido... imaginando o que fariam se pudessem tocá-la... isso arrepiou a pele dele e acelerou o coração.
Miranda se virou naquele momento, o viu da sala e piscou com aquele sorriso lindo e malicioso que só ele conhecia. Inclinou-se um pouco mais do que o necessário para servir um prato extra a um vovô, deixando que os peitos marcassem mais contra a camiseta, e Eduardo jurou que ouviu um murmúrio baixo de admiração entre os velhos.
Quando terminaram o turno e se despediram dos voluntários, voltaram para o carro. Eduardo dirigia, Miranda ao seu lado com a mão na sua coxa.
—Você percebeu? —ela perguntou baixinho, com um sorriso malicioso.
Eduardo concordou, a voz rouca.
—Todos… todos esses velhos estavam olhando pros seus peitos e pro seu rabo… nem disfarçavam. Alguns ficavam de boca aberta… como se nunca tivessem visto uma coisa dessas.
Miranda deu uma risadinha e apertou a coxa dele.
—Eu percebi… isso me deixou com tesão também. Saber que aqueles velhos quebrados, que quase não têm nada, ficavam excitados me olhando… imaginando meus peitos, minha bunda… enquanto eu servia a comida com um sorriso de mãe boazinha. Fiquei molhada só de pensar nisso.
Eduardo engoliu em seco, a piroca dura como pedra.
—Também me deixou com tesão… muito. Te ver ali, sendo a esposa perfeita e solidária… e ao mesmo tempo sabendo que aqueles velhos te desejavam como uma puta… me deixou louco. Imaginei como seria se algum deles pudesse te tocar… ou se eu te levasse para um canto e te comesse enquanto eles assistiam de longe.
Miranda mordeu o lábio e esfregou a virilha dele por cima da calça.
—Quando chegarmos em casa… você vai ter que me comer pensando nisso, corno. Pensando em como aqueles mendigos velhos estavam olhando minha bunda enquanto eu servia sopa… e em como eu ficava molhada sabendo que você estava vendo tudo.
Eduardo acelerou um pouco o carro, ansioso para chegar.
—Eu te amo... te amo por ser assim... por ser a mãe boa e a puta tarada ao mesmo tempo.
Miranda se inclinou e deu um beijo na bochecha dela.
—E eu te amo por ficar excitado com isso… por ser meu corno perfeito que fica de pau duro vendo outros me desejarem. Quando chegarmos… vou te fazer ser meu de novo.
Chegaram em casa com as crianças ainda na casa da avó. Mal fecharam a porta, Miranda o empurrou contra a parede do corredor e o beijou com fome.
—Agora sim, corno… vamos pro quarto. Quero que você me coma pensando naqueles velhos olhando pros meus peitos… e depois eu vou arrombar seu cu com o cinto enquanto lembro o quanto eu fui uma putinha hoje na frente deles.
Eduardo gemeu na boca dela.
—Eu te amo… vamos.

Chegaram em casa com a adrenalina ainda pulsando forte depois do plantão no abrigo. Os meninos ficariam com a vó até a noite, então a casa estava vazia, silenciosa e carregada daquela eletricidade que só eles dois entendiam.
Mal fecharam a porta da frente, Miranda empurrou Eduardo contra a parede do corredor, beijou-o com fome e puxou suas calças para baixo de uma vez. A gaiolinha de castidade não estava mais —ela o havia libertado naquela mesma manhã como recompensa por seu bom comportamento—, mas a pichitinha pequena e mole de Eduardo ficou livre, tentando endurecer na hora.
—Vem, corno… —ela sussurrou contra sua boca—. Quero que me penetre agora… quero sentir seu pauzinho dentro de mim, nem que seja só um pouquinho.
Ela o levou até o quarto quase o arrastando, tirou os jeans e a camiseta em dois movimentos, ficando nua com os peitos pesados balançando e a buceta já molhada só de pensar no que tinha acontecido no abrigo. Deitou-se de costas na cama, abriu as pernas e começou a tocar o clitóris devagar.
