Minha mãe e o namorado negro (Cap. 21) Final

Assim que a vi, peguei a Ruby pelo braço e quis dar meia-volta, mas ela me segurou com carinho entre as mãos e, me olhando com ternura, disse:
Ruby: Não tenha medo, estou com você, é hora de encará-la…
Eu soube que tinha chegado o momento que tanto temi, então continuei andando com a Ruby e, de repente, minha mãe nos viu e, assim que fez isso, se aproximou e disse:
Mãe: Filho, quanto tempo e vejo que não está sozinho
Eu, de má vontade, respondi:
— Ah, oi, é, que bom ver que você está bem
Então a Ruby me olhou com um pouco de tristeza, eu soube que ela tinha notado meu desconforto. Aquele cara olhava pra Ruby com olhos de desejo, dava pra perceber através dos óculos dele, ele sorria de forma maliciosa como quem diz “vou tirar ela de você, já ganhei uma vez e vou ganhar de novo”. Então minha mãe quis me abraçar, mas eu a parei e falei:
— Não ousa me tocar, te peço pelo amor de Deus
Então minha mãe fez uma careta e disse:
— Você continua sendo o mesmo patético e rancoroso de sempre, vejo que não aceita, não aceita que agora eu sou feliz… como nunca fui com o inútil do seu pai
Com essas palavras, eu soube que minha mãe continuava a mesma de sempre. Por um momento, guardei a esperança de que ela mudaria, mas parece que só piorou as coisas
— Fico feliz que você não está mais em casa, agora sim posso ser livre
Então a Ruby interveio e, com energia, respondeu:
Ruby: E nós estamos felizes que a senhora libertou seu filho do inferno onde ele vivia
Então minha mãe mudou a expressão para uma furiosa e tentou bater na Ruby, mas eu a segurei e empurrei, fazendo com que ela caísse junto com o menino que carregava nos braços. O menino começou a chorar e, então, aquele cara partiu pra cima de mim e começou a me bater, mas dessa vez eu não fiquei parado e revidei com a mesma força, porque a academia tinha me ajudado a aumentar minha força muscular. O povo começou a nos rodear enquanto uns assobiavam, outros gritavam e outros só aplaudiam
Mas então, eu consegui ver a Ruby tentando me separar daquele cara e chorando Desconsoladamente, assim que me afastei daquele sujeito, a Ruby me abraçou tentando me acalmar.
Ruby: — Por favor! Já chega, eu te imploro!

Aí aquele cara falou:
Ele: — Isso não vai ficar assim! Você vai me pagar, idiota!

Mas aí minha mãe disse:
Mãe: — Deixa ele, love! Ele tá com ciúme porque você sempre vai ser superior a ele!

Então eu respondi:
— Espero que você seja feliz! Eu já tenho tudo que preciso com a Ruby!

Ruby e eu fomos embora de volta pro nosso apartamento. Quando chegamos, ela cuidou dos meus ferimentos, porque eu tinha terminado bem machucado depois da briga com aquele cara.

Nos dias seguintes, não soube mais da minha mãe e me concentrei no meu mundo com a Ruby e em tudo que eu tinha pra fazer com minhas várias ocupações. Passou quase um ano, e a Ruby me perguntou se não seria uma boa ideia denunciar o que tinha acontecido naquela noite. Eu não queria dar esse gosto pra aquele sujeito, porque sabia que só ia dar importância pra ele, mas ela disse que tinha investigado e encontrado vários negócios ilícitos daquele cara. Então decidi que seria uma boa ideia fazer a denúncia.

Uns dias depois, saiu no noticiário que aquele sujeito tinha sido preso durante uma operação policial e que o filho que ele teve com minha mãe tinha sido dado pra adoção, porque encontraram minha mãe em situações comprometedoras que não eram adequadas pra criança. No dia seguinte, recebi uma mensagem da minha mãe:

“Chegou a esse ponto o seu ódio, que você teve que tirar de mim a única felicidade que eu tive na vida. Espero que esteja feliz, sei que foi você quem denunciou meu amigo e namorado.”

Não liguei pra isso e decidi seguir em frente. Passaram quase cinco anos e não soube mais da minha mãe. Eu tinha começado a trabalhar depois de me formar na faculdade. Aí um dos meus colegas de trabalho disse que uma mulher estava me procurando e que era urgente eu ir. Pensei que fosse alguma cliente ou amiga da faculdade. Quando saí, me deparei com minha mãe. O tempo tinha cobrado o preço dela, e ela estava acabada. Bastante acabada. Quando me viu, se ajoelhou na minha frente e pediu perdão enquanto chorava. Disse que a atitude dela de uns anos atrás não existia mais, que tava muito arrependida e que sentia minha falta. Falou que as drogas que usava fizeram ela agir daquele jeito e que não sabia o que tinha acontecido pra esquecer o amor que sentia por mim, mas que queria recuperar o tempo perdido. Disse que queria me convidar pra um café, e a Ruby também, que queria me mostrar o arrependimento dela e que faria de tudo pra recuperar minha confiança e meu amor.

Fiquei com tanta pena que aceitei o café. Falei pra ela que avisaria assim que pudesse pra gente se encontrar. Quando cheguei em casa, a Ruby e nosso bebê estavam na sala dançando felizes. Quando me viu, a Ruby me abraçou e me beijou, e nosso bebê fez o mesmo, soltando risadinhas. Eu cumprimentei os dois com a mesma emoção.

Naquela noite, contei pra minha esposa, e ela disse que, se eu tivesse de acordo, não tinha problema nenhum e que aceitaria de boa. No dia seguinte, liguei pra minha mãe e marquei o dia e a hora em que a gente podia se encontrar.

Quando chegou o dia, eu e a Ruby chegamos na cafeteria onde a gente tinha combinado a reunião, e minha mãe já tava sentada lá, com a aparência acabada. Ela nos cumprimentou com um sorriso e aí a gente começou a conversar. Ela contou que, desde que prenderam aquele sujeito e tiraram o bebê dela, se sentia sozinha. Disse que tinham fechado a boate onde aquele cara era sócio e que, por causa disso, ela tinha perdido o emprego e não tinha muito dinheiro pra sobreviver. Falou que não tava dizendo aquilo pra dar pena nem pra gente ajudar, porque entendia que a atitude dela dos anos passados cobraria seu preço e que entendia se a gente não quisesse ajudar. Mas disse que só queria poder quebrar o rancor e ter uma boa relação com a gente.

A Ruby falou por mim, e a gente decidiu perdoar ela e ajudar com um apartamento e dinheiro pra ela poder viver. A relação com minha mãe voltou a ser como quando eu era criança, cheia de amor e paz. Minha mãe, com o passar dos anos... Seguiu terapia e o estado dela melhorou bastante.

9 comentários - Minha mãe e o namorado negro (Cap. 21) Final

Bueno veo que termino bien, volvieron a saber de ese tipo? Y tú mamá consiguió otro novio?
@MaskedCuckson ya wey? Cómo vas?
@Dourweld va a tardar un poco bro hay personas que están muy ocupadas
@MaskedCuckson me gustaría leer la siguiente parte a esta que podría ser que el amo de Angélica y tu madre también haga su puta a tu novia ruby me encantaría verlo 😚
Jajajajajjaaj que tenia 80 porfavor el tipo era un don nadie como se va dejar de ese tipo
Bueno al final no la ubiera perdonado la ubiera demandado
SDan98
Yo opino lo mismo, en otro caso ni perdón hubiera dado
ASH662
QUE PASO CON LA ANGELiCA SE LA COMiERON LOS GATOS?
Ufff referencia