Meus pais me deram o nome de Jesus quando nasci, hoje tenho 22 anos. Quando eu tinha 12, minha mãe nos abandonou e foi embora com outro homem. Ficamos só eu e meu pai. Meu pai tinha uma oficina mecânica e a gente levava uma vida boa. Morávamos numa casa grande de dois andares, uma moça vinha fazer a limpeza duas vezes por semana. Pouco depois de fazer 14 anos, meu pai conheceu uma mulher que tinha duas filhas gêmeas, alguns meses mais velhas que eu e também mais altas – uns 3 cm, já que eu tenho 1,62. A mulher se chama Amparo, é alta, cabelo castanho, séria e rigorosa. É diretora num colégio de meninas. As filhas, Raquel e Marina, são insuportáveis e desde o primeiro dia a gente não se deu bem. Nove meses depois, elas vieram morar conosco. Aí acabou minha paz. Eu sou tranquilo, não falo muito e vivo trancado no meu quarto. Elas são o oposto total, agitadas, não param de falar. No começo, Amparo era muito gentil e boa comigo. Com as filhas, minha relação era zero – não as aguentava, e elas também não me aguentavam. Ficavam me provocando e zoando minha voz, que é muito fina, tenho voz de menina. Com o passar dos meses, Amparo foi ficando cada vez mais rigorosa comigo e já não era tão gentil. Na frente do meu pai, ela era boa comigo, mas quando ele não estava, não me tratava bem. Ela e as filhas ficavam me perturbando por causa do meu cabelo loiro, que eu tinha deixado crescer e caía sobre os ombros – diziam que eu tinha que cortar, que por trás parecia uma menina. A convivência com elas pra mim era um inferno. Pensei em falar com meu pai, mas via ele tão feliz depois de tudo que ele passou quando minha mãe nos abandonou, que acabei não falando. Faltava um mês pro meu aniversário de 16 anos e dois meses pras férias de verão. Era meu último ano do ensino geral, e no próximo curso eu começaria a estudar mecânica de carros pra poder trabalhar no futuro com meu pai. Eu estava no meu quarto jogando Playstation quando minha madrastra abriu de repente a porta do meu quarto sem bater, chorando. — Jesus, corre, a gente vai pro hospital. — O que aconteceu? — Acabaram de me ligar que seu pai sofreu um acidente de moto. - O quêêê, como está meu pai? - Vamos, anda logo, está grave, não me contaram mais nada. Saímos correndo de carro pro hospital nós quatro, eu chorando no banco de trás com Marina, no trajeto e no hospital foi a primeira vez que minhas meias-irmãs foram carinhosas comigo. Uma hora de espera até que saiu um médico e nos chamou. Amparo, ao se aproximar, perguntou: - Como está meu marido? Ele não disse nada, só com um gesto da mão nos fez entrar numa sala e nos sentar. - Ele chegou com um forte golpe na cabeça e não conseguimos fazer nada, sinto muito. Ao ouvir isso, fiquei em choque, nem conseguia chorar, minha madrastra chorando com um ataque de ansiedade. Fizemos uma cerimônia simples e cremamos o corpo. Uma semana depois nos reunimos com o gerente que cuidava das contas do meu pai e seu advogado pela herança. A casa e o dinheiro guardado do meu pai ficaram metade pra mim e minha madrastra. A oficina, os dois mecânicos que tinha terminaram os carros que estavam pendentes e fechou. O local da oficina não era do meu pai, era alugado. Os primeiros dias a convivência foi boa, mas aos poucos voltou a ser um inferno pra mim. Passei meu aniversário sem pena nem glória. Faltavam pouco menos de 2 semanas pras férias quando fui tomar um banho e no chão tinham 2 calcinhas das minhas meias-irmãs. Era algo habitual, todo dia elas deixavam depois de se banhar e a mãe delas, mesmo ralhando, recolhia e não dava em nada. Se eu fizesse o mesmo, deixar meus boxers jogados, além de me ralhar, ela me fazia pegar e levar pro cesto de roupa suja. Peguei do chão e me masturbei com uma delas na mão, voltei a deixar onde estavam, tomei banho e esqueci. Nos dois dias seguintes me masturbei da mesma maneira. No terceiro dia tinha uma calcinha vermelha e outra rosa e ao pegá-las me deu vontade de vestir e gostei de como ficaram em mim e o Eram tão confortáveis e eu me masturbava com elas vestidas, comecei a fazer isso todo dia. Ia tomar banho, trancava a porta com a chave e as colocava. Estava na minha semana de férias, quarta-feira à tarde. Minha madrastra estava na escola encerrando o ano letivo - na sexta já começariam as férias dela. Eu estava no meu quarto jogando Playstation quando minhas meias-irmãs disseram que iam dar uma volta. Esperei alguns minutos e entrei no banheiro. Me despi, primeiro coloquei uma calcinha branca e depois uma azul clarinha. Estava me olhando no espelho quando a porta do banheiro se abriu de repente e apareceram as duas, encharcadas - uma tempestade as pegou e elas voltaram pra casa. O banheiro fica no andar de cima e eu não ouvi a porta da entrada, e como estava sozinho não tinha trancado com a chave. Elas ficaram me encarando paradas e eu paralizado.
- O que você está fazendo com minhas calcinhas vestidas? - disse Raquel.
Eu fiquei bloqueado sem saber o que dizer e comecei a chorar.
- Você é um degenerado, um pervertido. Você vai ver quando contarmos pra mamãe.
Enquanto isso Marina, com o celular na mão, tirava fotos minhas.
- Perdão, não sei porque fiz isso. Não contem pra sua mãe, por favor, ela vai me castigar.
Fui tirá-las sem pensar que ficaria nu na frente delas.
- Não tira não. Vai deixar vestidas e não vou contar pra mamãe... porque quando ela chegar você ainda vai estar com elas pra ela te ver.
- Não, por favor. Não vou fazer de novo, me perdoem. Vou tirar e faço o que vocês quiserem.
- Se tirar, publicamos a foto nas nossas redes sociais pra todos os nossos amigos verem.
- Não façam isso, por favor.
- Já que você disse que faz o que a gente quiser, vai continuar usando pra mamãe te ver, senão publicamos as fotos.
- Tá bom, tá bom.
Eu preferia o castigo que me esperava a elas publicarem a foto.
- Bom menino... ou melhor, boa menina. Não se mexe daí que vamos secar um pouco o cabelo.
Elas secaram o cabelo enquanto eu ficava parado num canto, de calcinha.
- Vamos, vem com a gente pro nosso quarto. Então elas fecharam a porta e começaram a se despir na minha frente sem nenhuma vergonha, ficando as duas só de calcinha e sutiã. A Raquel olhou pra mim rindo. "É engraçado isso, estamos as três de calcinha, ficam muito bem em você hahaha". Elas se vestiram e descemos para a sala. Estava mais ou menos na hora da mãe delas chegar, uns 10 minutos depois a porta se abriu e estávamos de pé esperando, comigo no meio das duas. "Oi, já est—" Ela parou no meio, me encarando. "O que você está fazendo com essas calcinhas vestidas?" A Raquel começou a falar. "A Marina e eu saímos para dar uma volta e fomos pegas pela chuva, voltamos para casa e pegamos ele com minhas calcinhas vestidas no banheiro. Ele nos pediu para não contar para você não puni-lo, mas eu disse que não ia contar, que você mesma ia ver quando chegasse, porque proibi ele de tirá-las". Ela me encarou com uma cara muito séria. "Agora explica por que você vestiu as calcinhas da Raquel". "Não sei, vi elas no banheiro e fiquei curioso para saber como era a sensação, mas juro que não vou fazer de novo". "Curioso para saber como é a sensação? Não, claro que não vai fazer de novo. Já que você sente curiosidade, seu castigo será usar calcinha o verão inteiro, e também vai saber como é vestir saias e vestidos. Vai passar o verão como uma menina". "Não, por favor, eu sou um garoto, não me faça isso". "Garotos não usam calcinha, quem usa são as garotas, e você está de calcinha, então para nós você é uma garota". "Não, por favor". "Já está decidido. Agora, para você não ter a tentação de vestir cueca, sobe para o seu quarto com suas irmãs e entrega todas as que você tem. E vocês, procurem roupas para ele e o vistam, ele não vai ficar só de calcinha o dia todo em casa, e deem algumas calcinhas de vocês até comprarmos as dele". Subimos para o meu quarto, entreguei todas as minhas cuecas, elas colocaram numa sacola e deixaram no quarto da mãe delas. Fomos para o quarto delas, começaram a procurar no armário, tiraram várias saias e vestidos e colocaram sobre... a cama, elas estavam olhando o que escolher de tudo aquilo quando a mãe entrou no quarto.
- Mãe, o que poderíamos colocar nela?
- Deixem-me ver.
Ela olhou o que havia sobre a cama, pegou primeiro um vestido, colocou na minha frente e fez o mesmo com tudo. Ficou pensativa, olhando as roupas.
- Essa saia rosa plissada vai ficar perfeita nela, o que vocês acham, meninas?
- Achamos perfeito.
- Então está decidido. E para combinar, vamos buscar uma calcinha e um sutiã rosa.
Elas reviraram uma gaveta e tiraram um conjunto de renda.
- Tira essa calcinha e põe essa.
Fiquei paralisado, queriam que eu ficasse pelado na frente delas.
- Vamos, se apressa.
Vermelho como um tomate, tirei a calcinha e fiquei nu na frente delas. A mãe começou a rir, se aproximou e pegou meu pau com dois dedos. Se eu já tinha um pau pequeno, mal chegava a 6 cm ereto, com a vergonha ele tinha encolhido ainda mais.
- Querida, não me surpreende que você tivesse curiosidade de saber como ficaria de calcinha com essa coisinha tão fofa que você tem. Um recém-nascido tem um maior. Com certeza se você nascesse uma semana antes, nascia com uma bucetinha, hahaha. Toma, põe.
Coloquei a calcinha, então ela me deu o sutiã, que eu não sabia como colocar.
- Meninas, ajudem ela a colocar.
Entre as duas, me colocaram o sutiã. Pegaram a saia e me vestiram, ela ficou na metade da coxa. A mãe procurou umas meias e as colocou dentro do sutiã, e por cima uma camiseta rosa que dizia Barbie com letras brilhantes.
- Agora faltam os sapatos. Por sorte você tem o mesmo pé que a Marina, procurem uns para ela.
