O café da manhã passou, mas pra Carlos, o desconforto só tava começando. O dia inteiro, a casa virou um palco perverso onde Julián e Valeria brincavam à vontade com a paciência, o orgulho e o ciúme de Carlos… sem que ele pudesse fazer nada. Valeria nem se deu ao trabalho de trocar o biquíni.
Pelo contrário. A cada hora que passava, ela parecia se sentir mais à vontade, mais desinibida… mais provocante. Sentava-se no sofá com as pernas abertas, o corpo quase nu à mostra. Ria alto, flertava com o Julián, se inclinava deixando à mostra o decote, ajustava as alças do biquíni brincando com a ideia de que caíssem, seus movimentos cheios daquela sensualidade perigosa que fazia o sangue de Carlos ferver. E o pior… é que ela já não fazia mais só pra ele. Fazia pro Julián. Durante a tarde, o Julián subiu o nível da humilhação. — Ei, Valéria, me ajuda com uns alongamentos? — perguntou, com a desculpa de que tava com dor nas costas. Valéria aceitou sem hesitar, sorrindo. Carlos observou com o estômago embrulhado enquanto o Julián se deitava no tapete e a Valéria se ajoelhava ao lado dele, ajudando com "os alongamentos", que logo viraram uma desculpa descarada pra se tocarem, pra Valéria montar nele, os peitos dela praticamente à mostra, o corpo contorcido em cima do Julián… enquanto Carlos observava, imóvel, humilhado e excitado ao mesmo tempo. Depois, o Julián a pegou pela cintura e a acomodou no colo dele enquanto viam TV. Valéria não resistiu.
Carlos, do outro sofá, observava os dois, a mandíbula travada, o peito tenso. Mas o pior foi quando Julián olhou diretamente pra ele e, sem um pingo de vergonha, disse: —Fica tranquilo, irmão. Só tô garantindo que sua mina se sinta… confortável na nova rotina dela.
Valéria riu baixinho, mordendo o lábio, sem olhar pra Carlos, o corpo dela relaxado sobre Julián, como se já não houvesse conflito, como se as regras tivessem mudado. E Carlos sabia disso. O dia… ainda não tinha acabado. A tarde começava a cair, e a ideia veio, como sempre, de Julián. —Por que a gente não sai um pouco? — sugeriu, com aquele sorriso perverso que já tinha virado costume —. Um drink, um ar fresco… e, de quebra, todo mundo poder admirar como a Valéria tá gostosa hoje.
Carlos já sabia que se opor não adiantava nada. E Valéria… também não se opôs. Pelo contrário. Entrou no quarto — o quarto dela, pensou Carlos, com raiva — e saiu minutos depois vestida de um jeito que roubou o fôlego dele… e não do jeito bom. Ela usava um vestido preto, curto, colado no corpo como uma segunda pele, com fendas laterais que deixavam à mostra a pele bronzeada. O decote era profundo, tanto que os peitos dela pareciam prestes a escapar, e sem sutiã, a provocação era descarada. O vestido terminava bem acima dos joelhos, deixando as pernas longas completamente expostas. Sandálias altas pretas completavam o visual.
