Post anterior
Próximo post
Compêndio IIIAssim que saímos do hospital, levamos nossas malas pra casa da Lucía, cuja mansão ficava a poucos passos do hospital da Pamela. Como já falei antes, é uma casa chique num bairro movimentado perto do centro da cidade. Parecia a mesma, mas de algum jeito mais velha e fria: a mesma fachada de estuque esfumaçado, a mesma porta de carvalho maciço com maçaneta e aldraba de latão. E por dentro também não tinha mudado muito: os móveis eram elegantes e com classe, mas frios e nada acolhedores ao mesmo tempo. Pra mim e pra Marisol, lembrava mais uma exposição de arte moderna do que uma casa de família. Deixamos nossas malas no quarto que a Lucía nos deu: nos esperava uma cama de casal, provavelmente da antiga empregada da Lucía, a Celeste, com um espacinho pra colocar o berço do Jacinto.
A Lucía preparou o jantar pra gente: ceviche, salada de salmão e Cabernet Sauvignon pra ela, embora eu e a Marisol tenhamos bebido Coca-Booty e suco de pêssego, respectivamente. Enquanto sentávamos na mesa de carvalho, o olhar da Lucía se fixou em mim.
• Marco. — Ela começou, com uma voz suave como bourbon envelhecido. — Você se esculpiu bem desde a última vez que nos vimos, esses braços poderiam carregar montanhas.Os dedos dela traçaram o caule da taça de vinho enquanto Marisol se mexia ao meu lado, pressionando o joelho contra minha coxa debaixo da toalha de mesa. O ar ficou mais denso com o cheiro de limão do ceviche e algo mais afiado, não dito.
Era algo que Marisol também tinha notado. Na verdade, ela sempre disse que eu tenhoombros de super-herói”. Mas desde que comecei a seguir os desejos das nossas filhas de ficar mais forte e comecei a correr e malhar mais, meus braços ficaram mais musculosos e grossos, e minha cintura também afinou, a ponto de ter uns abdominais bem definidos.
- É... obrigada. – respondi, limpando a boca com um guardanapo pra disfarçar a vergonha.
Marisol riu baixinho.
+ Tava falando a mesma coisa pra ele hoje de manhã. – comentou meu rouxinol, deslizando a mão na minha coxa por baixo da toalha.
Os dedos dele traçaram círculos que mandaram um choque elétrico pelas minhas calças. Os olhos de Lúcia acompanharam o movimento com interesse predatório enquanto reenchia a taça de vinho. O Cabernet Sauvignon parecia ter gosto de veludo e segredos.• Sinceramente, ver a Pamela radiante com o filho do Marco... desperta umas coisas que eu não sentia há anos. – Suspirou Lúcia, inclinando-se pra frente pra que os peitões enormes dela se apertassem contra a borda da mesa. O olhar dela cravou no meu. – Se eu não tivesse afogada em amostras de tecido e painéis de inspiração...
Ela deixou a frase no ar, deixando a insinuação boiar tão densa quanto o cheiro de limão do ceviche. De repente, a expressão de Lúcia desabou.
• Me perdoa! – pediu desculpas, com os dedos firmes em volta da taça. – Ver a Pamela hoje, tão frágil e ao mesmo tempo tão... viva... me destruiu. (Ela engoliu em seco com dificuldade) Depois que o Diego levou ela de volta pra Espanha, eu briguei com unhas e dentes. Consegui a guarda, sim. Mas a Pamela voltou frágil que nem alga seca. Achei que era rebeldia de adolescente quando ela começou a usar meia arrastada e matar aula. (Uma lágrima caiu na mesa.) Ela começou a trabalhar de garçonete, trazia homem pra casa... Eu expulsei ela de casa quando o Diego apareceu de novo. (A voz dela falhou.) Chamei ela de...vadia.
Marisol ficou dura ao meu lado. A mão dela parou no meu coxa. O limão do ceviche ficou azedo na minha garganta.Lúcia encarou fixamente a taça de vinho como se estivesse se afogando nela.
