Minha prima, Mara 3: Capítulo 20 - Info MARA IV

Minha prima, Mara 3: Capítulo 20 - Info MARA IVSPOILER SPOILER SPOILER Se você não leu "Minha Prima, Mara" e "Minha Prima, Mara: O Caminho da Tentação", não continue. Capítulo 20 desta terceira parte da história. Me siga no Instagram para saber mais sobre este capítulo e a recente quarta parte que publiquei!
"Minha Prima, Mara" 2019
"Minha Prima, Mara: O Caminho da Tentação" 2021
"Minha Prima, Mara III: Expiação" 2023
"Mara: Um Mundo Juntos" 2025
Hiphop911ok

**Capítulo 20**

Os gemidos dela ecoavam pela casa toda. Era aquele tipo de som que penetra no fundo do seu sistema nervoso, tornando qualquer tentativa de ignorá-lo inútil. Delicioso, motivador… Assim era ouvir cada suspiro que saía da boca da Sabrina. Eu a segurava pelas coxas, abrindo suas pernas com malícia. A buceta delicada e linda dela estava totalmente à minha mercê. Minha língua safada estava fazendo estragos entre os lábios dela. Que delícia! Bem de baixo, até chegar no clitóris dela. Esse era o percurso selvagem que eu mandava meu órgão gustativo fazer. Embora, claro, eu não economizasse lambidas no buraquinho da bunda dela, que era, no fim das contas, meu objetivo principal.

Primeiro, comecei enchendo ele bem de saliva. Era importante umedecer ao máximo aquela área antes de começar a explorar por ali… Eu me deixava levar pelas expressões de prazer dela. Pra falar a verdade, ela me deixava besta. Como alguém pode ser tão gostosa? Bom, eu só conhecia outra mulher que era linda em qualquer momento, movimento ou gesto…

Quando comecei a pontuar com a língua aquele cuzinho apertado e delicioso, os gemidos viraram gritos. Era claro que aquela zona do corpo era muito erógena pra ela. Fiquei me perguntando se aquilo trazia alguma lembrança do passado…

SAB: Awww… Ooou… – Ela gemeu, apertando minha cabeça com as coxas. Adorei…

EU: Você não pode ser tão gostosa assim… – Falei, saboreando.

SAB: Oooww…

Fiquei louco, lambendo todo o buraquinho do cu dela, enquanto tinha a pica bem dura, apertada contra a cama. Uma vontade de meter ali… Mas, bom, ainda era cedo demais pra isso. O que O último que eu queria era machucar ela. Peguei um dos peitos dela pra acariciar. Passei meu dedo suavemente no mamilo dela e senti o sangue ferver quando percebi como ele tava duro. Acelerei as chupadas que tava dando. Tava dando uma degustação bem gostosa nela. SAB: Deus… Awww… Você me deixa louca… — Exclamou com a voz forçada. EU: Você me deixa louco por você… Mmm… Não percebeu como você é uma delícia? leamm… SAB: Aaaaa… — Gritou se mordendo. O gosto da pele dela era viciante. Eu arrastava minha língua desde o cu dela e fazia ela atravessar a buceta inteira. Claro que engolia cada fluido que encontrava. Achei que já era hora de brincar um pouco mais no cu dela. Salivei bem o dedo indicador. Esse era o escolhido pra penetrar a Booty delicada dela. Mas não queria parar de ouvir aqueles gemidos tão gostosos. Então comecei a chupar bem a ppk dela. Não tava disposto a dar descanso praquele clitóris duro e quente. Então, enquanto lambia a buceta dela, comecei a empurrar meu dedo dentro do cu dela. SAB: Oohhh…. Uhh… — Ela se arrepiou. Como ela era linda naquelas circunstâncias, repito. Ela tinha um jeito muito particular de mexer os lábios no ritmo de cada passada da minha língua. Um centímetro de dedo bem babado era suficiente por enquanto pra brincar ali. Deslizava bem no toque, enquanto eu mexia devagar em todas as direções. O jeito que ela franzia a testa e fazia força com a barriguinha me dizia que eu tava no caminho certo. Eu, enquanto isso, beijava com muito amor cada parte da zona íntima dela. EU: Você me encanta, Sabri… Não consigo parar de te comer… Aaamm… SAB: Uff… Não… Aahhh… Não aguento mais… — Pareceu fazer força. Eu achava muito fofo o jeito que ela fechava as pernas. Bem, ela tentava, mas eu fazia de tudo pra continuar satisfazendo o prazer dela. EU: Mmm, não vai gozar agora que eu tô só começando, hein… Ooomm… — Falei abraçando o clitóris dela com meus lábios. SAB: Oohhhh… Que cara… Que gostoso você me come… Oohh… — Exclamou enlouquecida pelo meu trabalho. encantou… Tirei meu dedo indicador da bundinha dela e, do mesmo jeito, introduzi o polegar. Não foi apressado, porque as paredes do reto dela deixavam. Claro, assim que toquei ele de novo, a pressão apareceu. Não era a mesma coisa, sem dúvida que não. SAB: Aaaaa… Ssssss… Uuuumm… – Ela falou, tentando se concentrar. Mesmo com o dedo bem lubrificado, não tinha muita margem de manobra, não entrava inteiro. Então, parei de lamber a buceta dela e passei a beijar a boca dela. Me ajeitei rápido enquanto ela suspirava, tentando não forçar a raba. Mais uma vez, me deliciei com a cara linda dela gozando. EU: Linda… – Falei sem querer. Ela abriu os olhos, toda corada. SAB: O quê? – Exclamou, tímida. EU: Desculpa… Tava pensando alto… – Respondi sorrindo, e ela sorriu também. Olhei pros lábios dela e, antes que eu pudesse fazer algo, ela segurou meu rosto e me beijou com força. Fuuu… Ela metia a língua desesperada, então comecei a mexer meu dedo um pouco mais pra