—Enfia em mim, amor... mesmo que seja pequena... quero te sentir.
Eduardo subiu por cima, tremendo de tesão. Apoiou o pauzinho pequeno na entrada da buceta encharcada e empurrou. Entrou fácil, deslizando dentro daqueles lábios inchados e quentes que tinham sido cobiçados por tantos olhos anciãos naquela tarde.
Ela começou a se mexer: investidas curtas, desajeitadas, desesperadas. Miranda gemeu baixinho, mas não por intensidade — e sim pelo tesão de vê-lo tentando.
—Aaah… isso… enfia em mim, corno… —ela sussurrava, mas em menos de dois minutos Eduardo já estava tremendo todo.
— Eu vou... vou goz... — ele gemeu, e gozou rápido, um jato fraco e quente dentro dela, mal enchendo-a. Ele ficou parado, ofegante, o pauzinho pequeno amolecendo quase instantaneamente dentro da buceta ainda faminta.
Miranda o beijou suavemente nos lábios e sussurrou no ouvido dele:
Você nasceu pra ser penetrado, meu amor... não pra penetrar. Sua pichitinha é bonitinha... mas não dá conta. Você é minha putinha passiva... e eu sou quem te arromba.
Ela se levantou da cama, foi até a gaveta e pegou o cinto erótico preto. Ajustou-o em segundos, o consolo grosso e venoso apontando para frente, já lubrificado de antes.
Fica de quatro, corno... mamãe vai te foder agora.
Eduardo obedeceu na hora, se pôs de quatro na cama, a bunda gorda e depilada empinada, ainda sensível da lembrança de Norberto. Miranda se posicionou atrás, afastou as nádegas com as mãos e encostou a cabeça do pau no seu cu.
— Sente... — sussurrou, empurrando devagar —. Sinta como eu te abro depois que um pau de 25 cm te deixou toda marcada.
Entrou centímetro por centímetro, devagar mas firme. Eduardo gemeu baixinho, empurrando para trás para recebê-la.
—Eu te amo… eu te amo… —ele suspirava ofegante.
Miranda começou a meter com um ritmo constante e profundo, comendo ele com força controlada enquanto sussurrava no ouvido dele.
— Sabe o que me deixou com tesão hoje no abrigo, minha putinha? — sussurrou, acelerando um pouco — Ver como aqueles mendigos velhos, sujos, destruídos pela vida… ficavam olhando suas tetas enormes e sua bunda enquanto você servia a comida. Alguns ficavam de boca aberta, outros se ajeitavam na cadeira para ver melhor… me imaginavam pelada, me imaginavam aberta… e eu ficava molhada sabendo que você estava vendo tudo.
Eduardo gemeu mais alto, o cu apertando o consolador a cada enfiada.
—S-sim… me deixou tão excitada… ver eles te desejando… imaginar eles te tocando… te fodendo…
Miranda acelerou, metendo com mais força, os quadris batendo contra a bunda dele.
—Você gostaria de me ver sendo penetrada por um deles? Ou por vários? Imagina: eu no abrigo, depois de fechar, um daqueles velhos nojentos me agarra por trás, abaixa meu jeans e mete o pau velho e rançoso na minha buceta enquanto outro enfia na minha boca... e você assistindo pela porta, com a gaiolinha colocada, babando sem poder se tocar. Você gostaria, corno? Você gostaria de ver sua esposa putinha sendo usada por mendigos velhos, sujos e acabados?
Eduardo tremia todo, o prazer anal levando ele à beira do gozo.
S-sim… eu adoraria… me deixa tão excitado… ver você sendo a putinha deles… esses velhos te encherem… enquanto eu fico trancado olhando… te amo… te amo por ser assim… por ser minha putinha infiel…
Miranda a fodeu mais rápido, mais fundo, o consolo entrando e saindo sem piedade.
