Férias, tchau buceta!!!

As férias têm cheiro de verão recém-chegado,
de estrada morna que vibra debaixo dos pneus
e de mate dividido enquanto o horizonte se abre como uma promessa.
O calor cai devagar na pele
e tudo fica mais leve:
a roupa, os horários, as preocupações.
O corpo respira.
Se espreguiça no sol sem culpa,
com aquela liberdade antiga de quem volta a se sentir natureza.
A vida acontece lá fora.
Em quintais, praias, beiras de estrada,
em conversas de mesa que se esticam até o céu ficar laranja.
As risadas se misturam com o vento,
os pés descalços descobrem texturas novas,
e cada quilômetro rodado é uma pequena aventura.
Na estrada, o mate passa de mão em mão
como um ritual sagrado e simples.
As janelas abertas deixam entrar o ar quente
que bagunça o cabelo e desperta histórias.
Canta-se sem vergonha,
sonha-se em voz alta,
viaja-se não só para um destino,
mas para uma versão mais livre de si mesmo.
E tem também o prazer íntimo e luminoso
de habitar o próprio corpo.
De usar pouca roupa não pra mostrar,
mas pra sentir.
O tecido leve roçando a pele dourada pelo sol,
a curva natural da cintura,
os ombros de fora que guardam calor,
a sensualidade suave e segura
de se saber gostosa debaixo do céu aberto.
As férias são isso:
uma permissão pra se expandir,
pra vibrar com o calor,
pra lembrar que o corpo é território vivo
e que a liberdade, às vezes,
começa com um mate na mão
e o vento percorrendo a pele.Férias, tchau buceta!!!

quente

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