Coração de Ouro - Parte 7 (final)

Foi difícil pra caralho. Pra todo mundo. Levou vários meses. A adaptação, digo.

Betina continuava sendo a estrela. Nossa estrela. A mulher linda do meu homem lindo. O meu papel era mais de coadjuvante, naquela dinâmica, mas eu me sentia bem e gostava. Me fazia feliz. Eu tinha proibição de transar com a Betina. Isso foi desde o primeiro dia. Ela era a mulher que satisfazia o Mario e isso me satisfazia também. Podíamos nos beijar, nos abraçar. Dar prazer um ao outro com a boca, tudo isso sim. Inclusive fingir que ainda éramos marido e mulher, se a Betina quisesse sair comigo ou eu com ela. Mas o sexo não me pertencia mais. Não com ela, pelo menos.

Eu satisfazia meu homem quando a gente queria, quando dava. O Mario não queria que a gente fizesse na frente dos meninos, por razões óbvias, então a gente tinha que dar um jeitinho. Mas a gente curtia. Geralmente na oficina, quando a Betina e os meninos estavam do lado em casa. Eu adorava satisfazer meu homem ali, no quartinho, só nós dois. Dizendo em voz alta tudo que não podíamos dizer em outro lugar. Fazendo com força o que não podíamos fazer em casa.

Todos os Tonelli se mudaram pra nossa casa, eventualmente. Fizemos um quarto legal pros meninos no quartinho extra. Ajudando todo mundo com uma grana, compramos duas camas e deixamos o quarto bem ajeitado. Ficou bom. Muito melhor do que onde eles dormiam na casa do Mario. Eu dormia no sofá. Pra falar a verdade não me incomodava, era bem confortável e eu dormia muito bem ali. Eu nunca tinha gostado, não totalmente, de tentar dormir colado, em contato físico com outra pessoa. Era muito difícil pegar no sono assim. Mas sozinho não tinha problema.

A Betina dormia com o Mario no quarto dele, onde devia estar. No lugar dela, que era na cama com seu homem, com seu macho. Eu sorria sozinho da sala quando ouvia ela gemer baixinho do quarto, imaginando como devia ser lindo o Mario comendo ela. E assim a gente vivia. Assim a gente era feliz. Alguns dos nossos vizinhos do quarteirão não quiseram nem saber, assim que descobriram ou adivinharam o que estava acontecendo na nossa casa, e foram se afastando e nos tratando diferente. Para a maioria, não importou.

Mas levamos meses, sério, até conseguirmos encontrar uma vida, uma rotina e um jeito de fazer as coisas que fosse confortável para todos. Até para os garotos. Mas no final, conseguimos.

As sextas-feiras eram a preferida de todos. Era como uma espécie de recreio que tinha se formado, quase sem querer, onde todo mundo se divertia. Nas sextas, depois do jantar e de nos prepararmos para dormir, Betina ia para o quarto dos garotos dar boa noite pra eles. E com isso quero dizer, dar as melhores noites possíveis.

Fazia tempo já que ela tinha nos contado, feliz e sorridente, que de vez em quando transava com o Mateo ou às vezes, algum dia quando podiam e estavam sozinhos, ela o agradava com uma bela chupada. E o Mario estava feliz em dobro. Porque o filho finalmente não tinha viado, como eu, e também por todos os detalhes que a Betina, safadinha, contava pra ele sobre como o Mateo comia ela gostoso e como ela também adorava. Ela tem um coração de ouro, a Betina. Sempre disposta a ajudar e a fazer as pessoas felizes. No começo não, mas logo essas sextas ela começou a atender o Diego também. Não podia deixar o mais novo de lado, pra ele não se sentir excluído. Acho que o Mario também ficou contente com isso, com essa espécie de terapia anti-gay que era a Betina e que ia servir pro Diego também.

E claro, os dois caras curtiam pra caralho. Mal podiam esperar que chegasse sexta-feira pra passar um par de horas gostosas no quarto deles com a Betina. Com a nova namorada-mãe.