Ela estava penteada, maquiada, com os lábios vermelhos, o cabelo solto e aquele brilho nos olhos que Carlos já conhecia: provocação, submissão… e cumplicidade com Julián. — Ela não está uma gostosa? — disse Julián, posicionando-se atrás dela, apoiando as mãos nos quadris dela, como se já fosse dele. Carlos cerrou os punhos. Não disse nada. O caminho até o bar foi um suplício. Os homens olhavam para eles, os olhos cravados em Valéria, seus olhares descarados, alguns cochichando coisas ao passar. Carlos ardia de ciúmes… mas Julián parecia aproveitar cada segundo, orgulhoso, seguro, exibindo Valéria como se fosse seu troféu. Dentro do bar, as coisas não melhoraram. Valéria sentou-se entre os dois, cruzando as pernas, o vestido subia perigosamente, os peitos dela se destacavam, sua atitude era relaxada, descarada, curtindo a atenção masculina do lugar… e, acima de tudo, o desconforto de Carlos. Julián a envolveu pelos ombros, puxando-a para mais perto dele. — Assim que eu gosto… que o mundo veja o que a gente tem em casa — disse em voz baixa, o suficiente para Carlos ouvir. Valéria riu baixinho, mordendo o lábio, a mão dela apoiada na coxa de Julián, o olhar dela desviando de Carlos. E Carlos… só podia observar. O ciúme, a impotência e a porra do tesão o consumiam, enquanto, em público, a namorada dele se exibia e se entregava cada vez mais… sem precisar esconder nada. O clima no bar estava carregado de música, luzes baixas e olhares famintos. O vestido minúsculo de Valéria roubava todas as atenções, o corpo perfeito dela desfilando pelo lugar como um ímã para os olhares masculinos. Carlos não conseguia evitar sentir que todos os homens ali queriam o que era dele… ou o que costumava ser dele. E Julián… sabia disso. Depois de alguns drinks, Julián, com aquele sorriso torto e confiante, soltou a proposta. — Proponho um jogo — disse, virando-se para os dois, os olhos brilhando de malícia —. "Desafio público". Cada um fala um desafio para a Valéria… e ela escolhe qual cumpre. Carlos engoliu seco, tenso. Valéria riu, divertida, bebendo. um gole no copo dela. —O que você acha, love? — perguntou Julián, olhando descaradamente para Valéria, ignorando Carlos, como se a opinião dele já não importasse mais. Valéria concordou sem hesitar, os olhos brilhando de cumplicidade. Carlos sabia que se dissesse não, ia ficar de covarde. Sabia que se aceitasse, ia ficar exposto… mas não conseguia sair daquele maldito ciclo. Aceitou. Julián foi direto. Meu desafio é simples… — disse, se aproximando do ouvido de Valéria —. Levanta, dá uma volta pelo bar, e garante que todo mundo veja como você é gostosa… mas quero que você tire a calcinha antes. Carlos sentiu o coração cair no estômago. Valéria riu nervosa… mas não reclamou. Todo mundo esperou a segunda opção. Carlos não sabia o que dizer. Tudo o que ele pudesse propor parecia inocente perto da perversão do Julián. Gaguejou… e naquele gaguejo, perdeu. Valéria sorriu, como se já não tivesse mais dúvidas. — Fico com o desafio do Julián — disse, a voz suave… mas carregada de tesão. Carlos engoliu seco, o ciúme queimando como fogo no peito. Valéria, sem pressa, enfiou as mãos discretamente por baixo do vestidinho e, com um movimento sutil, tirou a calcinha preta minúscula, guardando na bolsa. Julián sorriu satisfeito. — Agora, vai andar — ordenou em voz baixa. E ela obedeceu. Valéria se levantou, caminhando pelo bar, as cadeiras se marcando sob o vestido, sabendo que estava completamente pelada por baixo. Os olhares seguiam ela, os sussurros acompanhavam… e Carlos só podia observar, imóvel, consumido pela humilhação e pelo maldito desejo. Sabia que a noite não tinha acabado. Sabia que o pior… ainda estava por vir. Valéria terminou a volta pelo bar, com os olhares cravados nela, os homens cochichando, alguns até passando a língua nos lábios ao vê-la passar. O vestidinho dela, sem calcinha, marcava cada movimento do corpo como se fosse um show montado só pra eles. Carlos rangia os dentes, o estômago embrulhado, a impotência ardendo. Mas Julián, satisfeito, não tinha intenção de parar. — Acho que é hora de levar o jogo para o próximo nível — disse, com um tom relaxado, como se estivessem na sala de casa —. Vem, Valéria. Julián a pegou pela cintura, fez ela sentar no colo dele, sem se importar com o que os outros pensavam. A mão dele deslizou devagar pela perna de Valéria, subindo até a coxa, brincando perto de onde o vestido já não cobria nada. — Quero que você mostre pra todo mundo como fica gostosa… sem se sentar feito uma mocinha boazinha — sussurrou, com aquela perversidade disfarçada que já era a marca registrada