—E eu te amo por querer me ver assim… por ficar excitado com outros me desejando… por ser meu corno perfeito que goza só de pensar em mendigos sujos me comendo… te amo, minha putinha… te amo enquanto arrebento seu cu…
Eduardo gozou sem se tocar de novo, um orgasmo seco e profundo só pela estimulação anal, tremendo todo enquanto Miranda continuou metendo nele até que ela também chegou, gemendo baixinho de prazer e poder.
Ela desabou sobre as costas dele, abraçando-o com força, o consolo ainda dentro.
—Eu te amo... te amo tanto —sussurrou, beijando sua nuca—. Somos perfeitos... você meu corno que fica excitado com os olhares e desejos que recebo... eu sua putinha que te arrebenta o cu enquanto penso nisso.
Eduardo, exausto e feliz, virou a cabeça para beijá-la.
—Eu te amo… te amo por me fazer sentir isso… por ser minha dona e minha puta ao mesmo tempo… somos invencíveis.
Ficaram abraçados, suados, doloridos e apaixonados, sussurrando sobre como aquela nova fantasia os deixava excitados... e sobre como talvez, um dia, realizariam ela de verdade.
Miranda e Eduardo estavam deitados na cama, ainda suados e ofegantes depois da sessão. O consolo ainda estava dentro de Eduardo, mas sem movimento; só o peso e a pressão lembrando a ele quem mandava. Ela se apoiou no cotovelo, olhando firme nos olhos dele, e acariciou sua bochecha com as costas da mão.
— Amor... — sussurrou, com voz rouca mas séria —. E se a gente for pra valer? E se um dia eu for no abrigo... e der pra um ou vários daqueles mendigos velhos? Eu vi eles hoje... alguns com o olhar perdido, como se não tivessem tocado numa mulher há décadas. Imagina dar aquilo pra eles... um momento de prazer, de calor humano... fazer o bem pra aqueles velhos acabados que ninguém olha. Seria tipo caridade extrema... mas com o meu corpo.
Eduardo sentiu um nó no estômago. A pichitinha pequena pulsou dentro da jaula (que Miranda tinha colocado de novo nele depois da sessão), apertando-se inutilmente. Ele engoliu seco, a voz trêmula.
— Você tá mesmo pensando nisso? — perguntou, meio excitado, meio apavorado —. Seria… seria muito gostoso te ver com eles… com aqueles velhos sujos, barbudos, cheirando a rua e a anos sem banho… te comendo um atrás do outro enquanto eu fico olhando ou espero em casa. Me deixa doido imaginar você toda aberta pra eles, dando o que eles não têm há tanto tempo… mas… e se alguém do bairro descobre? E se um deles abre a boca? Eles vão no mesmo almoço comunitário todo domingo… se algum deles sai espalhando, “a ruiva peituda que serve sopa deu pra três velhos”, o boato corre rápido. Podem te reconhecer, podem vir aqui em casa, podem contar pra alguém que nos conheça… as crianças podem descobrir um dia…
Miranda assentiu devagar, pensativa. Beijou sua testa e continuou falando baixinho, enquanto acariciava suas costas.
—Você tem razão… esse é o maior contra. O risco de que se descubra. Não me preocupa que me julguem a mim… mas sim que nos julguem como família. As crianças não merecem que na escola digam "sua mãe fode mendigos". E você… você não merece que te apontem como o corno da puta do bairro. Esse é o risco real: a fofoca. Os velhos poderiam falar por orgulho, por álcool, por desabafo… e mesmo que sejam poucos os que nos conhecem, basta um que conecte os pontos.
Ela fez uma pausa, beijando seu pescoço.
—Mas pensa nos prós… —continuou, a voz ficando ainda mais baixa, quase um ronronar—. Dar prazer a esses homens que não têm nada. Imagina: um velho de 75 anos que não toca numa mulher há 30… de repente tem meus peitos na cara, minha buceta apertando o pau velho dele… ou meu cuzinho engolindo o pouco que ele conseguir meter. Seria um ato de misericórdia extrema… caridade sexual. Me dá tesão pensar nisso: ser a putinha que dá a eles o último resto de vida que lhes resta. E você… você fica com tesão me vendo sendo usada pelos mais baixos, não é? Me ver, a mãe perfeita, a esposa solidária, transformada na gostosa de mendigos sujos na sua frente… ou sabendo que eu fiz isso. Isso nos deixaria a mil… nossa perversão subiria outro nível. Você preso na gaiola, esperando eu voltar cheirando a eles… me limpando depois com a língua…
Eduardo gemeu baixinho, a jaulinha apertando mais forte enquanto ele tentava endurecer.