Ela pegou uns sapatos rosa com um pouco de salto e me calçou.
- Pronto, a menina está vestida. Você está muito linda, vamos lá para baixo.
- Mãe, deixa a gente maquiá-la.
- Sim, claro, não tinha pensado nisso. Deixo com vocês, vou tomar um banho e espero lá embaixo.
Me sentaram na frente do espelho e começaram a me maquiar: rosto, olhos, lábios e por último pintaram minhas unhas de rosa. Eu estava aterrorizado, mas não ousava protestar. Quando terminaram, me deram várias calcinhas e alguns sutiãs e me... Fizeram ele levar e guardar no armário onde antes ficavam as cuecas, depois descemos e Amparo estava preparando o jantar, me olhou. - Você está divina, vem aqui do meu lado e me ajuda com o jantar. Nunca tinha me ajudado nem me pedido antes, sempre pedia para as filhas. - Já descascou batatas alguma vez? - Não. - Hoje vou te ensinar como se faz, e você vai começar a aprender a cozinhar, uma garota precisa saber fazer isso, mas primeiro toma, coloca este avental para não sujar essa roupa linda. Me deu um avental branco com flores, me disse como tinha que fazer, comecei a descascar uma. - Você está fazendo errado, Jesus, desperdiça muita batata, agora que penso, Jesus não me parece o nome apropriado, meninas, teríamos que buscar um nome para ela, pensem em alguns. Entre as 3 disseram vários, Patricia, Laura, Paula, Daniela, Ingrid, Maria, Martina, Sonia. - Sonia é perfeito, é um dos nomes que considerei para uma de vocês. - Bom, mãe, eu gosto. - O que você acha do seu novo nome, Sonia? - Tá bom. Disse bem baixinho. - Agora, Sonia, se concentra e descasca a batata tirando só a fina casca. Continuei descascando as batatas devagar e com cuidado, depois ela me fez cortar alface, tomates, cenoura, cebola para uma salada, por último me fez fazer umas peitos de frango, acabei fazendo tudo enquanto ela ia me indicando como fazer. - Agora você deve pôr a mesa. Isso eu já tinha feito muitas vezes. Depois de jantar, apesar de ter lava-louças, ela me fez lavar à mão. - Estas são as tarefas cotidianas de toda mulher e mais você vai aprendendo. Depois vimos TV um pouco e nos retiramos para dormir. - Meninas, deem um camisola para sua irmã dormir. Me sentei na minha cama pensando em tudo o que aconteceu e logo entraram as duas e deram um camisola rosa. - Põe para vermos como fica em você. Com muita vergonha e com a cabeça baixa tirei a camiseta e a saia e coloquei o camisola que chegava na altura do joelho. - Fica muito bem em você, Sonia, descansa. Me custou muito dormir e estava desconfortável com o camisola, pensei em tirar, mas não tirei por medo de ser pego. De manhã, acordei, fui ao banheiro e ouvi a Marta, a moça que vem limpar, e me tranquei no quarto pra ela não me ver e joguei Play. Comecei a jogar, mas não tava motivado, parei de jogar e quando levantei da cadeira me vi refletido no espelho e fiquei me olhando ali, com um camisola rosa e a cabeça girando. De repente, a porta abriu e minhas irmãs entraram.
- Bom dia, Sonia, dormiu bem?
- Sim.
- Vem pro nosso quarto ver o que você vai vestir hoje.
Abriram o guarda-roupa e começaram a olhar, tiraram um vestido branco florido.
- Esse tá bom, tira o camisola.
Tirei e iam me dar o vestido.
- Ah, espera um momento, você também tem que trocar a calcinha, já volto.
Saiu e em um minuto voltou com uma calcinha e um sutiã brancos.
- Toma, troca.
Envergonhado, troquei a calcinha e o sutiã, elas me ajudaram e me ensinaram como devia colocar: primeiro engatar na frente e depois virar, depois o vestido e uns sapatos brancos baixos.
- Vamos tomar café.
- Não posso descer assim, a Marta tá aí.
- E você vai ficar o dia todo escondida? E quando ela subir pra fazer os quartos, vai te ver.
Me pegaram pelas mãos e puxaram, saindo do quarto e descendo as escadas. Marta estava tirando pó na sala, olhou pra gente.
- Bom dia, meninas, como estão?
Virou a cabeça de novo pro armário pra continuar limpando, mas logo virou de novo e ficou nos olhando por uns segundos.
- Jesus, o que você tá fazendo vestido assim?
Fiquei calado, envergonhado, e a Marina falou.
- Ele decidiu passar o verão assim, quer ser uma menina.
- É isso mesmo, Jesus?
- Agora ele se chama Sonia.
- Que surpresa, não esperava por isso, então você quer ser uma garota?
- Sim - respondi timidamente.
- Se é o que você quer, fico feliz por você.
Tomamos café na cozinha.
- Sonia, vamos pro seu quarto, que temos um trabalho que nos encarregaram. Mãe. Já lá abriram o guarda-roupa e começaram a tirar as roupas. - O que vocês estão fazendo? - A mamãe mandou a gente tirar toda sua roupa de menino pra trocar por roupa de menina. - Mas eu preciso dessas roupas, e se eu tiver que sair? - Esqueceu que vai passar o verão inteiro como menina? Esse é seu castigo. - Não posso ficar o verão todo sem sair. - Você não vai ficar o verão todo sem sair, mas vai sair vestida de menina. - Não penso em sair assim. - Isso a gente vê depois. Esvaziaram todo o guarda-roupa e colocaram as roupas em sacolas, levando pra um quarto que era usado como depósito. Depois fomos pro quarto delas e tiraram várias saias, vestidos, camisolas e um par de sapatos. - Essa é roupa que a gente já não usa mais e é pra você. Vamos guardar no seu guarda-roupa. Coloquei no armário. - Já tem sua primeira roupinha, agora vamos nos divertir um pouco no nosso quarto. Me fizeram sentar na frente do espelho, tiraram a maquiagem do dia anterior e me maquiaram de novo, pintaram as unhas dos pés de rosa como as das mãos, e depois começaram a pentear meu cabelo. Fizeram um coque primeiro, depois duas maria-chiquinhas, uma trança, brincaram com meu cabelo e por último fizeram de novo duas maria-chiquinhas com um laço rosa e me deixaram assim. Ao meio-dia a mamãe voltou. - Oi, meninas. Que linda você está hoje, Sonia. Cadê a Marta? - Lá em cima, mãe - respondeu Raquel. Ela subiu e deu pra ouvir elas conversando um bom tempo, ficaram quietas e as duas desceram. - Meninas, venham aqui um momento. Amanhã será o último dia que a Marta vem, eu começo minhas férias e comigo em casa a gente consegue fazer nós mesmas. A Marta não falou, não disse nada, parecia triste. Se despediu e foi embora. - Sonia, põe a mesa pra comer. Pus a mesa e depois ela me fez servir a comida enquanto todas já estavam sentadas. Depois de servir, sentei. - Fizeram o que eu pedi? - Sim, mãe, já tiramos as roupas dele e demos nossas roupas pra ele. - Bom. Marquei horário pro sábado no centro de estética da Juani, pra todas. A Sonia precisa de uma mudança de visual, corte de cabelo mais feminino, arrumar Essas sobrancelhas e como estamos de férias as 3, vocês podem fazer as unhas. Fiquei paralisado ouvindo, com o garfo com espaguete enrolado a meio caminho do prato e da boca. - Eu não quero fazer isso, já é castigo suficiente ter que passar o verão vestindo de menina. - Nina, tem um ditado que diz: a curiosidade matou a putinha, e você, por curiosa em saber como é colocar uma calcinha, vai saber como é viver, vestir, pentear, maquiar e fazer coisas de menina. - Não, por favor. - Você vai fazer o que eu mandar, e agora seja uma boa menina e coma. Calei-me e não protestei mais, ao terminar o jantar ela me fez limpar a mesa e a cozinha sob sua supervisão, minhas irmãs enquanto isso estavam vendo TV. - Agora que está tudo em ordem, você pode ir ver TV um pouco. - Tá bom, primeiro vou ao banheiro. Fui ao banheiro de baixo e ela me seguiu; ao entrar e ir fechar a porta, ela parou e entrou atrás de mim, fiquei de pé esperando, pensando que ela queria alguma coisa, mas ficou plantada na minha frente. - Você veio fazer algo no banheiro, Sonia? - Fazer xixi. - O que está esperando? - Que você saia. - Não, quero ver como você faz. - Por quê? - Vamos, faça logo. Fiquei na frente do vaso, levantei o vestido e fui puxá-la. - O que você está fazendo? - Ora, xixi. - Assim não se faz, as meninas sentam para fazer xixi. - Eu não sou... - Agora você é uma menina, sente e faça. Levantei o vestido de novo, abaixei a calcinha e sentei para fazer. - É assim que você deve fazer sempre a partir de hoje. - Tá bom. - Por sinal, não tinha percebido porque os poucos pelos que você tem são loiros e quase não se veem, mas amanhã suas irmãs vão te ajudar a depilar. Levantei sem responder, subi a calcinha sob o olhar dela enquanto ela começou a rir. - Hahaha, vamos nos divertir muito neste verão. Saímos e sentei para ver TV e depois fui para a cama. De manhã, levantei com meu camisola vestida, fui ao banheiro e como não tinha ninguém, fiz em pé. Marta já tinha chegado, ouvi barulho lá embaixo, voltei para o quarto e deitei na cama um tempo depois. Minhas irmãs entraram. - Vamos, Sonia, vista-se e vamos descer para tomar café da manhã. Tirei o camisola e peguei o mesmo vestido do dia anterior para colocar. - Como vai colocar o de ontem? Procure outra coisa, agora você já tem roupas no armário. Abri o armário, olhei e não sabia o que escolher, depois de olhar um tempo peguei uma saia preta e uma camiseta da mesma cor, fui colocá-las. - E não vai trocar a calcinha? Tem que fazer isso todo dia. - Sim, claro, depois de colocar a saia. - E você acha que somos bobas? Você ficava até 2 dias com a mesma cueca, troque antes, é engraçado te ver hahaha. Peguei uma preta e troquei diante da risada delas, uma vez vestida descemos para tomar café, cumprimentamos Marta, depois me levaram lá em cima para o banheiro. - Tire a roupa para tomar banho, mas passe este creme onde você tem pelo e tem que esperar uns 10 minutos. Fiquei esperando que elas saíssem. - Vamos, o que está esperando? Comece. - Que vocês saiam. - Vamos ficar aqui te vendo. - Saiam, que me dá vergonha. - Deixe de besteira, é normal as meninas se despirem umas na frente das outras. - Eu não sou uma menina. - Sim, você é uma menina. Me despi e passei o creme nas pernas, nos braços, no peito não tenho pelo e parei. - Falta passar na bucetinha também. - Não, aí