Camila tinha virado rotina. Passava na esquina. Ficava batendo papo com o Dany. Deixava doces na mochila dele. Mandava memes. Fazia perguntas que iam alĂ©m da sala de aula. E olhava pra ele com uma mistura de admiração e malĂcia que fazia a voz do Dany tremer. Uma tarde, depois da aula, ela falou sem rodeios: —Eu gosto de vocĂŞ, Dany.
Não sei o que você tem… mas eu gosto.
E quero ver o que acontece se vocĂŞ me deixar te conhecer mais.
Ele nĂŁo soube o que responder.
Mas sorriu.
E isso foi o suficiente pra Marizza ver da janela, de novo.
—O que tá acontecendo com a menina? —perguntou Marizza naquela mesma noite, de braços cruzados na cozinha.
—Camila?
—Não. A Virgem Maria? Claro que é a Camila! —disse com um sorriso irônico—.
Te vi com ela. Agora você tá saindo com alunas?
—Te incomoda?
—A mim? Nem um pouco.
Só acho engraçado que bastem uns olhares pra você esquecer dessa casa.
Dany se aproximou.
—Não esqueci. Mas não posso viver esperando você ter uma tarde livre e sem marido.
Ela olhou pra ele com os olhos meio fechados.
—Você quer ver ela a sério?
—Não sei. Eu gosto.
—E a gente?
—A gente… você foi clara. Só sexo. Sem cobranças.
SilĂŞncio.
Ela baixou o olhar. Apertou os lábios.
—Não sei se gosto disso em você.
—O quê?
—De você me levar ao pé da letra.
E sem dizer mais nada, se aproximou, beijou ele com força.
Empurrou ele contra a geladeira.
Se agachou. Abaixou a calça dele.
E sem rodeios, começou a chupar o pau dele com fúria.
Os movimentos eram rápidos, intensos, desesperados.
Como se quisesse marcar territĂłrio com a lĂngua.
Como se quisesse apagar qualquer rastro da Camila.
Dany ofegava. Apoiou as mĂŁos na bancada.
Ela olhava pra ele de baixo, com os lábios ocupados e os olhos ardendo.
Quando terminou, limpou a boca, olhou séria e disse:
—Você pode sair com quem quiser.
Mas quando tiver vontade de ter o pau chupado como Deus manda…
vocĂŞ sabe onde tocar a campainha.
E foi embora, deixando o Dany no meio da cozinha, sem fôlego, e com a cabeça… ainda mais confundida.
Camila o esperou na saĂda da faculdade, sorrindo como sempre, mas dessa vez… com um brilho diferente nos olhos. —Que tal a gente dar uma volta? Tenho uma coisa que quero fazer —disse ela, pegando na mĂŁo dele sem pedir permissĂŁo. Dany aceitou. Era fácil se deixar levar por ela. Tinha aquela mistura de doçura e confiança que fazia a gente querer segui-la atĂ© o fim do mundo.
Caminharam um tempo. Riram. Dividiram uma bebida. Pararam debaixo de uma árvore, com a brisa do entardecer brincando com suas roupas.
—E agora? —perguntou ele, vendo que ela se aproximava mais do que devia.
Camila nĂŁo respondeu.
Só olhou firme, acariciou seu pescoço com os dedos e o beijou.
Foi um beijo quente, lento, doce… mas carregado de promessa.
E justo nesse instante —como se o destino estivesse jogando sujo— uma sombra parou na beira da rua.
Marizza.
Óculos escuros. Blusa branca. A testa franzida. Por trás dos óculos, os olhos brilhavam como lâminas.
Camila nĂŁo a viu. Dany viu. E congelou.
—O que foi? —perguntou ela, sem entender.
—Nada —disse ele, disfarçando—. Vamos, te levo em casa.
Essa noite, Dany recebeu uma mensagem:
“Vem. Agora. Sozinhos.”
Quando chegou na casa de Marizza, ela estava no pátio, com uma taça de vinho, pernas cruzadas e cara de poucos amigos.
—Bom beijo? —perguntou, sem cumprimentar.
—Não foi planejado —tentou explicar ele—. Só aconteceu.