• Achei que a Pamela só... tava se comportando mal. Quando foi que ela se mudou pra morar com vocês dois? (A risada dela saiu áspera e dolorida.) Falei pro Diego que ela tava grávida em algum beco. Mesmo quando o Marco trouxe ela na minha porta, toda arrumadinha e séria, dizendo que tinha parado de trabalhar como garçonete pra estudar? (O rosto dela ficou branco.) Chamei ela de última puta. Bati a porta na cara dela. (Ela levantou o olhar, os olhos verdes vidrados de vergonha.) Aí saíram os resultados das provas. Ela tava entre os melhores do país. Aquela mina... (A voz dela quebrou de vez.) Saiu do esgoto enquanto eu continuava jogando terra em cima dela.
Os dedos de Marisol cravaram na minha coxa, metade pra me consolar, metade pra me segurar. O silêncio que veio depois tava carregado com o fantasma de portas batidas e anos perdidos, só quebrado pelo zumbido distante do trânsito do centro que entrava pelas janelonas do loft. A luz das velas tremeluzia no rosto de Lúcia, gravando cada arrependimento em relevo.
• Ela sempre elogiou vocês dois. — Algumas lágrimas escorriam pelas bochechas dela. — Sempre te considerou como a irmã que nunca teve... — disse pra Marisol, e aí virou pra mim. —... e falava que você era o grande amor que ela queria ter encontrado. A Pamela dizia que você não era só incrível na cama, mas também gentil e compreensivo, e que, mesmo você sendo apaixonado pela Marisol, ela não conseguiu evitar se apaixonar por você. Dizia que você enxergava além da aparência dela, que percebia o quanto ela era inteligente e que tentava fazer você se sentir orgulhoso dela.
A mão de Marisol apertou minha coxa, numa mistura de orgulho e possessividade. Os olhos dela brilhavam úmidos à luz das velas, refletindo o rosto aflito de Lucía. Apesar da rebeldia de Pamela, a resistência dela tinha forjado algo luminoso sob os escombros. Lucía se inclinou sobre a mesa polida de carvalho, com os dedos trêmulos em direção ao pulso de Marisol.• Sua prima... se recuperou graças a vocês. — disse com a voz quase falhando. — E quando ela me contou que você a tinha deixado grávida, de certo modo eu a entendi. Ela sempre te viu como o pai dos filhos dela e, mesmo você sendo casado com Marisol, só queria uma chance. Quando Marisol aceitou, Pamela se sentiu aliviada. Não só porque ia transar o melhor sexo da vida dela, mas porque ia ter um filho com o homem que realmente amava... e por isso, acabei compreendendo a decisão dela.
A admissão ficou suspensa entre nós, afiada como cacos de vidro. O jantar terminou de repente; Lucía se retirou pro escritório dela com uma desculpa vaga sobre prazos de design, deixando pratos pela metade e um silêncio denso de fome não saciada. No nosso quarto emprestado, o antigo quarto de Celeste que cheirava fraco a lustra-móveis de lavanda e naftalina, Marisol me empurrou contra a porta no instante em que ela se fechou. Os dedos dela se cravaram no meu cabelo, puxando minha boca pra perto da dela num beijo que tinha gosto de limão e coca-Booty.
+ Ela ouviu tudo. — sussurrou contra meus lábios, com as pupilas dilatadas na luz fraca do abajur sobre nossa mesinha de cabeceira. — Cada palavra que a Lúcia falou sobre você, sobre a Pamela te querer, é a única coisa em que pensei desde então.Os quadris dela se esfregavam nos meus, irradiando desespero como se fosse calor.
+ Faz ela ouvir essa noite! Faz ela sofrer! — minha esposa me pediu.
Tentei resistir. Em parte porque estava cansado do voo, mas também porque a tia da minha esposa estava do outro lado da parede ao lado da nossa. Apoiei as palmas das mãos na porta, me esforçando pra afastar a Marisol sem machucar ela, mas ela mordeu meu lábio inferior com tanta força que fez sangrar, e o gosto metálico se misturou com o gosto da língua dela.
+ Não finge! — protestou, com a respiração ofegante enquanto arranhava a fivela do meu cinto. — Você adora isso!
Ela me imobilizou com o joelho entre minhas coxas. A luz fraca desenhava sombras no rosto dela, fazendo os olhos verdes brilharem como jade envenenado.