dele. Valéria entendeu na hora. Devagar, sem disfarçar, descruzou as pernas, abrindo levemente os joelhos enquanto continuava sentada em cima de Julián, o vestido subindo perigosamente, só o suficiente pra quem estava perto ver mais do que devia… talvez não tudo, mas o bastante pra imaginar. Carlos sentiu o calor subir no rosto. Os homens próximos olhavam descaradamente. Uns riam por baixo, outros nem disfarçavam os olhos devorando as pernas de Valéria, o decote dela, a atitude completamente provocante… e Julián, curtindo cada segundo. Carlos não conseguia se mexer. Não podia intervir. Sabia que se levantasse, só ia piorar. Sabia que, de algum jeito torto, já estava preso naquele jogo… e no fundo, por mais perverso que fosse, não conseguia desviar o olhar. Os minutos se arrastaram. Os olhares, os sussurros, as risadas… Valéria completamente exposta. Julián, dominante. Carlos… destruído por dentro. E ainda tinha a volta pro apartamento. E Carlos já sabia: a verdadeira humilhação… mal tinha começado. Os olhares no bar continuavam cravados em Valéria, o corpo dela exposto, a atitude sem vergonha, a cumplicidade entre ela e Julián cada vez mais escancarada… e a humilhação de Carlos subindo a níveis insuportáveis. Mas Julián não tinha terminado. Nem perto. Ele se inclinou pra Valéria, a mão deslizando perigosamente pela coxa à mostra, os lábios dela roçando a orelha dele. — Quer que esse jogo fique realmente divertido? — sussurrou com um tom sombrio, sem tirar os olhos de Carlos. Valéria sorriu, lábios entreabertos, respiração acelerada. Carlos percebeu. Aquela mistura de submissão e desejo no rosto dela o desmontava… e o destruía. Então, Julián virou-se para Carlos. — Sua mina vai fazer algo mais ousado… se você topar — disse, tranquilo, sem pressa —. Só quero ver até onde vai sua perversão, irmão. Carlos engoliu seco, o estômago queimando. Não respondeu, mas o silêncio dele já era uma rendição. Julián se levantou, puxando Valéria pela mão. Guiou-a até a pista de dança do bar, onde o clima era mais escuro, mas claro o bastante pra todo mundo ali ver. E lá, sem disfarce, Julián começou a dançar com ela. Mas não era uma dança inocente. O corpo dele colado no de Valéria, as mãos na cintura dela, descendo descaradamente pelos quadris. Valéria, provocante, se contorcia, os peitos roçando no peito de Julián, a bunda apertando contra ele cada vez que viravam. O vestido minúsculo mal cobria o essencial, e a cada movimento, subia um pouco mais.
Os caras ao redor olhavam sem vergonha. Uns assobiavam. Outros riam. E Carlos, do lugar dele, só conseguia olhar. A namorada dele. Se exibindo, provocando… completamente entregue ao jogo do Julián. E Julián, curtindo cada segundo, sem se importar com nada. Os minutos viraram uma eternidade. Carlos sentia o orgulho, o relacionamento… o mundo dele desmoronando. E, mesmo assim, não conseguia desviar o olhar. Sabia que a noite não ia terminar ali. Sabia que o verdadeiro inferno… esperava por eles em casa. O caminho de volta pro apartamento foi um silêncio pesado, carregado de tensão. Carlos dirigia com as mãos apertadas no volante, os nós dos dedos brancos, o estômago queimando de ciúme e frustração. No banco de trás, Julián e Valeria riam baixinho, cochichando coisas que Carlos não conseguia ouvir, mas não precisava de palavras… os olhares, os sorrisos e as carícias sutis diziam tudo. Chegaram no apartamento. Mal fecharam a porta, Julián assumiu o controle da situação, como se já fosse território dele. — Prontos pra terminar a noite? — perguntou, a voz relaxada, mas cheia de malícia. Carlos não respondeu. Valeria também não falou… mas a linguagem corporal dela dizia tudo. Tirou os saltos, andou pela sala descalça, o vestido preto minúsculo ainda colado no corpo, os peitos marcados, as pernas bronzeadas à mostra, o cabelo bagunçado pela dança e pelo clima do bar. Julián foi até a cozinha, serviu três doses de bebida. — Essa noite… não tem regras — anunciou, entregando os copos. — Só quero que a gente seja sincero sobre o que quer. Carlos bebeu em silêncio. Valeria fez o mesmo, o olhar desviando do de Carlos, focado em Julián. Os minutos passaram, o álcool esquentando o clima. E então, Julián se levantou. — Valeria… vem comigo — ordenou suave, estendendo a mão. Carlos observou, a mandíbula tensa, o corpo duro. Valeria não hesitou. Se aproximou, pegou a mão de Julián e o seguiu pelo corredor… direto pro quarto que costumava ser dela. Julián se virou por um segundo, olhou pro Carlos com aquele sorriso safado, torto, de vitória total. —Você decide, irmão… pode vir… ou ficar só olhando —falou, antes de fechar a porta.