Nessas duas horinhas, ou às vezes mais, era quando eu aproveitava que era sexta de recreio também e me deitava com o Mario no quarto, na cama grande, longe da vista dos garotos que estavam mais do que ocupados. Às vezes meu homem me comia e me fazia sentir sua mulher, às vezes nada. mas às vezes eu chupava ela e outras vezes a gente só ficava abraçado, se beijando e conversando sobre nossas coisas.

Lembro de uma sexta-feira à noite que foi quase típica, como eram quase todas as nossas sextas. Eu estava na cama com o Mario, os dois pelados. Ainda sentia a sensação gostosa da porra que ele tinha deixado na minha bunda há pouco. Mas agora estávamos calmos e relaxados. Meu homem me abraçou por trás, com aqueles braços divinos, me acariciava e me apertava contra ele. Dava beijinhos suaves no meu ombro e eu suspirava baixinho de prazer.

Os dois estávamos escutando, com muita atenção, o que acontecia do outro lado do corredor no quarto dos jovens.

"Pra mim os garotos primeiro...", falei baixinho, beijando uma das mãos dele que eu tinha na minha.

"Não, pra mim é a Beti.", ele respondeu suave no meu ouvido.

Assim a gente brincava, apostávamos quantias ridículas de dinheiro que nenhum de nós tinha, pra nos divertir. Apostávamos pra ver se conseguíamos ouvir quem gozava primeiro em quem no outro quarto. Eu sempre dizia que ia ser um dos garotos, confiando na minha linda Betina e nos seus encantos. Mario, pai orgulhoso, queria sentir que os filhos faziam a mulher deles gozar primeiro, que ela não ia aguentar... Tinha chegado um ponto que parecíamos uma casa de apostas online, com desafios cada vez mais ridículos, como tentar adivinhar o que eles estavam dizendo, em que posição estariam... parecíamos estar fazendo aquelas apostas mirabolantes sobre em que minuto iam marcar um gol com o pé esquerdo e esse tipo de desafio.

Às vezes eu ganhava, às vezes ele. A maior parte do tempo era ele. Eu já devia uns seis milhões de dólares, mas ninguém tava contando. Uma vez, outra sexta, não essa, no escuro do nosso quarto nos olhamos cúmplices e entre risadinhas nos levantamos. Saímos de casa e sorrateiramente na escuridão da noite, demos a volta na casa e ficamos espiando pela janela dos jovens. Nunca queríamos fazer isso, na verdade, aquele era o tempo deles três. O tempo privado deles. Mas não conseguimos nos segurar.

Discretamente, os observamos de fora; por sorte, tinham o abajur aceso. Sobre uma das caminhas, ajoelhada e com as mãos no colchão, estava a figura suave e esguia de Betina, já nua para eles. À sua frente, Mateo estava recostado contra a parede, meio sentado, e com uma mão acariciava o cabelo de Betina enquanto guiava sua cabeça, fazendo-a subir e descer a boca em seu pau. Atrás de Betina, Diego havia se posicionado, e quase morremos de rir com Mario. Ele havia se grudado nela como um carrapato. Diego já estava bem grande. Com suaves empurrões dos quadris, estava enchendo o cu de Betina com seu pau, mas o garoto fazia uma cara de prazer, mordendo os lábios e curtindo a sensação e o esforço que, para nós, foi hilário.

Ficamos ali olhando, espiando por um tempo. Eles eram lindos, os três.

Mario havia dito aos garotos, e também à Betina, que a buceta dela estava proibida. Que a vagina de Betina era só para ele, para evitar acidentes. Não disse explicitamente, mas ficou bem claro, claríssimo, para todos nós, que se alguém fosse engravidar minha mulher, seria ele. Os garotos aceitaram de boa. Betina às vezes nos contava das coisas que fazia com eles nas sextas-feiras de recreio no quarto deles. Contava como adorava chupar os paus deles, sentir como a faziam engolir a porra ou pintar sua cara. Os garotos, claro, adoravam. Se recuperavam um pouco e partiam para um segundo round, que era o que havíamos espiado naquela vez, com certeza.

Betina ficava de quatro sobre uma das caminhas, arteira, linda e sedutora, oferecendo, presenteando seus quadris largos, seu bumbum grande e divino, coroado por aquela cinturinha… e os caras explodiam de tesão, ela nos dizia. Primeiro um, depois o outro, usavam bem o cu da minha mulher e o enchiam legal, de pau e de gozo. Nunca, Betina nos disse, e acreditamos nela, nunca eles haviam… Animado a desafiar o decreto do pai de penetrá-la na sua buceta.

