O calor dentro do Ă´nibus era insuportável. MartĂn tinha subido quase por Ăşltimo, mochila no ombro, procurando o assento 14A. Exatamente quando sentou, viu ela chegar. Ruiva, cabelo liso preso num coque alto, lábios grossos pintados de vermelho suave. Uma calça jeans que marcava a bunda dela como se fosse uma provocação pessoal. A blusa branca, semiaberta, deixava entrever o canal de uns peitos firmes que pareciam pedir para ser chupados. —Com licença, este Ă© o 14B? —perguntou, com uma voz suave mas decidida. —Sim, claro —disse ele, levantando-se para deixá-la passar. Quando sentou, as pernas deles se roçaram. MartĂn sentiu a eletricidade na hora. Ela tambĂ©m. Ajeitou-se, pegou o celular, mas nĂŁo parou de olhar para ele de canto. Um olhar descarado, atrevido. Durante o trajeto trocaram algumas palavras. Nome, cidade, o que faziam. Ela se chamava Clara. Estava visitando a irmĂŁ. Tinha uma risada fácil e um olhar intenso. Numa curva da estrada, o Ă´nibus balançou. Clara caiu para cima dele, apoiando a mĂŁo na coxa dele. —Ai, desculpa… —disse, mas nĂŁo se afastou na hora. MartĂn percebeu como a mĂŁo dela tinha ficado perto demais da virilha dele. E que ela sabia disso. O desejo era evidente. Ao chegar, ela desceu primeiro. MartĂn achou que era sĂł isso, um encontro rápido. Mas ao virar, encontrou ela esperando por ele. Estendeu o celular. —E se a gente dividir o assento de novo, mesmo que nĂŁo seja num Ă´nibus? MartĂn escreveu o nĂşmero. Se despediram com um sorriso, mas os dois sabiam que algo tinha começado ali. Algo quente. Algo inevitável. Naquela mesma noite, ela escreveu pra ele: > “NĂŁo consigo dormir. VocĂŞ tambĂ©m tá pensando no que nĂŁo aconteceu?” Ele respondeu: > “Sim. Na sua boca. No seu cheiro. Em como a calça jeans te apertava…” Os dias seguintes Ă viagem foram uma mistura de ansiedade e tesĂŁo contido. MartĂn checava o celular a cada hora. Clara nĂŁo falhava: escrevia toda noite, como um ritual. Primeiro foram mensagens suaves. > “Hoje usei a calça jeans que tava usando no Ă´nibus… lembrei de como vocĂŞ olhava pra minha bunda." Depois, mais ousados. > "Acabei de entrar no chuveiro... quer imaginar que parte estou ensaboando?" Uma noite, MartĂn recebeu uma foto. Clara, na frente do espelho. Sem roupa. Cabelo molhado, mamilos duros, uma mĂŁo abrindo a pussy.
—"Isso Ă© o que vocĂŞ perdeu no assento 14B" —ela escreveu. MartĂn nĂŁo soube se respondia ou se batia uma na hora. Acabou fazendo as duas coisas.
Mandou uma foto também. A pica dura, tirada de cima, com a mão apertando ela.
Clara respondeu:
> "Mmm… quero engolir essa pica. Quero sentar em cima de você igual no ônibus… mas sem roupa."
A tensão era insuportável. O desejo crescia. Não podiam se ver por causa da agenda, mas isso só aumentava o tesão.
Uma noite, fizeram videochamada.
Clara apareceu na cama, de lingerie. Foi se despindo na frente dele, devagar, provocante, falando baixinho:
—Olha como eu tô por sua causa… Você bate uma quando pensa em mim?
MartĂn nĂŁo respondeu com palavras. SĂł focou a câmera na pica dele, enquanto ela se tocava no clitĂłris com dois dedos, mordendo os lábios.
—Goza em cima de mim, papi… quero sentir seu leite escorrendo, mesmo que seja na tela…
Gemidos. Respirações ofegantes. Ele gozou. Ela também.
Depois ficaram em silĂŞncio, se olhando, rindo igual dois adolescentes tarados.
