(Desculpem, eu estava meio ausente por causa das coisas da vida. Volto com os relatos e, como sempre, espero que gostem)
Quando terminei o colégio em Lima, não tinha muito bem planejado o que faria depois. Nunca parei pra pensar realmente qual era o caminho a seguir, estudar ou trabalhar?
Enquanto pensava, os dias passavam. Minha mãe me recomendou pra uma das vizinhas e trabalhei vendendo café da manhã por Miraflores com ela. Saíamos cedo, muito cedo na verdade, pra chegar antes da concorrência. Parávamos na frente das obras de construção e esperávamos pacientemente pelos primeiros clientes, na maioria senhores que trabalhavam de pedreiros.
A dona me contava que o negócio dela estava meio fraco, que as pessoas preferiam comprar da concorrência do que dela. Talvez preparassem coisas mais gostosas ou estivesse mais barato.
Mas com a minha chegada tudo mudou. Os senhores desviavam o caminho e até passavam reto das outras donas pra se aproximar da gente e nos dar uma força.
— É nova sua ajudante?
— Sim, é minha sobrinha que acabou de sair do colégio.
— Que bom, que bom. Me dá uma maca grande e dois pães com abacate. Cinco, patrão.
Pagou com 10 e o troco foi uma moeda de 5.
— Obrigado, linda.
— Obrigada você.
— Tem serviço, moça. Os senhores são meio chatos e até pica-flores, mas o importante é que comprem.
— Sim, dona, entendo.
— De comer, o que tem?
— Frango à passarinho, lomito saltado e salada russa.
— Hmmm, me dá uma russa — olhando pros meus peitos.
— Dá uma Russa, menina.
— Sim, dona.
Por algum motivo, a salada russa acabou rápido, e os pães também no final.
Os dias passavam e eu me acostumava de certa forma ao tratamento e à rotina de olhinhos e cantadas dos senhores. Nossas vendas dispararam e as outras donas nos olhavam com um desprezo que queimava. Minha vizinha, como agradecimento, aumentou meu salário, e eu, agradeci agradeci.
Foi quando chegou outra garota mais ou menos da minha idade que as vendas caíram. Era um pouco mais velha, sim, vinha de legging e um top justo. Eu me perguntava... como ela não morria de tanto frio que fazia nos invernos de Lima. Ela se abaixava de forma descarada, mostrando a bunda pros clientes enquanto procurava os pães, entrava na brincadeira dos homens, chamava eles de: papi, amor, bebê, gatinho. O que vai levar hoje? Deixava eles tocarem nos seus braços e sorria de um jeito bem safado. Era isso que mais chamava atenção.
Entendi ali que não importava se a comida era boa ou não, isso ficava em segundo plano e o importante era o "tratamento" pro cliente.
Com certa inveja, e por ordem da minha vizinha, tentei fazer o mesmo que a outra garota, mesmo meio desajeitada no começo, fui melhorando esse "tratamento" com os fregueses.
Usava minissaias, leggings que chegavam nas minhas coxas e as apertavam, e decotes que mostravam todos os meus atributos. Imitando a postura da outra garota, me inclinava e os homens viam um pouco da minha bunda e da minha calcinha. Se sua mãe descobrir, ela me mata, menina. Relaxa, vizinha, vai ficar tudo bem.
O boato correu rápido por Miraflores, pessoas de outras obras desviavam seu caminho só pra me ver com a desculpa de comprar. Até que não era mais só gente da obra, playboys branquelos e bem vestidos também se aproximavam pra comprar nosso café da manhã.
Tanta era a multidão que se aglomerava por minutos que os fiscais já tinham dado uma olhada em nós. Circulando, circulando, em Miraflores não é permitida venda ambulante. E a gente tinha que se mexer, fugir daquele lugar.
Um dia, por distraídas, chegaram vários deles e apreenderam nossos lanches. Entre empurra-empurra, a senhora quis salvar a enorme quantidade de comida que ainda tínhamos.
Ai, menina, acho que é tudo por hoje. Vou ter que ir com eles e ver como faço pra que devolvam nossas coisinhas. Vai pra casa mesmo assim, vou te pagar seu dia, você me fez ganhar bem essas semanas.
