Grávida e infiel. Parte 10

No capítulo anterior, recebi e respondi uns e-mails que o Dante me mandou, e eu tinha que decidir o que fazer. No dia seguinte, acordei num pulo quando vi que já eram quase 8 da manhã, preparei um mate com uns biscoitinhos que o Salvador tinha comprado e fui conferir se estava tudo pronto pra imprimir e entregar meu trabalho pro Salvador ou pro pai dele, o Rodas. Recebi uma nova mensagem do Dante, mas dessa vez vinha com uma foto junto. "Bom dia, gostosa... dormi pouco e nada pensando em você. Essa foto foi uma das primeiras que a gente tirou, lembra? Lembra onde a gente tava e pra onde ia? Te amo, minha linda Giuli" Eu fiz um esforço pra lembrar e respondi "Oi Dante. Essa foto a gente tirou no parque, a gente ia ver um show de uma banda de rock, não lembro o nome. Mas era o que a gente tinha em comum: sair pra ver bandas da região e ir em algum show de banda famosa de rock. Eu dormi a noite toda, sorte a minha. Se cuida" Terminei de tomar café. Arrumei a cama, organizei tudo e tava terminando de me trocar quando ouço baterem na porta. Me deu um arrepio na espinha. Achei que o Dante podia ter conseguido o endereço. Quando olhei pelo vidro da porta, vi o Salvador parado esperando. Abri. Salva: - Bom dia, gostosa Yulita. Eu: - Salvador... que surpresa... já tava saindo. Salva: - Trouxe uma coisa pra gente tomar café junto... Eu: - Já comi e tenho que sair cedo... Salva: - Espera... preciso falar com você. Só uns minutinhos... Eu: - Tá bom... - voltei pra cozinha - quer um café ou um mate? Salva: - Um mate tá bom - enquanto eu enchia a chaleira de novo e colocava no fogo - Yulita... preciso que você me diga o que a gente vai fazer... Eu: - Como assim? Salva: - Isso... essa possível relação nossa. Eu: - Olha... sei lá. É que... ontem à noite o Dante me escreveu e quer que a gente tente de novo... Salva: - Mas você já conhece o Dante, sabe do que ele é capaz e do que ele fazia... Cê acha que ele vai mudar?
Eu: — Pois é, não sei... porque também não quero criar meu bebê sozinha, ficar sem a ajuda dele...
Salva: — Você estaria comigo, love... eu te ajudaria em tudo. Nunca te deixaria, nem olharia pra outras mulheres, só olhei pra você desde que te conheci...
Eu: — É verdade o que o Dante me disse, que você se apaixonou por mim antes dele?
Salva: — Sim... a real é que na primeira vez que te cruzei no colégio ou no cursinho onde a gente estudava, foi amor à primeira vista. Eu tava com o Dante e falei: "Essa mina é uma gostosa". E meu amigo disse que você nunca ia me dar bola, porque era uma mina de quebrada.
Eu: — Ah... sim, sim... algo assim eu sabia...
Salva: — Que? Como cê soube? O Dante te contou?
Eu: — Sim, ele me disse que apostaram pra ver quem dos dois teria coragem de falar comigo, e ele falou que ia conseguir me conquistar, porque você não ia ter peito.
Salva: — Pois é... claro. Porque todo mundo me deu a fama de ser um playboy que procurava mina pra pagar... e nunca foi verdade. Acho que essa versão quem espalhou foi o Dante ou algum amigo dele. Pra nenhuma mina chegar perto de mim... especialmente você.
Eu: — Algumas das minhas amigas me falaram essa versão, mas eu não tava muito afim de focar em ninguém, eu ia pra estudar, mesmo vendo vários que namoraram naquele lugar e na minha sala.
Salva: — Sim... mas mesmo assim. O que eu quero dizer é que eu nunca fui, nem seria um cara ruim, mas sim um homem super amoroso e carinhoso com aquela mina que eu me apaixonei. Sempre estive apaixonado por você, Yuli.
Eu: — Valeu pelas palavras e pela sua sinceridade comigo... mas eu não posso fazer isso com o Dante... não dá mais. Vou tentar uma reconciliação.