—S-sim… isso me deixa excitada… me deixa muito excitada… te ver com eles… saber que você deu prazer a eles… que você foi a última alegria deles… mas o risco… o risco me dá medo. Não quero que nos destruam por causa disso. Não quero que as crianças sofram. Não quero que nos olhem torto no bairro.
Miranda beijou seus lábios devagar, enfiando a língua macia.
—Eu sei, amor… eu sei. Por isso é só uma fantasia por enquanto. Mas vamos pensar… se a gente encontrar um jeito seguro… um refúgio longe, ou um dia que não seja o nosso, ou só um encontro discreto… poderia ser incrível. Nos uniria mais: você, meu corno que aceita que sua mulher faça caridade com o corpo… eu, sua putinha que faz por prazer e por bondade. Mas se o risco for muito alto… a gente deixa na fantasia. Te amo demais pra te colocar em perigo.
Eduardo a abraçou forte, beijando-a com ternura.
—Eu te amo… te amo por pensar nisso… por ficar excitada com isso… por ser tão livre e tão minha ao mesmo tempo. Vamos continuar fantasiando… mas com cuidado. Nosso casamento já é perfeito assim… não precisamos arriscar tudo.
Miranda sorriu contra sua boca.
—Eu te amo, corno… te amo por ser tão sensato e tão pervertido ao mesmo tempo. Vamos continuar fantasiando… e se algum dia encontrarmos um jeito seguro… a gente faz. Enquanto isso… eu te arrebento o cu com o cintaralho pensando neles.
Eles se beijaram por um longo tempo, abraçados, conversando baixinho sobre prós e contras, sobre tesão e amor, enquanto o quarto ainda cheirava a sexo e a eles dois.

No domingo seguinte, eles voltaram ao abrigo da Boca, como sempre no último domingo do mês. O cheiro de dobradinha e pão velho enchia o ar, os pratos de plástico batiam uns nos outros, os voluntários gritavam ordens e os moradores de rua faziam fila com suas bandejas, alguns murmurando agradecimentos com voz rouca, outros apenas acenando com a cabeça baixa.
A Miranda estava no seu posto de sempre: avental branco sobre a camiseta justa, jeans que marcavam cada curva da sua bunda monumental, peitos balançando suavemente cada vez que ela se inclinava para servir uma porção extra de arroz ou um pedaço de carne. Ela sorria com aquela calor de sempre, perguntando "mais sopa, vô?" ou "quer mais pão?", e os velhos olhavam pra ela com olhos que já não disfarçavam nada.
Eduardo estava lavando louça na cozinha, mas da sua posição conseguia ver tudo pela janela de serviço. E foi aí que ele viu.
Um mendigo gordo e muito baixo —não mais que 1,59— esperava sua vez na fila. Chamava-se Paco (eu tinha ouvido quando outro disse "vai, Paco, não fica aí parado"). A barriga pendia sobre o cinto quebrado, a roupa marrom de sujeira acumulada de meses, manchas escuras na camiseta, calça furada nos joelhos e botas que pareciam ter pisado em todas as poças da cidade. A barba grisalha e suja chegava ao peito, os dentes amarelos e faltando apareciam quando abria a boca para pedir "mais caldo, por favor". Cheirava a lixo, a mijo velho e a suor rançoso a dois metros de distância.
Mas o que chamou a atenção do Eduardo não foi isso.
Foi a marca evidente na calça do Paco.