Enormes prédios sem fim pela neblina, ruas sem buracos, a via expressa organizada, parques lindos e limpos, frio de rachar e ventos vorazes. Eu não tinha me dado conta... Lembrei do tempo em que trabalhava lá e do quão bonito Miraflores era comparado a outros distritos mais precários.
Procurando no mapa do meu celular, tentava achar um jeito de voltar pra casa, uma kombi talvez, mas onde pegar? O marido da patroa costumava nos deixar e buscar no fim do expediente, então eu não tinha essa preocupação com transporte.
Passando por Tejada, moças e rapazes corriam com fones de ouvido, seguindo sua rotina diária de cardio. Tinham boa postura, um corpo bonito. Dava uma certa inveja ver que eles não tinham essa preocupação com dinheiro, só se importavam em malhar, ficar bonitos, estudar e ser felizes. Tinham a vida resolvida, cheia de luxo.
No 28 de Julho, um carro conhecido estacionou bem perto de mim e o vidro desceu: "Moça, moça, vende uns lanches pra mim?" Me aproximei e expliquei o que tinha acontecido. Era um cliente frequente, um playboy de uns 30 anos, e a patroa sempre aumentava o preço quando ele comprava da gente. "Ele tem dinheiro pra comprar tudo e jogar no lixo se quiser", ela dizia, "só olha o Audi dele".
"E o que você tá fazendo por aqui sozinha?", ele disse, esfregando as mãos.
"Bom, perguntei pra uma senhora há pouco e ela disse que em Benavides passam as kombis que me levam pro evitamento."
"Entendi, pois é. Em Benavides passam mesmo e te deixam na ponte. Mas vem, sobe que eu te levo. Sem compromisso."
Ele abriu a porta e senti a mudança de temperatura na hora, meu corpo relaxou ao deixar pra trás o frio que arrepiava minha pele. Contando minhas moedas, vi que não tinha a chave de casa na minha bolsa. Minha mãe trabalhava e meu padrastro também, como eu ia entrar? Escalar o telhado e abrir as telhas de eternit seria difícil, não tinha uma escada; pedir pra entrar pelos buracos que ligavam a casa do vizinho à minha encheria meus braços e pernas descobertos de machucados. Só restava esperar, que saco.
"Quantos anos você tem?" Em 3 meses faria 17, e... Você? 32, tô velho. Bom, não parece, na real, tá bem conservado. A academia ajuda muito, levo uma vida saudável há tempo demais. Imagino que sim, mas agora nem tanto, já que você compra nossos cafés da manhã e ainda pães com hambúrguer. Tem razão, mas é que às vezes dá uns desejos, o corpo é fraco.
Quando eu ainda estava no 3º ano do ensino médio, minhas amigas e eu fomos fazer trabalho voluntário pelo meu bairro. Nos mandaram pra praia catar lixo que era deixado, era um trampo pesado, porque a quantidade de sujeira era enorme. Minha amiga Tatiana era uma mina extrovertida, sempre se cercava mais de amigos do que de amigas, tinha facilidade nisso. Meus colegas compravam a comida dela quando ela não trazia lancheira, compravam refrigerante e doces sem ela nem pedir. Ela simplesmente dizia com um tom triste: «Que calor hoje, tô morrendo de sede» E sempre aparecia um com as moedas na mão. E quando a gente terminou de catar o lixo da praia, não tinha como voltar a não ser andando. Ela parou um carro e com um tom cheio de manha começou a falar com o motorista, e a gente entrou. Ela foi na frente e ficou dando mole pro senhor, dava risada e chegava muito perto como se quisesse seduzir, até esfregava as coxas bem perto da virilha dele, como se tivesse procurando alguma coisa. Ao descer, ela deu o número de telefone e ele nem cobrou a corrida. Aprendi então que as mulheres tinham uma certa facilidade quando querem conseguir alguma coisa.
Ei, e mais ou menos em quanto a gente chega na ponte? Bom, uns 15 minutos, por quê? É que tô morrendo de fome e não tomei café da manhã, quero chegar rápido em casa. Ah, olha, se fosse um pouquinho mais tarde eu te convidaria, conheço um lugar muito bom, mas como tá muito cedo ainda não abriu. Só seria no meu apê se você topar. É muito longe? Bem perto na verdade, a gente acabou de passar faz dois minutos.