Salva: — Cê tá falando sério?
Eu: — É que ele é meu marido, ele é o pai do meu bebê.
Salva: — Poderia ser eu. Eu poderia fazer esse papel de boa, de marido e pai pro seu bebê... por favor, Yulita.
Eu: — Não... falo sério, Salva... valeu por tudo, mas não, meu bebê tem o pai dele e eu tenho um marido...
Salva: — De novo eu tô destruído... de novo meu amigo ganhou e você escolhe ele.
Eu: — É... me desculpa. Mas eu preciso ir. Assim eu te entrego o que você pediu e...
Salva: — Yulita minha... por favor, não vai... é você que eu quero na minha vida, você e seu bebê — enquanto acariciava minha barriga e sentiu o movimento do meu bebê — uauuuu... parece que ele acordou... — ele sorriu enquanto continuava acariciando devagar.
Eu: — É, sim...
Salva: — Sabe de uma coisa?
Eu: — O quê? O que você tem pra dizer?
Salva: — Que uma vez eu ouvi num programa de pais e filhos que minha mãe via, que dizem que os bebês, enquanto tão dentro da barriga, faz muito bem falar com eles, cantar pra eles, e assim eles reconhecem as vozes.
Eu: — Ah, sim, sim... sabia disso e a gente já tinha feito com o Dante, de conversar com ele, e faz tempo que a gente não fala com nosso bebê.
Salva: — Ainda não escolheram o nome?
Eu: — Então, não... porque eu tinha muitos de menina, mas de menino não, não tenho nenhum em mente.
Salva: — Pois eu acho que te falei que, se um dia eu tivesse um filho, ele se chamaria Jeremias ou Baltazar.
Eu: — É... siiiim, adoro os dois nomes. Pra chamar de Jere ou Balti... são muito fofos... ai, ele mexeu... vamos ver... qual você prefere?? Oi, Baltazar, meu amor... não, não gostou?? E Jeremias?? Esse você gosta mais? — ele se mexeu com muito mais força — uauuuu... ele escolheu o nome dele, graças ao "tio"!!
Salva: — Eu daria tudo pra ser o pai dele... você gostou do nome que seu futuro papai escolheu...?? — falando com a barriga.
Sentindo os movimentos dele de novo, Salvador sorriu.
— Esses nomes, quando você falou, ficaram lindos na sua boca — ele se endireitou e acariciou meu rosto. Eu sorri pra ele e baixei o olhar. Ele levantou meu queixo de novo e me olhou nos olhos, chegou bem mais perto e me beijou. Me deu uns beijos curtos e depois foi aumentando um pouco a intensidade, e eu parei ele.
Eu: — Não, não... sério.
Salva: — Por favor... por favor, Yulita... meu amor...
Eu: — Não, não... preciso ir e com certeza mais tarde ele vem buscar minhas coisas...
Salva: — Não, não... fica uns dias. Mais pra cá... nesta casa e comigo
Eu: — Não, não por isso mesmo... não posso. Não consigo continuar com isso.
Salva: — Mas eu te amo, minha gostosa... você não sabe o quanto eu te amo
Eu: — Eu sei... e me dói não sentir o mesmo que você sente por mim. Obrigada por tudo isso. Mas preciso ir. Se cuida, Salvador...
Salva: — Precisa de mais alguma coisa?
Eu: — Não, não, obrigada... obrigada por tudo isso!
— me aproximei e abracei ele. Ele apoiou o rosto entre meu pescoço e meus ombros enquanto me abraçava e apertava mais contra ele
— bom... já deu — tentava me soltar dele, mas ele ainda me abraçava forte
— Vamos, Salvi... me solta... — ri
Ele me soltou e riu junto comigo
Salva: — Era assim que minha mãe e uma tia me chamavam quando eu era pequeno... me fez rir
Eu: — É, sim... eu também. Bom, "Salvi", tchau, se cuida
Fui até meu carro e fui pra gráfica imprimir.
CONTINUA...

0 comentários - Grávida e infiel. Parte 10