Nunca, nos pareceu a mim e ao Mario, até essa noite em que estávamos abraçados ouvindo eles da nossa cama. Esperando a resolução da nossa aposta. Estávamos atentos, escutando, nos acariciando, quando a primeira coisa que ouvimos foi a vozinha da Betina, trêmula e cheia de prazer, gritando num orgasmo longo, com o som abafado das nossas portas fechadas. Nos olhamos, eu e o Mario. Uns segundos depois, ouvimos os gemidos dos dois garotos, quase ao mesmo tempo, se juntando aos dela.

Não sabíamos, não tínhamos como comprovar, mas sem precisar dizer nada, só com o olhar, concordamos. Aquilo soou suspeitosamente como o som de uma mulher bem, bem comida, nos dois buracos ao mesmo tempo. E nunca tínhamos ouvido os garotos terem seus orgasmos juntos. Muito suspeito. Rimos e dei um beijinho no Mario, esticando o pescoço para alcançá-lo. Os garotos às vezes são arteiros. A Betina sempre negou, até hoje, mas nós não acreditamos. Qual dos paus quebrou o decreto, isso nunca soubemos.

Com o tempo os garotos cresceram e saíram de casa, para fazer sua vida. Primeiro o Mateo e uns dois anos depois, o Diego. Ele sim, aproveitou esses dois anos de ter a Betina só para ele nas sextas, sem dividir com o irmão mais velho. Aproveitou mesmo. E a Betina também. Ela nos disse que o Diego tinha uma enorme, quase como a do pai. Maior que a do Mateo. E eu sabia, embora nunca tivesse dito, o tamanho da do Mateo. Então tinha uma ideia.

O Mateo terminou o colégio e entrou na Força Aérea. O Mario morria de orgulho, nunca o tinha visto tão feliz. O Mateo era um cara inteligente e capaz, entrou fácil e começou a fazer carreira lá. Mandaram ele pra longe, para uma base em Trelew, e de vez em quando vinha nos visitar, quando tinha alguma folga que coincidia com algum feriadão. Adorávamos vê-lo de novo, mas ele nunca mais fez nada com Betina. Já estava maior, mais bonito e igualmente divino. Ainda tinha aquela parte sensível que, por sorte, o pai não conseguiu destruir. Uma das vezes que veio nos visitar, Mario pediu que fôssemos à oficina ao lado buscar umas coisas e, enquanto fazíamos isso, ficamos conversando a sós. Mateo me disse com um sorriso, pedindo meu silêncio de novo, que estava saindo com um cara da região perto da base. Sorrindo, tão feliz que eu o vi, me disse que gostava muito dele. Que acreditava que, apesar de tudo, poderiam vir a ser algo mais, se desse certo. Quase começou a chorar quando me contou como estava feliz, que não conseguia acreditar no que era poder amar alguém daquela forma. Nos abraçamos forte ali na oficina, longe da vista de todo mundo. Dei um beijão na bochecha dele e, pra zoar um pouco, uns beijinhos rápidos que o fizeram dar risada enquanto nos acariciávamos suavemente. Não foi sexual, foi entre duas pessoas que entendiam as particularidades uma da outra e se gostavam muito. Na nossa intimidade, naquela e em outras vezes que ele voltou, Mateo sempre me dizia que ter conversado comigo naquela vez o ajudou muito. Que em algum momento ele contaria ao pai. Ou não, aí já era problema dele. Mas sempre agradeceu meu amor, meu carinho e meu apoio quando precisou. Cara fofo e lindo, quase me fazia chorar de emoção toda vez que agradecia pelo que eu tinha feito por ele. Sei que ele vai fazer muito feliz quem estiver ao seu lado, seja do gênero que for. Diego também acabou indo embora. Ou melhor, Mario terminou "dando um pé na bunda" dele de forma amigável. Não queria que o cara se acostumasse a viver bem e comer gente à vontade em casa. Ele tinha razão, apesar dos métodos. Diego conseguiu um emprego numa empresa de transporte e se mudou pra San Justo. Às vezes, em algum fim de semana, ele voltava pra nos ver e passar um tempo com Betina, se o pai permitisse. E o pai sempre permitia. Diego não é um cara ruim, de jeito nenhum. Mas dá pra ver que ele é bem diferente do Mateo. Diego é mais parecido com o pai. Mais machão, mais do tipo que eu a... Eu tenho mais comprido, mais brutão. E o doce do Mateo é mais sensível, uma doçura de menino que só é preciso saber descascar para ver. Mais inteligente também. Mais em sintonia com seus sentimentos. Mas os dois são lindos à sua maneira.