Assim como com o professor de Oratória, peguei essa experiência como se fosse um deja vu. Entramos no apartamento dele, tomamos café da manhã, ele... eu me insinuava, me tocava e eu deixava. O curioso é que ele não tentou fazer sexo comigo, se limitava a beijar meus pés e subia lentamente, parando antes de chegar na minha virilha. Ele me pedia para fazer coisas estranhas, coisas que obviamente não aceitei. Até que começou a me oferecer dinheiro: "Te dou 50, 100, mas faz isso por favor." Ele abaixou a calça e deitou no chão de barriga para cima. Tinha um pênis branco e minúsculo, ereto de um jeito engraçado, os testículos dele ofuscavam seriamente o membro. Era estranho pisar no pênis dele e dizer que ele não valia como homem, mas isso o excitava. E eu feliz pelo dinheiro que ele estava me dando.
No dia seguinte voltei a vender com minha vizinha, não houve problemas porque ouvi que ela tinha "acertado" com o fiscal e assim ele não nos incomodaria, com a condição de nos mudarmos e rápido. O marido dela recolheu as coisas e esperavam que eu entrasse no carro. Dona, vou comprar livros, tem uma livraria ali perto. Podem ir. Ela não perguntou nada e arrancou com o carro.
Eu tinha combinado com o Omar de nos vermos de novo, ele ia me buscar depois que minha vizinha fosse embora. Entrei no carro e nos cumprimentamos com um beijo na bochecha. Fizemos as perguntas típicas que vêm depois do cumprimento, e finalmente ele me contou o que estava tramando. Ele tinha comprado roupas muito sensuais para mim, uma minissaia xadrez branca e vermelha, uma calcinha fio-dental que mostrava toda a bunda, uma camisa curta que mostrava meu abdômen: o estilo de uma colegial.
Ele me contou o plano fantasioso dele e eu me diverti ouvindo, desde que tivesse dinheiro envolvido, coisa que não faltava para ele: Estacionaríamos nos subsolos do parque de Miraflores, esperaríamos um homem passar por onde o carro estaria e eu sairia para fazer uma atuação. Meu celular cairia debaixo do carro ao lado e eu me abaixaria para tentar pegá-lo. O Omar ficaria assistindo a cena atrás dos vidros polarizados.
Ei, e se o senor fizer alguma coisa comigo? Acho que não, porque por aqui costumam passar vigilantes e eles perceberiam. E se acontecer, você deixa levar e pronto. Vou te pagar muito bem, mas por favor realiza essa fantasia pra mim, tá?
Minha vida estava meio chata depois do colégio, Miraflores era um lugar que eu não conhecia e ninguém me conhecia. Por que não fazer umas loucuras assim?
À distância, dava pra ver um homem com o corpo largo por causa dos músculos, uns um e setenta e poucos de altura, e talvez uns 40 anos. Ouvi o bipe ao trancar o carro dele, e ele vinha em direção à saída.
Desci do carro rapidinho, me ajoelhei e deslizei meu celular por baixo do carro até onde meus braços não alcançavam mais. Minha bunda à mostra pela minissaia passou despercebida pelo senhor que se aproximava devagar, até que um gemido de esforço chamou a atenção dele pra mim.
"Moça, precisa de ajuda?" Virei como se não esperasse por ele e contei o que aconteceu. Ele se abaixou e pegou o celular pra mim. Peguei de volta e agradeci com um abraço cheio de malícia. Senti as mãos grossas dele, de homem maduro, apertando minha cintura nua.
"O que você faz aqui sozinha?" "É que eu tava saindo pro trabalho e tropecei, meu celular ficou aí por isso." "Trabalho? Você me parece muito jovem, quantos anos tem?" "Tenho 21" (menti) "Ahhh, entendi. E então, no que trabalha uma moça bonita como você?" (me olhando de cima a baixo com um sorriso safado) "Bom, você sabe, não faça de conta. Olhando pra mim, no que você diria que eu trabalho?" "Ah é? E faria um trabalho pra mim também, então?" "Como assim? Do que você tá falando?" Ele virou a cabeça pra esquerda e direita pra ver se tinha alguém por perto e abaixou a calça: "Esse tipo de trabalho."