dentro. SAB: Jmmmm. – Ela gemeu na minha boca e, com a outra mão, procurou meu pau. Quando achou, puxou ele de um jeito que mostrava o mar de êxtase que ela tava navegando. Me matava ver ela assim… Era incrível conseguir colocar ela naquela posição de comedora profissional. Tão fina que ela se mostrava… Tão delicada. Um luxo que poucos podiam ter na vida, era o que eu tava tendo naquele momento. Verdadeiramente… Tinha certeza de que não merecia uma mulher daquelas… Depois de uns minutos em que nos satisfizemos mutuamente, abraçados, a raba dela já parecia se deixar penetrar confortavelmente pelo meu dedo. Claro que, de vez em quando, eu lubrificava ele com muita, muita saliva. Não conseguia olhar muito pro rosto dela porque ela fazia aquelas caretas de prazer que me quebravam no meio. Pra piorar, aos poucos ela ia se virando mais de lado e acompanhava cada movimento de penetração, mexendo o quadril. Tive que me fazer de besta e correr meu pau pra longe da mão dela, porque a qualquer momento ela me fazia gozar. Ao mesmo tempo, beijava ela na boca, fazendo barulho. “Chuiiik”, “chuuuk”... Ouvia-se sem parar. Até que Sabrina não aguentou mais. SAB: Coloca em mim, love… - Falou com sede. Eu achava que ainda era cedo pra fazer isso. EU: Mmmm espera um pouquinho, ansiosa… Chuuiikk… Ela gemeu ao me ouvir. Mas isso não foi suficiente pra dissuadir ela do desejo dela. SAB: Vai, coloca em mim… Aaahh… - Exclamou com paixão e virando completamente de lado pra mim, empinando a raba pra trás, colocando uma perna sobre a outra e deixando a de cima na direção dos peitos dela. O que foi ver aquilo… Não… Não tem explicação alguma. Uma mulher com todas as letras… Fiquei feito um idiota olhando pra bunda dela. SAB: Quer? - Disse com voz sedutora. Eu me mordi todo. Não tinha como resistir a isso. Meu pau, bem vermelho já e muito duro, a ponto de marcarem todas as veias, tava pronto pra fazer. Sem pensar mais, me ajeitei atrás dela pra poder comer ela. Dei um beijo no ombro dela, completamente perdido pela beleza dela. Acariciei a raba dela enquanto me aproximava pra penetrar ela. Claro que antes tinha que encher de baba todo o tronco e a cabeça do meu membro, pra deslizar fácil. Que tesão… Levantei um pouco a bochecha da raba dela e vi como ela fechou os olhos e se mordia. Tava completamente entregue a mim. Contemplei uns segundos a situação. Parecia um sonho. Peguei meu pau bem por baixo e me aproximei da bunda divina dela. A posição me favorecia bastante, então dava pra ver com exatidão o buraquinho lindo dela. Nunca vou esquecer o gemido que ela soltou no momento em que apoiei a cabeça lá e empurrei pra dentro. “Oooohhmmmmmmmm”. - Ela expressou num uivo que vai ficar gravado na minha mente pra sempre. O contato do meu púbis com a raba dela foi extremamente gostoso. Todo o calor da pele dela passou pra mim como no choque de dois ventos. Uff… Que tesão… Só entrou a cabecinha. Não empurrei além disso. Mas aquele O começo já era muito prazeroso. EU: Oooh… Dói, gostosa? SAB: Não, não… Umm… Peguei uma das tetas dela. Foda… Que gostoso… E comecei a beijar o pescoço dela, enquanto dava pequenas impulsadas pra frente e pra trás. SAB: Oohh… John.. aah… – Ela soltava a cada uma. EU: Tá bom assim? Oooh… – Era óbvio que meter na bunda dela também me fazia perder a cabeça, mas eu tentava me concentrar pra não viajar na maionese. Mas era demais pra mim… Custava acreditar que ela estava ali pra mim, toda deusa… Não conseguia processar que toda aquela carne estava na minha frente daquele jeito. Não fazia sentido. Pra piorar, ela fazia umas caras que me enlouqueciam. Sem falar na sensação absurda de ter aquele corpo divino colidindo com o meu. SAB: Aaaahh… Sim, amor… Não para… Deus… Por que ela falava assim? Será que não percebia que só piorava tudo? Mas eu não podia vacilar… Não. Não vendo ela gozar daquele jeito. Continuei beijando o rosto dela, o pescoço, as costas… A pele dela era tão gostosa que eu não conseguia resistir à vontade de não deixar nenhum espaço sem beijar. Sentia a pica bem apertada dentro da bunda dela. Apertada demais… Mas não existia nada mais prazeroso do que aquilo. Já tinha conseguido enfiar além da cabeça. Era muito gostoso como esfregava contra a pele interna do cu dela. Ainda mais quando ouvia ela pedir mais. Passei de segurar a teta suculenta dela pra apertar forte a mão dela. Isso porque sentia uma conexão muito forte com ela. E, de fato, a Sabrina também apertou minha mão com força. EU: Linda… Você vai me matar assim… Oohh… – Beijei o pescoço dela. O rosto dela tava meio brilhando de esforço e suor, junto com o calor do rubor. SAB: Aaii… Você… Vai me matar é a mim… Aooo… – Ela soltava, fazendo caretas de muito prazer. Do jeito que franzia a testa e abria a boca. Como se a cada metida, eu fosse expandindo um pouco mais aquela bundinha apertada dela. Eu também suava, mas de concentração. Era muito prazer que sentia enquanto meu tronco entrava mais fundo nela. A sensibilidade era cada vez maior… EU: Oohh… Ficaria o dia inteiro assim, dentro de você, gostosa… No momento em que terminei de falar essa