Claro, mentiria se dissesse que não queria comer a Lúcia. Assim como a mãe da Marisol, ela tem um corpo espetacular. Mas, ao mesmo tempo, meu dilema moral vinha do fato de que a filha dela, a Pamela, estava esperando um filho meu, então a ideia de comer a Lúcia me parecia desrespeitosa, mas ao mesmo tempo tentadora, e a Marisol sabia disso e tava me pressionando pra fazer.
Os dedos da minha esposa brincavam com a fivela do cinto, os nós dos dedos roçando a dureza crescente por baixo da minha calça. Fechei os olhos, tentando me concentrar no chiado dos pneus no asfalto molhado lá fora, no leve cheiro de lavanda do limpador grudado nas paredes, em qualquer coisa menos no calor que ela irradiava. Mas os lábios dela encontraram meu pescoço, os dentes roçaram o tendão enquanto a mão dela deslizava pelo couro e jeans pra envolver meu pau. + Sente como você tá duro? — sussurrou, passando o polegar no líquido pré-gozo na ponta. — Por mim? Ou pela Lucía, atrás dessa parede?
O aperto dela ficou mais firme, uma pressão deliciosa que fez meus joelhos cederem. A própria Lucía tinha dito: a maioria dos caras que ela conhecia no trabalho era gay e ela não tinha tempo pra sair com ninguém. Então a buceta dela, o rabo e a boca precisavam desesperadamente de um homem. E ali estava eu, com minha mulher chupando meu pau como se fosse um sorvete. A ideia toda tava me deixando louco.
Minha resistência se dissolveu como açúcar no chá quente. Marisol se ajoelhou, o cabelo castanho-mel roçando minhas coxas enquanto liberava meu pau da calça. Os olhos verdes dela cravaram nos meus, agora não mais suplicantes, mas imperiosos, enquanto me enfiava fundo na boca dela. O calor úmido da língua percorria cada veia, os lábios finos se esticando em volta da minha grossura. Lá fora, o ar frio embaçava as janelas com o nosso calor crescente. Mas a gente não tava nem aí. Marisol gemeu em volta de mim, as vibrações indo direto pros meus colhões, e eu enrolei as mãos no cabelo dela, empurrando mais fundo. Ela engasgou, com lágrimas nos olhos, mas não recuou. Em vez disso, chupou mais forte, a garganta trabalhando, os sons de sucção obscenamente altos no quarto apertado. Quase dava pra sentir a Lúcia encostando o ouvido na parede fina, imaginando a respiração dela acelerando com o barulho molhado e ritmado.
Num breve momento de sanidade, fiquei feliz que Jacinto tivesse o sono mais pesado que nossas outras filhas. Em casa, nosso pequeno aparentemente mal percebe os gemidos pervertidos da mãe enquanto eu arrebento a bunda dela. E aqui, apesar da putaria rolando a poucos metros dele, dorme profundamente, se adaptando ao novo fuso horário.
A boca da minha esposa era uma tortura divina, um calor úmido e faminto que exigia rendição. Eu me arqueava contra a porta, a madeira se cravando nos meus ombros enquanto ela afundava as bochechas e chupava com precisão implacável. A mão livre dela amassava minhas bolas, os dedos apertando o suficiente pra nublar minha visão. Pelo canto do olho, vi a silhueta do berço, uma pequena ilha de inocência no meio da tempestade. Jacinto se mexeu e suspirou baixinho nos sonhos. Bem. Continua dormindo, pequenino. Papai tá... ocupado. Marisol levantou o olhar e percebeu minha distração. Com um estalo deliberado, me soltou, com saliva brilhando no queixo dela.+ Tá gostando? - sussurrou com voz rouca de uma puta gostosa. - Mamãe quer mais.
Antes que eu pudesse responder, ela se levantou de um salto e me empurrou contra a parede de novo. Os lábios dela se chocaram contra os meus, com gosto de sal, limão, Coca-Booty e de mim. Uma mão agarrou meu cabelo enquanto a outra descia pelo meu peito, as unhas arranhando minha pele por baixo do algodão. Acendeu aquele fogo familiar, uma mistura de culpa e luxúria selvagem e sem freio. As cadeiras dela se esfregavam nas minhas, e o atrito através da roupa era de enlouquecer.