Dava pra ver um volume gordo sob a cueca listrada em mostarda e creme. "Depende se você tem como me pagar." "Dinheiro não é problema, só diz um valor."
Ele me virou e me apoiou sobre o carro. Pelas janelas, consegui ver o rosto do Omar, atento à cena.
Senti o senhor beijando minha bunda com vontade, moveu meu fio dental pro lado e enfiou a cara entre minhas nádegas, respirando fundo. Ele se recompôs e ficou lambendo e mordendo minha orelha enquanto apertava minhas nádegas como se quisesse abri-las. Ele se virou novamente e me fez ajoelhar na frente dele. A cueca dele estava esticada pela pressão da ereção. "Tira ele", ele disse. Seus fluidos dispararam no meu rosto, ele tinha o pênis grosso e pulsava, parecia que não transava há meses.
Eu o chupava e minha boca enchia, em movimentos frenéticos sua mão empurrava minha cabeça e conseguia me engasgar. Ele me dizia coisas obscenas enquanto eu fazia isso.
Ele se sentou no chão e eu continuei com meu árduo trabalho. Dessa vez minha bunda descoberta estava à sua direita. Ele enfiou os dedos grossos na minha buceta e levou o líquido até meu cu. Lambia meus lábios inferiores e seus dedos dilatavam minha bunda. Ele voltou por trás de mim, agarrando meus quadris contra ele, seu pênis grosso fincava meu cu que se abria aos poucos. Quando ele conseguiu entrar, senti vontade de fazer xixi e ele não parou com minhas súplicas para parar. Um tempo depois ele tirou e jogou tudo na minha boca, era grosso e de gosto azedo.
Naquele dia eu tinha feito dinheiro equivalente a talvez 3 meses de trabalho vendendo café da manhã.
Omar e eu ainda estávamos em contato, não mais com tanta frequência, mas cada vez que a gente se via ele tinha uma ideia maluca nova. Na maioria das vezes o perigo era excitante, mas valia mais pela grana rápida e fácil.
(Se quiserem que eu continue contando relatos, me avisem :3 vou tentar ficar mais atenta. Obrigada por ler)
Quando terminei o colégio em Lima, não tinha muito bem planejado o que faria depois. Nunca parei pra pensar realmente qual era o caminho a seguir, estudar ou trabalhar?
Enquanto pensava, os dias passavam. Minha mãe me recomendou pra uma das vizinhas e trabalhei vendendo café da manhã por Miraflores com ela. Saíamos cedo, muito cedo na verdade, pra chegar antes da concorrência. Parávamos na frente das obras de construção e esperávamos pacientemente pelos primeiros clientes, na maioria senhores que trabalhavam de pedreiros.
A dona me contava que o negócio dela estava meio fraco, que as pessoas preferiam comprar da concorrência do que dela. Talvez preparassem coisas mais gostosas ou estivesse mais barato.
Mas com a minha chegada tudo mudou. Os senhores desviavam o caminho e até passavam reto das outras donas pra se aproximar da gente e nos dar uma força.
— É nova sua ajudante?
— Sim, é minha sobrinha que acabou de sair do colégio.
— Que bom, que bom. Me dá uma maca grande e dois pães com abacate. Cinco, patrão.
Pagou com 10 e o troco foi uma moeda de 5.
— Obrigado, linda.
— Obrigada você.
— Tem serviço, moça. Os senhores são meio chatos e até pica-flores, mas o importante é que comprem.
— Sim, dona, entendo.
— De comer, o que tem?
— Frango à passarinho, lomito saltado e salada russa.
— Hmmm, me dá uma russa — olhando pros meus peitos.
— Dá uma Russa, menina.
— Sim, dona.
Por algum motivo, a salada russa acabou rápido, e os pães também no final.
Os dias passavam e eu me acostumava de certa forma ao tratamento e à rotina de olhinhos e cantadas dos senhores. Nossas vendas dispararam e as outras donas nos olhavam com um desprezo que queimava. Minha vizinha, como agradecimento, aumentou meu salário, e eu, agradeci agradeci.