não. - Aí sim, tem que deixar a bucetinha bem depilada. Passei. - Agora tem que esperar um pouco. Passados quase 10 minutos, Raquel se aproximou com uma luva áspera e esfregou no meu braço. - Pronto, pegue a luva e esfregue pelo corpo para o pelo sair. Passei onde tinha creme e depois tomei banho, ao me secar os poucos pelos que tinha haviam desaparecido, me vesti de novo e me levaram para o quarto delas onde me maquiaram e pentearam, Marta subiu depois para se despedir para sempre, deu 2 beijos nelas e em mim 2 beijos e um abraço bem forte, fazia 4 anos que me conhecia e foi embora, depois chegou mamãe nos cumprimentou, passou a mão em um braço e depois em uma perna. - Que macias estão, trouxe comida pronta, Sonia põe a mesa. Sólo falava isso pra mim, a gente comeu, depois eu que tive que lavar a louça, quando terminei fui com elas e ia me sentar no sofá pra ver TV. - não, senta na cadeira que eu trouxe um presente pra você. Ela revirou a bolsa e tirou alguma coisa. - comprei duas pistolinhas pra furar suas orelhas pra colocar brincos - eu não quero usar brincos. - uma menininha tem que usar brincos. - não, deve doer. - é só uma picadinha de nada. Ela se aproximou de mim, pegou meu lóbulo, colocou a pistola e senti uma picada que me fez soltar um grito, depois fez o mesmo na outra. - viu como não foi nada demais, ficaram lindos em você, se olha nesse espelho. Me olhei e em cada orelha tinha duas pedrinhas brilhantes. Comecei a ver TV e depois de um tempo me levantei pra ir ao banheiro, ninguém me seguiu e tranquei com a chave, ia fazer xixi em pé quando tentaram abrir a porta. - abre a porta Sonia, com certeza trancou pra fazer em pé e não ser pega. - não, eu sempre tranco. - abre, e a partir de agora é proibido trancar com a chave. Tirei a chave e ela entrou. - entendeu bem? - sim. Ela ficou na minha frente e sem dizer nada eu levantei minha saia, desci minha calcinha até a metade da coxa e me sentei sob o olhar dela. A tarde passou rápido vendo filmes até a hora de começar a fazer o jantar, que seguindo as ordens dela preparei eu, a gente foi dormir cedo e no sábado de manhã minhas irmãs me acordaram às 9. - vamos, acorda que a gente vai ao salão de beleza. Depois do café da manhã me levaram pro quarto das minhas irmãs e a mamãe preparou minha roupa, calcinha rosa, um vestido rosa clarinho e os sapatos rosa, ela mesma me maquiou e às 10h foi minha primeira saída na rua como menina, fomos de carro até o centro de estética da Juani, amiga da mamãe, que era onde elas sempre iam, ao entrar tinha uma mulher que devia ter mais ou menos a idade da Amparo e outra moça mais jovem. - oi Juani, chegamos. - oi Amparo. Deu dois beijos nelas três e depois olhou pra mim. - e essa moça tão linda quem é - É o filho do meu falecido marido, que, como já te contei, decidiu ser uma menina.
- Que legal, e como você se chama, gata? - disse com um tom baixo de voz.
- Sonia.
Ela se aproximou e me deu dois beijos.
- Por quem começo no corte?
- Começa por ela, que tem mais trabalho. Minhas filhas é só nas pontas e arrumar um pouco.
- Vem, senta aqui no lavatório.
Eu ia protestar e me recusar, mas sabia que não ia adiantar nada.
Lavou minha cabeça e depois começou a cortar meu cabelo, dando forma. Ao olhar no espelho, a imagem refletida era de uma garota. Depois, pegou uma pinça e começou a remover pelos das minhas sobrancelhas. Olhei no espelho de novo, me levantei e, se antes restava pouco de Jesus, agora ele tinha sumido completamente. No espelho, se refletia uma garota loira, com sobrancelhas finas e um vestido rosa acima dos joelhos.
- O que você acha, Sonia? Está muito linda.
- Tá bom.
- Agora espera um pouco que a Silvia termine com a Marina, e é a sua vez.
Silvia era a outra moça que estava fazendo as unhas da Marina. Depois de um tempo de espera, me fez sentar na frente dela em uma mesa, pediu para ver minhas mãos, olhou e começou a remover o esmalte das unhas. Tirou minhas cutículas e começou a trabalhar nelas. Uma hora depois, eu tinha unhas longas pintadas de rosa. Fiquei sentada esperando mais de uma hora até que terminassem com minhas irmãs, enquanto pegava o celular para jogar, mas achei difícil usar a tela com as unhas compridas.
Assim que terminaram com as três, Amparo pagou com meu dinheiro, que ela administrava, da herança que meu pai deixou, e nos despedimos, saindo do salão.
- Já está quase na hora do almoço. Onde vocês querem comer, meninas?
- No Straciatella, mãe - disse Raquel.
- Acho bom.
Levamos uns 20 minutos para chegar. Assim que nos sentamos na mesa que nos designaram, minhas irmãs disseram que iam ao banheiro.
- Sonia, não quer acompanhar suas irmãs ao banheiro?
Embora estivesse com vontade de ir, preferi segurar. Tinha que entrar pela primeira vez em um banheiro feminino e não me sentia preparada para isso. já tinha ido naquele salão, mas foi diferente: só tinha um banheiro e estávamos só nós. Lá podia encontrar outras garotas. Pedi um spaghetti à carbonara e uma Coca Booty. Ao pegar o copo pela primeira vez com as unhas mais longas, não foi difícil, mas era diferente de como fazia antes. E o garfo para comer foi um pouco mais complicado de segurar entre os dedos. Enquanto esperávamos a sobremesa, já não aguentava mais e tinha que ir ao banheiro, de qualquer jeito.
- Vou ao banheiro.
- Tudo bem. - disse mamãe.
Me levantei, fui até lá, parei na frente da porta das mulheres, ao lado estava a dos homens. Respirei fundo e entrei. Por sorte não tinha ninguém. Entrei em uma cabine e fechei o trinco. Fiz xixi em pé sem me preocupar se minha madrastra viesse. Ali parecia normal trancar, e se ela chegasse e batesse, era só me sentar e abrir, porque dava pra alcançar o trinco sentada. Ninguém veio. Ao sair, tinha uma mulher na frente do espelho. Saí rapidamente e voltei pra mesa. Tomamos a sobremesa e de lá fomos a um shopping.
Ao chegar e me ver rodeada de tanta gente, fiquei nervosa. A primeira loja foi uma de perfumes, onde me compraram um. Depois uma de lingerie, onde elas, além de escolherem calcinhas pra mim, me fizeram escolher algumas também. Em seguida foram os sapatos e depois várias lojas de roupa feminina, onde elas escolheram vários vestidos e saias pra mim e pra elas. Raquel e Marina pegaram um par de calças pra elas, e eu fiquei olhando e peguei uma que gostei - mesmo sendo de garota, era pra ter uma calça no meio de tanta saia.
- Gostei dessa.
- Deixa aí, você não pode comprar uma calça. - disse Amparo.
- Por que eu não posso e elas podem?
- Simples, Sonia: você usou calça muitos anos e agora só permito que você use saias.
Estive a ponto de reclamar, mas mordi a língua porque sabia que não tinha opção. Depois me levaram pra comprar roupa de dormir - claro, foram camisolas. Perdemos a tarde toda lá. Depois das roupas, fizemos as compras da semana. Jantamos no McDonald's e voltamos pra casa, onde me fizeram guardar e organizar as roupas que eu tinha comprado e paguei com meu próprio dinheiro. Um tempinho de relax e já fui dormir. No domingo de manhã saímos pra dar uma volta, comprei um frango assado, umas batatas e uma salada. Ao chegar em casa, foi minha vez de pôr a mesa, recolher tudo e lavar o que foi usado. A tarde passei na sala vendo TV e à noite pizza pro jantar. Na segunda-feira, minha madrasta me acordou às 9h, me fez preparar o café da manhã pras duas e, assim que nos sentamos: "Sônia, escuta o que vou te dizer. Você sabe que demiti a Marta, e se fiz isso é por um motivo. A casa precisa de alguém pra cuidar da limpeza. A partir de hoje você vai se encarregar disso, assim economizo em ter que pagar alguém. Nesses primeiros dias vou te ensinar tudo que precisa fazer e como fazer. São tarefas que toda mulher precisa saber fazer". Terminamos de tomar café e ela me disse pra me vestir, pois estava só de camisola. Já vestida, começamos. Depois de lavar a louça do café, fomos pro quarto onde ficam os produtos de limpeza, a máquina de lavar e a secadora. Ela me ensinou a usar a máquina com roupas dela – cada uma tem seu próprio cesto –, me entregou um pano e um líquido. "Vamos começar tirando o pó". Ela me mostrou como fazer. Enquanto eu tirava o pó como ela orientava, minhas irmãs desceram, foram pra cozinha e prepararam o café delas. Depois de tirar o pó, ela me ensinou a limpar os vidros da janela, depois passar o aspirador. A máquina de lavar já tinha acabado: coloquei na secadora, botei outra máquina pra lavar, dessa vez com roupas de uma das filhas dela, lavei o chão... Com isso a manhã foi embora. Era hora de preparar o almoço. Ela foi me indicando como fazer um ensopado de grão-de-bico com linguiça, preparar os ingredientes pro refogado, como cortar as batatas. Enquanto cozinhava, me levou pra limpar o banheiro, fazer as camas. Com a comida pronta, pus a mesa e almoçamos. Depois, limpar os talheres e a cozinha, tirar a roupa da secadora, pôr a outra pra secar e mais uma... Lavadora da outra filha, levar as roupas dela para o quarto e dobrar, me deixou descansar um pouco e mais tarde repetir com as outras roupas, quando tudo estava feito me fez tomar banho, depois me levou para o quarto dela e começou a me ensinar como me maquiar. Durante a primeira semana a rotina de limpeza foi se repetindo, fazer as camas, a comida - essas eram as tarefas diárias, ela me controlava e me corrigia se eu cometesse algum erro enquanto as filhas dela passavam o dia sem fazer nada, vendo TV e brincando, toda tarde aulas de maquiagem, no fim de semana me deixava descansar embora no sábado à tarde íamos ao shopping fazer compras e de quebra ela me comprava mais roupas. Quando ia ao banheiro não fechava a porta e fazia sentada, naquela semana ela não veio ver como eu fazia, uma noite de madrugada depois de algumas semanas me deu vontade de ir ao banheiro e confiante pela hora achando que ela estaria dormindo comecei a fazer em pé, de repente a porta se abriu.
