A supremacia lésbica que está chegando

Uma fantasia sobre como poderia acontecer, talvez. 2010 - Quase tudo envolvendo lésbicas, incluindo demonstrações públicas de afeto, encontros e, especialmente, casamento entre mulheres, é severamente estigmatizado pela sociedade. A normatização heterossexual é rotineira e generalizada. As representações midiáticas de lésbicas são escassas, e um tema comum na maioria dos filmes com lésbicas é que elas terminam infelizes. Devido à discriminação e pressão social, apenas 1% das mulheres ousa se casar com outra mulher, e alguns desses casamentos são ilegais e, portanto, não oficiais. Apenas 1% das mulheres perdem a virgindade (têm como primeira parceira sexual) com outra mulher. Apenas 3% das mulheres casadas com homens que têm um caso decidem tê-lo com outra mulher. A internet se tornou um fator importante na sociedade, e a pornografia online é cada vez mais comum, mas a maioria das pessoas assume erroneamente que muito poucas mulheres a assistem. 2015 - A Suprema Corte dos Estados Unidos legaliza o casamento igualitário. Isso também acontece em muitos outros países aproximadamente na mesma época. Embora alguns estados já tivessem legalizado o casamento igualitário, a legalização nacional marcou um marco, pois significou que o casamento lésbico era pelo menos uma possibilidade em todos os lugares e a sociedade o reconhecia como legítimo. Pouco depois dessa decisão, os casamentos lésbicos dobraram, já que 2% das mulheres que se casaram decidiram fazê-lo com outra mulher. A discriminação social contra lésbicas começou a diminuir e a mídia passou a tratar os relacionamentos lésbicos de forma mais positiva. No entanto, a pressão social sobre as mulheres para saírem e se casarem exclusivamente com pessoas heterossexuais continua esmagadora. Agora, 3% das mulheres perdem a virgindade com outra mulher, e 10% das mulheres casadas com homens que decidem ter um caso, o fazem com outra mulher. Um número crescente de mulheres, especialmente as mais jovens, assistem pornografia na internet, especialmente pornografia lésbica. Algumas atrizes e cantantes assumem-se e casam-se com outras mulheres, mas a sociedade descarta isso como "apenas Hollywood sendo Hollywood". 2020 - Cada vez mais atrizes e cantantes assumem-se e casam-se com outras mulheres, mas a sociedade ainda considera isso insignificante. No entanto, o número de noivas que decidem casar com outra mulher chega a 4%, e 9% das mulheres perdem a virgindade com outra mulher. A maioria das mulheres e homens heterossexuais ignora esses aumentos e nem sequer está ciente das tendências. Outra tendência interessante é que uma proporção crescente de mulheres casadas (agora 20%) que têm um caso, o fazem com outra mulher. Uma das razões para esse aumento pode ser que a maioria das mulheres heterossexuais que assistem pornografia na internet veem pornografia lésbica (um fato real: a pornografia lésbica é, de longe, a opção preferida das mulheres). Outro fator pode ser que estudos científicos revelam que 75% das mulheres não têm relações sexuais heterossexuais regularmente, e que muito mais mulheres têm relações lésbicas do que heterossexuais (isso também é verdade!). No entanto, quase nenhum dos psicólogos "especialistas" que estudam a sexualidade sequer analisa os possíveis efeitos da onipresente pornografia na internet nas mulheres, permitindo que elas descubram sua verdadeira natureza. Ou que a insatisfação das mulheres com as relações heterossexuais pode ser um fator importante. 2025 - A discriminação social contra lésbicas continua diminuindo, assim como os efeitos do condicionamento heteronormativo, a ponto de 8% das mulheres que se casam decidirem casar com outra mulher, e 27% perderem a virgindade com outra mulher. Uma Pesquisa Gallup de 2025 revela que 28% das mulheres jovens são bissexuais ou lésbicas (outro fato real!), e cada vez mais mulheres, não apenas famosas, assumem relacionamentos abertos com outras mulheres. Outra tendência interessante é que um terço das mulheres casadas que têm um caso, o têm com outra mulher. Muitas mulheres heterossexuais começam a reparar no que as celebridades fazem e também percebem que casamentos lésbicos já não são raros. O mesmo acontece com homens heterossexuais, que adoram ver mulheres de mãos dadas, se beijando, etc., em público e ficam excitados ao imaginar mulheres fazendo sexo lésbico. Cada vez mais psicólogos e comentaristas nas redes sociais observam que a maioria — na verdade, praticamente todas — as mulheres heterossexuais preferem pornô lésbico. Mas depois explicam que isso não significa nada, já que as mulheres só buscam pornô onde realmente pareçam estar gostando, que a maior parte do pornô heterossexual é feito da perspectiva masculina e que a maior parte do pornô lésbico é mais suave. 