Eu simplesmente tinha que possuir ela. Umas horas antes, Violeta, a irmã mais nova da Marisol, e eu tínhamos nos enfiado na sala de limpeza do hospital pra uma rapidinha refrescante. Mas a vontade pela minha esposa não tem limites.
Minhas mãos deslizaram por baixo dos braços dela, levantando ela como se não pesasse nada, outra vantagem daqueles ombros de super-herói que ela tanto ama. As pernas dela se enroscaram na minha cintura, e os lábios finos dela encontraram os meus de novo com uma força que me deixou roxos. Nós cambaleamos até a cama, enroscados num emaranhado de membros e respirações frenéticas. O colchão gemeu violentamente debaixo de nós quando eu joguei ela em cima dos lençóis velhos da Celeste. A blusa dela rasgou sob meu aperto e os botões foram quicando pelo assoalho de madeira. Os peitos dela, tamanho C, ficaram à mostra, com aquelas curvas redondinhas balançando a cada respiração ofegante.
Não sei se foi só impressão minha, mas quando comecei a foder minha mulher, de algum jeito senti o cheiro da Celeste.
Ela foi a primeira mulher de cor com quem transei. Celeste tinha uma paixão, um charme centro-americano que eu achava delicioso. Era uma mulher que curtia e ansiava por sexo de um jeito muito mais intenso que a minha esposa. Com Celeste, a gente podia foder de manhã, ao meio-dia, à tarde e até de noite, e, mesmo assim, continuávamos querendo mais. Mas com a Marisol, quatro vezes por dia e já é o suficiente. E é por isso que sou tão tarado: sim, eu transo com muitas mulheres, mas só porque a mulher com quem mais curto fazer sexo tem menos resistência que eu. E foi por isso que a Marisol concordou em abrir nosso casamento do meu lado. Pra ser sincero, não me importaria nem um pouco em ser fiel a ela, mas como eu constantemente quero estar dentro dela de algum jeito, minha esposa topou que eu tivesse umas aventuras. Aposto que, se a Marisol tivesse a mesma vontade sexual que eu, já teríamos uma dúzia de filhos.Mas lá estava eu, fodendo ela na cama da antiga empregada da tia dela, agora ocupada por nós. E eu tava comendo minha mulher selvagemente.
A Marisol não tava fingindo. Apesar de quase doze anos de casados, conheço os gemidos da minha esposa. Na verdade, até conheço os pedidos dela pra eu parar quando ainda tô com tesão nela. Mas até a própria Marisol já falou que minha ponta pressiona o útero dela perfeitamente e faço ela gozar e gozar que nem uma fonte.
Os quadris dela se mexiam loucamente debaixo de mim, os dedos arranhavam o colchão enquanto eu penetrava mais fundo a cada estocada. A cabeceira batia na parede num staccato implacável —zum-zum-zum— como um batimento amplificado para o prédio inteiro. A respiração da Marisol se cortava em gemidos agudos entre gritos, e a voz dela ficava mais fina a cada impacto.
+ Mais forte! – suplicava minha esposa, arqueando as costas até os peitos dela roçarem no meu. – Faz ela ouvir, faz ela molhar os lençóis...
As palavras dela se dissolveram num gemido gutural quando meu polegar encontrou o clitóris dela e comecei a acariciar com força.
Sei que o desejo mais sincero da minha esposa é que eu engravide todas as mulheres da família dela. Mas ainda sou eu que me seguro. Apesar de tudo, ainda quero ser um pai normal, e mesmo que a família da minha esposa seja cheia de putas loucas por sexo, tenho que me conter pelo bem da minha própria família.
As molas da cama rangiam debaixo da gente, um protesto metálico abafado pelo soluço engasgado da Marisol quando me empurrei contra o colo do útero dela. Os dedos dela arranhavam minhas costas, me fazendo ficar vermelho, pequenas meias-luas carmesim florescendo na minha pele. Sob o tamborilar da nossa respiração ofegante, juraria que ouvi um gemido leve do outro lado da parede, agudo, involuntário. A Marisol também ouviu. Os olhos dela se arregalaram, cravando nos meus com um triunfo selvagem.