Quando os meninos foram embora, facilitou tudo para nós. Compramos uma cama de casal mais larga e começamos a dormir ali os três, Betina, Mario e eu. São tantos detalhes sobre como fazemos as coisas e como nos fazemos felizes que seria impossível contar todos. Com a Betina, por exemplo, adoramos quando na nossa cama cercamos nosso macho. E entre os dois com nossas bocas satisfazemos tanto seu pau ereto, suas bolas tão cheias de porra. Sempre tão cheias. Se ele goza ali, brincamos de nos limpar e lamber a porra do rosto um do outro. É lindo.

Às vezes o Mario, de tão bom que é, deixa a Betina e eu brincarmos um pouco. De nos amar como costumávamos fazer. Sem chegar a transar, claro. A buceta da minha mulher é do meu macho, não minha. Isso eu sei bem. Mas adoro quando nós duas nos chupamos mutuamente, como gostávamos de fazer às vezes. Adoro sentir sua boca macia e amante em volta do meu pau enquanto provo o gosto delicioso da sua buceta. O Mario gosta de nos observar, isso o diverte. O excita. Às vezes até o excita tanto nos ver assim que ele não aguenta mais. Ele se põe atrás da sua mulher e mete para que ela sinta aquele pau também. A Betina vai ao céu com minha língua e o pau do Mario. Eu, para ajudá-lo, também não consigo me segurar. Vejo aquelas bolas enormes, tão cheias de sêmen, balançando suavemente na frente do meu rosto. Me estico e começo a chupá-las. Para ajudá-lo a gozar, como se ele precisasse de ajuda com uma mulher como a Betina. Ele sempre a enche quando estamos assim, muito e rápido, e a doce da Betina deixa que a iguaria requintada saia devagarzinho de seu interior. No meu rosto. Na minha boca. As duas o esperam tão contentes, tão famintas.

Mas tem uma coisa que fazemos que me deixa louco. De prazer. De felicidade. De êxtase. Me deixa louco de verdade, ou louca, como diria o Mario.

É quando a Betina deita na minha frente e abre as pernas. Ela tem essa barriguinha de grávida linda que eu não consigo parar de olhar e acariciar. Eu chupo a bucetinha dela com suavidade, amando-a e satisfazendo minha mulher linda. E de repente sinto meu homem por trás, pressionando o pau dele na minha bunda até entrar lindamente. Já não custa tanto como antes, quase não custa nada. Me sinto tão cheio do meu macho que me estremece. E quando minha língua faz a Betina gozar docemente, e ela me pede para parar, aí é quando me estico e amo a barriguinha inchada dela. Tentando já sentir e amar o bebê lindo que tem dentro, que o Mario fez nela há alguns meses. Eu acaricio, beijo, até dou lambidinhas que nela fazem cócegas e a fazem rir. Como eu adoro esse bebê que não conheço. Como eu adoro ela. Como amo meu macho, que me enche e me dá tanto prazer. A única coisa que não posso dar a ele é um filho, como a Betina pode, mas todo o resto eu dou.

No final de tudo, acho que a semente de toda nossa felicidade, desde o começo, a Betina teve. Por ser como ela é. Por marcar o caminho pra gente, de alguma forma. Tudo que me faltava para finalmente ser feliz foi seguir o exemplo dela. O exemplo do coração de ouro dela e me entregar sem condições aos outros.

Se os outros são felizes, eu sou feliz.

1 comentários - Coração de Ouro - Parte 7 (final)

Al final termino siendo rolo de marico, y la mujer después de santa una rolo de puta, y resulta que Mario también es rolo de marico, viejo la cagaste con esta historia.