Enquanto Miranda se inclinava para servir o prato, aquele rabão redondo dela ficou na altura perfeita dos olhos dele. E o volume na calça do velho inchou de repente: uma ereção grossa e comprida que marcava contra o tecido sujo, empurrando o zíper quebrado, quase arrebentando a fechadura. Paco não fez nada para esconder; só ficou encarando a bunda da Miranda, respirando pesado pela boca aberta, os olhos pequenos e fundos brilhando de desejo puro.
Eduardo sentiu um calor subir do estômago até a garganta. O pau dele endureceu na hora dentro da calça. Não era ciúme. Era excitação pura, doentia, deliciosa. Aquele mendigo velho, gordo, baixo, sujo, com dentes podres e cheiro de lixo… estava de pau duro só de olhar o rabo da sua mulher. E Eduardo imaginou —num flash brutal— o Paco em cima da Miranda, aquela pança balançando nas costas dela enquanto enfiava o que tivesse entre as pernas, grunhindo como um animal, enchendo ela de um cheiro que não sairia em dias.
A vontade doentia bateu tão forte que ele teve que se apoiar na pia para não cair.
Miranda terminou de servir o Paco e seguiu para o próximo, sem perceber (ou fingindo não perceber) a ereção evidente que deixava para trás. Paco se afastou devagar em direção a uma mesa no fundo, o pau ainda marcando na calça, andando com as pernas abertas para não esfregar.
Eduardo respirou fundo. O coração batia forte nos ouvidos dele.
E ela tomou uma decisão.
Quando o Paco se levantou da mesa e foi até o banheiro do fundo —um cubículo imundo com uma privada quebrada e um espelho rachado—, o Eduardo largou a louça pela metade, limpou as mãos rapidamente no avental e foi atrás dele.
Ele caminhou pelo corredor estreito do abrigo, o estômago embrulhado de nervosismo e excitação. O banheiro ficava no final, a porta entreaberta. Paco entrou e fechou, mas não trancou.
Eduardo parou em frente à porta, a mão tremendo na maçaneta.
Ela respirou fundo.
E abriu.
Paco estava de costas, mijando no vaso sanitário com um jato forte e descontrolado. Ele se virou surpreso ao ouvir a porta, o pau ainda pra fora, grosso e sujo, meio duro ainda pela lembrança da Miranda.
Eduardo fechou a porta atrás de si, o coração a mil.
—Paco... —disse com voz trêmula, mas decidida—. Preciso falar com você sobre uma coisa... sobre a minha mulher.
Paco encarou ele firme, sem fechar o zíper, os olhos pequenos semicerrados, o pau pendurado pesado e sujo.
Eduardo engoliu em seco, nervoso até os ossos, mas pronto para soltar a proposta que queimava na garganta.
O capítulo termina aí, com Eduardo de frente para Paco no banheiro imundo do abrigo, o coração batendo na boca, pronto para fazer a proposta que mudaria tudo.
Eduardo fechou a porta do banheiro imundo atrás de si com um clique suave. O cheiro de mijo velho e umidade grudava no ar. Paco, ainda com o pau pendurado para fora da calça rasgada, virou-se completamente, surpreso, os olhos pequenos semicerrados sob a barba suja e grisalha. Não fechou o zíper; apenas olhou Eduardo de cima a baixo, como se estivesse avaliando se aquilo era uma piada ou uma armadilha.
Eduardo engoliu em seco, o coração batendo tão forte que ele achou que o Paco ia ouvir. Ele se encostou na porta para não cambalear e falou baixo, mas claro, tentando soar confiante mesmo com as mãos tremendo.
—Paco… eu vi como você olhou para minha esposa… para a Miranda —disse, a voz rouca—. Você ficou olhando a bunda dela quando ela se inclinou para te servir… sua pica marcou na calça… e não é a primeira vez que te vejo assim com ela. Não se zanga… tá tudo bem. Eu percebi que você gosta dela. Muito.