Pelo contrário. A cada hora que passava, ela parecia se sentir mais à vontade, mais desinibida… mais provocante. Sentava-se no sofá com as pernas abertas, o corpo quase nu à mostra. Ria alto, flertava com o Julián, se inclinava deixando à mostra o decote, ajustava as alças do biquíni brincando com a ideia de que caíssem, seus movimentos cheios daquela sensualidade perigosa que fazia o sangue de Carlos ferver. E o pior… é que ela já não fazia mais só pra ele. Fazia pro Julián. Durante a tarde, o Julián subiu o nível da humilhação. — Ei, Valéria, me ajuda com uns alongamentos? — perguntou, com a desculpa de que tava com dor nas costas. Valéria aceitou sem hesitar, sorrindo. Carlos observou com o estômago embrulhado enquanto o Julián se deitava no tapete e a Valéria se ajoelhava ao lado dele, ajudando com "os alongamentos", que logo viraram uma desculpa descarada pra se tocarem, pra Valéria montar nele, os peitos dela praticamente à mostra, o corpo contorcido em cima do Julián… enquanto Carlos observava, imóvel, humilhado e excitado ao mesmo tempo. Depois, o Julián a pegou pela cintura e a acomodou no colo dele enquanto viam TV. Valéria não resistiu.
Carlos, do outro sofá, observava os dois, a mandíbula travada, o peito tenso. Mas o pior foi quando Julián olhou diretamente pra ele e, sem um pingo de vergonha, disse: —Fica tranquilo, irmão. Só tô garantindo que sua mina se sinta… confortável na nova rotina dela. Valéria riu baixinho, mordendo o lábio, sem olhar pra Carlos, o corpo dela relaxado sobre Julián, como se já não houvesse conflito, como se as regras tivessem mudado. E Carlos sabia disso. O dia… ainda não tinha acabado. A tarde começava a cair, e a ideia veio, como sempre, de Julián. —Por que a gente não sai um pouco? — sugeriu, com aquele sorriso perverso que já tinha virado costume —. Um drink, um ar fresco… e, de quebra, todo mundo poder admirar como a Valéria tá gostosa hoje.
Carlos já sabia que se opor não adiantava nada. E Valéria… também não se opôs. Pelo contrário. Entrou no quarto — o quarto dela, pensou Carlos, com raiva — e saiu minutos depois vestida de um jeito que roubou o fôlego dele… e não do jeito bom. Ela usava um vestido preto, curto, colado no corpo como uma segunda pele, com fendas laterais que deixavam à mostra a pele bronzeada. O decote era profundo, tanto que os peitos dela pareciam prestes a escapar, e sem sutiã, a provocação era descarada. O vestido terminava bem acima dos joelhos, deixando as pernas longas completamente expostas. Sandálias altas pretas completavam o visual.
Ela estava penteada, maquiada, com os lábios vermelhos, o cabelo solto e aquele brilho nos olhos que Carlos já conhecia: provocação, submissão… e cumplicidade com Julián. — Ela não está uma gostosa? — disse Julián, posicionando-se atrás dela, apoiando as mãos nos quadris dela, como se já fosse dele. Carlos cerrou os punhos. Não disse nada. O caminho até o bar foi um suplício. Os homens olhavam para eles, os olhos cravados em Valéria, seus olhares descarados, alguns cochichando coisas ao passar. Carlos ardia de ciúmes… mas Julián parecia aproveitar cada segundo, orgulhoso, seguro, exibindo Valéria como se fosse seu troféu. Dentro do bar, as coisas não melhoraram. Valéria sentou-se entre os dois, cruzando as pernas, o vestido subia perigosamente, os peitos dela se destacavam, sua atitude era relaxada, descarada, curtindo a atenção masculina do lugar… e, acima de tudo, o desconforto de Carlos. Julián a envolveu pelos ombros, puxando-a para mais perto dele. — Assim que eu gosto… que o mundo veja o que a gente tem em casa — disse em voz baixa, o suficiente para Carlos ouvir. Valéria riu baixinho, mordendo o lábio, a mão dela apoiada na coxa de Julián, o olhar dela desviando de Carlos. E Carlos… só podia observar. O ciúme, a impotência e a porra do tesão o consumiam, enquanto, em público, a namorada dele se exibia e se entregava cada vez mais… sem precisar esconder nada. O clima no