frase, Sabrina deu um grito desesperado que me desequilibrou. O cu dela ficou mais apertado, a ponto de comprimir meu pau de forma bem bruta. Uff… Suspirei bruscamente no ouvido dela. “Aaarrhghh” Com a visão turva, consegui ver ela se mordendo toda enquanto gemia. Ela adorou aquilo. E gostou tanto que começou a se mexer pra trás e depois pra frente. “Ooorgghhh, gostosa, paraa…” Já tava metendo com metade do pau. Foi divino. Uma sensação sem igual. E foi aí que pensei que já era o suficiente de me segurar. Não me importava se gozasse. Ia continuar até não aguentar mais. Então, peguei ela de novo pela cintura e, me mordendo todo, comecei a meter com mais convicção. Era certeza que ela ia começar a gritar na hora. E sim, amava ouvir ela gritar… Foram, sei lá, 60 segundos em que, aplicando mais força, enfiei a pica nela como já tinha feito no passado. Durante esse tempo, Sabrina não parou de gritar… Tem coisas na vida que não dá pra explicar, e aquele momento foi um deles. Fiquei me perguntando se a gritaria toda dava pra ouvir lá fora… SAB: Aaarhhg… Sim, sim… Oohh… Era a perdição ouvir ela… Mas totalmente concentrado e rápido, meti mais da metade do pau no cu dela. Doía um pouco, sim, mas com a lubrificação que eu dava com minha saliva, era o suficiente pra aquela apertura ir cedendo. SAB: Gostoso… Não… Aaahhh… – Gritou fazendo muita força… EU: O quê… ehh… Gostosa? – Perguntei ofegante. SAB: Ayy.. ayy… Já tava metendo rápido e com força. Era um prazer único pra nós dois. EU: Cê gosta, bombom? aaahh… – Ela apertava muito. SAB: Com você… Aaaghh… Ahhh… – Falou entrecortado. Não conseguia falar de tanto tesão. EU: O quê, ruivinha gostosa? – Eu já não aguentava mais. SAB: Com você… Ummm… Ai, não, não, não… EU: Oohh, fala logo, meu coração…. SAB: Aaaaaaa… Nãããããoooo… Contigo a vida inteira… Aaaaahhhhh. – Exclamou se derretendo num gemido safado e se contorcendo de um jeito que me fez fazer o mesmo. EU: Aahhh… Meu Deus… Arrgghh. – Exclamei com muita dor. Ela tinha apertado demais minha rola. SAB: Haaaaaaaaa… Mmmmmnnaaaaa… – Exclamou gozando como uma rainha e, sim, fazendo cara de dor também. Se doeu em mim, imagina nela… Aquele gemido tremendo era inesquecível. Me fez gozar sem chance de resistir. Caí no ombro dela e beijei, com a tremedeira me dominando. Ela ficou paradinha, de olhos fechados e gemendo baixinho. Quando percebi, quase morri. Tinha meu pau inteiro dentro da bunda dela… Dava pra sentir a cavidade retal se contraindo no ritmo da respiração… Que mulher! Eu não era digno dela. Não. SAB: Te… Late… Haa… – Disse ofegante e rindo. Claro, devia sentir bem forte. EU: Dói, gostosa? SAB: Uhum… Um pouquinho… Mas adorei… Tinha que tirar logo antes de machucar ela. EU: Não faz força que vou tirar… Mesmo lubrificada, quando movi um centímetro, senti um puxão tão forte que soltei um grito. EU: Au… – SAB: Uh, cê tá bem? Acho que nunca tinha me ouvido reclamar de dor antes. Ela até virou um pouco. EU: Sim hehe… Dói em você? SAB: Não, mas cuidado contigo… Terminei de tirar devagar, mas minha cara de dor apareceu. Com certeza ela ficou surpresa. SAB: Mmm, te machuquei? Comecei a me afastar, sentindo pelo toque a bundinha toda fechada em volta de mim. Uma loucura… Ela estava de olhos fechados, fazendo careta de concentração. Alucinante… Terminei de tirar e vi a realidade. Tava super irritada. Feio. Mas sem nenhum corte. EU: Como vai me machucar? haha No máximo, eu… SAB: Deixa eu ver… EU: Dói em você? SAB: Não, lindo… O normal… – Disse se virando e indo ver meu pau. A cara que ela fez ao ver tudo vermelho foi fatal. EU: O normal… haha SAB: Não, olha o estado disso! Expressou com preocupação. EU: Não tem problema, gostosa… Vou ter tempo pra me recuperar… Você gostou? Isso é o que mais importa pra mim… Ela me olhou e não conseguiu segurar o sorriso. SAB: Sabe que sim… Gostei pra caralho… — Exclamou e segurou meu rosto com a mão pra me dar um beijo muito fofo. Acariciei ela na bunda e nas pernas. SAB: E você gostou? — Falou me olhando bem de perto. EU: Amei… Você não faz ideia… Ela sorriu de novo, fazendo meu cérebro ficar idiota. Como eu amava o sorriso dela… Era viciante. SAB: E por aqui, como você tá? — Disse apoiando a palma no meu peito, sobre o coração. EU: O que te dizer… Kkk… — Ela sorriu. SAB: Fala, idiota… Sabe do que eu tô falando… EU: Hehe… Tô bem, fica tranquila… SAB: Sinto você muito agitado… — Falou com cara de preocupação. EU: E não é pra menos kkk… SAB: Que idiota! kkk. — Soltou mordendo o lábio. Que momento! Com certeza daqueles instantes que ficam gravados a fogo na memória. Depois pensei que cada vez me restava menos tempo com ela. Me perguntei: Que horas são? Isso era a única merda de aproveitar cada segundo ao máximo… Passa voando… Abracei ela como se não quisesse soltar, fechando meus olhos, por reflexo. Acho que ela percebeu na hora o que eu tava pensando. Apoiou a cabeça ternamente no meu ombro. Durante um bom tempo fiquei embasbacado pelo gosto hipnótico do cheiro dela. Agora eu mesmo percebia o quão acelerado meu coração tava batendo. A tristeza ia voltar. Disso eu não tinha dúvida nenhuma. Mas tinha