Paco franziu a testa, hesitante. Coçou a barba amarelada com dedos negros de sujeira, olhou para o chão por um segundo e murmurou com voz rouca e desconfiada:
—E aí? O que você quer, cara? Veio me encher de porrada por olhar pra sua gostosa? Eu não fiz nada…
Eduardo levantou as mãos rápido, em sinal de paz.
—Não, não… calma. Não vim brigar. Pelo contrário. —Ele fez uma pausa, respirou fundo e soltou o que estava engasgado—. Se você quiser… se você realmente gostaria de comer a Miranda… eu posso convencê-la. Ela é uma boa pessoa… nós dois somos. Gostamos de ajudar quem mais precisa. E você… você faz anos que não toca numa mulher, né? Imagina… uma obra de caridade. Ela te dá um tempinho de prazer, te faz se sentir vivo de novo. Sem compromisso, sem problemas… só uma vez, discreto.
Paco encarou ele fixamente, os olhos fundos brilhando com incredulidade e um desejo que não conseguia esconder. Coçou a barriga caída por cima da camiseta rasgada, o pau ainda meio duro pendurado pra fora da calça.
—Sério mesmo? —perguntou com voz baixa, desconfiado—. Sua mulher… pegaria um velho sujo como eu? E você… você tá me oferecendo isso? Não tá de sacanagem?
Eduardo concordou devagar, o rosto vermelho, mas a voz firme.
—Não tô zoando. Ela já sabe que você olha pra ela com tesão e isso deixa ela excitada. Não é pena… é tesão, é caridade, é tudo junto. Mas tem que ser discreto. Ninguém pode saber. Nem os outros do abrigo, nem ninguém do bairro. Se você aceitar… vem em uma hora no banheiro, quando a maioria dos moradores de rua já tiver ido e só ficarem os voluntários limpando. Eu te espero aqui… e foda-se a surpresa. Miranda vai estar pronta pra você.
Paco ficou calado por um longo segundo. Olhou para o pau pendurado, enfiou-o de volta na calça com jeito desajeitado e puxou o zíper quebrado o melhor que conseguiu. Depois, encarou Eduardo com um sorriso torto, mostrando os dentes amarelados e faltantes.
—Tá bom… eu aceito. Mas se for zoeira… eu te arrebento a cara, hein.
Eduardo concordou, nervoso mas decidido.
—Não é brincadeira. Em uma hora. Aqui. Não conta pra ninguém.
Paco soltou um grunhido baixo que poderia ter sido risa ou concordância, virou-se e saiu do banheiro arrastando os pés, com as costas curvadas e o cheiro de lixo permanecendo no ar.
Eduardo ficou sozinho, encostado na porta, o coração a mil, o pau duro como pedra dentro da calça. Ele sabia que acabara de dar o passo mais louco da vida... e que em uma hora Miranda estaria sendo comida por aquele velho mendigo sujo e baixo no mesmo banheiro imundo onde ele estava agora.
Ele respirou fundo, abriu a porta e voltou para a sala como se nada tivesse acontecido, pronto para terminar o turno e preparar a "surpresa" que havia prometido ao Paco.
O capítulo termina aí: Eduardo nervoso mas excitado, voltando para a sala do refúgio, enquanto o relógio avança para aquela hora fatídica.
Eduardo voltou para o salão do abrigo com as mãos trêmulas e a cabeça girando. Terminou de lavar os últimos pratos no piloto automático, a mente fixa na conversa que acabara de ter no banheiro imundo com o Paco. Quando o último morador de rua saiu com sua sacola plástica cheia de sobras e o lugar começou a esvaziar, Miranda se aproximou dele com um sorriso casual, limpando as mãos no avental.
—Tudo bem, amor? —perguntou baixinho, notando seu rosto pálido e os olhos brilhantes—. Vi você saindo atrás do Paco… o que aconteceu?
Eduardo olhou em volta para se certificar de que ninguém estava ouvindo. O salão já estava quase vazio, só restavam dois voluntários recolhendo mesas lá no fundo. Ele baixou a voz até ficar num sussurro.