- Pode me explicar por que está urinando em pé, senhorita?
- É que não aguentava mais.
- Isso não é desculpa, confiava em você por isso não tinha voltado a ver como fazia, me decepcionou e vou ter que buscar uma solução para que isso não se repita.
- Desculpe, não vou fazer mais.
- Sua desculpa não adianta.
Uma semana depois.
- Vamos ao seu quarto.
Ela levava uma bolsa na mão.
- Se despe enquanto vou explicando, te disse que buscaria uma solução para evitar que mije em pé, pois pesquisei na internet e já tenho a solução.
Tirei a roupa e fiquei de calcinha e sutiã.
- A calcinha e a parte de cima também.
Fiquei nua diante dela.
- E depois de muito pesquisar encontrei algo que me pareceu muito engraçado, você vai levar uma boa surpresa quando ver mas não vai ver até o final, porque vou tapar seus olhos.
Ela tapou meus olhos.
- Está vendo algo?
- Não.
- Vou começar, levante um pé, agora o outro.
Ela subiu algo pelas minhas pernas, ao chegar em cima agarrou meu pênis notei que roçava em algo, Puxei aquilo para cima e senti uma pressão na virilha. - É realmente uma coisa bem curiosa e você está divina agora. Depois tocou meu peito e senti como se algo colasse primeiro de um lado e depois do outro. - Perfeito, agora sim você é uma garota completa. Me pegou pelo ombro e me fez dar alguns passos. - Vou tirar a venda para você se ver. Me vi refletida no espelho, a primeira coisa que vi foram dois peitos colados no meu peito, do tamanho parecido com o das filhas dela, e ao olhar para baixo, meu pequeno pau havia desaparecido, no lugar havia uma fenda que se enfiava entre minhas pernas. - Gostou da surpresa? Agora você tem uma bucetinha bonita que te obriga a sentar para fazer xixi como uma menina, e claro, dois peitos lindos como deve ser. Não vai dizer nada? - Não. - Meninas, subam um momento, sua irmã quer mostrar uma coisa para vocês. As duas subiram e, ao entrar no quarto e me ver, ficaram me olhando com surpresa. - O que acham da bucetinha da irmã de vocês e desses peitos bonitos? - Não sei o que dizer, fiquei chocada. - Marina. - Eu também tô chocada, gostei, mas do que é? - Raquel. - É de silicone macio e o pênis fica dentro de um tubinho com um buraco por onde a pontinha aparece para ela poder fazer xixi sentada. - Que curioso, posso tocar para ver qual é a sensação? - Claro que sim, a Sonia não se importa, né? As duas se aproximaram, primeiro olharam de perto e depois tocaram. - Que macio e que molinho, hahaha. - É, muito parecido com uma bucetinha de verdade. Agora já quero ver como funciona, vamos ao banheiro para ela fazer um xixi. - Não estou com vontade. - Com certeza sai alguma coisa, vamos. Me levou ao banheiro assim, pelada. Entra no box e agacha para fazer xixi. Entrei no box, me agachei sem vontade, mas a vergonha que sentia na hora me deu vontade e comecei a urinar. Olhei por curiosidade e de entre minhas pernas saía um jato. - Hahaha, é autêntico, sai o xixi igualzinho a nós. - Mãe. - É, hahaha, que coisas inventam, mãe. - Bom, já está, toma. uma toalinha e você seca bem a bucetinha. Passei a toalha pela fenda e senti a textura, nunca tinha tocado uma xoxota e não podia saber como eram. - bom, já está bom, agora é hora de se vestir. As três entraram no quarto comigo, primeiro coloquei a calcinha. - vê como a calcinha fica bem em você agora, antes só marcava um pequeno volume e agora fica mais lisa, marcando uma fendinha. Depois o sutiã cobrindo os peitos, uma saia jeans e uma camiseta que ajustava bem nos seios. - agora sim você já é toda uma garota e uma boa experiência para saber como é. Um mês e meio depois eu já fazia sozinha todas as tarefas de casa, nesse ponto eu tinha ficado cada vez mais submissa e obediente, estava dobrando roupas da Amparo no quarto dela e ela entrou. - o advogado ligou, temos que ir ao escritório dele, você precisa assinar algo. - o que eu tenho que assinar? - ele não me disse, falei que iríamos esta tarde. - não posso ir assim, mesmo que coloque minhas roupas não posso esconder as unhas, o cabelo. - não se preocupe, já expliquei para ele para que não leve um susto. - o que você disse? - que agora você é uma garota e se chama Sonia, às 6 ele nos espera. Ela saiu do quarto, por volta das 5 saímos para o escritório dele, esperamos um pouco e ele nos fez entrar em seu escritório, pegou uns papéis. - Sonia, estes documentos são os que você deve assinar. - para que são os documentos que a garota tem que assinar? - são uns pequenos trâmites que faltam assinar. Ele os colocou na minha frente e sem ler eu assinei e voltamos para casa, no dia seguinte à tarde depois do almoço. - Sonia, senta aqui que preciso falar com você. - o que foi? - cancelei sua matrícula no instituto de mecânica. - por que você fez isso? - essa não é a profissão adequada para uma garota. - mas eu não sou uma garota e quero estudar mecânica. - você não vai estudar mecânica, matriculei você no instituto que eu dirijo, e vai fazer cabeleireiro e estética que é mais adequado para uma garota. - não quero Estudar isso e seu instituto é só para meninas, eu me recuso.
- Você vai estudar o que eu mandar ou te ponho pra fora de casa.
- Você não pode me expulsar, esta é minha casa.
- Não é mais. Ontem, quando assinou os documentos, você me cedeu sua parte e agora é só minha. Por isso posso te expulsar. E não só isso: você também assinou uma mudança de nome. Já não é mais Jesús, é Sonia.
- Por que você faz isso comigo?
- Porque sou sua madrasta e gosto mais de meninas. E como menina, sua atitude melhorou muito.
- Eu não quero ser uma menina.
- Então foda-se a porta e amadureça. Mas pra onde você vai? Não tem onde ir. E o que uma menina sozinha e indefesa vai fazer na rua? Você não tem outra roupa, doei todas as suas roupas. Então você decide: vai embora ou fica, mas com minhas condições.
Depois de um tempo em silêncio, dando mil voltas na cabeça, o medo falou mais alto.
- Fico.
- Ótimo, uma menina esperta. Mas tem outra condição: vamos visitar uma amiga minha, médica, para um check-up e começar a tomar hormônios. Uma garota não pode andar com seios de silicone, tem que ter os próprios. Entendeu?
Outro momento de silêncio, pensando... mas não tinha opção: a rua ou isso.
- Sim.
- Então está tudo combinado.
Fiquei sentada, deprimida, ruminando tudo. Em pouco mais de um mês, tinha passado de um garoto normal que não fazia nada para uma garota que cuidava das tarefas de casa. E em 2 meses, iria para um instituto de meninas estudar cabeleireira e estética.
No dia seguinte, ela me levou para ver a médica amiga dela em uma clínica privada. Fez exames, revisou meu corpo e me receitou umas pílulas para tomar diariamente. Quando tivesse os resultados, continuaria com as mesmas ou ela me daria outras.
Os dias foram passando. As primeiras mudanças foram na minha pele, que ficou mais macia. No primeiro mês, comecei a sentir sensibilidade nos mamilos, e eles tinham ficado maiores. No segundo mês, meu peito tinha dois pequenos caroços. Neste mês, sofri muitas mudanças de personalidade: às vezes estava eufórica, outras deprimida, e dava vontade de chorar. Chegou o primeiro... Dia de colégio, a Amparo escolheu minha roupa: calcinha branca, uma saia branca rodada na metade da coxa e uma camiseta preta de alcinhas. Saí de casa muito nervosa e fiquei assim o caminho todo no carro. Minhas meias-irmãs ficavam me provocando e rindo de mim. Ao chegar no colégio, a Amparo foi pra dentro e me deixou com minhas irmãs, que logo começaram a cumprimentar outras garotas.
— Meninas, apresento minha meia-irmã Sonia. Ela começa este ano aqui fazendo curso de cabeleireira. É trans.
Todas me cumprimentaram e, até entrarmos, houve mais apresentações. Duas das amigas disseram que seríamos colegas de classe. Ao entrar, minhas meias-irmãs tiveram que ir para outra área — elas começavam o ensino médio para se preparar para a universidade. A Raquel queria estudar medicina e a Marina queria ser professora. Fiquei sozinha um momento, mas atrás de mim chegaram as duas garotas com quem dividiria a sala, Verônica e Martina.
— Sonia, vem com a gente.
Fui com elas até uma sala onde já havia algumas garotas. Elas sentaram juntas e eu sozinha na carteira ao lado. Foram chegando mais meninas e uma sentou ao meu lado.
— Oi, sou a Maria.
— Oi, eu sou a Sonia.
— Você é irmã da Raquel e da Marina, né?
— Sim.
— Me contaram, elas estavam falando de você lá fora.
Então entrou uma professora.
— Bom dia, meninas.
Respondemos todas.
— Bem-vindas a um novo ano letivo, no qual começarão a aprender o ofício de cabeleireira e estética. Vou passar a chamada.
Ela foi nomeando e tínhamos que responder "presente". Depois, nos explicou tudo que iríamos aprender nos dois anos de formação. O primeiro ano seria dedicado só à cabeleireira: cortes, penteados, higiene capilar, tinturas, atendimento ao cliente. O segundo ano, cabeleireira e estética: cuidados faciais, pedicure, manicure, depilação, maquiagem etc., e uma hora de educação física por semana.