+ Sim, tia. – gemeu sensual, com a voz trêmula por uma estocada violenta e cruel. - Escuta a gente... sente o que você tá perdendo...A provocação pairava pesada no ar úmido e suado. As cadeiras da minha esposa se moviam com mais força, me acompanhando golpe por golpe, com os músculos internos apertando como uma luva. O cheiro da excitação dela, almiscarado e doce como pêssegos muito maduros, se misturava com o fantasma da lavanda da Celeste e algo mais escuro: o Chanel nº 5 da Lúcia, que vazava pelo gesso como uma tentação.
Eu tava ficando louco. A experiência era intensa demais pra manter a sanidade.
O corpo da Marisol se arqueou debaixo de mim, escorregadio de suor e desespero, cada estocada batendo ela contra o colchão como uma maré braba quebrando nas pedras. Os gritos dela não eram só gemidos, eram declarações, cruas e primitivas, pontuadas pelo ritmo dogolpeadada minha cabeça contra a parede fina que nos separava do quarto da Lucía.
+ Me dá tudo! – gritou minha esposa, cravando os dedos nos meus ombros com tanta força que deixou hematomas.
A única coisa que eu conseguia sentir era ela: a pele salgada, o almíscar do sexo e aquele leve e provocante rastro de Chanel nº 5 que vinha do outro lado. Minha mente se partiu: uma parte se perdeu no calor da Marisol, a outra imaginava a Lucía pressionada contra aquela parede, com a respiração ofegante, a mão deslizando entre as próprias coxas.
O gemido abafado da Lúcia rompeu o silêncio, agudo, involuntário, como um suspiro preso tarde demais. Os olhos da Marisol se arregalaram, cravando nos meus com uma alegria selvagem.+ Tá ouvindo ela, meu amor? – sussurrou, com a voz rouca e triunfante. – Ela tá molhada por você... encharcada.
Os quadris dela se moveram, esfregando mais fundo, e ela jogou a cabeça pra trás, expondo a garganta enquanto gritava mais alto, um som feito pra provocar, pra atormentar. Eu meti com mais força, a cama rangeu debaixo do nosso peso e, naquele momento, senti o toque fantasmagórico de Lucía: o roçar imaginário dos dedos dela na minha espinha, o calor da respiração dela no meu pescoço.O ritmo ficou selvagem, descontrolado. As unhas de Marisol arranhavam minhas costas, deixando arranhões que ardiam e se misturavam com o suor. Os gemidos dela aumentavam, crus e guturais, cada um ecoando nas paredes frias de estuque.
+ Isso! Me arrebenta! - ela implorava, com as pernas tremendo em volta da minha cintura.
Lá fora, o burburinho da cidade abafava os gemidos intensos da Marisol, mas amplificava cada batida de pele contra pele, cada soluço abafado dela. Enterrei meu rosto no pescoço dela, inalando suor e perfume barato, mas por baixo disso, claro como vidro quebrado, persistia o cheiro da Lúcia: Chanel nº 5 e desejo insatisfeito.Um grito agudo atravessou a parede: a Lúcia prendeu a respiração, excitada demais pra ser acidental. A Marisol ficou paralisada debaixo de mim, com os olhos arregalados e um prazer predatório.
+ Tia! – ronronou desafiadora, com a voz carregada de malícia. – Cê gosta desse pauzão dele? Quer sentir também? Ela se arqueou violentamente, me empurrando mais fundo, e gritou, um som feito pra quebrar qualquer resistência. No silêncio repentino que veio depois, ouvi o farfalhar do tecido no quarto ao lado, o rangido leve das molas da cama. Lucía não só estava ouvindo; ela se mexia, inquieta. O sorriso de Marisol ficou selvagem. Ela arranhou minhas coxas, me apressando.
+ Dá um show pra ela! – me ordenou. – Faz ela gozar sem nem encostar.
Obedeci, penetrando ela com precisão brutal, cada estocada fazendo a cabeceira de madeira bater na parede. Os gritos de Marisol ficaram mais altos, crus e descontrolados. Sob o suor e o sexo, o Chanel nº 5 ficou mais intenso. Já não era imaginação. A voz de Lúcia se elevou um pouco mais, deixando passar um raio de luz que atravessou nossa escuridão. Marisol gemeu mais alto, colocando as pernas sobre meus ombros e se expondo obscenamente para a fresta.+ Olha pra ela! – ofegou minha esposa. – Olha como ela engole seu leite...