— Eu falei com ele… — disse, engolindo em seco —. Falei que vi como ele olhava pra você… que dava pra ver o pau marcando quando ele se inclinava pra te servir… que não se preocupasse, que tava tudo bem. E propus… que se ele quisesse te comer, eu te convencia. Que era uma obra de caridade, que nós dois somos boas pessoas e gostamos de ajudar quem mais precisa. Que você poderia… dar um pouco de prazer pra um velho que não toca numa mulher há décadas.
Miranda abriu os olhos bem abertos, mas não de surpresa escandalizada. De puro tesão. Mordeu o lábio inferior e se aproximou mais, roçando o braço dele.
—E aí, o que ele falou?
—Primeiro ele duvidou… achou que era zoeira. Mas depois aceitou. Feliz, mas desconfiado. Falei pra ele vir em uma hora no banheiro, quando a maioria já tivesse ido embora… que eu ia dar a surpresa pra ele.
Miranda respirou fundo, o peito subindo e descendo rapidamente. Olhou para o banheiro no fundo, a porta entreaberta e escura.
—Eduardo… —sussurrou, a voz um pouco trêmula—. Você realmente quer que eu faça isso? Aquele homem… é muito nojento. Ele fede a lixo, a mijo, a anos sem tomar banho. Tem dentes faltando, a roupa rasgada e imunda, a barba cheia de sujeira… me dá um pouco de nojo só de pensar nele em cima de mim, me enfiando com aquele cheiro… mas…
Ela fez uma pausa, pegou a mão dele e apertou com força.
—Mas se isso te deixa feliz… se isso te dá tanto tesão… se você vê nisso uma forma de ajudar alguém que precisa… e se isso fortalece o nosso, o nosso doente e lindo… então sim. Eu faço. Por você. Por nós. Por essa caridade pervertida que nos deixa a mil. Te amo tanto que estou disposta a abrir as pernas pra um mendigo sujo e fedido se isso te faz feliz e nos une mais.
Eduardo sentiu os olhos se encherem de lágrimas de emoção e tesão. Ele a abraçou rápido, escondendo o rosto no pescoço dela.
— Eu te amo… te amo mais que tudo… — sussurrou —. Sim, me deixaria muito feliz te ver com ele… te ver sendo a putinha caridosa que se entrega a um velho acabado como o Paco… te ver gemendo enquanto ele te mete… e depois limpar você eu mesmo… te amo por aceitar… por ser tão livre… por ser minha dona e minha raposa ao mesmo tempo.
Beijaram-se rápido, mas fundo, um beijo de amantes que sabem que estão prestes a cruzar uma linha nova e sombria.
Miranda olhou para o relógio de parede: faltavam dez minutos para o horário combinado.
Fica aqui um segundo… vou avisar aos voluntários que terminamos mais cedo e que vamos embora. Depois a gente dá uma passada no banheiro.
Ela saiu da sala com seu sorriso de sempre, conversou um pouco com os outros voluntários, disse que estavam cansados e que iam para casa. Ninguém desconfiou de nada.
Quando voltou, pegou Eduardo pela mão e o levou pelo corredor estreito até o banheiro do fundo. A porta estava fechada, mas dava pra ouvir um barulhinho lá dentro: alguém esperando.
Eles pararam lá fora, em frente à porta, abraçados por um instante. Eduardo tremia todo, o pau duro pressionando contra a calça. Miranda apertou a mão dele com força.
—É uma escalada, amor… —sussurrou—. Uma grande escalada na nossa perversão. Mas se você quiser… a gente entra. Eu te amo… aconteça o que acontecer depois, eu te amo.
Eduardo respirou fundo, olhou para a porta fechada e assentiu.
—Eu quero… vamos entrar.
Miranda colocou a mão na maçaneta, o coração batendo forte no peito.
E abriu a porta.
O capítulo termina aí: os dois parados em frente ao banheiro, prontos para entrar, sabendo que lá dentro o Paco os esperava, e que em minutos a Miranda ia virar a putinha caridosa de um mendigo sujo e fedorento enquanto o marido dela assistia.
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