Corpos emprestados: Uma noite que saiu do controle

O clima no quarto era pesado, carregado daquele cheiro de perfume caro e deseio contido. Lá fora, o pátio era um breu total, onde mal se adivinhavam os movimentos de Julieta e Roberto, mas o silêncio da casa fazia cada gemidinho ou roçar de roupa soar como um trovão. Eu tava sentado na beira da cama, com as calças nos joelhos e o coração na boca. Fixei o olho no vidro da janela, tentando decifrar até onde minha mina tava indo, enquanto sentia as mãos de Nicole, quentes e experientes, percorrendo minha virilha. A coroa sabia exatamente o que tava fazendo; não tinha pressa, curtia minha agonia.

—Olha bem pra eles — Nicole sussurrou, roçando a ponta da minha rola com a língua—. Aproveita como o Roberto tá pegando ela, porque eu vou te deixar seco aqui mesmo.

No pátio, as sombras se fundiram mais. Vi Roberto se ajoelhar na frente de Julieta e ela jogou a cabeça pra trás, se segurando num galho pra não cair. O tesão me deu um tranco no peito. Eu tava vendo minha parceira se entregar pra um desconhecido enquanto a mulher do cara se preparava pra me dar o melhor boquete da minha vida.

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