bar estava carregado de música, luzes baixas e olhares famintos. O vestido minúsculo de Valéria roubava todas as atenções, o corpo perfeito dela desfilando pelo lugar como um ímã para os olhares masculinos. Carlos não conseguia evitar sentir que todos os homens ali queriam o que era dele… ou o que costumava ser dele. E Julián… sabia disso. Depois de alguns drinks, Julián, com aquele sorriso torto e confiante, soltou a proposta. — Proponho um jogo — disse, virando-se para os dois, os olhos brilhando de malícia —. "Desafio público". Cada um fala um desafio para a Valéria… e ela escolhe qual cumpre. Carlos engoliu seco, tenso. Valéria riu, divertida, bebendo. um gole no copo dela. —O que você acha, love? — perguntou Julián, olhando descaradamente para Valéria, ignorando Carlos, como se a opinião dele já não importasse mais. Valéria concordou sem hesitar, os olhos brilhando de cumplicidade. Carlos sabia que se dissesse não, ia ficar de covarde. Sabia que se aceitasse, ia ficar exposto… mas não conseguia sair daquele maldito ciclo. Aceitou. Julián foi direto. Meu desafio é simples… — disse, se aproximando do ouvido de Valéria —. Levanta, dá uma volta pelo bar, e garante que todo mundo veja como você é gostosa… mas quero que você tire a calcinha antes. Carlos sentiu o coração cair no estômago. Valéria riu nervosa… mas não reclamou. Todo mundo esperou a segunda opção. Carlos não sabia o que dizer. Tudo o que ele pudesse propor parecia inocente perto da perversão do Julián. Gaguejou… e naquele gaguejo, perdeu. Valéria sorriu, como se já não tivesse mais dúvidas. — Fico com o desafio do Julián — disse, a voz suave… mas carregada de tesão. Carlos engoliu seco, o ciúme queimando como fogo no peito. Valéria, sem pressa, enfiou as mãos discretamente por baixo do vestidinho e, com um movimento sutil, tirou a calcinha preta minúscula, guardando na bolsa. Julián sorriu satisfeito. — Agora, vai andar — ordenou em voz baixa. E ela obedeceu. Valéria se levantou, caminhando pelo bar, as cadeiras se marcando sob o vestido, sabendo que estava completamente pelada por baixo. Os olhares seguiam ela, os sussurros acompanhavam… e Carlos só podia observar, imóvel, consumido pela humilhação e pelo maldito desejo. Sabia que a noite não tinha acabado. Sabia que o pior… ainda estava por vir. Valéria terminou a volta pelo bar, com os olhares cravados nela, os homens cochichando, alguns até passando a língua nos lábios ao vê-la passar. O vestidinho dela, sem calcinha, marcava cada movimento do corpo como se fosse um show montado só pra eles. Carlos rangia os dentes, o estômago embrulhado, a impotência ardendo. Mas Julián, satisfeito, não tinha intenção de parar. — Acho que é hora de levar o jogo para o próximo nível — disse, com um tom relaxado, como se estivessem na sala de casa —. Vem, Valéria. Julián a pegou pela cintura, fez ela sentar no colo dele, sem se importar com o que os outros pensavam. A mão dele deslizou devagar pela perna de Valéria, subindo até a coxa, brincando perto de onde o vestido já não cobria nada. — Quero que você mostre pra todo mundo como fica gostosa… sem se sentar feito uma mocinha boazinha — sussurrou, com aquela perversidade disfarçada que já era a marca registrada dele. Valéria entendeu na hora. Devagar, sem disfarçar, descruzou as pernas, abrindo levemente os joelhos enquanto continuava sentada em cima de Julián, o vestido subindo perigosamente, só o suficiente pra quem estava perto ver mais do que devia… talvez não tudo, mas o bastante pra imaginar. Carlos sentiu o calor subir no rosto. Os homens próximos olhavam descaradamente. Uns riam por baixo, outros nem disfarçavam os olhos devorando as pernas de Valéria, o decote dela, a atitude completamente provocante… e Julián, curtindo cada segundo. Carlos não conseguia se mexer. Não podia intervir. Sabia que se levantasse, só ia piorar. Sabia que, de algum jeito torto, já estava preso naquele jogo… e no fundo, por mais perverso