Ao terminar a primeira hora, nos levou até a sala de cabeleireira, onde nos mostrou as pias para lavar cabelo, vários tipos de tesoura, de pentes e produtos que se usavam. No final, nos entregaram duas jaquetas pretas para usar nas aulas práticas. Passou essa hora e chegou a hora do recreio, fomos pegar o almoço. Maria ficou do meu lado no caminho para o pátio, mas eu precisava ir ao banheiro primeiro. "Maria, onde ficam os banheiros?" "Lá no final do corredor, eu também vou." Chegamos na porta e estava lotado de garotas. Fiquei nervosa por ter que entrar pela primeira vez num banheiro cheio de meninas da minha idade. Depois de esperar mais de 10 minutos, fiz xixi e saí para o pátio com a Maria, que me levou até um grupo de amigas e me apresentou. Sentei com elas e começaram a me fazer perguntas, algumas bem desconfortáveis. Na volta para a sala, nos mandaram colocar a jaqueta para nos ensinarem a lavar, secar e pentear cabeças de manequim. Acabou a última aula e esperamos minha mãe na porta. Ela saiu com umas sacolas e deu uma para cada. "Aqui está a roupa de educação física." Chegando em casa, deixei a sacola na cama e depois de comer subi e olhei a roupa. A parte de baixo era igual a uma calcinha, mas com um tecido mais grosso, e em cima uma camiseta preta. Guardei no armário sem experimentar. Quarta-feira foi meu primeiro dia de educação física. Ao meio-dia estava no vestiário cercada de garotas, vendo como tiravam a roupa e ficavam só de calcinha para colocar o uniforme de ginástica. Todas nós tínhamos o mesmo uniforme. Com muita vergonha, tirei minha saia mostrando minha calcinha rosa e coloquei a sunga de ginástica por cima. Ficou totalmente justa, marcando bem o meio das pernas. Tentei ajustar para não marcar, mas não consegui e tive que sair assim. Os meses foram passando enquanto meu corpo mudava. No final do ano, tinha emagrecido um pouco, os quadris estavam um pouco mais largos, as saias já não ficavam retas por trás – antes minha bunda era plana e agora estava mais redondinha. Meus peitos tinham crescido e eu tinha dois seios não muito grandes, mas arredondados. O segundo ano começou e tínhamos dois dias de cabeleireiro e três de estética. No segundo semestre começavam as práticas. Tínhamos duas opções: ou escolher cabeleireiros ou centros de beleza que o instituto nos dava para escolher ou escolher nós mesmas, eu não pude escolher, Amparo me disse que faria no centro de estética da Juani, comecei os estágios no início só lavava cabeças e me dedicava a varrer quando terminavam de cortar, aos poucos comecei a fazer tinturas, cortar, depilações, fazer as sobrancelhas e manicures. Continua.
- O que você está fazendo com minhas calcinhas vestidas? - disse Raquel.
Eu fiquei bloqueado sem saber o que dizer e comecei a chorar.
- Você é um degenerado, um pervertido. Você vai ver quando contarmos pra mamãe.
Enquanto isso Marina, com o celular na mão, tirava fotos minhas.
- Perdão, não sei porque fiz isso. Não contem pra sua mãe, por favor, ela vai me castigar.
Fui tirá-las sem pensar que ficaria nu na frente delas.
- Não tira não. Vai deixar vestidas e não vou contar pra mamãe... porque quando ela chegar você ainda vai estar com elas pra ela te ver.
- Não, por favor. Não vou fazer de novo, me perdoem. Vou tirar e faço o que vocês quiserem.
- Se tirar, publicamos a foto nas nossas redes sociais pra todos os nossos amigos verem.
- Não façam isso, por favor.
- Já que você disse que faz o que a gente quiser, vai continuar usando pra mamãe te ver, senão publicamos as fotos.
- Tá bom, tá bom.
Eu preferia o castigo que me esperava a elas publicarem a foto.
- Bom menino... ou melhor, boa menina. Não se mexe daí que vamos secar um pouco o cabelo.
Elas secaram o cabelo enquanto eu ficava parado num canto, de calcinha.
- Vamos, vem com a gente pro nosso quarto. Então elas fecharam a porta e começaram a se despir na minha frente sem nenhuma vergonha, ficando as duas só de calcinha e sutiã. A Raquel olhou pra mim rindo. "É engraçado isso, estamos as três de calcinha, ficam muito bem em você hahaha". Elas se vestiram e descemos para a sala. Estava mais ou menos na hora da mãe delas chegar, uns 10 minutos depois a porta se abriu e estávamos de pé esperando, comigo no meio das duas. "Oi, já est—" Ela parou no meio, me encarando. "O que você está fazendo com essas calcinhas vestidas?" A Raquel começou a falar. "A Marina e eu saímos para dar uma volta e fomos pegas pela chuva, voltamos para casa e pegamos ele com minhas calcinhas vestidas no banheiro. Ele nos pediu para não contar para você não puni-lo, mas eu disse que não ia contar, que você mesma ia ver quando chegasse, porque proibi ele de tirá-las". Ela me encarou com uma cara muito séria. "Agora explica por que você vestiu as calcinhas da Raquel". "Não sei, vi elas no banheiro e fiquei curioso para saber como era a sensação, mas juro que não vou fazer de novo". "Curioso para saber como é a sensação? Não, claro que não vai fazer de novo. Já que você sente curiosidade, seu castigo será usar calcinha o verão inteiro, e também vai saber como é vestir saias e vestidos. Vai passar o verão como uma menina". "Não, por favor, eu sou um garoto, não me faça isso". "Garotos não usam calcinha, quem usa são as garotas, e você está de calcinha, então para nós você é uma garota". "Não, por favor". "Já está decidido. Agora, para você não ter a tentação de vestir cueca, sobe para o seu quarto com suas irmãs e entrega todas as que você tem. E vocês, procurem roupas para ele e o vistam, ele não vai ficar só de calcinha o dia todo em casa, e deem algumas calcinhas de vocês até comprarmos as dele". Subimos para o meu quarto, entreguei todas as minhas cuecas, elas colocaram numa sacola e deixaram no quarto da mãe delas. Fomos para o quarto delas, começaram a procurar no armário, tiraram várias saias e vestidos e colocaram sobre... a cama, elas estavam olhando o que escolher de tudo aquilo quando a mãe entrou no quarto.
- Mãe, o que poderíamos colocar nela?
- Deixem-me ver.
Ela olhou o que havia sobre a cama, pegou primeiro um vestido, colocou na minha frente e fez o mesmo com tudo. Ficou pensativa, olhando as roupas.
- Essa saia rosa plissada vai ficar perfeita nela, o que vocês acham, meninas?
- Achamos perfeito.
- Então está decidido. E para combinar, vamos buscar uma calcinha e um sutiã rosa.
Elas reviraram uma gaveta e tiraram um conjunto de renda.
- Tira essa calcinha e põe essa.
Fiquei paralisado, queriam que eu ficasse pelado na frente delas.
- Vamos, se apressa.
Vermelho como um tomate, tirei a calcinha e fiquei nu na frente delas. A mãe começou a rir, se aproximou e pegou meu pau com dois dedos. Se eu já tinha um pau pequeno, mal chegava a 6 cm ereto, com a vergonha ele tinha encolhido ainda mais.
- Querida, não me surpreende que você tivesse curiosidade de saber como ficaria de calcinha com essa coisinha tão fofa que você tem. Um recém-nascido tem um maior. Com certeza se você nascesse uma semana antes, nascia com uma bucetinha, hahaha. Toma, põe.
Coloquei a calcinha, então ela me deu o sutiã, que eu não sabia como colocar.
- Meninas, ajudem ela a colocar.
Entre as duas, me colocaram o sutiã. Pegaram a saia e me vestiram, ela ficou na metade da coxa. A mãe procurou umas meias e as colocou dentro do sutiã, e por cima uma camiseta rosa que dizia Barbie com letras brilhantes.
- Agora faltam os sapatos. Por sorte você tem o mesmo pé que a Marina, procurem uns para ela.
Ela pegou uns sapatos rosa com um pouco de salto e me calçou.
- Pronto, a menina está vestida. Você está muito linda, vamos lá para baixo.
- Mãe, deixa a gente maquiá-la.
- Sim, claro, não tinha pensado nisso. Deixo com vocês, vou tomar um banho e espero lá embaixo.
Me sentaram na frente do espelho e começaram a me maquiar: rosto, olhos, lábios e por último pintaram minhas unhas de rosa. Eu estava aterrorizado, mas não ousava protestar. Quando terminaram, me deram várias calcinhas e alguns sutiãs e me... Fizeram ele levar e guardar no armário onde antes ficavam as cuecas, depois descemos e Amparo estava preparando o jantar, me olhou. - Você está divina, vem aqui do meu lado e me ajuda com o jantar. Nunca tinha me ajudado nem me pedido antes, sempre pedia para as filhas. - Já descascou batatas alguma vez? - Não. - Hoje vou te ensinar como se faz, e você vai começar a aprender a cozinhar, uma garota precisa saber fazer isso, mas primeiro toma, coloca este avental para não sujar essa roupa linda. Me deu um avental branco com flores, me disse como tinha que fazer, comecei a descascar uma. - Você está fazendo errado, Jesus, desperdiça muita batata, agora que penso, Jesus não me parece o nome apropriado, meninas, teríamos que buscar um nome para ela, pensem em alguns. Entre as 3 disseram vários, Patricia, Laura, Paula, Daniela, Ingrid, Maria, Martina, Sonia. - Sonia é perfeito, é um dos nomes que considerei para uma de vocês. - Bom, mãe, eu gosto. - O que você acha do seu novo nome, Sonia? - Tá bom. Disse bem baixinho. - Agora, Sonia, se concentra e descasca a batata tirando só a fina casca. Continuei descascando as batatas devagar e com cuidado, depois ela me fez cortar alface, tomates, cenoura, cebola para uma salada, por último me fez fazer umas peitos de frango, acabei fazendo tudo enquanto ela ia me indicando como fazer. - Agora você deve pôr a mesa. Isso eu já tinha feito muitas vezes. Depois de jantar, apesar de ter lava-louças, ela me fez lavar à mão. - Estas são as tarefas cotidianas de toda mulher e mais você vai aprendendo. Depois vimos TV um pouco e nos retiramos para dormir. - Meninas, deem um camisola para sua irmã dormir. Me sentei na minha cama pensando em tudo o que aconteceu e logo entraram as duas e deram um camisola rosa. - Põe para vermos como fica em você. Com muita vergonha e com a cabeça baixa tirei a camiseta e a saia e coloquei o camisola que chegava na altura do joelho. - Fica muito bem em você, Sonia, descansa. Me custou muito dormir e estava desconfortável com o camisola, pensei em tirar, mas não tirei por medo de ser pego. De manhã, acordei, fui ao banheiro e ouvi a Marta, a moça que vem limpar, e me tranquei no quarto pra ela não me ver e joguei Play. Comecei a jogar, mas não tava motivado, parei de jogar e quando levantei da cadeira me vi refletido no espelho e fiquei me olhando ali, com um camisola rosa e a cabeça girando. De repente, a porta abriu e minhas irmãs entraram.