algo diferente já. Não sei como explicar, mas o fato de ter conseguido compartilhar aquele tempinho com ela, de alguma forma, me consolava. Tinha sido genuíno e nosso. Infelizmente, tinham coisas que a gente nunca ia conseguir mudar. Ou pelo menos, não por enquanto. Era assim que a Sabrina entendia… Aquele último tempinho juntos depois de transar, ela tentou me fazer entender. Merendamos juntos, mas eu mal conseguia comer por causa do nó na garganta. A gente se olhava… Não era algo normal. ordinário. A gente tinha uma conexão como poucas… EU: Olha, se você acha que não vai mais ver a minha cara, tá enganada, hein! haha SAB: Não, bombom… Não falei isso… Mas isso… Foi uma exceção… No fundo, você sabe que não devia ter acontecido… — Pareceu comentar com sinceridade. EU: Você já sabe o que eu penso… SAB: E você sabe o que eu penso… Hoje foi como um dia fora do calendário pra mim… Sei que aconteceram coisas, sei que não tenho a culpa exclusiva de tudo… Interrompi ela. EU: Gostosa, não vamos perder os poucos minutos que a gente tem com coisas que já sabemos… O que aconteceu hoje é produto das responsabilidades de muita gente… Você não tem, nem a gente tem culpa. Isso não nos faz pessoas ruins… Fica bem claro isso! — Ela sorriu de lado com a caneca de chocolate quente na mão. SAB: Eu sei… Mas o que acontecer daqui pra frente sim, é responsabilidade minha… Entendi perfeitamente o ponto dela e o código de honra. Também, o esforço que ela fez naquele dia pra não pensar na imoralidade dos nossos atos. Acho que no fundo, a única coisa que confortava nós dois era a realidade dos sentimentos. EU: Sim, a nossa… Mas não quero que a gente perca todo o contato. — Ela me olhava como se procurasse um jeito de me dizer coisas sem me machucar. Eu via… SAB: Mas pra mim, não é saudável que a gente continue em contato… Pelo menos por enquanto… Engoli seco e olhei pro lado. Senti uma impotência… SAB: Quero que você faça isso por mim… Se daqui um tempo, rolar outra coisa, a gente vê. Mas por agora, preciso que cada um siga com a vida. Eu tenho mais uns meses na Europa… Você tem umas coisas pra resolver ainda na sua cabeça… E sim, já sei o que você sente por mim. — Exclamou sorrindo e continuou: Mas também sei o que você sentia pela Mar e não poderia ficar com você nessas circunstâncias… Respirei fundo. EU: E quais seriam suas circunstâncias? Porque eu já tentei voltar com ela e não consegui… Ela fez uma careta de lado. SAB: Que não exista nenhum impedimento, nem razão, nem na minha mente nem na sua… Se um dia a vida nos encontrasse completamente livres… Aí sim, talvez pudesse ser… Mas não vamos falar disso agora, tá, gostoso? Por que você pensava assim? O que era que você não tinha resolvido pra ela? Era impossível convencê-la… Eu achava que o motivo principal era minha ligação com a Mara, que foi amiga dela. Que essa era a razão principal que nos afastava. Mas por mais que o tempo passasse, não ia desaparecer o fato de que ela foi amiga dela um dia. E então? Também não queria "obrigá-la" a ficarmos juntos. Ela sabia muito bem o que eu sentia por ela e confiava que, em algum momento, ela ia aceitar. Não me importava quanto tempo levasse. EU: Espero que esse dia chegue… SAB: Lindo… Você não faz ideia do quanto me fez feliz nesses dois dias… — Disse com um pouco de emoção nas últimas palavras. Meu nó na garganta apertou ainda mais. EU: E você a mim… Não me faça chorar… SAB: Desculpa… — Exclamou rindo, mas com os olhos brilhando. Como não querer agarrar ela e apertar toda? Olhei pra ela e lembrei de algo da primeira vez que a vi. EU: Lembra da primeira vez que te vi? Ela me olhou. SAB: Na casa da Fernanda, né? EU: Sim, quando entrei no quarto e você estava se trocando… SAB: Kkkk sim, lembro bem… — Disse com um rostinho safado. EU: Naquele dia, senti como se você tivesse uma aura especial… Ela largou a xícara e dirigiu o olhar direto nos meus olhos. SAB: Sério? — Perguntou timidamente. EU: Sim… Não sei como explicar, mas foi algo único… Nunca tinha acontecido comigo antes e, olha, a Mara tem amigas gostosas… Mas quando te vi naquele dia, não conseguia acreditar como você era terrivelmente linda… Ela sorriu docemente, corando. EU: Fiquei paralisado… Bom, também, você estava quase pelada, mas… Kkkk SAB: Kkkkk EU: Não, sério… Desde aquele dia você começou a ficar na minha cabeça, seja porque no começo não gostei de algumas coisas que rolaram ou porque tinha algo que não te tirava da minha mente… SAB: Kkkk sim, foi muito estranho como tudo aconteceu… EU: Sim, mas se você se pergunta por que naquela vez eu pulei, de alguma maneira, por você... Essa é a resposta... Sempre foi especial pra mim... Só que eu descobri isso bem depois. - Assim que terminei de falar essas palavras, ela se levantou da mesa como se não pudesse deixar passar a oportunidade. Sem dizer nada, veio me abraçar e me apertou bem forte. Entendi que não era bom pra nenhum de nós dois continuar puxando a corda. A última coisa que eu queria era causar dano a ela. Na respiração dela, eu sentia o gosto ruim da situação. O cabelo ruivo dela voava no meu rosto enquanto ela