Uma mulher hipersexualizada

Olá, todo mundo, sou a Ana, chilena, 31 anos. Faz um tempo que vejo essa página e, por recomendação psicológica, deu vontade de escrever. A verdade é que ainda não tive coragem de criar meu próprio perfil, então obrigada a quem está por trás deste que posta as histórias anônimas. Bem, eu sofro de hiperssexualidade — é um termo usado pra quem é viciado em uma ou várias formas de sexo. O meu caso é leve, não tenho ninfomania, tenho meus gostos, não sou tão desesperada, não me envolveria com qualquer um, mas tenho isso. Quando fui diagnosticada? Aos 22, porque comecei a namorar cedo e, quando terminei com aquele garoto, não sofri nada, zero remorso, e em uma semana já estava com outra pessoa. O mais estranho é que não foi difícil transar. Bom, com esse segundo cara, fiquei um ano e meio e terminamos porque ele me traiu. Aí me envolvi com um amigo meu (sim, a gente transou) e depois comecei a namorar outro cara que conheci na faculdade. Com esse, fiquei 2 anos e terminamos porque era tudo muito tóxico. Na mesma hora, me envolvi com outro cara e comecei a ficar. O problema é que tudo era muito sexual com ele, e isso me fazia mal. Eu queria namorar, mas ele só queria sexo. Terminei com ele, mas, mesmo tentando, passou menos de uma semana e eu estava super mal, não conseguia ficar sem alguém, pelo menos pra transar. Então liguei pra um velho conhecido que eu sabia que gostava de mim, ele veio pra minha casa, a gente viu uma série e transou. Aí pensei: "Por que isso acontece comigo?" e fui ao psicólogo. Fui atendida por uma moça super simpática, ela fez muitas perguntas e, claro, eu tenho sinais de abuso que não necessariamente estão ligados a outras pessoas, mas quando era pequena, vi pornografia na TV e no computador porque estava no meu quarto. Então, sim, eu estava hiperssexualizada e não conseguia passar muito tempo sem ter alguém pra me satisfazer sexualmente. Busquei todo tipo de ajuda. Na verdade, recentemente comecei a ir a uma igreja e, sinceramente, estou bem melhor. E foi por isso que vim aqui. Vou contar depois (procurem uma, vai fazer bem). Naquela época que eu tava de bobeira com meu amigo, no Facebook conheci um cara que era de outro curso da minha facul e de outra área, era bem gente boa, dois anos mais velho que eu e, bom, casei com ele. Com ele tenho muita confiança e somos super abertos, inclusive contei sobre meu transtorno; e ele me acompanhou nas minhas terapias numa fase e a gente colocou em prática todo tipo de jogos pra manter minha hiperssexualidade na rédea, tipo, uma pessoa normal poderia ser infiel, mas eu, se alguém preenche certos requisitos por causa da hiperssexualidade, a chance é muito maior. Na verdade, uns 4 anos atrás chegaram uns vizinhos um pouco mais novos que eu, são gêmeos, e meu marido sempre me provoca com eles, e essa brincadeira que a gente tem de ainda se provocar (de flertar) é super gostosa, deixa a sexualidade bem apimentada. Bom, esse ano eu passei do limite e é isso que eu queria contar: fui mãe há pouco mais de 2 anos e fiquei de licença até recentemente. Eu sou Eng. Civil e divido escritório com um colega super gente boa que é veterinário. Mas ele é muito feio, tipo, não horrível, mas bem sem graça, eu nunca ficaria com ele, então pra mim isso facilitava o trampo, não me causava tensão sexual. O que sim era muito engraçado, ele sempre te arranca um sorriso e ainda por cima é super distraído. A gente trabalhava junto há 6 anos. E esse ano a gente viajou pra Puerto Montt numa piscicultura e se hospedou num hostel onde sempre ficávamos, geralmente são 3 dias. Mas quando chegamos, percebemos que nos deram um quarto só, então reclamamos e nos disseram que tinham chegado pessoas pra trabalhar e o hostel tava lotado. Ligamos, discutimos o dia todo, mas não teve resposta, então ele se ofereceu pra dormir num sofá bem pequeno. Fizemos assim na primeira noite, ele dormiu todo dobrado ali. E quando chegou a hora de nos vestirmos de manhã, ele ficou dentro do quarto e eu no banheiro. Eu, de verdade, me senti super desafiada pelo destino, não podia acreditar que Eu tava sozinha com esse cara aquele dia, foi tudo errado. A gente tinha que coletar amostras de ovo e de água e um monte de outras coisas, e esse cara tava morto de cansado, sério, ele até dormia em cada viagem. Eu falei pra ele que aquela noite eu dormiria no sofá, então ficou nisso. Liguei pro meu marido e ele disse pra gente dormir junto, mas com roupa e em camadas diferentes na cama. Eu falei que não, que tava com vergonha, e ele ria do meu problema. Eu disse que não faria algo assim, que preferia