La fecundación de mi esposa 1

A história que vou contar pra vocês é baseada em um fato real que aconteceu com a gente uns dois anos atrás. O começo disso tudo foi mais ou menos por essa época. A gente já tava há dois anos tentando engravidar a Belém, minha esposa, mas sem sucesso. Era enorme o nosso desejo de ver nosso casamento completo com filhos, porque nós dois amávamos crianças. Também fazia uns dois anos que a gente tinha casado, depois de um namoro longo. A Belém era uma mulher muito gostosa, de 32 anos, com os traços típicos de uma mulher; ela já tinha deixado de lado os traços de adolescente pra se tornar uma mulher bem proporcionada, que era sempre olhada com desejo pelos outros caras. Vocês vão concordar comigo que uma mulher chega numa idade em que a maturidade, a experiência e o corpo fazem ela se destacar acima das muito novas e das muito velhas. Com esse comentário, não tô incluindo todas, só generalizando, porque imagino que tem casos e casos. A gente decidiu ir num especialista em infertilidade e, depois de fazer todos os exames necessários, ele descobriu que era eu quem tinha o problema. Não era um problema de quantidade, mas de qualidade; mal dava pra salvar algum, mas dava pra fazer uma fertilização in vitro. O médico me tratou e falou pra gente ter paciência, mas eu me sentia destruído, e mesmo a Belém tentando me animar, eu sabia que por dentro ela tava mal. Nesse ponto, a gente se pergunta por quê, por que tem que ser comigo. A gente pensa na quantidade de adolescentes que engravidam, de mulheres que mal têm cuidados de higiene, que têm uma vida complicada e ficam grávidas... Resumindo, fiquei em tratamento por um mês pra ver se melhorava a qualidade do meu sêmen. Quando a gente foi no médico, ele disse que eu era praticamente infértil, o que me destruiu. Ele falou pra gente não desanimar, que sempre tinha a adoção ou a fertilização da Belém com o esperma de um doador. Eu tava tão mal que mal ouvi as opções que ele me deu. Médico, fomos pra casa e choramos abraçados por um bom tempo. Os dias passaram e houve um certo distanciamento entre nós, até que, depois de superar o baque da minha infertilidade, conversamos sobre todas as opções que tínhamos. Ela queria a adoção, mas claro, é demorado, muita papelada, entrevistas, etc... Ela sabia que, no fundo, a fertilização in vitro com sêmen de outro me machucaria e nem cogitava isso, mas que outra opção nos restava? Fiquei uns dias matutando sobre o assunto, pensando que, mesmo sendo um prejuízo pra mim, não podia negar a ela a chance de sentir a gravidez dentro dela. Fomos a um centro de reprodução assistida ou de infertilidade, como preferir, lá nos deram informações e preços e ufffffffff, era bem caro. Chegamos em casa meio desanimados, tudo conspirava contra, teríamos que esperar um tempo até juntar o dinheiro pra pagar. Naquela noite não preguei o olho, fiquei o tempo todo pensando nisso, até que me veio algo mais simples na cabeça: por que, em vez de passar pelo centro de infertilidade, alguém não cuidava pessoalmente de fecundar ela? A ideia, em dois minutos, me pareceu loucura, ela nunca aceitaria e além disso era uma maluquice sugerir isso, mas por outro lado, o que íamos fazer? Esperar meses até juntar a grana? Depois comprar carrinho, berço, roupas, etc... Parecia um mundo na minha cabeça. Na manhã seguinte, durante o café da manhã, sugeri a possibilidade dela ser fecundada por outro homem que escolhêssemos, que não soubesse nada das nossas vidas, de quem éramos nem de onde vínhamos. Ela ficou petrificada com a oferta que eu fazia e simplesmente me disse que eu era maluco e que tudo isso estava me afetando demais. Sinceramente, não sei se me afetava ou não, o que estava claro é que isso estava destruindo nosso casamento e ela sabia. Só saí da cozinha dizendo pra ela pensar, que tínhamos poucas opções e que, de