apoiava a cabeça no meu peito. Com as mãos, ela me segurava pelas costas e pelo ombro. Me chamou a atenção o tempo que ficamos assim. Foram vários minutos em que nos mimamos em silêncio, ali parados. Algo me dizia que estava errado tudo acabar. Eu entendia o código que nos regia, mas... Era válido? De novo eu devia calar a boca e deixar ela ir embora? Por quê? Que sentido tinha se privar do que nós dois sentíamos? Talvez eu nunca tenha sido contundente o suficiente pra causar um efeito real nela. Engoli seco e expressei tudo o que pensava. EU: Sabrina... Quero que a gente fique junto... - Exclamei com convicção. Ela respirou fundo ao me ouvir. Levantou a cabeça com os olhos vidrados. Aquele azul profundo do olhar dela me fez balançar nas pernas. Ela sorriu de lado com um sorriso triste e levou as mãos pros dois lados do meu rosto. Com suavidade, me deu um selinho na boca. Não respondeu nada, mas eu soube que ela tinha entendido o que eu tava pedindo. Ela me abraçou de novo, como se desse a entender a resposta dela. Já estava tudo dito. Reconheço que me causou uma dor muito grande. Eu tinha ela bem perto, mas ao mesmo tempo, muito, muito longe. Uma lágrima fez um rio numa das minhas bochechas, acompanhada de uma sensação de vazio enorme. Eu queria entender ela, mas não conseguia. Abracei ela com força mais uma vez. Já não devia mais ficar ali. Nem por ela, nem por mim. Era doloroso demais. EU: Tenho que ir, ruiva... - Falei tentando não Dá pra perceber que eu tava mal. Me virei pra secar o rosto. Não queria que ela me visse daquele jeito, mas não era fácil esconder. SAB: Espera, não vai embora ainda… Não assim… - Não queria olhar nos olhos dela. Me fazendo de desentendido, comecei a juntar minhas coisas e me vestir. SAB: Ei, Jonás! - Ela me chamava docemente. Não conseguia desfazer o nó na garganta. O que eu fazia? Não era de chorar, mas naquele momento tava com toda vontade. Poucas vezes tinha passado por aquela situação de não conseguir mexer a mandíbula de medo de desabar no choro. Mas não ia fazer isso. Não na frente dela. SAB: Vem aqui um segundo… Para! - Ela segurou meu rosto. EU: O quê? - Falei com a pouca força que me restava. SAB: Não quero que você vá embora assim… Você me parte ao meio, caralho… Qual é! - Disse angustiada. Aquela risadinha nervosa que ela dava, também era de tristeza. Aí entendi que eu precisava ser o que não era pela última vez. Forte… Precisava ser por ela. EU: Sei o que a gente conversou… Espero que o tempo diga outra coisa… Ela sorriu de novo, nervosa, e balançou a cabeça. Se jogou em cima de mim outra vez. Parecia precisar do meu corpo… Assim como eu do dela. Agora era a vez dela ficar triste. O olhar dela perdeu o foco. Que situação difícil… Repetida… Comecei a sentir um mal-estar forte no peito. Não sei se dava pra chamar de dor, mas era um peso enorme. Me obrigou a respirar fundo. SAB: Você gostou do tempo que a gente passou junto? EU: Sim… Sabe se tem um voo extra? - Falei brincando. SAB: Ha ha, idiota… - Respondeu emocionada. EU: Você é cabeça dura, hein… Bastante… Mas eu te amo assim… E sempre vai ser desse jeito. Sentia o coração dela batendo rápido no meu peito. SAB: Acredita em mim, eu também, lindo… EU: Te… - Ela me interrompeu. SAB: Não fala… - Pediu com desânimo. EU: Por que não? Se é verdade… SAB: Acredito em você, mas… - Disse revirando os olhos e quase fazendo bico. Odiava vê-la assim. EU: Linda… SAB: Mais que um te amo… Engraçadinha… SAB: Tá bom assim? EU: Mais que um te quero… Tá bom… — falei sorrindo. Beijei ela. Sem contenção. Segurei o rosto dela e parte do pescoço com paixão. Ela fez o mesmo e a gente se fundiu uma última vez. Cada partícula do meu corpo estava ligada às do dela. Um calor de inverno nos envolveu naquele encontro final. Meu lábio ficou arranhado de tanto atrito das nossas bocas. Um desgaste que só a saliva que a gente trocou conseguiu aliviar. Que gostoso… Agridoce, dadas as circunstâncias, mas muito gostoso. Terminamos exaustos por causa disso. Ofegantes. Deixamos até a última gota de suor. Quando percebi, tava apoiado na bancada da cozinha dela, com ela em cima de mim. Na real, tinha perdido a noção de tempo e espaço. Isso sempre acontecia comigo com a Sabrina. Mas infelizmente a hora de ir embora chegou. O Tempo nunca foi um aliado pra mim. Entendi que o melhor jeito de nos despedir era com um sorriso, por mais difícil que fosse. Aquelas horas que passamos juntos pareceram uma vida inteira. E nada no mundo ia apagar isso. EU: Não quer que te leve pro aeroporto? SAB: Não, love… — ela exclamou como quem diz "sabe" e continuou: Um carro da empresa vem me buscar. Não se preocupa. EU: Tá bom… SAB: Além do mais, você não tem carro kkk EU: Hehe tenho um audi… — respondi entre risadas. SAB: Kkk é, claro… — respondeu do mesmo jeito. Olhei pra ela com admiração. SAB: Antes de você ir… Me ajuda a guardar ele? EU: Sim, claro… SAB: Assim fica guardado… EU: Beleza, vamos… Que sensação estranha… Eu tinha dito pra gente ficar junto. Aquilo saiu da minha boca. Como foi possível? Saiu do fundo de mim, mas… Sei lá. Escapou… Como ela disse, não