- Bom dia, Sonia, dormiu bem?
- Sim.
- Vem pro nosso quarto ver o que você vai vestir hoje.
Abriram o guarda-roupa e começaram a olhar, tiraram um vestido branco florido.
- Esse tá bom, tira o camisola.
Tirei e iam me dar o vestido.
- Ah, espera um momento, você também tem que trocar a calcinha, já volto.
Saiu e em um minuto voltou com uma calcinha e um sutiã brancos.
- Toma, troca.
Envergonhado, troquei a calcinha e o sutiã, elas me ajudaram e me ensinaram como devia colocar: primeiro engatar na frente e depois virar, depois o vestido e uns sapatos brancos baixos.
- Vamos tomar café.
- Não posso descer assim, a Marta tá aí.
- E você vai ficar o dia todo escondida? E quando ela subir pra fazer os quartos, vai te ver.
Me pegaram pelas mãos e puxaram, saindo do quarto e descendo as escadas. Marta estava tirando pó na sala, olhou pra gente.
- Bom dia, meninas, como estão?
Virou a cabeça de novo pro armário pra continuar limpando, mas logo virou de novo e ficou nos olhando por uns segundos.
- Jesus, o que você tá fazendo vestido assim?
Fiquei calado, envergonhado, e a Marina falou.
- Ele decidiu passar o verão assim, quer ser uma menina.
- É isso mesmo, Jesus?
- Agora ele se chama Sonia.
- Que surpresa, não esperava por isso, então você quer ser uma garota?
- Sim - respondi timidamente.
- Se é o que você quer, fico feliz por você.
Tomamos café na cozinha.
- Sonia, vamos pro seu quarto, que temos um trabalho que nos encarregaram. Mãe. Já lá abriram o guarda-roupa e começaram a tirar as roupas. - O que vocês estão fazendo? - A mamãe mandou a gente tirar toda sua roupa de menino pra trocar por roupa de menina. - Mas eu preciso dessas roupas, e se eu tiver que sair? - Esqueceu que vai passar o verão inteiro como menina? Esse é seu castigo. - Não posso ficar o verão todo sem sair. - Você não vai ficar o verão todo sem sair, mas vai sair vestida de menina. - Não penso em sair assim. - Isso a gente vê depois. Esvaziaram todo o guarda-roupa e colocaram as roupas em sacolas, levando pra um quarto que era usado como depósito. Depois fomos pro quarto delas e tiraram várias saias, vestidos, camisolas e um par de sapatos. - Essa é roupa que a gente já não usa mais e é pra você. Vamos guardar no seu guarda-roupa. Coloquei no armário. - Já tem sua primeira roupinha, agora vamos nos divertir um pouco no nosso quarto. Me fizeram sentar na frente do espelho, tiraram a maquiagem do dia anterior e me maquiaram de novo, pintaram as unhas dos pés de rosa como as das mãos, e depois começaram a pentear meu cabelo. Fizeram um coque primeiro, depois duas maria-chiquinhas, uma trança, brincaram com meu cabelo e por último fizeram de novo duas maria-chiquinhas com um laço rosa e me deixaram assim. Ao meio-dia a mamãe voltou. - Oi, meninas. Que linda você está hoje, Sonia. Cadê a Marta? - Lá em cima, mãe - respondeu Raquel. Ela subiu e deu pra ouvir elas conversando um bom tempo, ficaram quietas e as duas desceram. - Meninas, venham aqui um momento. Amanhã será o último dia que a Marta vem, eu começo minhas férias e comigo em casa a gente consegue fazer nós mesmas. A Marta não falou, não disse nada, parecia triste. Se despediu e foi embora. - Sonia, põe a mesa pra comer. Pus a mesa e depois ela me fez servir a comida enquanto todas já estavam sentadas. Depois de servir, sentei. - Fizeram o que eu pedi? - Sim, mãe, já tiramos as roupas dele e demos nossas roupas pra ele. - Bom. Marquei horário pro sábado no centro de estética da Juani, pra todas. A Sonia precisa de uma mudança de visual, corte de cabelo mais feminino, arrumar Essas sobrancelhas e como estamos de férias as 3, vocês podem fazer as unhas. Fiquei paralisado ouvindo, com o garfo com espaguete enrolado a meio caminho do prato e da boca. - Eu não quero fazer isso, já é castigo suficiente ter que passar o verão vestindo de menina. - Nina, tem um ditado que diz: a curiosidade matou a putinha, e você, por curiosa em saber como é colocar uma calcinha, vai saber como é viver, vestir, pentear, maquiar e fazer coisas de menina. - Não, por favor. - Você vai fazer o que eu mandar, e agora seja uma boa menina e coma. Calei-me e não protestei mais, ao terminar o jantar ela me fez limpar a mesa e a cozinha sob sua supervisão, minhas irmãs enquanto isso estavam vendo TV. - Agora que está tudo em ordem, você pode ir ver TV um pouco. - Tá bom, primeiro vou ao banheiro. Fui ao banheiro de baixo e ela me seguiu; ao entrar e ir fechar a porta, ela parou e entrou atrás de mim, fiquei de pé esperando, pensando que ela queria alguma coisa, mas ficou plantada na minha frente. - Você veio fazer algo no banheiro, Sonia? - Fazer xixi. - O que está esperando? - Que você saia. - Não, quero ver como você faz. - Por quê? - Vamos, faça logo. Fiquei na frente do vaso, levantei o vestido e fui puxá-la. - O que você está fazendo? - Ora, xixi. - Assim não se faz, as meninas sentam para fazer xixi. - Eu não sou... - Agora você é uma menina, sente e faça. Levantei o vestido de novo, abaixei a calcinha e sentei para fazer. - É assim que você deve fazer sempre a partir de hoje. - Tá bom. - Por sinal, não tinha percebido porque os poucos pelos que você tem são loiros e quase não se veem, mas amanhã suas irmãs vão te ajudar a depilar. Levantei sem responder, subi a calcinha sob o olhar dela enquanto ela começou a rir. - Hahaha, vamos nos divertir muito neste verão. Saímos e sentei para ver TV e depois fui para a cama. De manhã, levantei com meu camisola vestida, fui ao banheiro e como não tinha ninguém, fiz em pé. Marta já tinha chegado, ouvi barulho lá embaixo, voltei para o quarto e deitei na cama um tempo depois. Minhas irmãs entraram. - Vamos, Sonia, vista-se e vamos descer para tomar café da manhã. Tirei o camisola e peguei o mesmo vestido do dia anterior para colocar. - Como vai colocar o de ontem? Procure outra coisa, agora você já tem roupas no armário. Abri o armário, olhei e não sabia o que escolher, depois de olhar um tempo peguei uma saia preta e uma camiseta da mesma cor, fui colocá-las. - E não vai trocar a calcinha? Tem que fazer isso todo dia. - Sim, claro, depois de colocar a saia. - E você acha que somos bobas? Você ficava até 2 dias com a mesma cueca, troque antes, é engraçado te ver hahaha. Peguei uma preta e troquei diante da risada delas, uma vez vestida descemos para tomar café, cumprimentamos Marta, depois me levaram lá em cima para o banheiro. - Tire a roupa para tomar banho, mas passe este creme onde você tem pelo e tem que esperar uns 10 minutos. Fiquei esperando que elas saíssem. - Vamos, o que está esperando? Comece. - Que vocês saiam. - Vamos ficar aqui te vendo. - Saiam, que me dá vergonha. - Deixe de besteira, é normal as meninas se despirem umas na frente das outras. - Eu não sou uma menina. - Sim, você é uma menina. Me despi e passei o creme nas pernas, nos braços, no peito não tenho pelo e parei. - Falta passar na bucetinha também. - Não, aí não. - Aí sim, tem que deixar a bucetinha bem depilada. Passei. - Agora tem que esperar um pouco. Passados quase 10 minutos, Raquel se aproximou com uma luva áspera e esfregou no meu braço. - Pronto, pegue a luva e esfregue pelo corpo para o pelo sair. Passei onde tinha creme e depois tomei banho, ao me secar os poucos pelos que tinha haviam desaparecido, me vesti de novo e me levaram para o quarto delas onde me maquiaram e pentearam, Marta subiu depois para se despedir para sempre, deu 2 beijos nelas e em mim 2 beijos e um abraço bem forte, fazia 4 anos que me conhecia e foi embora, depois chegou mamãe nos cumprimentou, passou a mão em um braço e depois em uma perna. - Que macias estão, trouxe comida pronta, Sonia põe a mesa. Sólo falava isso pra mim, a gente comeu, depois eu que tive que lavar a louça, quando terminei fui com elas e ia me sentar no sofá pra ver TV. - não, senta na cadeira que eu trouxe um presente pra você. Ela revirou a bolsa e tirou alguma coisa. - comprei duas pistolinhas pra furar suas orelhas pra colocar brincos - eu não quero usar brincos. - uma menininha tem que usar brincos. - não, deve doer. - é só uma picadinha de nada. Ela se aproximou de mim, pegou meu lóbulo, colocou a pistola e senti uma picada que me fez soltar um grito, depois fez o mesmo na outra. - viu como não foi nada demais, ficaram lindos em você, se olha nesse espelho. Me olhei e em cada orelha tinha duas pedrinhas brilhantes. Comecei a ver TV e depois de um tempo me levantei pra ir ao banheiro, ninguém me seguiu e tranquei com a chave, ia fazer xixi em pé quando tentaram abrir a porta. - abre a porta Sonia, com certeza trancou pra fazer em pé e não ser pega. - não, eu sempre tranco. - abre, e a partir de agora é proibido trancar com a chave. Tirei a chave e ela entrou. - entendeu bem? - sim. Ela ficou na minha frente e sem dizer nada eu levantei minha saia, desci minha calcinha até a metade da coxa e me sentei sob o olhar dela. A tarde passou rápido vendo filmes até a hora de começar a fazer o jantar, que seguindo as ordens dela preparei eu, a gente foi dormir cedo e no sábado de manhã minhas irmãs me acordaram às 9. - vamos, acorda que a gente vai ao salão de beleza. Depois do café da manhã me levaram pro quarto das minhas irmãs e a mamãe preparou minha roupa, calcinha rosa, um vestido rosa clarinho e os sapatos rosa, ela mesma me maquiou e às 10h foi minha primeira saída na rua como menina, fomos de carro até o centro de estética da Juani, amiga da mamãe, que era onde elas sempre iam, ao entrar tinha uma mulher que devia ter mais ou menos a idade da Amparo e outra moça mais jovem. - oi Juani, chegamos. - oi Amparo. Deu dois beijos nelas três e depois olhou pra mim. - e essa moça tão linda quem é - É o filho do meu falecido marido, que, como já te contei, decidiu ser uma menina.