Foi quando chegou outra garota mais ou menos da minha idade que as vendas caíram. Era um pouco mais velha, sim, vinha de legging e um top justo. Eu me perguntava... como ela não morria de tanto frio que fazia nos invernos de Lima. Ela se abaixava de forma descarada, mostrando a bunda pros clientes enquanto procurava os pães, entrava na brincadeira dos homens, chamava eles de: papi, amor, bebê, gatinho. O que vai levar hoje? Deixava eles tocarem nos seus braços e sorria de um jeito bem safado. Era isso que mais chamava atenção.
Entendi ali que não importava se a comida era boa ou não, isso ficava em segundo plano e o importante era o "tratamento" pro cliente.
Com certa inveja, e por ordem da minha vizinha, tentei fazer o mesmo que a outra garota, mesmo meio desajeitada no começo, fui melhorando esse "tratamento" com os fregueses.
Usava minissaias, leggings que chegavam nas minhas coxas e as apertavam, e decotes que mostravam todos os meus atributos. Imitando a postura da outra garota, me inclinava e os homens viam um pouco da minha bunda e da minha calcinha. Se sua mãe descobrir, ela me mata, menina. Relaxa, vizinha, vai ficar tudo bem.
O boato correu rápido por Miraflores, pessoas de outras obras desviavam seu caminho só pra me ver com a desculpa de comprar. Até que não era mais só gente da obra, playboys branquelos e bem vestidos também se aproximavam pra comprar nosso café da manhã.
Tanta era a multidão que se aglomerava por minutos que os fiscais já tinham dado uma olhada em nós. Circulando, circulando, em Miraflores não é permitida venda ambulante. E a gente tinha que se mexer, fugir daquele lugar.
Um dia, por distraídas, chegaram vários deles e apreenderam nossos lanches. Entre empurra-empurra, a senhora quis salvar a enorme quantidade de comida que ainda tínhamos.
Ai, menina, acho que é tudo por hoje. Vou ter que ir com eles e ver como faço pra que devolvam nossas coisinhas. Vai pra casa mesmo assim, vou te pagar seu dia, você me fez ganhar bem essas semanas.
Enormes prédios sem fim pela neblina, ruas sem buracos, a via expressa organizada, parques lindos e limpos, frio de rachar e ventos vorazes. Eu não tinha me dado conta... Lembrei do tempo em que trabalhava lá e do quão bonito Miraflores era comparado a outros distritos mais precários.
Procurando no mapa do meu celular, tentava achar um jeito de voltar pra casa, uma kombi talvez, mas onde pegar? O marido da patroa costumava nos deixar e buscar no fim do expediente, então eu não tinha essa preocupação com transporte.
Passando por Tejada, moças e rapazes corriam com fones de ouvido, seguindo sua rotina diária de cardio. Tinham boa postura, um corpo bonito. Dava uma certa inveja ver que eles não tinham essa preocupação com dinheiro, só se importavam em malhar, ficar bonitos, estudar e ser felizes. Tinham a vida resolvida, cheia de luxo.
No 28 de Julho, um carro conhecido estacionou bem perto de mim e o vidro desceu: "Moça, moça, vende uns lanches pra mim?" Me aproximei e expliquei o que tinha acontecido. Era um cliente frequente, um playboy de uns 30 anos, e a patroa sempre aumentava o preço quando ele comprava da gente. "Ele tem dinheiro pra comprar tudo e jogar no lixo se quiser", ela dizia, "só olha o Audi dele".
"E o que você tá fazendo por aqui sozinha?", ele disse, esfregando as mãos.
"Bom, perguntei pra uma senhora há pouco e ela disse que em Benavides passam as kombis que me levam pro evitamento."
"Entendi, pois é. Em Benavides passam mesmo e te deixam na ponte. Mas vem, sobe que eu te levo. Sem compromisso."
Ele abriu a porta e senti a mudança de temperatura na hora, meu corpo relaxou ao deixar pra trás o frio que arrepiava minha pele. Contando minhas moedas, vi que não tinha a chave de casa na minha bolsa. Minha mãe trabalhava e meu padrastro também, como eu ia entrar? Escalar o telhado e abrir as telhas de eternit seria difícil, não tinha uma escada; pedir pra entrar pelos buracos que ligavam a casa do vizinho à minha encheria meus braços e pernas descobertos de machucados. Só restava esperar, que saco.