devia pensar mais nisso. Não agora, pelo menos… Fiquei de vigia enquanto ela colocava o carro na garagem. Era incrível ver como o dia tinha escurecido tão rápido. Mas claro… A resposta é óbvia… Eu já tava trocado e pronto. Embora, se dependesse de mim, ia me jogar de novo na cama com ela pra fazer amor. A gente já tinha feito demais naquelas horas, mas sempre poderia... Não tenho a menor dúvida. SAB: Você devia ter deixado eu te levar... – Me reclamou de um jeito doce enquanto descia do carro. EU: Haha não... Vou de Uber, esquece... Não quero que você se atrase. Ela ainda tinha que se trocar. Mas também, eu queria aproveitar até o último segundo. Caminhamos até a cozinha enquanto ela cantarolava uma música, baixinho... “E é que você me encanta tanto...” Olhei pra ela e sorri. EU: Como é? Ela riu, corada. SAB: Idiota... Eu a peguei com meu braço e a puxei pra perto de mim. Dei um beijo estalado na bochecha dela, bem forte. Isso ela gostou, porque também me segurou pela cintura. SAB: Como é que você vai fazer com seu carro no final? EU: Não se preocupa, depois eu busco... SAB: Ficou encalhado haha EU: Se eu tivesse que deixar um mês, só pra esse dia não acabar, eu deixava... SAB: Lindo... – Ela falou e começou a me olhar. Isso não era uma boa ideia. Aqueles olhos grandes e claros roubavam toda minha atenção, mais do que qualquer coisa que pudesse me distrair. Às vezes ela ficava me olhando assim, sem dizer nada. Só observando. Eu olhava praquela juba vermelha, toda jogada pro lado, e perdia o equilíbrio. Que gostosa... Me deu vontade de levantar ela com os dois braços e carregar. SAB: Ei, haha! – Ela falou quando eu fiz isso. Fiquei apoiado no encosto do sofá da sala principal. Quantas coisas a gente se dizia só se olhando... Cada carinho, cada cafuné que a gente trocava, era só uma pequena amostra dos nossos sentimentos mais profundos. Até que o celular dela nos tirou do transe. Me afastei. Ela atendeu. Era da empresa de traslado pro aeroporto. É mesmo! Embora o tempo parasse, parecia que só em mim causava esse efeito... Tavam avisando que em alguns minutos passavam pra buscar ela. Desligou e ficou um instante em cima de mim, meio que olhando pro nada. Ela não gostava nem um pouco de ter que me “mandar embora”. Mas teve uma atitude que me surpreendeu. Ainda com o celular na mão, esticou o braço e aproximou a cabeça da minha. Ia tirar uma foto? A gente não tinha tirado Nenhuma. Nunca… Engoli seco e me aninhei nela sem dizer uma palavra. Não me importava se daria certo ou errado. Era um último gesto da parte dela que eu guardaria pra mim. O flash pareceu uma sequência cena por cena de um filme. EU: Nunca feia, né… SAB: Jeje… Lindo… Chuik… — Ela me beijou de baixo de um jeito muito doce. Suspirei com o gosto da boca dela. Fez-se um pequeno silêncio. Nenhum de nós dois queria dizer a última palavra. Era claro… EU: Bom… Tenho que ir, nem tempo de te arrumar te deixei… — Continuei acariciando a bochecha dela e dando beijinhos. SAB: Jeje… Só tenho que me trocar… Não tem problema… EU: Não me deixa no vácuo… Além disso, quero saber quando você chegar… Ela me olhou como quem diz “esse cara!” mas com doçura. SAB: Você vai fazer o que te pedi? EU: Te dei minha palavra… E você também me deu a sua, né? SAB: Sim… EU: Bom… Então, por hoje é só… Ela suspirou fundo me olhando. SAB: Vamos nos despedir do jeito mais normal possível… Tá? — Falou com um pouco de emoção na voz, mas bem segura. EU: Tá bom… Claro, agora tinha que descê-la, hehe. EU: Te desço? haha SAB: Mmm acho que sim… Haha Apoiei ela suavemente no chão. Não podia acreditar que era tudo aquilo. Já? Mas também, tentava não pensar nisso. Não ainda. Queria falar mais coisas pra ela. Olhava pra fazer isso, mas não fazia. Sabrina percebeu. Me conhecia. SAB: Seu Uber? EU: Uhh, verdade haha. — Tinha esquecido de pedir. Mas fazer o quê, era lógico. Pedi na hora pelo aplicativo. EU: Te desejo uma ótima viagem, linda… SAB: Obrigada, gostoso… Você não sabe o quanto fiquei feliz por ter te encontrado… De verdade. EU: Você fez muita falta… Quero que saiba disso… Ainda faz… Se continuasse assim, nunca ia embora. SAB: Você também… — Parou como se arrependendo de dizer algo. EU: O quê, linda? SAB: Não, nada… EU: Não me deixa com essa pulga atrás da orelha… O que ia me dizer? Ela me olhou. Tinha um efeito terrível quando fazia isso. Esses olhares me desmontavam. SAB: Já que é… Vou sentir sua falta. Muito. O que você me causou, eu nunca tinha sentido na vida… Fiquei ouvindo com toda atenção e amei cada palavra que você disse. SAB: Nunca pensei que uma pessoa fosse me fazer sentir arrepios. Teve vezes que eu não queria sair da cama, queria dormir e nunca mais acordar. E outras, só queria acordar pra poder lembrar de você, pra poder pensar em você… E mesmo que pudesse, não mudaria nada, sabe? – Disse com uma ternura que partiu minha alma ao meio. Não chorou nem a voz falhou. Falou com uma segurança tão divina quanto definitiva. Eu, imóvel, com toda minha atenção nela. SAB: Agora quero que a gente se despeça como qualquer outro dia e não fale mais nada. Sei que é difícil, mas