Vacaciones de soltero (parte 4)

Acordei tipo 9h, ainda com sono, mas tinha que desocupar o apartamento antes do meio-dia ou pagar mais um dia. E não pensava em ficar, queria seguir minha viagem como havia planejado logo depois de deixar a putinha da Vanina em Mar del Tuyú. Enquanto tomava café da manhã, comecei a procurar aluguéis em Villa Gesell e achei umas 500 opções, fácil, haha...

Falei com um cara sobre um kitnet, bem de frente pra praia. E me lascou um pouco o bolso, não vou negar... Villa Gesell é um pouco mais caro, mas as gostosas que tem por lá valem a pena. Pedi pro dono alugar pra mim por quatro noites, e minha mente tarada já tava pensando que eu ia sair daquele lugar com duas bucetinhas conhecidas. Não sei porquê, mas tava super confiante no meu poder de pegar putinhas casuais, sentia que tava voltando ao jogo depois de um tempo de namoros, e mais ainda com a raiva que a Vanina tinha me deixado.

Aliás, a Vanina tava me mandando mensagem e me ligando. Claro, pra deixá-la mais puta da vida, eu dava vácuo mas não respondia nada, e nas ligações então, nem se fala. Como eu não respondia, ela me mandou toda a justificativa do que aconteceu pra eu ler. Mas claro, não dei a mínima, além do mais era uma mentira atrás da outra. Chegou ao ponto de me pedir perdão por me tratar feito lixo, e depois se arrependia e pedia desculpas de novo. Mas nada me fazia mudar de ideia, e eu continuei sem responder.

Me instalei no apê, dormi um pouco e lá pras 14h levantei, comprei algo pra comer e fui pra praia. Comecei a olhar bundas loucamente, uma atrás da outra passando na minha frente. Gordas e magras, brancas e bronzeadas, de maiô ou biquíni... algumas com um fio-dental tão gostoso, que me dava uma vontade de ir lá, puxar e dar uma chupada que nem a polícia ia me tirar dali. Mas, enfim, me comportei bem até, olhando por baixo dos óculos escuros com o pau durasso enquanto esperava pra ver qual seria meu próximo passo.Vacaciones de soltero (parte 4)Fiquei um tempo na praia, entrei no mar pra me refrescar um pouco e pegar um sol, depois fui direto pro balcão do bar pra me acomodar ali e ver o que rolava. Tomei um drink, de boa, enquanto continuava vendo bundas e peitos passando. O foda é que muitas estavam de mãos dadas com algum otário, mas as mais safadas olhavam como se soubessem que a gente tava fazendo raio-X nelas.

Nisso, chega sozinha no balcão uma morena, com algumas tatuagens e aparentemente alguns anos mais velha que eu. Uma bunda bem chamativa de primeira vista, cabelo longo e preto ondulado, se aproximando com um sorriso bonito e uma bandeira do Brasil como pareo cobrindo a parte de baixo do biquíni. Obviamente só de ver já deu uma coceirinha no pau. Ela sentou à minha direita, deixando um banco de separação entre o espaço dela e o meu. Pediu um daiquiri de morango e ficou rolando a tela do celular, de vez em quando soltava um sorriso pra tela mas nada além.

Tomei coragem e falei: "Boa... o sol tá pegando hoje, né?". A quebra-gelo mais idiota, mas eficaz pra começar pelo menos uma conversa. Ela respondeu que sim, que gosta mas não aguentava mais. Me apresentei, ela disse que se chamava Laura, muito simpática às vezes, mas não largava o telefone. Num momento, ela percebeu que olhei pra mão dela e disse: "Desculpa... pareço mal-educada mas tô resolvendo uma coisa...", aí eu falei pra ficar tranquila e aproveitei pra puxar a soga: "Problemas com o namorado?".

L: Marido... e sim, bah não sei se são problemas mas meio repetitivo a parada, já me deixou meio cansada...

Y: Uhum... bom, não sei se vai querer falar comigo, ou talvez te deixo resolver em paz, não quero incomodar... - tentei empatar com ela mas já vendo que ia ser uma conquista difícil de encarar.

L: Não... não incomoda haha... a coisa é assim... - e ela começou a me contar um pouco da história dela.

Resumindo: o marido é um doente fanático do River, e no dia seguinte ia ter o superclássico em Mar del Plata. Ela tava organizando com os amigos pra ir de manhã e tava tentando convencer ela a ir, e a Laura não só não é fã desse time, como tá cagando pra futebol. Enfim, ela tava me contando que meio que tava discutindo com o marido por causa disso e ele disse pra ela ir sozinha com os amigos.