- Que legal, e como você se chama, gata? - disse com um tom baixo de voz.
- Sonia.
Ela se aproximou e me deu dois beijos.
- Por quem começo no corte?
- Começa por ela, que tem mais trabalho. Minhas filhas é só nas pontas e arrumar um pouco.
- Vem, senta aqui no lavatório.
Eu ia protestar e me recusar, mas sabia que não ia adiantar nada.
Lavou minha cabeça e depois começou a cortar meu cabelo, dando forma. Ao olhar no espelho, a imagem refletida era de uma garota. Depois, pegou uma pinça e começou a remover pelos das minhas sobrancelhas. Olhei no espelho de novo, me levantei e, se antes restava pouco de Jesus, agora ele tinha sumido completamente. No espelho, se refletia uma garota loira, com sobrancelhas finas e um vestido rosa acima dos joelhos.
- O que você acha, Sonia? Está muito linda.
- Tá bom.
- Agora espera um pouco que a Silvia termine com a Marina, e é a sua vez.
Silvia era a outra moça que estava fazendo as unhas da Marina. Depois de um tempo de espera, me fez sentar na frente dela em uma mesa, pediu para ver minhas mãos, olhou e começou a remover o esmalte das unhas. Tirou minhas cutículas e começou a trabalhar nelas. Uma hora depois, eu tinha unhas longas pintadas de rosa. Fiquei sentada esperando mais de uma hora até que terminassem com minhas irmãs, enquanto pegava o celular para jogar, mas achei difícil usar a tela com as unhas compridas.
Assim que terminaram com as três, Amparo pagou com meu dinheiro, que ela administrava, da herança que meu pai deixou, e nos despedimos, saindo do salão.
- Já está quase na hora do almoço. Onde vocês querem comer, meninas?
- No Straciatella, mãe - disse Raquel.
- Acho bom.
Levamos uns 20 minutos para chegar. Assim que nos sentamos na mesa que nos designaram, minhas irmãs disseram que iam ao banheiro.
- Sonia, não quer acompanhar suas irmãs ao banheiro?
Embora estivesse com vontade de ir, preferi segurar. Tinha que entrar pela primeira vez em um banheiro feminino e não me sentia preparada para isso. já tinha ido naquele salão, mas foi diferente: só tinha um banheiro e estávamos só nós. Lá podia encontrar outras garotas. Pedi um spaghetti à carbonara e uma Coca Booty. Ao pegar o copo pela primeira vez com as unhas mais longas, não foi difícil, mas era diferente de como fazia antes. E o garfo para comer foi um pouco mais complicado de segurar entre os dedos. Enquanto esperávamos a sobremesa, já não aguentava mais e tinha que ir ao banheiro, de qualquer jeito.
- Vou ao banheiro.
- Tudo bem. - disse mamãe.
Me levantei, fui até lá, parei na frente da porta das mulheres, ao lado estava a dos homens. Respirei fundo e entrei. Por sorte não tinha ninguém. Entrei em uma cabine e fechei o trinco. Fiz xixi em pé sem me preocupar se minha madrastra viesse. Ali parecia normal trancar, e se ela chegasse e batesse, era só me sentar e abrir, porque dava pra alcançar o trinco sentada. Ninguém veio. Ao sair, tinha uma mulher na frente do espelho. Saí rapidamente e voltei pra mesa. Tomamos a sobremesa e de lá fomos a um shopping.
Ao chegar e me ver rodeada de tanta gente, fiquei nervosa. A primeira loja foi uma de perfumes, onde me compraram um. Depois uma de lingerie, onde elas, além de escolherem calcinhas pra mim, me fizeram escolher algumas também. Em seguida foram os sapatos e depois várias lojas de roupa feminina, onde elas escolheram vários vestidos e saias pra mim e pra elas. Raquel e Marina pegaram um par de calças pra elas, e eu fiquei olhando e peguei uma que gostei - mesmo sendo de garota, era pra ter uma calça no meio de tanta saia.
- Gostei dessa.
- Deixa aí, você não pode comprar uma calça. - disse Amparo.
- Por que eu não posso e elas podem?
- Simples, Sonia: você usou calça muitos anos e agora só permito que você use saias.
Estive a ponto de reclamar, mas mordi a língua porque sabia que não tinha opção. Depois me levaram pra comprar roupa de dormir - claro, foram camisolas. Perdemos a tarde toda lá. Depois das roupas, fizemos as compras da semana. Jantamos no McDonald's e voltamos pra casa, onde me fizeram guardar e organizar as roupas que eu tinha comprado e paguei com meu próprio dinheiro. Um tempinho de relax e já fui dormir. No domingo de manhã saímos pra dar uma volta, comprei um frango assado, umas batatas e uma salada. Ao chegar em casa, foi minha vez de pôr a mesa, recolher tudo e lavar o que foi usado. A tarde passei na sala vendo TV e à noite pizza pro jantar. Na segunda-feira, minha madrasta me acordou às 9h, me fez preparar o café da manhã pras duas e, assim que nos sentamos: "Sônia, escuta o que vou te dizer. Você sabe que demiti a Marta, e se fiz isso é por um motivo. A casa precisa de alguém pra cuidar da limpeza. A partir de hoje você vai se encarregar disso, assim economizo em ter que pagar alguém. Nesses primeiros dias vou te ensinar tudo que precisa fazer e como fazer. São tarefas que toda mulher precisa saber fazer". Terminamos de tomar café e ela me disse pra me vestir, pois estava só de camisola. Já vestida, começamos. Depois de lavar a louça do café, fomos pro quarto onde ficam os produtos de limpeza, a máquina de lavar e a secadora. Ela me ensinou a usar a máquina com roupas dela – cada uma tem seu próprio cesto –, me entregou um pano e um líquido. "Vamos começar tirando o pó". Ela me mostrou como fazer. Enquanto eu tirava o pó como ela orientava, minhas irmãs desceram, foram pra cozinha e prepararam o café delas. Depois de tirar o pó, ela me ensinou a limpar os vidros da janela, depois passar o aspirador. A máquina de lavar já tinha acabado: coloquei na secadora, botei outra máquina pra lavar, dessa vez com roupas de uma das filhas dela, lavei o chão... Com isso a manhã foi embora. Era hora de preparar o almoço. Ela foi me indicando como fazer um ensopado de grão-de-bico com linguiça, preparar os ingredientes pro refogado, como cortar as batatas. Enquanto cozinhava, me levou pra limpar o banheiro, fazer as camas. Com a comida pronta, pus a mesa e almoçamos. Depois, limpar os talheres e a cozinha, tirar a roupa da secadora, pôr a outra pra secar e mais uma... Lavadora da outra filha, levar as roupas dela para o quarto e dobrar, me deixou descansar um pouco e mais tarde repetir com as outras roupas, quando tudo estava feito me fez tomar banho, depois me levou para o quarto dela e começou a me ensinar como me maquiar. Durante a primeira semana a rotina de limpeza foi se repetindo, fazer as camas, a comida - essas eram as tarefas diárias, ela me controlava e me corrigia se eu cometesse algum erro enquanto as filhas dela passavam o dia sem fazer nada, vendo TV e brincando, toda tarde aulas de maquiagem, no fim de semana me deixava descansar embora no sábado à tarde íamos ao shopping fazer compras e de quebra ela me comprava mais roupas. Quando ia ao banheiro não fechava a porta e fazia sentada, naquela semana ela não veio ver como eu fazia, uma noite de madrugada depois de algumas semanas me deu vontade de ir ao banheiro e confiante pela hora achando que ela estaria dormindo comecei a fazer em pé, de repente a porta se abriu.
- Pode me explicar por que está urinando em pé, senhorita?
- É que não aguentava mais.
- Isso não é desculpa, confiava em você por isso não tinha voltado a ver como fazia, me decepcionou e vou ter que buscar uma solução para que isso não se repita.
- Desculpe, não vou fazer mais.
- Sua desculpa não adianta.
Uma semana depois.
- Vamos ao seu quarto.
Ela levava uma bolsa na mão.
- Se despe enquanto vou explicando, te disse que buscaria uma solução para evitar que mije em pé, pois pesquisei na internet e já tenho a solução.
Tirei a roupa e fiquei de calcinha e sutiã.
- A calcinha e a parte de cima também.
Fiquei nua diante dela.
- E depois de muito pesquisar encontrei algo que me pareceu muito engraçado, você vai levar uma boa surpresa quando ver mas não vai ver até o final, porque vou tapar seus olhos.
Ela tapou meus olhos.
- Está vendo algo?
- Não.
- Vou começar, levante um pé, agora o outro.