que fosse, não conseguia desviar o olhar. Os minutos se arrastaram. Os olhares, os sussurros, as risadas… Valéria completamente exposta. Julián, dominante. Carlos… destruído por dentro. E ainda tinha a volta pro apartamento. E Carlos já sabia: a verdadeira humilhação… mal tinha começado. Os olhares no bar continuavam cravados em Valéria, o corpo dela exposto, a atitude sem vergonha, a cumplicidade entre ela e Julián cada vez mais escancarada… e a humilhação de Carlos subindo a níveis insuportáveis. Mas Julián não tinha terminado. Nem perto. Ele se inclinou pra Valéria, a mão deslizando perigosamente pela coxa à mostra, os lábios dela roçando a orelha dele. — Quer que esse jogo fique realmente divertido? — sussurrou com um tom sombrio, sem tirar os olhos de Carlos. Valéria sorriu, lábios entreabertos, respiração acelerada. Carlos percebeu. Aquela mistura de submissão e desejo no rosto dela o desmontava… e o destruía. Então, Julián virou-se para Carlos. — Sua mina vai fazer algo mais ousado… se você topar — disse, tranquilo, sem pressa —. Só quero ver até onde vai sua perversão, irmão. Carlos engoliu seco, o estômago queimando. Não respondeu, mas o silêncio dele já era uma rendição. Julián se levantou, puxando Valéria pela mão. Guiou-a até a pista de dança do bar, onde o clima era mais escuro, mas claro o bastante pra todo mundo ali ver. E lá, sem disfarce, Julián começou a dançar com ela. Mas não era uma dança inocente. O corpo dele colado no de Valéria, as mãos na cintura dela, descendo descaradamente pelos quadris. Valéria, provocante, se contorcia, os peitos roçando no peito de Julián, a bunda apertando contra ele cada vez que viravam. O vestido minúsculo mal cobria o essencial, e a cada movimento, subia um pouco mais.
Os caras ao redor olhavam sem vergonha. Uns assobiavam. Outros riam. E Carlos, do lugar dele, só conseguia olhar. A namorada dele. Se exibindo, provocando… completamente entregue ao jogo do Julián. E Julián, curtindo cada segundo, sem se importar com nada. Os minutos viraram uma eternidade. Carlos sentia o orgulho, o relacionamento… o mundo dele desmoronando. E, mesmo assim, não conseguia desviar o olhar. Sabia que a noite não ia terminar ali. Sabia que o verdadeiro inferno… esperava por eles em casa. O caminho de volta pro apartamento foi um silêncio pesado, carregado de tensão. Carlos dirigia com as mãos apertadas no volante, os nós dos dedos brancos, o estômago queimando de ciúme e frustração. No banco de trás, Julián e Valeria riam baixinho, cochichando coisas que Carlos não conseguia ouvir, mas não precisava de palavras… os olhares, os sorrisos e as carícias sutis diziam tudo. Chegaram no apartamento. Mal fecharam a porta, Julián assumiu o controle da situação, como se já fosse território dele. — Prontos pra terminar a noite? — perguntou, a voz relaxada, mas cheia de malícia. Carlos não respondeu. Valeria também não falou… mas a linguagem corporal dela dizia tudo. Tirou os saltos, andou pela sala descalça, o vestido preto minúsculo ainda colado no corpo, os peitos marcados, as pernas bronzeadas à mostra, o cabelo bagunçado pela dança e pelo clima do bar. Julián foi até a cozinha, serviu três doses de bebida. — Essa noite… não tem regras — anunciou, entregando os copos. — Só quero que a gente seja sincero sobre o que quer. Carlos bebeu em silêncio. Valeria fez o mesmo, o olhar desviando do de Carlos, focado em Julián. Os minutos passaram, o álcool esquentando o clima. E então, Julián se levantou. — Valeria… vem comigo — ordenou suave, estendendo a mão. Carlos observou, a mandíbula tensa, o corpo duro. Valeria não hesitou. Se aproximou, pegou a mão de Julián e o seguiu pelo corredor… direto pro quarto que costumava ser dela. Julián se virou por um segundo, olhou pro Carlos com aquele sorriso safado, torto, de vitória total. —Você decide, irmão… pode vir… ou ficar só olhando —falou, antes de fechar a porta.
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