Sabem o que isso significa, né? Tinha que meter sexta a fundo, não podia perder uma oportunidade dessas, ainda mais vendo a gostosa que ia ficar sozinha na cidade. Mas claro, primeiro tinha que dar uma enrolada bem dada e fazer ela ficar à vontade.

Ela perguntou se a gente podia continuar a conversa na praia, porque ali no bar tava meio desconfortável, e eu disse que sim e fui com ela. Caminhamos alguns metros, não muito longe do quiosque porque eventualmente eu queria convidar ela pra outro drink. Ela estendeu a canga na areia e sentou, me contou que era do verão passado de uma viagem que tinha feito com o marido. Deu pra ver o bumbum lindo que essa morena tinha, as tatuagens na perna e na cintura. Um corpão daqueles, pra dar massa até o marido virar sócio do Boca...morenaContinuamos conversando sobre a situação e eu dizia que, se ele não estava interessado no jogo, era melhor ficar, além do mais os clássicos também costumam ficar pesados, sempre rola alguma correria e não valia a pena ele se expor.
L: Não é tanto o jogo que me incomoda, é que já é tipo o quinto ano que a gente vem pra praia e ele faz a mesma coisa. Cansei... sempre acompanho ele nos jogos, mas esse ano me enchi, que ele vá sozinho e eu fico aqui...
Y: Não... lógico, também tem que saber dizer não às vezes. Uma noite que você passe sozinha não dá nada, suponho...
L: Não dá nada, mas cansa... no fim a gente casa, sai de férias pra ficar com o parceiro e acaba priorizando o futebol.
Y: Bom, eu amanhã não vou pro estádio, se quiser te convido pra jantar... - e fechei a frase com uma risada, tipo "é brincadeira, mas se quiser não é brincadeira".
Laura acompanhou com um sorriso, e respondeu: "Olha, com a raiva que ele me fez pegar, sou capaz de te dizer que sim..."
Convidei ela pra outro daiquiri e acompanhei com uma caipiroska, já estava no jogo e se não fosse com tudo ela podia escapar. Ela aceitou o convite, continuamos conversando e ela me perguntou sobre meu estado civil. Contei sobre a situação com Vanina, decidi me abrir e buscar cumplicidade nisso de também sofrer com uma parceira que não quis me cuidar, mas sem contar sobre a experiência recente com Luchi. Ela me deu algumas palavras de incentivo, revelou que tinha 34 anos, porque percebeu que era mais velha que meus 25 anos, e que já tinha passado por uma situação assim, até com o atual marido.
Y: Perdoou porque têm filhos ou o quê? - perguntei já indiscretamente e em confiança.
L: Não, não temos filhos... eu não quero ter, na verdade perdoei porque não tô com vontade de começar de novo com alguém, tenho estabilidade financeira e se me separar, vou virar uma solteirona amargurada...
Y: Candidatos acho que não te faltam... - disse com um gesto bastante masturbatório da minha parte.
L: Não, claro que não... mas quando você chegar na minha idade, vai perceber que é uma masturbação conhecer alguém do zero Y: Mas você se separaria para se apaixonar de novo? No seu lugar, não sei... faria a minha, sem me comprometer com ninguém... L: Pode ser, é... você pode ter razão. Acontece que às vezes penso com cabeça de senhora - ela disse com um sorriso que iluminou seus olhos A conversa começou a ir para onde eu queria, estava tentando ela a se comportar mal na imaginação dela. E se conseguisse isso, poderia concretizar naquela treta que ela teria com o marido e mais a meu favor, usando o egoísmo do cara e os chifres que ela já tinha colocado antes. Passou mais uma rodada de drinks durante a conversa, o sol se pôs e ela disse que tinha que voltar para casa.FeriasL: Gostei muito da conversa, me diverti bastante - ela disse com um belo sorriso
Y: Obrigado... eu também adorei te conhecer... espero que seu dia amanhã seja tranquilo - jogando um pouco de gasolina na fogueira
L: Aquele convite para jantar ainda está de pé? - ela perguntou com certa malícia
Y: Sim, claro... se não te trouxer problemas, né! - respondi com entusiasmo
L: Nah... que problemas vai me trazer se ele só volta depois de amanhã, aqueles vagabundos de merda vão ficar em Mar del Plata... bom, você paga o jantar e eu pago o almoço.
Ela salvou meu número no celular e disse que me mandaria mensagem amanhã. Se levantou, me deu um beijo na bochecha e agradeceu pelos dois drinks que paguei pra ela. Enquanto ela ia embora, não pude evitar reparar no contorno daquela bunda linda que o pareo escondia, mas minha cabeça já estava viajando nas ideias. Tinha que esperar uma noite, ficar naquela neura pensando se era real mesmo que ela ia falar comigo ou não.

1 comentários - Vacaciones de soltero (parte 4)