me atenda, por favor… Totalmente destruído, abracei ela uma última vez. Queria falar mil coisas, mas também queria que ela fosse embora em paz. Ela já sabia o que eu sentia, não precisava repetir. Além disso, tinha feito um esforço enorme pra me dizer aquilo… Ela me apertou com os braços bem forte, muito mais que das outras vezes. De novo aquela maldita instrumental do Cerati na minha cabeça… SAB: Seu casaco haha. – Disse com uma risada nervosa. EU: É… Nos soltamos um momento pra eu vestir ele. Também peguei minhas coisas do trampo. SAB: Como você tá? – Perguntou carinhosamente sobre minha condição. EU: Bem, bem… Não se preocupa… Me sentia meio agitado, mas não falei. Além disso, o mais provável era que fosse pela situação triste que estava me afetando. SAB: Que lindo que você é… – Disse e pegou na minha bochecha, apertando com a mão. Bem pensado… Uma buzina soou lá fora e uma pontada no centro do meu peito. Ela engoliu seco. Vi os olhos azuis dela… Deus… Se as coisas fossem diferentes… Era meu transporte. EU: Será que ia chegar tão rápido? hehe Sorriu me olhando. Nunca ia esquecer aquele rosto. Era um momento muito triste, mas que ao mesmo tempo deixava nós dois em paz. Ninguém guardou nada. EU: Até mais, Doutora… Ela sorriu de novo. SAB: Até mais, Doutor… – Respondeu e ficou na minha frente pra mim, pra me dar um último beijo. Ela fechou os olhos e me beijou de um jeito que, por causa da sucção, a casquinha do meu lábio levantou. Queria falar o quanto eu amava ela, mas me segurei. Ela tinha me pedido isso. SAB: Se cuida, hein! — Falou, tocando meu peito com a palma da mão. EU: Te amo, ruiva… Boa viagem… — Falei e beijei ela de novo na boca, sem fechar os olhos. Olhei uma última vez o rostinho branco e lindo dela, cheio de sardas avermelhadas. Tava completamente destruído, mas mesmo assim tentei não fraquejar. SAB: Valeu… — Respondeu como pôde, balançando a cabeça. Eu entendi. Era foda. EU: Se comporta… — Falei num tom de brincadeira, tentando arrancar um sorriso final dela. Consegui… Ela riu, se mordendo enquanto eu me virava pra ir pra rua. Era isso… Uma despedida simples. Era o que ela queria. Olhei pra ela e fiz uma careta, antes de virar. Ela tava parada na porta com uma mão no batente. Não falou nada e eu fui pro carro. Respirei fundo. De novo o destino me afastava dela… Meus olhos ficaram duros. De novo… Fui abrir a porta quando senti uma mão no meu ombro. “É mais que um te amo” — ela falou com olhar de cachorrinho, segurando meu rosto agora, pela última vez. Ia morrer ali… EU: É sim… — Respondi, beijando ela sem me segurar. Não sei quanto tempo a gente ficou naquilo, mas não ligamos pro motorista olhando. Ela me beijou tão gostoso que não me importei com mais nada. Bruto, apaixonado… Do jeito que ela beijava. Foi assim… SAB: A gente se vê… Vai. — Falou, enquanto a gente tentava se soltar. Parecia que ninguém conseguia… Ri por causa disso. EU: A gente se vê… Boa viagem… Finalmente a gente se soltou. SAB: Esses beijos… — Falou com carinho. EU: Os seus… São curadores… SAB: Haha vai, vai logo… EU: Haha tchau, linda. — Falei enquanto ela ia pra porta. Eu ia embora vendo o sorriso gostoso dela. Isso era bem diferente das outras vezes… Pisquei o olho pra ela antes de entrar no carro. Ela sabia o que significava. O motorista perguntou se podia arrancar, haha. Falei que sim. A A última imagem que vi da Sabrina foi ela sorrindo, me mandando um beijo antes de entrar em casa. Suspirei como nunca. Mas... e agora? A gente tinha tido nosso momento e aquilo era algo muito importante. Só nós dois... Senti um certo alívio ao ver aquele sorriso genuíno no rosto dela... Acho que, no fim das contas, nós dois levamos um pedaço um do outro e algum aprendizado, que um dia a gente ia valorizar. Fiquei tranquilo por termos compartilhado todo aquele tempo juntos. Não era nada absurdo o que a Sabrina tava dizendo. A gente não merecia um começo estragado... Éramos mais que isso... Mesmo que naquela noite eu fosse me sentir muito sozinho, fiquei feliz por ter passado aquele tempo com ela... Nunca ia esquecer aquilo. Abri o WhatsApp do celular, que não tinha parado de tocar o dia inteiro. Mensagens da família, amigos e também da Mara. Suspirei ao ler ela... "Ah, beleza Tudo certo Espero que tu esteja melhor do coração" Essas foram as mensagens dela de algumas horas atrás. Lamentei não ter respondido. Admito. Ainda por cima, ela sabia que eu sempre respondia, não importava o que tivesse fazendo. Mas era o que era... Por outro lado, pensava que, depois de como eu tinha tratado ela mal, ela ainda perguntava como eu tava... Eu devia pelo menos um pedido de desculpas. Mas como? Não tinha cabeça pra pensar nisso agora. Tinha acabado de me despedir da Sabrina, de novo. Só queria chegar em casa e me jogar na cama. Mas não podia deixar ela no vácuo. "Beleza, beleza Valeu por perguntar Espero que tu também esteja bem Um beijo" Talvez não fosse muito amigável, mas era o que eu conseguia dizer naquele momento. Enquanto isso, o motorista do Uber falava sobre a vida, o trabalho, essas coisas. Não queria ser mal-educado, então