qualquer forma, se ela engravidasse, sempre seria com o sêmen de Outra diferença que tinha entre ser fecundada com material cirúrgico ou com o pau de outro, no fim das contas o objetivo era o mesmo, e mais natural era a segunda opção, além de mais barata. Um par de noites depois, enquanto estávamos os dois na cama pra dormir, ela virou e me disse: "amor, você realmente quer que eu engravide assim?" Eu expliquei de novo o que pensava, e ela concordou, me deu um beijo de boa noite e disse: "amanhã a gente conversa." No dia seguinte, depois de chegarmos do trabalho, sentamos pra conversar sobre o assunto. Ela me disse que não queria uma crise de ciúmes da minha parte, que pensasse que talvez na primeira vez ela não engravidasse e que teria que ter mais tentativas. Eu ia concordando com a cabeça, entendendo cada palavra dela. É claro que não ia ser fácil pra nós dois, mas eu tava disposto a engolir esse sapo e correr esse risco. Agora, o problema principal era quem: um homem saudável, que a gente não conhecesse, com uma capacidade intelectual suficiente... Seria a pessoa ideal. Decidimos procurar alguém no chat, num horário que entrasse gente trabalhadora, gente normal, empresários, etc. A faixa era de manhã, quando num chat normal entra muita gente dos seus empregos pra bater um papo, além de empresários que tão nos seus escritórios e às vezes também entram. Vocês devem se perguntar como eu sei disso, bem, porque eu também entro de manhã quando meu chefe não tá. O chat e a dinâmica mudam muito da manhã pra noite, além do perfil das pessoas. Decidimos que eu entraria pra buscar contatos, já que sou homem e diferencio melhor quem vale a pena e quem não, quem quer uma coisa e quem quer outra, os promíscuos da gente mais saudável. Fiquei umas manhãs batendo papo, me passando pela minha mulher. Como a conheço tão bem, procurava um perfil de homem que agradasse ela e que ao mesmo tempo encaixasse no perfil que a gente tinha em mente. Apareceu gente interessante, caras jovens, de meia-idade e maduros, eu sei que ela sempre gostou mais de caras mais novos que ela, mas nesse caso a gente tava atrás de um perfil diferente: um homem saudável e inteligente que desse bons genes pro nosso filho. Eu tinha alguns selecionados, mandei fotos da Belén e eles ficaram apaixonados pela beleza que ela tinha, mas a Belén não gostou de muitos deles, mesmo que no começo eu os conhecesse. Ela, à tarde no MSN, ficava de conhecer eles e aceitar ou rejeitar. A verdade é que ela era bem exigente, no final sobraram 4 candidatos de lugares diferentes da Espanha. A gente ficou na dúvida se contava nossas intenções reais pra eles ou se, pelo contrário, eles não saberiam de nada e a gente tirava a dúvida de que um dia eles fossem atrás do filho. A gente queria saber quem era o pai ou, por outro lado, escolheria dois homens e nunca saberíamos? Eram dúvidas que a gente tinha que pensar. Nenhum deles sabia de nada. Só que podiam ter a chance de pegar ela, como tantas outras pegações que rolam no chat. No final, a gente escolheu dois homens: um cara de 28 anos de Tarragona e um senhor de 52 anos da capital Barcelona. Depois de garantir como cada um era, etc... que tinham um nível intelectual bom, a gente decidiu marcar um fim de semana. Nossa primeira opção era o senhor de Barcelona, um homem divorciado com dois filhos, empresário com a carreira dele etc... Parecia bem culto e sensível, sem dúvida ele gostava muito da Belén e, de certa forma, eu entendo, porque a Belén é uma graça de menina, além de ser gostosa e se cuidar. A Belén encontrou com ele em Barcelona, a gente pegou dois quartos contíguos que dividiam parede um com o outro. Ela falou pra ele que tava com uma amiga pra ele não querer ficar o tempo todo com ela e dar tempo pra gente ficar junto e conversar. CONTINUA...

1 comentários - La fecundación de mi esposa 1