2030 - A porcentagem de noivas que se casam com outras mulheres sobe para 16%, e 40% das mulheres perdem a virgindade com outra mulher. Demonstrações públicas de afeto, assim como encontros e casamento entre mulheres, se tornam cada vez mais socialmente aceitáveis. Aproximadamente metade das universitárias só sai e transa com outras mulheres. Apenas uma pequena porcentagem se forma na universidade sem ter feito sexo com outra mulher, e a maioria tem pelo menos cinco amantes durante a faculdade. Até metade das universitárias que namoram homens nem sempre transam com eles. Muitas só fazem sexo com um ou dois homens durante os estudos como "experimentos". As mulheres mais jovens, em particular, se sentem livres para andar de mãos dadas, se abraçar e se beijar em público. Cada vez mais mulheres heterossexuais começam a pensar seriamente em se divorciarem de seus maridos, saírem e fazerem sexo com outra mulher. Homens heterossexuais ainda adoram ver mulheres se beijando em público e também ver sexo lésbico na internet. Mas eles começam a se sentir ansiosos, nervosos e sozinhos. Alguns comentaristas, considerando como a natureza expôs os clitóris, como apenas 25% das mulheres conseguem ter orgasmos em relações heterossexuais e como quase todas preferem pornô lésbico, observam que muitas ou a maioria das mulheres podem ser lésbicas por natureza e que uma revolução sáfica pode estar em andamento. Metade das mulheres casadas com homens que têm um caso, o têm com outra mulher. 2040 - Agora, 32% das mulheres que se casam decidem casar com outra mulher, e 51% perdem a virgindade com outra mulher. Esta é a primeira vez na história da humanidade que mais da metade das mulheres perdem a virgindade com outra mulher, e muitos consideram isso um acontecimento histórico! Encontros, sexo e casamento entre lésbicas se tornam não apenas tolerados, não apenas aceitáveis, mas socialmente muito desejáveis. Em vez de dizerem às suas melhores amigas que as "amam", cada vez mais mulheres dizem "Eu te amo": uma mudança pequena, mas crucial, já que a amizade feminina se transforma cada vez mais em amor romântico. Casamentos entre garotas viram moda, já que a grande maioria das atrizes e cantoras, e até mulheres muito gostosas, assumem e se casam com outra mulher. Cada vez mais mulheres experimentam sair com outra garota, e cada vez mais acreditam que namorar, ter romance, morar junto, fazer sexo e até casar com outra garota deveria ser pelo menos uma possibilidade séria, e poderia ser ainda melhor do que com um homem. Os homens, por outro lado, se sentem cada vez mais ansiosos e sozinhos. Muitos comentaristas afirmam que a sociedade está no meio de uma revolução sáfica, e a única pergunta é até onde ela vai chegar. 2050 - Uma escassa maioria, mas ainda assim uma maioria! - 51% das mulheres que se casam decidem casar com outra mulher. A maioria celebra esse marco incrível na história da humanidade. Além disso, agora 75% das mulheres perdem a virgindade com outra mulher. A crença popular, cada vez mais difundida, para a maioria das mulheres, e até para muitos homens, é que as relações lésbicas costumam ser superiores. Uma tecnologia recentemente inventada permite que mulheres selecionem espermatozoides que só produzirão meninas. Uma nova tendência é que muitas mulheres (incluindo algumas casadas com homens e a maioria casadas com mulheres) decidem que, se querem ter um bebê, querem que seja menina. As mulheres (e até alguns homens) acreditam cada vez mais que as mulheres são geneticamente superiores aos homens e, portanto, desejam que seu bebê seja menina, com todas as vantagens que isso traz. A porcentagem de meninas que nascem aumenta rapidamente para 60%. Homens heterossexuais estão ficando mais ansiosos e deprimidos, com medo de raramente encontrar uma parceira e de nunca se casar. Cada vez mais homens heterossexuais se tornam incels e viciados em videogames. 