O corpo dela se contorceu, os músculos se tensionaram em ondas enquanto gozava, e um calor úmido jorrou entre nós. O cheiro da minha esposa tomou conta do quarto.A respiração da Lúcia ficou presa de um jeito audível, um som ofegante e desesperado. Senti o olhar dela como um toque físico: queimando nos meus ombros, percorrendo o suor que escorria pelas minhas costas, parando onde eu me unia à Marisol. Minha esposa sorriu, com os olhos arregalados.
+ Isso! – gemeu meu rouxinol, se arqueando pra receber minha próxima estocada. – Deixa ela ver o que não pode ter!
A cama rangeu sob nossa violência. O pó de gesso se soltou da parede onde a cabeceira bateu.
A luz da manhã atravessava as cortinas, fria, acusadora. A Lúcia estava parada na porta, com um roupão de seda que se ajustava frouxamente às curvas dela. Os olhos dela estavam sombrios, atormentados. Ela não falou; não precisava. O rubor no pescoço dela, o tremor das mãos enquanto segurava a xícara de café... gritavam mais alto que a Marisol na noite anterior.
• Bom dia! – nos cumprimentou com voz rouca.Seu olhar pousou em mim, parou no meu peito nu e depois se desviou rapidamente. Uma gota de café tremia na borda da xícara.
• Que... noite intensa vocês tiveram! – Esboçou um sorriso forçado, frágil como vidro quebrado. Seus dedos se agarraram à porcelana. O silêncio se prolongou, tenso como um arame.
Marisol se espreguiçou languidamente ao meu lado, com os lençóis amontoados na cintura. Deu um sorriso felino pra Lucía.
+ Sim, tia! – O polegar dela traçou círculos preguiçosos na minha barriga. – O Marco tava inspirado.
Ela fez uma pausa, deixando Lucía absorver a imagem: eu enroscado nos lençóis, a unha de Marisol arranhando meu quadril. O ar ficou pesado com cheiro de sexo.+ Dormiu bem? — O tom de Marisol transbordava falsa inocência.
O roupão de Lucía se abriu um pouco quando ela se mexeu, deixando ver um pedaço de renda por baixo. A respiração dela acelerou.
Estendi a mão para a calça do meu pijama, e o tecido rangeu alto no silêncio. O olhar de Lucía acompanhou o movimento, descendo pelo meu abdômen e parando onde o algodão fino se ajustava às minhas coxas. Os dedos dela empalideceram em volta da xícara de café.
• A cama rangia muito. — ela sussurrou, sem querer olhar pra gente. — Como se... como se a parede fosse cair.
Uma gota de café derramou, escurecendo a manga de seda dela. Ela não limpou.
Marisol escorregou da cama, nua e sem vergonha, se espreguiçando como uma gata aproveitando o sol. A luz da manhã dourava suas curvas: o balanço dos peitos tamanho C, o rebolado do quadril enquanto se aproximava de Lucía.
+ Você tinha razão sobre meu marido! - murmurou, parando a poucos centímetros. - Ele é tão... musculoso.Seus dedos roçaram minha camiseta jogada no sofá, de propósito, com lentidão.
+ Viu como ele me levantou contra a parede ontem à noite? Que força ele tem! - comentou minha esposa com voz inocente.
Lúcia ficou paralisada. A xícara de café tilintou no pires. O olhar dela se fixou nas novas rachaduras da cabeceira, que formavam uma teia no gesso, e depois nos lençóis amassados, onde a marca úmida de Marisol ainda escurecia a roupa de cama. Um rubor se espalhou pelo pescoço dela, florescendo sob a gola do roupão.
Marisol me beijou de repente, me deixando sem palavras.
+ Vou tomar banho. Vem, meu amor? - me perguntou enquanto se levantava depois de apertar meu pau.
Quando me levantei para seguir minha mulher, deixei Lúcia de olhos bem abertos, ao perceber minha ereção pulsando por baixo da calça.Post seguinte
0 comentários - Viagem relâmpago (II)