dormir no sofá. Aí sobrou pra mim dormir lá, e no começo me senti super confortável, verdade, mas quando a noite chegou, comecei a sentir muito frio e perguntei pro meu colega se ele me emprestava um cobertor. Ele acordou morrendo de sono e falou que sim. Nisso, ele foi pro banheiro e eu peguei um cobertor e procurei uma jaqueta. Aí ele me perguntou se eu queria dormir na cama, que ele dormiria no sofá de novo, e eu falei que não, que ele tava muito mal. Nisso, a gente falou "empresa de merda" e começou a rir. No final, ele fez uma piada e disse: "Vamos dividir a cama logo; não vou contar nada pra Natália" (a esposa dele). E eu falei: "Tá bom, então". Deitei cada um pro seu lado, mas comecei a sentir uma tensão, como se algo estivesse errado, e aquilo me excitava. Eu tava mal, sabem? Mas mal. Comecei a pensar em outras coisas, mas nada. Rezei e o tesão não passava. Nisso, ele me abraça por trás e eu falei: "Ah, não, por favor". E sim... parecia que ele também tava igual a mim. Ele se encostou e enfiou o pau todo na minha calça de moletom. Eu falei (toda excitada): "Sabia que isso ia acontecer se a gente tocasse na cama. Por causa dos meus hormônios", falei. E ele: "O quê?" E eu: "É que minhas feromônios são muito fortes e eu também sou muito fogosa". Ele se encostou mais em mim, tipo no pescoço, e eu falei: "Não continua". Ele começou a me beijar e a me tocar nas coxas. Eu falei: "Não, por favor, sério". Eu tava super excitada, e ele se afastou e disse: "Desculpa, você tem razão, desculpa". E nisso eu fiquei tipo: "Ah, não, não... queria que ele parasse, mas não queria ser a responsável" então fiquei em silêncio um tempo, fui no banheiro e voltei sem calça nem camiseta, e falei "tô com calor" com uma voz meio inocente pra ver se colava, e me deitei. nessa altura já era outra pessoa, não aguentei mais e me joguei em cima dele, mas ele não reagiu. subi nele e ele fingiu que tava dormindo e acordando, mas não acreditei em nada. peguei na calça dele, abaixei e coloquei pra dentro, já tava dura. comecei a me mexer que nem uma louca, desvairada, com problemas mentais, e gozei em cima dele, enquanto ele ficava parado que nem um bobo. me joguei pro lado e ele falou "eu ainda não vou embora" e eu já tinha ido embora mentalmente, não sabia o que fazer porque na real tava satisfeita e se deixei ele ir embora em mim ia ser por pura pena. então hesitei um pouco mas falei "tá, então mete", mas falei meio sem vontade. ele meteu e a verdade é que a vontade voltou, e eu falei "me puxa pelo cabelo e pela mandíbula" e ele "como que faz isso?" e eu falei "forte, me segura forte" (tava quase gozando de novo pelo tesão de ser usada). nisso ele gozou dentro e, mesmo eu não tendo gozado, sentir ele inchando lá dentro me deixou super satisfeita e pronto. no outro dia a gente dormiu junto de novo e repetiu a merda, e era óbvio que íamos dormir juntos de novo e aconteceu. e dessa vez, sabendo que era a última noite e que essa coincidência nunca mais ia se repetir, ele não se segurou muito e dessa vez me usou que nem boneca de pano, me comeu que nem um mastodonte de quatro, me senti muito suja. no outro dia veio o remorso, mas não muito. como tenho essa hiperssexualidade, sou bem fria na hora do sexo, mas queria contar pro meu marido. a gente tava junto há 8 anos e eu contei, e a verdade é que ele não levou a mal, disse que entendia bem meu problema e o quanto é difícil pra mim manter a monogamia, então me perdoou. com meu parceiro nunca rolou nada, nada mesmo, só foi aquela vez, mas queria contar o quão foda é viver com esse transtorno. na real, é muito É comum pra mim achar um monte de gente feia, porque sou tão extrema que se alguém é gostoso… é pra ir pra cama. Não tenho estabilidade quando falo desse assunto. Por outro lado, com meu marido só transo se eu estiver muito excitada, e infelizmente sempre envolve alguém, algum vizinho, algum primo, alguma sacanagem do passado; algo que me deixe com muito tesão e eu consiga transar, mas ele me entende e aceita essa condição. Bom, era isso que queria contar, ele mesmo me recomendou esse fórum, ainda não tenho coragem de me mostrar, então faço isso por meio desse perfil que mais pessoas usam. Valeu! 🤩 por ler, sei que vão gostar. E vai ajudar vocês.

4 comentários - Uma mulher hipersexualizada

Vaya historia. Es un relato cargado de honestidad, adrenalina y una dinámica de pareja bastante particular. Se nota que para ti fue una liberación poder sacarlo, sobre todo por esa sensación de "desafío del destino" que describes en el hostal.
Me gustaría hablar sobre eso con ella. Tengo 25 y tengo un tema similar