—Vou te comer tão gostoso quando te ver —prometeu ele.
—E eu vou te deixar sem alma —disse ela—. Mas ainda não… quero que você me deseje mais.
E desligou.
MartĂn ficou com o coração batendo igual um tambor. Nunca tinha desejado tanto alguĂ©m que ainda nĂŁo tinha tocado.
Dia apĂłs dia, o jogo continuava. Clara mandava fotos ao acordar: peitos de fora, rabĂŁo natural, dedos entre as pernas.
De tarde, gravava áudios:
> "Hoje sentei na cadeira e me toquei pensando em vocĂŞ. Enfiei dois dedos. Gozei gemendo seu nome. Quero que vocĂŞ me arrebente toda."
MartĂn batia uma atĂ© duas vezes por dia sĂł lendo as mensagens e fotos dela.
Mas já não era só desejo. Começavam a se conhecer. Contavam coisas um pro outro. Riam juntos. Tinha algo além da putaria.
Uma noite, ela escreveu:
> "Não sinto isso com ninguém. Me sinto uma puta pelo que te falo… mas também sinto que só você me entende."
MartĂn nĂŁo respondeu na hora. SĂł sorriu. Algo estava se formando. Quente, escuro… e talvez real.
—Quero te ver agora —disse MartĂn, com a voz trĂŞmula de ansiedade.
Clara nĂŁo hesitou.
—Me fala onde e vou agora mesmo. Tô molhada desde que abri os olhos.
Passou o endereço. Um apartamento pequeno, mas limpo, com luz quente. Colocou uma toalha na cama e baixou as persianas. Não queria que nada atrapalhasse o que ia rolar.
A campainha tocou, MartĂn abriu. E lá estava ela.
Clara, jeans justos, regata preta sem sutiã, os bicos marcando descaradamente. Cabelo solto, lábios brilhando. Uma puta feita arte.
—Oi, papai —disse, entrando sem pedir licença—. Sentiu minha falta?
NĂŁo deixou ele responder. Beijou ele como se fosse seu oxigĂŞnio. LĂnguas desesperadas, mĂŁos explorando, respirações ofegantes.
MartĂn apertou a bunda dela com força e a empurrou contra a parede.
—Você é tão gostosa que minha pica dói desde que te vi naquele ônibus de merda…
Ela riu, tirando a camisa dele.
—E sabe o quê? Vim com a calcinha encharcada. Porque sabia que dessa vez você ia me comer como eu mereço.
Ele beijou ela de novo. Levantou ela e levou pra cama.
Arrancou o jeans dela. Nada de calcinha.
—Você é uma filha da puta —murmurou ele, ajoelhando-se.
Abriu as pernas dela e começou a lamber a buceta dela como se tivesse sonhando com aquele gosto há anos. Clara gemia, se contorcia, apertava o cabelo dele.
—Sim, papai! Me chupa toda, enfia a lĂngua! MartĂn nĂŁo parou atĂ© fazĂŞ-la gozar com espasmos, o rosto enterrado na sua virilha, todo encharcado.
Depois se levantou, baixou a calça e o pau saiu duro, brilhando, pulsando.
Ela engoliu ele inteiro.
—Mmmmmm…! Ai, isso é meu agora! —ofegou, enquanto olhava pra ele de baixo com os lábios cheios de saliva e porra pré-gozo.
MartĂn colocou ela de quatro, cuspiu na buceta dela e meteu inteira, de uma sĂł vez. —AHHH! Isso! Me arrebenta, papai, faz de mim sua putinha! Sons obscenos enchiam o apartamento, gemidos, ofegos animais. Ele puxou o cabelo dela, comeu ela como uma fera, como quem cobra uma dĂvida atrasada. —VocĂŞ nĂŁo pode gozar ainda! —ela disse— Agora no cu, agora, agora!