2055 - Cientistas descobrem como fundir óvulos de duas mulheres para criar um bebê. Sempre uma menina. Isso choca o mundo porque significa que os homens não são mais necessários nem mesmo para a procriação. Tanto homens quanto mulheres percebem que o futuro é feminino. A única questão é até que ponto o mundo se feminizará em termos de cultura e porcentagem de mulheres, e com que rapidez isso ocorrerá. Cada vez mais mulheres casadas com homens decidem que é perfeitamente natural e aceitável ter um caso com outra mulher, e 75% o fazem. Seus maridos começam a aceitar relutantemente que suas esposas façam isso, e cada vez mais racionalizam — reconhecem — que são dos homens muito sortudos que se casam com uma mulher. Então eles deveriam se considerar sortudos se ela continuar casada com eles, mas tem aventuras com outras mulheres. Homens, mesmo levemente bissexuais, percebem que sua única alternativa para namoros sérios e casamento é com outro homem. Cada vez mais homens heterossexuais se tornam incels depressivos e ansiosos, viciados em videogames. 2060 - Atualmente, 66% das garotas que se casam decidem casar com outra. A maior parte da sociedade, inclusive muitos homens, reconhece que relacionamentos, sexo e casamento lésbicos costumam ser superiores. A seleção de gênero dos bebês se torna cada vez mais comum. A porcentagem de meninas que nascem sobe para 70%. Mulheres que se consideram "heterossexuais" se sentem livres para transar com outras mulheres, mas as mulheres verdadeiramente "hétero" quase desapareceram. Psiquiatras e comentaristas nas redes sociais que, em grande parte, não previram a Revolução Sáfica agora debatem quantas mulheres são realmente bissexuais e quantas são realmente lésbicas. Torna-se aceitável e normal que mulheres casadas com homens tenham casos abertamente com outras mulheres. O número cada vez menor de mulheres casadas com homens que não têm casos com outras mulheres fica na defensiva, pois as pessoas murmuram que certamente se casaram com seu homem só por dinheiro ou posição. Homens heterossexuais, que frequentemente são incels viciados em videogame, se sentem cada vez mais solitários e deprimidos. Mas são menos a cada ano conforme aumenta a porcentagem de meninas. 2070 - Este ano, 80% das mulheres que se casam decidem fazê-lo com outra mulher. Frequentemente, em um trisal exclusivamente feminino. Mais mulheres se casam com duas mulheres do que com um homem. Casamentos FFM também são mais comuns que casamentos FM. As únicas garotas que se casam com um homem em um matrimônio tradicional (um homem e uma mulher) o fazem por dinheiro, poder, posição ou sua religião. Homens heterossexuais são cada vez mais aptos apenas para a doação de esperma, mas não são necessários muitos para isso. Os homens se masturbam e frequentam prostitutas. O condicionamento social incentiva os homens a serem bissexuais ou gays, a terem relações sexuais e a se casarem entre si. Atualmente, 80% dos bebês são meninas, algumas como resultado da fusão de dois óvulos e outras da seleção de espermatozoides pela mãe que dará à luz uma menina. Quase todas as mulheres casadas com um homem têm casos com outras mulheres. Isso é considerado normal, e qualquer mulher que não faça isso é vista como esquisita. 2080 - Tanto homens quanto mulheres percebem que o futuro não é apenas feminino, mas também lésbico. A era de domínio masculino continua a desaparecer e mal é lembrada pelos jovens. A questão central para psiquiatras e comentaristas nas redes sociais é: que papel, se é que resta algum, os homens terão na sociedade? Agora, 90% das mulheres que se casam se casam com outras mulheres, e 90% de seus bebês são meninas. Muitas mulheres ainda se identificam como bissexuais, mas nenhuma como heterossexual. Para a maioria das mulheres, a decisão é se casar com uma ou duas mulheres. Torna-se impensável que uma mulher perca a virgindade com um homem ou que uma mulher casada tenha um caso com um homem. 2090. Há um intenso debate sobre se as mulheres deveriam continuar sendo permitidas a se casar com homens, como no ocasional casamento FFM ou no excepcional casamento FM. Muitos questionam se, continuando a permitir esses arranjos, o homem na relação deveria ser considerado algo menos que um "cônjuge" em pé de igualdade, em termos de direitos sobre os filhos, a capacidade de iniciar um divórcio, herança, etc. Também há um debate sobre se algum bebê do sexo masculino deveria nascer e se todos os bebês deveriam ser formados a partir da fusão de óvulos. O consenso atual é que alguns bebês do sexo masculino deveriam nascer, pois preservar a capacidade da a humanidade se reproduzir por esperma deveria ser considerada uma espécie de "seguro" de último recurso para a raça humana. Porém, o consenso é que apenas 1% dos bebês devem ser homens. A revolução lésbica triunfou!

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