Ela subiu algo pelas minhas pernas, ao chegar em cima agarrou meu pênis notei que roçava em algo, Puxei aquilo para cima e senti uma pressão na virilha. - É realmente uma coisa bem curiosa e você está divina agora. Depois tocou meu peito e senti como se algo colasse primeiro de um lado e depois do outro. - Perfeito, agora sim você é uma garota completa. Me pegou pelo ombro e me fez dar alguns passos. - Vou tirar a venda para você se ver. Me vi refletida no espelho, a primeira coisa que vi foram dois peitos colados no meu peito, do tamanho parecido com o das filhas dela, e ao olhar para baixo, meu pequeno pau havia desaparecido, no lugar havia uma fenda que se enfiava entre minhas pernas. - Gostou da surpresa? Agora você tem uma bucetinha bonita que te obriga a sentar para fazer xixi como uma menina, e claro, dois peitos lindos como deve ser. Não vai dizer nada? - Não. - Meninas, subam um momento, sua irmã quer mostrar uma coisa para vocês. As duas subiram e, ao entrar no quarto e me ver, ficaram me olhando com surpresa. - O que acham da bucetinha da irmã de vocês e desses peitos bonitos? - Não sei o que dizer, fiquei chocada. - Marina. - Eu também tô chocada, gostei, mas do que é? - Raquel. - É de silicone macio e o pênis fica dentro de um tubinho com um buraco por onde a pontinha aparece para ela poder fazer xixi sentada. - Que curioso, posso tocar para ver qual é a sensação? - Claro que sim, a Sonia não se importa, né? As duas se aproximaram, primeiro olharam de perto e depois tocaram. - Que macio e que molinho, hahaha. - É, muito parecido com uma bucetinha de verdade. Agora já quero ver como funciona, vamos ao banheiro para ela fazer um xixi. - Não estou com vontade. - Com certeza sai alguma coisa, vamos. Me levou ao banheiro assim, pelada. Entra no box e agacha para fazer xixi. Entrei no box, me agachei sem vontade, mas a vergonha que sentia na hora me deu vontade e comecei a urinar. Olhei por curiosidade e de entre minhas pernas saía um jato. - Hahaha, é autêntico, sai o xixi igualzinho a nós. - Mãe. - É, hahaha, que coisas inventam, mãe. - Bom, já está, toma. uma toalinha e você seca bem a bucetinha. Passei a toalha pela fenda e senti a textura, nunca tinha tocado uma xoxota e não podia saber como eram. - bom, já está bom, agora é hora de se vestir. As três entraram no quarto comigo, primeiro coloquei a calcinha. - vê como a calcinha fica bem em você agora, antes só marcava um pequeno volume e agora fica mais lisa, marcando uma fendinha. Depois o sutiã cobrindo os peitos, uma saia jeans e uma camiseta que ajustava bem nos seios. - agora sim você já é toda uma garota e uma boa experiência para saber como é. Um mês e meio depois eu já fazia sozinha todas as tarefas de casa, nesse ponto eu tinha ficado cada vez mais submissa e obediente, estava dobrando roupas da Amparo no quarto dela e ela entrou. - o advogado ligou, temos que ir ao escritório dele, você precisa assinar algo. - o que eu tenho que assinar? - ele não me disse, falei que iríamos esta tarde. - não posso ir assim, mesmo que coloque minhas roupas não posso esconder as unhas, o cabelo. - não se preocupe, já expliquei para ele para que não leve um susto. - o que você disse? - que agora você é uma garota e se chama Sonia, às 6 ele nos espera. Ela saiu do quarto, por volta das 5 saímos para o escritório dele, esperamos um pouco e ele nos fez entrar em seu escritório, pegou uns papéis. - Sonia, estes documentos são os que você deve assinar. - para que são os documentos que a garota tem que assinar? - são uns pequenos trâmites que faltam assinar. Ele os colocou na minha frente e sem ler eu assinei e voltamos para casa, no dia seguinte à tarde depois do almoço. - Sonia, senta aqui que preciso falar com você. - o que foi? - cancelei sua matrícula no instituto de mecânica. - por que você fez isso? - essa não é a profissão adequada para uma garota. - mas eu não sou uma garota e quero estudar mecânica. - você não vai estudar mecânica, matriculei você no instituto que eu dirijo, e vai fazer cabeleireiro e estética que é mais adequado para uma garota. - não quero Estudar isso e seu instituto é só para meninas, eu me recuso.
- Você vai estudar o que eu mandar ou te ponho pra fora de casa.
- Você não pode me expulsar, esta é minha casa.
- Não é mais. Ontem, quando assinou os documentos, você me cedeu sua parte e agora é só minha. Por isso posso te expulsar. E não só isso: você também assinou uma mudança de nome. Já não é mais Jesús, é Sonia.
- Por que você faz isso comigo?
- Porque sou sua madrasta e gosto mais de meninas. E como menina, sua atitude melhorou muito.
- Eu não quero ser uma menina.
- Então foda-se a porta e amadureça. Mas pra onde você vai? Não tem onde ir. E o que uma menina sozinha e indefesa vai fazer na rua? Você não tem outra roupa, doei todas as suas roupas. Então você decide: vai embora ou fica, mas com minhas condições.
Depois de um tempo em silêncio, dando mil voltas na cabeça, o medo falou mais alto.
- Fico.
- Ótimo, uma menina esperta. Mas tem outra condição: vamos visitar uma amiga minha, médica, para um check-up e começar a tomar hormônios. Uma garota não pode andar com seios de silicone, tem que ter os próprios. Entendeu?
Outro momento de silêncio, pensando... mas não tinha opção: a rua ou isso.
- Sim.
- Então está tudo combinado.
Fiquei sentada, deprimida, ruminando tudo. Em pouco mais de um mês, tinha passado de um garoto normal que não fazia nada para uma garota que cuidava das tarefas de casa. E em 2 meses, iria para um instituto de meninas estudar cabeleireira e estética.
No dia seguinte, ela me levou para ver a médica amiga dela em uma clínica privada. Fez exames, revisou meu corpo e me receitou umas pílulas para tomar diariamente. Quando tivesse os resultados, continuaria com as mesmas ou ela me daria outras.
Os dias foram passando. As primeiras mudanças foram na minha pele, que ficou mais macia. No primeiro mês, comecei a sentir sensibilidade nos mamilos, e eles tinham ficado maiores. No segundo mês, meu peito tinha dois pequenos caroços. Neste mês, sofri muitas mudanças de personalidade: às vezes estava eufórica, outras deprimida, e dava vontade de chorar. Chegou o primeiro... Dia de colégio, a Amparo escolheu minha roupa: calcinha branca, uma saia branca rodada na metade da coxa e uma camiseta preta de alcinhas. Saí de casa muito nervosa e fiquei assim o caminho todo no carro. Minhas meias-irmãs ficavam me provocando e rindo de mim. Ao chegar no colégio, a Amparo foi pra dentro e me deixou com minhas irmãs, que logo começaram a cumprimentar outras garotas.
— Meninas, apresento minha meia-irmã Sonia. Ela começa este ano aqui fazendo curso de cabeleireira. É trans.
Todas me cumprimentaram e, até entrarmos, houve mais apresentações. Duas das amigas disseram que seríamos colegas de classe. Ao entrar, minhas meias-irmãs tiveram que ir para outra área — elas começavam o ensino médio para se preparar para a universidade. A Raquel queria estudar medicina e a Marina queria ser professora. Fiquei sozinha um momento, mas atrás de mim chegaram as duas garotas com quem dividiria a sala, Verônica e Martina.
— Sonia, vem com a gente.
Fui com elas até uma sala onde já havia algumas garotas. Elas sentaram juntas e eu sozinha na carteira ao lado. Foram chegando mais meninas e uma sentou ao meu lado.
— Oi, sou a Maria.
— Oi, eu sou a Sonia.
— Você é irmã da Raquel e da Marina, né?
— Sim.
— Me contaram, elas estavam falando de você lá fora.
Então entrou uma professora.
— Bom dia, meninas.
Respondemos todas.
— Bem-vindas a um novo ano letivo, no qual começarão a aprender o ofício de cabeleireira e estética. Vou passar a chamada.
Ela foi nomeando e tínhamos que responder "presente". Depois, nos explicou tudo que iríamos aprender nos dois anos de formação. O primeiro ano seria dedicado só à cabeleireira: cortes, penteados, higiene capilar, tinturas, atendimento ao cliente. O segundo ano, cabeleireira e estética: cuidados faciais, pedicure, manicure, depilação, maquiagem etc., e uma hora de educação física por semana.
Ao terminar a primeira hora, nos levou até a sala de cabeleireira, onde nos mostrou as pias para lavar cabelo, vários tipos de tesoura, de pentes e produtos que se usavam. No final, nos entregaram duas jaquetas pretas para usar nas aulas práticas. Passou essa hora e chegou a hora do recreio, fomos pegar o almoço. Maria ficou do meu lado no caminho para o pátio, mas eu precisava ir ao banheiro primeiro. "Maria, onde ficam os banheiros?" "Lá no final do corredor, eu também vou." Chegamos na porta e estava lotado de garotas. Fiquei nervosa por ter que entrar pela primeira vez num banheiro cheio de meninas da minha idade. Depois de esperar mais de 10 minutos, fiz xixi e saí para o pátio com a Maria, que me levou até um grupo de amigas e me apresentou. Sentei com elas e começaram a me fazer perguntas, algumas bem desconfortáveis. Na volta para a sala, nos mandaram colocar a jaqueta para nos ensinarem a lavar, secar e pentear cabeças de manequim. Acabou a última aula e esperamos minha mãe na porta. Ela saiu com umas sacolas e deu uma para cada. "Aqui está a roupa de educação física." Chegando em casa, deixei a sacola na cama e depois de comer subi e olhei a roupa. A parte de baixo era igual a uma calcinha, mas com um tecido mais grosso, e em cima uma camiseta preta. Guardei no armário sem experimentar. Quarta-feira foi meu primeiro dia de educação física. Ao meio-dia estava no vestiário cercada de garotas, vendo como tiravam a roupa e ficavam só de calcinha para colocar o uniforme de ginástica. Todas nós tínhamos o mesmo uniforme. Com muita vergonha, tirei minha saia mostrando minha calcinha rosa e coloquei a sunga de ginástica por cima. Ficou totalmente justa, marcando bem o meio das pernas. Tentei ajustar para não marcar, mas não consegui e tive que sair assim. Os meses foram passando enquanto meu corpo mudava. No final do ano, tinha emagrecido um pouco, os quadris estavam um pouco mais largos, as saias já não ficavam retas por trás – antes minha bunda era plana e agora estava mais redondinha. Meus peitos tinham crescido e eu tinha dois seios não muito grandes, mas arredondados. O segundo ano começou e tínhamos dois dias de cabeleireiro e três de estética. No segundo semestre começavam as práticas. Tínhamos duas opções: ou escolher cabeleireiros ou centros de beleza que o instituto nos dava para escolher ou escolher nós mesmas, eu não pude escolher, Amparo me disse que faria no centro de estética da Juani, comecei os estágios no início só lavava cabeças e me dedicava a varrer quando terminavam de cortar, aos poucos comecei a fazer tinturas, cortar, depilações, fazer as sobrancelhas e manicures. Continua.
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