"Quantos anos você tem?" Em 3 meses faria 17, e... Você? 32, tô velho. Bom, não parece, na real, tá bem conservado. A academia ajuda muito, levo uma vida saudável há tempo demais. Imagino que sim, mas agora nem tanto, já que você compra nossos cafés da manhã e ainda pães com hambúrguer. Tem razão, mas é que às vezes dá uns desejos, o corpo é fraco.
Quando eu ainda estava no 3º ano do ensino médio, minhas amigas e eu fomos fazer trabalho voluntário pelo meu bairro. Nos mandaram pra praia catar lixo que era deixado, era um trampo pesado, porque a quantidade de sujeira era enorme. Minha amiga Tatiana era uma mina extrovertida, sempre se cercava mais de amigos do que de amigas, tinha facilidade nisso. Meus colegas compravam a comida dela quando ela não trazia lancheira, compravam refrigerante e doces sem ela nem pedir. Ela simplesmente dizia com um tom triste: «Que calor hoje, tô morrendo de sede» E sempre aparecia um com as moedas na mão. E quando a gente terminou de catar o lixo da praia, não tinha como voltar a não ser andando. Ela parou um carro e com um tom cheio de manha começou a falar com o motorista, e a gente entrou. Ela foi na frente e ficou dando mole pro senhor, dava risada e chegava muito perto como se quisesse seduzir, até esfregava as coxas bem perto da virilha dele, como se tivesse procurando alguma coisa. Ao descer, ela deu o número de telefone e ele nem cobrou a corrida. Aprendi então que as mulheres tinham uma certa facilidade quando querem conseguir alguma coisa.
Ei, e mais ou menos em quanto a gente chega na ponte? Bom, uns 15 minutos, por quê? É que tô morrendo de fome e não tomei café da manhã, quero chegar rápido em casa. Ah, olha, se fosse um pouquinho mais tarde eu te convidaria, conheço um lugar muito bom, mas como tá muito cedo ainda não abriu. Só seria no meu apê se você topar. É muito longe? Bem perto na verdade, a gente acabou de passar faz dois minutos.
Assim como com o professor de Oratória, peguei essa experiência como se fosse um deja vu. Entramos no apartamento dele, tomamos café da manhã, ele... eu me insinuava, me tocava e eu deixava. O curioso é que ele não tentou fazer sexo comigo, se limitava a beijar meus pés e subia lentamente, parando antes de chegar na minha virilha. Ele me pedia para fazer coisas estranhas, coisas que obviamente não aceitei. Até que começou a me oferecer dinheiro: "Te dou 50, 100, mas faz isso por favor." Ele abaixou a calça e deitou no chão de barriga para cima. Tinha um pênis branco e minúsculo, ereto de um jeito engraçado, os testículos dele ofuscavam seriamente o membro. Era estranho pisar no pênis dele e dizer que ele não valia como homem, mas isso o excitava. E eu feliz pelo dinheiro que ele estava me dando.
No dia seguinte voltei a vender com minha vizinha, não houve problemas porque ouvi que ela tinha "acertado" com o fiscal e assim ele não nos incomodaria, com a condição de nos mudarmos e rápido. O marido dela recolheu as coisas e esperavam que eu entrasse no carro. Dona, vou comprar livros, tem uma livraria ali perto. Podem ir. Ela não perguntou nada e arrancou com o carro.
Eu tinha combinado com o Omar de nos vermos de novo, ele ia me buscar depois que minha vizinha fosse embora. Entrei no carro e nos cumprimentamos com um beijo na bochecha. Fizemos as perguntas típicas que vêm depois do cumprimento, e finalmente ele me contou o que estava tramando. Ele tinha comprado roupas muito sensuais para mim, uma minissaia xadrez branca e vermelha, uma calcinha fio-dental que mostrava toda a bunda, uma camisa curta que mostrava meu abdômen: o estilo de uma colegial.
Ele me contou o plano fantasioso dele e eu me diverti ouvindo, desde que tivesse dinheiro envolvido, coisa que não faltava para ele: Estacionaríamos nos subsolos do parque de Miraflores, esperaríamos um homem passar por onde o carro estaria e eu sairia para fazer uma atuação. Meu celular cairia debaixo do carro ao lado e eu me abaixaria para tentar pegá-lo. O Omar ficaria assistindo a cena atrás dos vidros polarizados.