—E depois o que ia acontecer? Um café? Uma noite? Um relacionamento?
—E se fosse?
Marizza se levantou.
Se aproximou devagar. Olhou nos olhos dele.
—Você é um ingrato.
—Não te devo nada, Marizza.
Você foi clara: “Só sexo”. Agora quer outra coisa?
Ela nĂŁo respondeu. SĂł pegou ele pelos ovos, com uma mĂŁo firme, como quem marca territĂłrio.
—Não sei se quero outra coisa —disse com a voz rouca—.
Mas o que eu não quero… é que outra tire o que eu fiz crescer.
Soltou. —Pode beijar quem quiser, Dany.
Mas quando tiver fome de verdade…
vocĂŞ sabe quem te alimenta como homem.
E sem mais, virou as costas e foi pro seu quarto, deixando a porta aberta. Um convite silencioso. Uma ameaça doce. Um jogo que não tinha mais regras. Era sábado, depois das oito. O céu se cobria de um laranja denso, e o ar estava carregado daquela energia estranha das coisas que terminam. Dany recebeu a mensagem seca: "Vem. Quero conversar. A sós."
Quando cruzou a porta, ela o esperava na sala, sem maquiagem, de camisola de seda, descalça, e com os olhos vermelhos. Não de ter chorado… mas de ter pensado demais.
—Não vou dar voltas —disse Marizza, sem rodeios—. O seu lance com a Camila vai crescer. Tô vendo que vem. E fico feliz.
Dany franziu a testa.
—Fica feliz?
Ela se aproximou. Acariciou seu rosto com a palma inteira, como se tentasse memorizá-lo.
—Sim. Porque ela pode te dar coisas que eu não posso. E porque você é melhor do que pensa. Embora… —baixou o olhar— eu gostaria que você não tivesse que ir embora de vez.
—O que você quer dizer?
Marizza engoliu em seco. Manteve o olhar nele.
—Quero te pedir uma última vez. Só uma. Uma que nos marque. Uma que me faça lembrar com o corpo… o que nunca vou poder repetir.
Dany nĂŁo respondeu. SĂł a beijou.
E dessa vez nĂŁo houve pressa. Houve fome.
Levou-a até o quarto em silêncio. Despiu-a com lentidão. Beijou seus ombros, as costas, os peitos, a cintura, como se cada parte fosse um adeus.
Ela o despiu como se fosse dela pela Ăşltima vez. E se entregaram por completo. O encontro foi selvagem, mas tambĂ©m terno. Ela se agarrava a ele com as pernas, guiava seu pau atĂ© sua buceta com as mĂŁos, sussurrava coisas no ouvido que nunca diria a mais ninguĂ©m. Dany a olhava, e por dentro... ardia. —NĂŁo me esqueça — sussurrou ela, cavalgando seu pau com força, com a buceta molhada, os peitos saltando e os olhos Ăşmidos. —NĂŁo conseguiria, mesmo se quisesse — ofegou ele, segurando-a pelos quadris. Na Ăşltima investida, Marizza arqueou-se com um grito suave, e ele gozou tremendo, mordendo seu ombro, sem conseguir se conter. CaĂram juntos, entrelaçados. SilĂŞncio. Suor. Respiração ofegante. E um coração batendo onde antes sĂł havia luxĂşria. Minutos depois, Marizza acariciou seu cabelo enquanto ele estava deitado sobre seus peitos. —VocĂŞ Ă© jovem. Tem tudo pela frente. Eu fui um desvio no seu caminho... mas fico feliz de ter sido seu desvio favorito. Dany nĂŁo respondeu. Beijou-a com ternura. Ela o olhou, sĂ©ria, com um sorriso melancĂłlico: —Quando a vida te cansar... ou vocĂŞ se entediar das garotas que nĂŁo sabem o que querem... lembre que eu vou estar aqui para vocĂŞ. De braços abertos. E a buceta tambĂ©m. Ele sorriu. E foi embora. Mas enquanto caminhava, sabia que... aquele corpo, aquela histĂłria, aquela mulher... nĂŁo se esquecem. Apenas se guardam. Na memĂłria... e na pele.

1 comentários - Minha Amiga Milf - Parte 2