respondia, claro. Mas não via a hora de chegar. Meu irmão Mike também tinha me mandado mensagem, pedindo o carro emprestado. Respondi que, se ele quisesse ir buscar em Capital, não tinha problema. "Capital? O que cê tá fazendo aí?" Só respondi "história longa, mas se quiser, vem". Pelo ticket e vai buscar ele". Como era sábado, não tava muito afim de ir buscar na hora. Durante a semana eu ia, provavelmente. "Não, não... Sem problemas, valeu mesmo assim" Foi o que o cara respondeu. Imagina se eu ia buscar lá... Confortável... Antes de chegar em casa, reparei num detalhe que me deixou ainda mais tranquilo. A Sabrina tinha me desbloqueado. Ou reagendado, haha. Já dava pra ver os status dela. Claro, eu tinha prometido não escrever pra ela e não podia, simplesmente, quebrar minha palavra. Mas ver a foto dela de novo no meu WhatsApp me confortou. E ainda era uma foto muito gostosa.HistoriaUf… Já tinha começado a sentir sua falta… E como… Minha mente se recusava a acreditar que teve um fim. Acho que no fundo era um stand by constante. Como se eu pensasse que o tempo, em algum momento, ia ajeitar tudo. Pelo menos, era o que eu esperava… Lembro do frio que senti ao entrar na minha casa. Como se a solidão voltasse a me acolher depois de tanto ter desejado isso, tomando conta de toda a energia que eu irradiava. Foi muito ruim me encontrar sozinho. E olha que eu amava meus momentos a sós. Curtia muito meu tempo e minha paz. Mas aquela noite foi diferente. Como se eu estivesse nu, à deriva. Essa foi minha sensação. Me joguei no sofá com um certo mal-estar. Já tinha me acostumado com a presença da Sabrina perto… Agora estava sozinho e com muita vontade de vê-la de novo. Até passou pela minha cabeça a ideia louca de ir ao aeroporto… Foi só um flash, mas… Será que eu seria capaz? E logo vêm aqueles pensamentos torturantes sobre se eu podia ter feito algo a mais ou por que não fiz tal coisa. É o pior… Eu tinha me arriscado por ela? Foi suficiente? Eu achava que sim, mas essas ideias iam me atormentar por um tempo, com certeza. Olhava a foto dela. Morria de vontade de escrever algo mais. Mas ela me fez prometer que não faria isso… Comecei a pensar numa última mensagem… Ela sabia o que significava pra mim… Não ia ficar brava… Enquanto pensava, tomei meu remédio. Percebi também que a Mara tinha lido o que mandei. Mas de repente uma nova notificação me surpreendeu. Era da Sabrina. Na hora, abri o chat. “Estou embarcando… Obrigada por me entender 😊 Você é a pessoa mais maravilhosa que conheci Meu mais que um te quero Se cuida muito” E no final, a foto que ela tinha tirado com o celular antes de eu ir embora. Me acertou como um soco na boca do estômago… Mas era tanta vontade que eu tinha dela, que não me importei. Nervoso e apressado, também escrevi pra ela. Juro que meus dedos tremiam. “Eu que agradeço a você pelo momento que passamos juntos Não Nunca vou esquecer disso. Vou sentir muito sua falta e tomara que o tempo dê um jeito em tudo. Obrigado pela foto, amei." Ela tinha saído visivelmente emocionada na foto. Não por um gesto, mas porque meus olhos estavam meio vermelhos e brilhando. Ela tinha saído linda. Respondeu na hora. Era óbvio que o tempo tava apertando pra ela. "Eu também 😊 Toma a pasti! Tenho que colocar no modo avião. Beijinhos, lindo." Minha garganta tava doendo. Era um momento desesperador porque eu não sabia que palavras usar. Por um lado, não queria sufocar ela, e por outro, queria que ela soubesse tudo que eu tava sentindo. "Boa viagem. Te amo, ruiva! ❤❤" Fiquei parado, online, com o celular na mão. Cada vez que engolia saliva, parecia que tava comendo uma pedra. "Eu também te amo ❤" E assim ela se desconectou. Inacreditável como em poucos minutos minha pressão tinha subido de novo. Não pareciam mensagens de despedida. Queria encarar como um simples afastamento temporário. Me pergunto o que ela deve ter pensado naquele momento. De qualquer forma, aquelas últimas mensagens deixaram uma boa impressão em mim. Tipo, um certo calor, um alívio. Claro que ia sentir falta dela, sim. Mas aquela conversinha tinha conseguido imprimir na minha alma um certo estado de calma. O que no fim me obrigava a pensar: "E agora?" Minha vida tinha tomado um rumo totalmente inesperado nos últimos meses. Não tava mais num relacionamento, tinha me mudado pra morar sozinho e quase morri num campo de futebol... Que destino, hein... Liguei a televisão. Tava passando um jogo do campeonato argentino que normalmente eu não veria se as circunstâncias fossem outras. Como não podia misturar a medicação com álcool, abri uma lata de Booty. Quanto tempo não fazia algo assim... Minha vida... Um monte de cenas inesperadas e imprevisíveis. Assim como o que ia acontecer instantes depois. Meu celular vibrou de novo com uma mensagem que tinha chegado. Quando olhei quem era o remetente, me surpreendi um pouco. Era a Sofia... "Falaaa aí" dizia...

3 comentários - Minha prima, Mara 3: Capítulo 20 - Info MARA IV

Hola, ¿podrías dar una pequeña sinopsis o algo sobre lo que va la cuarta parte de la historia de Mara?
No entiendo, no es la parte 20 de Aliña 😣😣😣