Ei, e se o senor fizer alguma coisa comigo? Acho que não, porque por aqui costumam passar vigilantes e eles perceberiam. E se acontecer, você deixa levar e pronto. Vou te pagar muito bem, mas por favor realiza essa fantasia pra mim, tá?
Minha vida estava meio chata depois do colégio, Miraflores era um lugar que eu não conhecia e ninguém me conhecia. Por que não fazer umas loucuras assim?
À distância, dava pra ver um homem com o corpo largo por causa dos músculos, uns um e setenta e poucos de altura, e talvez uns 40 anos. Ouvi o bipe ao trancar o carro dele, e ele vinha em direção à saída.
Desci do carro rapidinho, me ajoelhei e deslizei meu celular por baixo do carro até onde meus braços não alcançavam mais. Minha bunda à mostra pela minissaia passou despercebida pelo senhor que se aproximava devagar, até que um gemido de esforço chamou a atenção dele pra mim.
"Moça, precisa de ajuda?" Virei como se não esperasse por ele e contei o que aconteceu. Ele se abaixou e pegou o celular pra mim. Peguei de volta e agradeci com um abraço cheio de malícia. Senti as mãos grossas dele, de homem maduro, apertando minha cintura nua.
"O que você faz aqui sozinha?" "É que eu tava saindo pro trabalho e tropecei, meu celular ficou aí por isso." "Trabalho? Você me parece muito jovem, quantos anos tem?" "Tenho 21" (menti) "Ahhh, entendi. E então, no que trabalha uma moça bonita como você?" (me olhando de cima a baixo com um sorriso safado) "Bom, você sabe, não faça de conta. Olhando pra mim, no que você diria que eu trabalho?" "Ah é? E faria um trabalho pra mim também, então?" "Como assim? Do que você tá falando?" Ele virou a cabeça pra esquerda e direita pra ver se tinha alguém por perto e abaixou a calça: "Esse tipo de trabalho."
Dava pra ver um volume gordo sob a cueca listrada em mostarda e creme. "Depende se você tem como me pagar." "Dinheiro não é problema, só diz um valor."
Ele me virou e me apoiou sobre o carro. Pelas janelas, consegui ver o rosto do Omar, atento à cena.
Senti o senhor beijando minha bunda com vontade, moveu meu fio dental pro lado e enfiou a cara entre minhas nádegas, respirando fundo. Ele se recompôs e ficou lambendo e mordendo minha orelha enquanto apertava minhas nádegas como se quisesse abri-las. Ele se virou novamente e me fez ajoelhar na frente dele. A cueca dele estava esticada pela pressão da ereção. "Tira ele", ele disse. Seus fluidos dispararam no meu rosto, ele tinha o pênis grosso e pulsava, parecia que não transava há meses.
Eu o chupava e minha boca enchia, em movimentos frenéticos sua mão empurrava minha cabeça e conseguia me engasgar. Ele me dizia coisas obscenas enquanto eu fazia isso.
Ele se sentou no chão e eu continuei com meu árduo trabalho. Dessa vez minha bunda descoberta estava à sua direita. Ele enfiou os dedos grossos na minha buceta e levou o líquido até meu cu. Lambia meus lábios inferiores e seus dedos dilatavam minha bunda. Ele voltou por trás de mim, agarrando meus quadris contra ele, seu pênis grosso fincava meu cu que se abria aos poucos. Quando ele conseguiu entrar, senti vontade de fazer xixi e ele não parou com minhas súplicas para parar. Um tempo depois ele tirou e jogou tudo na minha boca, era grosso e de gosto azedo.
Naquele dia eu tinha feito dinheiro equivalente a talvez 3 meses de trabalho vendendo café da manhã.
Omar e eu ainda estávamos em contato, não mais com tanta frequência, mas cada vez que a gente se via ele tinha uma ideia maluca nova. Na maioria das vezes o perigo era excitante, mas valia mais pela grana rápida e fácil.
(Se quiserem que eu continue contando relatos, me avisem :3 vou tentar ficar mais atenta. Obrigada por ler)
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