Cuspiu no cu dela, preparou rápido e meteu com tudo. Clara gritou como se tivessem arrancando a alma dela... e ela adorava. Se tocava enquanto ele partia ela por trás, atĂ© os dois gozarem, suando, tremendo, enchendo ela. Ela se jogou de barriga pra cima, ofegante. —Isso foi melhor que todas as fantasias juntas... MartĂn deitou do lado, ainda ofegante. —E olha que a gente sĂł começou. Ela beijou ele. —Fica comigo hoje Ă noite. E amanhĂŁ. E no fim de semana. E depois a gente vĂŞ. E ele soube que nĂŁo queria mais soltar ela. Clara nĂŁo voltou pra casa dela naquela noite. Nem na seguinte. Nem na seguinte. Em questĂŁo de dias, já tinha a escova de dente dela no banheiro, calcinha na gaveta e uma escova de cabelo esquecida no criado-mudo. —E se eu ficar? —disse ela, com uma piscadinha—. Afinal, vocĂŞ já tem serviço de boquete incluĂdo. MartĂn riu, mas no fundo adorava. Ter ela por perto, tocar ela, cheirar ela, comer ela quando quisesse. Tava preso no prĂłprio paraĂso carnal dele. Naquela manhĂŁ, Clara saiu do chuveiro enrolada numa toalha, o cabelo escorrendo, a pele ainda molhada. MartĂn olhou pra ela e disse: —Volta pra dentro. —HĂŁ? —Pro chuveiro. Mas comigo. Ela nĂŁo disse mais nada. Ele tirou a roupa e entrou atrás dela. A água ainda caĂa quente, enchendo o espaço pequeno de vapor e tensĂŁo. MartĂn encurralou ela contra a parede de cerâmica. Abriu a toalha dela e mordeu o pescoço dela, chupou os peitos dela, enquanto as mĂŁos dele percorriam ela como se tivesse que redescobrir ela todo dia.
—Tá tĂŁo molhada que nem sei se Ă© água ou buceta —ele disse, baixando a cabeça e enfiando a lĂngua entre as pernas dela. Clara agarrou o cabelo dele e gemeu alto. Gozou em segundos, mas nĂŁo era suficiente. Ele levantou ela, encostou na parede e enfiou a rola atĂ© o fundo, enquanto a água caĂa nos corpos dos dois. —Isso, me come assim, me molha toda, me enche inteira! —ofegava Clara. MartĂn montou nela com força, igual um bicho. Depois baixou ela, colocou de joelhos e gozou na boca dela, vendo ela engolir tudo com um sorriso de deusa safada. —Mmm… bom cafĂ© da manhĂŁ, papai, porra gostosa. Mais tarde, já meio vestidos, Clara entrou na cozinha enquanto ele preparava cafĂ©. Ela chegou por trás, baixou a calça dele e agarrou a rola por trás. —De novo? —perguntou ele, meio rindo. —Sempre —disse ela, mordendo o pescoço dele. Baixou a calcinha fio dental, subiu na bancada, abriu as pernas e olhou desafiante.
—Coloca. Aqui. Já. MartĂn nĂŁo hesitou. Enfiou na buceta dela de uma vez, enquanto o cafĂ© pingava, esquecido. Foderam em cima da bancada, os pratos tremendo a cada sacudida. Clara cavalgava com força, os peitos balançando, mordendo os lábios pra nĂŁo gritar.
—Adoro quando você me fode assim em todo lugar! Quase me assusta o quanto eu preciso de você!
Quando gozou, molhou a madeira da mesa. MartĂn levantou ela, colocou de quatro no chĂŁo e enfiou a pica no cu dela, enquanto ela se tocava no clitĂłris e dizia:
—Me dá tudo, me arrebenta, papai, me faz sua de novo! E quando terminaram, riram nus no chĂŁo, suados, exaustos. As horas passavam entre as fodas. Viviam nus, quentes, viciados. Mas por trás desse paraĂso de carne e gemidos, algo se mexia… Uma notificação no celular da Clara, uma mensagem de um nome masculino. O MartĂn viu. Leu. Franzindo a testa. —Quem Ă© Santiago? Clara ficou em silĂŞncio, mordendo o lábio. —Depois te conto… E assim, enquanto os corpos continuavam se encaixando perfeitamente, o passado começava a espreitar pela porta.
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